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Nuvem Revoluciona o Tratamento do Câncer

 

Nuvem Revoluciona o Tratamento do Câncer

O número de novos casos de câncer em todo o mundo deve aumentar de 14 milhões para
22 milhões por ano nas próximas duas décadas. Nesse mesmo período, as mortes anuais pela doença devem passar de 8,2 milhões para 13 milhões. As projeções são da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer, órgão ligado à Organização Mundial da Saúde.

Uma das formas de reduzir o número de mortes por câncer é oferecer aos pacientes um tratamento precoce e individualizado. O problema é que os exames clínicos costumam levar até três meses para oferecer um diagnóstico seguro, e o uso da droga mais eficaz ainda é feito pelo método de tentativas e erros. “Em geral, o médico vai trocando a droga até encontrar a opção que melhor combata o tumor”, diz o oncologista Liedson Pereira, pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Caça-tumores
Novas tecnologias, no entanto, já conseguem diminuir de meses para dias o tempo do mapeamento e análise de genes que causam o câncer. Elas também indicam tratamentos já testados com sucesso em outros pacientes. É o que faz o Instituto de Pesquisa TGen. Localizado no estado americano do Arizona, o laboratório mantém servidores que recebem e processam, numa rede em nuvem, dados genéticos de pacientes com neuroblastoma – um tipo raro de câncer que acomete uma em cada 100 000 crianças nos Estados Unidos. Nesse banco de dados, os médicos podem compartilhar pesquisas e descobertas em tempo real, ajudando os pacientes a terem acesso mais rápido a tratamentos personalizados e baseados em pesquisas confiáveis.

Para processar tantos dados, a nuvem montada pelo TGen possui 8,2 teraflops, o equivalente à força de 100 bilhões de calculadoras trabalhando simultaneamente. No futuro, a expectativa é de que essa capacidade computacional seja ampliada e abrigue todos os casos de câncer registrados pelo mundo. “A nuvem é uma forma barata de integrar e compartilhar informações coletadas pelos laboratórios. Um único dado pode ajudar um médico, seja ele do interior do Brasil ou de um laboratório em Nova York, a decidir pelo melhor tratamento”, diz Pereira.

Fonte: info.abril.com.br

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