Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Arroz  Voltar

Arroz

História do Arroz

Arroz

Bem antes de qualquer evidência histórica, o arroz foi, provavelmente, o principal alimento e a primeira planta cultivada na Ásia. Diversos historiadores e cientistas apontam o sudeste da Ásia como seu local de origem. Na Índia, uma das regiões de maior diversidade de tipos de arroz, as províncias de Bengala, Assam e Mianmar têm também sido referidas como centros de origem. Os registros mais antigos sobre o arroz foram encontrados na literatura chinesa, há cerca de 5.000 anos.

O uso do arroz é muito antigo na Índia, sendo citado em todas as escrituras hindus. Variedades especiais, usadas como oferendas em cerimônias religiosas, já eram conhecidas em épocas remotas. Certas diferenças entre as formas de arroz cultivadas na Índia e sua classificação em grupos, de acordo com o valor nutritivo, o comportamento e a exigência das plantas, foram mencionadas cerca de 1.000 anos a.C.

Arroz

Foi a partir da Índia que essa cultura, provavelmente, estendeu-se à China e à Pérsia, difundindo-se, mais tarde, para o sul e o leste, passando pelo Arquipélago Malaio; e alcançando a Indonésia.

A cultura do arroz é igualmente muito antiga nas Filipinas e, no Japão, foi introduzida pelos chineses cerca de 100 anos a.C. Até a sua introdução pelos árabes no Delta do Nilo, o arroz não era conhecido nos países Mediterrâneos. Os sarracenos levaram-no à Espanha e os espanhóis, por sua vez, à Itália.

Os turcos introduziram o arroz no sudeste da Europa, onde começou a ser cultivado nos séculos VII e VIII, com entrada dos árabes na Península Ibérica. Os portugueses foram, provavelmente, os que introduziram esse cereal na África Ocidental, e os espanhóis, os responsáveis pela sua disseminação nas Américas.

Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano. O arroz era o “milho d’água” (abatiuaupé) que os tupis, muito antes de terem contato com os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral. Conta que integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabral, após uma peregrinação, adentrando-se por cerca de 5 Km de solo brasileiro, traziam consigo amostras de arroz, confirmando registros de Américo Vespúcio que trazem a referência a este cereal em grandes áreas alagadas do Amazonas.

Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão. Em 1766, a Coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, aconteceu em meados do século XVIII e, daquela época até a metade do século XIX, o país foi um grande exportador de arroz.

Modernamente, o arroz encontra-se disseminado no mundo todo, sendo cultivado em todos os continentes, em cerca de 120 países e seu consumo pela população mundial é um hábito inquestionável. O Brasil figura entre os dez maiores produtores e consumidores de arroz no mundo.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
EMBRAPA
Noris Regina de Almeida Vieira
Marina A. Souza de Oliveira

Fonte: www.agroplan-consultoria.com.br

Arroz

Arroz

Arroz

Tipos de Arroz e Características

Arroz Vermelho

Apresenta uma película vermelha em seus grãos.

Arroz Basmati

Especialidade indiana, esse tipo de arroz é perfumado e saboroso; muito utilizado na Itália, Portugal e Espanha, nos em receitas de paellas.

Arroz Tailandês

Também conhecido como Jasmim, apresenta aroma e textura macia.

Arroz Selvagem

Rico em nutrientes, pouco calórico e geralmente utilizado em misturas com o Arroz Branco.

Arroz Japonês

Conhecido também como Cateto, tem grande quantidade de amido e deve ficar de molho durante 1 hora antes de ser cozido, ponto ideal para o cozimento de sushis.

Arroz Ráris

Um tipo que reúne sete cereais, entre eles o Arroz Integral e o Selvagem.

Arroz Agulilha

É o arroz Branco Polido, o mais comum na culinária brasileira.

Arroz Parboilizado

Passa por tratamento em água fervente quando os nutrientes são transferidos para a parte interna dos grãos.

Arroz Integral

Rico em fibras, vitaminas e sais minerais, pode ser encontrado em grãos longos ou curtos, e também Parboilizado ou Branco.

Fonte: www.campeiroalimentos.com.br

Arroz




Arroz

Mais da metade da população do mundo come arroz. E boa parte desse mundo diz, também, que o integral é mais saudável do que o branco.

Mas esse é só um dos detalhes que envolvem esse cereal. Para você conhecer melhor o que anda comendo, convidamos a Doutora Maria Mercedes Granja, nutróloga, cosmiatra e professora da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, para apresentar com profundidade esse companheiro quase diário de todos nós.

História

A explicação mais provável é que o arroz seja originário da Ásia e que as primeiras culturas tenham sido iniciadas há sete mil anos, na China. “Através dos mouros, chegou, inicialmente, à península ibérica no século VIII e, em sete séculos, espalhou-se pelo resto da Europa”, diz a nutróloga. Com a descoberta e colonização das Américas, seu cultivo tornou-se popular no mundo inteiro.

“Hoje, o arroz é a terceira maior cultura de cereais do mundo, ficando atrás do milho e do trigo”.

Casca

O arroz é composto por três partes. A primeira delas, a casca, representa 22% do volume de cada grão e é composta quase exclusivamente por fibras e carboidratos. “É aproveitada para a alimentação de fornalhas, adubo e ração animal”, explica Maria Mercedes.

A segunda é o germe (ou farelo) que merece uma explicação à parte (abaixo). E, por último, o grão ou miolo. “É a parte mais consumida do cereal e representa cerca de 70% dele”.

Germe

Logo abaixo da casca, está o germe ou farelo. Ele compõe 8% de cada grão, e é a parte mais nutritiva dele, pois contém proteínas, cinzas, fibras, gorduras e carboidratos. “Apesar das altas concentrações, suas proteínas não apresentam alto valor biológico, por isso não são muito importantes”, diz a médica. Já as cinzas concentram a quase totalidade dos sais minerais e vitaminas do complexo B. “Juntamente com as cinzas, as fibras também são importantes ao auxiliarem na digestão. Porém, elas se perdem quando o farelo é processado de forma incorreta”.

Nutrição

O arroz polido é constituído principalmente por amido, apresentando quantidades menores de proteínas, lipídios, fibras e cinzas. “Pelo seu alto conteúdo em carboidratos na forma de amido, sua principal função é energética. Nesse aspecto não há diferença entre o integral e o polido”.

Porém, a velocidade com que essa energia é absorvida, provocando picos do hormônio insulina, é muito maior para o arroz polido do que para o integral e, por isso, o segundo é mais indicado. “Isso porque a casca do arroz faz com que o amido seja menos digerido e, consequentemente, menos absorvido, o que torna o integral importante na prevenção e no tratamento de doenças como o diabetes e hiperlipidemias”.

Remédio

A médica diz que, em quadros de intestino solto, o arroz branco puro é o melhor alimento sólido para aliviar o estômago e regular a evacuação, até a melhora do quadro clínico. Segundo a nutróloga, é indicado devido ao alto teor de amido. “Um remédio caseiro simples e eficiente é a água de arroz, obtida pela fervura de 1 xícara do grão e uma cenoura grande, sem pele, cozida em um litro e meio de água com sal”, ensina Maria Mercedes.

Descascados

Quando o arroz é descascado, ele perde toda a fibra que o reveste e o germe. “Com isso, fica perdido um importante aliado à saúde, pois sua capacidade de retenção de água auxilia na prevenção da constipação e no desenvolvimento da microflora do intestino grosso, com importantes efeitos sobre a saúde”. Além disso, a substância reduz a pressão arterial, a concentração do colesterol e triglicérides, controla a glicose sanguínea e auxilia na prevenção e no controle de algumas doenças crônicas.

Mas a médica faz uma observação. “O excesso de fibras pode diminuir a absorção de minerais da dieta”. A perda do germe também é um fator negativo, pois nele estão concentrados outros nutrientes (já citados).. “Os polifenóis e o ácido fítico, antioxidantes, estão principalmente nas camadas externas, sendo a maior parte removida durante o polimento”. Conclusão: só o arroz integral conserva essa característica.

Os tipos de arroz

Poucos pratos não têm arroz. Há quem o sirva os grãos branquinhos até acompanhado de macarrão. E há também as receitas feitas com o cereal, como os italianos risotos ou os japoneses sushis e temakis. E são vários tipos diferentes. Conheça quais são eles, seus usos e pegue algumas dicas de duas mestras no assunto: a médica nutróloga e cosmiatra Maria Mercedes da Granja e a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, que, de quebra, ainda ensina duas receitas gostosas e saudáveis.

Tipos

“Assim que são colhidos, os grãos de arroz passam por diferentes processos, cujo conjunto é conhecido por ‘beneficiamento’”, diz Maria Mercedes que lista as características.

Integral

É o próprio grão, in natura, antes de sofrer qualquer beneficiamento, pois conserva sua casca externa. “É o preferido dos adeptos da alimentação macrobiótica”.

Malequizado

Trata-se de um arroz semi-integral, pois é macerado com casca e, posteriormente, submetido a vapor d' água, que chega a 700ºC. “Com isso, os nutrientes da cutícula são transferidas para o interior do grão. Depois, são retirados a casca e o germe”.

Parbolizado

É um arroz parcialmente fervido, o que faz com que seus nutrientes também sejam transferidos para a parte interna. “Neste tipo de tratamento, de 30% a 60% das vitaminas e sais minerais são conservados”.

Polido

Após descascado, o arroz é polido para tornar-se branco. Em seguida, entra em contato com um óleo, para que fique brilhante. “Então, são selecionados em cinco tipos. E já há versões enriquecidas com zinco e ferro”.

Negro

Macio e delicado, sua cor deve-se a seu alto conteúdo em antioxidantes, importantes na prevenção do câncer, envelhecimento e beneficiando a circulação sanguínea e os vasos. “Seu grão apresenta um teor de fibras e proteínas muito superior ao arroz branco, e menos gordura que o arroz integral”.

Selvagem

Não é arroz e, sim, um tipo de gramínea, muito saborosa e adocicada. “Contém pouco amido, porém alto teor de fibras, minerais, vitaminas do complexo B e proteínas”. Sua aparência é de pequenos e compridos talos escuros (marrons e negros).

Uso

Mais comumente, são encontradas três variedades de arroz polido: longo ou agulha, o grão mais comum; médio ou arbóreo, com grãos levemente amarelados, um pouco alongados.

“Durante o cozimento, ele adquire uma cremosidade própria, o que o torna mais indicado para risotos”. Por fim, o curto: cujos grãos são arredondados e após o cozimento ficam unidos.

“Eles permitem a modelagem em sushis e outras iguarias orientais”, ensina a nutróloga.

Parceiro

Arroz e feijão formam uma excelente combinação: o arroz polido é pobre em proteínas e o feijão é muito rico. “Quando ingeridos juntos, suas proteínas se completam e atingem um alto valor biológico. Além disso, o amido do arroz facilita a absorção das proteínas do feijão”, defende Maria Mercedes.

Turbinados

Os nutrientes do arroz podem ser incrementados através da adição de outros alimentos durante o seu preparo, como leite, carnes, aves, ovos, peixes, legumes e queijos. “Como risoto, podemos consumi-lo em inúmeras combinações, aproveitando sobras de alimentos já preparados”. A médica aconselha, inclusive, que até na salada ele pode ser usado. “Misturado a folhas e legumes, o arroz do tipo sete cereais é muito saboroso e altamente nutritivo”. Para o integral, mais uma dica de Maria Mercedes: “Experimente cozinhá-lo com caldo de carne ou de legumes e, no final, adicione azeite de oliva”.

Armazenamento

Roseli Rossi ensina que quando o arroz estiver cru, retire da embalagem original e tome alguns cuidados. “O ideal é mantê-lo em frascos com tampa, identificar sua data de fabricação e validade e deixar em local seco e com boa ventilação”. O cozido deve ser muito bem reaquecido antes de ir novamente ao prato. “Quando há sobras, coloque em um refratário limpo, etiquetado com a data de preparo e leve diretamente à geladeira. Assim, ele vale por 48 horas”.

Vladimir Maluf

Fonte: gourmet.ig.com.br

Arroz




Arroz

História do Arroz Parboilizado

O processo de parboilização foi descoberto , por acaso, pelo químico e nutrólogo inglês Eric Huzenlaub, no inicio do século XX. Este, percorrendo as tribos da Índia e África, cuja alimentação básica era o arroz, constatou grande ocorrência da doença beribéri,causada por insuficiência vitamínica nas populações que consumiam o produto sem a parboilização e ,nenhum sintoma de anormalidade, entre aqueles que utilizavam o arroz parboilizado – na época, um processo primitivo, no qual o arroz em casca era mergulhado em potes de barro com água à temperatura ambiente. Em seguida, era secado ao sol ou em chapas aquecidas e, posteriormente , descascado.

Na década de 1940, Huzenlaub associou-se ao americano Gordon L. Harwell e fundaram , nos Estados Unidos a Converted Rice, Inc. , a primeira empresa de arroz a utilizar tecnologia na parboilização do arroz.

No Brasil, a tecnologia de parboilização foi introduzida na década de 1950.

O arroz parboilizado era conhecido como arroz Malekizado e , também, como: amarelão, amarelo e macerado.

A palavra parboilizado teve origem na adaptação do termo inglês parboiled, proveniente da aglutinação de partial + boiled, ou seja, "parcialmente fervido".

Atualmente, o Brasil, detém a tecnologia de parboilização mais avançada do mundo.

Processo de Parboilização

O grão de arroz é constituído de casca, película, germe e endosperma. As vitaminas e sais minerais estão concentrados na película e germe. O endosperma contém basicamente amido.

A palavra “parboilizado” deriva da expressão inglesa “parboiled”, dando idéia de cozimento parcial que ocorre no processo industrial.

O processo de parboilização baseia-se no tratamento hidrotérmico a que é submetido o arroz em casca, pela ação tão somente da água e do calor, sem qualquer agente químico.

A parboilização é realizada através de três operações básicas:

1. Encharcamento

O arroz em casca é colocado em tanques com água quente por algumas horas. Neste processo, as vitaminas e sais minerais que se encontram na película e germe, penetram no grão à medida que este absorve a água.

2. Gelatinização

Processo Autoclave – o arroz úmido é submetido a uma temperatura mais elevada sob pressão de vapor, ocorrendo uma alteração na estrutura do amido.

Nesta etapa, o grão fica mais compacto e as vitaminas e sais minerais são fixados em seu interior.

3. Secagem

Nesta etapa, o arroz é secado para posterior descascamento, polimento e seleção.

Vantagens e Benefícios

O arroz parboilizado é reconhecido internacionalmente pela FAO (Food and Agriculture Organization), organismo das Nações Unidas responsável pela área de alimentos e agricultura, é indicado em programas de alimentação infantil e saúde da população em geral.

Suas vantagens são:

Rico em vitaminas e sais minerais, devido ao processo de parboilização

Quando cozido, fica sempre soltinho

Rende mais na panela

Requer menos óleo no cozimento

Pode ser reaquecido diversas vezes, mantendo suas propriedades

Alto grau de higiene no processo de industrialização

Conserva-se por mais tempo.

Fonte: www.abiap.com.br

Arroz




Arroz

É uma planta herbácea pertencente à família das gramíneas. Essa planta necessita do calor e da umidade para crescer, mede de 30cm a 1,80m de altura, é liso e tem pontos de flores e hastes arredondadas e produzem os grãos de arroz.

Na Ásia as pessoas são completamente dependentes do arroz como alimento.

Duas formas silvestres são apontadas como precursoras do arroz cultivado: A espécie Oryza rufipogon, procedente da Ásia, assim originando o Oryza Sativa, e a Oryza barthii (= Oryza breviligulata), derivada da África Ocidental, dando origem a Oryza glaberrima. O gênero Oryza é o mais rico e importante da tribo Oryzeae e engloba cerca de 23 espécies, das regiões tropicais da Ásia, África e Américas. A espécie Oryza sativa é considerada polifilética, resultante do cruzamento de formas espontâneas variadas.

Atualmente o arroz é a principal fonte de energia da metade da população mundial, é o segundo alimento mais consumido no mundo.

Os historiadores acreditam que o seu cultivo é tão antigo quanto a própria civilização e que ele seja originário da Ásia e seu cultivo tenha iniciado a 7.000 anos. Mas há referencias concretas de que apareceu por volta de 2.800 a.C. e foi na China.

Há o mito Chinês de que o arroz era vendido como presente aos Deuses no lugar dos animais. Acredita-se que depois que as terras foram inundadas, todas as plantas vivas foram destruídas. Os animais eram escassos, tornando a caça difícil. Um dia um cão veio com os pelos vistosos através de um campo, os chineses aproximaram-se e observaram que sua pele estava coberta com as sementes amarelas. Não sabendo o que estas sementes produziriam, plantaram-nas e em conseqüência o arroz cresceu. Hoje o povo chines acredita que as coisas preciosas da vida não são as pérolas ou o jade, mas sim os grãos de arroz.

Há quem diz que sua origem é do continente asiático, sendo a Índia o primeiro país a cultivá-lo, há mais ou menos 5.000 anos atrás.

Na Europa o arroz chegou nos séculos VII e VIII, com a ocupação árabe na Espanha. A partir daí passou a ser conhecido em todo o continente. Símbolo da fecundidade no Oriente, sendo uma crença que acompanha os recém-casados há séculos, ele é jogado sobre os noivos nas cerimônias religiosas.

O primeiro cultivador de arroz na América foi por um acidente que ocorreu depois de uma tempestade que danificou o navio acoplado no porto de Charleston Carolina do Sul. O capitão do navio deu um saco pequeno de arroz a um plantador local como presente isso se deu por volta de 1.726, Charleston exportava mais de 4000 toneladas de arroz ao ano.

No continente americano, acredita-se que o Brasil foi o primeiro país a cultivar o arroz, ele era chamado como “milho d’água” e na língua dos tupis era “abati-uaupé” isso ocorreu muito antes de conhecerem os portugueses, eles já colhiam nos alagados próximo ao litoral. Registros de Américo Vespúcio que trazem referencias de que integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabras, após uma peregrinação em solo brasileiro, traziam amostras de arroz.

Em 1587 as lavouras de arrozeiras já ocupavam terras na Bahia. No Maranhão foi por volta de 1745. E foi em 1766 a coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Mas foi em meados do século XVIII que a pratica da orizicultura se deu no Brasil mais organizada, e daí até a metade do século XIX, o país foi um grande exportador de arroz. Atualmente o Rio Grande do Sul é responsável por 50% do arroz produzido no país, outros produtores são de Mato Grosso o segundo maior produtor e Santa Catarina, Tocantins e Goiás.

Há dois tipos de arroz. O Sequeiro, cujo seu plantio são feitos em terras altas, não irrigado artificialmente, acontece de outubro a dezembro e a irrigação é feita através das chuvas que ocorrem de outubro ate maio. O outro tipo de arroz é o Irrigado ele é cultivado em áreas que são alagadas após a semeadura o plantio ocorre nos meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro ficando as lavouras alagadas, tendo assim uma grande quantidade de água, sendo de açudes, ou bombeadas de rios. A colheita e feita nos meses de março e maio.

Após a colheita o arroz é armazenado em silos, sofrendo o processo de secagem, quando atingir o grau de umidade de 12% o arroz esta pronto para ser beneficiado.

No processo industrial de beneficiamento, o arroz é separado das impurezas e descascado e separados em: Arroz inteiro, Grãos quebrados sendo a quirela, o canjicão, e o Farelo.

O arroz inteiro é comercializado para consumo doméstico. O canjicão é o arroz quebrado de tamanho médio e grande ele é adicionado ao arroz inteiro em função desse percentual é que temos o tipo um, tipo dois e o tipo três. Conforme as entidades reguladoras o tipo um pode ter no máximo 10% de canjicão, o tipo dois pode ter no máximo 20% de canjicão e o tipo três pode ter no máximo 30% de canjicão. A quirera é utilizada na fabricação de ração animal e na fermentação de cerveja. A casca serve como combustível para fornos, fornalhas e caldeiras, pois o seu poder calorífico é 30% superior ao da madeira. Do farelo se extrai o óleo comestível, e o que resta é aproveitado na fabricação de ração animal. A palha serve de alimento para o gado, misturado com melado é excelente para alimentação de vacas leiteiras. E as hastes servem para fazer celulose e papel de boa qualidade.

O arroz branco é mais consumido no mundo, embora seja menos nutricional do que o arroz marrom.

Informações Nutritivas

Arroz Branco (polido) Uma porção de 50g

Carboidrato 40g
Proteínas 4g
Cálcio 12mg
Ferro 0,4mg

Valor calórico 180kcal

Arroz Integral

Uma porção de 50g

Valor calórico 180kca 

Carboidrato 38g
Proteínas 4g
Cálcio 16mg
Ferro 1mg

Arroz parboilizado

Uma porção de 50g 

Carboidrato 38g
Proteínas 4g
Cálcio 16mg
Ferro 1mg

Valor Calórico 180kcal

Carboidrato 40g
Proteínas 4g
Cálcio 30mg
Ferro 1,45mg

Sendo que nos três tipos de arroz, a gordura total, a gordura saturada, o colesterol e o sódio é zero.

Fonte: www.sociedadedigital.com.br

Arroz




Arroz

A história do arroz

Diversos historiadores e cientistas apontam o sudeste da Ásia como o local de origem do arroz. Na Índia, uma das regiões de maior diversidade e onde ocorrem numerosas variedades endêmicas, as províncias de Bengala e Assam, bem como na Mianmar, têm sido referidas como centros de origem dessa espécie.

Duas formas silvestres são apontadas na literatura como precursoras do arroz cultivado: a espécie Oryza rufipogon, procedente da Ásia, originando a O. sativa; e a Oryza barthii (= Oryza breviligulata), derivada da África Ocidental, dando origem à O. glaberrima. O gênero Oryza é o mais rico e importante da tribo Oryzeae e engloba cerca de 23 espécies, dispersas espontaneamente nas regiões tropicais da Ásia, África e Américas. A espécie O. sativa é considerada polifilética, resultante do cruzamento de formas espontâneas variadas.

Bem antes de qualquer evidência histórica, o arroz foi, provavelmente, o principal alimento e a primeira planta cultivada na Ásia. As mais antigas referências ao arroz são encontradas na literatura chinesa, há cerca de 5.000 anos. O uso do arroz é muito antigo na Índia, sendo citado em todas as escrituras hindus. Variedades especiais usadas como oferendas em cerimônias religiosas, já eram conhecidas em épocas remotas.

Certas diferenças entre as formas de arroz cultivadas na Índia e sua classificação em grupos, de acordo com ciclo, exigência hídrica e valor nutritivo, foram mencionadas cerca de 1.000 a.C. Da Índia, essa cultura provavelmente estendeu-se à China e à Pérsia, difundindo-se, mais tarde, para o sul e o leste, passando pelo Arquipélago Malaio, e alcançando a Indonésia, em torno de 1500 A.C. A cultura é muito antiga nas Filipinas e, no Japão, foi introduzida pelos chineses cerca de 100 anos a.C. Até sua introdução pelos árabes no Delta do Nilo, o arroz não era conhecido nos países Mediterrâneos. Os sarracenos levaram-no à Espanha e o espanhóis, por sua vez, à Itália.

Os turcos introduziram o arroz no sudeste da Europa, donde alcançou os Balcans. Na Europa, o arroz começou a ser cultivado nos séculos VII e VIII, com a entrada dos árabes na Península Ibérica. Foram, provavelmente, os portugueses quem introduziram esse cereal na África Ocidental, e os espanhóis, os responsáveis pela sua disseminação nas Américas.

Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano. O arroz era o "milho d'água" (abati-uaupé) que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral. Consta que integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabral, após uma peregrinação por cerca de 5 km em solo brasileiro, traziam consigo amostras de arroz, confirmando registros de Américo Vespúcio que trazem referência a esse cereal em grandes áreas alagadas do Amazonas.

Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão. Em 1766, a Coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, aconteceu em meados do século XVIII e daquela época até a metade do século XIX, o país foi um grande exportador de arroz.

Fonte: www.vivernocampo.com.br

Arroz




Arroz

História do Arroz

O arroz freqüenta a mesa de dois terços da população mundial, constituindo-se no alimento mais cultivado e consumido em vários países. O seu cultivo é tão antigo quanto à própria civilização, remontando à Antiguidade.

No entanto, a data e o local exatos de sua origem não são precisos. A maioria dos autores acredita que ele seja originário da Ásia Sul-Oriental, região que inclui a China, a Índia e a Indochina. Evidências arqueológicas na China e na Índia atestam a existência do arroz há cerca de 7000 anos.

Inúmeros botânicos defendem também a idéia do aparecimento do grão no Sudeste asiático. Em favor dessas hipóteses, existem as tradições antiqüíssimas da China, os nomes com que esse vegetal é conhecido nas antigas línguas da Ásia e as informações de escritores gregos e romanos. Tudo isso reforça a opinião daqueles que excluem qualquer outra origem a não ser a asiática.

As referências mais concretas, entretanto, remontam ao ano de 2822 a.C., durante a célebre cerimônia instituída pelo imperador da China, que consistia em semear, ele próprio, anualmente, as sementes de arroz.

E justamente por não haver indícios seguros sobre a origem do arroz, os estudiosos passaram a buscar respostas na sinonímia da planta, ou seja, os nomes com que o cereal fora conhecido pelos povos antigos. Tais investigações, porém, apontam para diversos rumos, como Ásia, Europa e América.

O arroz, que os latinos denominavam Oryza, e que os antigos gregos chamavam de Oruzon e Oruza, em certas línguas era identificado por nomes que muito se aproximam dessas palavras, como por exemplo, Oriz. Para os árabes era Eruz, Uruz, Rouz ou Arous, de onde, sem dúvida, derivou o nome arroz dos portugueses e espanhóis.

Na Europa, a introdução do arroz na cultura de seus povos se deu através dos mouros no século VIII, na Península Ibérica. A partir daí, difundiu-se nos demais países. Sete séculos depois, no final do Século XV, a cultura do arroz é introduzida, que a cultura mais se difundiu nas regiões da Lombardia, Veneto e Piemonte.

Na América, não existem documentos seguros para afirmar a época precisa do início do cultivo do arroz no continente americano. Contudo, as informações que se têm datam de 1694, na Carolina, e em 1718, na Louisiana, ambas nos Estados Unidos.

O arroz é um dos alimentos mais populares de todo o Brasil. Apesar disso, até o começo do século IX, ele era bem pouco conhecido por aqui.

Arroz e presunto foram os alimentos que os portugueses deram aos índios, no seu último encontro, ao chegarem aqui há 500 anos atrás, como informa Pero Vaz de Caminha em sua famosa carta. Já na capitania de São Vicente o arroz era plantado, mas a lavoura empresarial surgiu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1904.

No Brasil, as notícias sobre cultivo do arroz remontam ao início da colonização, em especial na Capitania de São Vicente (1530-1540). Mais tarde o produto se espalha por outras regiões do litoral e, especialmente, no Nordeste brasileiro. Em todos esses locais, são pequenas lavouras, para subsistência.

Somente com a abertura dos portos por D. João VI, em 1808, é que o cereal começou a entrar em grandes levas no país, fazendo sucesso a ponto de modificar os hábitos alimentares da população da época: o angu e a batata doce, que eram os alimentos mais consumidos no Brasil, cederam então lugar ao recém-chegado cereal.

Quanto ao Rio Grande do Sul, atual estado maior produtor de arroz, Auguste de Saint Hilaire, em sua viagem ao Estado, realizada nos anos de 1820/21, já fala da ocorrência de lavouras desse cereal. Outros autores citam os colonos alemães de Santa Cruz do Sul e Taquara como os introdutores da cultura no Estado, sempre em pequenas lavouras, em estilo colonial.

Mas é, em 1904, no município de Pelotas, que surge a primeira lavoura empresarial, já então irrigada. Depois, a cultura chegou a Cachoeira do Sul e, a partir de 1912, teve um grande impulso, graças aos locomóveis fabricados pela empresa Mernak, que eram veículos movidos a vapor, produzido pela queima da lenha. Os locomóveis acionavam bombas de irrigação, o que facilitava a inundação das lavouras de arroz.

O desenvolvimento genético que as pesquisas propiciaram, o aprimoramento do cultivo e as tecnologias empregadas, do plantio à colheita, permitiram a redução do tempo de desenvolvimento e maturação da planta, enriqueceram substancialmente a qualidade do grão tanto na sua massa quanto na sua constituição nutritiva.

Em 1940, com 90% da população vivendo na zona Rural, o processo de beneficiamento era obtido através da pilagem. Era preciso muito esforço para pouco rendimento, com baixos resultados.

Porém, com o crescimento da população e da demanda de alimento, apareceram meios mais sofisticados que praticamente aposentaram as tradicionais máquinas de arroz.

Fonte: www.arrozcristal.com.br

Arroz




Origem e História do Arroz

Diversos historiadores e cientistas apontam o sudeste da Ásia como o local de origem do arroz. Na Índia, uma das regiões de maior diversidade e onde ocorrem numerosas variedades endêmicas, as províncias de Bengala e Assam, bem como na Mianmar, têm sido referidas como centros de origem dessa espécie. Duas formas silvestres são apontadas na literatura como precursoras do arroz cultivado: a espécie Oryza rufipogon, procedente da Ásia, originando a O. sativa; e a Oryza barthii (= Oryza breviligulata), derivada da África Ocidental, dando origem à O. glaberrima. O gênero Oryza é o mais rico e importante da tribo Oryzeae e engloba cerca de 23 espécies, dispersas espontaneamente nas regiões tropicais da Ásia, África e Américas. A espécie O. sativa é considerada polifilética, resultante do cruzamento de formas espontâneas variadas.

Arroz
Diversos historiadores e cientistas
apontam o sudeste da Ásia como
o local de origem do arroz.

Bem antes de qualquer evidência histórica, o arroz foi, provavelmente, o principal alimento e a primeira planta cultivada na Ásia.

As mais antigas referências ao arroz são encontradas na literatura chinesa, há cerca de 5.000 anos.

O uso do arroz é muito antigo na Índia, sendo citado em todas as escrituras hindus. Variedades especiais usadas como oferendas em cerimônias religiosas, já eram conhecidas em épocas remotas.

Certas diferenças entre as formas de arroz cultivadas na Índia e sua classificação em grupos, de acordo com ciclo, exigência hídrica e valor nutritivo, foram mencionadas cerca de 1.000 a.C.

Da Índia, essa cultura provavelmente estendeu-se à China e à Pérsia, difundindo-se, mais tarde, para o sul e o leste, passando pelo Arquipélago Malaio, e alcançando a Indonésia, em torno de 1500 A.C. A cultura é muito antiga nas Filipinas e, no Japão, foi introduzida pelos chineses cerca de 100 anos a.C.

Até sua introdução pelos árabes no Delta do Nilo, o arroz não era conhecido nos países Mediterrâneos. Os sarracenos levaram-no à Espanha e o espanhóis, por sua vez, à Itália.

Os turcos introduziram o arroz no sudeste da Europa, donde alcançou os Balcans.

Na Europa, o arroz começou a ser cultivado nos séculos VII e VIII, com a entrada dos árabes na Península Ibérica. Foram, provavelmente, os portugueses quem introduziram esse cereal na África Ocidental, e os espanhóis, os responsáveis pela sua disseminação nas Américas.

Arroz
Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano

Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano.

O arroz era o "milho d'água" (abati-uaupé) que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral.

Consta que integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabral, após uma peregrinação por cerca de 5 km em solo brasileiro, traziam consigo amostras de arroz, confirmando registros de Américo Vespúcio que trazem referência a esse cereal em grandes áreas alagadas do Amazonas. Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão.

Em 1766, a Coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, aconteceu em meados do século XVIII e daquela época até a metade do século XIX, o país foi um grande exportador de arroz.

Fonte: www.cnpaf.embrapa.br

Arroz

Arroz

Tipos de Arroz

Arroz Agulhinha (longo-fino): É o arroz preferido pelo consumidor brasileiro; apresenta grãos longos e finos, cujo comprimento é 2,75 a 3 vezes maior que a sua largura; os grãos cozidos ficam soltos e secos.

Arroz de Grão Médio: Este tipo de arroz apresenta grãos mais curtos e mais largos que, após o cozimento, apresentam-se mais úmidos e mais macios e têm a tendência de se tornarem mais pegajosos.

Arroz de Grão Curto: Apresentam grãos curtos, espessos e quase redondos; quando cozidos ficam macios e pegajosos.

Arroz Aromático: Tem um aroma natural e um sabor semelhante pipoca.

Arroz Basmati: Arroz aromático, originário da Índia; quando cozido apresenta grãos secos e soltos; os grãos são longos e, durante o cozimento, aumentam somente no comprimento, tornando-se bem mais longos e finos.

Arroz Glutinoso: Apresenta grãos curtos e opacos; quando cozidos os grãos perdem a sua forma e ficam muito mais pegajosos.

Arroz em Casca: É o produto como ele vem do campo, protegido pela casca e não pode ser consumido dessa forma.

Arroz Beneficiado Polido: Produto submetido ao descasque e polimento, resultando na forma mais conhecida e consumida no Brasil.

Arroz Integral: É o arroz do qual é retirada apenas a casca, o grão assim processado não passa pela etapa de polimento e retém as camadas mais externas que lhe confere uma coloração mais escura, um gosto mais acentuado e uma textura mais dura após o cozimento, além de ser mais nutritivo do que o arroz beneficiado polido.

Vitaminas Contidas no Arroz

Arroz

f3 Caroteno

Sinônimo – Provitamina A.

Localização – encontra-se na cariopse, isto é, no grão todo.

No organismo se degrada, conforme a necessidade, em vitamina A, que é benéfica visão, à pele e no combate aos radicais livres.

Vitamina B1

Sinônimos – Aneurina, Tiamina, Vitamina antiberibérica.

Localização – encontra-se no gérmen e, principalmente na película.

Participa de todos os processos metabólicos do organismo. É bom para a saúde das células.

Vitamina B2

Sinônimo – Vitamina de crescimento.

Localização – encontra-se na película, e principalmente, na casca.

Elemento necessário ao crescimento, à formação de glóbulos vermelhos no sangue e na regeneração das células.

Vitamina B6

Sinônimos – Adermina, Vitamina antidermática, piridosina.

Localização – encontra-se em todo o grão, principalmente, na película e casca.

Fortalece os cabelos, a pele, as unhas e é importante elemento na resolução dos problemas de Tensão Pré-Menstrual (TPM).

Ácido Pantotênico.

Sinônimos – Fator filtrante, Vitamina reticolocitogena.

Localização – encontra-se na casca. Importante no combate dos processos alérgicos e no aumento da imunidade do organismo.

Vitamina H.

Sinônimos – Biotina, fator cutâneo, desintoxicante da ovoalbumina.

Localização – encontra-se na casca e, principalmente, na película.

Tem um importante papel no combate à Diabete.

Observação:

As mulheres asiáticas que têm uma alimentação à base de arroz, não possuem celulite.

O arroz não contém colesterol.

Fonte: Instituto Rio Grandense do Arroz - IRG

Arroz

Arroz

O arroz (constituído por sete espécies , Oryza barthii, Oryza glaberrima,Oryza latifolia,Oryza longistaminata,Oryza punctata,Oryza rufipogon e Oryza sativa) é uma planta da família das gramíneas que alimenta mais da metade da população humana do mundo.

Para poder ser cultivado com sucesso, o arroz necessita de água em abundância, para manter a temperatura ambiente dentro de intervalos adequados, e, nos sistemas tradicionais, de mão-de-obra intensiva.

Desenvolve-se bem mesmo em terrenos muito inclinados e é costume, nos países do sudeste asiático encontrarem-se socalcos onde é cultivado. Em qualquer dos casos, a água mantém-se em constante movimento, embora circule a velocidade muito reduzida. sÉ a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassado pelo milho e trigo.

Rico em hidratos de carbono

Um dos processos utilizados no arroz para que ele mantenha suas características originais por mais tempo é Parboilização

Fonte: pt.wikipedia.org

Arroz




Arroz

O arroz representa alimento de primeira necessidade para mais da metade da população humana. Constitui a fonte principal de energia para a dieta dos povos que vivem no Extremo-Oriente, região onde se cultiva e consome nove décimos deste cereal produzido no mundo. Nessa área, mais de 500 milhões de pessoas vivem quase que exclusivamente à base de arroz.

Fora do Extremo-Oriente, ele entra também como parte da dieta de muitos outros povos, com mais ou monos intensidade, conforme a região e suas possibilidades econômicas. Mas de modo geral, vai-se estendendo e generalizando pelo mundo todo, principalmente nas regiões menos evoluídas e de poder aquisitivo menor, tais como a África, América Latina e Oriente-Médio. Na América, o Brasil ocupa lugar de destaque, sendo o maior produtor.

O arroz é considerado o alimento do pobre. É preponderantemente um cultivo de subsistência. Mais da metade da colheita mundial é absorvida na própria área de produção. Anualmente mais de 150 milhões de hectares são plantados esparramados pelo mundo todo, com produção de cerca de 400 milhões de toneladas de produto. Embora muito difícil para ser valorizada, em dinheiro devido às características que apresenta. A F.A.O. estima a colheita mundial em mais de 50 milhões de dólares por ano.

E verdade que muitos países, entre os quais sobressaem-se os Estados Unidos, a Itália e a França; plantam o cereal a título de negócio, exportando quase toda a produção. Mas o grande volume de trocas entre exportação e importação é feito no Extremo - Oriente, onde ele é de fundamental importância para a sobrevivência daquela massa humana. O Brasil, como já foi dito, é o maior produtor americano de arroz.

Na escala mundial, está entre os 10 primeiros, apesar de representar tão somente 2% no cômputo do total. Tem pela frente, apenas, os países maiores produtores do Extremo-Oriente. Como todos os países de baixo poder aquisitivo, quase toda a produção é consumida dentro de seu território, fazendo exportações eventuais. Sob o ponto de vista de produtividade, porém, o Brasil apresenta, em virtude do seu sistema de plantio (de sequeiro, inteiramente sujeito às injunções climáticas), uma das mais baixas do mundo.

Clima e Solo

Clima

É planta exigente de calor e umidade. Se bem que essas exigências sejam verdadeiras, o arroz é cultivado numa faixa de grande amplitude, desde as regiões tropicais até as temperadas. Segundo Kikhava e Togo (1929), as condições ideais são uma temperatura constante de 32ºC, em solo permanentemente saturado de umidade.

No Brasil, há condições favoráveis de calor, no entanto, quanto à umidade, varia, havendo lugares que permitem a cultura de sequeiro, outros, a cultura irrigada, caso do Rio Grande do Sul. Nas regiões, onde a cultura de sequeiro é praticada, isso indica que as chuvas caem durante a época do ciclo da planta, de maneira bem distribuída, permitindo à ela que tenha umidade suficiente em as suas fases críticas de crescimento. A cultura de sequeiro, não é a cultura ideal. Contudo, quando encontra condições mínimas de produzir, tais como umidade, terras frescas, ricas e com teor satisfatório de matéria orgânica, apresenta as vantagens de poder ser feita em grandes áreas e de requerer menores despesas de instalação.

Temperatura

O abaixamento de temperatura, nos períodos de emborrachamento e floração podem causar sérios prejuízos às plantas, enfraquecendo-as e predispondo-as ao ataque de doenças. Nesse caso também, a fecundação poderá ser afetada. A luminosidade, por sua vez, influencia o ciclo vegetativo da planta. As variedades do grupo índica sofrem menos o efeito, mas as variedades do grupo japônica, de grãos curtos, são muito sensíveis. Se os estágios iniciais de crescimento, da sementeira à floração, são desenvolvidos com bastante luminosidade, ou seja, sob dias mais longos, haverá naturalmente um prolongamento do ciclo vegetativo da planta, o inverso acontecendo se os dias forem menos longos.

Ventos

Os ventos fortes e granizos também prejudicam, principalmente, quando o crescimento está na fase de granação ou maturação. Provocam o acamamento das plantas, ou a degrana dos cachos, com apreciáveis perdas para as colheitas.

Água

O arroz é planta hidrófila. Gosta de água. Por isso, as culturas irrigadas são as mais desejáveis. As várzeas melhores são aquelas que oferecem um sub-solo impermeável, a uns 20 a 25 cm da superfície, porque elas possibilitam grande economia da água necessária à irrigação. As várzeas arenosas são as piores. Sendo porosas e profundas, exigem grandes quantidades de água.

Mesmo as várzeas relativamente ácidas, quando oferecem outras condições positivas de aproveitamento, são boas à cultura do arroz. Em São Paulo, a cultura é predominantemente de sequeiro.

A área de arroz irrigado representa menos que 10% no cômputo total. Mas é cultura altamente dependente de água.

Solos

Uma topografia plana, com declividade pequena, suficiente para evitar estagnação de água, um solo sedimentar argilo-humifero ou simplesmente argiloso, sobre camadas impermeáveis de sub-solo, próximas da superfície, é o que temos de melhor para a cultura irrigada. Em todos os países de alta produção, o arroz é irrigado.

Mas, infelizmente, a área disponível para irrigação apresenta fatores limitantes ao seu aproveitamento. Depende da quantidade de água disponível e do consumo deste líquido pelo solo; de onerosos investimentos e de mentalidade humana adequada; de técnica de trabalho mais avançada e de mio de obra especializada. Os solos arenosos ou os solos profundos, muitas vezes, não podem ser aproveitados, por serem antieconômicos. Esses solos são laváveis, empobrecendo as camadas de terra onde estão as raízes da planta, dificultando a sua alimentação.

No entanto, por ser planta versátil, este cereal poderá ser cultivado também em terrenos altos, desde que os regimes de chuva favoreçam. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Pauto, são exemplos disso. Hoje, tornaram-se grandes zonas de produção, à exceção de São Paulo, onde as condições de clima e de terra já não são tão propícias.

No caso desse tipo de cultura, arroz de sequeiro, as terras mais frescas, com teor razoável de matéria orgânica e rica em elementos químicos, é as mais desejáveis e que produzem as melhores colheitas.

Quanto à acidez, embora a faixa mais indicada de ph seja entre 5,7 a 6,2, o arroz produz ainda em solos que tenham alto índice de acidez e baixo teor de elementos minerais. É verdade que, nessas condições, produz menos. Por sua vez, em terrenos alcalinos, o arroz não se dá bem. As terras roxas legítimas, por esse motivo, não se prestam. Para a cultura de sequeiro, em São Paulo, os melhores, são os solos frescos, que conservam suficiente umidade e apresentam boas qualidades físico-químicas, e cedem elementos minerais e água facilmente às plantas.

De modo geral, planta-se arroz indiscriminadamente por quase todo o território paulista. Isso não é bom. A planta tem exigências mínimas para produzir. Quando não se encontra, produz deficientemente, recompensando mal o plantador, principalmente, hoje, em que todos os fatores de produção são muito caros. O ideal seria o zoneamento conveniente, que daria orientação segura ao lavrador.

Erosão

A cultura de sequeiro necessita de terreno bem preparado, terras soltas, destorroadas, aradas (se possível, duas vezes) e muito bem gradeada. Num terreno, assim, preparado, sem que esteja convenientemente protegido, contra os efeitos maléficos da erosão, seria verdadeira temeridade plantar. As primeiras chuvas pesadas causariam efeitos desastrosos, provocando lavagens no terreno e prejuízo à lavoura.

A proteção contra a erosão é, portanto, necessária. Se isso, porém, não for possível, o lavrador deverá tomar precauções: semear em linhas de nível, quando as plantinhas se ajudam a proteger-se, quebrando a força das águas das enxurradas, que passam arrastando tudo.

Preparo do solo

O preparo do solo é muito importante para todas as culturas. No caso do arroz de sequeiro, é fundamental. A planta precisa de água, sem o que não produz. Em fases críticas de seu crescimento, quando falta umidade, o resultado da cultura é negativo. Para germinar, as sementes necessitam de umidade. No perfilhamento, a água é importante também. Mas a planta começa a precisar mesmo, quando principia o emborrachamento, cerca de 30 dias antes da emergência das flores. Se não tiver umidade durante o emborrachamento, o futuro cacho fica encruado, não se formando. Se houver condições dele se formar, dá "cacho brancos", isto é, sem grãos.

Por isso, o lavrador deverá, por todos os meios ao seu alcance, evitar a perda da umidade do solo. Um jeito de economiza-la é preparar bem o terreno. As enxurradas, a evaporação descontrolada e as ervas invasoras são fatores prejudiciais à economia de umidade. O terreno bem preparado ajuda a combater a incidência desses fatores, pois, terreno bem preparado quer dizer, facilidade de se plantar em nível, medida que diminui o efeito da erosão; quer dizer, simplicidade no trabalho das carpideiras, facilitando o combate ao mato; quer dizer, ainda, possibilidade de escarificação do terreno, quebrando-lhe a crosta dura superficial, por onde a evaporação da água do solo se processa de maneira mais intensa.

Outras práticas, além das especificadas, são beneficiadas com o bom preparo do terreno. A semeação torna-se mais fácil e homogênea. Os tratos culturais são realizados mais convenientemente e a colheita torna-se mais perfeita. Num terreno assim, a semeadeira trabalha bem, regularmente, deitando as sementes em número certo e à profundidade conveniente. Por isso, a germinação que se segue, é uniforme, o crescimento das plantas é mais regular, e a maturação dos frutos processa-se na mesma época. Isso trás reais benefícios para a colheita, melhorando a qualidade do produto e o rendimento da cultura.

No caso do arroz, sempre que possível recomenda-se duas arações, não muito profundas. Uma logo após a colheita, com o objetivo de cortar e enterrar os restos da cultura. A outra, em setembro-outubro, por ocasião do novo plantio. Após esta última aração, devem ser feitas as gradagens, em número suficiente, para que o terreno fique bem preparado, sem torrões indesejáveis à superfície. Atrás da grade, para melhorar o seu serviço, é recomendável que se coloque um pranchão de madeira ou pedaço de vigota pesado. Esse pranchão ajuda a destorroar e nivelar o terreno. A última gradagem deve ser feita pouco antes da semeação, para destruir a sementeira de mato que, por ventura, esteja emergente.

Plantio

Variedades

Como é do conhecimento dos que lidam com esse cereal, a planta de arroz é extremamente sujeita ao meio em que vive, ao solo, ao macro ao microclima. Responde de maneira variada às diferenças de fatores ecológicos, por isso, o ideal seria a variedade adaptada em cada lugar, como se faz no Japão, onde há inúmeras variedades, cada uma adaptando-se às áreas a que são destinadas. Pelo mundo afora, há um cem número de variedades, cada uma se adaptando melhor nesta ou naquela região.

As variedades de ciclo mais longo devem ser plantadas a partir de outubro ou fins de setembro se o tempo ajudar, até meados de novembro. Assim procedendo, o florescimento e a granação coincidiria com épocas de mais chuvas e calor ameno, fato que favorecerá a cultura. As variedades de ciclo mais curto, ou precoces poderão ser semeadas até meados de dezembro, e conforme o tempo, até mais tarde. Desta maneira, se o lavrador vai semear variedades de ciclo normal (que é o mais longo) deverá terminar a semeação até meados de novembro. Mas se tem variedade de ciclo curta para semear também, poderá estender a época até fins de dezembro, conforme o tempo. Isso é devido à influência da luz sobre as plantas. Se a variedade é de ciclo mais longo, e é plantada mais tarde, quando os dias diminuem de luminosidade, a planta floresce mais cedo, não completando o seu ciclo vegetativo normal. Já as plantas precoces sofrem menos essa influência.

Também, veranicos ou fatores adversos podem ocorrer durante fases criticas do crescimento da planta prejudicando-a. Um bom meio de se evitar isso, pelo menos em parte, é parcelar a semeação.

Desinfecção de sementes

A desinfecção de sementes é prática excelente como medida preventiva à saúde da planta. A desinfecção proporciona às plantas, desde o seu nascimento até aos 30 dias de idade, garantia razoável de saúde e resistência às infecções. Depois dessa idade, o fungicida torna-se inativo, mas as plantas já possuem a seu favor boa saúde. Nessas condições, terão, sem dúvida, mais probabilidade e condições de resistirem às infecções que porventura surgirem do que aquelas que são fracas ou doentes. A desinfecção é feita com fungicidas encontrados a venda no comércio.

Semeação

Usam-se semeadeiras manuais, semeadeiras mecânicas tracionadas a animal ou a trator, tudo dependendo da área que se vai semear e da capacidade econômica do lavrador. Nessa hora é que se poderá avaliar quanto vale ter um terreno bem preparado. Experiências indicam que as sementes, quando semeadas uniformemente a uns 5 cm de profundidade dão os melhores resultados na colheita. Naturalmente, semeadas a essa profundidade, as sementes nascem melhores, produzem maior número de plantas, evitam falhas, e, conseqüentemente, produzem mais ao final. A medida que a semeação se aprofunda, menores são os resultados obtidos. Sendo assim, recomenda-se que a semeação seja feita até 5 cm de profundidade. Para que isso seja possível, o terreno tem que estar bem preparado.

Se houver necessidade de riscação, ela poderá ser feita com sulcadores ou ainda com o planêzinho, tirando-lhe as enxadinhas centrais e deixando as duas laterais externas, já reguladas para a distância que se vai empregar.

Fator de muita importância na semeação é a distribuição uniforme das sementes no sulco. Experiências realizadas provaram que o número ideal deve ser aproximadamente 50 sementes por metro linear de sulco, O que se vai gastar por hectare, então, estará em função desse número e do espaçamento usado. Nessas condições, o gasto de sementes é aproximadamente de 25 a 35 kg/ha.

O essencial para que a semeação seja bem feita é que as semeadoras trabalhem bem e distribuam uniformemente as sementes nos sulcos. Para que isso aconteça, há necessidade de que o operador fique vigilante, conferindo periodicamente o trabalho da máquina.

Restos da colheita

A planta do arroz é delicada. Necessita de preparo esmerado do solo para que haja boa germinação das sementes.

Os restos orgânicos da cultura anterior principalmente grãos de arroz quando deixados à vontade, não se decompõem convenientemente entre os meses que medeiam até o novo plantio, e vão prejudicar não só o preparo do solo como, também, a semeação das sementes, criando embaraços a essas operações. Se, porém, o lavrador fizer uma gradagem pesada ou mesmo a aração logo após a colheita, com a finalidade de picar, esparramar e enterrar os restos da cultura anterior, quando chegar a época do plantio, esses restos que já estarão decompostos e transformados, pelo menos parcialmente em húmus, só trazem benefícios, não prejudicando o preparo do solo. Em caso contrário, porém, ficando inteiros, aglutinados, eles constituirão sérios empecilhos, perturbando a aração e as subseqüentes gradagens, e a própria semeação.

E, o que é pior, atrapalham sensivelmente a circulação do ar e da água no terreno. Para quem pretende plantar e colher bons lucros da lavoura de arroz, um terreno assim deverá ser evitado a todo custo.

Rotação de cultura

Fator importante, pois o arroz, que é planta esgotante (embora, não exigente), a rotação torna-se recomendável.

No caso do arroz de sequeiro, em que a adubação quase não é feita, a repetição do plantio deverá ser, no máximo, até dois anos consecutivos. Mais do que isso, a cultura toma-se desaconselhável.

Depois da cultura do arroz, uma cultura de leguminosa é uma boa rotação (feijão, soja ou outra). Contudo, a rotação contínua com leguminosa não boa prática porque incorpora muita matéria orgânica (caso de adubação verde) ao solo. Sempre que haja excesso de nitrogênio disponível, ele produz vegetação concorrente às plantas, diminuindo-lhes a resistência às doenças, fato que deve ser evitado. Além do mais, muito nitrogênio estimula um crescimento desusado da parte vegetativa, facilitando o acamamento das plantas.

Por isso, na rotação, é conveniente que outras plantas além da leguminosa, sejam usadas para regularizar a disponibilidade do nitrogênio. Outra vantagem da rotação de cultura é ajudar no combate às doenças. Áreas infestadas que sofrem rotação por alguns anos, sempre se tornam menos agressivas.

Cultura irrigada

Inegavelmente, as culturas irrigadas são muito superiores as de sequeiro. Dão produção maior, são mais estáveis no produzir e oferecem, portanto, segurança, o que não acontece com as lavouras de sequeiro, vinculadas que são às condições climáticas.

No entanto, a instalação de cultura irrigada exige uma infra-estrutura complicada e onerosa, que limita, e muito, esse tipo de exploração. Só podem ser instalados em várzeas, e somente naquelas onde os terrenos tem sub-solos argilosos e poucos profundos. Em sub-solos profundos ou arenosos a necessidade de água é tão grande que torna a cultura antieconômica. Além de solos especiais, há que haver disponibilidade de água para toda a área cultivada e por todo o tempo de cultivo. O terreno, além disso, precisa apresentar condições fáceis de drenagem, operação muito importante na irrigação. Se a água é fator importante para a cultura, que dela necessita, torna-se prejudicial, quando não pode ser drenada na ocasião própria.

Estabelecidos os diques, os canais de condução de água, os canais de drenagem, a várzea está pronta para ser trabalhada. Diques e canais devem ser planejados e executados os trabalhos de feitura por gente especializada. O aproveitamento de qualquer pessoa "entendida" pode ficar mais em conta, mas poderão causar, no futuro, prejuízos incalculáveis. A várzea tem que ser muita bem preparada porque vai ser utilizada durante muitos anos. Se for mal preparada isso acarretará prejuízos que estarão presentes em todos os anos, exceto se o erro for corrigido.

A aração das várzeas úmidas é feita com tratores com rodas especiais ou com bois quando a área é menor. No caso especial do Vale do Paraíba, em que a várzea é preparada no seco, os mesmos implementos do arroz de sequeiro poderão ser usados.

Após a aração e nivelação do terreno, a semeação é feita a lanço em terreno seco ou ligeiramente úmido (sementes pré - geminadas). No Rio Grande do Sul, na semeação feita a seco, quando as chuvas demoram, os lavradores costumam dar um banho para apressar a germinação das sementes.

Há vários processos de semeação: a lanço manualmente, a lanço por ciclone (máquinas próprias), a lanço por avião. Há também as culturas de transplantes, em que es mudas são preparadas em canteiros, durante mais ou manos um mês e depois transplantadas.

O sistema de irrigação é o de inundação. As quadras recebem água que enche o terreno. Há necessidade de que essa água seja colocada, na quadra, devagar para que não prejudicar as plantas. Multo depressa e com força chega a arrancar as plantas, amontoando-as nas partes mais próximas da saída da água. Também, no caso de muita velocidade, há perigo que haja erosão nas quadras, fato que deve ser evitado. Um cuidado elementar, é receber a água por uma boca na parte superior da quadra e soltá-la por um ladrão existente na parte inferior, de tal modo que entrado e saída não fiquem na mesma direção, a entrada em uma extremidade, a saída, em outra. Isso, naturalmente, evita a correnteza. A água, na quadra, deve ser colocada cedo. Experiências feitas no Rio Grande do Sul mostram que aos 10 dias é ideal. As plantas irrigadas apresentam sistema radicular diferente das plantas cultivadas em sequeiro. Demorando muito a água, como no Vale do Paraíba, por exemplo, as plantas se adaptam e preparam-se, para viver em sequeiro (sem água). Depois dessa demora, caso aplique a irrigação, provocará, um traumatismo com reflexos prejudiciais, inclusive na produção. No Vale do Paraíba, em virtude de forte infestação de pragas vegetas, costumam, como dissemos, demorar quarenta ou mais dias para irrigarem. Com isso, têm tempo para fazer uma carpa ou duas.

Na cultura irrigada, quando bem conduzida, livre da concorrência de pragas como: arroz vermelho, arroz preto, capituvas e outras, a adubação poderá dar excelentes resultados ao contrário do que acontece na lavoura comum do sequeiro, que conforme o tempo, poderá colher resultados negativos.

Nos países de maior produtividade, todos eles adotam a cultura irrigada, embora cada qual apresente peculiaridades regionais.

Cultivo

Adubação

Um dos problemas difíceis na cultura do arroz é o da adubação. Quando se trata de arroz irrigado, se a adubação é bem orientada, se a cultura é bem conduzida, a possibilidade de sucesso é grande. Em países de culturas adiantadas, como o Japão e Estados Unidos, as respostas do cereal às adubações são extraordinárias, pagando com regalados juros as despesas havidas. Entre nós, infelizmente, por motivos vários, o mesmo não acontece, mesmo em se tratando de cultura irrigada.

Na cultura de arroz de sequeiro, então, a adubação quase chega a ser temeridade. Como é cultura que vive em função das chuvas, e como essas são imprevisíveis, os resultados de adubação também são imprevisíveis. Contudo, uma adubação incorreta poderá levar a plantação a um fracasso total.

De modo geral, para as terras do Estado de São Paulo, o Instituto Agronômico de Campinas-lAC recomenda as seguintes dosagens, por hectare, para terras pobres em elementos minerais, isto é, terras já usadas, mas ainda com alguma matéria orgânica disponível:
N= 20 a 30 kg/ha; P2O5= 20 a 80kg/ha e K2O = 20 a 50 kg/ha.

É sempre aconselhável a análise da terra. Uma receita de adubação à base dos resultados da análise, sempre é melhor e mais econômica. As terras mais ricas em matéria orgânica dispensam quase sempre, as adubações nitrogenadas. Nas terras arenosas do Estado, pelas informações obtidas de experimentos, adubação nitrogenada tem reagido bem, assim como a fosfatada. Nas experiências do IAC, depois das formas orgânicas, os adubos nitrogenados que mais reagiram foram o sulfato de amônio e o nitrocálcio, Nas terras roxas e mistas, por sua vez, os adubos fosfatados e potássicos têm reagido convenientemente. Quaisquer adubos que possuam esses elementos servem (superfosfato, fosforita, farinha de ossos, sulfato de potássio e outros), dependendo da disponibilidade e do preço. Nas terras cansadas, uma adubação de torta ou de adubação verde, sempre funciona bem, substituindo a matéria orgânica exaurida.

O arroz tem um sistema radicular muito superficial. Por causa disso, a adubação, para poder ser aproveitada, deverá ser rasa. Como os adubos podem prejudicar as sementes, deve-se evitar o contato de uns com os outros. As semeadeiras/adubadeiras modernas possuem dispositivo que permite colocar o adubo de 5 a 10 cm ao lado e abaixo das sementes. Esses cuidados beneficiam a germinação das sementes.

A adubação nitrogenada deve ser parcelada em duas vezes. Uma terça parte no plantio. O resto 40 dias depois, em cobertura. Nessa altura, conforme o comportamento das plantas, a adubação em cobertura poderá ser dispensada.

A carência de outros elementos, tais como o cálcio, o manganês, o boro, o magnésio, e outros, pode ocorrer. Nesse caso, a correção deverá ser feita sob recomendação de especialista, para evitar perda de tempo e dinheiro. As plantas que exibem sintomas, tais como aspecto clorótico de folhas e hastes, nanismo, crescimento deficiente de raízes, deformações, falta de perfilhamento, manchas brancas nas folhas, com emergência difícil, coloração anormal da planta, constrição de folhas ou colmos, e muitos outros sintomas anormais indicam às pessoas avisadas de que há carência de qualquer daqueles elementos. Nesse caso, há que se tomar às providências necessárias, consultando o Engenheiro Agrônomo.

Calagem

A melhor faixa de pH do terreno para a cultura é entre 5,7 a 6,2 na escala. Nessa faixa, produzem-se as melhores colheitas. Contudo, a planta tolera acidez alta, produzindo colheitas em pH baixos, mas naturalmente com menor produção.

A calagem é prática controvertida em cultura de arroz. Para a cultura irrigada, em havendo acidez nociva, parece que produz efeito. Em cultura de sequeiro, se houver, também parece que funciona como nas terras de alguns cerrados. Tudo indica isso, mas há necessidade de mais experimentos conclusivos. Quando se faz a calagem, porém, deve-se acompanhá-la de uma adubação completa, principalmente com o elemento potássico, para que de resultado.

Não se tendo certeza da reação, é problemática a feitura das despesas com calagem, salvo nos casos de terras muito compactas, que atrapalham as arações e gradagens. Neste caso, a calagem melhora as condições físicas do solo, facilitando posteriormente o preparo. É difícil recomendar a quantidade de calcário. A análise da terra fará isso mais facilmente. Acreditamos, todavia que de 1 a 2 toneladas por hectare não oneram demais o bolso do lavrador e poderão dar bons resultados, tanto no caso da acidez nociva, como no caso de terras muito compactas.

Espaçamento

Na cultura de sequeiro, o espaçamento usado obedece a dois pontos principais: melhor aproveitamento do terreno e facilidade de trato da cultura durante o ciclo vegetativo da planta.

Sendo o espaçamento um a função das condições físico-químicas do solo, da variedade usada e do clima, é lógico que não deve ser igual para todas situações.

Varia, podendo-se esquematizar o seu emprego assim:

Espaçamento Variedade Comum Variedade Precoce
Entre Linhas 60 cm 50 cm
Nas linhas Linhas Cheias Linhas Cheias

No caso da cultura irrigada, conforme a riqueza do terreno, o espaçamento varia de 30 a 40 cm, às vezes mais, se a terra for muito rica. Há países como a Itália, porém, que preferem espaçamentos menores, cultura de transplante, de 25 cm ou menos. Isso, no entender deles, evita o excessivo perfilhamento, tido como prejudicial, com aproveitamento maior naturalmente dos colmos principais e primários, os mais produtivos.

No Rio Grande do Sul e em outros lugares, como os Estados Unidos da América do Norte, a semeação de várzeas é feita preferencialmente a lança, por meios manuais ou mecânicos. Nos Estados Unidos, em algumas áreas, usam-se aviões para a semeação.

Capinas

No arroz de sequeiro, a umidade é fator limitante. Depende dela o sucesso da cultura. Não tolera, por isso, concorrência com mato que lhe rouba o líquido precioso. É preciso que as ervas daninhas sejam combatidas com decisão, na época certa, para evitar concorrências. A natureza, muito sabiamente dotou as ervas más de fortes meios de defesa para sobreviverem: possante sistema radicular, agressividade e muita avidez de água e alimentos. Na luta, as plantas daninhas quase sempre saem vencedoras. Por esse motivo, é imprescindível que o mato não apareça no arrozal. É preciso ser combatido na brotação, destruindo-se a sementeira.

O instrumento de carpa no caso do arroz, em virtude deste sistema radicular bastante superficial, deverá ser apenas para escarificar o terreno, sem se aprofundar ou levantar terra, ocorrências que prejudicariam a planta. A escarificação bem feita ainda ajuda a reter a umidade do solo. Dois instrumentos são recomendados aos lavradores: a gradinha de dentes de carpir e a carpideira de enxadinhas, tipo planet. No caso do arroz irrigado, é viável em algumas lavouras, o uso de herbicidas, comprovadamente, eficientes pelos institutos oficiais e existentes no mercado.

Nas plantações maiores, são usadas outras máquinas carpideiras, de maior rendimento de trabalho, que possam, como as outras, escarificar o terreno sem prejuízo para as raízes das plantas de arroz.

Doenças

De modo geral, os fatores abaixo relacionados favorecem o aparecimento e a propagação das doenças fúngicas, comum ao arroz.

Elevada umidade do ar (90%), acompanhada de temperaturas que variam de 22 a 29ºC

Baixa luminosidade, combinado com períodos de alta umidade

Baixo grau de umidade do solo que provoca a diminuição do conteúdo de sílica das células epidérmicas. E baixa temperatura do solo que altera o metabolismo da planta, enfraquecendo-a

Ventos fortes que provocam o enxugamento excessivo do solo e da planta, e machucaduras dos tecidos, tornando-as portas abertas às infecções

Solos compactos que impossibilitam a aeração adequada das raízes e solos muito porosos que dificultam a retenção de umidade e nutrientes

Solos fracos e erodidos que predispõem as plantas a doenças

Acidez elevada do solo que dificulta a nutrição das plantas

Idade da planta, em seus períodos críticos, tais como início de desenvolvimento, época de emborrachamento e de emissão das panículas, quando há enfraquecimento natural

Presença, perto da lavoura, de plantas hospedeiras e restos de cultura contaminados que são meios de novas infecções

Práticas culturais inadequadas que levam as plantas ao enfraquecimento, à alteração do seu metabolismo, ao excessivo desenvolvimento, à diminuição do conteúdo de sílica das células epidérmicas, tornando-as predispostas a doenças.

Colheita

A colheita representa a recompensa final do lavrador. Se tudo correu bem, tem o lavrador a justa paga, isto é, uma colheita abundante. É bom que, nesse ponto, por desleixo ou ignorância, o lavrador não perca parte do seu lucro, usando uma má colheita.

O arroz deve ser colhido com umidade superior a 20% e inferior a 26%. Estes são os limites ideais do ponto de colheita, de acordo com experiências realizadas na Estação Experimental de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Quando colhido cedo, antes de atingir 26% de umidade, haverá muito grão mal formado, com aparecimento de grãos "gessados" ou "barriga branca". Quando colhido com menos de 20% estará cristalizada, perdendo-se, no campo, por derrame natural, boa porção da colheita, além dos prejuízos causados pela quebra no beneficiamento.

Na prática, o arroz está no ponto de colher quando a maioria dos grãos, dois terços para mais, atingiu o pleno amadurecimento e apresenta a coloração característica da variedade. Apenas, o terço restante, da base da panícula, que já está formado e com consistência firme, apresenta os grãos de cor mais ou menos esverdeada. As variedades de casca dourada tomam a cor característica pouco antes de alcançarem o ponto de colheita.

Para que se tenha um ponto de colheita ótimo, isto é, uniforme, alguns requisitos são indispensáveis. Os requisitos devem ser considerados antes, já no planejamento da cultura.

Quando se planeja plantar o arroz, há necessidade de critério na escolha do tamanho da área para plantar. Esse tamanho deverá ser uma função de capacidade material e financeira que o lavrador tem para fazer a apanha no tempo certo. Nunca deve ser grande suficiente para causar, mais tarde, na colheita, dificuldades e prejuízos. Essa precaução é regra fundamental: semear sempre a área que na ocasião própria possa ser colhida bem e folgadamente.

Quando a área plantada é superior à capacidade material de colhê-la, uma das três possibilidades acontece:

1) o lavrador inicia a colheita mais cedo, antes do tempo, quando os grãos não atingiram o ponto corto de maturação, provocando o aparecimento de grãos "gessados" e "barriga branca". Esses grãos esfarelam-se no beneficiamento dando quebra no rendimento e dando produto inferior.

2) O lavrador inicia a colheita na época certa, mas a termina tarde, quando os grãos estão muito cristalizados, sujeitos a caírem no campo e terem quebra no volume colhido;

3) O lavrador arranja recurso extra, contrata mais gente e máquinas, procurando colher tudo no tempo exato. É providência boa, mas nem sempre possível, pois poderá elevar demasiadamente os custos.

Outros fatores poderão acarretar a má colheita, tal como o mau preparo do solo influencia, dificultando a germinação das sementes, provocando falhas, maturação desuniforme dos grãos. O mau preparo do solo ainda prejudica os tratos culturais, com isso causando direta ou indiretamente ação danosa á colheita. O uso de variedades que tenham maturação desuniforme dos frutos é também fator negativo.

Outros fatores, porém, se considerarmos, poderão influenciar positivamente:

a) o uso de sementes selecionadas, com alta capacidade de produção
b) sementes desinfetadas contra doenças
c) parcelamento da semeação
d) tratos culturais bem feitos e a tempo. O parcelamento conveniente da semeação é prático e de grande relevância, pois que aumenta a amplitude do tempo de colheita, permitindo ao lavrador faze-la perfeitamente.

No caso do arroz irrigado, a colheita geralmente se processa da mesma maneira. A única coisa que se deve fazer é drenar o terreno quinze dias antes de começar o corte. A várzea úmida apresenta inconvenientes que devem ser evitados, tais como fermentações, gasto prolongado e desnecessário de água, dificuldades para o uso de colhedeiras. O terreno úmido ainda dificulta o corte, quando este é feito manualmente, e o escoamento do arroz.

Experiências provaram que quando se drena o terreno antes da colheita, a maturação dos grãos processa-se mais uniformemente.

Secagem

Depois da trilha a operação seguinte é a secagem. Pode ser feita em terreiros ou em secadores especiais.

Normalmente, nas propriedades pequenas, a secagem do grão trilhado se faz em terreiros. A seca não deve ser rápida, pois poderá acarretar prejuízo à qualidade, trincando os grãos. A camada de arroz no terreiro, de início, deve ser mais ou menos grossa, indo afinando à medida que a umidade vai diminuindo.

O arroz é remexido continuamente para se evitar fermentações prejudiciais e para se obter um bom produto. Quando os grãos, ao fim, atingirem 13 a 14% de umidade, a seca está terminada, e eles devem ser recolhidos.

Um rodo de madeira, ou instrumento equivalente, serve para mexer o arroz no terreiro. O "prático" de terreiro sabe quando o arroz está no "ponto" de ser recolhido. Com os pés, atrita as amostras, que recolhe, de encontro ao chão. Se a casca desprender-se com facilidade é sinal de que está no ponto. Se não, é sinal de que ainda está úmido.

No caso de grandes áreas, usam-se secadores para a seca. No secador, a temperatura inicial é sempre de 4ºC, depois vai subindo até 50ºC. No caso de sementes, a seca deve ser mais lenta, não passando a temperatura de 41ºC.

Armazenamento

Completadas as operações de colher, trilhar, abanar e secar, o arroz está pronto para ser vendido, ou armazenado. Geralmente, é armazenado em sacos, na propriedade ou em armazéns da cidade. O armazém em que for guardado para preservar a qualidade do produto, deve apresentar tais requisitos: ser lugar bem seco, bem ventilado, protegido das chuvas ou de eventual umidade. Deve ser lugar protegido dos ratos, dos pardais e de outros predadores. No caso de ataque o produto sofre danos não só qualitativa como também quantitativamente.

Há vários insetos que atacam o arroz nos armazéns: gorgulhos, traças e outros, normalmente conhecidos como "carunchos". O modo de combatê-los é quimicamente, misturando inseticidas em pó aos sacos nas dosagens preconizadas pelos fabricantes.

Qualquer desses predadores causam prejuízos aos produtos armazenados. Por isso é muito importante combate-los. O armazenamento, bem feito ou mal feito, é fator decisivo para o aumento do lucro do lavrador.

Fonte: www.criareplantar.com.br

Arroz

Arroz

O arroz é originário da Ásia, mais precisamente do sul da China, onde é cultivado há pelo menos 7 mil anos. No século VII foi levado à Europa pelas mãos dos árabes, de lá chegou ao Brasil, trazido pelos portugueses. Hoje, é um dos alimentos mais consumidos no mundo, sendo ingrediente principal de vários pratos típicos de diferentes culturas.

Por isso, este ambiente de aprendizagem foi elaborado para ajudá-lo a entender melhor os aspectos da ciência e tecnologia relacionados com este grão, como o seu processamento, seus aspectos agronômicos e nutricionais, entre outras coisas.

Ele foi desenvolvido de maneira que você decidirá o rumo das coisas, apesar de existir um "caminho certo" para seguir, este poderá ser alterado de acordo com seus conhecimentos sobre o arroz.

O grão de Arroz

Arroz

Para entender as características nutricionais do arroz, precisamos saber que este cereal pode ser dividido em diferentes partes. Existem várias maneiras de se dividir um grão de arroz, dependendo da complexidade desejada. Para avaliarmos o processamento do arroz e suas implicações, é comum dividí-lo como na figura abaixo.

Arroz

Casca

A casca representa o maior volume entre os subprodutos obtidos durante o beneficiamento do arroz, chegando, em média, a 22%.

Sua utilização é bastante variada, sendo a principal a produção de energia. Como propicia temperaturas de até 1000°C, é usada na alimentação de fornalhas de secadores e das autoclaves da própria indústria arrozeira.

Como sua densidade é baixa, seu transporte torna-se problemático por isso, ela é transformada em "briquetes", que são aglomerados de casca, que reduzem consideravelmente seu volume.

Durante a sua queima, a casca produz muita cinza, mas sua fumaça é pouco poluente, pois não possui enxofre.

A casca de arroz, normalmente, tem a seguinte composição.

Proteína (%)
Gordura (%)
Fibras (%)
Cinzas (%)
Carboidratos (%)
2,0 - 2,8
0,3 - 0,8
34,5 - 45,9
13,2 - 21,0
22,0 - 34,0

Abrasivo

Devido à grande quantidade de sílica encontrada, cerca de 95% do total de cinzas da casca de arroz é formado por este composto, a casca de arroz pode ser utilizada na fabricação de sabões abrasivos.

Também pode ser empregada na fabricação de lixas e no polimento de gemas de pedras semipreciosas.

Fertilizante

Arroz

Infelizmente esta não é uma boa utilização para a casca do arroz. Devido ao seu baixo teor de nutrientes, a casca não é um bom fertilizante para a agricultura.

Entretanto, é muito utilizada como cobertura morta, agindo como um condicionador físico do solo. Por isso, a casca tem sido muito utilizada para a semeadura, como um "diluente" das sementes, promovendo melhores resultados que areia ou serragem.

Ração

Apesar de freqüentemente utilizada como ração para animais, a casca do arroz não é muito indicada para este fim, pois seu valor nutritivo é muito baixo. Entretanto, ela possui um alto teor de fibras o que, muitas vezes, é recomendado em algumas dietas.

Outras

Arroz

Da casca do arroz pode-se extrair um produto químico chamado furfurol. Com rendimento de até 8,5kg para cada 100kg de casca. Este composto entra na formulação de desinfetantes, inseticidas, herbicidas, servindo também para fabricação de nylon, resinas e borracha sintética.

Também é utilizada como matéria-prima para a fabricação de papéis ou na produção de cerâmicas ou tijolos.

Como possui um baixo coeficiente de transferência de calor, pode ser utilizada como isolante térmico.

Anatomia do Arroz

Arroz
Clique para Ampliar
Anatomia do Arroz

Processamento do Arroz

As três formas mais conhecidas de processamento de arroz são para a produção de:

Arroz integral

Arroz parboilizado

Arroz polido ou branco

Arroz

Brunição

Arroz
Brunidor

Arroz
Clique para Ampliar
Descascador / Polidor

Arroz
Clique para Ampliar
Polidor

Depois do descasque, os grãos inteiros seguem para o brunidor que retira uma parte da camada escura chamada de farelo, a qual é aspirada por um exaustor e, posteriormente

Brunidor ensacado, podendo ser vendido para empresas de ração animal ou para extração de óleos.

Em seguida, os grãos passam por uma nova brunição, onde é retirado o restante da camada de farelo, tornando os grãos mais brancos e levemente opacos (pois sofrem algumas ranhuras no processo de brunição).

Dos brunidores, os grãos são enviados para o polidor, um equipamento destinado a promover o acabamento do grão de arroz, aspecto vítreo sem riscos e pó.

Nos equipamentos mais modernos, os grãos de arroz passam por uma série de cilindros onde são pressionados por anéis de borracha contra um cilindro de pedra provocando a separação do germe e das camadas exteriores de farelo por abrasão (brunidor).

Em equipamentos mais antigos, o farelo era separado do endosperma por meio de lâminas, em um cilindro horizontal, que podia estar acoplado diretamente a um equipamento que retirava a casca (polidor / descascador).

Já os polidores são equipamentos que têm um núcleo cilíndrico que provoca, através de uma força centrífuga, uma pressão entre os grãos e a tela em meio a uma névoa de umidade controlada, promovendo a remoção do farelo e obtendo-se o aspecto de arroz polido.

Arroz

Secagem

A secagem de arroz nos engenhos é opcional pois, a maioria dos arrozeiros já seca o arroz em sua propriedade, antes de levá-lo às indústrias.

A secagem só é realizada no moinho, quando o arroz apresenta uma umidade superior a 13 - 14% durante o recebimento.

Os secadores mais empregados utilizam-se de ar quente para secar os grãos, normalmente com alguma forma de movimentação interna. Normalmente, o combustível mais utilizado neste tipo de maquinário é a própria casca do arroz.

Alguns estudos têm demonstrado que a utilização de sistemas de maior taxa de troca térmica, tais como secadores de leito fluidizado, jorro, ou arraste produzem melhores resultados.

Os grãos ou sementes alcançam sua maturidade fisiológica (momento que possuem o máximo de matéria seca) em níveis de umidade que impedem a colheita mecânica, além de não permitirem armazenamento seguro. Na maioria dos grãos, este nível de umidade está acima de 30%.

As colheitadeiras não são capazes de colher grãos com uma umidade muito alta, por isso os grãos são colhidos mais secos, o que resulta em alguma perda. Porém, essa umidade de colheita ainda é elevada para uma armazenagem segura, normalmente é necessária a secagem artificial.

Certos grãos não necessitam de secagem artificial, pois são colhidos com um bom teor de umidade, o que não é o caso do arroz, colhido tão cedo quanto possível, necessitando de significativo esforço de secagem.

A secagem pode ser realizada de diferentes maneiras, de acordo com o produto em questão. Na maioria das vezes, o ar é utilizado como meio secante, que entrega calor aos grãos ao mesmo tempo que extrai a umidade. Os principais sistemas de secagem contam com secadores mecânicos, onde o produto a ser secado transita, em bateladas ou de forma contínua, para que se retire a sua umidade.

Durante a secagem devemos tomar alguns cuidados para não comprometer a qualidade do grão. O processo deve ser realizado de maneira que os grãos não atinjam temperaturas superiores a determinado valor. Este valor muda de acordo com o produto e seu uso final. Produtos sensíveis como o arroz, cevada malteira e sementes em geral não devem ultrapassar 39° C. Também a taxa de remoção de umidade não pode ser muito elevada, pois pode resultar em elevado stress do grão, gerando quebras e trincas.

No caso do arroz, recomenda-se remoções de 1,5 a 2 pontos percentuais por hora. Esta limitação serve como parâmetro para definição do tamanho do secador e do sistema de secagem requeridos.

Outra recomendação importante é certeza de que a secagem será capaz de tratar todo e cada um dos grãos de forma homogênea.

Tipos de secagem

Arroz

Existem diferentes tipos de secagem, que devem ser escolhidos de acordo com o produto, sua condição de colheita ou local.

Os processos de secagem mais eficazes são os mecânicos e podem ser classificados da seguinte maneira:

1. Secagem em silos

O produto é carregado úmido a um silo com aeração onde é ventilado até secar. O ar de ventilação pode ser aquecido ou não.

2. Secagem em silos com misturadores

Semelhante ao anterior, este processo conta com dispositivos que ficam misturando os grãos no interior do silo, à medida em que ele é ventilado com ar aquecido.

3. Secagem em silo secador Top-Dry

É realizada em um silo dotado de uma superfície perfurada sob o teto do mesmo, onde camadas seqüenciais de grãos são secas em camada fixa. Os grãos quando secos, ainda quentes, são descarregados no silo onde passam a ser resfriados. Este ar de resfriamento adicionado de ar aquecido é utilizado para a secagem da camada fixa seguinte.

4. Secagem em secadores intermitentes com câmara de repouso

O produto circula no interior do secador, com ventilação de ar quente, até que se alcance a umidade desejada. É muito apropriado para produtos com altos graus de umidade.

5. Secagem intermitente em secadores convencionais

Um secador contínuo convencional é carregado com produto úmido e recircula o mesmo até que a umidade desejada seja alcançada. É mais utilizado para a remoção de grandes quantidades de umidade, como no caso do milho e do arroz.

6. Secagem contínua

Um secador contínuo, ventilado com ar aquecido, é carregado com produto úmido que, após ficar um determinado tempo em seu interior, sai seco, de forma contínua, pronto para processos subseqüentes.

Descascamento

Arroz
Descascador de Arroz

Arroz
Clique para Ampliar
Equipamento para descascamento do arroz

O beneficiamento propriamente dito do arroz tradicional inicia com a separação da casca do resto do grão. Esta operação não deve ser realizada logo após a colheita e secagem do cereal, pois várias pesquisas têm demonstrado que o comportamento do arroz, tanto no processamento quanto no cozimento, melhora com a armazenagem.

Algumas das vantagens apontadas são uma maior absorção de água, uma menor tendência a aglomerar-se após o cozimento e uma menor perda de sólidos durante o cozimento. Todas estas modificações estão relacionadas com transformações da amilose e amilopectina do grão durante o armazenamento.

Já para o processamento do arroz parboilizado esta etapa é realizada após todas as operações pertinentes à parboilização (aguação, gelatinização e secagem).

O rendimento de um engenho é medido principalmente em função da quantidade de grãos inteiros obtidos ao final do processamento, por isto o maior cuidado a ser tomado durante a operação de descascamento é evitar a quebra dos grãos, razão pela qual o controle da umidade é fundamental. A parboilização do arroz também é realizada com a finalidade de diminuir o percentual de grãos quebrados.

Os equipamentos mais utilizados para o descascamento são os que utilizam rolos de pedra, borracha ou mistos. Estes rolam giram a

diferentes rotações. O arroz deve passar através de um pequeno espaçamento existente entre eles, sofrendo um movimento de torção que faz com que a casca separe-se do grão.

Separação

Arroz
Trieur

Como funciona um trier?

Arroz

Os grãos quebrados entram nos alvéolos, ficam presos ao seu interior e sobem através de uma força centrífuga até uma determinada altura. Quando o peso dos grãos quebrados vence a força centrífuga, eles caem dentro de um depósito, localizado no centro do cilindro que retira esses grãos.

Depois de descascado, o arroz passa para uma câmara de aspiração, onde remove-se a palha, o farelo grosso e o pó produzidos durante o descasque. Polido e livre do farelo, ainda é necessária a realização de uma separação/limpeza mais refinada, que pode ser realizada em uma peneira de classificação que separa o arroz bom da quirera fina e o arroz vermelho, que tem um aspecto maior e mais redondo.

Também deve-se separar os grãos descascados daqueles que não descascaram. Para isso utiliza-se um equipamento chamado separador de marinheio. Essa separação se dá pela diferença entre os coeficientes de atrito do grão em casca e do descascado, além das diferenças de densidade e comprimento entre eles.

Então, para uma melhor seleção, o produto é levado para um equipamento chamado trieur que classifica o grão de arroz conforme seu tamanho (inteiro, ¾, ½, etc.) e tem eficiência de 99% (superior a das peneiras). O trieur consiste num tubo cilindrico rotativo de chapa, cuja superfície interna é formada por pequenas cavidades que são chamadas de alvéolos. Durante o processo, os grãos quebrados entram nos alvéolos, ficam presos ao seu interior e sobem através de uma força centrífuga até uma determinada altura. Quando o peso dos grãos quebrados vence a força centrífuga, eles caem dentro de um depósito, localizado no centro do cilíndro que retira esses grãos.

Neste momento o arroz já está pronto para ser embalado. Porém, se deseja-se realizar uma seleção mais requintada ainda, pode-se realizar uma seleção eletrônica. Neste processo seleciona-se os melhores grãos, os grãos são conduzidos em linha, passando por um sensor fotoelétrico que identifica os grãos com defeitos. Esses grãos são expulsos do equipamento por bicos injetores que soltam um jato de ar.

Arroz

Recebimento

Arroz
Clique para Ampliar
Equipamento para pré-limpeza de arroz

Normalmente o arroz é recebido a granel nos engenhos, sendo descarregado em uma espécie de filtro, as moegas, que transportam o arroz para os silos.

Destes silos, o arroz em casca vai para uma etapa chamada pré-limpeza, onde o arroz passa por um conjunto de peneiras (ou outro maquinário específico) para separar as impurezas do arroz, tais como:

Palha

Pedaços da planta do arroz

Partículas metálicas

Pedaços de madeira

Nesta etapa é muito importante verificar a umidade do arroz, que deve estar entre 12 e 13%, e a quantidade de grãos quebrados, que deprecia muito o valor do produto. Caso o produto não tenha sido seco na lavoura, deverá passar por um secador antes de ser armazenado.

Armazenagem

Depois de descascado, polido e selecionado o arroz está pronto para ser armazenado.

O arroz beneficiado é embalado mecanicamente em embalagens de diferentes pesos, de acordo com a necessidade da empresa beneficiadora.

Então é armazenado em fardos, até o momento de serem levados ao mercado.

Cores do Arroz

Realmente a cor do grão pode variar de acordo com a variedade deste. Porém, no nosso caso, a variedade não é a razão da diferença de coloração observada entre o arroz integral, parboilizado e polido já que podemos obter estas três qualidades a partir do mesmo grão.

Assim, fica evidente que a diferença de cor é devida ao processo que o grão é submetido durante o beneficiamento. Agora vamos entender porque isso acontece.

Para obtermos o arroz integral, parboilizado ou polido, partimos da mesma variedade de arroz.

Entretanto, o processo pelo qual este grão irá ser submetido durante o beneficiamento é diferente em cada um dos casos. O que causa diferenças no produto final, entre elas a cor.

O processo para obtenção do arroz integral é muito semelhante ao do polido, já o arroz parboilizado passa por algumas etapas que não estão presentes nos processos anteriores.

Produção

Arroz

Mesmo conhecendo as características nutricionais do arroz, a quais tipos de processamento ele pode ser submetido, as diferenças que estes provocam nos produtos obtidos, também é importante conhecermos um pouco sobra a produção do arroz, o que acontece antes deste cereal chegar à indústria para ser beneficiado.

O arroz, uma gramínea do gênero Oryza, é um dos principais cereais do mundo, cultivado por cerca de 100 nações. Na maioria dos casos, quase toda a produção é destinada ao consumo interno destes países.

Esta gramínea cresce nas mais variadas condições: de 50° de latitude norte a 40° de latitude sul, e em altitudes inferiores ao nível do mar ou superiores a 3.000 metros. Existem duas espécies cultivadas, o Oryza sativa, muito comum nas zonas tropicais e temperadas, e o Oryza glaberrima, originário da África ocidental.

Seu cultivo teve início há mais de 7 mil anos, no continente asiático. No Brasil, a orizicultura iniciou em meados do século XVIII. Atualmente, o arroz brasileiro é cultivo em dois ecossistemas diferentes.

Terra Altas

Arroz

O arroz de terras altas (sequeiro) como o próprio nome diz, é cultivado em terras altas ou um tanto enxutas. No Brasil, ele tem sido cultivado em áreas de pastagens degradadas pois, tem boa tolerância a solos ácidos, sendo usado como meio de recuperação desses solos.

Historicamente, o arroz sequeiro apresenta baixos níveis de produtividade e, sobretudo, qualidade dos grãos inferior aos produzidos pelo processo irrigado, o que, geralmente, não agrada o consumidor. Por isso, pesquisas recentes procuram produzir sementes para o cultivo de terras altas altamente produtivas e com qualidade de grão tão boa quanto a do arroz irrigado.

Atualmente, 13% dos campos de arroz do mundo cultivam esse tipo de arroz entretanto, representam apenas 4-5% da produção total mundial. Cerca de 20% do arroz de sequeiro do mundo é cultivado na América Latina.

No Brasil, esse tipo de cultura, concentra-se na Região de Cerrado e, apesar de ocupar cerca de 64% da área cultivada, responde por apenas 39% da produção nacional. Diferentemente do arroz irrigado que, ocupando apenas 40% da área cultivada é responsável por aproximadamente 60% da produção nacional.

Várzea

Arroz

O arroz é uma gramínea adaptada ao meio ambiente aquático. Esta adaptação é possível devido a presença de um tecido no colmo da planta, chamado arênquima. Ele possibilita a passagem do oxigênio do ar para a camada da rizosfera (sistema radicular).

Graças a estas características é possível o plantio no ecossistema de várzeas (irrigado).

Sendo a cultura predominante no Brasil, tendo como principal produtor o estado do Rio Grande do Sul.

Neste sistema predomina o cultivo com irrigação controlada, onde a cultura é realizada em várzeas sistematizadas, com semeadura feita em solo seco e a água aplicada na forma de banhos, até o início do perfilhamento, quando entra definitivamente nas quadras. Também pode ser realizado sob sistema de várzea úmida, sem controle de irrigação, o que normalmente é realizado por pequenos produtores.

Predominante em cerca de 40% da área total de cultura no Brasil, forneceu 60% da produção nacional, o que deve-se ao seu alto nível de produtividade, em torno de 5,5 t/ha (dados da safra de 98/99).

Cultivares

As cultivares de arroz irrigado normalmente são classificadas em três tipos, conforme as características fenotípicas da planta.

Tipo Tradicional

As plantas pertencentes a este grupo apresentam características como porte alto, folhas longas e decumbentes, além de serem menos exigentes em relação ao seu cultivo (maior rusticidade). Os grãos podem ser curtos, médios ou longos (com casca pilosa ou não) apresentando secção transversal de forma elíptica e de aceitação apenas em algumas regiões do país. O ciclo biológico deste grupo é médio ou semi-tardio, com baixa capacidade de perfilhamento e boa resistência a doenças secundárias. As plantas deste grupo possuem elevada capacidade de competição com plantas daninhas entretanto, apresentam susceptibilidade ao acamamento sob condições de elevada fertilidade natural ou quando recebem altas doses de adubos nitrogenados.

Tipo Intermediário

As características deste grupo são baixa capacidade de afilhamento e vigor inicial, o que pode trazer problemas para a lavoura, principalmente quando a temperatura do solo é baixa. Por isso são mais exigentes que as plantas do grupo anterior quanto ao preparo do solo, controle de plantas daninhas e adubação do solo. As plantas deste grupo apresentam porte médio, com folhas curtas, estreitas, semi-eretas e lisas. Os grãos são longos, finos e cilíndricos, apresentando excelente qualidade culinária e grande aceitação no mercado nacional e internacional. É uma cultivar precoce, podendo ser semeada tardiamente.

Tipo Moderno

São plantas de porte baixo, folhas curtas e eretas, pilosas ou lisas. Apresentam colmos curtos e fortes, alta capacidade de perfilhamento e elevado potencial produtivo. Exigem rígido controle quanto o preparo e nivelamento do solo e controle de plantas daninhas. Devido à estrutura das plantas, respondem em produção a níveis mais altos de nitrogênio do que os cultivares dos demais grupos. O ciclo biológico vai de precoce a tardio na maioria dos cultivares deste grupo. Os grãos são do tipo "patna" (longos, finos e cilíndricos), de casca pilosa ou lisa.

Plantas Daninhas

O rendimento da lavoura de arroz irrigado pode ser reduzido pela presença de plantas invasoras. Além de aumentar o custo da produção, as plantas daninhas são responsáveis pelo aumento da umidade dos grãos na colheita e pela redução no rendimento classificatório destes, agindo também como hospedeiras de doenças e pragas.

Na hora de iniciar o plantio, é necessário um controle das plantas daninhas, pois elas competirão com o arroz por fertilizante, luz e gás carbônico, prejudicando o desenvolvimento da lavoura. É importante lembrar que a maior ou menor infestação está diretamente ligada ao sistema de plantio e ao controle realizado nas plantações anteriores.

Existem diferentes plantas invasoras que podem estar presentes na lavoura de arroz, variando conforme a região de plantio e manejo utilizado.

Algumas espécies são predominantes, como o capim arroz e o arroz vermelho, há também, espécies que não são limitantes de produtividade, o que não exclui a necessidade de controle, para que não sejam motivo de preocupação na formação de pastagens de ba qualidade ou até mesmo na lavoura, quando do retorno à área em questão.

Semeadura

O arroz irrigado é completamente dependente da radiação solar e temperatura do ambiente, sendo estas os fatores que exercem os maiores efeitos na variabilidade de crescimento e desenvolvimento da cultura, tendo como limitantes temperaturas maiores que 40º C e menores que 16 °C.

As épocas de semeadura variam em função das regiões do país, bem como do ciclo das cultivares. Recomenda-se que a semeadura seja iniciada do decêndio em que a temperatura média do solo desnudo, a 5 cm de profundidade, for maior ou igual a 20° C (correspondente a 17,5° C de temperatura ambiente), esse valor representa o limite inferior da temperatura ótima.

A densidade de semeadura varia em função da cultivar utilizada, tipos de solos, sistemas de cultivo, bem como da qualidade das sementes e do seu poder germinativo. Os cultivares modernos necessitam de quantidades menores de semente, pois possuem alta capacidade de afilhamento. No que diz respeito à época e semeadura, pode-se afirmar que as semeaduras do cedo requerem maior quantidade de sementes devido a baixa temperatura do solo. O controle da densidade de semeadura é importante porque é ela que define se haverá, ou não, uma boa circulação de ar entre as plantas. Se esta ocorrer, promoverá um adequado estado fito sanitário e uma boa fertilização das panículas. Já uma semeadura muito densa, resulta em colmos mais frágeis, sujeitos ao acamamento.

Com uma correta densidade na semeadura, o arroz desenvolverá o seu máximo potencial produtivo e ficará livre de doenças e pragas indesejáveis.

Sistemas de cultivo

Os principais sistemas de cultivo de arroz irrigado são o sistema convencional, plantio direto, pré-germinado e transplante de mudas.

Convencional

Neste sistema o solo precisa ser preparado em duas etapas. O preparo primário consiste em operações mais profundas, normalmente realizadas com arado que visam, principalmente o rompimento das camadas compactadas e eliminação e/ou enterro de cobertura vegetal. No preparo secundário, as operações são mais superficiais, utilizando-se grades ou plainas para nivelar, destorroar, destruir crostas superficiais, incorporar agroquímicos e eliminar plantas daninhas no inicio do seu desenvolvimento. Criando assim, ambientes favoráveis à germinação, emergência e desenvolvimento da cultura implantada. Convém ressaltar que todas essas atividades de intensa mecanização agrícola podem contribuir para a deformação da estrutura do solo. Neste sistema, a semeadura é realizada a lanço ou em linha.

Um aspecto importante que deve ser considerado no preparo do solo é o ponto de umidade ideal. Se o processo for realizado com umidade elevada, o solo sofre danos físicos na estrutura (compactação no lugar onde trafegam as rodas do trator) e tende a aderir (principalmente em solos argilosos) com maior força nos implementos agrícolas até o ponto de inviabilizar a operação desejada. Por outro lado, quando o preparo é feito com o solo muito seco, pode-se formar "torrões" difíceis de serem quebrados, aumentando o número de operações e, conseqüentemente, aumentará o consumo de combustível e tempo, o que encarece o processo.

Este não é um sistema muito vantajoso, pois ocorre degradação da estrutura dos solos e agressão à vida microbiana, causada pela pulverização; além do risco de ocorrerem perdas de solo pelo processo erosivo dos ventos e da água. Além de apresentar inúmeras desvantagens, como os citados anteriormente e um exagerado número de operações realizadas, necesssitando grande mão-de-obra e elevando o custo.

Plantio Direto

Neste sistema o solo não precisa ser previamente preparado para receber a semente. Abre-se um pequeno sulco (ou cova) de profundidade e largura suficientes para garantir uma boa cobertura e contato da semente com o solo sendo que, não mais que 25 ou 30% da superfície do solo são movimentados. O desenvolvimento inicial do plantio direto besea-se em três princípios: a mínima movimentação do solo, a permanente cobertura do mesmo e a prática de rotação de culturas. Esses fundamentos viabilizam o objetivo principal do objetivo direto: a conservação do solo. Neste sistema também deve-se realizar o entaipamento de base larga e de perfil baixo na adequação da área para o plantio do arroz irrigado, que compreende as operações de sistematização da superfície do solo ou aplainamento, calagem quando for necessário, e construção da infra-estrutura de irrigação, drenagem e estradas.

Este sistema apresenta boa umidade para o nascimento, menor custo de produção, racionalização do uso dos insumos, melhor uso do solo, menor necessidade de maquinário (menor custo). E se o processo for realizado de acordo com as instruções, é quase que impossível descrever alguma desvantagem.

Pré-Germinado

Este sistema caracteriza-se pela semeadura de sementes pré-germinadas em solo previamente inundado. No preparo do solo, há necessidade de formação de lama e o nivelamento e alisamento são realizados, normalmente, com o solo inundado. A primeira fase do preparo do solo visa trabalhar a camada superficial para a formação de lama, podendo ser realizada em solo seco com posterior inundação ou em solo já inundado.

As principais técnicas utilizadas nessa fase envolvem:

Aração em solo úmido, seguindo-se o descorçoamento sob inundação com enxada rotativa

Aração seguida de destorroamento com grade de disco ou enxada rotativa em solo seco, sendo a lama formada após a inundação utilizando-se a enxada rotativa

Uso de enxada rotativa sem aração, preferencialmente em solo inundado, repetindo-se a operação, de modo a permitir a formação de lama sem deixar restos de plantas daninhas.

Uma alternativa para a formação de lama é a utilização da roda de ferro tipo "gaiola", que oferece maior sustentação e deixa menos rastro das rodas do trator.

A segunda fase compreende o renivelamento e o alisamento, após a formação da lama, utilizando-se pranchões de madeira, com o intuito de tornar a superfície lisa e nivelada, própria para receber a semente pré-germinada. As operações descritas nestas duas fases foram desenvolvidas principalmente para pequenas áreas.

Em áreas mais extensas, vem se buscando um sistema próprio de preparo do solo, que consiste das seguintes operações:

1. Uma ou duas arações em solo seco
2. Uma ou duas gradagens, para destorrar o solo, tendo-se o cuidado de não "pulverizá-lo", para que pequenos torrões impeçam o arraste de sementes pelo vento
3. Aplainamento e entaipamento
4. Inundação da área com uma lâmina de, no máximo, 10 cm, mantendo-a por, no mínimo, 15 dias antes da semeadura, para controlar o arroz vermelho
5. Alisamento com pranchões de madeira
6. Semeadura das sementes pré-germinadas

Transplante de Mudas: este método tem como principal objetivo a obtenção de sementes de alta qualidade. Para se conseguir alta pureza varietal, o "roguing" é prática fundamental e é facilitado neste sistema devido ao transplante de mudas, que é realizado em linhas.

O sistema divide-se em duas partes:

Produção de mudas

As mudas são produzidas em caixas, com fundo perfurado, com as seguintes dimensões: 60 cm de comprimento x 30 cm de largura x 5 cm de altura (as medidas de largura e comprimento das caixas, poderão variar de acordo com o tipo de transplantadeira). O solo a ser utilizado deve ser, preferencialmente, de textura franco arensa, baixo teor de matéria orgânica e livre de sementes nocivas. Após peneirado, em malha de 5 mm, o solo é colocado nas caixas numa espessura de 2,5 cm. São semeadas em torno de 300 g de sementes pré-germinadas por caixa e cobertas com 1 cm de solo. Após a semeadura, as caixas são irrigadas abundantemente, empilhadas e cobertas com lona plástica por 2-4 dias, até a emergência das plântulas (esta fase é variável em função da temperatura). Quando as plântulas iniciam a emergência, as caixas espalhadas em um viveiro protegido contra o ataque de pássaros e ratos são irrigadas diariamente, até a fase de duas folhas (12-18 dias). Caso haja ocorrência de doenças nas plântulas, estas devem ser controladas com a aplicação de fungicidas específicos.

Transplantio

O transplante é feito quando as mudas alcançam 10-12 cm de altura (12-18 dias após a semeadura). No momento de transplante, as caixas devem estar com umidade adequada, para facilitar o desempenho da transplantadeira. Esta operação deve ser realizada com área previamente drenada. As transplantadeiras normalmente utilizadas, possuem um sistema de regulagem que permite o plantio de 3 a 10 mudas por cova, espassamento de 14 a 22 cm entre covas e 30 cm entre linhas.

O rendimento médio de uma transplantadeira com 6 linhas é em torno de 3.000 metros quadrados por hora de trabalho, sendo necessárias 110-130 caixas de mudas/ha (30-40 kg de sementes/ha). A inundação permanente deve ser evitada por uns 2 ou 3 dias, até o pegamento das mudas. O preparo do solo, manejo da água, controle de plantas daninhas, de pragas e doenças é idêntico ao recomendado para o sistema pré-germinado.

Você sabia...

Que existem diversas lendas que contam sobre a origem do arroz?

Os árabes acreditam que o arroz se originou de uma gota de suor de Maomé. Já os chineses contam que durante uma grande fome, os habitantes da região de Sichuam enviaram pássaros aos deuses pedindo um alimento para aliviar a sua fome, e como resposta os pássaros trouxeram grãos de arroz.

Que os maiores consumidores de arroz no mundo são China, Índia e Indonésia?

Na China são colhidas 197 milhões de toneladas por ano.

Que em muitas línguas asiáticas algumas palavras e expressões estão relacionadas ao arroz?

No Vietnã, quando alguém encontra um amigo passeando com seu filho pequeno e deseja saber como anda a criança ele pergunta:

"Quantas tigelas de arroz ele comeu hoje?".

Na Tailândia a palavra refeição significa "comer arroz".

Que o arroz é o personagem principal de uma das mais importantes festas da Malásia?

Ela homenageia o deus criador (Konoingan), que sacrificou sua única filha para que ela se convertesse num alimento, obviamente, o arroz.

Os cientistas acreditam que existam 140.000 variedades de arroz cultivado?

Mas o número exato não é conhecido.

Os arrozais das Filipinas são tão impressionantes, que a Unesco os tombou como Patrimônio da Humanidade.

Como surgiu o hábito de jogar arroz nos recém-casados?

Certa vez, na antiga China, um mandarim poderoso quis dar prova de vida farta. Então fez com que o casamento de sua filha se realizasse sob uma "chuva" de arroz, iniciando a tradição.

Que os chineses ofereciam arroz ao mortos?

Um antigo rito chinês consistia em colocar uma tigela de arroz cozido, com um par de pauzinhos (fachis) espetados na posição vertical aos pés do morto, para que ele possa se alimentar em sua viagem para o além.

Que o arroz também pode ser usado na fabricação de bebida alcoólica?

O saquê é uma bebida milenar, de origem oriental, muito apreciada no Japão, obtida através da fermentação do arroz, com uma alta porcentagem de alcoólica, 20% (muito superior ao vinho, que tem em média 12%).

Descoberto ao acaso, conta a lenda que certa vez um homem esqueceu o recipiente onde havia cozido o arroz destampado, depois de alguns dias o arroz havia mofado e o homem percebeu que isso promovera uma alteração (fermentação) que resultou num produto muito saboroso.

Até o século 5 a.C., o produto era feito da seguinte maneira: mascava-se o arroz para fermentá-lo com a saliva e depois cuspia-se em tachos para só então iniciar o preparo dabebida. Esse método era chamado de “Kuchikami no sake”, ou saquê mastigado na boca.

Depois, segundo os mitos daquele povo, o arroz só podia ser mastigo pelas virgens, únicas capazes de "purificar" o mingau, pois eram representantes dos deuses na terra.

Depois de algum o tempo o processo se modernizou, o arroz era lavado e colocado em recipientes enormes para cozinhar. Depois, a pasta obtida era processada até chegaar ao produto final. Hoje o saquê é produzido em escala industrial, sendo a produção artesanal proibida naquele país.

Apesar da evolução no processo de fabricação, o saquê continua sendo uma bebida tradicional. No Japão, beber saquê é um ritual, segundo a tradição, bebe-se o produto para eliminar as preocupações e prolongar a vida. Tradicionalmente o saquê é servido frio em "xícaras" quadradas feitas de madeira, chamadas "massu". Alternativamente, o saquê também é consumido quente, entre 40 - 55°C.

Bibliografia

AMATO, Gilberto Wageck
Arroz parboilizado: tecnologia limpa, produto nobre. Porto Alegre: Ricardo
Kenz, 2002.
AMATO, Gilberto Wageck
Parboilização do arroz no Brasil. Porto Alegre: Cientec, 1991.
PEDROSO, Brasil Aquino
O que a lavoura de arroz produz além do arroz. Lavoura Arrozeira, v.50,
n.433 (set./dez. 1997), p. 28-29.
VITTI, Policarpo
Aspectos gerais da tecnologia do arroz, Boletim do Instituto de Tecnologia
de Alimentos. Campinas, n.10 (jun.1967), p.35-45.
VITTI, Policarpo
Aspectos da industrialização do arroz em países em desenvolvimento.
Boletim do Instituto de Tecnologia de Alimentos. Campinas, n.30
(jun.1972), p.67-89.

Fonte: www.ufrgs.br

Arroz




Arroz

História do Arroz

O arroz é um cereal da família das gramíneas, riquíssimo em carboidratos. É uma planta anual, que chega a atingir um metro de altura e que tem desenvolvimento mais vigoroso em clima tropical (quente e úmido). Seu caule é um colmo, espécie com nós bem marcados, típico das gramíneas, e suas folhas são compridas e pontiagudas. Suas sementes, a parte comestível da planta, nascem em espigas densas e compactas, distribuídas em diferentes hastes. Como todo cereal, é constituído por três elementos principais: um grão farináceo, um germe rico em proteínas e dois revestimentos que protegem o grão (o farelo, comestível, e a casca externa).

Seu cultivo data de 3.000 a.C., em terrenos secos ou irrigados da China. A espécie Oryza Sativa, no entanto, pode ter surgido no sul da Índia para, depois, se espalhar por toda a China e, mais tarde, Coréia, Filipinas (2.000 a.C.), Japão e Indonésia (1.000 a.C.). A partir daí, o cereal foi disseminado pelo mundo, primeiro com a importação dos Persas para a Mesopotâmia e a Turquia. Posteriormente, Alexandre, o Grande, invadiria a Índia e o levaria até a Grécia. Os viajantes árabes apresentaram o arroz ao Egito, Marrocos e Espanha, enquanto Portugal e Holanda foram responsáveis por introduzi-lo em países da África Ocidental e das Américas, entre os séculos 15 e 17.

Acredita-se que o Brasil foi o primeiro país da América a cultivar o arroz, já que o cereal teria surgido de forma espontânea anteriormente ao descobrimento do país.

Já no século 16, lavouras e arrozeiras ocupavam terras da Bahia, seguindo, um século depois, para o Estado de São Paulo. Mas foi somente com a abertura dos portos, em 1808, que o cereal passou a entrar em grande quantidade no País.

Cultivo

Os cuidados com a colheita do arroz começam na programação do plantio. Para bons resultados, o grão deve ser cultivado em temperatura amena, superior aos 12º C.

A área de plantio deve ser escolhida de acordo com sua capacidade de colheita, já que o arroz tem época certa para ser colhido: antes da maturação, o grão é de baixa qualidade, impróprio para o consumo; depois do processo, boa parte é desperdiçada por cair no solo.

Após a colheita, vem a secagem, que pode ser feita em terreiros ou secadores. Nas pequenas propriedades, é mais comum a secagem em terreiros: o arroz é remexido continuamente para evitar fermentações prejudiciais. Quando os grãos atingem 13% a 14% de umidade, a secagem está finalizada e os grãos devem ser recolhidos.

O processo não pode ser muito rápido, para evitar o trincamento do grão. Em grandes lavouras, usa-se o secador mecânico pois o arroz é colhido com alto grau de umidade.

Na seqüência, o arroz entra no processo de beneficiamento, onde são removidas cascas e feito o polimento dos grãos. Assim, o produto ganha um aspecto de maior cotação comercial, com a uniformidade e o brilho dos grãos.

Os que ficam muito secos viram quirera. Embora seja muito mais rico em sua forma integral, é mais apreciado após o beneficiamento e polimento, sob a forma de arroz branco.

Tipos

Arroz Polido

Também conhecido como arroz branco, é o grão que foi descascado e polido, já sem importantes nutrientes.

O grão curto e redondo tende a empapar quando cozido, não fica bom em pratos salgados, por isso é mais usado para fazer arroz-doce. O grão médio, com comprimento três vezes maior do que sua espessura, pode ser usado em receitas salgadas ou doces, mas é especialmente indicado para o preparo de risotos.

O arroz tipo arbório é uma derivação do grão médio e ótimo para risotos. O grão longo é a escolha ideal para a maioria dos pratos salgados. Eles são de quatro a cinco vezes mais longos do que espessos. Quando cozido corretamente, fica leve e fofo, com grãos bem soltos.

Arroz Parboilizado

Conhecido como arroz de grão separado ou arroz que não empapa.

Quando cru, é mais amarelado do que o arroz branco, mas essa diferença desaparece com o cozimento.

Em geral, é arroz de grão longo, que é submetido a vapor, sob pressão, antes do beneficiamento. Esse processo facilita o cozimento e aumenta o valor nutritivo do cereal, pois beneficia os minerais existentes nas camadas externas.

Arroz Instantâneo

Após o beneficiamento, é completamente cozido e tem toda sua umidade retirada. Para reconstituí-lo, basta juntar água fervente, cozinhando por pouco tempo. É muito prático, porém tem custo um pouco mais alto.

Arroz Selvagem

Apesar do nome, não é arroz verdadeiro, mas sim uma gramínea aquática, com longas sementes escuras. Por ser caro, em geral é misturado ao arroz integral.

Mais nutritivo e rico em proteínas, sais minerais e vitamina B do que o arroz comum. Bom acompanhamento para carnes e aves.

Arroz Integral

Tem um gosto mais definido do que o arroz branco e demora mais para cozinhar.

Arroz Patna

É o nome dado a uma variedade particular de arroz indiano, de grão longo.

Arroz Basmati

Outra variedade de arroz indiano longo, cultivado perto do Himalaia. Tem sabor peculiar e é o acompanhamento ideal para os pratos indianos.

Classificação e Conservação

A classificação numérica encontrada nas embalagens - Tipo 1 e Tipo 2 - determina a aparência e o grau de inteireza do grão de arroz.

Em casa, o arroz deve ser mantido em recipiente bem fechado e armazenado em local seco e arejado.

Para guardar o arroz já cozido, coloque-o em recipiente que feche hermeticamente e mantenha na geladeira.

Curiosidades

A palavra arroz vem do árabe al-ruz.

O tradicional costume de se atirar arroz aos noivos, após uma cerimônia nupcial, vem da China, onde o grão é sagrado e considerado símbolo de fartura e felicidade.

Metade da população mundial depende do arroz para sua subsistência.

A água do arroz é boa para amaciar a pele do rosto. Depois de umedecer com o líquido e deixar secar, é só enxaguar com água fria.

O líquido esbranquiçado, formado depois que a água do arroz começa a ferver, é ótimo para conter o intestino solto dos bebês

Fonte: www.camil.com.br

Arroz




Arroz

Planta herbácea pertencente à família das gramíneas, cuja espécie cultivada ( Oryza sativa ) é empregada na alimentação humana.

Há dois tipos básicos de arroz:

O de “sequeiro”, cultivado em terras altas ou um tanto enxutas.

O “irrigado”, cultivado em áreas que são alagadas após a semeadura.

Cultivo do Arroz de sequeiro

O plantio do arroz, em terras altas, não irrigadas artificialmente, ocorre de outubro a dezembro. A irrigação é feita através de chuvas que ocorrem no período de outubro e se estende até maio. A colheita inicia – se de janeiro até maio, de pendendo da variedade e local de plantio.

Cultivo do Arroz Irrigado

O plantio do arroz, no Rio Grande do Sul - Brasil, ocorre nos meses de Outubro, e nos meses de Novembro, Dezembro e Janeiro a lavoura é alagada, exigindo uma grande quantidade de água, normalmente oriunda de açudes, ou bombeada de rios. A colheita é realizada no período de Março a Maio.

Beneficiamento

Após a colheita, o arroz é armazenado em silos, sofrendo o processo de secagem.

Quando o grau de umidade do cereal atinge 12%, o arroz está pronto para ser beneficiado.

No processo industrial de beneficiamento, o arroz é separado das impurezas e descascado, resultando em:

Arroz inteiro

Grãos quebrados (quirera e canjicão)

Farelo

Casca

Aproveitamento:

O Arroz Inteiro é comercializado para consumo doméstico.

O canjicão (arroz quebrado de tamanho médio e grande) é adicionado ao arroz inteiro e em função do percentual dessa adição se tipifica o arroz, conforme as entidades reguladoras:

TIPO 1 - pode ter no máximo 10 % de canjicão.
TIPO 2 - pode ter no máximo 20 % de canjicão.
TIPO 3 - pode ter no máximo 30 % de canjicão.

Quirera

É utilizada na fabricação de ração animal e na fermentação de cerveja.

Casca

Serve como combustível para fornos, fornalhas e caldeiras, pois seu poder calorífico é 30 % superior ao da madeira.

Farelo

Extrai-se óleo comestível, e o que resta é aproveitado na fabricação de ração animal.

Palha

Úmida ou transformada em ensilagem serve de alimento para o gado. Misturada com melado, é excelente alimentação para vacas leiteiras.

Hastes

Prestam para fazer celulose e papel de boa qualidade.

Fonte: www.cereaisnet.com

Arroz




Há milhares de anos o arroz é o alimento básico de mais da metade da população do mundo.

Como a cevada e a aveia, o arroz cresce dentro de uma casca protetora, que tem que ser removida para que se possa utilizar o grão como alimento.

Muitos nutrientes se perdem, como o farelo e os gérmens, que são removidos no processo de moagem para obter o arroz branco.

O arroz integral, que consiste de caroços intactos em camadas de farelo tem um valor nutritivo maior do que o arroz branco.

O arroz branco cultivado e processado é freqüentemente enriquecido com ferro.

O arroz deve ser cozido num volume de água que represente apenas o dobro do seu volume. Essa água será absorvida pelos grãos, garantindo a preservação do seu conteúdo nutricional.

O arroz parabolizado é processado por um método tradicional há mais de dois mil anos: o grão inteiro é parboilizado, deixando a casca solta e, desse modo, facilitando a moagem. Noventa por cento das calorias do arroz vêm dos carboidratos.

Meia xícara de arroz branco contém aproximadamente 100 calorias, enquanto o arroz integral pode ter de 105 a 110 calorias.

O arroz integral é significativamente mais fibroso, com 1,6g de fibras por meia xícara, em comparação com 0,03g na mesma quantidade de arroz branco.

O arroz é o verdadeiro alimento básico no planejamento das refeições. Ele é um dos ingredientes dos pratos quentes e frios compostos de cereais para o café da manhã, uma base excelente para saladas e um acompanhamento natural para legumes, peixe, carne e queijo.

O farelo de arroz também adiciona volume a biscoitos e pães.

Curiosidade

Comemoramos um antigo símbolo de fertilidade da Ásia quando jogamos arroz nos noivos nas cerimônias de casamento.

Arroz é base na culinária da Ásia à América

Ingrediente comum da culinária em diversos países, o arroz é originário da Ásia e cultivado há pelo menos 5 mil anos. Os grãos foram introduzidos no Egito e na Itália pelos árabes e deram origem a diversas receitas. Na Itália, os risotos e na Espanha, as paellas atribuem ao arroz o papel principal na cozinha.

Na América, o arroz foi introduzido quando um navio castigado pelas tempestades chegou às docas de Charleston, na Carolina do Sul. O capitão da equipe deu algumas sementes a um fazendeiro local.

A matéria-prima do risoto também era utilizada na China para fazer sorvete. No Brasil, o arroz está presente no dia-a-dia das mesas de restaurantes e em casa e combinações exóticas ou as mais tradicionais conquistam o paladar de todos.

Tipos de Arroz

Arroz Vermelho

Arroz
Apresenta uma película vermelha em seus grãos

Arroz Parboilizado

Arroz
Passa por tratamento em água fervente quando os nutrientes são transferidos para a parte interna dos grãos

Arroz Basmati

Arroz
Especialidade indiana, esse tipo de arroz é perfumado e saboroso. Muito utilizado na Itália, Portugal e Espanha, principalmente nas paellas

Arroz Tailandês

Arroz
Também conhecido como Jasmim, apresenta aroma e textura macia

Arroz Selvagem

Arroz
Rico em nutrientes, pouco calórico e geralmente utilizado em misturas com o Arroz Branco

Arroz Japonês

Arroz
Conhecido também como Cateto, tem grande quantidade de amido e deve ficar de molho durante 1 hora antes de ser cozido, o ponto ideal para o cozimento de sushis

Arroz




Arroz

Bem antes de qualquer evidência histórica, o arroz foi, provavelmente, o principal alimento e a primeira planta cultivada na Ásia. Diversos historiadores e cientistas apontam o sudeste da Ásia como seu local de origem. Na Índia, uma das regiões de maior diversidade de tipos de arroz, as províncias de Bengala, Assam e Mianmar têm também sido referidas como centros de origem.

Os registros mais antigos sobre o arroz foram encontrados na literatura chinesa, há cerca de 5.000 anos.

O uso do arroz é muito antigo na Índia, sendo citado em todas as escrituras hindus. Variedades especiais, usadas como oferendas em cerimônias religiosas, já eram conhecidas em épocas remotas.

Certas diferenças entre as formas de arroz cultivadas na Índia e sua classificação em grupos, de acordo com o valor nutritivo, o comportamento e a exigência das plantas, foram mencionadas cerca de 1.000 anos a.C.

Foi a partir da Índia que essa cultura, provavelmente, estendeu-se à China e à Pérsia, difundindo-se, mais tarde, para o sul e o leste, passando pelo Arquipélago Malaio; e alcançando a Indonésia.

A cultura do arroz é igualmente muito antiga nas Filipinas e, no Japão, foi introduzida pelos chineses cerca de 100 anos a.C. Até a sua introdução pelos árabes no Delta do Nilo, o arroz não era conhecido nos países Mediterrâneos. Os sarracenos levaram-no à Espanha e os espanhóis, por sua vez, à Itália. Os turcos introduziram o arroz no sudeste da Europa, onde começou a ser cultivado nos séculos VII e VIII, com entrada dos árabes na Península Ibérica. Os portugueses foram, provavelmente, os que introduziram esse cereal na África Ocidental, e os espanhóis, os responsáveis pela sua disseminação nas Américas.

Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano.

O arroz era o “milho d’água” (abatiuaupé) que os tupis, muito antes de terem contato com os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral. Conta que integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabral, após uma peregrinação, adentrando-se por cerca de 5 Km de solo brasileiro, traziam consigo amostras de arroz, confirmando registros de Américo Vespúcio que trazem a referência a este cereal em grandes áreas alagadas do Amazonas.

Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão. Em 1766, a Coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, aconteceu em meados do século XVIII e, daquela época até a metade do século XIX, o país foi um grande exportador de arroz.

Modernamente, o arroz encontra-se disseminado no mundo todo, sendo cultivado em todos os continentes, em cerca de 120 países e seu consumo pela população mundial é um hábito inquestionável.

O Brasil figura entre os dez maiores produtores e consumidores de arroz no mundo.

Tipos de Arroz

Arroz Agulhinha (longo-fino)

É o arroz preferido pelo consumidor brasileiro; apresenta grãos longos e finos, cujo comprimento é 2,75 a 3 vezes maior que a sua largura; os grãos cozidos ficam soltos e secos.

Arroz de Grão Médio

Este tipo de arroz apresenta grãos mais curtos e mais largos que, após o cozimento, apresentam-se mais úmidos e mais macios e têm a tendência de se tornarem mais pegajosos.

Arroz de Grão Curto

Apresentam grãos curtos, espessos e quase redondos; quando cozidos ficam macios e pegajosos.

Arroz Aromático

Tem um aroma natural e um sabor semelhante à pipoca.

Arroz Basmati

Arroz aromático, originário da Índia; quando cozido apresenta grãos secos e soltos; os grãos são longos e, durante o cozimento, aumentam somente no comprimento, tornando-se bem mais longos e finos.

Arroz Glutinoso

Apresenta grãos curtos e opacos; quando cozidos os grãos perdem a sua forma e ficam muito mais pegajosos.

Arroz em Casca

É o produto como ele vem do campo, protegido pela casca e não pode ser consumido dessa forma.

Arroz Beneficiado Polido

Produto submetido ao descasque e polimento, resultando na forma mais conhecida e consumida no Brasil.

Arroz Integral

É o arroz do qual é retirada apenas a casca, o grão assim processado não passa pela etapa de polimento e retém as camadas mais externas que lhe confere uma coloração mais escura, um gosto mais acentuado e uma textura mais dura após o cozimento, além de ser mais nutritivo do que o arroz beneficiado polido.

Vitaminas Contidas no Arroz

Caroteno

Sinônimo – Provitamina A.
Localização – encontra-se na cariopse, isto é, no grão todo.

No organismo se degrada, conforme a necessidade, em vitamina A, que é benéfica à visão, à pele e no combate aos radicais livres.

Vitamina B1

Sinônimos – Aneurina, Tiamina, Vitamina antiberibérica.
Localização – encontra-se no gérmen e, principalmente na película.

Participa de todos os processos metabólicos do organismo. É bom para a saúde das células.

Vitamina B2

Sinônimo – Vitamina de crescimento.
Localização – encontra-se na película, e principalmente, na casca.

Elemento necessário ao crescimento, à formação de glóbulos vermelhos no sangue e na regeneração das células.

Vitamina B6

Sinônimos – Adermina, Vitamina antidermática, piridosina.
Localização – encontra-se em todo o grão, principalmente, na película e casca.

Fortalece os cabelos, a pele, as unhas e é importante elemento na resolução dos problemas de Tensão Pré-Menstrual (TPM).

Ácido Pantotênico

Sinônimos – Fator filtrante, Vitamina reticolocitogena.
Localização – encontra-se na casca. Importante no combate dos processos alérgicos e no aumento da imunidade do organismo.

Vitamina H

Sinônimos – Biotina, fator cutâneo, desintoxicante da ovoalbumina.
Localização – encontra-se na casca e, principalmente, na película.

Tem um importante papel no combate à Diabete

Observação

As mulheres asiáticas que têm uma alimentação à base de arroz, não possuem celulite.

O arroz não contém colesterol.

Fonte: www.coripil.com.br

Arroz




Arroz

Originário da Ásia, o arroz foi atravessando fronteiras e acabou se transformando em um dos principais alimentos da cozinha brasileira. Da raiz nascem os caules.Cada caule termina em um fluorescência, chamada espiga, que tem setenta a trezentos grãos.

Quando não é polido, o aspecto e composição do grão natural não são modificados: ele é apenas descascado, ficando com a fina película mais escura que o recobre.

Este é o arroz integral.

Destaque Nutricional

O arroz é um alimento essencialmente energético, mas pobre em substâncias nutritivas, pois perde maior parte delas ao ser polido. Já o arroz integral, que conserva o germe e a parte externa do grão, é muito rico em nutrientes contendo proteínas e sais minerais (fósforo, ferro e cálcio) e vitaminas do complexo B.

Valores Nutricionais

Porção 100 g
Kcal 364
HC 79.7
PTN 7.2
LIP 0.6
Colesterol 0
Fibras 0.3

Tipos de arroz

Arroz Selvagem ou preto

Arroz de grão longo e fino, coloração negra por fora e branca por dentro; trata-se de um tipo de grama que cresce principalmente em pântanos e perto de lagos.

Este tipo contém mais proteínas e fibras que o arroz comum, sendo ótima opção para aumentar o conteúdo protéico de uma dieta vegetariana, por exemplo. Para pessoas que sofrem de obstipação (intestino peso), auxilia no aumento do bolo fecal, com consumo freqüente de água, melhorando o trânsito intestinal.

Arroz sanishiki ou Japonês

Arroz utilizado na culinária japonesa, e por característica, apresenta-se com grãos unidos. Quanto às propriedades nutricionais, possui maior quantidade de carboiratos que todos, por possuir maior quantidade de amido em sua parte externa, o que dá a massa que une os grãos.

Integral

Este tipo de arroz, produzido há muitos anos na Índia, Birmânia e Paquistão, de maneira primitiva, consistia em fervê-lo com casca, por uma hora, em tanques ligeiramente abertos, espalhados no chão para secar e, em seguida, beneficiado.

Recentemente esse método foi aperfeiçoado, sendo executado, normalmente, nos quatro estágios seguintes: maceração, tratamento com vapor, secagem e beneficiamento.

Durante esse tratamento, a tiamina (vitamina B1) e outros componentes solúveis em água, que estavam no gérmen e nas camadas mais externas, difundem-se através do grão.

Então, durante o processo de beneficiamento, haverá menor perda desses elementos do que o beneficiamento do arroz comum, ou seja, sem qualquer tratamento.

Não descascado nem polido, contém fibras e vitaminas em porções maiores que o polido.

Este tipo de arroz é praticamente a base da alimentação macrobiótica.

É o arroz com maior quantidade de gordura, cerca de 6.6%, sendo esta, benéfica à saúde. Possui também uma boa quantidade de vitaminas e minerais.

Polido

Base da alimentação do brasileiro é um alimento rico em carboidratos e pouca proteína. Em combinação com o feijão, como hábito de nossa culinária, forma um composto de aminoácidos (constituintes das proteínas) mais completo.

Parboilizado

O grão inteiro é submetido ao processo de parboilização (deixado em água fervente por um período de 8 horas), método tradicional há dois mil anos na Índia e Paquistão. Este processo deixa a casca solta, facilitando a moagem dos grãos.

Este tipo de arroz tem um valor nutricional maior que o arroz comum, pois as vitaminas são permeadas para o interior do grão, não se perdendo durante a moagem.

Malequizado

É um arroz semi-integral, passa por um processo de malequização, ou seja, o arroz com casca é macerado em água ria por três dias e depois submetido a altas temperaturas (até 700ºC), sendo por fim desidratado e descascado. Também tem um valor nutricional melhor que o arroz comum pelo mesmo motivo do parboilizado.

Jasmim ou aromático

Arroz aromático de origem tailandesa; de textura macia e úmida, os grãos ficam bem ligados. O mais conhecido é o Jasmim, utilizado na culinária Tailandesa. Está em segundo lugar na classificação do arroz em relação ao conteúdo de proteína.

Arroz Arbório

É uma variante italiana de grão médio, de coloração levemente amarelada e com textura cremosa; é o mais indicado para fazer risoto, pois contém grande quantidade de amido e, em decorrência disso, permanece com a parte central firme, mesmo depois de um longo cozimento.

Basmati

Nativo do Paquistão e da Índia, também cultivado em outros países; após o processo de cozimento, seus grãos ficam secos e soltos.

Basmati integral ou vermelho

Arroz não descascado nem polido de coloração avermelhada. Não encontrada a composição nutricional, porém, por não ser descascado, possui uma quantidade maior de micronutrientes contidos na casca, bem como fibras e proteína.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal