Abaixo segue a tradução das 10 síndromes raras:
As vítimas dessa doença não sentem dores e ficam muito
mais sujeitas a sofrer acidentes porque não registram qualquer aviso
de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras.
A doença foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton
Riley e Richard Day.
Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas, a maioria dos
portadores da síndrome tende a morrer jovem, por causa de ferimentos.
Depressão extrema, em que o doente passa a acreditar que já
morreu e que todos a sua volta também estão mortos.
Em casos extremos, o sujeito começa a sentir-lhe a carne apodrecendo
e vermes passeando pelo corpo.
O nome da doença faz referência ao médico francês
Jules Cotard, que a descreveu pela primeira vez em 1880.
Também conhecida como Koro, deixa a pessoa convencida de que seus
genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos é relatada
em países da Ásia ou da África.
Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando
o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens
que acreditavam que seu órgão sexual masculino estava sumindo.
Um único caso da síndrome da redução genital foi
registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP.
O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade
de Yale, nos Estados Unidos.
Depois de olhar para alguma imagem forte, a pessoa portadora desta síndrome
perde a vista por um curto espaço de tempo.
O nome é uma referência a Ondina, ninfa das águas na
mitologia pagã européia.
A doença faz com que as vítimas percam o controle da respiração:
o portador da síndrome pode simplesmente esquecer-se de respirar e
morrer sem ar.
Foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no
mundo.
Sem referência à denominação brasileira chula
para o órgão sexual masculino, o termo vem de uma espécie
de pombo cuja característica alimentar é a de comer qualquer
coisa que veja.
O portador desta síndrome sente um apetite compulsivo por coisas não
comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo,
etc.
Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava
moedas.
Doença que provoca distorções na percepção
visual, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente
minúsculos.
O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra
inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll,
Alice no país das maravilhas, onde a protagonista, Alice, enxergava
coisas desproporcionais.
As vítimas da síndrome também vêem distorções
no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de
forma ou de tamanho.
A doença faz com que uma das mãos da vítima pareça
ganhar vida própria.
O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro
ou que passaram por cirurgias na região.
A mão do doente, à revelia de sua intenção, comete
ações que podem embaraçá-lo.
Após sofrer uma desilusão com o cônjuge, com os pais
ou com qualquer outro parente, a pessoa passa a acreditar que eles foram seqüestrados
e substituídos por impostores.
O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se
olhar no espelho, ela acredita que está vendo a imagem de um farsante.
A síndrome foi descoberta pelo psiquiatra francês Jean Marie
Joseph Capgras, que a descreveu pela primeira vez em 1923.
Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados,
como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas
exatas.
Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no
cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com
sotaque estrangeiro.
A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem
o novo idioma.
Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma
é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis
pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na
pronúncia e em outras características da fala.
Fonte: www.nautilus.com.br