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Coqueiro

 

COQUEIRO (Cocos nucifera)

Coqueiro
Coqueiro

Ocorrência: do Pará a São Paulo

Outros nomes: coco, coco da bahia, coqueiro da bahia, coqueiro da praia, coco da índia

Características

Espécie com estipe solitário de até 30 m de altura, curvado ou ereto, com 20 a 30 cm de diâmetro.

Folhas de até 3 m de comprimento, pêndulas, largas, com folíolos de coloração verde-amarelada, rígidas, em número de 20 a 25 contemporâneas.

Espécie monóica, com flores numerosas brancas, pequenas, reunidas em cacho de até 1 m de comprimento.

Fruto grande, fibroso, de forma ovóide, quase globoso, de coloração esverdeada a amarela, de casca lisa, com cerca de 25 cm de comprimento e 15 em de diâmetro, que demora a amadurecer, quando então torna-se castanho.

Polpa abundante de até 2 cm de espessura. Cavidade central contendo a conhecida "água-de-coco".

Cada fruto pesa em média 1,2 Kg .

Habitat: faixa litorânea

Propagação: plantio do fruto seco (coco-semente)

Utilidade

É a palmeira de maior importância econômica em todo o mundo. A polpa é usada como alimento e matéria-prima para numerosos produtos. As fibras do mesocarpo são usadas na indústria têxtil para fabricação de cordas, capachos, esteiras, estofados, etc. Do endosperma líquido, imaturo, se retira a água de coco. A espécie é amplamente usada em paisagismo e cultivada na fruticultura.

Florescimento: janeiro a abril

Frutificação: julho a fevereiro

Fonte: www.vivaterra.org.br

Coqueiro

Cocos nucifera , o coqueiro, é um membro perene monocotiledôneas do Arecaceae (família de palma), cultivadas em regiões tropicais em todo o mundo por sua frutas e fibras. Ele tem sido exaltado em canções, romances e filmes, como o filme dos Irmãos Marx, Cocoanuts e A canção de coco.

É particularmente importante em ilhas do Pacífico, onde pode ser uma fonte primária de alimentos e uma grande colheita de dinheiro.

A espécie tem sido cultivada desde os tempos pré-históricos e não é mais encontrada em estado selvagem. Seus progenitores são pensados para ter originado na região oeste do Pacífico conhecida como Malásia (a região florística que inclui a península malaia e arquipélago, Nova Guiné, e o Arquipélago de Bismarck) e do sudoeste do Pacífico. Ele agora é cultivada e, por vezes naturalizada em todas as áreas tropicais e subtropicais de todo o mundo, onde cresce ao longo das áreas costeiras.

Coqueiros são de tamanho médio, plantas herbáceas solitários. Embora arbórea na forma, seus troncos são compostas não de madeira, mas de fibroso, robusto, sobreposição hastes, e pode crescer até 25 m de altura (80 pés), encimado por uma coroa de folhas pinadas composto de até 4 metros (15 pés) muito tempo.

O coco é conhecida por sua grande versatilidade como visto em muitos usos domésticos, comerciais e industriais de suas peças diferentes.

Os cocos são parte da dieta diária de muitas pessoas.

Seu endosperma é conhecida como a "carne" comestível do coco; quando seca é chamado copra.

O óleo de leite e derivados dela são comumente utilizados em cozinhar e fritar; óleo de coco também é amplamente usado em sabões e cosméticos. A água de coco líquido transparente dentro é uma bebida refrescante e pode ser processada para criar o álcool ou misturado com gengivas e branqueadores para fazer um substituto do leite popular. As cascas e folhas podem ser utilizadas como material para fazer uma variedade de produtos para fornecer e decorar. Ele também tem um significado cultural e religioso em muitas sociedades que o utilizam.

Os cocos foram usadas na medicina tradicional em todo o mundo para o tratamento de inúmeras doenças, variando de dores de garganta, resfriados, dores de ouvido e a tuberculose, tumores, e úlceras. Estudos médicos recentes verificaram que coco pode ter antibacteriana, antifúngica, anti-helmíntico, e propriedades anti-virais, entre outros benefícios para a saúde. O óleo de coco já foi evitado, pois é composta de gorduras saturadas, que foram pensados para aumentar o colesterol. No entanto, a pesquisa recente sugere que uma vez que tem de médio em vez de ácidos gordos de cadeia longa, de óleo de coco não aumentar o colesterol, mas, na verdade, pode proteger contra a doença de coração. Coco agora se tornou popular como um alimento de saúde, com inúmeros produtos e sites exaltando seus benefícios.

O termo coco pode referir-se a toda a palma de coco, a semente ou o fruto, que não é tecnicamente uma porca. A ortografia coco ortografia é uma forma antiquada da palavra. O termo é derivado do Português do século 16 e espanhóis "cocos", que significa "rosto sorridente", a partir dos três pequenos furos na casca de coco que se assemelham as características faciais humanas.

Fonte: eol.org

Coqueiro

Nome Científico: Cocos nucifera
Nomes Populares: Coco, Coco-da-baía, Coco-da-praia, Coqueiro, Coqueiro-anão, Coqueiro-da-índia
Família: Arecaceae
Altura:
20 m.
Diâmetro: 4 m.
Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas, Palmeiras
Clima: Tropical, Tropical úmido.
Origem: América do Sul, América Central, Antilhas, Região Nordeste.
Propagação:
Sementes.
Mês(es) da Propagação: Primavera, Verao, Outono, Inverno, Ano Todo.
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

Coqueiro
Coqueiro

As origens do coqueiro são controvérsias, há indícios de que ele surgiu na Ásia, Oceania ou África. O fato é que devido à baixa densidade de suas sementes, o coco se espalhou através de correntes marítimas, pelo litoral de diversos países tropicais.

O coqueiro é um grande palmeira, de estipe solitário, que chega a atingir 30 metros de altura. Suas folhas são grandes e pinadas, com até 6 metros de comprimento. Delas se extraem fibras rústicas e fortes, utilizadas em diversos produtos artesanais e industriais, como escovas e capachos. As inflorescências paniculadas, são belos cachos pendentes, de cerca de 1 metro, carregados de numerosas e pequenas flores brancas ou amareladas. As flores masculinas abrem-se em momentos diferentes das femininas, na mesma palmeira, possibilitando a polinização cruzada.

Os frutos são do tipo drupa, apresentam formato globoso a ovóide e epicarpo (casca) de coloração verde, amarelo ou vermelho, de acordo com a variedade.

Quando maduros os frutos tornam-se castanhos e deles podemos extrair uma deliciosa e nutritiva amêndoa (endocarpo). Protegida por uma casca lenhosa, esta amendoa tem cerca de 1 cm de espessura, cor branca, e pode ser consumida crua ou na preparação de inúmeros pratos culinários, entre doces e salgados. Os cocos, quando imaturos, apresentam amêndoa mole e pouco desenvolvida, mas contém água-de-coco em maior quantidade e qualidade. Uma solução nutritiva e refrescante, muito explorada economicamente. O mesocarpo, parte fibrosa do fruto é utilizada na fabricação de substratos para plantas epífitas, como orquídeas.

Há três principais tipos de coqueiros, todas produtivas e ornamentais, mas com propósitos diferentes. O tipo gigante é a palmeira original, muito alta e longeva, é adequada para a produção de coco seco. Já a cultivar anã (Cocos nucifera “Dwarf”) é mais apropriada para a exploração do coco verde. Ela não ultrapassa 3 metros, vive cerca de 20 anos, mas é muito precoce e produtiva. O terceiro grupo inclui as plantas híbridas, resultantes do cruzamento entre anãs e gigantes, com características intermediárias.

Devem ser cultivados sob sol pleno, em solos arenosos ou areno-argilosos, profundos, férteis, irrigados a intervalos regulares. Muito adaptados à salinidade do solo, os coqueiros são palmeiras muito rústicas, de crescimento rápido, que se encaixam perfeitamente em projetos de jardins tropicais e litorâneos. Não toleram o frio ou seca. Multiplicam-se por cocos-sementes maduros (cerca de 12 meses), escolhidos de coqueiros matrizes.

O Coqueiro

De seus frutos, altamente nutritivos, utiliza-se tanto o líquido quanto a polpa para consumo ´´in natura´´, na fabricação de óleo comestível, manteiga e coco ralado.

Atualmente utiliza-se a fibra da casca do fruto para obtenção de vasos e substratos para plantas, em substituição à fibra de xaxim. Além disso, a fibra presta-se também para a fabricação de cordas, esteiras, capachos, estofados etc. É a palmeira de maior importância econômica do mundo. É muito usada nas avenidas e calçadões das praias brasileiras, por vegetar bem (e preferir) em solos arenosos e salinos, onde produz frutos de excelente qualidade. As mudas geradas de sementes levam de 8 a 10 anos para iniciar a produção de frutos. Por essa razão, hoje existem variedades anãs que iniciam bem antes a frutificação.

Fonte: www.jardineiro.net/www.paisagismodigital.com

Coqueiro

Coqueiro
Coqueiro

O Coqueiro é uma planta de longa duração que podem viver tanto quanto 100 anos. Tem um único tronco, 20-30 m de altura, a sua casca é lisa e cinza, marcado por cicatrizes deixadas por anilhadas leafbases caídos.

As folhas, de 4 a 6 m de comprimento, são pinadas. Eles consistem de linear-lanceoladas, mais ou menos recurvado, rígidas, folhetos verdes brilhantes.

As inflorescências, que se colocam nas axilas das folhas e envolto por uma espata carenada, são spadices não ramificados; flores femininas são suportadas basally, flores masculinas no ápice.

Flores suportar pétalas lanceoladas, 6 estames e um ovário composto por 3 carpelos connate.

A polinização cruzada, ou anemophilous ou entomófilas, ocorre. Seu fruto, do tamanho da cabeça de um homem e 2/1 kg de peso, é uma drupa com um, liso, cinza-amarronzado epicarpo fino, um fibroso, 4-8 cm de espessura, mesocarpo e endocarpo lenhoso. Como é bastante leve, que pode ser levada a longas distâncias de água, mantendo a sua capacidade de germinação de um longo período de tempo. Dentro dele contém uma semente, rica em substâncias de reserva localizados no endosperma, que é parcialmente líquido (leite de coco), em parte sólida (carne). Quando seus germina embrião, as suas pausas radícula através de um dos três poros de germinação, visíveis a partir do exterior também.

Coqueiro
Cocos nucifera

Coqueiro
Cocos nucifera

Usos

Esta árvore é forte, resistente e pode fornecer-nos com a nossa necessidade mais básica para a vida - água! A água mais estéril na Terra é encontrado nesta fruta.

Há histórias de ilha e pessoas costeiras sobreviventes durante meses de seca com água de coco como a única fonte de água potável disponível.

É verde, sem nenhum traço de cor amarela, e deve ser escolhido. Até um litro de água está dentro, mas você não consegue ouvir quando o agita.

O amarelo ou escurecimento do coco é sinal que ele está maduro e cai no chão.

Há ainda alguma água no interior da cavidade, que podem ser combinados para fazer o leite de coco. O leite de coco é uma mistura de água de coco e as raspas de carne de coco. Este leite é uma boa fonte de ferro e contém cálcio, fósforo, proteínas e vitaminas.

A água de coco, é um produtor alcalino no sistema digestivo e, portanto, ajuda no equilíbrio importante de pH no corpo humano. Muitas vezes, um corpo muito ácida está propenso a doença, enquanto que se o pH é equilibrada com alimentos produtores de alcalinas, o corpo é mais propenso a permanecer em boa saúde.

Como alimento, a carne é utilizada para fins diferentes, dependendo da maturidade do coco.

Fonte: www.ntbg.org

Coqueiro

IRRIGAÇÃO DA CULTURA DO COQUEIRO

Coqueiro
Coqueiro

O coqueiro (Cocos nucifera L.) requer uma precipitação pluvial anual em torno de 1.500 mm, uniformemente distribuídos. Longos períodos de seca são prejudiciais à planta, que se desenvolve melhor em solos de textura media, com boas condições de drenagem. Geralmente, o coqueiro gigante tolera um período de seca de até 3 meses, e o coqueiro híbrido, de até 2 meses (Mahindapala & Pinto, 1991).

O coqueiro pode sobreviver a longos períodos de estresse hídrico, entretanto, nessas condições sua produtividade é severamente afetada.

Os primeiros sintomas de estresse são manifestados pela queda prematura de frutos e pela queda das folhas mais velhas. Qualquer adição de água nessas condições será refletida diretamente na melhoria da aparência e da produtividade da planta (Ohler, 1984).

O uso de tecnologia de irrigação é indispensável à exploração comercial da cultura do coqueiro no Brasil, considerando principalmente a questão da irregularidade das chuvas.

Quando se planeja implantar uma cultura irrigada, é necessário inicialmente refletir sobre três questões básicas: como, quando e quanto irrigar. A decisão de como irrigar implica, basicamente, na escolha do sistema de irrigação. Devem ser considerados os recursos financeiros disponíveis e as condições edafoclimáticas e ecológicas.

O coqueiral pode ser irrigado de diversas maneiras, dependendo das condições locais e dos recursos disponíveis para esse fim.

A obtenção de dados de estações metereorológicas próximas ao local onde se pretende instalar a cultura irrigada é de extrema importância para o dimensionamento dos sistemas e para a condução da irrigação ao longo do ano.

A necessidade de água do coqueiro depende de vários fatores, tais como: a idade da planta (altura e área foliar), o clima local (radiação solar, temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento), o tipo de solo, o teor de umidade do solo, o método de irrigação utilizado, o estado nutricional da planta, etc.

Diversos estudos de campo foram conduzidos para avaliar o balanço de água e nutrientes em diferentes sistemas de manejo de solo e planta.

Os resultados mostram que o coqueiro adulto com 1,50 m2 de área foliar, transpira de 30 a 120 litros/dia de água, dependendo da demanda evaporativa da atmosfera e do teor de umidade do solo (Jayasekara & Jayasekara, 1993).

Estudos em andamento em Paraipaba - CE indicaram, em plantas jovens de coqueiro-anão irrigados por microaspersão, um consumo de água variando de 8 a 12 litros/planta/dia nos primeiros seis meses após o plantio, de 12 a 28 litros/planta/dia dos 7 aos 12 meses, e de 30 a 55 litros/planta/dia dos 13 aos 18 meses de idade (Miranda et al., 1998).

No Brasil, de um modo geral, tem-se utilizado, no calculo da quantidade de água a ser aplicada na cultura do coqueiro, o fator de cultivo (Kc) de 0,8 para as plantas adultas.

Os resultados obtidos com esses cálculos tem sido satisfatórios. Entretanto, foram comprovados experimentalmente nas diversas condições ambientais brasileiras, requerendo pesquisas especificas.

Alem disso, é imprescindível monitorar a umidade do solo, para avaliar a necessidade de ajuste da quantidade de água aplicada.

A cultura do coqueiro adapta-se bem a diversos sistemas de irrigação: por subsuperficie, por superfície, por aspersão e por irrigação localizada.

Fonte: ww.fruticultura.iciag.ufu.br

Coqueiro

COCO

O coqueiro (Cocus nucifera L.) é de origem asiática e foi introduzido no Brasil por volta de 1553. É uma planta de grande importância social nos trópicos, por fornecer óleo, gorduras, minerais e vitaminas essenciais e fruto fresco. A casca do coco é usada na fabricação de cordas, tapetes, chapéus e encosto de veículos.

O óleo é largamente usado na indústria alimentícia como óleo de mesa e também na produção de margarina, glicerol, cosméticos, detergentes sintéticos, sabão, velas e fluidos para freio de avião.

Ao lado de grandes benefícios que essa palmeira proporciona ao homem, ela exige cuidados agronômicos para que seja altamente produtiva. Assim, para o plantio do coqueiro, recomenda-se importantes cuidados técnicos.

Coqueiro
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Clima e Solo

O coqueiro gosta de chuva como de sol. Assim, precipitações acima de 1.500 mm, bem distribuídas, e insolação em torno de 2.000 horas são ideais.

Temperaturas abaixo de 17° C podem afetar o desenvolvimento da planta.

Os solos mais adequados são de textura arenosa e areno-argilosa, com lençol freático entre 1 a 4 m de profundidade. Evitar solos argilosos e sujeitos a encharcamento.

Variedades

Os coqueiros são constituídos pelas variedades anã e gigante. A gigante caracteriza-se por produzir cocos com aptidão para copra (albúmem sólido) e iniciar sua produção a partir de seis anos e meio. Sua produção média é de 70 frutos/planta/ano. A variedade anã começa a produzir com dois anos e meio, apresenta produtividade de até 120 frutos/planta/ano e aptidão para água. Um terceiro tipo é o híbrido, comumente chamado de anão-gigante, resultante do cruzamento entre as variedades anã e gigante. O híbrido apresenta características tanto da variedade anã quanto da gigante, permitindo exploração para copra e para água.

Todavia, filhos de coqueiros híbridos não devem ser plantados, pois ocorre uma forte segregação, isto é, resultando coqueiros bastante heterogêneos e de baixa produtividade.

É, portanto, de fundamental importância que se conheça a procedência genética do material botânico que será utilizado (sementes ou mudas). Assim, recomenda-se que o produtor recorra às instituições de pesquisa e viveiros idôneos e credenciados pelo Ministério da Agricultura, para evitar o uso de falsas variedades de coqueiros.

Propagação

A propagação é feita por sementes que devem ser plantadas quando estiverem bastante secas (11 a 12 meses de idade) e que emitam som ao serem chacoalhadas. As sementes germinam bem tanto a pleno sol quanto na sombra. Recomenda-se germinadores constituídos da mistura de pó-de-serra curtido mais areia (50% de cada). Antes, porém, a região da casca que apresentar maior proeminência deverá ser entalhada ou chanfrada, para facilitar a emergência da plântula e retenção de umidade. O viveiro deverá ser feito em local de leve inclinação e com muita água.

No viveiro pode ocorrer o ataque de pragas e doenças, que deverão ser controladas. As principais são Cochonilhas (Aspidiotus destructor) e Pulgões (Cerataphis lataniae). Inseticidas fosforados controlam com maior eficiência esses insetos. Todavia, sugere-se que o produtor procure orientação técnica na escolha do produto

As principais doenças são helmintrosporiose (Drechslera incurvta) e Podridão-seca, cujo agente causal é desconhecido. Como medida de controle, recomenda-se a eliminação e queima das partes secas das folhas, pulverizações semanais de fungicidas e capina ao redor do viveiro.

Plantio

As mudas deverão ir para o campo quando atingirem a altura aproximada de 40 cm. O plantio deverá coincidir com o período chuvoso. As mudas antes de serem plantadas deverão ter suas raízes cortadas. Caso o produtor opte por plantio em sacos de polietileno, sugere-se que as mudas sejam transplantadas para o saco quando estiverem com altura aproximada de 15 cm ou quando apresentarem três folhas. As mudas provenientes de saco de polietileno deverão ir para o campo quando atingirem a altura aproximada de 1 m. Mudas plantadas em sacos de polietileno têm se mostrada mais vigorosas do que as mudas de raiz nua. Contudo, o produtor tem que estar atento aos custos envolvidos nesse tipo de plantio.

Os espaçamentos recomendados para as três variedades são:

Variedade anã: 7,5 x 7,5
Híbrido:
8,5 x 8,5
Variedade gigante:
9,0 x 9,0

Recomenda-se a abertura de covas de 60 x 60 cm, que devem ser previamente adubadas com esterco de gado curtido (aproximadamente 5 litros) e 300 gramas de superfosfato. A quantidade de calcário deverá ser determinada em função dos resultados da análise de solo.

Adubação e Cobertura

Recomenda-se a realização de análise de solo para conhecer as quantidades necessárias de adubo e/ou outros nutrientes. Normalmente, realiza-se duas adubações de cobertura, sendo uma no inicio e outra após o período chuvoso. Além da adubação mineral, recomenda-se também uma cobertura orgânica, extremamente importante ao desenvolvimento do coqueiro.

Tratos Fitossanitários

Para as condições do sul da Bahia, as principais pragas do coqueiro são: Àcarodo-fruto (Eriophyes guerreronis), traça-das-flores e-frutos-novos (Hyalospila ptychis) e o percevejo do coqueiro (Lincus lobuliger), as quais causam danos consideráveis a produção e produtividade, principalmente quando o ataque ocorre nos estágios iniciais de desenvolvimento do fruto, provocando deformações e queda prematura.

A murcha de phythomonas (Phythomonas sp.), Anel-vermelho (Rhadinaphelenchus cocophilus) e a Licha-do-coqueiro (Catacauma torendiella) são as principais doenças que ocorrem nessa região. Embora disseminada em todos os coqueirais brasileiros, a lixa-pequena, que reduz em até 50% a a´rea folia do coqueiro, não leva a planta à morte, como acontece com a murcha de phythomonas e o anel-vermelho. Recomenda-se vistorias mensais no coqueiral e procurar a CEPLAC para receber as orientações de controle de pragas e doenças que forem detectadas.

Consórcio entre Plantas

O coqueiro admite, de forma seqüenciada, o consórcio com várias culturas.

Do plantio até o segundo ano, pode-se consorciar varias culturas, tais como: abacaxi, mandioca, maracujá, abóbora, banana, fruta-do-conde, etc. Essas culturas devem ser cultivadas a uma distância dos coqueiros de aproximadamente 1,5 m, para evitar concorrência por nutrientes e sombra. Do segundo ano em diante, as culturas deverão ser plantadas no meio das ruas do coqueiro e /ou entre plantas

Consórcio com animais

Recomenda-se o consórcio com carneiros deslanados. A partir de dois anos e meio, os coqueirais já estão altos e, sendo assim, não há possibilidade das plantas serem danificadas pelos ovinos.

As vantagens do consórcio com o carneiro são as seguintes:

Valor comercial e nutricional da carne desses animais;
Por dormirem em curral suspenso, as fezes dos carneiros são aproveitadas na adubação dos coqueiros.

Em terrenos onde não é possível a roçagem mecânica, a utilização de carneiros poderá contribuir parcialmente com a limpeza das áreas. Isso porque os solos cobertos com gramíneas prejudicam o desenvolvimento dos coqueirais. Para que não haja concorrência por nutrientes, sugere-se o coroamento constante das gramíneas ao redor do coqueiro. Recomenda-se também, o plantio de leguminosas, pois além da fixação do nitrogênio no solo as folhas servirão como fonte de proteínas para os carneiros.

Rendimento

A estabilidade de produção de um coqueiral tecnicamente conduzido, ocorre quando as plantas atingem os 12 anos, com produtividade de 60 a 120 frutos/planta/ano.

José Inácio Lacerda Moura

José Basílio Vieira Leite

Fonte: www.ceplac.gov.br

Coqueiro

Origem

A origem do coqueiro é do sudeste da Ásia.

A planta foi introduzida no Brasil através do estado da Bahia (daí côco-da-Bahia), disseminando-se pelo litoral nordestino, sendo hoje o nordeste responsável por 95% da produção nacional (Quadro 1). No contexto mundial, a produção brasileira de coco mesmo sendo pequena, pelo fato do Brasil não produzir óleos, sempre foi de fundamental importância na vida e economia das populações do nordeste como os estados da Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas. Atualmente vem assumindo importância como estados produtores Pará, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Características das plantas

O coqueiro é uma planta pertencente a Família Palmae, uma das mais importante famílias da classe Monocotyledoneae. Sendo que todos os coqueiros cultivados pertencem a espécie Cocos nucifera L. O coqueiro é uma planta que apresenta contínuo florescimento e frutificação ao longo do ano.

Raízes

O coqueiro possui sistema radicular fasciculado, com raízes primárias de 8mm a 10mm de diâmetro e um número variável de 2000 a 10000 raízes dependendo das condições ambientais e/ ou material genético. Das raízes primarias partem as secundarias, de onde se originam as terciárias, que produzem radicelas medindo 1mm a 3mm de diâmetro, sendo verdadeiros órgãos de absorção. A profundidade do sistema radicular é variada.

Caule

O caule do coqueiro é do tipo estirpe, não ramificado, muito desenvolvido e bastante ramificado. Em seu ápice, prende-se um tufo de folhas que protege a sua única gema apical. A inflorescência é a única ramificação deste caule, pois é considerada um ramo caulinar modificado (Ferri, 1973). A parte terminal do tronco, de onde se formam novas folhas, é tenra e comestível, constituindo o palmito.

Folha

A folha do coqueiro é do tipo penada, sendo constituída pelo pecíolo, que continua pelo raquis onde se prendem numerosos folíolos. Uma folha madura possui comprimento variável, com 200 a 300 folíolos de 90cm a 130cm de comprimento. O comprimento e o número de folíolos varia de acordo com a idade do coqueiro. Um coqueiro-gigante adulto emite de 12 a 14 folhas por ano e um coqueiro-anão adulto 18 folhas por ano. Essas folhas permanecem no coqueiro por um período de três a três anos e meio, apresentando uma copa de 25 a 30 folhas (Child, 1974).

Inflorescência

O coqueiro possui inflorescências paniculadas e axilares, protegidas por brácteas grandes, chamadas espatas. A espata, ao complementar seu desenvolvimento (três a quatro meses), abre-se, libertando a inflorescência, que é formada pelo pedúnculo, espigas e flores. Cada espiga possui flores masculinas e numerosas flores femininas. O número de flores femininas é influenciado pelas condições nutricionais e hídricas da planta.

Fruto

Coqueiro
Coco - Fruto

O fruto do coqueiro é uma drupa. É formado por epiderme lisa ou epicarpo, que envolve o mesocarpo espesso e fibroso, ficando mais para o interior uma camada muito dura, o endocarpo. A semente é envolvida pelo endocarpo que é constituído por uma camada de cor marrom chamada tegumento que fica entre o endocarpo e o albúmem. O albúmem é uma camada branca, carnosa e muito oleosa, formando uma grande cavidade onde fica o albúmem líquido( água de coco). Próximo a um dos orifícios do endocarpo e envolvido pelo albúmem sólido está o embrião.

Cultivo do Coqueiro Anão

Como escolher a área

Marcação das covas para o plantio do coqueiro anão. Aplicação dos fertilizantes no coqueiro adulto.O coqueiro requer clima quente, com temperatura oomédia em torno de 27C. Temperaturas inferiores a 15C prejudicam o seu desenvolvimento e causam a queda dos frutos pequenos. Solos profundos de textura leve, com boa disponibilidade de água, profundidade mínima de 1m, são os mais adequados, não sendo indicados os solos excessivamente argilosos e/ou os sujeitos a encharcamento.

Como marcar as covas

O coqueiro anão deve ser plantado em triângulo, no espaçamento de 7,5m x 7,5m x 7,5m (205 plantas/ha).

A partir de uma linha básica, orientada no sentido Norte-Sul, as covas são marcadas a cada 7,5m, originando a primeira linha. Depois, com o auxílio de uma corrente, com 15m de extensão, tendo em cada extremidade e no meio uma argola, marca-se a segunda linha. A partir da segunda linha marca-se a terceira e, assim, sucessivamente, até completar a marcação de toda a área. Em grandes áreas pode-se optar pela marcação com o uso do teodolito.

Como plantar

O plantio deve ser feito com mudas de boa qualidade, adquiridas de produtores idôneos. Preferencialmente, o plantio deve ser efetuado no início do período chuvoso, sendo as covas preparadas com 30 dias de antecedência. Para isto, abrir covas de 60cm x 60cm x 60cm a 80cm x 80cm x 80cm, dependendo do tipo do solo (leve ou pesado), tendo o cuidado de separar a terra da camada superficial (primeiros 20cm).

Depois de aberta, preparar a cova fazendo o seu enchimento com a seguinte mistura: terra de superfície, adubo orgânico (uma lata de 20 litros de esterco bovino ou quantidade equivalente de outra fonte orgânica) e 800g de superfosfato simples. O plantio da muda só deve ser feito após a fermentação do adubo orgânico.

Para o plantio, retirar um pouco de terra do centro da cova e colocar a muda, fixando-a ao solo, e tendo o cuidado de evitar o enterrio total da semente.

Após um mês do plantio, fazer a adubação de cobertura na cova, usando 300g de uréia e 200g de cloreto de potássio, espalhados e incorporados ao solo, em torno da muda.

Tratos culturais e irrigação

Para evitar a concorrência das plantas daninhas por água e nutrientes, é indispensável fazer o coroamento, ou seja, a limpeza de uma área ao redor da planta. O tamanho da coroa varia de acordo com a idade da planta, acompanhando, mais ou menos, a projeção da copa, iniciando com 0,50m e atingindo 2,0m de raio, a partir do 3º ano. É nessa área limpa onde são aplicados os adubos e a água de irrigação.

O coqueiro é muito exigente em água, necessitando de irrigação no período seco para se desenvolver e produzir bem.

A necessidade e quantidade de água dependem de vários fatores: idade da planta, o clima, o tipo de solo, etc. De maneira geral, no primeiro período seco após o plantio, o coqueiro deve receber de 20 a 40 litros/água/dia.

Quando e como adubar

A adubação deve ser realizada anualmente, para repor os nutrientes retirados do solo pela planta, baseada sempre nas análises de solo e folha. Em cultivos sem irrigação, os fertilizantes podem ser aplicados de uma só vez, no final do período chuvoso. Em plantios irrigados, a adubação anual deve ser fracionada em, pelo menos, seis aplicações. Quando os fertilizantes forem aplicados via fertirrigação a frequência será preferencialmente semanal.

No caso de adubação convencional, os adubos devem ser espalhados na zona de aplicação indicada na. É nesta zona, entre 0,50 e 2,00m da base do coqueiro, onde está situada a maior parte das raízes ativas do coqueiro.

A colheita

Os frutos verdes, para o consumo da água, devem ser colhidos com a idade de 6 a 7 meses, ocasião em que apresentam maiores quantidade de água e de concentração de açúcares.

Os frutos secos, para o consumo in natura e indústria ou produção de semente, devem ser colhidos na idade de 11 a 12 meses.

Emanuel Richard Carvalho Donald

Fonte: www.cpatc.embrapa.br

Coqueiro

Cocos nucifera L. - COCO-DA-BAÍA

Nome científico: Cocos nucifera L.

Família: Arecaceae.

Sinônimos botânicos: Palma cocos Mill.

Outros nomes populares: coco, coqueiro, Kokospalm (alemão), coco (espanhol), noix de coco (francês), coconut (inglês), palma de cocco (italiano).

Constituintes químicos: acetovanilona, ácido ascórbico, ácido cáprico, ácido caprílico, ácido Cítrico, ácido ferúlico, ácido láurico, ácido mirístico, ácido quínico, ácido succínico, ácido valínico, celulose, chlorina, fitosterol, inositol, tocoferol, vanilina e vitamina E. 100 gramas de polpa contém 589,8 calorias, 14 gramas de água, 27,80 gramas de hidratos de carbono, 5,70 gramas de proteínas, 5,50 gramas de gorduras, 2 gramas de sais, além de vitaminas A (5UI), B1 (173 mcg), B2 (102 mcg), B5 (0,1 mg) e C (8,2 mg).

Propriedades medicinais: antiinflamatória, calmante, condicionante, emoliente, hidratante, nutritiva, oxidante, protetora das membranas celulares, refrescante, remineralizante, umectante.

Indicações: abscessos, abrir o apetite, afecções respiratórias, amaciante da pele, angina, artrite, blenoragia, bronquite, bronquite asmática, calmante, cefaléias, cistite, colesterol, cólicas abdominais, desinterias, desnutrição, diarréias, dores, febre, fortificante dos músculos e das gengivas, furúnculos, hidratante, icterícia, inchaço nas pernas, inflamação do canal da uretra, inflamações dos olhos, irritações gastrointestinais, nefrite, nutriente, repositor de sais minerais, tosse, traqueíte, úlceras gástricas, vermífugo (teníase), vômito na gravidez.

Castanha: úlceras de estômago, inflamações intestinais, artrite, asma, tosse, afecções das vias respiratórias.

Água-de-coco: hidrantante, enfermidades da bexiga.

Leite de coco: asma.

Coco fresco ralado: vermes intestinais.

Óleo de coco: dor em dentes cariados, além de facilitar sua extração.

Parte utilizada: castanha, água.

Contra-indicações/cuidados: não encontradas na literatura consultada.

Podem ocorrer eventualmente reações alérgicas e ressecamento na pele com o uso externo, em pessoas sensíveis.

Modo de usar:

Leite de coco: 2 colheres tomadas pela manhã e à noite contra ataques asmáticos.
Coco fresco ralado: 1 colher pela manhã: ajuda a expulsar vermes intestinais.

Fonte: geocities.com

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