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Arte Românica

Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros, tem início o período histórico conhecido por Idade Média. Na Idade Média a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã, trazendo modificações no comportamento humano, com o Cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito.

Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval.

A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas. A igreja como representante de Deus na Terra, tinha poderes ilimitados.

ARQUITETURA

Arte Românica
Basílica de Santo Antonio de Pádua

Arte Românica
Igreja de Santa Maria de Ripoll, Gerona

No final dos séculos XI e XII, na Europa, surge a arte românica cuja a estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos.

As características mais significativas da arquitetura românica são:

Abóbadas em substituição ao telhado das basílicas

Pilares maciços que sustentavam e das paredes espessas

Aberturas raras e estreitas usadas como janelas

Torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada

Arcos que são formados por 180 graus

A primeira coisa que chama a atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre grandes e sólidas.

Daí serem chamadas: fortalezas de Deus.

A explicação mais aceita para as formas volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente clerical.

A arte desse período passa, assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade.

A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1.174. Trata-se da Torre de Pisa que se inclinou porque, com o passar do tempo, o terreno cedeu.

Na Itália, diferente do resto da Europa, não apresenta formas pesadas, duras e primitivas.

PINTURA E ESCULTURA

Arte Românica
Frontal da Diocese de Urgell, Museu de Arte da Catalunha, Barcelona

Arte Românica
Frontal da San Quirico e Santa Júlita, Museu de Arte de Catalunha, Barcelona

Numa época em que poucas pessoas sabiam ler, a Igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores religiosos aos fiéis.

Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura.

A pintura românica desenvolveu-se sobretudo nas grandes decorações murais, através da técnica do afresco, que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida.

Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa.

As características essenciais da pintura românica foram a deformação e o colorismo. A deformação, na verdade, traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. A figura de Cristo, por exemplo, é sempre maior do que as outras que o cercam. O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra, pois não havia a menor intenção de imitar a natureza.

Na porta, a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano, nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. Imitação de formas rudes, curtas ou alongadas, ausência de movimentos naturais.

MOSAICO

A técnica da decoração com mosaico, isto é, pequeninas pedras, de vários formatos e cores, que colocadas lado a lado vão formando o desenho, conheceu seu auge na época do românico. Usado desde a Antigüidade, é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado, para representar o próprio céu.

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Arte Românica

Arte Românica
Pantocrator de Sant Climent de Taüll

Pantocrator de Sant Climent de Taüll

Palavra de origem a que significa etimologicamente "todo-poderoso" ou "onipotente".

Também possui variante com acento gráfico no segundo "a": pantocrátor.

Encontra-se várias vezes no em grego.

Provém de pan (tudo ou todo) e krátos (alto, em cima e, daí, governo, poder)

Para os cidadãos, a catedral representava o símbolo da unidade comunal, um ponto de referência em torno do qual se concentravam as novas forças sociais e econômicas.

Sendo dedicada a Deus, ela pertencia a todos que tinham ajudado a construí-la: pedreiros, mestres-de-obras, pintores, escultores, ourives, entalhadores e toda sorte de artistas e artesãos anônimos que haviam colaborado na sua edificação.

Com o termo românico são definidas as manifestações artísticas produzidas na Europa entre os séculos XI e XII.

Como o próprio nome indica, esse estilo, criado em plena Idade Média , descende do romano, embora possua características absolutamente próprias; um fenômeno semelhante observou-se, na época, em relação a diversos idiomas europeus:

As novas línguas (francês, italiano, espanhol, romeno e português), chamadas de românicas, partiam da mesma raiz latina, mas foram-se diferenciando e assumindo mecanismos próprios de vocabulário e de gramática.

Na arte romântica, a forma artística predominante é a arquitetura.

A pintura, a escultura e as artes decorativas estão subordinadas à obra arquitetônica, a catedral, e tem a função de enriquecê-la e embeleza-la.

O plano típico do templo românico é a cruz latina, composta por uma nave (o eixo da cruz) e um transepto (o braço da cruz). Na parede da abside (espaço interno da cúpula), recortam-se absides menores (pequenas cúpulas chamadas absidíolas), que desembocam num corredor (deambulatório).

Os arcos e abóbadas, tão caros à arquitetura romana, foram adotados; como, porém, as junções entre eles e as paredes tendiam a alargar-se a empurrar para os lados os suportes que as sustentavam, a solução foi o escoramento por contrafortes. Estes quase sempre estão à vista, interna ou externamente.

A nave central é iluminada por janelas altas e as laterais recebem luz de janelas mais baixas.

O efeito mais evidente da construção românica é o "peso": paredes grossas, profusão de cúpulas, colunas e arco.

Mas essa arquitetura sólida não é absolutamente uniforme: o espírito românico encontra soluções sempre diferentes para cada região; e, mesmo sendo um estilo fundamentalmente europeu, não deixou de sofrer influências orientais, levadas para a Europa pelo cruzados.

No período românico a escultura cumpre apenas a função de preencher os espaços vazios dos elementos arquitetônicos e atenuar a sensação de opressão criada pelo "peso" do edifício.

Pode-se dizer, portanto, que a escultura é um complemento natural da arquitetura, adaptando-se a ela e servindo para decorar e "contar histórias".

Figuras humanas, monstros fantásticos, motivos geométricos e vegetais, cenas da vida de Cristo e dos santos estão presentes interna e externamente nas construções religiosas desse período.

Nas fachadas são comuns as representações do Apocalipse com anjos, bestas e demônios, compondo cenas que lembravam aos fiéis os perigos da tentação.

Os relevos, mais frequentes que as estatuas individuais, preenchem espaços ao redor dos porticos (entradas), aninham-se por sobre as pilastras, jorram das pias de água benta, adornam arcos, formam colunas, transfiguram-se em capitéis (parte superior das colunas), sempre se adaptando às linhas da escultura.

O românico francês, por exemplo, leva às últimas consequencias essa integracao: se a cena esculpida se desenrola num capitel, adquire as dimensões dele; se é representada numa coluna, assume sua verticalidade; se cobre um trecho de teto, ou o alto de uma porta, observa-se um grande cuidado no sentido de que as figuras não caiam no vazio.

A tendência é não deixar nenhum espaço sem imagem.

E as imagens cumprem rigorosamente suas funções decorativa e informativa: na escultura, os fiéis encontram o patrimônio iconográfico e episódios familiares de todo bom cristão.

Os relevos são tratados com extrema vivacidade, expressa ora no sentido rude e vigoroso da forma, ora através do frescor o da ingenuidade do tema. Trata-se, quase sempre, de obras anônimas, pois na época o artista ainda não havia se destacado do artesão.

A pintura por sua vez, não chega a participar, como a arquitetura e a escultura, do efervescente clima de inovações, no período românico. Sobretudo na Itália, ela continua na penumbra das naves ou sob a luz tênue das cúpulas, evocando místicas presenças de tradição oriental (principalmente bizantina).

A pintura bizantina, porém, tinha certas características que acabaram limitanod o pintor românico: a cor era padronizada: as figuras, estáticas e solenes, eram quase sempre representadas de frente ou de perfil; não havia movimento e as imagens, sem profundidade, pareciam condenadas aos limites das duas dimensões.

Como não trabalhava observando a natureza, o artista românico não tinha um ponto de partida que lhe pudesse sugerir como tratar a cor, o movimento ou a profundidade.

Talvez isso explique por que o românico valoriza tanto a escultura: as dimensões espaciais dadas pela pedra facilitam a representação de um acontecimento em três dimensões, permitindo que os corpos se exprimam pelo movimento.

Assim, salvo raras tentativas, a pintura românica está mais bem representada pelas iluminuras, pequenos desenho coloridos que complementam um texto escrito, quase sempre de caráter religioso.

Na pintura românica, além da iluminura, empregavam-se praticamente duas técnicas: ou se pintava sobre a parede recoberta de uma camada de argamassa fresca, o afresco, ou sobre uma superfície de madeira.

Neste caso, as tábuas ficavam quase sempre atrás do altar, sendo por isso chamadas de retábulos (do latim retratabulum).

Fonte: www.portaldarte.com.br

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