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Cajueiro

 

NOME CIENTÍFICO

Anacardium occidentale L.

FAMÍLIA BOTÂNICA

Anacardiaceae

CARACTERÍSTICAS GERAIS

O caju, fruto do cajueiro, tem duas partes: o fruto propriamente dito, que é a castanha, e o pseudofruto, chamado cientificamente pedúnculo floral, que é a parte comumente vendida como a fruta. São conhecidas cerca de vinte variedades de caju, classificadas segundo a consistência da polpa, o formato, o paladar e a cor da fruta (amarela, vermelha ou roxo-amarelada, dependendo da variedade).

Quando ainda verde, o caju é chamado de maturi e é muito usado na cozinha do Nordeste no preparo de picadinhos e refogados. É muito rico em vitamina C e contém ainda, em quantidades menores, vitaminas A e do complexo B.

Além de ser consumido ao natural, o caju pode ser preparado em forma de suco simples (cajuada) ou sorvetes, doces em calda ou pasta, licores, vinhos, xaropes e vinagres. Combinado com cachaça ou gim, vira o conhecido “caju-amigo”, servido como aperitivo. Depois de extraído o suco, sobra o bagaço do caju, muito rico em celulose, que pode ser usado na cozinha como nas famosas “frigideiras” nordestinas – uma variação de fritada.

O caju bom para o consumo deve estar bem fresco. A casca deve ter cor firme (segundo a variedade), sem manchas ou machucados. Como é uma fruta muito fácil de estragar, deve ser consumido no mesmo dia da compra. Se estiver bem firme, pode ficar guardado na geladeira por dois dias, no máximo.

CAJU ( ANACARDIUM OCCIDENTALE L. )

O cajueiro ocupa lugar de destaque entre as plantas frutíferas tropicais, em face da crescente comercialização dos seus produtos principais, a amêndoa e o líquido contido no mesocarpo da castanha. O caju é na verdade um pseudofruto, uma vez que a castanha é que o verdadeiro fruto, uma drupa, cuja a semente é comestível. O que chamamos de fruto é na verdade o pedúnculo que desenvolveu de modo diferente, cujas cores variam do amarelo ao vermelho.

Do caju tudo é aproveitado, o suco, o bagaço, castanha, a casca da árvore, folhas, flores e a madeira. Entretanto é amêndoa tostada do caju, o artigo de grande interesse no mercado mundial, devido ao seu elevado valor nutritivo. Esta pode ser consumida ao natural com sal ou não, ou usada no preparo de doces,farinhas, etc.

A amêndoa é responsável por cerca de 1/3 do castanha, a sua análise revela um teor de óleo de 55 a 60%, 15 a 205 de proteínas e em torno de 5% de açúcares.

É excelente fonte de vitamina C, sendo que os frutos amarelos são mais ricos nesta vitamina. Pode ser utilizado na medicina caseira, como vermífugo, diurético e antiinflamatório. A medicina caseira recomenda-se a decocção das folhas por 10 minutos para banhar cicatrizes e inflamações.

FAMÍLIA

Anacardiaceae

CLIMA

planta tropical, com melhor adaptação ao litoral nordestino. As condições ótimas são

Temperaturas entre 22 a 32 o C

LUMINOSIDADE

Sol pleno (2600 hs/ano)

PRECIPTAÇÃO

Acima de 1200 mm/ano 3 a 4 meses estiagem (florescimento e frutificação)

Altitude > 600 m è fator limitante

SOLO

planta de alta rusticidade, porém não prospera em solos rasos e muito argilosos.

Prefere os profundos, férteis, areno-argilosos

PORTE

Médio a alto, 1,2 a 2,0 m de altura

PROPAGAÇÃO

Semente, estaquia e enxertia

CALAGEM

Se necessário aplicar calcário em quantidade suficiente para elevar V2 = 60 %

ADUBAÇÃO DE PLANTIO

20 L esterco de gado, 500 g Superfosfato simples,300 g Cloreto de Potássio postos na cova 1 m antes do plantio

F COVA

60 cm profundidade x 60 cm diâmetro

ESPAÇAMENTOS

10 x 10 m 6 x 6 m (caju anão)

VARIEDADES

Caju banana, caju manteiga. Não existem cultivares comerciais, sendo cultivado os seguintes tipos: amarelo, vermelho e maçã.

CONSORCIAÇÃO

Para baratear os custos de formação e proteger o solo, recomenda-se intercalar cultura como: mandioca, gergelim, manona, sorgo, algodão herbáceo, girassol, de preferência leguminosas, feijão, amendoim, etc.

PODAS

Formação, limpeza e frutificação

PRAGAS

Mosca branca, broca das pontas, trips, besouros amarelo e vemelho, ácaros, vaquinha, percevejos, broca do caule e lagarta verde

DOENÇAS

Antracnose, oídio, mancha das folhas

PRODUÇÃO

Inicia no 2o ano, mas economicamente a partir do 3o ano com 10 a 15 kg/pé. A colheita é feita entre 60-75 dias após a floração. No 60 ano atinge 50-70 kg/pé.

CASTANHA DE CAJU

O caju é segunda fruta com maior área plantada no Brasil, ocupando uma área de 704 mil hectares, perdendo da laranja, que ocupa mais de 803 mil hectares e ganhando da banana, que ocupa mais ou menos 505 mil hectares.

As lavouras de cajueiros estão concentradas no Nordeste, principalmente nos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e do Piauí, em regiões muito secas e de terras arenosas, nas quais o cajueiro tem extraordinária adaptação.

Uma curiosidade a respeito do caju é que aquilo que chamamos de fruta é na verdade o pedúnculo, ou seja, o talo que prende a fruta ao galho e que, estranhamente, no caju é carnudo, saboroso e aromático. O fruto propriamente dito é o que nós chamamos de castanha de caju, cuja produção, aliás, é a principal finalidade das lavouras, uma vez que mais de 90% dos cajus-fruta não são aproveitados, apodrecem na roça, debaixo das árvores.

O cajueiro é nativo do Brasil e ocorre naturalmente não apenas no Nordeste como também nas regiões de cerrado do Brasil Central e da Amazônia e o seu cultivo através das modernas técnicas de desenvolvidas pela Embrapa oferece ótima produtividade e abre perspectivas de retomada de espaço no mercado internacional, hoje dominado pela Índia, porque estudos feitos junto aos consumidores do Primeiro Mundo mostram que a castanha de caju é a mais apreciada entre todas as nozes e amêndoas.

A CULTURA DO CAJU

O cajueiro é uma planta brasileira, amplamente distribuída pelo litoral nordestino. Desde a época do descobrimento, os índios já consumiam o caju como fruta fresca ou bebida fermentada. Pertence à família Anacardiceae, é perene e apresenta crescimento contínuo, podendo atingir até 20m de altura. O pedúnculo (falso fruto) é o que se consome ao natural. De coloração amarela ou vermelha, possui de 180 a 230mg de vitamina C por 100g de suco.

É rico também em cálcio, ferro e fósforo, sendo utilizado para sucos concentrados, doces em massa, compota e desidratados. A amêndoa do caju (fruto verdadeiro), quando torrada, tem alto valor no mercado internacional. Da castanha (amêndoa e casca), extrai-se o fino óleo de amêndoas, de uso cosmético, medicinal e culinário.

CULTIVARES

Comum (Amarelo, Vermelho ou Mesclado) e Anão Precoce.

CLIMA E SOLO

Planta tipicamente tropical. Prefere regiões de alta temperatura e elevadas precipitações. A temperatura média ideal é de 27ºC, com mínimas superiores a 22ºC. É sensível ao frio e a geadas, principalmente quando jovem; plantas adultas apresentam redução de floração/frutificação nessas condições. É favorecido por precipitações anuais de 800 a 1.500mm, distribuídos de 5 a 7 meses, mais uma estação seca para florescimento. O vento é prejudicial; mesmo sendo o principal agente polinizador, quando intenso, causa queda de flores. Os solos mais indicados são os leves, profundos e bem drenados.

PRÁTICAS E CONSERVAÇÃO DO SOLO

Plantio em nível. Manter cobertura vegetal rasteira no período chuvoso, sempre roçada. Em declividades superiores a 6%, fazer terraços. Se superiores a 15%, fazer patamares.

PLANTIO

Semeadura direta no início da estação chuvosa. Realizar o desbaste após 60 a 90 dias, deixando-se a muda mais sadia e vigorosa. Quando necessário, o replantio é feito por meio de mudas preparadas em sacos plásticos e de mesma idade das plantas no campo. Para aumentar a uniformidade das plantas, podem-se utilizar mudas enxertadas.

ESPAÇAMENTO

7 x 7m para o cajueiro-anão e 10 x 8m para o cajueiro-comum.

MUDAS NECESSÁRIAS

204 por hectare (anão) e 125 por hectare (cajueiro-comum).

COVAS

40 x 40 x 40cm, preparadas 1 mês antes do plantio.

CALAGEM E ADUBAÇÃO

Elevar o índice de saturação por bases a 60%.

Adubação de plantio: Aplicar, na cova, 0,5kg de calcário dolomítico, 20 litros de esterco de curral curtido, 80g de P2O5 e 30g de K2O e, cobertura, aos 30 e 60 dias do plantio, 20g de N por planta.

Adubação de frutificação: No 2º, 3º e 4º anos, aplicar 50, 60 e 100g de N; 50 a 70, 60 e 90g de P2O5; 30 a 90, 90 a 120 e 50 a 150g de K2O por planta e por ano, respectivamente, em função da análise de solo. Aplicar todo o fósforo e 1/3 de N e do K2O no início das chuvas; aplicar o restante do N e do K2O em duas parcelas, logo após o inverno e no início da frutificação. Do 5º ano em diante, aplicar 120g de N, 30 a 90g de P2O5, 50 a 150g de K2O por planta e por ano, em função da análise de solo.

CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS

Broca-das-pontas: deltramethrin e retirada e queima dos galhos afetados; mosca-branca: parathion methyl; lagarta-das-folhas e tripes: piretróide, organofosforado, deltamethrin e antracnose: oxicloreto de cobre e ziram, em pulverizações quinzenais do início da brotação (agosto) a maio; oídio: enxofre

PODA

Poda severa nos ramos, em julho e agosto, para redução do porte da planta, limpeza e arejamento.

OUTROS TRATOS CULTURAIS

Capinas na fase de formação, se houver consorciação de culturas; em pomares adultos, roçada mecânica, seguida de coroamento manual; podas e desbrotas para orientar o crescimento (evitar galhos muito baixos).

COLHEITA

Dezembro a maio, manual. Colher os frutos caídos e retirar as castanhas. Se o caju se destina à industrialização, colher frutos maduros nas próprias plantas.

PRODUTIVIDADE NORMAL

Cajueiro Comum: 900 kg/ha de castanha e 9 t/ha de frutos

Cajueiro Anão: 1.300 kg/ha de castanha e 13 t/ha de frutos, ambos após estabilização da produção; início de produção: 3º ao 5º ano para cajueiro comum e 10 a 18 meses para cajueiro anão precoce.

CULTURAS INTERCALARES

Culturas anuais, até o 5º ano, para o cajueiro comum; preferir leguminosas.

COMERCIALIZAÇÃO

Frutos para mercado interno, em gavetas de papelão; polpa congelada e castanha de caju torrada.

Fonte: www.todafruta.com.br

Cajueiro

O Cajú tem um sabor e aroma agradável, o caju é uma fruta perfeita para colorir, perfumar, enriquecer e diversificar pratos da culinária tropical. A referência sensorial e nutricional da amêndoa e da polpa suculenta faz desta uma das frutas nativas de maior potencial para a exploração sustentada no território brasileiro.

O pedúnculo ou pseudofruto do cajueiro é consumido pelo sabor especial e pelo alto valor nutritivo, relacionado, principalmente, ao elevado teor de vitamina C.

O nome caju é oriundo da palavra indígena "acaiu", que, em tupi, quer dizer "noz que se produz".

O cajueiro é uma planta rústica, típica de regiões de clima tropical. Na amazônia tropical, as árvores apresentam porte bastante elevado; nos estados do Nordeste brasileiro, a principal espécie de ocorrência é o Anacardium occidentale L., cujas árvores apresentam pequeno e médio porte.

Nas regiões de cerrado do Brasil Central as espécies nativas podem apresentar porte médio, como o cajueiro-arbóreo-do-cerrado (A. othonianum), porte arbustivo, como o cajueiro-do-campo (A. humile) ou até porte rasteiro (A. nanum e A. corymbosum).

As espécies do cerrado produzem pseudofrutos aromáticos conhecidos como cajuí, caju-do-campo, cajuzinho-do-campo, caju-do-cerrado, caju-rasteiro, caju-de-árvore-do-cerrado, que possuem sabor muito agradável e tamanho bem menor do que o caju produzido no Nordeste.

Conforme os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela Embrapa e por outras instituições de pesquisa, o pedúnculo de caju é rico em vitamina C, fibras e compostos fenólicos. Além do potencial vitamínico, estes compostos conferem potencial antioxidante à polpa do caju.

Esta propriedade biológica está associada à prevenção de doenças crônico-degenerativas, como problemas cardiovasculares, câncer e diabetes, que avançam a cada ano, superando estatísticas e preocupando as lideranças governamentais da área de saúde.

O aumento das doenças crônico- degenerativas está associado ao aumento da expectativa de vida da população e às características da vida moderna, como mudanças de hábitos alimentares, sedentarismo e poluição.

A necessidade de aumento do consumo de frutas tem sido uma recomendação crescente da Organização Mundial da Saúde, visando à prevenção do desenvolvimento das doenças crônico-degenerativas. De acordo com resultados de pesquisas realizadas no Brasil, pela Embrapa, e fora do Brasil, o caju é um forte candidato para acrescentar saúde, sabor e beleza na mesa tropical.

Assim como acontece no Nordeste do Brasil, na região Centro-Oeste a castanha de cajuí também é aproveitada para a produção da amêndoa, depois de descascada e torrada.

As amêndoas de caju são ricas em proteínas e lipídeos. Na fração oleosa, predominam os ácidos graxos oléico (60,3%) e linoléico (21,5%), que são gorduras insaturadas e apresentam boa estabilidade, o que é uma característica desejável, tanto para a saúde humana quanto para a tecnologia de alimentos.

Segundo a Tabela de Composição de Alimentos apresentada por Franco (1992), as amêndoas ainda são ricas em vitamina B1 (1000 micrograma/100g); vitamina B2 (560 micrograma/100g); vitamina PP ou niacina (4,5 mg/100g); fósforo (575 mg/100g) e ferro (5,6 mg/100g).

O líquido da casca da castanha de caju (LCC) é muito empregado na indústria química para a produção de polímeros que são utilizados na produção de matérias plásticas, isolantes e vernizes. Este óleo é constituído principalmente por compostos fenólicos, como os ácidos anacárdicos.

As propriedades biológicas dos ácidos anacárdicos têm merecido atenção especial nos últimos anos, por se apresentarem como inibidores de enzimas medicinalmente importantes, além de compreenderem propriedades antimicrobianas, anticoagulante e antitumor.

Estes compostos fenólicos, que estão presentes nos pedúnculos e nas amêndoas, em pequenas quantidades, representam até 25% do peso da casca da castanha de caju, de onde são extraídos para o aproveitamento industrial.

Fonte: www.sitecurupira.com.br

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