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Patricídio

 

“Que importa para a Pátria que nações superdesenvolvidas procurem, através de técnicas financeiras, entravar-lhe o progresso?”(De H. Nogueira, em meu livro “Independência! No Grito e na Raça”). Citação de 1972, naturalmente não imaginava que quatro décadas depois pudéssemos a ela acrescer: de espionagem. Sob esse clima duas grandes datas, de 5 e 3 de outubro, aos poucos vão sendo abstraídas de nosso calendário cívico. A primeira delas, na realidade justifica a falta de entusiasmo quanto às comemorações neste seu Jubileu de Prata. Considerada a 7 do Brasil, a partir da outorgada por D. Pedro, suspensa em províncias do nordeste, pela Confederação do Equador, que adotou a colombiana. A “Constituição cidadã”, como a denominou o deputado Ulysses Guimarães, está bastante desfigurada, em vista de inúmeras emendas nela aplicadas. Há dispositivos, os quais não foram reformulados pelos congressistas, mas seguem valendo, como se fossem constitucionais, inclusive pelos juristas, nomeados seus guardiões. Refiro-me ao natimorto Art. 82, que trata da sindicalização do trabalhador público, para a qual fui um dos ativistas.

Através da “Voz do Brasil”, o pres. Vargas comunicava ao povo as bases da política petrolífera nacional, estabelecidas na Lei 2.004, oriundas de mensagem de dezembro de 1951. Nascia a Petrobrás! Retrógrados, apoiados pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, logo afloraram, acusando a medida por excesso de nacionalismo, resultante de campanhas de inspiração comunista. Após sua promulgação não tardaram medidas tendentes à quebra do monopólio estatal sobre a exploração, pesquisa e lavra do petróleo. Em 72, decidia a diretoria da empresa consorciar-se às muftinacionais do ramo. Posteriormente, o gen. E. Geisel autorizou firmas estrangeiras, mediante contratos de risco, explorarem hidrocarbonetos nas nossas áreas sedimentares. Num simulacro à mexicana PelMex FHC pretendia mudar para PetroMax, encampa o entulho da ditadura e sacramenta a quebra do monopólio, contra o voto de alguns parlamentares, dentre eles quatro deputados: Gilvan Freire, José Aldemir, Luiz Clerot e WiIson Braga. O ministro César Cais, das Minas e Energia, por simples telex determinava condições de exploração por grupos do exterior.

Nesse açodado patricídio, pondo-se como vítima de espiões imperialistas, a pres. Duma torna agir em favor de cartéis internacionais. Leiloam-se petroleiras a fim de gerar superávits primários. É a morte do Brasil em marcha. Os senadores Randolfe Rodrigues, Roberto Requião e Pedro Simon tentam barrar mais esse atentado a nossa soberania, marcado para este mês. Opor-se ao leilão de Libra é a melhor homenagem que se pode prestar ao 602 aniversário da Petrobrás, como se posicionaram os brasileiros de ontem.

Inocêncio Nóbrega

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