ARQUITETURA GREGA
Os gregos destacam-se na arquitetura artística por seu gênio criador, que pode ser admirado no Partenon de Atenas e em outros vestígios, até hoje.
Como os deuses gregos não estavam separados dos homens, assumiram suas feições. Por esse motivo, os templos eram construídos mais como moradia dos deuses que como lugar de adoração.
Esculturas e pequenos modelos de argila datados de 1000 anos antes de Cristo mostram que os primeiros templos eram semelhantes às cabanas dos gregos.
Para chegar às construções de hoje, provavelmente, os gregos começavam por levantar uma coluna em honra de um deus ou acontecimento importante. Com o passar do tempo, foram capazes de descobrir a possibilidade de juntar três elementos e construir, daí surgiu o dólmen (em forma de mesa).
É atribuída grande importância ao dólmen, uma vez que ele é a base das construções praticadas pelos gregos. Desta maneira, foi possível a criação de grandes colunas, arcos, portas e janelas.
A existência de um pórtigo sobressalente (semelhante a uma varanda), na entrada das casas e templos, destinava-se a abrigar as estátuas dos deuses e proteger as multidões do tempo. Para a sustentação deste pórtico, surgiram as colunas, que mais tarde foram também motivo de decoração e embelezamento. As iniciais duas colunas de sustentação passaram a ser várias para demonstrar seu maravilhoso entalhe e desenhos. Com mais sustentação, poderia suportar um teto maior e criar grandes salas com vasto espaço.
Na construção dessas colunas, passou-se da madeira (perecível ao tempo), à pedra, em especial o mármore, que conservava os desenhos gregos nos templos.
Os mais importantes templos da antiga Grécia têm estilo dórico, que surgiu como substituição das colunas de madeira.
Em função da necessidade de uso dessas colunas dóricas, fixam suas características: três grandes sulcos de cima a baixo, uma peça redonda e outra quadrada formando o topo para dar sustentação e evitar infiltrações. Mais tarde, surge o estilo coríntio, que passa a enfeitar com desenhos e elementos esculpidos a velha e tradicional coluna dórica. Os romanos adotaram esse tipo de coluna coríntia, rendendo-se à supremacia cultural grega.
Nada é arbitrário ou puramente decorativo na arquitetura grega.
Em virtude do sistema de medidas, detalhes ganham dimensão e proporções fixas, criando a harmonia do conjunto. Foi no Partenon de Atenas que essa harmonia atingiu seu mais alto grau, tornando-o uma das maiores obras de arte de todos os tempos.
Partenon
Célebre templo, da ordem dórica, foi concluído em 438 a. C., por obra de Ictinos de Mileto e o escultor Fídias. Suas colunas distribuem-se em oito na frente e dezesseis de cada lado. Havia no templo uma estátua da deusa Atena. Era feita de ouro e marfim, sendo muito mais alta que um homem, daí sua imponência.
Infelizmente, nada restou dessa estátua, além de modelos de argila que seus devotos guardam ou descrições de viajantes.
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A principal função da arquitetura, pintura e escultura de monumentos até aproximadamente o ano 320 a.C. era de caráter público, ocupando-se de assuntos religiosos e dos acontecimentos civis mais importantes, como as competições esportivas.
Os cidadãos só utilizavam as artes plásticas na decoração de suas tumbas e as artes decorativas, para a produção de objetos de uso privado.
O enxoval doméstico continha um grande número de vasilhas de terracota pintadas e com acabamento sofisticado; as famílias mais ricas possuíam vasilhas de bronze e espelhos. Em muitos objetos produzidos em terracota e bronze havia pequenas figuras e baixos-relevos.



A maioria das construções levadas a cabo pelos arquitetos gregos foi feita em mármore ou em calcário, além de madeira e telhas, usadas na cobertura dos edifícios. Os escultores trabalharam o mármore e o calcário, modelaram a argila e fundiram suas obras em bronze. As grandes estátuas votivas foram esculpidas em lâminas de bronze ou em madeira recoberta com ouro e marfim. Algumas vezes, as cabeças ou os braços estendidos foram realizados em separado e, posteriormente, unidos ao torso.
A escultura em pedra e em argila era total ou parcialmente pintada com pigmentos brilhantes. Os pintores gregos colocavam pigmentos na água para pintar grandes murais ou vasilhas decoradas.
Os ceramistas modelavam suas vasilhas em tornos de oleiro e, quando elas ficavam secas, poliam-nas, pintavam-nas e coziam-nas.


Fonte: www.historiadomundo.com.br