
A ssim como o trigo é tradicionalmente o cereal mais consumido na Europa e o milho o grão clássico das culturas pré-colombianas da América, o arroz há milênios constitui a fonte básica de nutrição dos povos asiáticos.
Hoje, mais da metade da população mundial tem no arroz seu principal alimento.
Arroz é uma planta herbácea anual, da família das gramíneas, que alcança 1,8m de altura. Tem somente uma flor por espiga e duas pétalas interiores que protegem a flor. A espécie cultivada, Oryza sativa, é empregada na alimentação humana desde, pelo menos, 3000 a.C. - a primeira referência histórica data de 2800 a.C., quando um imperador chinês estabeleceu um cerimonial para seu plantio.
No Ocidente, elimina-se a casca do arroz para consumo, o arroz branco, perdendo assim quase todas as suas propriedades, porém, nos últimos anos o uso do arroz integral experimentou notável crescimento em alguns países.
Na Ásia, onde em muitas regiões o arroz é quase o único alimento, come-se o grão com casca, é nela se encontram as vitaminas, proteínas e minerais que fazem do arroz um dos alimentos mais completos.
Em alguns lugares da Ásia, a introdução do costume de se tirar a casca do arroz motivou o aparecimento de uma enfermidade chamada beribéri, causada pela carência da tiamina (vitamina B1) na alimentação das populações.
O Sudeste Asiático, com as ilhas adjacentes e a China são os locais de origem mais aceitos, embora muitos acreditem ser o arroz originário da Indochina, Indonésia e, mesmo, da Índia, de onde teria sido levado para a Pérsia e, posteriormente, para a África.
Alguns botânicos afirmam que o arroz teve diversas origens, selecionado a partir de espécies nativas, inclusive da América, onde, dizem, já era conhecido antes do descobrimento.
Características botânicas - As distintas variedades diferem no tamanho dos grãos e na altura da planta. Quase todas elas se cultivam em planícies alagadas que podem continuar inundadas, mesmo durante o período de crescimento do vegetal. Há variedades de sequeiro, cultivadas em terras altas. O sistema radicular da planta é constituído por numerosas raízes fibrosas, longas e finas que permitem sua fixação rápida no solo.
Até frutificar, a planta emite novas raízes que, ao se ramificarem, aumentam a capacidade de absorção de nutrientes, o que possibilita o cultivo mesmo em solos pobres como, por exemplo, o cerrado brasileiro. Das raízes surgem numerosas hastes formadas por uma série de nós e entrenós. Cada nó traz uma folha e uma gema. O perfilhamento das hastes (cilíndricas) é maior nos solos mais férteis e quando as plantas estão distanciadas entre si.
As touceiras variam de três a cinqüenta colmos e cada colmo termina por uma inflorescência, uma panícula semelhante à aveia. As espiguetas nascem em uma panícula aberta, que é ereta no florescimento e decumbente na maturação. As flores são hermafroditas. O androceu possui seis estames que se reúnem em dois verticilos de três estames cada um. O gineceu tem um único pistilo. O ovário contém um único óvulo. O estigma, formado por três pequenos lobos, é séssil.
Os estames e os pistilos ficam contidos em duas glumas de forma navicular; essas glumas aderem à semente depois da maturação, formando-se a cariopse, que caracteriza o be é eliminada após o beneficiamento. Cada panícula pode conter de 70 a 300 sementes, de 5 a 11 milímetros de comprimento; a forma é oblonga, oblonga-estreita, arredondada ou recurvada. Dessa forma vai depender o valor econômico na hora da comercialização. As sementes são divididas em grupos e subgrupos, cada qual com preço diferenciado.
Não há uma base científica para a classificação dos grãos, cuja nomenclatura varia conforme a região produtora. No Brasil, as variedades mais comuns são: agulha (de grãos finos e alongados, branco, dourado ou creme), americano, amarelo ou amarelão, angola, carioquinha (amarelo, branco ou quase preto), pérola, catete, japonês e outros.
Nos países asiáticos, as sementes são semeadas em viveiros e posteriormente levadas aos locais de plantio, sempre cobertos por camadas de água não muito altas. Uma característica de numerosas regiões é a plantação em terraços, como nas colinas da ilha de Java.
Semanas antes da colheita procede-se à drenagem do solo para permitir a secagem das espigas e o amadurecimento dos grãos. Nos países ocidentais, dotados de técnicas agrícolas mais avançadas, recorre-se a sofisticados equipamentos que fazem a semeadura e a colheita. Em muitos locais, porém, tais procedimentos são feitos a mão.
O arroz possui muito pouco glúten, e por isso não é utilizado para a fabricação de pães. Em certos países, como o Japão, a palha de arroz é empregada na confecção de esteiras, cestas e calçados, mas no Ocidente - e, cada vez mais, em todo o mundo - tem aplicações econômicas importantes: ótimo componente para a ração animal, é também usada em indústrias de bebidas, para fermentação, e na agricultura, como fertilizante e cobertura em plantações.
Fabrica-se ainda uma bebida com o arroz, o saquê, muito apreciada no Japão, e de elevada graduação alcoólica. Usa-se também na fabricação de vinagres.
Os principais países produtores são a China e a Índia, que, juntos, colhem cerca de cinqüenta por cento da produção mundial. Seguem-se, a grande distância, Indonésia, Bangladesh, Japão e países da península da Indochina, como a Tailândia e o Vietnam. Na América Latina, o Brasil é o produtor mais destacado, mas a produtividade é baixa em confronto com a mundial. Isso se explica pela grande predominância, no Brasil, do arroz de sequeiro.
Somente no Rio Grande do Sul, onde a cultura é feita sob irrigação, obtêm-se rendimentos maiores.
É interessante destacar que o arroz foi introduzido na América do Norte, na colônia de Carolina do Sul, por volta de 1685. Entretanto, há evidências históricas de seu cultivo no estado de São Paulo antes de 1660, o que coloca o Brasil como o primeiro país do continente americano a importar esse cereal.
História. Os povos orientais, para quem o arroz era o símbolo da abundância, atribuíam-lhe uma alma e prestavam-lhe cerimônia e honras, numa tradição até hoje mantida em algumas regiões. Os árabes atribuem a origem do arroz a uma gota do suor de Maomé caída do paraíso. Foram eles os responsáveis por sua introdução na Europa, através da península ibérica, plantando-o em terras irrigadas de Sevilha, Murcia, Valencia e Granada.
Se para Pier Crescentii, agrônomo de Bolonha, Itália, em 1301, ele era chamado de "tesouro dos pântanos", para outros o seu cultivo não deveria ser feito próximo às cidades, pois temia-se que os pernilongos provenientes das bacias de irrigação causassem doenças às populações, principalmente o impaludismo. Na república de Veneza, em 1394, a rizicultura foi proibida. Os arrozais da América do Norte, mais recentes, datam do século XVII.
Fonte: www.emdiv.com.br

O arroz freqüenta a mesa de dois terços da população mundial, constituindo-se no principal alimento de vários países. O seu cultivo é tão antigo como a própria civilização. Cerimônias civis, sociais e religiosas de muitos povos do oriente atestam a sua importância nutricional e cultural.
O imperador chinês do ano de 2.800 a. C., conhecedor do valor deste cereal, assumia o privilégio de semeá-lo em concorrida cerimônia de seu Império em que os príncipes de sua família, subalternamente, semeavam outras classes de grãos.
Símbolo da fecundidade na Ásia, o arroz sempre acompanhou os recém-casados nos matrimônios quando atirado sobre eles em cerimônias religiosas, conforme a secular tradição hindu e chinesa. Na Índia, o arroz é associado a importantes fases da existência humana, do berço à sepultura.
A origem deste lendário alimento é de uma planta silvestre de algumas regiões da Índia e da zona tropical da Austrália. O Talmud (texto rabínico) já citava o seu cultivo. Existem provas que era plantado no Vale dos Eufrates e na Síria, quatro séculos antes de Cristo.
Com certeza, o arroz nasceu na Ásia, afirmam historiadores, para posteriormente, conquistar o mundo, desbravando hectares e hectares de terras, seguindo deste continente para a Europa e norte da África. Batizado como "aruz" na Espanha, onde foi levado pelos árabes, já era cultivado na Itália, em 1468, próximo a Pisa.
A introdução do arroz na América teria ocorrido através do sul dos Estados Unidos em 1647, fato contestado, no entanto, por autores brasileiros que apontam o Brasil como o primeiro país a cultivá-lo no continente americano, após este cereal ter vegetado espontaneamente em época anterior ao descobrimento.
Integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabral, regressando de uma peregrinação por três milhas no território nacional, trouxeram arroz colhido em chão brasileiro, relatam pesquisadores. E isto seria apenas a confirmação de registros feitos por Américo Vespúcio que constatou a presença do cereal em grandes áreas alagadiças no Amazonas.
Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras da Bahia, em 1745, o cultivo teve início no Maranhão; em 1772 no Pará e em 1750, em Pernambuco. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, era notada acentuadamente em meados do Século 18.
Desta época até a metade do Século 19, o País foi grande exportador de arroz. Posteriormente, passou a importá-lo, o que provocou medidas principalmente, altas taxas e sobretaxas alfandegárias na importação para melhorar o preço do produto nacional e expandir a orizicultura em vários Estados brasileiros, com o objetivo de atingir uma produção compatível com a necessidade de consumo interno.
Arroz já havia por estas bandas, embora fossem espécies do tipo "selvagem". Era o "milho d’água" (auati-i, abati-miri, abati-uaupé, ou abatiapê ou abatiapé, no qual auati ou abati é "milho" e apé é "com casca") que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam sem sequer sair do barco nos alagados perto do litoral.
Havia também arroz nativo no que hoje é o Estado do Pará, e nos pantanais de Mato Grosso. E tinha ainda o arroz-brabo, na região do Rio de Janeiro. Pra falar a verdade, essas plantas não eram lá muito valorizadas pela alimentação diária dos indígenas. Só o arroz polido, vindo com o colonizador português, realmente conquistaria um lugar cativo na mesa de todos os brasileiros, na sua mistura inigualável com o feijão.
O colonizador português faz uma outra descoberta que também ficaria para a história: nesta terra onde em se plantando tudo dá, o arroz não precisa nem de alagados para brotar. Aqui, o arroz nasce tanto no período das águas quanto na seca.
Por não se bastar sozinho como uma refeição, não alcançaria tão rapidamente a popularidade angariada pelo feijão. Mas era apreciado nas mesas portuguesas e a facilidade do plantio atraía os sesmeiros.
A forma típica de comê-lo era o arroz cozido em água e sal, úmido, compacto, quase um pirão espesso. O arroz soltinho e seco, que viria a pontilhar nas casas mais abastadas não por acaso batizado de "arroz de branco" é resultado de uma fórmula posterior, urbana, que não dispensava os cuidados na fervura e no momento certo de interromper a cocção.
Embora tivesse cultura descomplicada, o arroz, ao contrário do feijão, exigia beneficiamento. E fábrica era uma coisa que o Brasil só poderia Ter com o beneplácito da coroa portuguesa. Por isso foi muito festejada, em 1766, a autorização para a instalação de uma descascadora de arroz no Rio de Janeiro, isentando o Brasil dos impostos de saída do produto e de sua entrada em Lisboa. Mas a alegria duraria pouco. Em 6 de março de 1781, D. Maria I resolveu proteger a produção portuguesa e proibiu a importação de arroz.
O regente D. João não permitia a exportação. Mas tudo indica que foi ele o responsável pela inclusão de arroz na alimentação do Exército. Na campanha de Canudos, os soldados comia arroz na "bóia" regularmente (assim chamada por Ter feijões boiando). Mas Antônio Conselheiro e seus jagunços não contavam com ele na sua alimentação.
As famílias não demoraram a incorporar no cardápio o arroz-doce, ou arroz-de-leite, feito com leite de coco ou de gado. Esta é, segundo Câmara Cascudo, "incontestadamente, uma sobremesa nacional".
Apesar de ser a base de alimentação de um terço da população do planeta, o arroz ainda recebe muitas acusações de ser pouco nutritivo. Durante quase cem anos, os ingleses chegaram a utilizá-lo para justificar a dominação da Índia. Os comedores de carne, diziam, precisavam tomar conta da multidão mantida pelo arroz subserviente. Acontece que os indianos não precisaram mudar o seu regime alimentar para mandar os comedores de carne de volta para casa. Imagine só se eles comessem o arroz parboilizado de Santa Catarina ...
Sempre presente na mesa do brasileiro, o arroz "nosso de cada dia" tem um consumo anual o terceiro mais elevado na América Latina – entre 45 a 50 quilos por habitante, o que sintetiza a sua importância na agricultura. É cultivado em todos os Estados.
Com uma produção de 10 milhões de toneladas de arroz em casca, dependendo principalmente da distribuição das chuvas, o Brasil tem uma cultura arrozeira que visa o abastecimento do mercado interno.
O Rio Grande do Sul, é o maior produtor brasileiro, e é o responsável pelo excedente das pequenas exportações.
Outros grandes produtores são os estados de : Santa Catarina, Maranhão, Minas Gerais e Mato Grosso
Para garantir a sua posição de um dos maiores produtores do hemisfério ocidental, juntamente com os Estados Unidos, o Brasil utiliza quatro sistema de cultivo, introduzidos e adaptados de acordo com as condições econômicas e topográficas de cada região, baseados principalmente na disponibilidade e no consumo de água.
Arroz de sequeiro, que ocupa a maior área
Arroz irrigado por inundação controlada, o que apresenta maior rendimento
Arroz irrigado por inundação natural
Arroz de baixada úmida
O arroz possui uma produção mundial em torno de 500 milhões de toneladas ou 10 bilhões de sacas.
O Brasil ocupa hoje a sétima colocação na produção do mundo.
O maior produtor é a China, seguida pela Índia, Indonésia, Bangladesh, Tailândia, Vietnã. Este cereal é o prato principal, e algumas vezes o único, da maior parte da população asiática. O cultivo em alguns países deste continente alcança rendimentos significativos, superando 6 mil quilos por hectare, muito acima da média brasileira.
O Arroz Parboilizado Caçarola é um produto
superior e muito mais saudável. A parboilização é
um processo de pré-cozimento do arroz em casca, gerando a migração
dos nutrientes - vitaminas e sais minerais - da casca para o arroz. O resultado
deste processo é um produto muito melhor, nutritivo, e isento de colesterol.
Tabela* (em mg/100g)
Tiamina - vitamina B1 0,44
Riboflavina - vitamina B2 0,045
Niacina- vitamina PP 3,5
Cálcio 60
Fósforo 200
Ferro 2,9
Sódio 9
Potássio 150
O Arroz Branco Caçarola é produto de primeira
qualidade, perfeito para dar mais sabor às suas refeições.
Agora, para quem prefere arroz branco, mas não abre
mão da qualidade Cooperja.O Arroz Branco Caçarola passa por
um processo de limpeza natural, isto é, sem adição de
elementos químicos para dar brilho e polimento ao grão. O arroz
é colocado em máquinas que, através da fricção
entre os próprios grãos e água potável dão
o brilho e polimento ao produto.
Tabela* (Porção de 50g (1/4) de xícara)
Valor Calórico 180Kcal
Carboidratos 40,0 g
Proteínas 4,0g
Gorduras Total 0g
Gorduras Saturadas 0g
Colesterol 0 mg
Fibra Alimentar Menor que 1,0 g
Calcio 12,0 mg
Ferro 0,4 mg
Sódio 0 mg
Fonte: www.cooperja.com.br