O bom desempenho da economia brasileira nos últimos anos impulsionou o setor da construção civil e transformou algumas cidades em grandes canteiros de obras ao ar livre. Além de casas, prédios residenciais e edifícios comerciais, muitas prefeituras têm investido em obras de infra-estrutura visando, entre outras coisas, à universalização do serviço de saneamento básico, o que significa levar água potável e rede de esgoto a todos os domicílios. Essas obras geram grande demanda por especialistas de várias áreas, entre eles arquitetos e urbanistas. “Esses profissionais são contratados para fazer o planejamento, definir estratégias de atuação e organizar os trabalhos de expansão das redes de água e esgoto das cidades”, explica o arquiteto Raphael José de Oliveira, gerente de cadastro do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Blumenau (SC). “Esse é um trabalho que vem crescendo muito em prefeituras e secretarias estaduais de saneamento e, por isso, deve gerar, nos próximos anos, uma forte procura por arquitetos e urbanistas.”
Além de orientar o crescimento de bairros e cidades e atuar em projetos ligados ao saneamento básico, os graduados nessa área são especialistas em organizar espaços segundo critérios de conforto, estética e funcionalidade. Cabe ao profissional determinar os materiais a ser utilizados nas obras, levando em conta o uso do imóvel e o consumo de energia. Ao lado do engenheiro, ele acompanha a construção e gerencia os custos e a mão-de-obra. Como desenhista industrial, projeta objetos, elabora placas de sinalização e logotipos. Para se dar bem na profissão, é fundamental ter criatividade e talento para o desenho.
O mercado de trabalhoA expectativa entre os arquitetos é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que aqueceu a construção civil, tenha reflexos positivos também na arquitetura. "Por enquanto nosso mercado não foi atingido, mas creio ser apenas uma questão de tempo", diz Oscar Luís Ferreira, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB). A expectativa está em pauta por vários motivos, um deles porque o programa facilita os empréstimos para a compra de imóveis. Outro fator que torna esse mercado aquecido é a mudança de mentalidade da população. Em regiões menos desenvolvidas, o arquiteto sempre foi considerado um artigo de luxo e, portanto, pouco procurado tanto pelo setor público quanto pelo privado. "Mas, agora, esse panorama começa a ser alterado", conta o professor.
As obras de infra-estrutura, como rodovias, pontes e portos, abrem oportunidades para o especialista em projetos, urbanismo e paisagismo em grandes construtoras e incorporadoras, como Odebrecht e Camargo Corrêa. Paisagistas e urbanistas encontram lugar na administração de praças e parques, nas prefeituras municipais, para realizar o reordenamento territorial e organizar a distribuição de terras, e em construtoras de condomínios de luxo. A possibilidade de abrir o próprio escritório existe, mas é mais difícil para o recém-formado, com pouca experiência. Empresas privadas de diversos ramos de atuação, como criação de mobiliário, cerâmica e montagem de cozinhas, têm oferecido vagas para o arquiteto.
O cursoO currículo mescla disciplinas das Ciências Humanas e Exatas, como matemática, história da arte, resistência de materiais e computação gráfica. O primeiro semestre é muito teórico, mas, a partir do segundo, há mais aulas práticas. A criatividade é fundamental na hora de fazer os esboços, mas esteja pronto para mergulhar nos cálculos. Estágio e trabalho de conclusão de cursos são obrigatórios na maioria das instituições.
A duração média do curso é de cinco anos.
Fonte: guiadoestudante.abril.com.br
O curso de Arquitetura e Urbanismo tem como objetivos principais: promover vivência e desenvolver criatividade, ambas aprofundadas pelo estudo de fundamentos culturais, históricos e socioeconômicos, e propiciar a assimilação de sólidos conhecimentos dos meios técnicos de execução, aplicados e consolidados na prática projetual.
Em suma, formar um profissional apto a conceber os espaços físicos da paisagem urbana, das edificações e dos objetos expressos através de projetos, modelos e detalhamentos.
Há um ligeiro crescimento na busca por profissionais desta área, perfeitamente explicável em face do crescimento desordenado das cidades, o que, por sua vez, vem exigindo dos administradores um grande investimento no planejamento urbano e na produção de edificações. O profissional desta área pode atuar como autônomo, na construção civil, nas empresas de consultoria, na indústria de transformação e também nos mais variados setores da iniciativa pública e privada.
Fonte: www.curso-objetivo.br
Embora ter uma banda de garagem seja bem diferente de seguir a carreira acadêmica de músico, saber tocar três acordes como os Ramones já ajuda. Dificilmente alguém chega sem saber absolutamente nada na faculdade, afinal, antes mesmo de prestar vestibular, o estudante já tem de encarar um teste de aptidão em diversas universidades. "Muitos candidatos acreditam no mito do talento, do gênio, da espontaneidade e da intuição e se esquecem de que - como diria Debussy - para o músico é necessário 85% de transpiração e 15% de inspiração. Não há como passar nem no teste de música do vestibular sem a devida preparação", avisa o coordenador do departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Rogério Costa.
Os cursos costumam ser divididos por instrumentos, além das ênfases em composição, regência, canto e a licenciatura. "Alguém pode se tornar um excelente músico sem freqüentar o ensino superior, pois há muitas outras formas de se adquirir uma formação consistente. Porém, a universidade é um lugar privilegiado para o desenvolvimento do pensamento criativo e crítico", diz Costa.
MercadoConforme Costa, o leque de atuação do graduado em Música é amplo. O bacharel pode atuar como instrumentista - o que inclui os cantores - solista ou em grupos de diversas naturezas (orquestras, corais, bandas, grupos de câmara, grupos de jazz, choro). "Pode também se dedicar à composição, música de concerto, erudita, popular, música funcional para rádio, TV, publicidade, cinema, teatro, performances, etc. Pode ainda se dedicar à regência e coordenação de grupos instrumentais ou vocais tais como corais, orquestras e bandas", enumera Costa. Como há uma série de carreiras que o músico pode seguir, fica difícil estimar uma média salarial.
Se cursar a licenciatura, o profissional pode optar pela educação musical nas escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio. A áreaacadêmica também é uma opção. "Neste caso, ao se ligar a uma universidade, o profissional desenvolverá atividades de pesquisa - musicologia, etnomusicologia, composição, análise -, ensino e extensão", diz.
É pra você?Para cursar a faculdade, é preciso ser apaixonado pela música, acredita o professor da ECA-USP. "Lembre-se que o som é o material da música e é necessário ser apaixonado também pelos sons para descobrir o que se fez, o que se faz e o que pode ser feito com eles." Para ele, a Música pode ser uma boa opção se você é criativo e tem sensibilidade auditiva. "É importante que você se interesse pela arte e por todas as suas conexões com a vida das pessoas e das sociedades." Mas também é necessário ser disciplinado para encarar o estudo árduo e cotidiano de um instrumento e de todas as outras disciplinas que constituem o universo da música, comenta.
O que vem por aí - Uma área que parecia esquecida deve voltar com força total: o Congresso Nacional aprovou recentemente a retomada do ensino obrigatório de música nas escolas públicas. "Isto deve demandar uma renovação no quadro de professores", acredita Costa. Ele lembra ainda que há uma área emergente ligada à música e tecnologia: produção de softwares, gravação e elaboração de projetos de acústica (em conjunto com engenheiros de som).
Diferencial"No curso superior, ninguém cuida de você como no colégio. Você faz o seu caminho escolhendo disciplinas, propondo projetos de pesquisa, se integrando às atividades estudantis, grupos de estudo, de performance, consultando a biblioteca", afirma o coordenador da ECA-USP. Portanto, nada de esperar pelo sucesso. Seja versátil e realize atividades de naturezas bem diversificadas para se estabelecer. "É um novo universo que se abre com muitas possibilidades e você deve estar atento e disposto a estabelecer conexões com os outros alunos e com os professores, inclusive de outros cursos", diz Costa. Seja um aluno participativo, reflexivo e criativo.
"Alguém que se dedica a compor jingles tem que se inserir no mercado, mostrando sua produção, aguardando oportunidades. Alguém que se dedica à educação, deve levar currículos em escolas, fazer estágios. Alguém que quer se dedicar à vidaacadêmica , deve ingressar no mestrado e em seguida no doutorado. Alguém que queira ser um instrumentista de música erudita deve criar seu espaço junto às instituições promotoras de concertos e, no caso da música popular, deve se inserir em grupos."
Fonte: noticias.terra.com.br