
Este gigantesco edifício era famoso durante a antiguidade clássica e estava considerado como uma das maravilhas do Mundo. Numa superfície de 5000 m² 134 colunas de 24 metros de altura, em forma de papiros, alinhadas em 16 filas imitam, simbolicamente um bosque sagrado. Nas paredes exteriores desta sala estão desenhados em baixo relevo acontecimentos históricos como batalhas contra os líbios, sírios e palestinianos assim como tratados de paz.
Também são dignos de nota o Grande Páteo com 8000 m2, o Santuário, a Sala de festejos de Tutmosis III, o Templo de Ramsés III e a Porta Oriental onde se encontrava o Obelisco de Letran com 30,7 metros de altura que se encontra agora em Roma.
O Vale dos Reis está situado na margem ocidental do Nilo a poucos quilómetros de Luxor.
Tutmosis I da XVIII Dinastia foi o primeiro faraó a mandar construir uma tumba secreta no Vale dos Reis. A preferência por uma tumba neste local deveu-se aos roubos frequentes que aconteciam nas pirâmides. Aqui as entradas ficavam completamente cobertas e sem vestígios do exterior o que proporcionava aos faraós uma "vida eterna" em paz. Mesmo assim para evitar os roubos os protectores de tumbas às vezes tinham que mudar os túmulos dos soberanos à sua guarda para outros lugares. Ramsés III foi sepultado três vezes.
As tumbas foram escavadas no interior da montanha, de rocha caliça, às vezes até aos 200 metros incluindo corredores, escadas e salas. A decoração mural das tumbas foi extraída do Livro dos Mortos onde se narra as alegrias e as tristezas da vida no Além.
A partir de 1881 o segredo local onde estava as tumbas foi revelado o que levou a que várias dezenas fossem descobertas. A maior descoberta foi feita a 4 de Novembro de 1922 por um inglês chamado Haward Carter: a Tumba de Tutankamon que faleceu com 18 anos. Estava repleta de tesouros de enorme beleza e valor incalculável.

Tutmosis III
A Tumba de Tutmosis III. é uma das dez mais bonitas pois foi um faraó de grande originalidade e importância. A Tumba de Seti III. é uma das mais notáveis devido aos seus perfeitos baixo relevos e complexidade da sua construção. Outras tumbas dignas de visita são as de Ramsés VI., Amenofis II.
Está situado a 1.5 km do Vale dos Reis. Tem cerca de 80 tumbas, todas muito danificadas e de tamanho mais reduzido. As mais bem conservadas são as dos filhos de Ramsés III. em cujas pinturas sobressai a cor azul marinho.
Aswan encontra-se a 860 Km a sul do Cairo. Era aqui que os egípcios vinham buscar o famoso granito rosado com que construíam os seus monumentos e pirâmides. Pode ainda ser admirado, nos arredores da cidade, um obelisco incrustado na rocha com 42 metros de comprimento que foi abandonado devido a uma racha durante a sua construção. Foi devido a ele que foi possível conhecer a maneira como os egípcios talhavam a rocha.
A poucos quilómetros de Aswan encontra-se o complexo dos Templos de Filae. Foi construído numa ilha por ser o lugar do sono eterno de Osiris e, por isso, proibido a qualquer ser humano. O santuário principal está consagrado à sua esposa Isis e ao seu filho Harpócrates.

No entanto, com a construção de um dique em 1898 esta ilha passou a ser inundada todos os meses do ano excepto Agosto e Setembro que os egípcios aproveitavam para a visitar em peregrinação pelo culto da deusa.
Mas para evitar a sua destruição pelas águas este complexo foi completamente desmontado entre 1972 e 1980 e reconstruído a 500 metros de distância na ilha Agilkia, que ficava a maior altitude. Foi recriado tal como estava na outra ilha.
A 320 km a sul de Asuan encontra-se Abu-Simbel a mais bela e grandiosa construção do maior e mais caprichoso faraó da história egípcia Ramsés II., o Grande.
Em 22 de Maio de 1813 foi descoberta, enterrada na areia do deserto, por Johann Burckhardt a parte superior das quatro estátuas gigantes. Só em Agosto de 1817 foi descoberta a porta de entrada do templo.
A fachada tem 38 metros de comprimento, 65 metros de profundidade e 31 metros de altura. Nela estão quatro estátuas colossais do faraó sentado no seu trono. Cada uma tem 20 metros de altura, 4 metros de orelha a orelha. Ao lado e entre as pernas estão outras mais pequenas dos filhos e da sua esposa Nefertari. O templo também é dedicado ao culto de Amon-Rá, Harmakis e Ptah.
No interior do templo encontra-se um santuário onde se realiza o "Milagre do Sol" apenas duas vezes por ano no dia do solstício em 21 de Março e 21 de Setembro. Um raio de sol atravessa os 65 metros que separa o santuário do exterior e invade de luz o ombro esquerdo da estátua de Amon-Rá. Uns minutos depois atinge Harmakis e desaparece. Esse raio de luz nunca atinge Ptah que é o deus da obscuridade. A decoração das paredes comemora a glória militar de Ramsés.
Junto do Templo de Ramsés encontra-se outro mais pequeno dedicado a sua esposa Nefertari. É constituído por seis estátuas com 10 metros de altura cada representando Ramsés II. e Nefertari (a única esposa de faraó representada na fachada de um templo).

Este templo foi recortado da rocha original em 1036 blocos, com cerca de 30 toneladas cada um e montado 90 metros mais acima a fim de evitar que todo o templo ficasse completamente submerso pelas águas da barragem de Asuan em construção. Além disso foram recortados também 1112 blocos adjacentes ao templo a fim de completar a sua apresentação original. O primeiro bloco foi levantado em 12 de Maio de 1965 e em 22 de Setembro de 1968 foi inaugurado pela segunda vez no seu local definitivo já protegido das águas da albufeira.
Os engenheiros tiveram um cuidado enorme na reconstrução do templo de modo a que fosse possível manter o "Milagre do Sol" o que veio a confirmar-se na primavera seguinte.
Não há dúvida que sem o rio Nilo nada teria acontecido naquela região, este sempre foi a sua fonte de vida.
São inumeráveis os monumentos deixados pela antiga civilização do EGITO. Porém há muitos mistérios para os quais, com os conhecimentos que temos hoje, ainda não encontramos respostas. Um exemplo: continuamos sem saber como é que pintavam o interior das tumbas com tal precisão e perfeição, sem a iluminação que conhecemos hoje. Como era possível há 3.000 anos ?
Toda a história tão rica dos faraós encontra-se escrita em hieróglifos, nos seus monumentos. Mas alguns pormenores, para compreendermos melhor a civilização egípcia, não foram relatados. Por exemplo: como foi possível transportar, sem se quebrarem, os Obeliscos de Aswan até Luxor (208 km) pesando dezenas de toneladas e com os recursos da época?
O turismo é hoje uma excelente fonte de divisas para o EGITO sendo visitado por vários milhões de pessoas todos os anos. Os cruzeiros no Nilo, as pirâmides de Giseh, os templos de Luxor, Karnak o Vale dos Reis e Abu-Simbel são os locais mais procurados e de fama internacional.
Porém os grupos de fundamentalistas islâmicos da Djamaa Islamiya estão contra o regime actual no país. Estes tentam, por todos os meios, (atentados terroristas inclusivé) diminuir o número de turistas para assim o governo ficar privado das divisas tão necessárias ao seu desenvolvimento.
O presidente egípcio Anuar el Sadat foi assassinado em Albufeira, Portugal, em 1981 por um comando de muçulmanos integristas por ter assinado a paz com Israel e aproximado o seu regime aos países ocidentais.
BIBLIOGRAFIA
Asuan, File Abu Simbel, s/autor, , ed Casa Editrice Bonechi; Firenze – Itália, 1992.
EGITO, s/autor, ed Casa Editrice Bonechi; Firenze Itália, 1992.
KLOSTERMEIER, Inge, Guia de viagens – EGITO, ed. Plaza e Janes, S.A. Barcelona., 1988,1989.
NEVES, Pedro Almiro; ALMEIDA, Valdemar Castro, Novo Encontro da História, ed Porto Editora, Porto s/data
Fonte: www.geocities.com

Máscara funerária de Tutankhamon
A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egipto localizada no vale do rio Nilo no Norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na região durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes épocas que auxiliam na clarificação das diferentes variedades estilísticas adoptadas: Período Arcaico, Império Antigo, Império Médio, Império Novo, Época Baixa, Período ptolemaico e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se denotam pela turbulência e obscuridade, tanto social e política como artística. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade.
O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir eliminando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no século XIX, em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, coleccionadores e mesmo o olhar amador. Apartir do momento em que se decifram os hieróglifos na Pedra de Roseta é possível dar passos seguros a caminho da compreensão da cultura, história, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios.
A arte do antigo Egito serve acima de tudo objetivos políticos e religiosos. Para compreender a que nível se expressam estes objetivos é necessário ter em conta a figura do soberano absoluto, o faraó. Ele é o representante de Deus na Terra e é este seu aspecto divino que vai vincar profundamente a manifestação artística.
Deste modo a arte representa, exalta e homenageia constantemente o faraó e as diversas divindades da mitologia egípcia, sendo aplicada principalmente a peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos, isto porque a transição da vida à morte é vista, antecipada e preparada como um momento de passagem da vida terrena à vida após a morte, à vida eterna e suprema.
O faraó é imortal e todos seus familiares e altos representantes da sociedade têm o privilégio de poder também ter acesso à outra vida. Os túmulos são, por isto, dos marcos mais representativos da arte egípcia, lá são depositados a múmia ou estátua (corpo físico que acolhe posteriormente a alma, ka) e todos os bens físicos do quotidiano que lhe serão necessários à existência após a morte.