Você já acordou de manhã muito mal porque você estava com medo de ir para sua escola? As causas: tristeza, angústia e receio de ser maltratado pelos seus colegas de classe. Pois saiba que essa situação é muito mais comum do que você imagina.
Existem muitas formas dos colegas fazerem mal para você. E o problema não
é só agressão física. Brincadeiras de mau gosto, risadas, mentiras, formação
de panelas e discriminação podem acontecer.
E isso tudo acontece por que? Muitos jovens não conseguem admitir que as pessoas
são diferentes. E aí vale tudo: cor, classe social, religião, orientação sexual,
as formas do seu corpo, tudo pode virar motivo para um grupo tentar discriminar,
isolar ou agredir uma pessoa.
Os agressores têm que parar porque esse tipo de comportamento não é justo, é cruel e prejudica o desenvolvimento emocional e social dos outros. Alguém que se sente triste e amedrontado para ir à escola, deixa de prestar atenção nas aulas, tem uma queda no rendimento e pode até repetir de ano.
Não deixe isso acontecer! Se você está sendo vítima desse tipo de situação, deve agir imediatamente. Uma primeira tentativa pode ser falar com os agressores e mostrar o que eles estão fazendo. Se essa alternativa não for possível ou surtir poucos efeitos, é legal buscar a ajuda de alguém mais velho para interferir.
Um professor, um diretor, um irmão, pais, enfim, alguém que possa tomar uma atitude. Contar pode romper seu isolamento e fazer você se sentir melhor, mais amparado.
O mais incrível é que uma história dessas pode começar da noite para o dia. Vamos supor que alguém da sua classe, por algum motivo, não vai com sua cara. Ao invés de tentar um diálogo para mudar a situação, essa pessoa começa a fazer intrigas, montar um grupo de pessoas que passam a evitar sua presença e dizer coisas mentirosas a seu respeito.
Uma pesquisa divulgada essa semana pela Unesco, sobre a sexualidade dos
jovens estudantes brasileiros (que vamos detalhar nos próximos textos) mostra
dados alarmantes. Quase 5% dos estudantes disseram que não queriam ter como
colega uma mãe solteira. Outros 25% disseram que não queriam estudar na classe
de um homossexual.
Está na hora da turma entender que as pessoas podem ser diferentes. Alguém
pode ser mais gordo, mais magro, mais feio, mais bonito, mais pobre, mais
rico, branco, negro, amarelo, gay, bissexual e isso não faz dessa pessoa melhor
ou pior que os outros. As diferenças existem e devem ser respeitadas. Se esse
respeito não começar na classe da gente, na turma da gente, como podemos esperar
um país mais justo e melhor para todo mundo?
Fonte: www2.redepitagoras.com.br