A castanheira (Bertholletia excelsa), também conhecida como castanha-do-Brasil, é a mais famosa espécie de árvore nativa da Amazônia. É encontrada em vários países da América do Sul, como Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Suriname, Guiana Francesa e Guiana, mas as maiores concentrações estão na Amazônia Brasileira.
A espécie ocorre em todos os estados da Amazônia Legal (Acre,
Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia,
Roraima, Tocantins), sendo que os estados do Pará, Mato Grosso, Amazonas,
Acre e Maranhão concentram as maiores populações de castanheiras.
Árvore de grande porte, a castanheira chega a atingir até 60
metros de altura e diâmetro, na base, superior a 4 metros. A castanheira
é encontrada em matas de terra firme, muitas vezes formando agrupamentos,
mais ou menos extensos, conhecidos como castanhais, onde se encontram associadas
a outras espécies de árvores de grande porte.

Os frutos, conhecidos como ouriços, são lenhosos, esféricos,
atingindo entre 10 e 15 centímetros de diâmetro, pesando até
1,5 kg, e contendo até 25 sementes. Diversas espécies de fauna,
incluindo pássaros e mamíferos (como roedores e primatas), utilizam-se
destas sementes para seu alimento.
A castanha (semente da castanheira) é um alimento muito rico. Quando
desidratada, possui cerca de 17% de proteína e seu teor de gordura
chega a 67%. Além de ser consumida in natura, a castanha pode ser utilizada
para produção de óleo que tem várias aplicações,
como na gastronomia, fabricação de sabonetes, de cosméticos
e até como lubrificante.
Desde o século 19, a castanheira é muito importante para a economia
da região amazônica. Utilizada para a alimentação
de comunidades tradicionais, povos indígenas e seus animais domésticos,
a castanha chegou a ser um dos principais produtos do extrativismo regional,
ocupando grande contingente de mão-de-obra – nos castanhais e
nas cidades, onde o produto era beneficiado.
Hoje em dia, a castanha-do-Brasil ainda é um importante produto do
extrativismo regional, principal fonte de renda para inúmeras comunidades,
mas a produção vem caindo por causa do desmatamento. A maior
parte da produção brasileira de castanha é exportada
para os Estados Unidos e países europeus, como Alemanha, Inglaterra
e Itália.
A madeira da castanheira é considerada excelente para aproveitamento
industrial. Em geral, a árvore apresenta um tronco reto, muito regular
da base da árvore até sua copa. Sua madeira é muito resistente,
de fácil processamento, e considerada bonita, podendo ser utilizada
para a construção civil e naval, assim como para a fabricação
de pisos, forros, painéis decorativos, embalagens e compensados.

Estas características levaram à intensa exploração
da espécie, à depredação dos estoques naturais,
destruição de castanhais nativos e até à sua extinção
em algumas localidades da Amazônia. Por esta razão, o corte de
castanheiras nativas foi proibido por decreto federal em 1994 (Decreto 1.282,
de 19 de outubro de 1994).
No entanto, ainda hoje a espécie é muito explorada de forma
ilegal. Extensos castanhais nativos continuam a ser destruídos, colocando
a espécie sob uma pressão cada vez maior e destruindo a economia
de muitas comunidades.
Além da exploração ilegal da madeira, o desmatamento
desenfreado provocado pelo avanço da fronteira agrícola (especialmente
soja e pastagens) em estados como Mato Grosso, Pará e Rondônia,
tornam a espécie e os castanhais cada vez mais ameaçados.
A conservação da espécie depende, portanto, da adoção
de medidas efetivas para coibir a exploração ilegal de madeira
das castanheiras e o desmatamento ilegal.
O fortalecimento das instituições públicas que combatem o crime ambiental e a criação de unidades de conservação em áreas de florestas com castanhais nativos são cruciais para a manutenção da espécie e dos ambientes naturais onde ela ocorre.
Fonte: greenpeace.org.br
Castanha-do-pará, castanha, castanheira, castanha-verdadeira, castanha-do-brasil, dentre outros.
"Bertholletia excelsa H.B.K. "
Altura de 30-50 m, excepcionalmente 60 m, com tronco de 100-180 cm de diâmetro, tendo com ocorrência os Estados de RO, AC, AM, PA e norte de GO e MT, sendo que seu fruto possui de 15-24 sementes (castanhas).
Floresce nos meses de Nov-Fev a maturação dos frutos no mês de Dez-Mar.
Obtenção de sementes: Colher os frutos no chão após a queda, retirando as sementes do invólucro, sendo que 1 quilograma contém 70 unidades.
Fonte: www.polmil.sp.gov.br