Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Arte Efêmera  Voltar

Arte Efêmera

Muitas vezes, ao pensarmos em obras de arte, como uma pintura, por exemplo, imaginamos a Monalisa, de Da Vinci, ou O grito do Ipiranga, de Pedro Américo, ou, ainda, esculturas de mármore... Obras que permanecem ao longo do tempo e da história.

Mas o que dizer de obras de arte pública, por exemplo? Muitas delas foram produzidas com a clara intenção de serem modificadas pela ação do tempo e, até mesmo, de desaparecer, como o grafite, os tapetes feitos com serragem, sementes e folhas - que, em algumas cidades, a população costuma fazer nas ruas, para a celebração de Corpus Christi ou da Semana Santa -, esculturas de areia ou gelo.

E não podemos esquecer também das instalações, das performances e dos happenings, realizados por artistas contemporâneos, obras que existem apenas durante o tempo em que são realizadas, como a performance Homem-pão, de Tatsumi Orimoto:

Arte Efêmera
Tatsumi Orimoto, Homem-pão. Performance.

Ou a obra/performance de Ronald Duarte, Nimbo Oxalá, na qual existe uma preocupação com a execução, como se fosse uma espécie de ritual, podendo ser pensada e lida do ponto de vista do produto realizado naquele momento, ou seja, uma grande coluna de gás carbônico formando uma escultura efêmera:

Arte Efêmera

Segundo definição encontrada nos dicionários, efêmero é aquilo que é passageiro, temporário, transitório.

Eterno/efêmero

Contudo, nem toda obra de arte pública foi feita para desaparecer. Quando pensamos em monumentos históricos, por exemplo, a intenção é de que permaneçam com o passar do tempo. E performances e happenings podem ser registrados em audiovisual, sendo que, nesse caso, o que permanece é o registro e não a obra em si.

Temas como a materialidade das obras de arte e a oposição eterno/efêmero são problematizados pela arte contemporânea, pois são questões extremamente ligadas à nossa realidade, ao mundo da velocidade em que vivemos, no qual as notícias de ontem já estão ultrapassadas.

Um importante artista plástico brasileiro, que também discute a questão da durabilidade da obra de arte, é Vik Muniz. Em seus trabalhos faz uso de técnicas diversas e emprega, com frequência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira, entre outros.

Em algumas de suas séries, o produto final é a fotografia da obra, devido à perecibilidade dos materiais empregados.

Arte Efêmera
Vik Muniz, Mona Lisa.

Acima, nas réplicas da Monalisa, Muniz utilizou geléia e manteiga de amendoim. Depois fotografou. Trata-se, claramente, uma discussão sobre o eterno versus o efêmero.

Valéria Peixoto de Alencar

Fonte: www.uol.com.br

Arte Efêmera

Nas praias mais lindas do mundo, em épocas de lua-cheia e maré baixa, Andres Amador transforma a areia na tela de sua arte.

Arte Efêmera

Os desenhos são feitos primeiramente no papel e, no momento em que o mar está mais recuado, ele cria suas ilustrações no chão, transformando paisagens já maravilhosas em obras de arte fascinantes.

Arte Efêmera

Durante o pouco tempo em que as incríveis e enormes imagens ficam gravadas no chão, Andres fotografa e eterniza seu trabalho. As fotos já são de tirar o fôlego, imagine na vida real!

Fonte: www.revistadesign.com.br

voltar 12avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal