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Castanheira

 

A castanheira

A castanheira (Bertholletia excelsa), também conhecida como castanha-do-Brasil, é a mais famosa espécie de árvore nativa da Amazônia.

É encontrada em vários países da América do Sul, como Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Suriname, Guiana Francesa e Guiana, mas as maiores concentrações estão na Amazônia Brasileira.

A espécie ocorre em todos os estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), sendo que os estados do Pará, Mato Grosso, Amazonas, Acre e Maranhão concentram as maiores populações de castanheiras.

Árvore de grande porte, a castanheira chega a atingir até 60 metros de altura e diâmetro, na base, superior a 4 metros.

A castanheira é encontrada em matas de terra firme, muitas vezes formando agrupamentos, mais ou menos extensos, conhecidos como castanhais, onde se encontram associadas a outras espécies de árvores de grande porte.

Castanheira
Castanheira

Os frutos, conhecidos como ouriços, são lenhosos, esféricos, atingindo entre 10 e 15 centímetros de diâmetro, pesando até 1,5 kg, e contendo até 25 sementes.

Diversas espécies de fauna, incluindo pássaros e mamíferos (como roedores e primatas), utilizam-se destas sementes para seu alimento.

A castanha (semente da castanheira) é um alimento muito rico.

Quando desidratada, possui cerca de 17% de proteína e seu teor de gordura chega a 67%. Além de ser consumida in natura, a castanha pode ser utilizada para produção de óleo que tem várias aplicações, como na gastronomia, fabricação de sabonetes, de cosméticos e até como lubrificante.

Desde o século 19, a castanheira é muito importante para a economia da região amazônica.

Utilizada para a alimentação de comunidades tradicionais, povos indígenas e seus animais domésticos, a castanha chegou a ser um dos principais produtos do extrativismo regional, ocupando grande contingente de mão-de-obra – nos castanhais e nas cidades, onde o produto era beneficiado.

Hoje em dia, a castanha-do-Brasil ainda é um importante produto do extrativismo regional, principal fonte de renda para inúmeras comunidades, mas a produção vem caindo por causa do desmatamento. A maior parte da produção brasileira de castanha é exportada para os Estados Unidos e países europeus, como Alemanha, Inglaterra e Itália.

A madeira da castanheira é considerada excelente para aproveitamento industrial. Em geral, a árvore apresenta um tronco reto, muito regular da base da árvore até sua copa. Sua madeira é muito resistente, de fácil processamento, e considerada bonita, podendo ser utilizada para a construção civil e naval, assim como para a fabricação de pisos, forros, painéis decorativos, embalagens e compensados.

Castanheira
Castanheira

Estas características levaram à intensa exploração da espécie, à depredação dos estoques naturais, destruição de castanhais nativos e até à sua extinção em algumas localidades da Amazônia. Por esta razão, o corte de castanheiras nativas foi proibido por decreto federal em 1994 (Decreto 1.282, de 19 de outubro de 1994).

No entanto, ainda hoje a espécie é muito explorada de forma ilegal. Extensos castanhais nativos continuam a ser destruídos, colocando a espécie sob uma pressão cada vez maior e destruindo a economia de muitas comunidades.

Além da exploração ilegal da madeira, o desmatamento desenfreado provocado pelo avanço da fronteira agrícola (especialmente soja e pastagens) em estados como Mato Grosso, Pará e Rondônia, tornam a espécie e os castanhais cada vez mais ameaçados.

A conservação da espécie depende, portanto, da adoção de medidas efetivas para coibir a exploração ilegal de madeira das castanheiras e o desmatamento ilegal.

O fortalecimento das instituições públicas que combatem o crime ambiental e a criação de unidades de conservação em áreas de florestas com castanhais nativos são cruciais para a manutenção da espécie e dos ambientes naturais onde ela ocorre.

Fonte: greenpeace.org.br

Castanheira

Valor nutricional e alimentação

As castanhas-do-pará possuem 18% de proteína, 13% de carboidratos e 69% de gordura.

A proporção de gorduras é de aproximadamente 25% de gorduras saturadas, 41% de monoinsaturadas e 34% de poliinsaturadas.

Possuem um gosto um tanto terroso, muito apreciado em vários países.

O conteúdo de gordura saturada das castanhas-do-pará está entre o mais alto de todas as castanhas e nozes, superando até mesmo o da macadâmia.

Devido ao gosto forte resultante, as castanhas-do-pará podem subtituir frequentemente macadâmias ou mesmo o coco em receitas.

Castanhas-do-pará retiradas de suas cascas tornam-se rançosas rapidamente. As castanhas também podem ser esmagadas para se obter óleo.

Nutricionalmente, as castanhas-do-pará são ricas em selênio, embora a quantidade de selênio varie consideravelmente.

São também uma boa fonte demagnésio e tiamina.

Algumas pesquisas indicaram que o consumo de selênio está relacionado com uma redução no risco de câncer de próstata. Isto levou alguns analistas a recomendarem o consumo de castanhas-do-pará como uma medida preventiva. Estudos subsequentes sobre o efeito do selênio no câncer de próstata foram inconclusivos.

Sobre a Fruta

A castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil é a semente da castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa) uma árvore da família botânicaLecythidaceae, nativa emergente da Floresta Amazônica.

É um fruto com alto teor calórico e protéico, além disso contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer (cancro).

É a única espécie do gênero Bertholletia. Nativa das Guianas, Venezuela, Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará eRondônia), leste da Colômbia, leste do Peru e leste da Bolívia, ela ocorre em árvores espalhadas pelas grandes florestas às margens do Rio Amazonas, Rio Negro,Rio Orinoco, Rio Araguaia e Rio Tocantins. O gênero foi batizado em homenagem ao químico francês Claude Louis Berthollet.

Atualmente é abundante apenas no norte da Bolívia e no Suriname. Incluída na Lista Vermelha da IUCN como vulnerável, o desmatamento é a ameaça a sua populações. Nas margens do Tocantins foi derrubada para a construção de estradas e de uma barragem, no sul do Pará por assentamentos de sem-terra, no Acre e no Pará a criação de gado provoca sua morte, e a caça das cotias que são os dispersores de suas sementes ameaça a formação de novos indivíduos.

É altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente.

Nomenclatura

Apesar do seu nome em inglês, Brazil nut, o maior exportador de castanhas-do-pará não é o Brasil e sim a Bolívia, onde são chamadas de almendras. Isto se deve à drástica diminuição da espécie no Brasil, devida ao desmatamento. O nome em português se refere ao Pará, cuja extensão no período colonial incluía toda a Amazônia brasileira. Os acreanos, porém, referem-se a elas como castanhas-do-acre. Alguns nomes indígenas são juvia na região do Orinoco e sapucaia em outras regiões do Brasil.

Embora seja classificada pelos cozinheiros como uma castanha, os botanistas consideram a castanha-do-pará como uma semente, e não uma castanha, já que nas castanhas e nozes e casca se divide em duas metades, com a carne separando-se da casca.

Características morfológicas

Castanheira
Castanheira

Castanheira
Castanheira

A castanheira-do-pará é uma grande árvore, chegando a 30-50 metros de altura e 1-2 metros de diâmetro no tronco; está entre as maiores árvores da Amazônia.

Há registros de exemplares com mais de 50 m de altura e diâmetro maior que 5 m, no Pará. Pode viver mais de 500 anos, e, de acordo com algumas autoridades frequentemente chega a viver 1.000 ou 1.600 anos.

Seu tronco é reto e permanece sem galhos por mais da metade do comprimento da árvore, com uma grande coroa emergindo sobre a folhagem das árvores vizinhas. Sua casca é acinzentada e suave.

A árvore é caducifólia, suas folhas, que medem de 20 a 35 centímetros de comprimento e 10 a 15 centímetros de largura, caem na estação seca.

Suas flores são pequenas, de uma coloração verde-esbranquiçada, em panículas de 5 a 10 centímetros de comprimento; cada flor tem um cálice caducifólio dividido em duas partes, com seis pétalas desiguais e diversos estames reunidos numa massa ampla em forma de capuz.

Fenologia

Floresce na passagem da estação seca para a chuvosa, o que no lesta da Bacia Amazônica ocorre de setembro a fevereiro, com pico de outubro a dezembro.

Perto de julho suas folhas caem, algumas ficam completamente sem folhas na estação seca. As flores são em grande número, e duram apenas um dia. Os frutos demoram de 12 a 15 meses para amadurecer, e caem principalmente em janeiro e fevereiro. As sementes, quando não tratadas, demoram de 12 a 18 meses para germinar, devido a sua casca espessa.

Produção

Cerca de 20.000 toneladas de castanhas-do-pará são colhidas a cada ano, da qual a Bolívia responde por 50%, o Brasil por 40% e o Peru por 10% (estimativas do ano 2000). Em 1980 a produção anual era de cerca de 40.000 toneladas por ano somente no Brasil, e em 1970 o país registrou uma colheita de 104.487 toneladas de castanhas-do-pará.[10]

A produção brasileira caiu a menos da metade entre 1970 e 1980, devido ao desmatamento da Amazônia.

Os efeitos da colheita

As castanhas-do-pará destinadas ao comércio internacional vêm inteiramente da colheita selvagem, e não de plantações. Este modelo vêm sendo estimulado como uma maneira de se gerar renda a partir de uma floresta tropical sem destrui-la. As castanhas são colhidas por trabalhadores migrantes conhecidos como castanheiros.

A análise da idade das árvores nas áreas onde houve extração mostram que a colheita de moderada a intensa coleta tantas sementes que não resta um número suficiente para substituir as árvores mais antigas à medida que elas morrem. Sítios com menos atividades de colheita possuem mais árvores jovens, enquanto sítios com atividade intensa de colheita praticamente não as possuem.

Experimentos estatísticos foram feitos para se determinar quais fatores ambientais podem estar contribuindo para a falta de árvores mais jovens. O fator mais consistente foi o nível de atividade de colheita em determinado sítio. Uma simulação por computador que previa o tamanho das árvores em que pessoas pegavam todas as castanhas coincidiu com o tamanho das árvores encontradas nos sítios onde havia uma colheita intensa das castanhas.

Uso medicinal

O chá da casca da castanheira-do-pará é usado na Amazônia para tratamento do fígado, e a infusão de suas sementes para problemas estomacais.

Por seu conteúdo em selênio, a castanha é antioxidante.

Seu óleo é usado como umidificador da pele.

Outros usos

Assim como no uso alimentar, o óleo extraído da castanha-do-pará também é usado como lubrificante em relógios, para se fazer tintas para artistas plásticos e na indústria de cosméticos.

A madeira das castanheiras-do-pará é de excelente qualidade, porém a sua extração está proibida por lei nos três países produtores (Brasil, Bolívia e Peru). A extração ilegal de madeira e a abertura de clareiras representa uma ameaça contínua.

O efeito castanha-do-pará, no qual itens maiores misturados em um mesmo recipiente com itens menores (por exemplo, castanhas-do-pará misturadas com amendoins) tendem a subir ao topo, recebeu o nome desta espécie.

Fonte: paraisosnaamazonia.com

Castanheira

Ocorrência: Região Amazônica

Outros nomes: Castanha, castanha do brasil, amendoeira da américa, castanha mansa

Características

Árvore de grande porte (talvez a maior do Brasil), podendo atingir 60 m, sendo 30 a 50 m a altura mais comum. Semidecídua, perdendo parcialmente as folhas durante o período seco.

É planta social, ocorrendo em determinados locais em grande freqüência e formando os chamados “castanhais”, porém sempre em associação com outras espécies de grande porte.

Tronco retilíneo e perfeitamente cilíndrico, de 100 a 180 cm de diâmetro, revestido por uma casca grossa e sulcada longitudinalmente. Folhas simples, coriáceas, de margens onduladas, de 25 a 35 cm de comprimento.

Flores perfumadas, grandes, de cor amarela, reunidas em racemos paniculados terminais. Os frutos são cápsulas globosas, lenhosas e totalmente fechadas, de cerca de 10 cm de diâmetro e pesando de 0,5 a 1,5 kg e recebe o nome de “ouriço”.

Contém em seu interior 15-24 sementes, que são as famosas “castanhas do Pará”. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente. Um kg de sementes contém cerca de 70 unidades.

As sementes são de forma angulosa, com tegumento córneo tendo no seu interior a amêndoa, de grande utilidade e alto valor econômico.

Castanheira
Castanheira

Habitat: Floresta Amazônica, mata alta de terra firme onde o solo é geralmente pedregoso e bem drenado.

Propagação: Sementes

Madeira: Madeira moderadamente pesada (densidade 0,75 g/cm3), de boa resistência ao ataque de organismos xilófagos.

Utilidade

Futo com alto teor calórico e protéico, além disso contém o elemento selênio que combate os radicais livres. A castanha com casca é altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes.

As castanhas são muito apreciadas para consumo em todo o mundo e constituem um dos principais produtos de exportação da Amazônia.

Seu valor biológico é grande para fins alimentícios, pois a amêndoa desidratada possui em torno de 17% de proteína – cerca de cinco vezes o conteúdo protéico do leite bovino in natura. Fator importante, também, é que a proteína da castanha possui os aminoácidos essenciais ao ser humano.

O teor de gordura da amêndoa desidratada é extremamente alto, em torno de 67%. Os “ouriços” são utilizados como combustível ou na confecção de objetos.

Da amêndo extrai-se também o óleo e do resíduo da extração do óleo obtém-se torta ou farelo usada como misturas em farinhas ou rações.

O “leite” de castanha, é de grande valor na culinária regional. Atualmente já é cultivada em outras regiões, contudo sua grande produção no país provém do extrativismo. Sua madeira foi muito usada em construção civil interna leve, tábuas par assoalho e paredes, painéis decorativos, forros e lambris, para confecção de compensados e embalagens.

Os principais consumidores de castanha-do-brasil estão nos Estados Unidos e Europa-Reino Unido, Alemanha e Itália, principalmente. O mercado doméstico é um percentual muito pequeno do mercado consumidor total influenciado pelos preços internacionais e níveis de renda local.

Castanheira
Castanheira

No que se refere à produção de frutos, a castanha-do-brasil tem importância social muito grande na região amazônica, já que a quase totalidade da produção é exportada, principalmente para Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.

A castanha-do-brasil é excelente opção para o reflorestamento de áreas degradadas de pastagens ou de cultivos anuais, ao lado de outras espécies florestais.

Florescimento: Novembro a fevereiro

Frutificação: Dezembro a março

Ameaças

Hoje em dia, a exploração de exemplares nativos é proibida pelo Decreto n° 1282, de 19/10/1994 que não impede seu plantio com a finalidade de reflorestamento (plantios puros e sistemas consorciados).

Fonte: vivaterra.org.br

Castanheira

Ao lado da seringueira, a castanha-do-pará, por suas apreciadas sementes, está entre as espécies economicamente mais importantes da Amazônia.

A castanheira é uma das mais belas e maiores arvores da região, sendo nativas das matas de terra firme.

Pode alcançar até 60 m de altura, com um tronco ereto que se ramifica, nas plantas mais velhas, a partir dos 10 m. suas folhas são simples com até 60 cm de comprimento e as flores são alvas e amareladas.

Conheça melhor:

O fruto, denominado popularmente de ouriço, é uma cápsula geralmente globosa e dura, com até 15 cm de diâmetro, que contem em seu interior de vinte a trinta sementes, as chamadas castanhas-do-pará.

Essas castanhas são extremamente rugosas, duras e de coloração marrom. No seu interior está a porção comestível, levemente amarelada, rica em óleos e muito saborosa.

Aprenda mais:

Apesar de sua beleza, a castanheira não é muito cultivada nas cidades, pois seus pesados frutos, quando se desprendem das árvores, podem ferir quem estiver nas proximidades.

Seu período de florescimento vai de outubro a dezembro e a frutificação, de janeiro a abril, sendo que os frutos demoram quinze meses para amadurecer.

A castanha-do-pará é um dos mais conhecidos produtos brasileiros de exportação.

Além disso, dela pode ser extraído um óleo utilizado na culinária e na fabricação de cosméticos. Popularmente o chá da casca dessa planta é utilizado medicinalmente no tratamento de moléstias do fígado.

Fonte: ixamostradepesquisa.pbworks.com

Castanheira

Castanheira-do-Brasil: grandiosa e ameaçada

A castanheira-do-Brasil (Bertholletia excelsa), também conhecida como castanheira-do-Pará, é uma árvore alta e bela, nativa da Amazônia. Ela pode ser encontrada em florestas às margens de grandes rios, como o Amazonas, o Negro, o Orinoco e o Araguaia, mas está ameaçada de extinção.

Apesar de estar presente em todos os nove países amazônicos (Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa), atualmente só é abundante na Bolívia e no Suriname.

A castanheira é considerada vulnerável pela União Mundial para a Natureza (IUCN) e, no Brasil, aparece na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente.

A principal causa para o risco de extinção é o desmatamento. No Brasil, castanhais são derrubados para a construção de estradas e barragens, para assentamentos de reforma agrária e para a criação de gado.

Como são as castanheiras

As castanheiras-do-Brasil normalmente atingem entre 30m e 50m de altura e de 1m a 2m de diâmetro. É uma das espécies mais altas da Amazônia. Há registros de castanheiras que alcançaram 50m de altura e mais de 5m de diâmetro.

Seu tronco é reto e os galhos se concentram na parte mais alta da árvore. A casca é acinzentada, e as folhas, que ficam acima da copa das outras árvores, têm de 20cm a 35cm de comprimento.

As castanheiras dependem de um ambiente intocado para sua reprodução. Suas flores só são polinizadas por alguns tipos de insetos, que são atraídos por orquídeas que vivem perto das árvores de castanha. Se as orquídeas ou os insetos são mortos, as castanheiras não dão frutos.

O fruto da castanha leva mais de um ano para amadurecer, é mais ou menos do tamanho de um coco e pode pesar 2kg. A casca é muito dura e abriga entre 8 e 24 sementes, que são as apreciadas castanhas.

Caso não sejam devoradas por roedores, micos ou humanos, as sementes demoram de 12 a 18 meses para germinar. Muitas delas são plantadas por cutias, que roem os frutos até abrir a dura casca, comem algumas das sementes e enterram as outras para comer mais tarde.

As sementes esquecidas pelas cutias brotarão da terra no ano seguinte para começar os 500 anos de vida de uma nova castanheira-do-Brasil.

E como podemos cuidar delas

Como a maior ameaça às castanheiras-do-Brasil é o desmatamento, para erradicar o risco de extinção dessa espécie precisamos cuidar de nossas florestas.

Comprar apenas madeira certificada, apoiar a criação e a gestão de unidades de conservação e dar preferência a produtos sustentáveis do ponto de vista ecológico e social são formas de ajudar a conservar as castanheiras e muitas outras espécies de árvores ameaçadas.

Fonte: wwf.org.br

Castanheira

Nome científico: Bertholletia excelsa Kunth.
Família:
Lecythidaceae
Outros nomes populares:
castanha-do-pará, castanha, castanha-verdadeira, castanha-do-brasil, amendoeira-da-américa, castanha-mansa

Caracterísitcas gerais

Árvore de grande porte (talvez a maior do Brasil), podendo atingir 60 m, sendo 30-50 m a altura mais comum. Tronco retilíneo e perfeitamente cilíndrico, de 100-180 cm de diâmetro, revestido por uma casca grossa e sulcada longitudinalmente.

Folhas simples, coriáceas, de margens onduladas, de 25-35 cm de comprimento. Flores perfumadas, grandes, de cor amarela, reunidas em racemos paniculados terminais.

Os frutos são cápsulas globosas, lenhosas e totalmente fechadas, de cerca de 10 cm de diâmetro e pesando 0,5-1,5 kg. Contém em seu interior 15-24 sementes, que são as famosas “castanhas do Pará”.

Ocorrência: em toda a região Amazônica, incluindo os estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Mato grosso e Tocantins.

Utilidade

Fornece madeira moderadamente pesada (densidade 0,75 g/cm3), de boa resistência ao ataque de organismos xilófagos. A sua exploração está hoje proibida, contudo foi muito usada em construção civil interna leve, tábuas par assoalho e paredes, painéis decorativos, forros e lambris, para confecção de compensados e embalagens.

As sementes (castanhas) são muito apreciadas para consumo em todo o mundo e constituem um dos principais produtos de exportação da Amazônia. Atualmente já é cultivada em outras regiões, contudo sua grande produção no país provém do extrativismo.

Informações ecológicas: é uma árvore semidecídua, perdendo parcialmente as folhas durante o período seco. Cresce na mata alta de terra firme, onde o solo é geralmente pedregoso e bem drenado.

É planta social, ocorrendo em determinados locais em grande freqüência e formando os chamados “castanhais”, porém sempre em associação com outras espécies de grande porte.

Produção de mudas: Recolher os ouriços (frutos) no chão após a queda expontânea (janeiro-fevereiro). Em seguida devem ser partidos para a retirada das sementes.

Um kg de sementes contém cerca de 70 unidades. Estas possuem um tegumento duro, que deve ser removido sem ferir a parte interna, para uma rápida germinação.

A germinação sem a remoção do tegumento é muito demorada, podendo ocorrer o ataque de insetos, fungos e animais após algum tempo no solo. A taxa de germinação é lenta e geralmente baixa.

Fonte: achetudoeregiao.com.br

Castanheira

Castanheira do Pará

Nome Popular: Castanheira do Pará
Nome Científico:
Bertholletia excelsa
Sinonímea:
juviá, tucá, nhã, amendoeira-da-américa, brazil nuts.
Origem:
Amazônia brasileira.
Família:
Lecythidaceae
Altura:
até 50 metros.

Árvore de grande porte, fornece castanhas que, além do valor medicinal, tem consumo grandemente apreciado, e é um dos principais produtos de exportação da Amazônia.

Castanheira
Castanheira

Castanheira
Castanheira

Finalidade:

A madeira (das "castanheiras") tem aplicações nas construções naval e civil, inclusive se prestando à movelaria de luxo. A castanha (semente) é comestível, com grande valor calórico e vitamínico e é largamente consumida no mundo inteiro.

Diz-se que o consumo diário de três castanhas combate os radicais livres e retarda o envelhecimento dos seres humanos, graças às suas propriedades medicinais.

Finalidade terapêutica:

A castanha é utilizada empiricamente (sem reconhecimento científico) para debelar infecções purulentas. Apesar da popularidade desta castanheira, os livros específicos da farmacopéia vegetal informam que sobre o ângulo do uso medicamentoso ainda não há estudos científicos consistentes, ainda que as mais recentes informações desta área dêem conta que o tal consumo auxiliam realmente no combate a radicais livres e retardem o envelhecimento dos seres humanos.

Curiosidades:

Muitos vegetais deram nome a algumas cidades brasileiras, como é o caso deste, que deu nome à cidade de "Castanhal", no Pará, uma vez que o sufixo "al" designa "grande quantidade de".

Assim Castanhal quer dizer "grande quantidade de castanhas, assim como "Jaboticabal" quer dizer "grade quantidade de jaboticabas" II A mudança de nome da "Castanha do Pará" para a sinonímia "Brazil Nuts" foi para atender às "determinações do mercado internacional", que não sabe o que é Pará.

Fonte: maniadeamazonia.com.br

Castanheira

Castanheira, a mãe da floresta

No coração da Floresta Amazônica, cresce a mãe das árvores:

A Castanheira. Esta exuberante árvore pode chegar a 70 metros de altura e a uma idade estimada entre 800 e 1.200 anos.

Majestosa e silenciosa, ela oferece um fruto nutritivo, a castanha-do-brasil, rica em proteína, vitaminas e minerais, que pode ser usada tanto para a alimentação como para a extração de um óleo com enorme poder hidratante.

Castanheira
Castanheira

 

Da castanha se aproveita tudo:

As sementes, a manteiga e o leite que alimenta crianças e bebês.

A copa da Castanheira pode alcançar 40 metros de diâmetro, oferecendo a proteção e conforto que só uma mãe pode dar a seus filhos.

Tabela Nutricional da Castanha do Pará

Valor Energético105kcal = 441 kJ
Quantidade por Porção % VD (*)
4    
Carboidratos 2,0g 1
Proteínas 2,3g 3
Gorduras Totais 9,8g 18
Gorduras Saturadas 2,4g 11
Gordura Trans menor ou igual a 0,2 (**)
Colesterol 0g 0
Fibra Alimentar 0,73g 3
Sódio menor ou igual a 0,5g 0

* % de Valores Diários com base em uma dieta de 2000kcal ou 8400kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
** VD não estabelecido

Fonte: scf.natura.net

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