
Duas filhas de Akhenaton

Uma filha de Akhenaton, talvez Meketaton
Da XIX dinastia egípcia é de referir Ramsés II que impulsionou diversas construções. Neste momento dá-se o pico da pintura e do relevo e a literatura abandona o pessimismo voltando-se para o relato ligeiro de histórias mitológicas, fábulas, épicos de guerra e também para poesia romântica. Até ao final deste período vão-se impor estilos variados não representativos, que retomam antigas tradições, especialmente a nível da escultura.
A época que se seguiu ao reinado de Ramsés III foi marcada pela progressiva desagregação do poder faraónico, sendo os últimos soberanos da XX dinastia meros reis fantoches. O Terceiro Período Intermediário, época que compreende cerca de trezentos e cinquenta anos e que corresponde à XXI até à XIV dinastias, vai continuar no essencial a arte desenvolvida no Império Novo.
Deste período destaca-se a perfeição alcançada no trabalho dos metais, que se detecta em trabalhos como as máscaras funerárias dos reis Psusennes I e Chechonk II, no pendente em ouro de Osorkon II e na estátua em bronze da adoradora divina de Amon Karomama.

Pendente em ouro de Osorkon II, que representa uma tríade de deuses
composta por Osíris (ao centro), Hórus e Ísis
A XXVI dinastia conseguiu reunificar o Egito, dando início à Época Baixa que se desenrola até à XXX dinastia, embora a presença de povos estrangeiros, como líbios, núbios e persas, é constante neste período.
Durante a Época Baixa o centro do poder real vai localizar-se na região do Delta, onde se encontram as capitais das várias dinastias, como Sais, Mendes e Sebenitos. São nestas cidades que se ordenam os grandes trabalhos arquitectónicos.
Na escultura da Época Baixa verifica-se um arcaísmo, uma inspiração nos modelos da época do Império Antigo. Na XXVI dinastia nota-se igualmente o apuro na polidez da pedra, dando origem a trabalhos que alguns autores denominam como "arte lambida".

Templo de Filae em Assuão
Em 343 a.C. o Egito assiste ao segundo período de dominação persa que termina em 332 a.C., quando Alexandre Magno conquistou o Egito. Após a sua morte será fundada no país das Duas Terras, por um dos seus generais, Ptolemeu I, uma dinastia que governará o país até à conquista romana de 30 a.C..
Apesar da sua origem macedónia, a dinastia ptolemaica adoptou as formas artísticas dos Egípcios. Os reis ptolemaicos foram representados nos templos como os antigos faraós. Das obras que ainda hoje se podem visitar no Egito permaneceram, em maior parte, as do período grego onde a arte adquire a forte influência da harmonia helenística. São desta época os conhecidos templos de Ísis em Filae, o templo de Hórus em Dendera e o templo de Edfu.
Bibliografia
CALADO, Margarida, PAIS DA SILVA, Jorge Henrique, Dicionário
de Termos da Arte e Arquitectura, Editorial Presença, Liboa, 2005,
ISBN 20130007
CENIVAL, Jean-Louis de, Ägypten, Das Zeitalter der Pharaonen, Bruckmann,
München, 1964
HINDLEY, Geoffrey, O Grande Livro da Arte - Tesouros artísticos dos
Mundo, Verbo, Lisboa/São Paulo, 1982
JANSON, H. W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian,
Lisboa, 1992, ISBN 972-31-0498-9
KOEPF, Hans; BINDING, Günther (Überarbeitung), Bildwörterbuch
der Architektur, Alfred Kröner Verlag, Stuttgart, 1999, ISBN 3-520-19403-1
ZORN, Olivia, Wie erkenne ich? Die Kunst der Ägypter, Belser Verlag,
Stuttgart, 2004, ISBN 3-7630-2421-2
e assim a vida coninua com esorias e estorias*
Fonte: pt.wikipedia.org