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Identidade e Autonomia

3.3 - Comunicação

Interação com adultos e colegas é fundamental na inserção cultural

Formas eficientes para se comunicar
Mesmo antes de falar, os bebês encontram formas eficientes para se comunicar

Desde que nascem os bebês se orientam pelo outro e criam vínculos afetivos com as pessoas que lhes garantem a satisfação das necessidades básicas - alimentação, descanso, higiene etc. É o adulto quem possibilita que a criança gradativamente tome conhecimento de si, tenha acesso ao mundo e seja inserida na cultura.

A identidade e a autonomia só serão alcançadas pelos bebês se eles forem submetidos a situações diversas de interação com o meio em que vivem. Isso implica se relacionar com adultos - pais, professores e funcionários da creche -, com colegas e com crianças mais velhas e mais novas. A comunicação envolve a exploração de situações e de ambientes, a observação das ações do outro e a expressão de desejos ou insatisfações por meio da linguagem corporal.

O êxito do processo de acolhimento das crianças na creche depende de uma boa comunicação entre bebê e educador. Desde o berçário, é fundamental observar se a criança responde a estímulos com gestos, sorrisos, choro, movimentos ou brincadeiras. Ao experimentar um novo alimento, por exemplo, ele demonstra alguma preferência? Faz uma careta ou abre a boca para receber mais uma colherada? E nas brincadeiras com os colegas ou nas atividades com música? O bebê reconhece quem é diferente dele? Movimenta-se conforme o ritmo?

Manter uma boa comunicação é um processo anterior à aquisição da linguagem verbal - que se dá depois do primeiro ano de vida. Os momentos de interação social permitem aos pequenos inserir-se na linguagem. Através dos significados que lhes são atribuídos pelos adultos - essa criança é mais 'tranquila' ou mais 'esperta', por exemplo - eles constroem a própria identidade e reforçam o processo de diferenciação entre o "eu" e o "outro".

3.4 - Expressão de preferências

Comunicação de gostos e desejos se desenvolve principalmente por imitação e oposição

Expressão de Preferências
Um bom vínculo com o adulto é um estímulo para que a criança expresse suas preferências

No berçário, os pequenos ainda não dominam a fala, mas isso não significa que não possam expressar suas preferências. O desenvolvimento da linguagem começa muito antes que possam pronunciar as primeiras palavras. Quando começam a falar, as crianças já são craques na comunicação.

Desde os 3 meses de vida os bebês são capazes de emitir sons espontaneamente. Entre os 5 e os 6 meses, começam a balbuciar. Somente a partir dos 9 meses, em média, aparecem os primeiros sons foneticamente estáveis, mais semelhantes à fala que os pequenos ouvem. Quando chegam ao primeiro ano de vida, é que as crianças pronunciam as primeiras palavras. Vale lembrar que esse ritmo de desenvolvimento não é igual para todos. Alguns bebês começam a falar com 2 anos apenas - e não há problema algum nisso.

No berçário, é importante levar em conta dois processos que ajudam o bebê a desenvolver sua autonomia e, consequentemente, expressar suas preferências: a imitação e a oposição. Desde muito novinhos (e se devidamente estimulados), os pequenos conseguem imitar gestos, sons e expressões dos adultos. Isso os ajuda a identificar-se com o outro ao mesmo tempo em que se diferenciam. Entre os 2 e os 3 anos, a imitação entre crianças é um facilitador para as brincadeiras e situações de interação. O mesmo vale para a oposição. Quando discorda do outro ou briga por um brinquedo, por exemplo, a criança quer afirmar-se como única, ao mesmo tempo em que exercita a convivência com os demais.

No dia a dia da creche, é importante observar e registrar as reações de cada criança. Você precisa perceber o que chama a atenção do bebê; que tipo de expressões corporais e sons a criança emite em diferentes situações; além de ouvir os pequenos quando eles tentam comunicar-se verbalmente. Fazer perguntas ao bebê, interpretar suas tentativas de comunicação e reafirmá-las verbalmente - usando gestos e expressões faciais - são boas iniciativas para ampliar o repertório das crianças. Vale repetir palavras, imitar gestos e comentar o que está acontecendo ao redor, para que a criança, progressivamente, seja capaz de expressar as próprias preferências.

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