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Cajueiro

 

 

Cajueiro - Anacardium occidentale

OCORRÊNCIA

Costa norte do país, principalmente nos estados do Piauí e Maranhão, é naturalizado em todo o Brasil tropical, principalmente na costa litorânea.

OUTROS NOMES

Acajaíba, acaju, caju manso, caju banana, caju manteiga, caju da praia, caju de casa.

CARACTERÍSTICAS

Cajueiro
Cajueiro

Árvore de 5 a 10 m de altura por 25 a 40 cm de diâmetro, dotada de tronco curto, geralmente tortuoso, revestido por casa um pouco áspera e partida que descama em pequenas placas de formas irregulares.

Planta perenifólia, ou seja, que não perde totalmente as folhas durante o ano, adaptada ao crescimento a pleno sol, com nítida preferência por solos arenosos e bem drenados.

Possui copa baixa, arredondada e ampla, com ampla ramificação que chega a tocar o solo. Em terrenos muito pobres seu porte não ultrapassa a de um arbusto.

Em algumas situações, quando muito velho, o tronco torna-se inclinado e tortuoso com ramos que chegam a rastejar sobre o solo, vindo a ocupar grandes áreas.

A propósito, existe um exemplar no Rio Grande do norte que até ficou famoso e virou atração turística. É o celebre “cajueiro de Pirangi” que ocupa sozinho uma área de mais de 7 mil2.

Cajueiro
Caju

Habitat - campos e dunas

Propagação – sementes

Madeira – leve, forte e de longa durabilidade

UTILIDADE

Planta de múltiplos usos localmente, tanto alimentar como medicinal. Por isso é também chamado de “boi vegetal”. Além disso, é amplamente cultivada para aproveitamento industrial de suas castanhas e frutos.

A parte denominada popularmente “fruto” é na verdade um “pseudofruto” resultante do super desenvolvimento do pedúnculo floral da planta, que quando maduro torna-se de cor amarela ou vermelha dependendo da variedade.

A “castanha” é o verdadeiro fruto, botanicamente falando. O pseudofruto pode ser consumido in natura ou na forma de geléias, doces, sucos, passas, etc. Já a castanha só pode ser consumida torrada devido ao alto conteúdo de ácidos que queima a mucosa bucal.

A sua extração e industrialização é de grande importância econômica para o nordeste do país, sendo também importante fonte de divisas para o país que a exporta para todo o mundo. A transformação industrial dos pseudofrutos, principalmente na forma de sucos, é igualmente importante para a economia do Nordeste.

Da casca da castanha é obtido um óleo resinoso conhecido como cardol de amplo uso na fabricação de vernizes, isolantes, inseticidas, etc. A exudação da casca fornece uma goma resinosa totalmente inatacada por insetos e a própria casca é rica em tanino. A madeira é de inferior qualidade, sendo aproveitada apenas para caixotaria e lenha. Suas flores são melíferas.

Florescimento – junho a setembro

Frutificação – novembro a janeiro

Fonte: www.vivaterra.org.br

Cajueiro

Nome popular: cajueiro
Nome científico:
Anacardium orcidentale 1.
Família botânica:
Anacardiaceae
Origem:
Brasil - Nas regiões costeiras do Norte e Nordeste.

CARACTERÍSTICAS DA PLANTA

Árvore que pode atingir até 10 m de altura, apresenta copa proporcional ao seu tamanho, arredondada chegando a alcançar o solo. Tronco geralmente tortuoso e ramificado. Folhas róseas quando jovens, verdes posteriormente. Flores pequenas, branco-rosadas, perfumadas, surgindo de junho a novembro.

FRUTO

O fruto pequeno de coloração escura e consistência dura é sustentado por uma haste carnosa e suculenta bem desenvolvida, de coloração amarela, alaranjada ou vermelha. Da haste obtém-se matéria- prima para o fabrico de sucos, doces, etc. O verdadeiro fruto é a conhecida castanha-de-caju que pode atingir até 2 cm de comprimento. Os frutos amadurecem de setembro a janeiro.

CULTIVO

Encontra condições ideais de cultivo no litoral do Nordeste. Prefere solo seco devendo seu plantio ser realizado na estação chuvosa. Prefere clima tropical e subtropical. Uma árvore com 4 anos pode produzir de 100 a 150 kg por ano.

A Amazônia parece ter sido o útero quente de onde diferentes espécies do genêro Anacardium se irradiaram para o resto do mundo.

E o cajueiro, seu representante mais conhecido, árvore rústica, espontânea e nativa do Brasil, mais precisamente da zona arenosa litorânea de campos e dunas, que vai do nordeste até 0 baixo Amazonas, está hoje disseminada por todas as regiões tropicais do globo.

Os indígenas de fala tupi, habitantes autóctones do nordeste do Brasil, já conheciam muito bem o caju e faziam dele um de seus mais completos e importantes alimentos.

Deve-se, inclusive, aos indígenas o seu nome: a palavra acaiu, de origem tupi, quer dizer "noz que se produz".

Ficaram conhecidas como as 'guerras do caju" as lutas pelo domínio temporário dos cajuais, travadas entre as tribos indígenas que desciam do interior na época da frutificação do caju e aquelas que viviam no litoral.

Supõe-se que foi assim, através das castanhas levadas pelas mãos dos indígenas que iam e vinham pelas terras do Brasil, que a fruta se espalhou por vastas regiões do interior seco e árido nordestino. Pouco exigente quanto a solos, com o tempo, o cajueiro se adaptou às terras para onde foi levado. Floresceu e frutificou ano após ano, formando extensos cajuais.

Quando, no século das grandes navegações, aqui chegaram os primeiros europeus, encontraram uma terra promissora de gentes e frutos exóticos, que se confundia com a visão do paraíso terrestre, onde o cajueiro era a verdadeira árvore proibida. Datam da metade do século XVI as primeiras e maravilhadas descrições da árvore do caju, dos cajuais sem fim do litoral americano e de seus frutos e usos, feitas pelos viajantes europeus.

Foi a partir de então que o caju iniciou sua viagem pelo mundo: embarcado nas naus portuguesas, aportou em Moçambique, Angola, Quénia e Madagascar, na África, e em Goa, na Índia.

Ali, os cajueiros começaram a crescer com profusão em terrenos secos e pedregosos onde antes não havia nada, tendo sido incorporados completamente na vida e na economia locais.

E têm sido muito bem aproveitados: a Índia é, hoje em dia, o principal produtor e exportador mundial da castanha-de-caju e do óleo da castanha, com altos índices de rentabilidade.

Enquanto isso, em sua terra de origem, as árvores de caiu foram sendo substituídas, primeiro, por plantações de cana-de-açúcar e, muito tempo depois, por casas e edifícios luxuosos à beira-mar. Por muitos anos as possibilidades de exploração econômica rentável do caju foram desconsideradas nas terras brasileiras.

Ainda assim, o Brasil é um importante produtor e exportador da castanha-de-caju, destacando-se os Estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. De maneira geral, a cajucultura é, hoje, uma atividade de grande relevância sócioeconômica para o nordeste do país.

Aliás, para o pesquisador Mauro Motta, nunca houve árvore e fruto de tamanha importância e alcance na vida social e na economia regional de uma população.

O caju está presente na literatura, na poesia, nos ditados populares, na fala, nos jogos infantis, nas crendices, nos costumes, no folclore, na medicina e no mobiliário e, é claro, na dieta alimentar, na culinária e na doçaria brasileira, especialmente, nordestina.

Para completar, é uma das frutas mais intrigantes existentes: aquilo que comumente se acredita ser a fruta, denominada popularmente de "pêra", "maçã" " ou "banana" - aquela parte carnosa, cuja forma pode ser alongada ou arredondada; cuja cor pode ser amarela, vermelha ou intermediária; que contém o sumo aromático e adstringente, por vezes azedo e, outras, dulcíssimo - é apenas a haste, o pedúnculo inchado que sustenta o verdadeiro fruto da planta, que é a castanha.Com a forma de um pequeno "rim" animal, a castanha é o principal produto do complexo econômico do caju.

Quando madura, a castanha do caju apresenta uma casca bastante dura e cheia de um óleo viscoso, cáustico e inflamável que abriga a amêndoa. A partir da 2 Guerra Mundial, esse óleo se transformou em um produto estratégico para a indústria, por suas qualidades isolantes e protetoras. Atualmente existem mais de 200 patentes industriais que o utilizam como componente.

Os indígenas, no entanto, sabiam desde sempre que a melhor forma de aproveitar como alimento essa amêndoa abrigada na castanha do caju era torrando-a ao fogo. Assim, sua casca e o forte óleo que desprende são consumidos, restando a apreciadíssima e internacional cashew nut. A castanha- de-caju, como é conhecida pelos brasileiros, transformou-se em especiaria cara e de luxo muito utilizada salgada, como tira-gosto, e natural, na produção de doces e confeitos.

Além disso, da amêndoa da castanha-de-caiu - rica em proteínas, calorias, lipídios, carboidratos, fósforo e ferro - é extraído um óleo comestível que pode ser utilizado em substituição ao azeite de oliva.

Cajueiro
Caju

No Brasil, os usos culinários do caju e de sua castanha se multiplicam.

Quando verde, por exemplo, a castanha volumosa e tenra, mais conhecida como maturi, é ingrediente especialíssimo da culinária nordestina: a famosa frigideira de maturi com camarões secos, por exemplo, é um prato baiano, raro e sensual, cuja receita ficou imortalizada na obra"Tieta do Agreste" do escritor Jorge Amado.

Da amêndoa torrada é costume fazer-se uma farinha muito especial que é misturada com farinha de mandioca, adoçada e vendida em pequenos cones de papel: guloseima de crianças. Essa mistura é, também, muito apreciada para ser degustada após a adição de suco de caju ou água, a gosto. É a tumbança.

A parte suculenta e refrescante, o pseudofruto do cajueiro - que contém vitamina C em quantidade para perder apenas da campeã acerola - tem incontáveis usos e, embora alcance pouco valor no mercado externo, é muito apreciada no Brasil.

O caju pode ser consumido como fruta fresca, sob os pés carregados ou adquirido de ambulantes nas ruas e nas praias. Especialmente, é comum servir de acompanhamento para aqueles que não se furtam de beber uma boa aguardente de cana, sendo consumido aos pedaços ou por inteiro, entre um gole e outro.

Para beber, como é mais consumido, o caju serve de matéria-prima para inúmeros sucos, refrescos e cajuadas, quando ao suco adoçado, adiciona-se água ou leite. A cajuína, bastante apreciada e consumida gelada, é o suco filtrado, engarrafado e cozido em banho-maria. Esse suco, depois de filtrado e cozido, quando misturado com álcool transforma-se na jeropiga, um vinho de caju que pode ser mais ou menos encorpado. O mocororó é o suco fermentado, cru ou cozido, um vinho mais fino.

A doçaria nordestina é pródiga em receitas que levam a fruta, uma boa maneira de conservá-la para ostempos de entressafra. Assim, o caju costuma ser transformado em doces de todo tipo, na forma de sorvetes, gelados, compotas' passas ou ameixas de caju, em calda ou fruta cristalizada.

As árvores que dão o caju, essa saborosa, múltipla e generosa truta de muito frutos, em suas variadas espécies, podem durar até mais de 50 anos e se apresentar com características bastante diversas.

São desde árvores com porte majestoso, amazônico, atingindo até a altura de 40 metros e apresentando os pseudofrutos carnosos pouco desenvolvidos (Anacardium giganteum), até formas árboreas de porte médio, não ultrapassando os 3 ou 4 metros de altura (Anacardiam othonianum) ou herbáceo, com até 80 cm (Anacardium humile).

Nesses últimos casos, a castanha apresenta-se com as mesmas características e usos do cajueiro comum, sendo apenas o seu pseudofruto uma miniatura perfeita do outro e um pouco mais ácido. Também conhecidos como cajuí, cajuzinho ou caju-de-árvore-do-cerrado, tais frutos ocorrem naturalmente no Cerrado do Brasil.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Cajueiro

Nome Científico: Anacardium occidentale L.
Família:
Anacardiaceae
Nomes populares:
Cajueiro, acajaíba, acaju, acajuíba, caju-manso, caju-banana, caju-manteiga, caju-da-praia, caju-de-casa

Cajueiro
Cajueiro

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

Altura de 5-10m, com tronco tortuoso de 25-40cm de diâmetro; em solos argilosos de boa fertilidade pode atingir até 20m de altura. Folhas glabras, de cor rósea quando jovens, de 8-14cm de comprimento por 6-8cm de largura. O pedúnculo super desenvolvido e suculento é geralmente confundido com o fruto, quando na verdade a castanha afixada àquele, é o verdadeiro fruto.

OCORRÊNCIA: Campos e dunas da costa norte do país, principalmente nos estados do Piauí e Maranhão.

O FRUTO

O fruto do cajueiro tem duas partes: o fruto propriamente dito, que e a castanha, e o pseudofruto, chamado cientificamente de pedúnculo floral, que é a parte comumente vendida como nome de caju.

MADEIRA: Madeira leve (densidade 0,42 g/cm3), forte de de longa durabilidade.

FENOLOGIA: Floresce a partir do mês de junho, prolongando-se até novembro. Os frutos amadurecem nos meses de setembro até janeiro.

UTILIDADE

A madeira é apropriada para construção civil, serviços de torno, capintaria e marcenaria, confecção de cabos de ferramentas agrícolas, cepas de tamanco e caixotaria.

A árvore é muito cultivada em quase todo o país e no exterior para a obtenção de seu pseudofruto (caju) e de sua castanha; os frutos são muito consumidos em todo país, e a castanha é bastante popular e exportada para quase todo o mundo.

Os frutos ou pedúnculos pedem ser consumidos in natura, na forma de suco e de doces caseiros. O suco de seu fruto é industrializado e altamente apreciado em todo o país.

A casca da castanha fornece um óleo industrial. É planta indispensável nos pomares caseiros da costa litorânea. As flores são melíferas.

Fonte: www.clubedasemente.org.br

Cajueiro

Considerado uma das identidades tropicais, o caju e o seu sabor peculiar podem ser mais explorados pelo Brasil.

Nome popular da fruta: Caju
Nome científico:
Anacardium occidentale L.
Origem:
América tropical

FRUTO

O caju possui duas partes: a castanha ou fruto propriamente dito e o pseudofruto (pedúnculo floral), que é a parte comumente vendida como fruta. São conhecidas cerca de vinte variedades de caju, classificadas segundo a consistência da polpa, o formato, o paladar e a cor da fruta (amarela, vermelha ou roxo-amarelada, dependendo da variedade).

PLANTA

De grande variabilidade genética, o cajueiro é classificado basicamente em dois grupos, comum e anão, definidos em função do porte das plantas. É uma planta perene, de ramificação baixa e porte médio.

O tipo comum ou gigante é o mais difundido, apresentando porte mais elevado e entre 8 e 20 metros de envergadura (diâmetro) da copa.A capacidade produtiva individual é muito variável, com plantas que produzem abaixo de 1 kg até próximo de 180 kg de castanha por safra.

O tipo anão (Anacardium occidentale L. var. nanum) caracteriza-se pelo porte baixo – altura inferior a 4 metros –, copa homogênea, diâmetro do caule e envergadura de copa inferiores ao do tipo comum e precocidade, iniciando o florescimento entre 6 e 18 meses.

CULTIVO

A cajucultura, em geral, se caracteriza pela baixa produtividade (média de 30 a 240 kg/ha de castanhas e 60 a 450 kg/ha de pedúnculo), resultante, principalmente, do modo de formação dos pomares e pelo baixo uso de tecnologia nas principais regiões produtoras.

O cajueiro comum é normalmente plantado no sistema de pequenos aglomerados, onde se pratica o consórcio com outras culturas, ou no sistema de grandes plantios puros (solteiro) e ordenados. Em ambos os sistemas, o nível tecnológico empregado é normalmente muito baixo, desde a escolha da semente ao tipo de plantio e tratos culturais. O uso de insumos modernos – defensivos agrícolas, corretivos de solo e fertilizantes – é restrito ou ausente.

A recuperação da atividade no campo ocorre pelo uso de clones da variedade anã, os quais permitem não só aumento da produtividade como também a melhoria da qualidade da castanha para a indústria e o aproveitamento do pedúnculo, cultivados dentro das modernas técnicas de produção.

Os clones permitem obter, após o 8º ano, produtividade média de 1.200 kg de castanhas/ha e 2.200 kg de pedúnculo/ha em regime de sequeiro, atingindo até 5.000 kg de castanha/ha e 9.000 kg de pedúnculo/ha sob irrigação. Além da maior produtividade, apresentam como vantagem o porte baixo, permitindo a colheita dos pedúnculos diretamente na planta, diferindo do cajueiro comum, onde a colheita é feita após a queda dos frutos.

Com os atuais sistemas de cultivo, os produtores de caju necessitam de um período relativamente longo para recuperar parte do capital empregado na instalação e manutenção do pomar. Para reduzir este tempo, a adoção do cultivo adensado é uma alternativa, que proporciona rendimentos iniciais elevados e recuperação mais rápida dos investimentos com o pomar.

O cajueiro-anão, devido ao porte baixo, precocidade e alto potencial produtivo, é recomendado para o cultivo adensado.

USOS

O pedúnculo é composto de sais minerais, carboidratos, ácidos orgânicos e um elevado teor de vitamina C. Por apresentar um excelente valor alimentar e propriedades medicinais, é amplamente recomendado na dieta humana.

Vários produtos podem ser obtidos a partir desta matéria-prima, como: suco, polpa, geléia, cristalizados, doces, glacê, cajuína, fruto ao xarope, vinho, fibra (bagaço ou farinha) dentre outras.

MERCADO

Apesar das suas propriedades e potencial de aproveitamento, verifica-se nas principais regiões produtoras grande desperdício (90%) do pedúnculo (pseudofruto), pois a maioria se dedica apenas à exploração do fruto (castanha).

O mercado consumidor para pedúnculo “in natura” é crescente e exigente. A qualidade do pedúnculo de caju, para esse mercado, está relacionada, principalmente, com o alto teor de açúcar, baixa adstringência e a coloração externa. Embora tenha excelentes características, a aceitação do pedúnculo fora do Brasil é reduzida em função da elevada adstringência, causada pela presença de tanino. Taninos são grupos de compostos químicos de origem vegetal, que provocam na pele íntegra a sensação de adstringência ou “aperto”. Na literatura, são citados teores de tanino de 0,22; 0,28 e 0,58 g/100 ml, respectivamente, para sucos doce, ácido e adstringente.

A cajuína é uma bebida não alcoólica preparada com caju, típica do Nordeste do Brasil. Em grane parte é produzida de forma artesanal a partir do suco do caju. O suco é filtrado e misturado à gelatina, que separa o tanino. Posteriormente sofre clarificação.

O aproveitamento do bagaço do caju - produto com maior porcentagem de fibras do que seus similares – envolve a fabricação de biscoitos, pães, snacks e até bolos com alto teor de fibras. A maioria dos biscoitos e pães com fibras encontrada no mercado é produzida com a casca do trigo.

Outra alternativa para o aproveitamento do bagaço do caju é a utilização na composição da ração para o gado e aves. O bagaço de caju pode ser utilizado diretamente na alimentação animal ou ser desidratado para uso posterior. No entanto, é necessário cuidado na formulação, para evitar prejuízos ao animal.

Conforme estudos, a formulação da ração de ruminantes pode conter até 45% de bagaço de caju. Testes realizados com galinha caipira mostram que o uso de até 30% de bagaço na ração não compromete a produção de carne.

Pierre Vilela

Fonte: www.sebrae.com.br

Cajueiro

Nome científico: Anacardium occidentale L.

O litoral nordestino é tido como centro de origem e dispersão do cajueiro comum, e Amazônia do cajueiro precoce.

A planta está difundida pela América do Sul, América Central, África, Ásia. A partir de 1985 destacaram-se a Índia, Brasil, Moçambique, Tanzânia e Quênia como principais produtores de castanhas no mundo. No Brasil a quase totalidade da produção de castanhas situa-se nos estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Cajueiro
Caju

A palavra caju parece vir do termo "Acâi-ou" (língua tupi), que significa pomo amarelo; em línguas estrangeiras é conhecido como marañom (espanhol), cajou, anacardier (francês), cashew (inglês), anacardio (italiana).

O cajueiro precoce é também conhecido como cajueiro anão, cajueiro-anão-precoce, cajueiro-do-ceará.

Planta de porte alto, 6 a 15, copa ereta, compacta a esparramada.

Folhas verdes com formato oval.

Flores pequenas rosa-esbranquiçadas, perfumadas. A casca do tronco é adstringente, rica em tanino, própria para o curtume; ainda a casca contém substância tintorial vermelho-escuro (tinge roupas, redes em linhas de pesca).

Os frutos do cajueiro são interessantes, pois aquilo que acha ser o fruto, não é, e sim a haste ou pseudofruto, carnoso e suculento, bem desenvolvido, de coloração amarela, vermelha ou alaranjada. O verdadeiro fruto é a conhecida castanha-do-caju, que tem o formato de um pequeno rim de animal. O fruto está maduro quando a haste carnosa fica bem colorida e macia.

O pedúnculo é rico em vitamina C e é utilizado na alimentação do homem e de animais. Ao natural o pedúnculo é consumido fresco (inteiro, cortado em rodelas, acompanhando feijoadas e tira-gosto de cachaça); esmagado produz suco refrescante – a cajuada -.

Processado (em ações artesanais ou industriais) produz compotas, doces (cristalizados, em massa), caju-passa (ameixa), géleia; com o sumo produz-se sucos concentrados, cajuina (suco clarificado), vinho, vinagre, aguardente, licor, mel-de-caju. Com o suco fermentado (artesanalmente) fabrica-se as bebidas (mococoró e cauim); com pedúnculo + castanha jovens, - o maturi – prepara-se guisados e fritadas apetitosos.

Cajueiro
Cajueiro

A castanha ou Amêndoa é processada e consumida como castanha assada e salgada em coquetéis ou como tira-gosto de bebidas sofisticadas; ainda a amêndoa inteira ou quebrada ou sob forma de farinha entra no preparo de bolos, doces, bombons, chocolates, acompanha sorvetes, além de fornecer óleo, altamente insaturado. Fructificação durante todo o ano.

Uma das melhores fontes de vitamina C, o Caju é antioxidante, rico em cálcio, ferro e fósforo. É importante na formação de colágeno, que dá força e suporte aos ossos, dentes, pele e artérias. Auxilia na cicatrização de ferimentos e absorção de ferro.

Para congelar, adicione açúcar ao caju natural inteiro, com ou sem castanha, e guarde no freezer. Há dezenas de variedades, e a fruta, na verdade, é a castanha do caju. O que chamamos de fruta é o pedúnculo, o talo que prende a fruta ao galho.

A madeira, cor rósea, dura, revessa, que recebe bem o verniz, é resistente à água do mar sendo usada para fabricação de cavername de barcos. Apesar disso só é utilizada para lenha e carvão.

CASTANHA VERDE OU MATURI

Jorge Amado imortalizou o maturi em Tieta do Agreste, numa famosa receita baiana de camarões secos com maturi numa frigideira. O maturi é a castanha de caju ainda verde, tenra e volumosa.

O FRUTO DO CAJUEIRO

O caju é uma das frutas mais intrigantes. Comunamente, acredita-se que a fruta é aquela parte carnosa cuja forma pode ser variadíssima, entre alongada e arredondada, apresentando coloração amarela, alaranjada, vermelha ou esverdeada.

É aí que se encontra o gostoso sumo aromático e adstringente, que pode variar entre o azedo e o dulcíssimo, porém sempre refrescante. No entanto, esta é apenas a haste, o pedúnculo inchado que sustenta a sua castanha, o verdadeiro fruto da planta.

Fonte: www.arara.fr

Cajueiro

De aparência exótica, aroma agradável e sabor singular, o caju é uma fruta perfeita para colorir, perfumar, enriquecer e diversificar pratos da culinária tropical. A referência sensorial e nutricional da amêndoa e da polpa suculenta faz desta uma das frutas nativas de maior potencial para a exploração sustentada no território brasileiro.

O pedúnculo ou pseudofruto do cajueiro é consumido pelo sabor especial e pelo alto valor nutritivo, relacionado, principalmente, ao elevado teor de vitamina C.

O nome caju é oriundo da palavra indígena “acaiu”, que, em tupi, quer dizer “noz que se produz”.

O cajueiro é uma planta rústica, típica de regiões de clima tropical. Na amazônia tropical, as árvores apresentam porte bastante elevado; nos estados do Nordeste brasileiro, a principal espécie de ocorrência é o Anacardium occidentale L., cujas árvores apresentam pequeno e médio porte.

Nas regiões de cerrado do Brasil Central as espécies nativas podem apresentar porte médio, como o cajueiro-arbóreo-do-cerrado (A. othonianum), por te arbustivo, como o cajueiro-do-campo (A. humile) ou até porte rasteiro (A. nanum e A. corymbosum). As espécies do cerrado produzem pseudofrutos aromáticos conhecidos como cajuí, caju-docampo, cajuzinho-do-campo, caju-do-cerrado, caju-rasteiro, caju-de-ár vore-do-cerrado, que possuem sabor muito agradável e tamanho bem menor do que o caju produzido no Nordeste.

O A. occidentale L. é a única espécie do gênero que é cultivada com finalidade comercial. As demais espécies são exploradas apenas por extrativismo.

O cajuí nativo no cerrado brasileiro é largamente consumido ao natural ou mesmo sob a forma de sucos, doces e geléias. O pequeno tamanho destes pedúnculos favorece a produção das famosas compotas e desidratados, também conhecidos como “passas” de caju. Por fermentação fornece uma espécie de vinho ou aguardente, conhecido por comunidades indígenas como “cauim”.

Conforme os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela Embrapa e por outras instituições de pesquisa, o pedúnculo de caju é rico em vitamina C, fibras e compostos fenólicos. Além do potencial vitamínico, estes compostos conferem potencial antioxidante à polpa do caju.

Esta propriedade biológica está associada à prevenção de doenças crônicodegenerativas, como problemas cardiovasculares, câncer e diabetes, que avançam a cada ano, superando estatísticas e preocupando as lideranças governamentais da área de saúde.

O aumento das doenças crônicodegenerativas está associado ao aumento da expectativa de vida da população e às características da vida moderna, como mudanças de hábitos alimentares, sedentarismo e poluição.

A necessidade de aumento do consumo de frutas tem sido uma recomendação crescente da Organização Mundial da Saúde, visando à prevenção do desenvolvimento das doenças crônico-degenerativas. De acordo com resultados de pesquisas realizadas no Brasil, pela Embrapa, e fora do Brasil, o caju é um forte candidato para acrescentar saúde, sabor e beleza na mesa tropical.

Assim como acontece no Nordeste do Brasil, na região Centro-Oeste a castanha de cajuí também é aproveitada para a produção da amêndoa, depois de descascada e torrada. As amêndoas de caju são ricas em proteínas e lipídeos. Na fração oleosa, predominam os ácidos graxos oléico (60,3%) e linoléico (21,5%), que são gorduras insaturadas e apresentam boa estabilidade, o que é uma característica desejável, tanto para a saúde humana quanto par tecnologia de alimentos.

Segundo a Tabela de Composição de Alimentos apresentada por Franco (1992), as amêndoas ainda são ricas em vitamina B1 (1000 micrograma/100g); vitamina B2 (560 micrograma/100g); vitamina PP ou niacina (4,5 mg/100g); fósforo (575 mg/100g) e ferro (5,6 mg/ 100g).

O líquido da casca da castanha de caju (LCC) é muito empregado na indústria química para a produção de polímeros que são utilizados na produção de matérias plásticas, isolantes e vernizes. Este óleo é constituído principalmente por compostos fenólicos, como os ácidos anacárdicos.

As propriedades biológicas dos ácidos anacárdicos têm merecido atenção especial nos últimos anos, por se apresentarem como inibidores de enzimas medicinalmente importantes, além de compreenderem propriedades antimicrobianas, anticoagulante e antitumor.

Estes compostos fenólicos, que estão presentes nos pedúnculos e nas amêndoas, em pequenas quantidades, representam até 25% do peso da casca da castanha de caju, de onde são extraídos para o aproveitamento industrial. O incentivo ao uso e à exploração sustentada do caju e do cajuí apresenta-se como uma importante solução para a melhoria da qualidade de vida do homem do campo, especialmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

Fonte: www.jornalentreposto.com.br

Cajueiro

Cajueiro
Cajueiro - Caju na fase de maturação

O Cajú tem um sabor e aroma agradável, o caju é uma fruta perfeita para colorir, perfumar, enriquecer e diversificar pratos da culinária tropical. A referência sensorial e nutricional da amêndoa e da polpa suculenta faz desta uma das frutas nativas de maior potencial para a exploração sustentada no território brasileiro.

O pedúnculo ou pseudofruto do cajueiro é consumido pelo sabor especial e pelo alto valor nutritivo, relacionado, principalmente, ao elevado teor de vitamina C.

O nome caju é oriundo da palavra indígena "acaiu", que, em tupi, quer dizer "noz que se produz".

O cajueiro é uma planta rústica, típica de regiões de clima tropical. Na amazônia tropical, as árvores apresentam porte bastante elevado; nos estados do Nordeste brasileiro, a principal espécie de ocorrência é o Anacardium occidentale L., cujas árvores apresentam pequeno e médio porte.

Nas regiões de cerrado do Brasil Central as espécies nativas podem apresentar porte médio, como o cajueiro-arbóreo-do-cerrado (A. othonianum), porte arbustivo, como o cajueiro-do-campo (A. humile) ou até porte rasteiro (A. nanum e A. corymbosum).

As espécies do cerrado produzem pseudofrutos aromáticos conhecidos como cajuí, caju-do-campo, cajuzinho-do-campo, caju-do-cerrado, caju-rasteiro, caju-de-árvore-do-cerrado, que possuem sabor muito agradável e tamanho bem menor do que o caju produzido no Nordeste.

Conforme os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela Embrapa e por outras instituições de pesquisa, o pedúnculo de caju é rico em vitamina C, fibras e compostos fenólicos. Além do potencial vitamínico, estes compostos conferem potencial antioxidante à polpa do caju.

Esta propriedade biológica está associada à prevenção de doenças crônico-degenerativas, como problemas cardiovasculares, câncer e diabetes, que avançam a cada ano, superando estatísticas e preocupando as lideranças governamentais da área de saúde.

O aumento das doenças crônico- degenerativas está associado ao aumento da expectativa de vida da população e às características da vida moderna, como mudanças de hábitos alimentares, sedentarismo e poluição.

A necessidade de aumento do consumo de frutas tem sido uma recomendação crescente da Organização Mundial da Saúde, visando à prevenção do desenvolvimento das doenças crônico-degenerativas. De acordo com resultados de pesquisas realizadas no Brasil, pela Embrapa, e fora do Brasil, o caju é um forte candidato para acrescentar saúde, sabor e beleza na mesa tropical.

Assim como acontece no Nordeste do Brasil, na região Centro-Oeste a castanha de cajuí também é aproveitada para a produção da amêndoa, depois de descascada e torrada.

As amêndoas de caju são ricas em proteínas e lipídeos. Na fração oleosa, predominam os ácidos graxos oléico (60,3%) e linoléico (21,5%), que são gorduras insaturadas e apresentam boa estabilidade, o que é uma característica desejável, tanto para a saúde humana quanto para a tecnologia de alimentos.

Segundo a Tabela de Composição de Alimentos apresentada por Franco (1992), as amêndoas ainda são ricas em vitamina B1 (1000 micrograma/100g); vitamina B2 (560 micrograma/100g); vitamina PP ou niacina (4,5 mg/100g); fósforo (575 mg/100g) e ferro (5,6 mg/100g).

O líquido da casca da castanha de caju (LCC) é muito empregado na indústria química para a produção de polímeros que são utilizados na produção de matérias plásticas, isolantes e vernizes. Este óleo é constituído principalmente por compostos fenólicos, como os ácidos anacárdicos.

As propriedades biológicas dos ácidos anacárdicos têm merecido atenção especial nos últimos anos, por se apresentarem como inibidores de enzimas medicinalmente importantes, além de compreenderem propriedades antimicrobianas, anticoagulante e antitumor.

Estes compostos fenólicos, que estão presentes nos pedúnculos e nas amêndoas, em pequenas quantidades, representam até 25% do peso da casca da castanha de caju, de onde são extraídos para o aproveitamento industrial.

Fonte: www.sitecurupira.com.br

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