
Após a morte e a ressurreição de Cristo, a fé nova espalhou-se rapidamente durante todo o mundo romano e o Oriente Médio. As histórias dos Apóstolos e das testemunhas que tinham conhecido Cristo davam descrições de sua aparência. Em algum ponto as pessoas começaram a criar e distribuir pinturas de Cristo. Estas incluindo também seus discípulos e os mártires da fé cristã. Havia também umas pinturas muito antigas de Pedro e de Paulo. Entretanto, a Igreja ficou um tanto dividida sobre as imagens de Cristo.
Um sínodo espanhol local, em 305, decretou que essas pinturas fossem proibidas. Entretanto, o número dos exemplos das pinturas da Natividade e das alegorias dos pastores, da Anunciação ao redor de 250, mostra como as pinturas cristãs se tinham tornado conhecidas. O crescimento das imagens era simultâneo com o desenvolvimento da doutrina da encarnação de Cristo. Podemos razoavelmente supor que estas pinturas de Cristo e de seus santos eram, no começo, vistas simplesmente como representações realísticas das pessoas; tal como ocasionalmente vemos fotografias hoje em dia.

Muito rapidamente, determinadas características de Cristo e dos santos foram estabelecidas como modelo para descrições futuras. Dois bons exemplos são as figuras de Pedro e Paulo.
Pedro, o Apóstolo, por exemplo, é mostrado ligeiramente calvo, com cabelos anelados cinzentos e uma barba. Já Paulo é mostrado mais calvo na parte dianteira com cabelos castanhos retos, com barba, pescoço mais grosso e, às vezes, com um pouco de barriga.
Estas imagens tiveram origem mais precisamente em Roma, onde as pessoas conheciam os dois Apóstolos e suas respectivas aparências físicas. Um exemplo de um ícone de São Pedro e São Paulo é mostrado na figura ao lado.
Essas representações se encontram não apenas em pinturas e mosaicos, mas também (e principalmente), nos chamados ícones devocionais.
Apresenta um manto sobre sua cabeça e os braços estendidos para cima, indicando sua missão de intercessora e suplicante.
Representa Maria como a Toda Santa. Nesta representação Maria e o Menino Jesus ostentam coroas, e ele aponta em direção à Maria indicando a sua santidade.

Representada junto com Jesus menino, que tem em suas mãos um pergaminho ou o Livro da Lei.
Sozinha e de pé, representa Maria, enquanto a condutora de almas. Hodigitria significa aquela que indica o caminho. Tem um dos pés à frente como se indicasse o movimento da caminhada. É interessante a "transferência de função" entre as figuras da religiosidade cristã e a de outras religiões consideradas pagãs, pois essa função de "condutor de almas" é atribuida na mitologia grega à figura de Hermes, deus dos viajantes e comerciantes. Representado com um cajado, símbolizando a caminhada, Hermes é também conhecido como o deus de ligeiros pés, pois ostenta asas neles.
A Virgem, representada como um trono de sabedoria, e tendo o Jesus Menino sentado em suas pernas. A Virgem o aponta como o caminho da salvação. Aqui, mais uma vez, temos a adoção de uma representação presente na mitologia pagã. Dessa vez, há uma apropriação da mitologia egípcia, em que Ísis é assim também representada. O colo de Ísis é o trono simbólico onde o faraó se assenta.
Representa a Virgem com o Menino Jesus no braços, encostado em seu rosto, sendo que ela o acaricia. É também conhecida como "Madona amorosa", ou do doce amor, pois a imagem representa uma cena bastante terna entre a mãe e seu filho.

Representa a Virgem amamentando o Menino Jesus.
No início da era cristã havia duas imagens de Cristo que foram mais ou menos estandardizadas. Uma, era de um jovem, idealizada e limpa, o tipo raspado do "herói". A segunda, era a imagem que nos é tão familiar - um homem com seus 20 ou 30 anos, cabelos longos amarrados atrás, barba lisa, testa alta, nariz longo, e vestido com um manto solto, comprido.

Durante os século IX e XII surge a figura do Cristo PANTOCRATOR, o todo poderoso, com uma das mãos abençoando e com a outra segurando o livro que diz "Eu sou a Luz do mundo".
Estas imagens eram colocadas em lugares visíveis por toda a cidade. Representavam a presença do Imperador e de seu imenso poderio. O incenso e o sacrifício eram oferecidos freqüentemente a estas imagens para provar a devoção de uma cidade à Roma ou à família imperial. As pessoas que queriam dar uma mostra de sua lealdade faziam o mesmo em suas próprias casas.