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Arnica

Arnica

A arnica é uma planta herbácea perene que possui um rizoma subterrâneo e um caule ereto, ramificado e glanduloso, terminado por um capítulo de flores amarelas. As folhas da roseta terrestre são ovais, aplicadas contra o solo; as folhas do caule são lanceoladas, opostas e inseridas no local dos nós. O fruto é um aquênio negro munido de penugem.

A arnica cresce nas montanhas européias e norte-americanas, mas começa a ser muito rara como espontânea, e é por isso protegida em numerosos países.

Toda a planta tem valor farmacêutico. Colhe-se sobretudo a flor, mas freqüentemente também o rizoma. A flor deve ser colhida sem o disco e sem invólucro: são apanhadas apenas as flores tubulosas e liguladas. Os rizomas são limpos e secados rapidamente. Os capítulos contêm vestígios de óleo essencial, carotenóides, um suco amargo, a anircina, uma saponina, o arnidiol, esteróis, a isoquercetina, o astragadol, etc.

O rizoma contém taninos, até 6,3 % de óleo essencial e resina. Ambas as partes têm uma ação estimulante, e mesmo irritante, sobre as mucosas gástrica e intestinal, assim como uma ação irritante sobre os rins.

A arnica tem igualmente efeitos benéficos sobre a circulação sanguínea e a atividade cardíaca, sob a condição de ser prescrita e dosada por um médico. Emprega-se sobretudo um extrato alcoólico, a tintura de arnica.

Esta tintura era muito apreciada antigamente para tratar as feridas, como desinfetante e cicatrizante. Decocções e infusões de arnica entram também na composição de gargarejos, banhos e pensos.

Armando Miguel Jr

Fonte: www.medicinageriatrica.com.br

Arnica

Arnica

É uma planta medicinal que apresenta grandes resultados no tratamento de traumatismos, contusões, torções e “batidas” em geral. É mais utilizada externamente, sob a forma de pomadas ou compressas.

Também para uso oral, como comprimidos (principalmente na homeopatia) ou pelo seu chá. Além disso, a arnica possui propriedades diuréticas e estimulantes.


A arnica é uma planta alpestre, cultivada em jardins ou, comercialmente, para a produção de remédios homeopáticos. Apresenta uma flor dourada característica, considerada muito bonita. A melhor e mais cultivada variedade é a affinis.

Plantio, tratos culturais e colheita

Com temperatura, solo e umidade adequadas, a arnica pode ser plantada durante todo o ano. Deve ser regada regularmente e não é muito sujeita a pragas e doenças. O terreno deve ser capinado quando necessário.

Produz cerca de 4kg num canteiro de 6m², com um espaçamento de 20cm entre as linhas. Para garantir a fertilidade do solo, deve-se utilizar cerca de 5 quilos de esterco por metro quadrado.

A colheita é feita cinco meses após o plantio e, no caso de plantações comerciais, a produção é, na maioria das vezes, comprada por laboratórios homeopáticos.

Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br

Arnica

As propriedades analgésicas e antiinflamatórias da arnica brasileira (Lychnophora ericoides) foram comprovadas em estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) coordenados por Norberto Peporine Lopes. A pesquisa, que já dura dois anos e ainda não terminou, vem dar respaldo científico a práticas de erveiros e curandeiros, que costumam receitar a aplicação de soluções alcóolicas à base de arnica para curar dores e inflamações.

Além de identificar essas propriedades, a equipe determinou as partes da planta em que elas se manifestam: a raiz e as folhas produzem substâncias antiinflamatórias com mais intensidade, enquanto os analgésicos encontram-se apenas na raiz. Segundo Norberto, o objetivo do estudo é produzir fitoterápicos de qualidade a baixo custo, com o mínimo de constituintes que possam causar efeitos colaterais.

Mais de 50 substâncias foram identificadas na arnica. Duas delas apresentaram resultados satisfatórios em testes com camundongos: um antiinflamatório derivado do ácido quínico e presente nas folhas e a lignana cubebina, com atividade analgésica, encontrada nas raízes. Os antiinflamatórios goiasensolido e centraterina armazenados na estrutura da folha foram testados diretamente sobre as proteínas associadas ao processo inflamatório e apresentaram ação eficaz na inibição do chamado fator NF-kB, mensageiro celular responsável pelo início da inflamação. Goiasensolido e centraterina impedem que esse fator se ligue ao DNA e, com isso, evitam a formação das proteínas que dão início à inflamação.

Porém, eles podem causar reações alérgicas na pele, o que está levando os pesquisadores a aperfeiçoar os métodos de extração e purificação. O estudo também identificou que a arnica brasileira contém mais substâncias analgésicas e antiinflamatórias durante a floração, que normalmente ocorre de dezembro a março mas pode variar em função da região.

A arnica brasileira, encontrada nos campos rupestres do país, está em extinção devido à extração indiscriminada e à destruição dos ambientes naturais da planta. Por isso, a equipe, com a colaboração da Unaerp, começou a testar a produção dessas substâncias por cultura de tecidos. A técnica consiste na obtenção de calos a partir de folhas de plântulas germinadas in vitro. Essas folhas são acondicionadas em frascos com diferentes reguladores de crescimento para induzir o desenvolvimento. Assim, obtém-se o calo, uma massa de crescimento desordenado de células produtoras do goiasensolido (ver foto acima).

Norberto prevê dez anos para a comercialização de eventuais analgésicos e antiinflamatórios extraídos da arnica. É preciso ainda fazer estudos para definir a melhor tintura, o cultivo e, sobretudo, realizar testes toxicológicos. Embora a arnica seja muito usada em chás, Norberto alerta para o perigo da ingestão, pois algumas lactonas da planta possuem uma estrutura química comprovadamente citotóxica.

Fonte: www.redetec.org.br

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