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Cabreúva

 

Nome científico: Myrocarpus Frondosus

Nome em português: Cabreuva

Nome popular: Cabreúva-vermelha, bálsamo(MG, MS), cabreúva, óleo-vermelho, óleo-cabreúva(SP), sangue-de-gato.

Características Gerais

Altura de 10-20 m, com tronco de 60-80 cm, tendo com ocorrência os Estados da BA e ES e zona da mata de MG.

O que é

A Cabreúva - Myroxylon peruiferum, é uma planta da família das fabáceas, usada medicinalmente como anti-inflamatório e expectorante peitoral.

Uma de suas utilidades é o “bálsamo de tolu”, quando o tronco fornece, por lesão, uma substância aromática empregada em perfumaria, de propriedades estimulante, tônica e expectorante.

Ela costuma florescer de julho a setembro, e a dar seus frutos entre outubro e novembro.

Não é uma árvore fácil de vingar e crescer. Já no campo, seu crescimento é considerado moderado.

A espécie tem ainda madeira pesada e dura. Apesar disso, apresenta alta resistência ao apodrecimento.

Em função dessas características, é empregada também na confecção de mobiliário, revestimentos decorativos, produção de folhas laqueadas e peças torneadas, entre outros usos.

Ocorre tanto no interior da mata primária densa, como nas formações secundárias.

Características da Madeira:

Massa específica aparente: a madeira da cabriúva é densa (0,77 a 1,18 g/cm3), a 12% de umidade no Brasil (Pereira & Mainieri, 1957; Ibama, 1997; Paula & Alves, 1997).

Na Argentina, a massa específica aparente varia de 0,79 a 0,85 g/cm3 (Labate, 1975; Arboles..., 1993).

Cor:

Alburno amarelo-pálido, nitidamente diferenciado do cerne. Cerne variável, do pardo-claro-rosado ao pardo-escuro-rosado ou acastanhado, uniforme.

Características gerais:

Superfície lisa ao tato e pouco lustrosa, eventualmente de aspecto fibroso, atenuado; textura média, tendendo a fina, uniforme; grã irregular ou ondulada. Cheiro característico, pouco ativo, agradável e gosto imperceptível.

Cabreúva
Cabreúva

Cabreúva
Cabreúva

Durabilidade natural:

Madeira resistente ao ataque de organismos xilófagos e com boa durabilidade. Escurece logo quando exposta a intempéries. Estacas de cerne desta espécie mostraram ser resistentes a fungos e a cupins (Cavalcante et al., 1982). A vida média da madeira de cabriúva em contato com o solo é inferior a doze anos (Rocha et al., 2000).

Preservação:

Apresenta baixa permeabilidade às soluções preservantes quando submetida a impregnação sob pressão. A madeira não é tratável com creosoto (óleo solúvel) e nem com CCA-A, hidro solúvel (Ibama, 1997).

Trabalhabilidade:

Fácil de serrar, cepilhar, tornear, obtendo-se superfícies lisas, com acabamento de qualidade, possibilitando facilidade de polir e envernizar (Celulosa Argentina, 1975).

Outras Características

A madeira da cabriúva apresenta boa maleabilidade e alcança bons preços no mercado nacional e internacional. Contudo, não aceita prego (Ibama, 1997).

Caracteres anatômicos, propriedades físicas e mecânicas da madeira desta espécie são encontrados em Pereira & Mainieri (1957) e em Mainieri & Chimelo (1989)

Fonte: cabreuva.mmcparket.com

Cabreúva

É uma das espécies florestais mais conhecidas do Sul do Brasil devido à utilização de sua madeira para diversos fins como, mourões, dormentes, vigas para pontes, além da utilização como revestimento decorativo em lambris e painéis.

A boa qualidade de sua madeira favoreceu a sua grande exploração, o que levou a sua escassez.

Assim como muitas outras espécies nativas, não apresenta silvicultura definida, necessitando de pesquisas para a definição de parâmetros de produção sustentável (Carvalho, 1994).

De ocorrência natural na Argentina (nordeste), Paraguai (leste) e Brasil, desde o sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, Myrocarpus frondosus atinge grandes dimensões, destacando-se entre as espécies nativas de maior produção comercial de madeira, alcançando bons preços no mercado (Lorenzi, 1992; Brena & Longhi, 1998).

Ocorre em altitudes de 60 a 1000 m, em solos profundos e úmidos, com drenagem boa e textura franca a argilosa (Carvalho, 1994). Freqüentemente é encontrada no fundo dos vales, nos inícios das encostas ou locais com solos úmidos.

Trata-se de uma espécie secundária tardia, semi-heliófita, necessitando de sombreamento moderado. Medianamente tolerante ao frio (Carvalho, 1994). Reitz et al. (1983) a classificam-na como heliófita e pioneira, e Longhi (1995) como espécie secundária-tardia, passando a clímax.

Aparece como espécie emergente do dossel superior na floresta primária. Entretanto, não apresenta regeneração neste ambiente. Regenera-se naturalmente em áreas abertas, podendo-se observar sua presença em capoeiras e matas secundárias (Lorenzi, 1992). Reitz et al. (1983) também concordam que sua regeneração na mata densa e desenvolvida não é muito acentuada, preferindo locais com certa luminosidade.

Por isso é observada em capoeirões, pastos ou matas secundárias e, segundo Carvalho (1994), principalmente em fundos de vales e início de encostas menos íngremes. Myrocarpus frondosus produz grande quantidade de sementes, com disseminação pelo vento de seus frutos alados, com germinação rápida e uniforme.

Entretanto, deteriora-se rapidamente, perdendo integralmente seu poder germinativo em 3 meses em câmara fria (Inoue et al., 1984). Apresenta brotação após o corte, e desrama natural deficiente, devendo ser manejada (Carvalho, 1994).

Este trabalho apresentou como objetivo caracterizar quatro povoamentos naturais de Myrocarpus frondosus (cabreúva), em diferentes estágios de crescimento, localizados na região central do Rio Grande do Sul.

Fonte: revista.inf.br

Cabreúva

Cabreúva - Myrocarpus Frondosus

Arvore da família das Leguminosas Papilionáceas, a cabreúva atinge grande porte.

A sua resina e a seiva são empregadas contra doenças pulmonares.

Com o nome de cabreúva também se designa uma bebida feita à base de açúcar, cachaça e gengibre

Cabreúva
Cabreúva

Cabreúva
Cabreúva

Cabreúva
Cabreúva

Fonte: plantas-medicinais.me

Cabreúva

Cabreúva - Myrocarpus frondosus

Descrição

Árvore da família das Leguminosas Papilionáceas, a cabreúva atinge grande porte.

A sua resina e a seiva são empregadas contra doenças pulmonares.

Com o nome de cabreúva também se designa uma bebida feita à base de açúcar, cachaça e gengibre.

Árvore até 17m; extremidade dos ramos glabrescente, acinzentada, lenticelas diminutas, numerosas, conspícuas; folha composta, imparipinada, alterna, dística, estípula caduca, pecíolo com pulvino, estriado, 3,5 X 0,1cm, glabro, base espessada, nigrescente no material seco, peciólulo canaliculado, rugoso, 0,3 X 0,1cm, glabrescente, nigrescente no material seco, folíolos 5-7, alternos, dísticos, lâmina oboval ou oboval-elíptica, ápice agudo a acuminado, base assimétrica, levemente truncada, 10,5 X 4cm, margem inteira, levemente ondulada, membranácea, venação camptódroma, 7 pares de nervuras secundárias, pouco conspícuas, venação teciária formando retículo, pouco conspícuo, face adaxial glabra, abaxial glabrescente, pontuações translúcidas, numerosas, dispersas por toda lâmina, visíveis contra a luz.

Distribuição: sudoeste do Paraguai e norte da Argentina, Bahia até Rio Grande do Sul; em florestas estacionais, decidual e semidecidual, floresta ombrófila densa, floresta ombrófila mista.

Contra-indicações/cuidados:

Não encontrados na literatura consultada. Porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Efeitos colaterais:

Não encontrados na literatura consultada. Porêm nenhuma planta deve ser consumida em excesso.

Referência

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

Fonte: plantasquecuram.com.br

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