Os romanos tinham o hábito de pintar nas paredes, imitando janelas e varandas que reproduziam cenas externas com paisagens e animais, dando uma idéia de maior tamanho ao ambiente. Eram mestres nesse assunto. Reproduziam também cenas de teatro ou cópias de trabalhos gregos, declarando uma influência que nunca foi negada ou disfarçada.
Entretanto, os romanos diferiam dos gregos no temperamento básico, muito mais realista. Isso de reflete de forma nítida na escultura.
Ao invés da beleza ideal retratada pelos gregos em suas esculturas, os romanos retratavam as pessoas como de fato elas eram, sem aquele idealismo de uma beleza hipotética. As estátuas romanas representam figuras verdadeiras da casta social. Claro que existiam muitas estátuas dos principais deuses, como Júpiter, Minerva ou Juno, mas os artistas concentravam-se primordialmente em retratar personalidades.


Painéis pintados nas paredes e o jogo de bola - a vida em Romal
Arcos e abóbadas proliferaram na Roma antiga. Os arcos serviam para comemorar grandes eventos e vitórias conquistadas. É importante considerarmos, na análise da arte romana, que o antigo império caracterizou-se por ser uma organização cosmopolita e de intenso inter-relacionamento com todos os povos, conquistados ou não. Brutal, imperialista, dominadora, a sociedade romana, entretanto, permitia as diferenças e copiava sem restrições; valorizava mesmo, hábitos e conquistas de outros povos, nas artes, ciências e todas as demais ramificações das atividades humanas. Roma pilhava, esmagava e destruía, mas preservou idéias e realizações que, de outro modo, teriam provavelmente desaparecido nos meandros da história, se a força organizadora de Roma não houvesse exercido o seu papel.


Aqueduto na França e o Arco de Tito, em Roma - o arco caracteriza
a arquitetura romana
Fartamente documentado, fruto da organização administrativa romana, esse período da história nos traz o legado de informações detalhadas que faltam em outras épocas. Sabemos dos etruscos, dos gregos, dos judeus, muitas vezes através dos romanos. O Arco de Tito, totalmente feito em mármore, serviu para comemorar a vitória sobre Jerusalém.
A arquitetura romana tendia para o monumental e grandioso, até como símbolo da grandeza do poderoso império. Por volta do ano 200 d.C., o território romano equivalia aproximadamente ao tamanho dos Estados Unidos e a população era de 100 milhões de habitantes. Os romanos construíram 300 quilômetros de estrada, um empreendimento notável considerando os recursos. Roma era uma cidade de um milhão de habitantes já naquela ocasião. O Circus Máximus tinha capacidade para 150 mil pessoas e foi depois ampliado. É muito para um mundo sem máquinas motorizadas.


Maquete da antiga Roma onde se vê o Coliseu e uma moeda - poderoso
império
Embora os romanos não tenham se destacado especialmente como artistas, foram grandes propagadores e financiadores da arte, tanto da própria arte como da arte desenvolvida e feita por outros povos. Acumulando riquezas, a classe dos patrícios adornava suas casas com trabalhos feitos em qualquer lugar, principalmente na Grécia. Como a maior metrópole do mundo antigo, Roma propiciou o debate e o intercambio, divulgando e propagando a criação e o surgimento de novos conceitos. Extremamente mercantilista, a sociedade romana deu aos sistemas de cunhagem de moedas a maior importância. Imponente, criou nos ambientes palacianos a suntuosidade que requeria o talento e o trabalho oferecido pelos artistas. Os escravos gregos trazidos para Roma, freqüentemente eram prestigiados e honrados pelo talento artístico. A queda do Império Romano do Ocidente determinou o fim da Idade Antiga e começo da Idade Média e um período caótico, embora fascinante, da história da humanidade. A Idade Moderna começaria quase mil anos depois, com a queda do Império Romano do Oriente, evento mais conhecido como a queda de Constantinopla em poder dos turcos. Veja a curiosidade 118 nessa edição de CyberArtes.
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