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A busca do Graal

Carta Verde, onde Sinaenco ( Sindicato da Arquitetura e da Engenharia ) aponta as seguintes recomendaçõe para o país realizar, ao logo dos próximos anos, um Mundial de Futebol sustentável.

Carta Verde

Como resultado das discussões de arquitetos, engenheiros, profissionais de diversas áreas e autoridades públicas, reunidos em 09 de junho de 2010, em São Paulo, no evento “2010-2014: 4 Anos para uma Copa Verde no Brasil”, o Sinaenco aponta as seguintes recomendações para o país realizar, ao longo dos próximos anos, um Mundial de Futebol sustentável:

1- Pautar pela sustentabilidade os investimentos em arenas, infraestrutura e outros empreendimentos voltados para a Copa, a partir das concepções dos projetos, abrangendo as diversas dimensões da intervenção sobre o meio ambiente.

2- Orientar os empreendimentos pelos princípios e normas da construção sustentável e, principalmente, aproveitar as águas das chuvas, assim como o reuso da água tratada, minimizar o consumo de energia elétrica, utilizar fontes renováveis e materiais recicláveis, inclusive o material de demolição dos estádios, e reduzir a emissão de gases geradores do efeito estufa.

3- Priorizar, nos projetos de mobilidade, as modalidades de uso coletivo e movidos por biocombustíveis ou eletricidade, com redução do uso de combustíveis não renováveis.

4- Utilizar o projeto de arquitetura e engenharia como a ferramenta capaz de melhor compatibilizar, num empreendimento, a intervenção física e a dimensão ambiental, trabalhando para a redução e mitigação de impactos.

5- Inserir mecanismos na Lei de Licitações que incentivem as compras sustentáveis. Instituir incentivos fiscais e financiamentos especiais para empreendimentos sustentáveis.

6- Priorizar a construção de estruturas permanentes, e não provisórias, quando, analisadas as reais demandas, são necessários investimentos na ampliação da infraestrutura, no intuito de oferecer um verdadeiro legado para a população.

7- Ampliar a capacidade hoteleira de maneira sustentada, de forma que instalações não fiquem ociosas no pós-Copa.

8- Aproveitar o momento oportuno de coesão nacional para o desenvolvimento de amplas campanhas educativas, com foco em reciclagem e economia de recursos renováveis e não-renováveis.

9- Priorizar mão de obra local, quando for suficiente para atender as demandas, minimizando a imigração para as áreas das obras para as quais não haja sustentabilidade de empregos .

10- Valer-se do momento oportuno para despoluir os ícones turísticos – baías, lagos, rios - de cada cidade-sede.

11- Desencadear o processo de despoluição do litoral brasileiro.

12- Aprimorar a limpeza urbana, com inserção de pontos de reciclagem nas cidades-sede.

Fonte: www.abge.com.br

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