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Arcadismo

No século XVIII superam-se os conflitos espirituais da época anterior. O período ficou conhecido como Iluminismo ou Ilustração (Conhecido também por "século das luzes": as "luzes" da ciência(razão) contra a ignorância da Inquisição e da mentalidade contra-reformista), e foi marcado por intenso desenvolvimento científico e filosófico. A burguesia se enriquece muito com a Revolução Industrial, que provoca grandes transformações nas estruturas econômicas. A Revolução Francesa, o primeiro grande trunfo político da classe burguesa, provoca também grandes transformações sociais e se espalha pelo mundo.

Esse movimento foi uma retomada aos modelos clássicos greco-latinos e aos modelos do Renascimento-Classicismo, por isso é conhecido também como Neoclassicismo.

O período árcade coincide no Brasil com o ciclo do ouro. Minas Gerais - notadamente Vila Rica - é o centro econômico e cultural do Brasil. Entre os fatos históricos dessa época, podemos mencionar: nomeação do Marquês de Pombal como Ministro do rei D. José I; expulsão dos jesuítas de Portugal e dos domínios portugueses pelo Marquês de Pombal, provocando o enfrentamento da influência religiosa no campo cultural; Conjuração Mineira e condenação de Tiradentes. A economia da mineração promove o surgimento de uma pequena classe média, cria-se o sistema literário brasileiro. O gosto pela literatura torna-se símbolo de status.

O Arcadismo tem início entre nós com a publicação de Obras Poéticas (1769), de Cláudio Manuel da Costa, e termina com a publicação, em Paris, da obra "Suspiros Poéticos e Saudades", de Gonçalves de Magalhães (1836). Admite-se uma fase de transição para o Romantismo, que vai de 1808, com a chegada da Família Real, até 1836, início do Romantismo; esse período é denominado de Pré-Romantismo.

Sâo características do Arcadismo o equilíbrio, clareza, simplicidade, redomínio da razão, o bucolismo (campo), o pastoralismo, a imitação da natureza (mímese); há uma tendência ao "alinhamento" dos aspectos dolorosos da existência, a arte ganha uma finalidade didática moralizante, além de prazerosa; freia-se o impulso pessoal e a subjetividade, devendo ser a poesia descritiva e sujeita ao crivo da razão.

Outra característica do Arcadismo (neoclassicismo), era a opasição ao estilo Barroco; pois os neoclássicos defendiam uma arte racional e natural e, assim, eram inimigos do "mal-gosto" e dos "excessos" tão comuns no estilo Barroco, buscando então, uma arte sem antíteses, desequilíbrios ou dilacerações. O poeta, desse movimento, era mais um pintor de situações do que emoções.

Os motivos da poesia árcade são sintetizados em frases latinas extraídas de autores clássicos:

Fonte: www.ultramix.com.br

Arcadismo

O nome dessa escola é uma referência à Arcádia, região bucólica do Peloponeso, na Grécia, tida como ideal de inspiração poética. No Brasil, o movimento árcade toma forma a partir da segunda metade do século XVIII.

A principal característica desta escola é a exaltação da natureza e de tudo que lhe diz respeito. É por isto que muitos poetas ligados ao arcadismo adotaram pseudônimos de pastores gregos ou latinos (pois o ideal de vida válido era o de uma vida bucólica).

Contexto Histórico

O arcadismo, setecentismo (os anos 1700) ou neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII, tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa.A influência neoclássica penetrou em todos os setores da vida artística européia, no século XVIII. Os artistas desse período compreendiam que o Barroco havia ultrapassado os limites do que se considerava arte de qualidade e procuravam recuperar e imitar os padrões artísticos do Renascimento, tomados então como modelo.

Na Itália essa influência assumiu feição particular. Conhecida como Arcadismo, inspirava-se na lendária região da Grécia antiga. Segundo a lenda, a Arcádia era dominada pelo deus Pari e habitada por pastores que, vivendo de modo simples e espontâneo, se divertiam cantando, fazendo disputas poéticas e celebrando o amor e o prazer.

Os italianos, procurando imitar a lenda grega, criaram a Arcádia em 1690 - uma academia literária que reunia os escritores com a finalidade de combater o Barroco e difundir os ideais neoclássicos. Para serem coerentes com certos princípios, como simplicidade e igualdade, os cultos literatos árcades usavam roupas e pseudônimos de pastores gregos e reuniam-se em parques e jardins para gozar a vida natural.

No Brasil e em Portugal, a experiência neoclássica na literatura se deu em torno dos modelos do Arcadismo italiano, com a fundação de academias literárias, simulação pastoral, ambiente campestre, etc.

Esses ideais de vida simples e natural vêm ao encontro dos anseios de um novo público consumidor em formação, a burguesia, que historicamente lutava pelo poder e denunciava a vida luxuosa da nobreza nas cortes.

O desejo da natureza, a realização da poesia pastoril, a reverência ao bucolismo são traços marcantes da literatura arcádica, disposta a fazer valer a simplicidade perdida no Barroco.

Em Portugal

No Brasil

Marco Inicial

No Mundo

Criação da 1ª Arcádia pelos italianos, procurando imitar a lenda grega

Em Portugal

Fundação da Arcádia Lusitana (1756)

No Brasil

Obras Poéticas - Cláudio Manuel da Costa(1768)
Fundação da Arcádia Ultramarina em Vila Rica

Características

Predomínio da razão

Adoção de lemas latinos: Fugere Urbem (fuga da cidade), Locus amoenus (refúgo ameno)

Gerais

No Brasil

Autores

Portugal

Brasil

Arcadismo no Brasil

Desenvolve-se no Brasil com o Arcadismo a primeira produção literária adaptada à vida da colônia, já que os temas estão ligados à paisagem local. Surgem vários autores do gênero em Minas Gerais, centro de riqueza na época. Embora eles não cheguem a criar um grupo nos moldes das arcádias, constituem a primeira geração literária brasileira.

A transição do Barroco para o Arcadismo se dá com a publicação, em 1768, do livro Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), um dos integrantes da Inconfidência Mineira. Entre os árcades se destacam ainda o português que viveu no Brasil e participou da Inconfidência Mineira, Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), autor de Marília de Dirceu e Cartas Chilenas; Basílio da Gama (1741-1795), autor do poema épico O Uraguai; Silva Alvarenga (1749-1814), autor de Glaura; e Frei Santa Rita Durão (1722-1784), autor do poema épico Caramuru. Apesar do engajamento pessoal, a produção literária desses autores não está a serviço da política. A escola predomina até o início do século XIX, quando surge o Romantismo.

Fonte: pt.wikipedia.org

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