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Arte Egípcia

A religião é talvez o aspecto mais significativo da cultura egípcia, pois tudo girava em torno dela. Na visão do povo egípcio o mundo poderia ser destruído não fossem as preces e os ritos religiosos. A felicidade nesta vida e a sobrevivência depois da morte eram assegurados pelas práticas rituais.

Tratava-se de um sistema de crenças particularmente voltado para a vida após a morte. Poder levar uma existência confortável no além, a arte precisava contribuir simbolicamente, a fim de manter o status social do morto. O corpo era embalsamado (múmia), colocado em sarcófagos superpostos, enterrados em lugares inacessíveis aos violadores de túmulos.

No Egito, a arte deveria sugerir o conceito de imutabilidade e eternidade das instituições político- sociais. Se a múmia de um faraó fosse destruida, sua alma iria viver no além sem um suporte terreno. Por isso, surgiram as estátuas como substitutas (duplos) da múmia. Sem estas estátuas, a alma não poderia identificar seu “duplo” e entrar nele. As estátuas personificam o defunto quando jovem dando a ideia de suportes eternos da alma, imperecíveis.

A religião portanto, invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e consequentemente, orientando toda produção artística deste povo. O tamanho da figura varia conforme sua importância social, é o que se chama Perspectiva Hierárquica, primeiro o deus ou faraó. O que se quer é narrar totalmente as coisas como elas são e não como aparecem em nossa visão momentânea.

Os egípcios acreditavam em deuses e também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. Por isso, a arte concretizou-se desde o início nos túmulos, nas estatuetas e nos vasos deixados juntos aos mortos. A arquitetura se restringe sobretudo nas construções mortuárias. As tumbas dos primeiros faraós eram réplicas de suas casas, já as pessoas sem importância social eram sepultadas em construções retangulares simples, chamadas mastabas. Entretanto, foram as mastabas que deram origem às grandes pirâmides construídas mais tarde.

Antigo Império (3200-2200 a. C.)

Destaca-se a Pirâmide de Djoser, talvez a primeira construção egípcia de grandes proporções. Destaca-se também as pirâmides do deserto de Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto com estas três pirâmides está a esfinge que representa o faraó Quéfren, com 20 m de altura e 74m de comprimento. Em mil anos, os egípcios construíram 105 pirâmides.

A arte ligada a religião servia de veículo de difusão dos preceitos e das crenças religiosas, por isso obedecia a padrões. A obra deveria revelar um perfeito domínio das técnicas de execução e não o estilo do artista. Assim, na pintura e nos baixos-relêvos haviam muitas regras a serem seguidas, dentre elas a Lei da Frontalidade que determinava que o tronco fosse de frente, enquanto sua cabeça, pernas e pés eram vistos de perfil, a figura era comumente retratada com duas mãos direitas pois era considerada a mais importante de corpo humano. De acordo com esta convenção, a arte deveria ser reconhecida claramente de que se tratava de uma representação, isto é, o observador não poderia confundi-la com o próprio ser humano.

A idéia da eternidade está sempre ligada a um estilo geometrizado, simplificado em imagens móveis. Porque tudo o que se move tem vida e o que possui vida deve um dia perecer.

Na escultura destaca-se O Escriba, a obra revela dados particulares do retratado, fisionomia, traços raciais e condição social. Outras esculturas porém, de pedra basalto, granito e diorita aparecem sempre em posições rígidas, em simetria bilateral, as mãos coladas no corpo, o pescoço protegido por um tipo de capuz ou peruca, os pés bem plantados no solo; o movimento fica por conta das pernas que se encontram uma a frente da outra.

Médio Império (2000-1750a. C.)

As convenções e o estilo conservador das técnicas de criação voltaram a produzir obras estereotipadas representando a aparência ideal dos seres, principalmente reis, e não seu aspecto real.

Novo império (1580-1085a. C.)

Os faraós reiniciaram as grandes construções. As mais conservadas são os templos de Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Destaca-se nestes templos um novo tipo de coluna trabalhada com motivos tirados da natureza, como o papiro e a flor de lotus. Destaca-se também neste período o templo da rainha Hatshepsut (séc. XV a. C.) cuja arquitetura tem como fundo uma montanha rochosa onde obra e natureza se fundem harmoniosamente.

Na pintura surgem criações mais artísticas e mais leves, com cores variadas e ganhando certo movimento. Chega até a ocorrer desobediência a rígida Lei da Frontalidade. Esta mudança ocorreu por Amenófis IV, que neutralizou o poder dos sacerdotes que chegavam a dominar até os faraós. Porém, com sua morte, os sacerdotes reassumiram o poder ao lado do faraó Tutancâmon. Este morreu com apenas 18 anos de idade. No seu túmulo foram encontrados papiros, vasos, arcas, trono, carruagens, esquifes e esculturas; entre as quais duas esculturas de quase 2 m de altura. A que continha o corpo de faraó era de ouro maciço com pedras preciosas.

Após o reinado de Tutancâmon, os reis da ditistia seguinte preocuparam-se em expandir o poder político do Egito. Destaca-se Ramsés II, que mostrou através da arte o poder, com estátuas gigantescas e imensas colunas dos templos onde eram esculpidos em hieróglifos (escrita ideogramática, pictórica ou simbólica) como elemento estético e com a intenção de deixar gravados para a posteridade as histórias dos cotidiano do Egito, explicando a importância do morto.

Após a morte de Ramsés II, o Império passou a ser governado pelos sacerdotes, houve uma estabilidade aparente, mas as ameaças de invasão acabaram acontecendo e o Egito foi invadido pelos etíopes, persas, gregos e romanos. Estas invasões foram aos poucos desorganizando a sociedade e consequentemente a sua arte, que vai perdendo suas características e refletindo a própria crise política do Império.

A arte egípcia, embora figurativa, empregava formas geométricas, portanto, abstratas, inorgânicas, inexistentes na natureza, conseguindo assim transmitir pela primeira vez na História da Arte o conceito de eternidade.

Fonte: www.she.art.br

Arte Egípcia

Uma das principais civilizações da antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais.

Os egípcios acreditavam que depois da morte havia outra vida. Dessa forma todos os setores da sociedade e também a arte, eram voltados à religião e os preparativos para o "além da vida".

O povo egípcio era culto, trabalhador e conhecedor das ciências exatas, da medicina, do artesanato, do cultivo da terra, etc.

A civilização egípcia foi uma das principais civilizações da antiguidade, não é à toa que até os dias atuais suas misteriosas pirâmides são estudadas.

Extremamente influenciados pela religião, os egípcios tiveram toda a vida, o universo, a organização social e política e a arte dominados pela religião.

Além de crer em deuses, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte muito mais importante do que a que eles viviam no presente.

A arte egípcia esteve focada na glorificação dos deuses e do "rei" faraó que era divinizado, para o qual se erguiam templos e pirâmides monstruosas.

A arte egípcia caracteriza-se a através dos seguintes aspectos:

Lei da frontalidade

A representação das figuras humanas seguem normas:

A cabeça é mostrada de perfil, os olhos de frente, as pernas de perfil e o tronco de frente

O tamanho das pessoas representadas varia de acordo com sua posição social. Ex:.o faraó é representado bem maior que sua esposa, vindo, em seguida o sacerdote, o escriba, os soldados e o povo

As decorações são feitas com hieróglifos, pinturas e relevos

As figuras representadas são rígidas, em absoluto repouso

A pintura é harmoniosa, assim como a escultura, e a arquitetura. As figuras masculinas são pintadas em vermelho e as femininas em ocre

São utilizadas formas piramidais e simétricas

Na arquitetura destacam -se as construções dos grandes templos e tumbas.

As características gerais da arquitetura egípcia são:

Solidez e durabilidade

Sentimento de eternidade

Aspecto misterioso e impenetrável.

Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos.

Divididos em três categorias:

1 - Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó
2 - Mastaba - túmulo para a nobreza
3 - Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.

Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididos conforme seu capitel:


Palmiforme - flores de palmeira
Papiriforme - flores de papiro
Lotiforme - flor de lótus.

Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, muitas vezes de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.

Fonte: www.spiner.com.br

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