Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Arquitetura Gótica  Voltar

Arquitetura Gótica

 

Na arquitetura, o estilo gótico é caracterizado pelo arco de ogiva. Este estilo surgiu na França nos fins do século XII e expandiu-se pela Europa Ocidental, mantendo-se até a Renascença, ou seja, até o século XIV, na Itália, e até o século XVI ao norte dos Alpes.

Moore definiu a arquitetura gótica como um "sistema de abóbadas, cuja estabilidade era assegurada por um equilíbrio perfeito de forças". Esta interessante definição é infelizmente incompleta, pois nem sequer cita os arcos de ogiva.

Mas a verdade é que, se este elemento é fundamen- tal no estilo gótico, aparece também noutros estilos, assim como o arco de volta inteira surge igualmente nos edifícios góticos.

Arquitetura Gótica

Durante o período românico, o arco de ogiva apare- ce principalmente nos lugares onde existe forte influência sarracena. Os arquitetos da catedral românica de Monreale, utilizaram-no freqüentemente. O românico espanhol, e até mesmo o provençal, empregaram o arco de ogiva.

Por outro lado, num edifício tão gótico quanto a catedral de Chartres, as janelas da clarabóia da nave são de volta inteira, salvo nas suas subdivisões, assim como os arcos diagonais da Notre-Dame de Paris. O arco de ogiva, então, não é tão característico do gótico como geralmente se pensa.

A definição de Moore não menciona as paredes, mas somente os três elementos principais da construção. No gótico francês, uma vez chegado o seu máximo esplendor, a parede deixou de ser com efeito, elemento da estrutura. O edifício é uma gaiola de vidro e de pedra com as janelas que vão de um pilar a outro.

Se a parede existe ainda, por exemplo, sob as janelas das naves laterais, é somente como defesa contra as intempéries. Tudo se passa como se as paredes românicas tivessem sido cortadas em seções e cada seção houvesse girado sobre si própria num ângulo reto para o exterior, de modo a formar contra-fortes.

No seu início o gótico francês baseava-se nos elementos estruturais definidos por Moore, porém essa definição só se aplicaria à elaboração do gótico francês não abrangendo a arquitetura gótica de outros países ou as fases ulteriores deste estilo na França.

A abóbada

Arquitetura Gótica

Dentre os elementos da arquitetura gótica este seria o mais importante. Os arquitetos góticos introduziram duas inovações fundamentais na construção de abóbadas. Em primeiro lugar para os arcos dobrados e os arcos dianteiros terem a mesma dimensão que os arcos cruzeiros, adotaram o arco de ogiva.

O cruzamento das ogivas permite obter abóbadas com arcos da mesma altura. Numa abóbada que cubra um espaço retangular, a ogiva dos arcos formeiros tem de ser muito pronunciada. Por outro lado, os construtores góticos tentaram concentrar a pressão das abóbadas ao longo de uma linha única, em frente de cada pilar, no exterior do edifício.

Os arcos góticos alteiam os arcos formeiros: em vez de os iniciar ao mesmo nível que os arcos diagonais, inserem um colunelo que permite colocar o nascimento dos arcos formeiros em nível superior ao dos outros.

Assim, as janelas da clarabóia tornam-se mais importantes e, desse modo, não há mais a necessidade de ser acentuar a ogiva do arco formeiro para obter uma abóbada de flechas iguais. Finalmente, a zona coberta pela abóbada na parede exterior reduz-se a uma linha em vez de se limitar a um triângulo. A nave da Catedral de Amiens oferece um exemplo claro deste sistema.

Suporte

Uma vez que a arquitetura gótica se desenvolveu a partir da românica, podemos encontrar um colunelo para cada nervura da abóbada, o que efetivamente acontece sobre os capitéis da arcada da nave. Como as proporções do edifício se tornaram mais leves, os fustes são mais esguios do que na arte românica e sublinham o movimento ascendente do conjunto. Quanto ao pilar propriamente dito, o caso é diferente.

O pilar composto românico, por mais lógico que seja, é relativamente espesso; define o espaço da nave central e a separa das laterais. As diferentes partes da igreja são desde então concebidas como unidades separadas. O gótico parece primeiramente retroceder. O pilar composto é substituído por uma coluna lisa e redonda cuja massa, menos volumosa, facilita a passagem entre a nave central e as laterais, criando um espaço único.

Para que se torne possível utilizar colunas lisas, os suportes aparentes dos arcos da abóbada devem terminar ao nível dos capitéis, o que embora seja arquitetonicamente possível, é pouco estético. Com efeito, as verticais rígidas dos colunelos parecem interromper-se muito bruscamente.

Entretanto, o desejo de se construir catedrais cada vez mais altas, leva a um grande aprimoramento técnico. Exemplo disso são os fortíssimos pilares de Chartres, nos elegantes fustes de Amiens, testemunho de uma experiência mais avançada em termos de arquitetura.

A habilidade técnica em constante progresso dos construtores dos séculos XIV e XV, permitiu recorrer novamente ao pilar composto, cujos elementos serão tão finos e tão delicados, que parece desafiar as leis da gravidade.

Contraforte

É o terceiro e último elemento estrutural do gótico. As paredes góticas ao contrário das românicas são finas ou inexistentes, sendo o contraforte tipicamente gótico composto de duas partes. A primeira, o contraforte propriamente dito, inspira-se no contraforte românico e está colocado em ângulo reto em relação a igreja, contra a parede lateral, e, eleva-se muito altamente, num enorme grau de perfeição.

O peso deste elemento neutraliza a pressão das abóbadas. O segundo elemento, ou arcobotante, é especificamente gótico. O arcobotante tem uma caixilharia diagonal de pedra; está escorado de um lado pelo contraforte, colocado a certa distância da parede, e por outro lado pela clarabóia da nave. O arcobotante dirige a pressão da abóbada para o exterior por cima da cobertura da nave central.

Como é cimbrado por baixo, exerce um pouco de pressão sobre o vão; sozinho não poderia resistir à pressão lateral das abóbadas, mas associado aos contrafortes, tem uma força enorme.

Foi graças a esse elemento que o gótico ousou construir naves tão altas e tão claras. Assim, a catedral gótica eleva-se para o céu como uma oração e, tal como a filosofia medieval, exprime o intangível e transcende o homem, na sua procura do além.

Beatrix Algrave

Fonte: www.spectrumgothic.com.br

Arquitetura Gótica

O século X encontra a Europa em crise. O poder real, enfraquecido, foi substituído pelo feudalismo. Invasões ameaçam a França. Desprotegidos, o povo se organiza em torno dos castelos feudais, únicas - e precárias - fortalezas.

A tensão popular contribui para que se espalhe a crença propagada pela Igreja de que se aproxima o juízo final: o mundo vai acabar no ano 1000. A arte românica, expressão estética do feudalismo, reflete o medo do povo. Esculturas anunciam o apocalipse, pinturas murais apavorantes retratam o pânico que invade não só a França mas toda a Europa Ocidental. Chega o ano 1000 e o mundo não acaba. Alguma coisa precisa acontecer.

Em 1905, surgem as primeira Cruzadas. O feudalismo ainda permanece, mas tudo indica que não poderá resistir por muito tempo. Novos pensadores fazem-se ouvir, propagando suas idéias. Fundam-se as primeiras Universidades. Subitamente, a literatura cresce em importância. Muitos europeus, até então confinados à vida nas aldeias, passam a ter uma visão mais ampla do mundo. Profunda mudança social está a caminho.

Pressentindo a queda do feudalismo, a arte antecipa-se aos acontecimentos e cria novo estilo, que irá conviver durante certo tempo com o românico, mas atendendo às novas necessidades. Verdadeiro trabalho de futuristas da época, o estilo gótico surge pela primeira vez em 1127, na arquitetura da basílica de Saint-Denis, construída na região de Ile-de-France, hoje Paris.

Arquitetura Gótica 
Chartres, uma das primeiras catedrais góticas da França

Fins do século XII. Graças ao apoio da burguesia e da classe trabalhadora, os reis conseguem retomar sua autoridade. Enfraquecido, o poder feudal vai aos poucos desaparecendo. A população passa a ter maior influência na vida pública nacional, da qual tinha sido até então mera espectadora.

Eufóricos diante da própria importância, os habitantes de cada região sentem a necessidade de demonstrar sua emancipação. A catedral será o símbolo de sua vitória. Aí se realizarão não apenas os atos religiosos, mas as atividades comunitárias de todo o grupo: será a casa do povo.

Não mais cheia de esculturas e desenhos tenebrosos, mas alta, imponente, iluminada. Que suas torres pontiagudas tentem atingir as nuvens. Livre do medo do fim do mundo, o povo é animado por novo sopro de fé. As paredes de seus templos devem deixar entrar a luz do sol em múltiplas cores que lembrem a presença divina.

Da necessidade de construir catedrais que correspondessem à euforia e ao misticismo do povo, surgiu a arquitetura gótica. As primeiras foram construídas na França, ao redor de onde se encontra hoje a cidade de Paris; foi essa uma das primeiras regiões a eliminar o feudalismo.

Nobreza, clero e massa popular competiam em generosidade mística. O objetivo era um só: colaborar para a construção das dispendiosas catedrais. Com a autoridade monárquica cada vez mais assegurada, as antigas zonas feudais foram-se transformando e surgiram as primeiras cidades: Noyon, Laon, Sens, Amiens, Reims, Beauvais, onde se encontram as catedrais góticas mais belas do mundo.

Arquitetura Gótica
Catedral de Canterbury Kent, Grã-Bretanha

O estilo gótico é identificado como o período das grandes catedrais. De fato, com suas construções começaram a ser definidos os princípios fundamentais desse estilo. O gótico teve início na França, novo centro de poder depois da queda do Sacro Império, emmeados do século XII, e terminou aproximadamente no século XIV, embora em alguns países do resto da Europa, como a Alemanha, se entendesse até bem depois de iniciado o século XV.

O gótico era uma arte imbuída da volta do refinamento e da civilização na Europa e o fim do bárbaro obscurantismo medieval. A palavra gótico, que faz referência aos godos ou povos bárbaros do norte, foi escolhida pelos italianos do renascimento para descrever essas descomunais construções que, na sua opinião, escapavam aos critérios bem proporcionados da arquitetura.

Foi nas universidades, sob o severo postulado da escolástica - Deus Como Unidade Suprema e Matemática -, que se estabeleceram as bases dessa arte eminentemente teológica. A verticalidade das formas, a pureza das linhas e o recato da ornamentação na arquitetura foram transportados também para a pintura e a escultura. O gótico implicava uma renovação das formas e técnicas de toda a arte com o objetivo de expressar a harmonia divina.

A arquitetura gótica se apoiava nos princípios de um forte simbolismo teológico, fruto do mais puro pensamento escolástico: as paredes eram a base espiritual da Igreja, os pilares representavam os santos, e os arcos e os nervos eram o caminho para Deus. Além disso, nos vitrais pintados e decorados se ensinava ao povo, por meio da mágica luminosidade de suas cores, as histórias e relatos contidos nas Sagradas Escrituras.

A construção gótica, de modo geral, se diferenciou pela elevação e desmaterialização das paredes, assim como pela especial distribuição da luz no espaço. Tudo isso foi possível graças a duas das inovações arquitetônicas mais importantes desse período: o arco em ponta, responsável pela elevação vertical do edifício, e a abóbada cruzada, que veio permitir a cobertura de espaços quadrados, curvos ou irregulares.

Arquitetura Gótica
Divisão da abóbada gótica. Os arcos ogivais (arcos cruzados em diagonal) distribuem o peso da abóbada, tornanda com isso mais leve

Os arcos de meia circunferência usados nas abóbadas das igrejas românicas faziam com que todo o peso da construção fosse descarregado sobre as paredes. Isso obrigava a um apoio lateral resistente: pilares maciços, paredes mais espessas, poucas aberturas para fora. O espaço para as janelas era bem reduzido e o interior da igreja escurecia. O espírito do povo pedia luz e grandiosidade. Então como conseguí-las?

O arco em meia circunferência foi substituído por arcos ogivais ou arcos cruzados. Isso dividiu o peso da abóbada central, fazendo com que ele se descarregasse sobre vários pontos, simultaneamente, podendo ser usado material mais leve, tanto para a abóbada como para as bases de sustentação. Em lugar dos sólidos pilares, esbeltas colunetas passaram a receber o peso da abóbada.

O restante do peso foi distribuído por pilares externos. Estes, por sua vez, remetem o peso aos contrafortes - torres pontiagudas e muito trabalhadas, que substituem as maciças pilastras românicas, com a mesma função. As torres dão mais altura e majestade à catedral.

As paredes, perdendo sua importância como base de sustentação, passam a ser feitas com um dos materiais mais frágeis de que se dispunha: o vidro. Surge a desejada luminosidade. Grandes e feéricos vitrais coloridos ilustram em desenhos cenas da vida cristã. A magia dos vitrais góticos, que filtram a luz do sol, enche a igreja de uma claridade mística que lembra a presença divina.

O sistema de suportes constituídos de pilares cantonados e fasciculados, pequenas colunas cilíndricas e nervos, junto com os arcobotantes, tornou a parede mais leve, até seu quase total desaparecimento. As janelas ogivais e as rosetas acentuaram ainda mais a transparência da construção. A intenção era criar no visitante a impressão de um espaço que se alçava infinitamente até o ceu.

Fonte: www.pegue.com

Arquitetura Gótica

arquitetura Gótica teve sua origem no século XII como uma evolução dos recursos técnicos do período anterior, o românico. Na França a catedral, símbolo maior da arquitetura gótica, apareceu com destaque pela primeira vez em 1140 em Saint-Denis, ao norte de Paris, construída para substituir outra edificação religiosa que tinha se tornado exígua para as grandes aglomerações.

Arquitetura Gótica

A arquitetura românica foi um produto genuinamente religioso, pois as igrejas e os conventos foram, na maioria das vezes, desenhados e construídos por monges ou frades. A arte de construir gótica, teve uma participação mais aprofundada de uma sociedade laica, levantadas por arquitetos leigos.

Suas conquistas estruturais foi fruto de um persistente trabalho românico, liberado das influências orientais e mediterrâneas. Cumpre um novo papel de servir à divindade.

No que diz respeito às características das edificações e aos anseios religiosos, a sociedade pedia por mais espaço e mais luz. Os arcos ogivais eram capazes de deixar as colunas mais esbeltas sem colocar em perigo a estabilidade da estrutura. As abóbadas ogivais de arestas descarregavam o seu peso através de cordões, nervuras e feixes, descarregando em pontos internos e definidos.

Os empuxos laterais, produzidos por estes integrantes do conjunto estático, foram trasladados para o exterior do templo, graças aos arcos botantes e aos contrafortes e pináculos. Os painéis de paredes situados entre os apoios, não possuíam praticamente função estática, podendo funcionar como enormes janelas. A mais importante característica do estilo é a abóbada de nervuras.

Ela apresenta arcos visíveis, que são construídos separadamente da teia ou superfície da abóbada. As nervuras eram construídas usualmente em primeiro lugar, utilizando-se uma armação de madeira móvel - cimbre.

Depois eram inseridas pedras mais finas para completar a teia. Esse tipo de abóbada era fisicamente mais leve do que a abóbada de arestas de área equivalente. Portanto, exercia menor empuxo ou tensão sobre as partes inferiores da construção. As nervuras serviam como um diagrama de pedra das forças estruturais da construção. Com relação aos arcos, o arco ogival possuía a vantagem de poder cobrir áreas retangulares.

Tais vãos anteriormente requeriam a construção de dois arcos que alcançavam alturas diferentes, criando transições difíceis para os pedreiros. Outra vantagem da ogiva é que, por se alongar e projetar para o alto, dava a ilusão de alcançar maior altura que o arco pleno.

Estava inaugurada a época das catedrais cuja arquitetura podia ser definida segundo três elementos: o arco botante, a abóbada nervurada e a pedra. O distanciamento dos apoios permitia vãos iluminados e colunas de escassos diâmetros. As paredes dos arcos laterais tinham que ser muito altas, para que a luz pudesse penetrar no seu interior, por cima dos telhados das naves laterais, exigindo a colocação dos arcos exteriores (botantes).

A luz branca do sol não era suficiente para aqueles interiores de pedra rendada, sendo necessário que o templo se colorisse nas mais variadas cores; foi conseguido através dos vitrais. No interior, a ornamentação foi totalmente atraída pelos capitéis, enquanto que no exterior se generalizou pelas fachadas, galgando as torres pontiagudas, subindo pelos arcos ogivais, brotando incontida aqui e acolá com aquela tendência de subir espacialmente, com o que se pretendia traduzir a lei de ascensão espiritual. As rosáceas nasce com as mais variadas formas e obedecendo às mais intricada e belas leis de formação geométrica.

Se a abóbada de arestas românica é um todo que vai de ponta a ponta, o que redunda numa difusão de cargas, que por seu turno exige paredes grossas e reforçadas, na abóbada gótica tal não sucede, pois que existe agora a transmissão localizada de cargas, o que permite paredes bem delgadas.

Na arquitetura românica a abóbada central tem seus empuxos anulados por maciços contrafortes, do que resulta uma acentuada sensação de peso. Na arquitetura gótica os empuxos provenientes da nave central são transportados para fora do prédio, enquanto as colunas se desdobram em autênticos feixes de colunetas, onde cada uma se encontra responsável pela carga da nervura que lhe corresponde.

A igreja românica tem sua torre emergindo do cruzeiro, no centro da construção, enquanto que no gótico ela se levanta do primeiro plano, da fachada.

Um dos maiores segredos do êxito gótico foi o emprego de pequenas pedras, muito bem cortadas e aparelhadas, fáceis de transportar e de colocar. A planta das catedrais góticas exibe uma forma de cruz latina, dotada de grandes áreas, possuindo de 3 a 5 naves, onde o transcepto se confunde com o alinhamento das naves laterais. A fachada se subdivide em 3 zonas verticais e outras tantas horizontais (1-as portas de entrada, 2-a galeria e a rosácea, 3-as torres).

Fonte: www.territorios.org

Arquitetura Gótica

Arquitetura Gótica
Notre-Dame de Paris, interior

A todo aquele que permaneça de pé em alguma das grandes naves góticas e se deixa penetrar pelo ambiente do lugar, impõem-se simultaneamente duas impressões: sensações físicas e emoções espirituais. Ninguém pode furtar-se a sentir a poderosa sugestão que se desprende das linhas em ascensão vertical, a penetração e o envolvimento da luminosidade.

Ao contrário da basílica romana, curvada sobre o chão, fortemente concentrada em si mesma e apoiada nas suas bases, a catedral gótica é um edifício ereto, uma igreja de pé. Ao contrário da pesada abóbada em semicírculo, que requer excessiva espessura das paredes, estreita as janelas e enche de sombra a nave à medida que esta se expande, a técnica gótica chama com veemência a luz e entrega-lhe todo o edifício para que o atravesse e ali se estabeleça.

Os dois traços característicos que os nossos sentidos reconhecem na catedral gótica têm as suas correspondências instantâneas na alma. Alguma coisa se exalta nela quando se sente sobrenaturalmente ligada a esse impulso e a essa chamada das alturas. A instintiva felicidade que a luz derrama em grandes clarões não parece ser a promessa das elucidações definitivas, o reflexo terrestre da luz incriada?

No entanto, seria um erro supor que estes elementos espirituais que reconhecemos nessas obras-primas foram os principais e determinantes. Os mestres-de-obras góticos certamente não se propuseram fazer naves vertiginosamente altas para que correspondessem ao impulso místico das almas, nem pretenderam multiplicar os vãos para que a luz que passasse por eles simbolizasse o conhecimento de Deus.

Na raiz de toda a grande realização artística encontra-se sempre uma invenção técnica. O arco ogival – invenção que tornou possível a cátedra gótica – não teve em si nenhuma significação religiosa e, aliás, foi usada para cobrir salas, dormitórios ou paióis. Mas – e é nisso que reside o mistério da arte – a invenção técnica produziu-se no mesmo momento e nas condições em que, por um perfeito jogo de concordâncias, pelo encontro de aspirações, ela poderia atingir um êxito total e assumir o seu pleno sentido espiritual.

Arquitetura Gótica

A invenção decisiva foi, portanto, a ogiva. Mas que devemos entender por isso? Ogiva não é de forma alguma sinônimo de arco quebrado, tiers-point segundo o termo exato; essa forma de arco, tão elegante nos vãos das igrejas como nas galerias dos claustros, formada por dois segmentos de círculo que se juntam segundo um ângulo mais ou menos agudo, já existia na época românica.

E, por sua vez, o arco em semicírculo, que muitas vezes se julga característico do românico, encontra-se normalmente na época gótica. A ogiva, ou melhor, o cruzamento de ogivas – “a ogiva que se fecha como as mãos que se juntam” – é apenas um meio técnico descoberto para resolver o problema da cobertura da nave de um modo mais satisfatório do que o da abóbada românica.

Consideremos o espaço, geralmente quadrangular, definido por quatro suportes, colunas, apoios murais ou pilares. De um suporte para outro, lancemos diagonalmente um arco; os dois arcos assim estabelecidos desenharão um X.

No ponto de junção, uma pedra talhada especialmente como uma espécie de trevo de quatro folhas – a chave da abóbada – reunirá esses arcos e os tornará solidários entre si. Determinadas assim as quatro seções da abóbada, bastará lançar de um arco ao outro uma cobertura de materiais leves, uma espécie de enchimento.

Percebe-se a vantagem. A abóbada românica de aresta tinha procurado dividir o peso e a pressão, mas continuava a ser um só bloco com um peso enorme. A técnica gótica, se, por um lado, alivia prodigiosamente o conjunto, por outro, torna as quatro partes da abóbada independentes; mas sobretudo localiza as pressões, reúne-as, capta-as de algum modo e fá-las convergir para os quatro pontos em que os dois arcos ou nervuras se apóiam sobre os pilares.

Conseqüência: esta abóbada que não pesa quase nada poderá elevar-se e atingir a altura que quiser, e nas paredes, que agora deixaram de ser estruturais, poderão abrir-se vãos que tenderão a ocupar todo o espaço.

O único problema era agora conseguir manter de pé esses quatro pilares sobre os quais se apoiavam as nervuras e que a quádrupla pressão tendia a afastar. A solução encontrada foi simples, empírica na aparência, e inspirou-se no sistema rudimentar da escora.

Quando uma parede ameaça cair, um vigamento colocado obliquamente não a segura? A pressão que tendia a desnivelar o edifício foi captada e conduzida por meio de arcobotantes até massas muito pesadas: os contrafortes, pilares tão sólidos, tão bem enterrados na terra, que não correriam o risco de ceder aos maiores pesos.

E, para que houvesse maior certeza de que resistiriam, foram carregados com um peso complementar, uma espécie de torreão de pedra, o pináculo, da mesma forma que, para impedir que uma bengala escorregue ou se incline, basta apoiar fortemente a mão sobre o castão.

Arquitetura Gótica

Este sistema, de uma simplicidade genial, era, em suma, uma homenagem prestada às leis da matéria. Não é um dos menores paradoxos da arquitetura gótica que essa impressão de um impulso para o céu derive, na realidade, de que toda a sua estrutura corresponde a um movimento de cima para baixo.

E, quando nos maravilhamos com a leveza do conjunto, não devemos esquecer que esse fantástico arabesco repousa sobre alicerces de um volume enorme, enterrados a uma profundidade de quinze metros. Mas os mestres-de-obras góticos souberam tirar uma grande beleza da obrigação de se submeterem ao inevitável peso da gravidade.

Maravilha da lógica – Maritain comparou-a à Suma de São Tomás -, solução elegante de um problema de geometria e de física, a catedral foi bela precisamente porque nada há nela de falso ou artificial.

Calculando com justeza as dimensões e o desenho dos pilares, traçando de forma perfeita a curva dos arcobotantes, os arquitetos deram uma vez mais a prova dessa grande lei estética segundo a qual é belo todo o objeto totalmente adaptado ao seu desígnio. Nunca se caracterizou melhor a catedral gótica do que com estas palavras: “Um desenho arquitetônico revestido de beleza” (Lefrançois-Pillion).

É aqui que entrevemos o misterioso encontro entre os dados da técnica e os da mais alta espiritualidade. Se os mestres-de-obras das catedrais não foram certamente movidos por intenções místicas – pelo menos na sua maioria -, também não se pode afirmar que tenham querido conscientemente construir algo de belo.

E, no entanto, porque neles circulava a seiva da fé e da esperança cristãs, produziram naturalmente uma obra bela, grande e espiritual. Resolvido o problema da cobertura, as naves elevaram-se mais ainda, quase além do que era prudente e, por uma lei elementar das proporções, alongaram-se e ultrapassaram tudo o que até então fora feito.

E também se multiplicaram: naves triplas e quíntuplas conduziam as multidões por avenidas triunfais até o altar do Deus presente. Os campanários, como que impelidos pela força ascendente que elevava todo o edifício, ergueram-se a alturas nunca atingidas: 82 metros em Reims, 123 em Chartres, 142 em Estrasburgo e 160 em Ulm.

Arquitetura Gótica
Catedral de Ulm

No entanto, esta arte, de uma ambição sobre-humana, permanece profundamente humana; nada nela atinge o colossal e o desmedido que se nota nos templos romanos da decadência. Da mesma forma que a escultura da catedral gótica continuará ligada ao homem, à sua vida, às aparências que lhe são familiares, a sua arquitetura também conservará a medida humana, como se pode verificar observando que as portas, as galerias de serviço, as balaustradas de apoio e os degraus da escada são proporcionais à altura do homem, foram concebidas em função dele. Não será o profundo humanismo da doutrina tomista que aqui se encontra associado?

É esta a arte que na época do Renascimento se quis estigmatizar, qualificando-a de gótica, e na qual, no século de Luís XIV, um Fénelon só veria um confuso amontoado de ornamentos bizarros. Devemos lançar a crédito do século XIX o mérito de ter restituído ao gótico o seu lugar na primeira fila das épocas artísticas, fazendo-o amar com Chateaubriand e mostrando com Viollet-le-Duc a sua autêntica grandeza.

O termo gótico continuou em uso e talvez, em certo sentido, se justifique, porquanto lembra que, na elaboração da civilização ocidental – e, por conseguinte, da sua estética -, ao lado dos elementos latinos e clássicos, houve outros, não menos eficazes, ligados por profundas raízes a fidelidades completamente diversas.

No entanto, para caracterizar este estilo arquitetônico, o termo mais exato, segundo a história, seria estilo francês. Assim, aliás, o designava, nos dias do Renascimento, o arquiteto Philibert de l’Orme, quando falava da “velha moda francesa”.

Enquanto o estilo ogival era corrente na França por volta de 1200, na Alemanha, por exemplo, só se desenvolveria em fins do século XIII e produziria as suas obras-primas apenas por volta de 1350. Foi também na França, e principalmente no restrito perímetro que cercava a capital capetíngia, que brotaram as maiores obras-primas desta arquitetura, aquelas que serviriam de modelo por toda a parte.

Tem-se procurado atribuir ao estilo gótico origens longínquas e, às vezes, singulares, como, por exemplo, armênias. Mas basta considerar, como em Moissac, essas abóbadas, ainda incluídas num edifício românico, onde já se esboçam desajeitadamente as nervuras, uma espécie de arcos dobrados cruzados que prefiguram a ogiva, para nos perguntarmos se a genial invenção não poderia ter nascido em muitos lugares ao mesmo tempo, como fruto da meditação profunda e solitária de mestres-de-obras empenhados em encontrar a solução para o mais difícil dos problemas.

Onde foi efetivamente construído o primeiro cruzamento de ogivas? Arqueólogos ingleses reivindicaram a prioridade para as catedrais de Durham e Peterborough, onde a nova técnica teria aparecido sob formas muito humildes e poderia ser datada, conforme alguns textos, de 1093. Mas as mais antigas e numerosas tentativas de ogivas encontram-se numa pequena região que vai do Somme ao Oise, nos confins da Île-de-France; lá se vêem ainda hoje em pobres igrejas – em Cambronne, em Airaines – algumas dessas ogivas, mal amanhadas e grosseiras.

As mais antigas parecem ser as da abadia de Marienval, na orla da floresta de Compiègne, datadas possivelmente de 1115. Mas tudo leva a crer que a primeira tentativa em ponto grande foi a de Saint-Denis, no tempo em que Suger era o abade; um texto de sua autoria, a propósito da inauguração em 1144, evoca os arcos que, construídos segundo o novo estilo em volta do coro, “sem qualquer suporte ou apoio”, tremiam, inacabados, durante uma tempestade que se desencadeara subitamente.

Arquitetura Gótica
Basílica de Saint-Denis

Realizada a invenção da ogiva, os mestres-de-obras não a consideraram uma conquista definitiva e incapaz de ser aperfeiçoada. Foi então, pelo contrário, que se manifestaram os recursos do seu gênio. O problema da abóbada estava resolvido, a arquitetura tinha gora as suas bases racionais.

Longe de se submeterem à escravidão das fórmulas, os criadores sentiram-se mais livres para serem ousados, empreenderam novas iniciativas e enriqueceram incessantemente os seus métodos. De geração em geração, tenderam cada vez mais para a obra-prima. Na mesma medida em que o românico fora apaixonante pela sua diversidade no espaço, o gótico deveria sê-lo pela sua variedade no tempo, pelas suas perpétuas transformações, pela sua evolução.

Basta comparar uma grande igreja de abadia, como a de Fontenay, de Pontigny ou de Fontfroide – em que a austeridade cisterciense se adapta tão nobremente à técnica despojada do gótico primitivo – com exemplares perfeitos como as naves de Amiens ou de Reims, para medir a distância percorrida e sentir até que ponto a própria unidade do estilo pôde, com o decorrer dos anos, adquirir uma gama tão rica de matizes.

Entre as catedrais “maiores”, a que abre o caminho é Noyon (1151-1220), a catedral desprezada, ontem mutilada em toda a sua escultura, hoje manchada com uma triste argamassa amarela, mas sempre tão sólida, sempre poderosa no equilíbrio perfeito dos vazios e dos cheios.

Entregue ao culto a partir de 1157 – pelo menos o coro -, Noyon tem ainda alguma coisa de atarracado, de prudente, que lembra o românico; mede apenas 22 metros de altura, isto é, menos que Cluny, e os vãos são ainda exíguos.

Os suportes, em que se alternam colunas e grossos pilares, são maciços, e as ogivas, que se cruzam sobre os espaços entre duas vigas ao invés de uma, formando uma abóbada “sexpartida”, têm qualquer coisa de tímido. Sens, que vem a seguir, foi consagrada em 1164 pelo Papa Alexandre III, por ocasião do seu exílio na França.

Possui uma sobriedade que escapa um pouco ao visitante, que só tem olhos para as maravilhosas fachadas do transepto acrescentadas pelo século XIV. A tribuna abobadada das naves laterais, que tornara Noyon pesada, desaparece aqui, substituída pela galeria leve do triforium que Chartres, trinta anos mais tarde, tornará célebre. Sens aperfeiçoa o vocabulário dos arquitetos, sugerindo já essa fuga para a altura, que, daí por diante, irá caracterizar toda a escola.

Arquitetura Gótica
Catedral de Noyon

Subitamente nasce Laon (1160-1207), a catedral que Villard de Honnecourt tanto admirava. Dominando toda a cidade, ou melhor, toda a província, parece à primeira vista enorme, ciclópica, com algo de estranho e quase bárbaro, acentuado pelas estátuas de bois que emergem das suas torres.

No entanto, quando a examinamos de perto, vemos bem o passo à frente que os seus construtores fizeram dar ao estilo! A planta é de uma rara perfeição de proporções; a fachada, enquadrada por duas torres fortes que dominam um tríplice pórtico, é de uma elegância calma e soberana, e a luz sente-se em casa nesta nave mais alta, filtrando-se por vãos de grandes dimensões.

Obra com certeza de um arquiteto original eminentemente dotado, é ao mesmo tempo o coroamento de esforços já longos e o anúncio de uma próxima perfeição.

Com Notre-Dame de Paris (1163-1260) abre-se a série das quatro grandes obras-primas: Paris, Chartres, Reims e Amiens, sem falar de todas essas outras “menores”, ainda tão belas, que, de Rouen a Bourges, formam como uma coroa em volta da Notre-Dame parisiense.

Mas como essas maravilhas são diferentes! Paris, iniciada em 1163, é a igreja sólida e refletida, meditativa e calma, que convinha ao gênio dos seus reis. Nenhuma outra, a não ser Chartres, dá uma impressão de fervor tão grande e simboliza tanto a esperança cristã no que ela tem de forte e quase trágico.

A fachada pé de um equilíbrio perfeito, embora ainda severa; a nave seria iluminada por uma luz muito fraca se, por volta de 1260, não se tivessem construído esses braços do transepto cujas rosáceas serão uma alegria para a luz. No entanto, que impressão de sereno domínio não nos transmite esta catedral, com as suas belas colunas cilíndricas, os seus arcobotantes perfeitos e esse telhado que é, tão evidentemente, uma “grande nau que ruma para o céu”!

Arquitetura Gótica
Notre-Dame de Paris

Com Chartres (1194-1260), começada depois do desastre do fogo, atinge-se o apogeu. Todas as experiências precedentes – as de Noyon, de Sens e de Paris – foram aproveitadas pelos seus construtores. Assim, o triforium alivia consideravelmente a altura da nave, aliás bem iluminada, tal como as naves laterais, por janelas com duas lancetas coroadas por uma rosácea, as mais amplas que se tinham visto até então.

Os feixes de colunas que rodeiam os pilares acentuam a impressão de impulso; a abóbada eleva-se, visando os quarenta metros que atingirá em breve. Observada de fora, com os seus robustos arcobotantes, a graciosa curva do coro, o movimento ascensional dos dois campanários da sua fachada e da sua flecha “irrepreensível”, é talvez, de todas as catedrais francesas, a que melhor comunica a alegria cristã e a invencível esperança.

E, quanto ao interior, quem conseguiu alguma vez traduzir em palavras essa atmosfera cálida e saturada de mistério que a perfeição das linhas e o brilho dos vitrais criam em nós?

Arquitetura Gótica
Catedral de Chartres

Reims (1214-1399) é talvez ainda mais impressionante do que Chartres, mais cheia de maravilhas de grande estilo. Os seus arcobotantes não parecem estar ali para sustentar o edifício, mas como simples detalhe ornamental.

E que deliciosa idéia a de alojar no cimo de cada um, no pequeno tabernáculo do pináculo, um anjo prestes a levantar vôo! Reconstruída em 1214 – a sua dedicação é exatamente contemporânea de Bouvines -, é uma catedral de prestígio, de glória.

Todas as possibilidades que o gótico trazia em si realizam-se agora, mas ainda com que notável prudência! Reims marca o ponto de equilíbrio, para além do qual o anelo de elevação, claridade e amplidão acarretará perigos à técnica. Não ousa suprimir as paredes, como tenderão a fazer os construtores de Amiens, de Beauvais e dessa pequena maravilha que é a Sainte-Chapelle.

Não é na arquitetura que Reims será audaciosa, mas na escultura, em que não será ultrapassada, sem falarmos do seu prestígio como a sé da sagração dos reis.

Arquitetura Gótica
Catedral de Reims, interior

E é com Amiens (1120-1270) que se atinge o ponto supremo. Depois, haverá apenas a tentativa de Beauvais, em que se procurará elevar a abóbada até perto dos 48 metros, tornando os suportes tão delgados quanto possível, tentativa absurda, visto que, em 1284, o coro, única parte acabada, desmoronou, tornando-se necessário duplicar os pilares.

Em Amiens, a audácia respeita ainda as leis do equilíbrio. A abóbada está a um pouco mais de 42 metros, mas o arremesso ascensional dos pilares em feixes é tão altaneiro que ela parece ainda mais alta, dando a impressão de pairar em pleno céu.

A luz entra a jorros, mesmo no coro, onde desapareceu a última massa compacta, substituída pelos vãos de lado a lado. Exteriormente, o sistema dos arcobotantes e dos contrafortes é de uma naturalidade difícil de ser imaginada de outra forma.

Aqui já não é, como em Chartres, a harmonia das formas e das cores que se impõe à sensibilidade: é a exclusiva perfeição das linhas. Começada em 1220, Amiens encontra-se no cume da arquitetura gótica. Estamos realmente diante do “desenho arquitetônico revestido de beleza”.

Arquitetura Gótica

Esta progressão contínua, marcada por Noyon, Sens, Laon, Paris, Chartres, Reims e Amiens, pode ser acompanhada para além da estreita e privilegiada região onde se encontram essas obras-primas. Ao lado dessas “maiores”, muitas outras “menores” são igualmente admiráveis, uma pelo equilíbrio das suas massas, como Rouen, outra pela sua altura interior verdadeiramente excepcional e pelos seus vitrais, como Bourges, outra ainda, como Le Mans, pela transição do românico para o gótico.

E quantas outras! Bayeux, Lisieux, Évreux, Coutances, para citar só a Normandia, são catedrais secundárias, mas de igual riqueza e encanto. E as da Bretanha, por conservarem um ar rústico, têm um sabor sem preço. Muitas destas catedrais “menores”, aliás, foram feitas à imagem de uma “maior”.

Houve famílias de catedrais, e foi possível apontar no mapa as filhas de Paris, as de Reims ou as de Amiens, com a exatidão de um genealogista.

No entanto, a expansão da nova arquitetura não se fez por toda a parte ao mesmo ritmo e sem resistência. Já vimos na Borgonha o românico prevalecer sobre o gótico, e harmonizar-se com ele. Mais ao sul, o jogo das formas tornou-se mais variado; do gótico, conservou-se o cruzamento das ogivas, mas sem os seus órgãos complementares, arcobotantes e contrafortes, e suprimiram-se as naves laterais, como em Albi, ou mantiveram-se à altura da nave central, como em Poitiers, ou ainda, como em Angers, deu-se à abóbada dessa mesma nave central um traçado que se avizinha do da cúpula.

Este acordo entre a parede e a ogiva, esta espécie de compromisso entre o espírito românico e o espírito gótico não deixou, aliás, de trazer resultados admiráveis, em que parece tornar a encontrar-se a majestade romana; a rosácea da catedral de Albi é, neste gênero, uma obra-prima. Mas eram tendências erráticas, afastadas da verdadeira corrente da arte e do seu desenvolvimento lógico.

A grande perfeição – o tipo – permanecia nos limites da terra afortunada que tinha servido de núcleo ao reino da França e de onde partira a centelha da genialidade.

Referência

Daniel-Rops, A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, Quadrante, págs 407-414

Fonte: sumateologica.wordpress.com

Arquitetura Gótica

Os templários

Arquitetura Gótica

Um núcleo, provavelmente ultra secreto, dos Templários,formado à liderança da Ordem (seria esse o pequeno grupo dos cavaleiros do Graal), dispunha, por meio das tábuas completas da lei, de um conhecimento ainda hoje fora do alcance da humanidade.

Por exemplo, podemos provar que os Templários não só racionalizou como também revolucionou a agricultura. No tempo do florescimento da Ordem do Templo, surgiu a arquitetura gótica.

Arquitetura Gótica

Curiosamente, esse "aparecer" foi repentino, e não resultado de um crescimento orgânico e lento. O goticismo não cresceu da arquitetura romana que a precedeu. Era algo completamente novo. Subitamente estava lá. A arquitetura romana baseia-se numa força que age de cima para baixo; a cúpula redonda pressiona com seu peso os muros e estabiliza dessa maneira a construção.

Os arcos pontudos da catedral gótica baseiam-se exatamente no princípio contrário: a pressão age de baixo para cima. Enquanto uma cúpula romana pode eventualmente cair, se mal construída, um arco gótico pode explodir. Trata-se de um caso de tensão dinâmica.

Arquitetura Gótica

Resumindo. Podemos dizer que os arquitetos romanos, com toda sua inteligência, aplicaram nas suas construções uma técnica pouco diferente daquela usada pelos construtores megalíticos, quando amontoavam pedras pesadas umas sobre as outras. Já a catedral gótica exige um conhecimento muito maior, assim comodados científicos, tradicionalmente recebidos ou geometricamente calculados e recalculados constantemente. Isso superava amplamente os conhecimentos daquela época.

Além da arquitetura e agricultura, outro fato é válido também para o campo financeiro. Os monarcas estavam constantemente sem dinheiro. As cidades eram pequenas e o núcleo de habitantes também; a igreja protegia cuidadosamente seu tesouro. Os funcionários públicos eram, salvo raras exceções, bastante pobres.

Logicamente podemos perguntar o que estaria atrás dessa mania de construir que consumia somas astronômicas. É muito provável que essas construções, surgindo de uma hora para outra, dentro de um curto espaço de tempo, dezenas ao mesmo tempo, faziam parte de um gigantesco projeto ainda não esclarecido para a humanidade.

De onde vieram esses operários especializados, do arquiteto ao escultor ou o chaveiro, num mundo de relativamente poucos habitantes?

Seja como for, nasceu uma classe de operários de construção, treinados numa técnica exemplar e fisicamente livres para, em caso de necessidade, se locomover de uma oficina para outra, sem problemas.

Não é sem razão que se considera essas oficinas de construtores livres (chamadas loges, em francês) como precursores das lojas franco-maçônicas. Entre as invenções dos Templários, podemos acrescentar a idéia original da criação dos bancos, com seus cheques e outros métodos de créditos, projetados para ajudar as finanças e suas atividades na Terra Santa..

Fonte: www.geocities.com

Arquitetura Gótica

Arte gótica e sua influência nas construções e arquitetura

O termo gótico era primeiro usado durante o Renascimento italiano para caracterizar todos os monumentos das Idades Medianas porque eles foram considerados desdenhosamente como os produtos de góticos de bárbaro e faltando totalmente então em mérito artístico.

Porém, subseqüentemente o termo foi restringido à Arte e arquitetura desses séculos seguindo o período românico imediatamente e precedendo o Renascimento. Como o último período medieval, a idade gótica veio agora também ser considerada como um das eras artísticas excelentes de Europa.

Arquitetura gótica, surgindo fora do auge de 12° século do românico, permaneceu a expressão dominante do período gótico e sobreviveu bem tudo das outras artes góticas no Século VI. Considerando que um número vasto de edifícios seculares notáveis foi produzido no estilo gótico, estava no serviço da igreja, o construtor mais prolífico das Idades Medianas que as idéias arquitetônicas novas foram formuladas e trouxeram ao gozo mais cheio deles .

Embora antes das 1400 a arquitetura gótica tinha ficado internacional em extensão, sua área central criativa estava na França do norte em uma área que estira do domínio real ao redor de Paris, enquanto incluindo São-Denis e Escrituras, para a região do Champanha no leste e para o sul para Bourges.

Dentro desta área restringida, na série de catedrais erguida no curso dos 12º e 13º séculos, as inovações principais de arquitetura gótica aconteceram.

Arquitetura gótica não é definida facilmente. Embora costela que salta e o arco pontudo é seu a maioria características, ambos eram extensamente usados nas igrejas românicas. Só quando costelas diagonais são usadas em conjunção direta com arcos transversais pontudos o saltando de uma lata interior uma estrutura seja identificado como gótico.

Este tipo de costela saltar era o fator decisivo na evolução das catedrais francesas. Porque eles estavam concentrados nessas poucas áreas pequenas das quais as costelas pulam, os empurrões externos das abóbadas inclinou para baixo pelos arcos transversais pontudos poderia ser contrariado mais facilmente através de contrafortes estreitos e através de arcos externos, ou contrafortes voadores, inventados algum dia a SENHORA de NOTRE DE PARIS depois das 1163.

Com estas vantagens estruturais, as paredes românicas grossas poderiam ser substituídas com paredes translúcidas de vidro colorido, e os construtores também puderam erguer interiores saltados de alturas sem precedentes.

Arquitetura gótica se apareceu esporadicamente em vários locais diferentes nas décadas cedo do Século XII na França. Mas a fase criativa de arquitetura gótica que era conduzir ao edifício das grandes catedrais do norte começou em 1144 com a conclusão, debaixo do patronato de Abade SUGER, do ambulatório (corredor que circula a abside) e radiando CAPELAS da ABADIA real de SANTO-DENIS há pouco Paris externo.

Em vez de estar separado em moda românica, as capelas desdobraram agora em um ao outro, enquanto formando um único espaço corrente chamado um chevet, enquanto os apoios esbeltos das abóbadas e as janelas expansivas avançam de enfatize os sólidos.

As inovações a São-Denis conduziu nos 1160s a uma série de experiências corajosas. Ainda aderindo às características gerais das igrejas românicas francesas um três aisled NAVE, um TRANSEPTO, e um chevet de semicircular, com uma elevação de três-história que consiste em uma ARCADA de groundfloor, uma galeria em cima dos corredores laterais e um CLERESTORY os Arquitetos das catedrais góticas.

Logo buscaram, freqüentemente de modos complicados, abrir as paredes sólidas e atingir altura somada ainda inserindo outra história entre as galerias e o clerestory. Conhecido como um TRIFORIUM, esta história adicional é nada além de uma passagem estreita inventou imediatamente nas densidades da parede debaixo das janelas de clerestory e enfrentou no lado interno aberto com uma arcada pequena. Embora secundário em tamanho, o triforium era se tornar uma característica standard no igrejas góticas posteriores.

Notre Senhora de Paris, em sua forma de unremodeled original (com aberturas circulares em vez de um triforium), e os cinco sobressaíram Catedral de Laon, ambos começados nos 1160s, é dois do mais próspero destas experiências em elevação de quatro-história; o interior de Notre Senhora de Paris atingiu uma altura de 35 m (115 ft), sem precedente durante seu tempo.

Porém, estes resultados envolveram complexidades que exigiram uma solução, e estava na reconstrução de CATEDRAL de ESCRITURAS, começada a seguir um fogo catastrófico imediatamente em 1194, que eles estavam resolvidos. Dispensando com a galeria em cima dos corredores laterais da nave, mas retendo a faixa estreita do triforium, Escrituras voltaram a um desígnio de três-história mais simples.

Altura foi alcançada pela criação de um clerestory enorme tão alto quanto a arcada de groundfloor e, em cada baía, abraçando duas janelas de lancet grandes sobrepujadas por uma JANELA de ROSA. De uma vez o Arquiteto de Escrituras tinha criado um clarificou e fórmula integrada para a elevação de um interior gótico que, apesar de mudanças todo subseqüentes na moda, era ser repetido eternamente nas igrejas posteriores.

Escrituras inauguraram o período gótico Alto; culminou na grande Catedral de Coroação de REIMS, começada em 1210. Um pouco frio e intelectual em desígnio, subjugando em balança, e, como Escrituras, ponderoso as proporções internas de Reims são como clássico do modo deles como esses em sua estrutura de masonry, do Parthenon.

Uma contribuição notável de Reims para o desenvolvimento de arquitetura gótica posterior era tracery de barra, ou vigamento de pedra de uma janela gótica, inventado por seu primeiro Arquiteto para as janelas das capelas de apsidal.

O tracery de prato mais cedo, como isso no clerestory de Escrituras, consiste essencialmente em uma série de aberturas em uma parede de masonry construída em cursos horizontais. Em tracery de barra estas aberturas separadas são absorvidas em uma única janela grande que é subdividida então em lancets alto através de monólitos verticais magros o mullions denominado.

O tracery de openwork na cabeça da janela é formado um pouco da maneira de um cutout.

A Catedral de Bourges, começada em 1195, Escrituras de rivais e Reims provendo uma solução gótica Alta aos problemas de desígnio de igreja. Aqui altura é alcançada de abaixo por meio de uma arcada de chão. extraordinariamente alta, reduzindo as dimensões do clerestory assim a aproximadamente esses do triforium.

O planando 42-m (138-ft) nave de CATEDRAL de AMIENS (começado 1220), Reims cronologicamente seguinte, representa uma fase transitiva na qual são acentuados atenuação e verticalidade aspirador novamente, enquanto o tracery das janelas de clerestory grandes é uma elaboração adicional do desígnio mais simples de Reims.

Em 1225 um Arquiteto de Reims empreendeu a reconstrução de Catedral de Beauvais. Fundando o groundfloor dele projetam nas arcadas gigantescas, altas de Bourges, uma altura de 48 m (157 ft) foi alcançado sobrepondo nas arcadas um clerestory quase igualmente alto, enquanto sempre criando assim um dos interiores contínuos mais altos tentado.

Do 13° século cedo fachadas ocidentais destinaram para as catedrais, só esses de Laon e Notre Senhora de Paris foi trazido originalmente a conclusão como planejou, cada um contraste para o outro a fachada para cima empurrando de Laon é esculturesco e dinâmico onde Notre Senhora de Paris é planar e recessivo. Foram ampliados os portais triplos cavernosos de Laon nesses de Amiens que, em parte, contanto os modelos para os cinco portais de gabled de Bourges.

Fonte: www.casaconstrucaoarquitetura.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal