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O papel do Professor na construção de competências

O século 21 traz em seu bojo mudanças substanciais no estilo de vida, muitas delas previstas por Tom Peters, Alvin Tofler, John Naisbitt e Patrícia Aburdene no início dos anos 90. Trazem à tona diversos aspectos interessantes sobre a construção de competências a partir de conceituações e questionamentos que remetem a uma reflexão por parte dos professores neste início de século, destacando-se:

Definições:

1. A noção de competências está intimamente ligada a situações nas quais é preciso tomar decisões e resolver problemas.

2. Uma competência permite afrontar regular e adequadamente uma família de tarefas e de situações, apelando para noções, conhecimentos, informações, procedimentos, métodos, técnicas ou ainda, a outras competências mais específicas.

3. Competência é saber mobilizar e isto se manifesta na ação.

4. A escola é um lugar onde todos acumulam os conhecimentos de que um número significativo de pessoas necessita e/ou necessitará mais tarde.

Questionamentos:

1 - O que mais nos incomodava na escola quando éramos estudantes?

2 - A escola pode ter uma postura pró-ativa no que diz respeito s expectativas dos alunos atuais, apenas com a modernização tecnológica?

3 - Qual a utilidade para as escolas modernas, de professores abarrotados de conhecimentos acumulados em suas pesquisas e cursos?

4 - Como deve ser a trilogia escola-professor-aluno na construção de competências que levem os alunos a conhecer ferramentas para dominar a vida e compreender melhor o mundo?

O papel do professor resgata as essências da origem no que diz respeito aos estilos de aprendizagem, ou seja: cada pessoa aprende de um modo. Uns pela observação, outros pela pesquisa, outros ainda pela repetição de tarefas e ações e assim por diante.

Assim como o professor não suporta textos manuscritos por alunos onde não consegue decifrar as letras caligrafadas, ou argumentos do tipo "o meu i é assim; para mim, o p é assim", os alunos também não suportam professores que trazem suas frases feitas, como: "meu método de ensino é assim" ou "minha forma de avaliação é assim", "eu sou assim", etc.

O papel do professor na construção de competências é fundamental como agente estimulador, motivador, potencializador de competências, entendendo o aluno como cliente tanto no processo de comunicação como na relação de trabalho, oferecendo a ele o melhor produto, correspondendo às suas expectativas. E isso passa pela compreensão uniforme e harmônica das competências, das novas necessidades do mercado e, principalmente, do posicionamento uniforme da equipe de professores junto aos alunos de cada curso, para construírem juntos um conhecimento de utilidade e um relacionamento do tipo "lição de vida" para o aluno atuar efetivamente como agente de mudanças e se realizar na vida e na sociedade. Cabe a nós professores (incluindo você) a adoção de uma política de auto-questionamento e auto-avaliação em tempo real e 24h, para balizamento do referencial de conhecimentos, habilidades e atitudes como agentes, facilitadores, construtores de competências, educadores, motivadores de talentos humanos para a realização pessoal, profissional, emocional, espiritual e social. Conclusivamente, é recomendável a quebra de velhos paradigmas e a adoção de novos, compatíveis com o cenário em tela.

Dicas importantes:

1. Pare de falar "a minha classe é muito heterogênea". Graças a Deus que é, sempre foi e sempre será, aliás, cada vez mais. Seria caótico e entediante trabalhar em uma classe totalmente homogênea.

2. Pare de culpar a instituição ou o governo por sua defasagem. A informação hoje em dia é gratuita e está disponível igualmente em tempo real 24h para quem quiser procurá-la. Atualizar-se é preciso, sob pena de autodesclassificação para a continuidade e boa parte disso passa por você. Faça a sua parte.

3. Capitalize sua experiência anterior de anos em sala de aula, para construir um modelo que realmente faça a diferença positivamente

4. Utilize o ambiente Internet também para intercambiar informações,
conhecimentos e experiências. Neste exato momento, existem inúmeras pessoas
na rede, procurando alguém com sua experiência para um diálogo construtivo,
mas que não sabem que você existe.

Sandra Regina da Luz Inácio

Fonte: www.editoraopet.com.br

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