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A questão dos horários

É constante o questionamento dos pais com relação aos horários dos filhos.

O que mais se ouve é que os filhos não saem da frente da televisão ou do computador. E ainda falando em horários, que não respeitam os estipulados pelos pais para as suas atividades ou para a chegada em casa.

Os adolescentes (e os pequenos também) reclamam que os pais controlam demais os horários e a frase "quer mandar em minha vida" já se tornou corriqueira.

Não se trata de mandar ou não. Deve ficar claro aos filhos que a casa tem regras e que estas são para todos. Se os pais não podem falhar nos horários de suas atividades profissionais nem no de levar os filhos à escola ou a uma festa, a recíproca deve ser a mesma: os filhos não podem desobedecer ao que foi antes combinado.

Regras dessa natureza são trabalhadas também na escola, quando os professores estipulam datas e horários para a entrega de trabalhos e avaliações e todos sabem que se não os cumprirem, serão advertidos e, quem sabe, punidos.

Com relação à permanência excessiva frente à televisão e ao computador, creio que a mesma regra pode ser aplicada. Ao mesmo tempo em que devemos estimular os filhos ao uso da mídia eletrônica e seu acesso a programas de qualidade, precisamos definir sim por quanto tempo isso será possível diariamente.

Não há como permitir um isolamento quase que definitivo dos filhos no quarto ou no escritório, usufruindo das tecnologias, pois tal atitude pode colocar em risco não somente sua saúde, mas também a relação familiar, que poderá ficar prejudicada.

Os filhos insistem que gostam de jogar, de assistir a programas, de "bater papo" nos sites de amizades e muitos pais "agradecem" o silêncio que existe em casa. Até que ponto esse comportamento é saudável? Até onde isso é necessário?

Fazem-se necessários a restrição e o controle de alguns horários, sim. Em especial, os citados acima.

A justificativa? É preciso que os filhos compreendam que o real motivo é a necessidade de que fiquem mais juntos e mais próximos para viverem o sentimento de "família", e que tudo tem seu tempo, sua hora. Nada lhes será tirado, mas tudo tem limites e, nesta questão, os pais precisam se posicionar.

Não há do que se alegrar quando tudo está tranqüilo na casa se essa tranqüilidade provém do isolamento de cada membro da família em seus aposentos individuais, onde comem, divertem-se, dormem, conversam (ao telefone ou no site de bate-papo), fazem sua higiene, assistem à TV, etc. Porém, sozinhos...

Prof. Joseph Razouk Junior

Gerente editorial do Centro de Pesquisas Educacionais Positivo

Fonte: www.educacional.com.br

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