
Seus poderes são conhecidos desde a Idade Média - a arnica (Arnica montana) é originária das regiões montanhosas do norte da Europa e desde tempos remotos é usada na cicatrização de ferimentos graças às suas propriedades regeneradoras de tecidos. Em aplicações mais específicas, é também indicada para combater febres, hemorragias, desinterias, infecções renais, inflamações oculares, problemas circulatórios e cardíacos.
Os mais idosos certamente conhecem os poderes da arnica: há uns bons anos, não havia "farmácia caseira" que não tivesse pelo menos um vidrinho de tintura ou pomada de arnica para socorrer depois de uma pancada ou contusão.
A receita dos vovôs agora tem comprovação científica: pesquisa realizada na Universidade Federal do Paraná comprovou a eficiência da arnica para tratar machucados, especialmente aqueles com marcas roxas.
A responsável por essa eficiência é a presença de uma substância chamada 'quercitina', capaz de aumentar a resistência dos vasos e a irrigação sangüínea nos locais machucados, diminuindo o coágulo e eliminando a mancha roxa. Outra substância - a inolina - funciona como um analgésico, aliviando a dor da pancada.
Popularmente, a arnica recebeu diversos nomes: quina-dos-pobres, tabaco-dos-alpes, tabaco-da-montanha, erva-dos-pregadores, etc. Há controvérsias sobre origem do nome "Arnica", embora muitas referências indiquem que seja uma deformação da palavra grega 'ptarmica', que significa "que faz espirrar".
O nome "quina-dos-pobres" teria surgido no século XIX, em razão das suas propriedades antitérmicas. Planta da família das Compostas, a arnica é um arbusto perene, que produz floradas abundantes de cor amarelo-ouro ou alaranjado. As pétalas ovaladas e pontudas exalam um suave perfume. Os frutos são pardos. As flores e as raízes são as únicas partes da planta que podem ser aproveitadas para fins medicinais e cosméticos.
Por ser uma planta originária dos solos ácidos das montanhas européias, o cultivo da Arnica montana no Brasil é de adaptação muito difícil. Por aqui, existem muitas plantas chamadas popularmente de arnica, mas na verdade são espécies diferentes e não têm a mesma aplicação terapêutica.
A milagrosa florzinha, no entanto, deve ser utilizada com cautela.
Recomenda-se utilizá-la para uso interno apenas sob supervisão médica.
Nunca se deve fazer chá com as folhas da arnica, pois elas apresentam componentes altamente tóxicos. As farmácias homeopáticas preparam medicamentos seguros a partir das raízes da arnica, que são largamente utilizados.
Já para o uso externo, as precauções podem ser reduzidas. Existem no mercado vários medicamentos indicados para uso externo preparados à base de arnica que podem ser usados para tratar machucados, contusões musculares, artrite, dores reumáticas e até para auxiliar no tratamento das varizes.
Na cosmética, a arnica é empregada para combater a oleosidade e queda excessiva dos cabelos, rachaduras e hematomas na pele e tratar irritações da pele dos bebês (na forma de talco). Para aplicações externas, você pode preparar a tintura e o óleo medicinal em casa.
É só adquirir as flores secas em farmácias ou lojas especializadas. Mas atenção: cuidado com as falsificações, peça a arnica pelo nome científico - Arnica montana - e não aceite substituições.
Rose Aielo Blanco
Fonte: www.jardimdeflores.com.br
Nome científico
Arnica montana L.
Família
Asteraceae.
Sinônimos botânicos
Não encontrados na literatura consultada.
Outros nomes populares
Arnica-das-montanhas, arnica-verdadeira, panacéia-das-quedas, quina-dos-pobres, tabaco-de-montanha, tabaco-dos-saboianos; arnica-verdadeira; echte arnika (alemão), arnica (espanhol, francês, inglês e italiano), arnicae (latim).

Ácido cinâmico, ácido fórmico, ácido fumárico, ácido isobutírico, ácido isovalérico, ácido tânico, alcalóide, arnicina, arnifolinas, astragadol, cadineno, carotenóides, ceras, chammisonólidos, colina, cumarinas, escopoletina, esteróis, faradiol, flavonóides (isoquercetina, luteolina, astragalina), fitosterina, glicosídeos, helenalinas, heterósido flavônico, humuleno, inulina, mirceno, óleo essencial (0,23 a 0,35%), óxido cariofilênico, resinas, taninos, timol, triterpenos (arnidol, pradiol e arnisterina), umbelliferona, xantofila.
Analgésica, anticongestiva, antiinflamatória, antimicrobiana, anti-seborréica, anti-séptica, cardiotônica, estimulante, estimulante do crescimento capilar, hipotensora, tônica, vulnerária.
Apoplexia, asma, arteriosclerose, cabelos (queda, caspa, dermatite seborréica, oleosidade), catarro, contusões, coqueluche, distensão muscular, dores (musculares, articulares, reumáticas, de entorse, de contusões), entorse, espasmo, ferimento, febre, furunculose, golpes, gota, edema, hematoma, inflamação, inflamações na boca, inchaço, nevralgia, hemorragia, machucaduras, músculos doloridos, nevralgias, pressão alta, problemas ligados ao joelho, reumatismo, sistema circulatório (estimulante), traumatismo, úlcera do estômago.
Flores, folhas, rizoma.
Uso interno e externo na gestação, lactação e indivíduos sensíveis à planta. Nunca usar internamente se há distúrbios gastrointestinais, tais como úlcera duodenal, gastrite, refluxo esofágico, colite, diverticulite ... A arnica não deve ser usada internamente, para qualquer finalidade, sem supervisão médica.
Externamente ela não deve ser usada em ferimentos sem pele.
Pode causar empolamento e irritação da pele. Mortes por envenenamento por arnica têm sido relatadas. Pode causar náuseas, vaso dilatação, irritações gástricas, dermatite de contato com formação de eczemas, irritação dos rins, calor na garganta, vômitos, diarréia, contrações espasmódicas dos membros, dificuldade de respiração, inflamação do tubo digestivo, sérios danos ao coração, sedar o sistema nervoso central e coma.
Não há nenhum antídoto conhecido. 50 ml da tintura pode levar à morte.
Modo de usar: tintura, extrato, pó das folhas, raiz.
Dosagens máximas:
Em quantidades mais elevadas, a arnica pode provocar intoxicações sérias.
Cuidados na preparação de infusão de flores de arnica para uso interno: eles devem ser colocadas em uma bolsa de tecido, a qual deve ser amarrada para não permitir o afundamento, caso contrário a infusão causará irritação da garganta, náusea, e vômitos. Dê sempre preferência a preparados comerciais e com receituário médico.
Tintura de 20 g de flores trituradas de arnica em 100 ml de álcool 49%.
Dose média: 1 ml
Tintura de 10 g de flores de arnica em 100 ml de álcool 45%.
Dose: 2 a 4 ml
Extrato para furúnculos: misturar 10 ml de extrato de arnica e 20 ml de mel de abelha. Adicionar uma pitada de pó de licopódio (Licopodium elevatum L.) ou de alteia (Althaea officinalis). Quando a pasta ficar densa aplicar sobre os furúnculos, cobrindo-os com gaze. Não aplicar se o furúnculo estiver aberto
Macerar por 10 dias, 20 g de raízes e folhas secas de arnica, em 100 ml de álcool a 60%. Coar e guardar em um recipiente de vidro. Usar em compressas para contusões, quedas, distensões, hematomas, dores reumáticas musculares. No momento da utilização diluir em água, na proporção de 1 ml de tintura para 5 de água.
Tintura: diluir uma a duas colheres de sopa em um copo de água
Infusão de 2 g de flores de arnica em 150 ml de água fervente adoçada.
Deixar esfriar, dividir em três doses e tomar de 8 em 8 horas. Se ingerido em excesso provoca náuseas. Deve ser usado sob controle médico: estômago
Infusão de uma colher de sopa de flores picadas em meio copo de água fervente. Dividir em 3 doses e beber durante o dia: diaforético, diurético, expectorante
Infusão para limpeza externa: duas colheres de sopa de flores em um copo de água fervente. Usar frio
Decocções e infusões: gargarejos, banhos
Pomada: esquentar 25 g de flores em 30 g de azeite de oliva ou banha de porco em banho-maria. Filtrar em algodão: acne, furúnculos
Extrato líquido de rizomas: diluir 1 ml do extrato dos rizomas 1:1, em 600 ml de água morna: contusão e inchaço
Extrato líquido de rizomas: 5 ml de rizoma triturado em 100 ml de álcool 70%. Mistura 1 ml desta tintura em 30 ml de água: frieira, contusões e torções
Fonte: www.plantamed.com.br

Partes usadas
Folhas.
Família
Compostas (Asteraceae).
Caracteristicas
Herbácea de caule pouco ramificado, raízes negras e fibrosas, folhas ovais em forma de roseta, flores amareladas semelhantes às da margarida.
Dicas de Cultivo
Adapa-se melhor a solos arenosos, levemente ácidos, com humus e iluminacao plena. O planrio e feito por sementes ou divisão de touceiras, em qualquer epoca do ano. O espacamento entre cada cova deve ser de 0,3 x 0,3 m.
Outros Nomes
Também conhecida como Arnica-das-montanhas, arnica-verdadeira, tabaco-das-montanhas, arnica-montana. Em Portugal: arnica, tabao-dos-saboianos, betônica-dos-saboianos, tabaco-dos-vosgos, tanchagem-dos-alpes, cravo-dos-alpes, panacéia-das-quedas, quina-dos-pobres; Espanha: árnica, hierba de las caídas, tabaco de montaña, tupa de montaña, tabaco borde, tabaco del diablo, estornudadera, hierba santa; Franca: arnica; Ingl.: mountain arnica.
Princípios Ativos
Lactonas, esteróides, arnicina, inulina, carotenos, ácidos graxos, resinas e taninos dentre outros.
Propriedades
Anti-séptica e cardiotônica.
Indicações
É muito eficiente para uso externo no caso de machucaduras e contusões. também para resolver problemas de espinhas, acnes e furúnculos antes de vazarem. Não é bom usar arnica em feridas abertas. É venenosa, por isso só é recomendada para uso externo.
Toxicologia
Em excesso pode ocasionar eritema e queimação. No uso interno, náuseas, vômitos, taquicardia e depressão.
Fonte: www.cantoverde.org