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Aliança sem Brizola

Espanha, Inglaterra e Portugal, por séculos construíram as mais sofisticadas formas e estratégias de dominação no Novo Mundo. Tratados de Comércio, Políticos e Diplomáticos foram estabelecidos. Particularmente o Brasil, D. João VI celebra com os britânicos Alianças e Acordos de Comércio (Metuchen, 1703), dando-lhes canalização do nosso ouro, que havia sido descoberto. O anglo-lusitano, de 1810, em vista da abertura dos portos concedia-lhes redução de 15% na taxação ad valorem, quando se tratasse de produtos de sua origem. Outras concessões espúrias foram feitas pelo monarca, considerado pelos críticos da época um mandalete. As vantagens visavam blindar o território americano das incursões napoleônicas, as quais eram vistas com simpatia pelos seus povos. A guerra fria, entre franceses e ingleses, provocava receios de que tentáculos reais sofressem rupturas, pelas colônias emergentes, o que na realidade aconteceu, através de atos revolucionários.

Pouco há diferente, hoje. Os EUA assumiram, sozinhos, o poder titânico, inclusive perante o mundo, em parte exercido pelos três países. Eles sabem dessa história. Claro, Napoleão não existia em 1961, porém a então União Soviética poderia tolher seu destino. Ante o papel do novo títere os latino-americanos, como as gerações de outrora, nunca pouparam afetos ao socialismo. A insurgente Cuba fez Kennedy meditar o que fazer, para conter seu efeito no Continente. Concebeu a Aliança para o Progresso, que se fazia acompanhar de US$ 20 bilhões, para investimentos em toda a América, nas áreas social e econômica. Para 5 a 17 de agosto/ 61 foi agendada extensa pauta de discussões, quando se emitiriam suas coordenadas, dentro do que chamavam de Reunião Extraordinária do Conselho Econômico e Social Interamericano. Punta del Este, Uruguai, foi escolhida sede de criação do órgão. Eufórico Douglas Dillon, Secretário do Tesouro estadunidense, dava o tom da festa, a que acorreram os 35 países americanos. Só Che-Guevara, Min. de Economia cubano, e o nosso Leonel Brizola, representando o Brasil, designado pelo presidente J. Quadros, ao lado de Clemente Mariani, perceberam a falsidade da ideia.

O governador gaucho foi expulso da conferência, face suas declarações informais. Ele, também, conhecia a história dos subornos imperiais. Torelham-lhe a voz, pois aplaudia, de pé, o discurso do Che. Não era confiável aos galegos. Logo quem, o comandante, semana depois, da Campanha da Legalidade, a maior manifestação política e institucional da mídia falada do país, responsável pela dissolução do golpe militar, que não aceitava a posse do presidente João Goulart. O movimento, liderado do Palácio Piraitni, Porto Alegre, que perdurou de 25/8 a 3/9, há 52 anos!

Inocêncio Nóbrega
Jornalista
inocnf@gmail.com

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