Equilíbrio entre área vazia e cheia Colunas fasciculadas com capitel Galeria dos Reis Arcobotantes longos, finos e elegantes. Em 1190, o gótico encontra um novo impulso, principalmente ao Norte de França. As duas catedrais mais marcantes deste período são Chartres e Bourges.

Figura: G.Dehio & G von Bezold, die Kirchliche Baukunst des abendlandes : historiches und systematisch dargestellt Bourges adotou uma elevação piramidal em 5 níveis, devido a utilização do duplo colateral.
1 - Arco "formeret"
Ogiva sexpartida une duas traves.
2 - Elevação da nave central
3 - Elevação do primeiro colateral, englobado pela grande arcada da nave central.
4 - Elevação do segundo colateral englobado pela grande arcada do primeiro colateral. É a combinação da elevação da nave central e dos dois colaterais que constitue uma elevação em 5 níveis.
A partir de 1231 emerge progressivamente um novo estilo que se caracteriza pela verticalidade, pilares fasciculados e edificação de paredes de vidros. A origem do gótico radiante pode ser situado em Paris. Lá ainda, a Basílica de St. Denis figura como precursora, pois suas inovações aparecem com a reforma do coro. A constituição de paredes de vidro toma toda sua amplitude na Saint-Chapelle
O gótico radiante se impõe realmente a partir de 1240. As catedrais então em construção, como Amiens, Reims ou Beauvais, mudam parcialmente suas plantas (partes altas do coro em Beauvais, fachada ocidental em Reims..) É nesta época em que a rosácea torna-se um elemento essencial da decoração, apesar de ser já muito utilizada. A multiplicação das capelas laterais permite aumentar o espaço da catedral. As adaptações do gótico variam bastante de uma região a outra.

Rosácea com chamas Cruzamentos numerosos de ogivas Ogivas Abatidas Ogivas com Cortinas Colunas cilíndricas sem capitel Preponderância da decoração sobre a arquitetura Arcobotantes enfeitados O termo "flamboyant" deve-se a forma de chamas que preenchem o interior das janelas, principalmente das rosáceas.

Multiplica-se os "gâbles" e os pináculos exteriores, enquanto no interior as ogivas tornam-se muito complexas com grande luxo. Constata-se, também, um retorno mais freqüente às elevações em dois níveis que fazem desaparecer as paredes entre as grandes arcadas e as janelas altas (Ex. Saint Germain lAuxerrois). Mais tarde, certos elementos de arquitetura gótica são utilizados com fins essencialmente decorativos. É o caso do cruzamento de ogivas, que torna-se mais complexo até perder seu sentido.