Arte Gótica (Página 10)
Arte Gótica

Período da arte de estilo gótico estendeu-se por 400 anos (de mais ou menos 1.100 até 1.500). A origem do termo gótico nada tem a ver diretamente com os godos, a antiga nação germânica que invadiu o Império Romano no século 5. Todavia é de supor-se que gótico de alguma lembra algo como "bárbaro", isto é, um estilo do tempo dos bárbaros, quando os godos atropelavam a civilização romana.

Originou-se de uma denominação utilizada pelos refinados artistas renascentistas para designar genericamente um estilo artístico que achavam de mau gosto, exótico, carregado de apelos decorativos e pelo exagero da altura das suas torres. O gótico, igualmente como o romântico, caracterizou-se predominantemente por ser um estilo grandioso de construções religiosas, foi a arte por excelência das magníficas catedrais européias.

A multiplicação delas por toda a Europa Ocidental deveu-se ao prestígio universal da Igreja Católica e da religião cristã, e resultou da competição entre as cidades lentamente enriquecidas pela Revolução Comercial, transformação econômica que deu seus primeiros passos ao redor dos séculos 11 e 12 (na região do Flandres, ao redor do rio Reno e do rio Sena) tendo como conseqüência a ressurreição da vida urbana. Cada cidade da Europa Ocidental tratou então de erguer uma catedral cuja torre fosse a mais alta possível, não somente para melhor atrair o olhar protetor de Deus, como para celebrar a excelência das suas corporações de ofícios em competição com as outras das demais cidades vizinhas.

O gótico, originalmente, foi um estilo marcadamente francês. Do território da França atravessou o Reno penetrando na Alemanha onde, por igual, encontraremos belos exemplos dele.

Todavia bem menos influenciou a arquitetura italiana que ainda mantinha seu apego ao antigo estilo clássico(a exceção foi a arquitetura lombarda, mais sujeita por razões geográficas às influencias transalpinas, como se verificou na construção da catedral de Milão).

A Divisão da arte gótica: expressa-se, sobretudo, na arquitetura, a qual determina as demais artes; sendo que a pintura e a escultura (como no período romântico) são apenas complementos decorativos.

A divisão do estilo gótico dá-se em quatro períodos:

A Catedral de Chartres

I Período: século XII (1100-1200)

Chamado período de transição ou gótico primitivo. Ainda pouco elevado, o arco ogival ou quebrado é usado juntamente com o arco romântico. Ensaia-se o verticalismo procurando romper-se, ainda que com hesitação, com o horizontalismo do estilo românico. As fachadas das igrejas e das catedrais passam a ser enriquecidas com esculturas decorativas.

II Período: século XIII (1200-1300)

Chamado gótico lanceolado. O arco ogival torna-se bastante elevado, sendo formado por um triângulo agudo. Acentua-se o verticalismo com o aperfeiçoamento e o uso constante da divisão da abóbada. Generaliza-se o uso do vitral (o cinema do crente daquela época) e as fachadas assumem maior decorativismo e suntuosidade. É a época da construção das grandes catedrais que surgem por toda a Europa, tais como a Notre Damme de Paris, a Catedral de Chartres e a Catedral de Milão.

III Período: século XIV (1300-1400)

Chama-se gótico irradiante. O arco ogival perde a sua agudeza e passa a ser formado por um triângulo eqüilátero. Suas nervuras decorativas constituem-se de elementos circulares. Atenua-se ligeiramente o verticalismo. As fachadas continuam recebendo suntuosa decoração.

IV Período: século XV (1400-1500)

Chama-se gótico flamejante ou "flamboyant". O Arco ogival é agora formado por um triângulo obtuso, tornando-se ainda menos agudo, tendendo ao horizontalismo. As nervuras decorativas no interior dos arcos, das janelas, e portais, pela posição das curvas e contracurvas, surgem labaredas. Atenua-se acentuadamente o verticalismo. Fachadas profusamente decoradas.

Características gerais do estilo gótico

O Parlamento britânico (estilo neogótico) 1 Verticalismo. 2 Arco quebrado ou ogival. 3 Abóbada de arcos cruzados. 4 O vitral.

Pintura gótica: A pintura da Europa Medieval sofreu influência direta da pintura bizantina, sendo integralmente religiosa. Caracterizou-se pelo geometrismo, pelo estatismo e pelo abandono da perspectiva e da proporção, tão comuns à arte clássica antiga. As figuras eram apresentadas em rígida posição hierárquica, retrato vivo de uma época que pretendia se eternizar. A imagem do papa ou do imperador do Santo Império sempre era apresentada numa escala bem maior do que o restante dos integrantes da cúria ou da corte.

Havia uma enorme gama de artistas, todos anônimos, especializados em vitrais e retábulos assim como na pintura de murais. Todos estavam subordinados à orientação dos mestres-construtores, tais como os famosos Jean Le Loup, Jean D´Orbais, Robert de Luzarches ou Pierre Montereau. É característica de uma época que ignorava as singularidades da individualidade que muitos artistas permaneceram desconhecidos, visto que o período medieval foi uma época de apogeu do corporativismo, fazendo com que os autores não assinasse suas obras. Assim, pouco sabemos deles.

Lentamente, no período que alguns chamam de pré-renascimento, entre os século 13 e 15, os artistas libertam-se das corporações de ofício, passando a atender encomendas particulares, então alguns nomes tornaram-se conhecidos, com o do francês Jean Fouquet, ou dos italianos Cimabue e Giotto di Bondone, Masaccio, Bernardo Daddi e Buffalmaco, que ficaram conhecidos como os mais famosos pintores do gótico tardio (se bem que muitos historiadores negam-se a classificá-los assim, preferindo a denominação de pré-renascentistas já mencionada acima).

Cada um deles tratou logo de formar a sua própria oficina (hoje denominamos de atelier), atraindo para trabalhar com eles uma leva de jovens aprendizes, muitos, por sua vez, tornando-se mais tarde mestres-artistas.

Coube ao Renascimento, com sua revalorização do estilo clássico greco-romano, terminar por sepultar o Gótico de uma vez por todas. Houve ainda, em pleno século 19, por força do gosto romântico, em meio à expansão da industrialização, um pequeno surto de construções no estilo gótico na Grã-Bretanha, chamado de neogótico ou de Gótico Vitoriano, ocasião em que se projetou e construiu o prédio do Parlamento inglês, situado à beira do rio Tamisa.

Durante muito tempo, particularmente na época do Iluminismo, identificou-se o gótico como um estilo que lembrava uma época histórica dominada pelo fanatismo religioso e pela superstição, cenário tão bem retratado por Victor Hugo (na novela "Nossa Senhora de Paris").

Com o passar dos tempos, especialmente em época mais recente, houve uma revalorização do gótico, uma admiração pela sua concepção grandiosa da arquitetura e pelo seu esforço decorativo, aparecendo ao homem contemporâneo como um estilo-testemunho, uma marca impressionante da história da cultura ocidental.

Fonte: educaterra.terra.com.br

Arte Gótica

Crescente secularização do cristianismo medieval. Concepção cristã mais humanizada, menos tremendista e intimidante. A existência humana perde muito da rudeza precedente. Após a reforma cisterciense, há um novo sentimento religioso, promovido por granciscanos e dominicos.

Diminuição do poder monacal e feudal, desenvolvimento das cidades e, portanto, da vida cívica; vida cidadã, mercantil e burguesa; eficiente organização gremial, aprefeiçoamento e assombrosa destreza nos ofícios. Mas também sentimento cavalheiresco. Culto a Maria. Culto ao feminino. Visão direta da natureza. porém, ao mesmo tempo, idealidade.

O momunmento gótico por antonomasia é a catedral, obra do esforço comum, cívica; de concepção diametralmente oposta ao significado do mosteiro romântico.

Localização Manisfestações artísticas
Cronologia Área Geográfica Arquitetura Escultura Pintura Artes Decorativas
S. XII - XV Europa As catedrais são a
contrução gótica por
excelência. Neste
período, a utilização de
novos elementos - arco
campanulado, abóbada
obival, arcobotantes,
pináculos, grandes
vitrais - convertem-se
em construção
elevadas e diáfanas que
se tornam símbolos
e elementos
representativos das
cidades medievais
européias.
As figuras
representadas,
que continuam
pertencendo à
iconografia cristã,
vão adquirindo um
certo naturalismo
e uma maior
estilização, embora
dentro dos limites
que marcam os
espaços
arquitetônicos aos
quais vão destinadas.
São muito frequentes
os temas marianos.
Policromia das
esculturas.
Desenvolvimento
da pintura
sobre madeira
para a decoração
de retábulos.
Auge dos vitrais, que
cobrirão os amplos
vãos das igrejas e
criarão espaços
coloridos no seu
interior.
Ourivesaria, tapetes,
vestes litúrgicas,
miniaturas (grande
difusão dos
Livros de Horas).
 

França

Catedrais de Notre
Dame, Chartres,
Reims, Amiens.
Pórtico da Catedral
de Notre Dame de
Paris.
   
 

Espanha

Catedrais de Léon,
Burgos, Toledo.
     
 

Itália

Catedral de Siena. Andrea Pisano
realiza as portas do
batistério de
Florença (Firenze).
Pintores: Giotto e
Cimabue; Duccio
e Simone Martini.
 
  Flandes     Primitivos
Flamencos:
Van Eyck,
Van der Weyden.

Nova técnica de
pintura a óleo.
 

Fonte: br.geocities.com