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Arruda

Ruta graveolens

Arruda

 

Nome Popular: Arruda – comum, arruda – dos – jardins, arruda – fedorenta, ruta, ruta – de – cheiro – forte, arruda – doméstica, erva- arruda.

Família: Rutaceae  

Indicações e Usos: Informações médicas recentes desaconselham totalmente o uso da arruda na medicina caseira, devido à alta toxicidade da planta. Ela serve para preparar medicamentos feitos por farmacêuticos, da medicina alopata ou homeopata. Ramos frescos da planta servem como repelente de pulgas, insetos e ratos.

Atenção: O chá de suas folhas é empregado em várias regiões brasileiras no combate às cólicas menstruais. E justamente para estes casos é preciso tomar muito cuidado, pois a arruda pode provocar hemorragias graves e por vezes até a morte. Assim, não deve ser de forma alguma consumida durante a gravidez.

Diz a crendice popular que a arruda tem o poder de combater o mau-olhado.

Aspectos Agronômicos:

 Tem excelente adaptação às diversas condições climáticas. O plantio é feito por meio de sementes, em sementeiras e logo depois transplantadas para local definitivo ou propagação vegetativa. Já por  estaquia, as estacas demoram de 2 a 2,5 meses para serem transplantadas. Aconselha-se sombreamento parcial das plantas.
 Ela desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica e permeáveis. A colheita  é feita entre seis e oito meses após plantio, e duas vezes ao ano, antes da floração.
Pode chegar a 1,5m de altura. Tem muitos ramos e folhas ovais e pequenas, de cor verde-acinzentado. As flores, de pétalas amarelo-esverdeadas, reúnem-se em terminais. O fruto é uma cápsula onde ficam as sementes pardas e rugosas.

 

Parte Usada: Toda a planta

Constituintes Químicos:

glicosídeos (rutina)
lactonas aromáticas (cumarina, bergapteno, xantotoxina, rutaretina e rutamarina)
glicosídeos antociânicos
alcalóides (rutamina, rutalidina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina)
metilcetonas (metilnonilatona)
flavonóides ( hesperidina)
rutalinio
rutacridona
terpenos (?- pipeno, limoneno, cineol)
ésteres
psoraleno.

 

Origem: A arruda é um arbusto, originário do sul da Europa e norte da África.

Aspectos Históricos: No país, conquistou o título de erva purificadora, que limpa ambientes, atrai bons fluidos e afasta maus-olhados. Na Idade Média, acreditava-se que a arruda defendia as pessoas contra a peste negra.
 Leonardo da Vinci e Michelangelo afirmavam que, graças aos poderes metafísicos da arruda, o seu sentido criativo e a sua visão interior melhoraram consideravelmente.
 Com os ramos aspergia-se água benta sobre as multidões. Era considerada uma importante defesa contra a peste negra. Os ladrões que roubavam as vítimas da peste negra protegiam-se com o chamado " vinagre dos quatro ladrões" , de cuja composição ela fazia parte,
 Era também um dos principais componentes da mitevidade, antídoto grego contra todos os venenos. Esta planta apareceu nas armas da  Ordem do Cardo, escocesa,e inspirou o desenho do naipe dos baralhos de cartas.

 Ela é usada desde a antiguidade para proteger as pessoas do mau olhado.

Arruda

Uso:

Fitoterápico:

Normalização das funções do ciclo menstrual (menstruação escassa).
Fragilidade dos capilares sanguíneos.
Parasitas (piolhos e lêndeas). Verminoses (oxiúros)
Dores de ouvido. Varizes e flebite. Combate da calvície.
Asma brônquica, pneumonia e cefaléia.
Ansiedade e insônia.
Reumatismo, clerose, paralisia e nevralgias.
Incontinências de urina e prisão de ventre.

Farmacologia:

 Tem ação emenagoga, sudorífica, anti – helmíntica, anti – hemorrágica, abortiva, carminativa, antiespasmódica, diaforética e estimulante.
 A rutina aumenta a resistência dos capilares sangüíneos, evitando sua ruptura e blenorragia. Provoca uma leve contração de útero (ela congestiona este órgão), estimula as fibras musculares, provocando-lhes a contração. Pode levar a hemorragia grave.

Riscos:

Seu uso durante a gravidez é contra – indicado.
O seu uso externo por pessoas com pele sensível é contra – indicado.
Pode levar a hemorragia em mulheres grávidas, provocando o aborto.

Dose Utilizada:

Fitoterápico:

Infusão: 2 a 3g de folhas secas em 1 litro de água. Ingerir 2 xícaras (chá) por dia.
Vermífugo: 20g de arruda para 1 litro de azeite comestível. Ingerir 2 a 3 colheres (chá) por dia.
Tintura: 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (contra sarna).
Cataplasma: varizes e flebite.
Decocção: utilizar 100g de planta fresca em ½ litro de água. Fazer lavagem nos olhos.

Bibliografia

Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E.  Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p.77 – 79.
Teske,M.; Trenttini,A.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ª edição, abril 1997, p. 46-47.
Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998, p.34-35.
Côrrea,A.D.; Batista,S.R.; Quintas,L.E.M. Do cultivo à terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.80-81.
Vieira,S. Fitoterapia da Amazônia. São Paulo: Agronômica Ceres, 2ª edição, 1992, p.55.
Júnior,C.C.; Ming.L.C.; Sheffer,M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Unesp/Funep, 2ª edição, 1994. p.82.
Balmé,F. Plantas Medicinais. São Paulo: Hemus, 5ª edição, p.66-67.
Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ª edição, 1989, p.55.
Balbach,A. As Plantas Curam. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ª edição, 1992, p. 56-57.
Bremness,L. Plantas Aromáticas. São Paulo: Civilização, agosto de 1993, p. 79.

Fonte: www.ceunossasenhoradaconceicao.com.br

 

Arruda

Arruda

Arruda

Nome científico

Ruta graveolens L.

Família

Rutaceae

Sinonímia popular

Arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, ruta-de-cheiro-forte, ruda.

Sinonímia científica

Ruta chalepensis

Parte usada

Folhas, flores

Propriedades terapêuticas

Adstringente, analgésica, antiasmática, antiepiléptica, antiespasmódica, anti-helmíntica, anti-hemorrágica, anti-histérica, antiinflamatória, antinevrálgica, bactericida, calmante, carminativa, cicatrizante.

Princípios ativos

Alcalóides, ácido salicílico livre, álcool metilnonílico, e seus ésteres, matérias resinosas e pépticas, flavonóides, óleo essencial, pipeno, psoraleno, quercitina, ribalinidina, rubalinidina, rutacridona, rutalidina, rutalinium, rutina.

Indicações terapêuticas

Normalização do ciclo menstrual, sarna, piolhos, conjuntivite, leximaniose. Acredita-se que a mais importante virtude da arruda é oferecer maior resistência aos capilares sangüíneos, evitando-se assim possíveis hemorragias.

Informações complementares

Nomes em outros idiomas

Rue, common rue, garden rue, german rue, herb-of-grace, countryman´s treacle, herbygrass, aruta, somalata, sadab, weinraute.

Origem

Sua predominância está nos países de clima temperado, embora se diga que é originária da Ásia Menor.

Características

De origem herbácea e com muitos ramos, ela cresce em touceiras e chega a atingir até 60cm de altura e compõe uma família que abrange em torno de 1600 espécies de arbustos e árvores, além de algumas herbáceas.

A arruda é uma planta de existência longa, que se renova a cada primavera. Suas folhas, de um bonito verde claro, contrastam com o amarelo-ouro de suas flores em ramalhete, dotadas de quatro pétalas, com exceção da flor central que possui cinco pétalas. Os frutos têm a forma de cápsulas arredondadas.

Toda a planta é dotada de um odor característico, forte, devido à presença de uma essência de sabor picante que, na maioria das vezes, permanece mascarado pelo próprio perfume. Na composição das folhas são encontrados princípios amargos, resina, goma, matérias tânicas e, sobretudo, um glucosídio denominado rutina.

Incontestavelmente a arruda é muito conhecida na medicina, seja científica ou popular, da mesma forma como está presente no folclore. Segundo o dito popular, a arruda serve para tirar o mau olhado das pessoas invejosas.

Indicações terapêuticas (continuação)

Afecção dos rins, alterações menstruais, ansiedade, asma brônquica, bexiga, calvície, cefaléia, ciática, clerose, conjuntivite, derrame cerebral, dermatite, dores de ouvido, dor intestinal, enxaqueca, flebite, fígado, fragilidade dos capilares sanguíneos, gases, gota, hemorróidas, hipocondria, inchaço nas pernas, incontinências de urina, inflamação, inflamação nos olhos, insônia, limpeza de feridas, nevralgia, olhos cansados, onicomicose, otite, ouvido (feridas e zumbido), nevralgias, normalização das funções do ciclo menstrual (menstruação escassa), paralisia, parasitas (piolhos e lêndeas), pneumonia, prisão de ventre, repelente de insetos (pulgas, percevejos, ratos), reumatismo, sarna, varizes, vermes (oxiúros e ascárides).

Contra-indicações/cuidados

É necessário ter muito cuidado pois é uma planta TÓXICA. É venenosa e abortiva. Contra-indicada para gestantes, lactantes, hemorragias, cólica menstrual e sensibilidade na pele.

Efeitos colaterais

Doses elevadas do chá podem causar vertigens, tremores, gastroenterites, convulsões, hemorragia e aborto, hiperemia dos órgãos respiratórios, vômitos, salivações, edema na língua, dores abdominais, náuseas e vômitos, secura na garganta, dores epigástricas, cólicas, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração da pupila e sonolência.

Pode causar fitodermatites, através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar. Nas mulheres pode levar a hemorragias graves do útero.

Curiosidades

Michelângelo e Leonardo da Vinci afirmaram que foi graças aos poderes metafísicos da arruda que ambos tiveram sensíveis melhoras em seus trabalhos de criatividade.

Na Idade Média, era muito usada em rituais religiosos, tida como erva de proteção contra feitiçarias. Por este motivo, é usada até hoje para espantar maus olhados.

Fonte: www.ervasbr.com

 

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