A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais. A pintura egípcia tem basicamente a função da escrita. Ora representa situações do dia-a-dia (de pessoas simples ou de ilustres, como o faraó), ora serve para passar ao morto todas as instruções necessárias para que o mesmo volte à vida.

Figura 4 – Figura Antropozoomórfica de Anúbis
Suas características gerais são:
Ausência de três dimensões.
Ignorância da profundidade.
Colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo.
Lei da Frontalidade: determinava que o tronco da pessoa fosse representado de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
O tamanho das pessoas e objetos não caracterizava necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objeto, o poder e o nível social. Essa característica é conhecida como perspectiva invertida.
Os deuses egípcios são representados de três formas distintas:
O deus é representado na forma animal.
O deus é representado na forma humana.
O deus é representado geralmente com cabeça de animal e com corpo humano, porém existem variações.
As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho (ou seja, homens mais escuros que as mulheres).
Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós.
Desenvolveram três formas de escrita:
Considerados a escrita sagrada.
Uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes.
A escrita popular
O Livro dos Mortos costumava ser pintado nas paredes dos túmulos ou em um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.
Foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo.
Eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo.
Nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes.
As incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio.
Após 70 dias, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização.
Quando a Grande Barragem de Assuã foi concluída, em 1970, dezenas de construções antigas do sul do país foram, literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser. Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela Unesco com recursos de vários países - um total de 40 milhões de dólares - removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II, encravado na montanha de pedra com suas estátuas do faraó de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso patrimônio, a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós.
Queóps é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, equivalente a um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.

Figura 5 – Akhenáton e Nefertiti fazem oferendas ao Deus
Sol - Áton
Akhenáton (filho do sol), inicialmente denominado Amenófis IV, nasceu em Tebas no dia 24 de novembro de 1378 a.C. e foi o último faraó da décima oitava dinastia, período marcante na história egípcia. Cedo foi convidado a reinar, e de tal forma "imprimiu a sua personalidade no governo, que nisto não foi superado por qualquer outro faraó...". Dentre outras coisas ele tentou inserir o monoteísmo no Egito Antigo. Tentou ainda fazer algumas mudanças na arte, como por exemplo, pedir que sua representação fosse feita de forma realista. Além da concepção monoteísta, já naquela época era contra a escravidão e o abate aos animais, contra os altos impostos e contra as guerras. Foi o construtor de Amarna, a cidade solar e o provocador da enorme revolução na arte egípcia, que em seu reinado ganhou mais realismo. Akhenáton morava na cidade de Amarna junto da esposa Nefertiti e os filhos do casal, em um belo palácio, como atestam as escavações. Nefertiti foi a primeira esposa de Akhenáton, por isso, era a única que tinha o título de rainha do Egito.
Era considerada uma das mais belas mulheres da corte de Amarna. Ela teve papel fundamental na revolução feita por Akhenáton, uma vez que tornou-se a suma sacerdotisa de Áton. Akhenáton era filho da rainha Tyi e do faraó Amenófis III. Tyi e Amenófis tiveram mais de um filho, Akhenáton era o mais novo. Mas todos os anteriores morreram e Akhenáton teve que reinar. Tyi viveu até o ano 16 do reinado de seu filho, e sem dúvida ajudou na grande reforma. Contudo, ela morreu em Tebas, não em Amarna. Sua tumba se encontra no Vale dos Reis.
Durante o Novo Império, a arte decorativa, a pintura e a escultura alcançaram as mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Os objetos de uso cotidiano, utilizados pela corte real e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com grande destreza técnica. Não há melhor exemplo para ilustrar esta afirmação do que o enxoval funerário da tumba (descoberta em 1922) de Tutankhamon (filho de Akhenáton e Nefertiti).
A arte na época de Akhenáton refletia a revolução religiosa promovida pelo faraó, que adorava Áton, deus solar, e projetou uma linha artística orientada nesta nova direção, eliminando a imobilidade tradicional da arte egípcia.
Deste período, destaca-se o busto da rainha Nefertiti (c. 1365 a.C.).
Não se sabe ao certo como ou onde Akhenáton tenha morrido, mas sua tumba jamais foi encontrada.
Fonte: www.ubec.edu.br
A Arte Egípcia teve muita influência da religiosidade durante a Idade Antiga. O povo glorificava os deuses e idolatrava os faraós, para os quais construíam grandes templos e pirâmides.

Um aspecto que caracteriza essa arte é a Lei da Frontalidade, na qual as figuras humanas representadas estão sempre com a cabeça e as pernas de perfil, e os olhos e tronco, de frente. O tamanho das pessoas também varia de acordo com sua posição social.
A pintura egípcia é harmoniosa, assim como a escultura e a arquitetura. As obras passam a ilusão de força, majestade e imortalidade, pois a civilização acreditava que a vida após a morte seria muito melhor do que a atual.

As figuras masculinas eram pintadas em vermelho, e as femininas, em ocre, com formas piramidais e simétricas.
Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos, que eram divididos em três categorias: Pirâmide (túmulo real destinado ao faraó), Mastaba (túmulo para a nobreza) e Hipogeu (túmulo destinado ao povo).
Fonte: www.acrilex.com.br