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Mogno

 

Taxonomia e Nomenclatura

De acordo com o Sistema de Classificação de Cronquist, a posição taxonômica de Swietenia macrophylla obedece à seguinte hierarquia:

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)

Classe: Magnoliopsida (Dicotyledonae)

Ordem: Sapindales

Família: Meliaceae

Sub-Família: Swietenioideae

Gênero: Swietenia

Espécie: Swietenia macrophylla King

Publicação: Hook. f., Icon, pl. 16:t. 1550, 1886.

Sinonímia botânica: Swietenia candollei

Pittier (1920); Swietenia tessmannii

Harms (1927); Swietenia krukovii Gleason

(1936); Swietenia belizensis Lundell

(1941); Swietenia macrophylla var. marabaensis Ledoux & Lobato (1972).

Nomes vulgares por Unidades da Federação: no Acre, cedro-i e mogno; no Amazonas, aguano, araputanga, cedro-i e mogno-brasileiro; em Mato Grosso, araputanga e mogno, e no Pará, cedro-i, cedrorana e mogno.

Nomes vulgares no exterior: na Bolívia, mara; no México, caoba; no Peru, caoba, e na Venezuela, orura.

No comércio internacional é conhecido por mahogany. Nos países de língua francesa é conhecido por acajou e nos de língua espanhola por caoba.

Etimologia: o nome genérico Swietenia é em homenagem ao médico holandês Gerard van Swieten; o epíteto específico macrophylla significa folha grande.

Descrição

Forma biológica: árvore perenifólia a decídua. As árvores maiores atingem dimensões próximas de 70 m de altura e 3,50 m de DAP (diâmetro à altura do peito, medido a 1,30 m do solo), na idade adulta. Uma árvore derrubada, no sul do Pará, forneceu 25 m3 de madeira.

Tronco: é ereto, levemente acanalado e com raízes tabulares na base. O fuste é retilíneo e cilíndrico, e sem ramos até 27 m de comprimento. Apresenta expansões laterais bem formadas na base do tronco, de 2 m a 3 m de comprimento, raízes tabulares ou sapopemas.

Ramificação: é dicotômica. A copa é estreita, com folhagem densa e fortemente verde. Os râmulos são cilíndricos, glabros e com lenticelas.

Casca: apresenta espessura de até 25 mm. A superfície da casca externa ou ritidoma é áspera, pardo-avermelhado-escura a castanho-clara, com escamas planas, separadas por profundas fissuras.

Quando jovem - por exemplo 6 anos - a casca é fina, parda, com manchas esbranquiçadas e provida de grande número de lenticelas e cicatrizes deixadas pelas folhas caídas. A casca interna é rosada ou avermelhada. Quando cortada, tem gosto muito amargo e adstringente.

Folhas: são compostas, arranjadas em espiral nos ramos, paripinadas, medindo de 25 a cm 45 cm de comprimento. Apresenta 8 a 12 folíolos que medem de 7 cm a 15 cm de comprimento por 3,5 cm a 6 cm de largura.

Esses folíolos são opostos, ás vezes alternos, oblongos-elípticos ou oblongo-ovados, glabros, ondulados, margem inteira (sendo o ápice filamentoso e de consistência membranácea ou subcoriácea, acuminado), fortemente assimétricos na base (que é mais ou menos arredondada), sem estipulas. Quando secos, são negro-azulados. Em cima, são oliváceos, nitídulos e levemente reticulados.

Embaixo, são acastanhados e com retículo obsoleto. Os peciólulos medem de 1 cm a 2 cm de comprimento e o pecíolo, 7 cm a 9 cm.

Inflorescências: apresentam-se em tirsos axilares densos, piramidados e medem de 15 cm a 25 cm de comprimento.

Flores: são unissexuais, mas com vestígios bem desenvolvidos de sexos opostos. Apresentam flores de ambos os sexos na mesma inflorescência. As flores masculinas são mais abundantes que as femininas e têm perfume bastante agradável. São também actinomorfas, medindo de 6 mm a 8 mm de diâmetro.

O cálice é verde-amarelado e muito pequeno. Já as flores femininas são muito parecidas com as masculinas, mas com as anteras muito pequenas, indeiscentes e sem pólen. As flores dessa espécie são frágeis, facilmente destacáveis e caem, espontaneamente, em grande quantidade.

Fruto: é uma cápsula lenhosa e ovóide, medindo de 10 cm a 22 cm de comprimento e 6 cm a 10 cm de largura. É ereta e seca, com deiscência septifraga e de coloração marrom, semelhante à de Cedrela, mas muito maior. É grossa, pentacapsular e provida de crassíssima coluna central prismática, contendo aproximadamente 40 sementes. Válvulas capsulares (seções lenhosas) podem ser encontradas, com freqüência, embaixo das árvores (PARROTA et al., 1995).

Sementes: são aladas, vermelho-pardacentas, leves, quase do comprimento do fruto, medindo de 8 mm a 25 mm de comprimento, 8 mm a 10 mm de largura e 3 mm a 4 mm de espessura (sem asa), com núcleo seminífero basal.

Biologia Reprodutiva e Eventos

Fenológicos

Sistema sexual: essa espécie é monóica, mas freqüentemente dióica, com flores funcionalmente masculina ou feminina (PENNINGTON & SARUKHÁN, 1998).

Vetor de polinização: abelhas e mariposas são polinizadores comuns de árvores da família do mogno, Meliaceae, mas ainda não se sabe exatamente quais espécies, e se alguma serve esporadicamente ao mogno.

Floração: de agosto a setembro, no Acre e no Estado do Amazonas, e de agosto a outubro, em Tocantins (AMARAL, 1981). Introduzido no Estado de São Paulo, floresce de outubro a janeiro.

Frutificação: os frutos amadurecem de junho a julho, no Estado do Amazonas, de julho a outubro, no Acre e de agosto a setembro, em Mato Grosso e no Pará. O desenvolvimento dos frutos demora cerca de 1 ano. Os indivíduos começam a frutificar com regularidade, a partir de 15 anos de idade (LAMPRECHT, 1990).

Introduzido no Estado de São Paulo, frutificou de julho a novembro; no Espírito Santo, em agosto (JESUS & RODRIGUES, 1991) e em Minas Gerais, em setembro (LEMOS FILHO & DUARTE, 2001).

Dispersão de frutos e sementes: a queda de sementes ocorre durante o meio e o final da estação seca. A chuva de sementes adquire um formato parabólico, a partir da árvore que está frutificando. A distância de dispersão pode ser maior, onde os ventos são comuns.

No México, na península de Yucatán – onde os furacões ocorrem com certa regularidade – foi observada uma área de 4 ha (em forma de funil) coberta, parcialmente, por sementes de uma única árvore adulta.

Na Bolívia, foi observada uma distância média de dispersão de 32 m a 36 m em torno das árvores adultas (distância máxima observada igual a 80 m), com uma área de dispersão de 2 ha.

No sul do Pará, as sementes do mogno têm sido dispersadas além de 1 km das árvores-mães, sendo transportadas pelos ventos fortes do final da estação seca. Essas sementes freqüentemente escapam da predação.

A água é também considerada como importante mecanismo de dispersão (GULLISON et al., 1996).

Na Bolívia, onde o mogno geralmente é encontrado ao longo de antigos cursos de rios, em que provavelmente seu estabelecimento tenha ocorrido após grandes enchentes. Nesses locais de ocorrência, as sementes têm sido observadas flutuando e retendo a capacidade de germinação até 10 dias após a embebição.

No sul do Pará, no início da estação chuvosa, observaram-se sementes de mogno não germinadas sendo transportadas pela água, rio abaixo, a distâncias consideráveis.

Características da Madeira Massa específica aparente (densidade): a madeira do mogno é moderadamente densa (0,48 g.cm-3 a 0,85 g.cm-3 ) entre 12 % a 15 % de umidade (PEREIRA & MAINIERI, 1957; LOUREIRO & SILVA, 1968b; CHIMELO et al., 1976; MAINIERI & CHIMELO, 1989).

Cor: quando recém-cortado, o cerne é castanho-claro, levemente amarelado, escurecendo do castanho uniforme para o castanho mais intenso. O alburno é estreito e bem contrastado, branco-amarelado ou quase incolor.

Características gerais: a grã usualmente é direita ou ligeiramente irregular (diagonal). A textura é média e uniforme. O cheiro é indistinto e o gosto levemente amargo. A superfície é lustrosa, com reflexos dourados, e geralmente lisa ao tato; com cheiro imperceptível.

Durabilidade natural: a madeira de mogno é considerada de resistência moderada ao apodrecimento e alta ao ataque de cupins de madeira seca. Em contato com o solo e a umidade, apresenta baixa durabilidade.

Preservação: em tratamento sob pressão, a madeira de mogno é pouco permeável à penetração de soluções preservantes.

Trabalhabilidade: a madeira de mogno é fácil de trabalhar, recebendo acabamento um tanto esmerado.

Outras Características: o mogno apresenta variações consoante à natureza do habitat da árvore. Em terreno um tanto seco, o lenho é mais duro e compacto; em locais permanentemente úmidos, mostra-se macio e menos ornamentado; nas capoeiras, é mais vermelho e duro. É excelente produtor de madeira, considerada uma das mais caras do mundo para móveis finos.

A madeira mais estimada no comércio é a de textura fina, coloração forte e desenhos pronunciados. O nome mogno é aplicado a várias outras madeiras. O mognoafricano (espécies do gênero Khaya) é indevidamente similar ao genuíno mogno, mas é de menor qualidade.

O nome mogno-filipino, uma mistura de várias espécies da Família Dipterocarpaceae dos gêneros Shorea e Parashorea, somente superficialmente assemelha-se ao mogno verdadeiro. A descrição anatômica da madeira dessa espécie pode ser encontrada em Chimelo et al (1976). As características físicas e mecânicas da madeira dessa espécie podem ser encontradas em Pereira & Mainieri (1957).

Fonte: www.cnpf.embrapa.br

Mogno

Nomes Populares: mogno, aguano, araputanga, cedro-i, mogno-brasileiro.

Sinonímia Botânica

Swietenia krumkovii Gleason,

Swietenia tessmannii Harms,

Swietenia candollei Pittier,

Swietenia belisensis Lundell

Características Morfológicas

Altura de vinte e cinco a trinta metros, com tronco de cinquenta a oitenta centímetros de diâmetro.

Folhas compostas de oito a dez folíolos de sete a quinze centímetros de comprimento.

Mogno

Ocorrência

Toda a região amazônica, sendo entretanto particularmente frequente na região sul do Pará.

Mogno

Madeira

Moderadamente pesada (densidade 0,63 g/cm3), dura, de resistência moderada ao apodrecimento e alta ao ataque de cupins de madeira seca. Apresenta baixa durabilidade quando em contato com o solo e umidade.

Mogno

Fenologia

Floresce durante os meses de novembro-janeiro. Os frutos iniciam a maturação no mês de setembro, prolongando-se até meados de novembro.

Utilidade

A madeira é indicada para mobiliário de luxo, objetos de adorno, painéis, lambris, réguas de cálculo, esquadrias, folhas faqueadas decorativas e laminados, contraplacados especiais, acabamentos internos em construçãoo civil como guarnições, venezianas, rodapés, usada com sucesso na arborização de parques e grandes jardins.

Apresenta bom desenvolvimento na região centro-sul do país.

Fonte: www.clubedasemente.org.br

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