Nome científico: Annona sp
Nome popular: anona, fruta-do-conde, pinha, ata, cabeça-de-negro
Família: Annonaceae

Pode atingir de 10 a 20 m de altura; as folhas são simples, levemente discolores, revestidas por pubescência esbranquiçada na face inferior; as flores, de coloração esverdeada ou branco-amarelada, geralmente são carnosas e florescem de julho a setembro.
Matas do Norte até o Sul do Brasil
Da fruta-do-conde ao marolo, os araticuns englobam diversas espécies que adocicam os cerrados o ano todo.
De dezembro a abril, frutifica no cerrado uma fruta parecida com uma pinha, bastante apreciada e conhecida no país e no mundo: é o araticum.
Esse nome é comumente utilizado para muitas variedades de Annona nos países cuja língua oficial é o português. Ele representa várias espécies, como a fruta-do-conde (Annona squamosa), a graviola (Annona muricata) e o araticum-do-cerrado ou marolo (Annona crassiflora).
Essa fruta, de coloração verde-escura, textura rugosa e escamosa e de polpa bastante leve e cremosa, se desmancha na boca, proporcionando sabor agradável e perfume doce. É consumida principalmente in natura, mas sua polpa serve como ingrediente para sucos e refrescos. Difícil acreditar que uma fruta de aparência tão rústica e nada atraente seja dona de qualidades tão saborosas e apreciadas!
Dentre as mais conhecidas e comercializadas no Brasil, está a Annona squamosa. Apresenta vários nomes, dependendo da região: araticum, no Rio Grande do Sul; fruta-do-conde ou pinha, na Bahia e no interior de São Paulo; ata, no Norte e Nordeste do Brasil e em Minas Gerais. Segundo Pio Corrêa, no ano de 1626, na Bahia, a primeira árvore de Annona squamosa foi plantada pelo Conde de Miranda, o que provavelmente fez com que seu fruto recebesse o nome de fruta-do-conde.
Fruta nativa do Brasil, diferente de outras variedades de araticuns, o araticum-do-cerrado pode apresentar duas variedades de polpa, distinguindo-se o araticum de polpa rosada, doce e macia, e o de polpa amarela, não muito doce e levemente ácida. Pode ser encontrado em feiras, supermercados e em beiras de estradas nos períodos de frutificação. Dentre as diversas variedades de araticuns, o araticum-do-cerrado é o mais aproveitável na cozinha, servindo como ingrediente de bebidas, licores, refrescos, sorvetes, bolos, geléias, docinhos, compotas, doces-de-leite, cremes, etc.
Fonte: www.ibb.unesp.br

Nome científico: Annona crassiflora
Família: Anonáceas
Nome comum: araticum, marolo, araticum-do-campo, araticum-do-cerrado,
bruto
Origem: Brasil
O araticum é da mesma família da atemóia, pinha, condessa, graviola, fruta-do-conde e, só no cerrado, existem ou existiam 27 outras espécies de araticum.
Perene, arbórea, com 6 a 8 metros de altura, bem adaptada principalmente às condições dos cerrados remanescentes do Brasil – Central, que abrange o Distrito Federal e os estados da Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí e São Paulo. Folhas – simples, coriáceas (consistência semelhante ao couro), formas e tamanhos variáveis, com pilosidade de cor marrom na face superior, caducas (caem durante o inverno ou na época de seca mais prolongada, nas regiões de clima quente).
Flores – formadas em ramos novos, solitárias, seis pétalas carnosas¸ livres, geralmente não se abrem totalmente. Frutos – compostos, tipo sincarpo (originado da reunião de muitos frutos pequenos que se aderem, mas fecundados separadamente), daí a formação de numerosas áreas salientes na parte externa que lembram escamas arredondadas. Apresenta variabilidade genética relacionada ao tamanho, à forma e à cor da polpa – branca, amarela e rósea, em função de população de plantas.
As plantas que produzem frutos com polpa branca são pouco produtivas; com polpa rosada – mais doce e macia; com polpa amarela – é a mais comum, não muito doce e um pouco ácida.
O peso de cada fruto varia de 0,50 a 1,50 quilo e produz de 60 a 90 sementes. As condições favoráveis ao desenvolvimento das plantas e frutificação são: temperatura amena a quente, solos profundos, bem drenados, não é exigente em fertilidade do solo.
São adaptadas ao longo período sem chuva durante o inverno, porque apresentam um sistema radicular bastante desenvolvido e profundo nos solos do cerrado. A propagação é feita normalmente através de sementes, mas, para cultivo comercial, recomenda-se fazer enxertia, porque por sementes ocorre grande variabilidade genética em muitas características como no tamanho, cor e no sabor dos frutos.
O início de frutificação ocorre a partir de 4 anos de idade em plantas originadas de sementes e de 2 a 3 anos por enxertia. Nas condições do cerrado da região de Brasília, DF, cada árvore produz 10 a 50 frutos. Possivelmente, essa produtividade pode ser aumentada e melhorada, mas pouco se sabe sobre o comportamento dessa planta quanto à ocorrência de pragas e de doenças ao cultivar em pomares comerciais e com adubações para aumentar o seu desempenho.
A polpa é comestível e muito apreciada, ao natural e na forma de sucos, doces, sorvetes, geléias, licores e recheios na confecção de bolos e bombons. A planta é usada na medicina popular. Os frutos servem de alimento para muitos pássaros e animais silvestres.
Fonte: globoruraltv.globo.com