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Ipê Amarelo

 

Nomes populares: pau-d'arco-amarelo (PA), piúva-amarela, ipê-ovo-de-macuco (ES), tamurá-tuíra, ipê-pardo, ipê-do-cerrado, ipê-amarelo, opa Características morfológicas

Altura de 8-20 m, com tronco de 60-80 cm de diâmetro.

Folhas compostas 5-folioladas (eventualmente 4); folíolos glabros ou pubescentes, de 6-17 cm de comprimento por 3-7 cm de largura.

O Ipê Amarelo é o nome popular de algumas espécies de árvores da região Sul e Sudeste do Brasil, pertencentes à família botânica Bignoniaceae, gênero Tabebuia, que também compreende espécies com flores de cor branca, roxa, rosa ou lilás. Em outras regiões brasileiras, os ipês recebem outras denominações.

O nome científico Tabebuia, de origem tupi-guarani, significa pau ou madeira que flutua. É denominada, pelos índios, de caxeta, árvore que nasce na zona litorânea do Brasil, cuja madeira íntegra (inatacável) resiste ao apodrecimento. O nome ipê, de origem Tupi, significa árvore de casca grossa.

Existem várias espécies de ipê amarelo, sendo as mais conhecidas: Tabebuia chrysotricha (Mart Ex DC.) Stand. e Tabebuia alba (Cham) Sandwith, ambas nativas do Brasil.

Ipê Amarelo
Ipê Amarelo

Tabebuia chrysotricha conhecida por pau-d’arco-amarelo, ipê-do-morro, ipê-tabaco, ipê-amarelo-cascudo, ipê-açu, aipe, ocorre do ES até SC, na Floresta Pluvial Atlântica. Seu nome científico (chrysotricha) é devido à presença de densos pêlos cor de ouro nos ramos novos.

Tabebuia alba conhecida por ipê-amarelo, aipê, ipê-amarelo de folha-branca, ipê-branco, ipê-dourado, ipê mamono, ipê mandioca, ipê ouro, ipê pardo, ipê da serra, ipê do cerrado, ipê vacariano, ipezeiro, pau darco amarelo, tapioca, ocorre nos estados do RJ, MG até RS.

Sendo uma espécie caducifólia, o período da queda das folhas coincide com a floração que se inicia no final do inverno. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê amarelo. As flores desta espécie atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores.

Pela beleza de suas flores e mesmo pelo pequeno porte, os ipês de flores amarelas são os mais apreciados e plantados, o que os torna mais adequados na arborização urbana. A coloração das flores produz belíssimo efeito tanto na copa da árvore como no chão das ruas, formando um tapete de flores contrastantes com o cinza do asfalto.

Devido à exuberância do florescimento dos ipês, dezenas de poesias, contos e sonetos foram produzidos por escritores e poetas. Citado na obra Macunaíma de Mário de Andrade e em obra de Castro Alves, o ipê é consagrado como símbolo de força e resistência.

Dotada de beleza inigualável, a floração do ipê foi traduzida em versos:

Ontem floriste como por encanto,sintetizando toda a primavera;mas tuas flores, frágeis entretanto,tiveram o esplendor de uma quimera.
Como num sonho, ou num conto de fada, se transformando em nívea cascata, tuas florzinhas, em sutil balada, caíam como se chovesse prata... (Sílvio Ricciardi)

O ipê foi motivo de inspiração até de políticos. Em 1961, Jânio Quadros, declarou o ipê-amarelo, conhecido cientificamente por Tabebuia vellosoi, como a Flor Nacional, por meio de um projeto aprovado pelo Poder Executivo.

Mais recentemente, em um discurso, o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, fez uma apologia citando o ipê amarelo:

O ipê amarelo floresce em agosto. Isso é uma coisa emocionante. Eu tenho a oportunidade de andar pelo Brasil inteiro e agosto é um mês feio, um mês de vento, mês cinzento, de muito fogo, muita fumaça.

É um mês triste, entre o frio e o quente, um mês indefinido. Pois é no mês de agosto que os ipês amarelos florescem com vigor, mostrando de certa forma um caminho para cada um de nós. Porque é no auge da seca, no auge da tristeza, no auge da bruma seca que o ipê amarelo vai buscar na profundeza do solo a suficiente energia para florescer fantasticamente, oferecendo à humanidade potes de ouro extraordinários, mostrando que é possível, mesmo na relação mais complicada, trazer o brilho e a alegria. Eu tenho certeza que aqui...

Fonte: www.floraefauna.com

Ipê Amarelo

Nome científico: Tabebuia chrysotricha
Nomes Populares:
ipê-amarelo-cascudo, ipê-do-morro, ipê, ipê-amarelo, aipé, ipê tabaco, ipê-amarelo-paulista, pau-d'arco-amarelo.
Sinonímia Botânica:
Tecoma chrysotrícha Mart. ex DC., Handroantus chrysotríchus (Mart. ex DC.) Mattos
Origem:
Brasil
Família:
Bignoniáceas
Luminosidade:
sol pleno
Porte:
Pode chegar a 8 metros de altura
Clima:
quente e úmido
Copa:
rala, com diâmetro um pouco maior que a metade da altura
Propagação:
Sementes
Solo:
fértil e bem drenado
Podas:
recomenda-se apenas podas de formação

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Árvore de 6 a 14 m de altura, com tronco tortuso. Folhas opostas, compostas, com 5 folíolos densamente pilosos, principalmente na face inferior que também é mais clara, de 4 a 9 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura, pecíolo de 3 a 5,5 cm de comprimento.

Flores com corola amarelo-ouro, de 4 a 5,5 cm de comprimento; cálice tubuloso com glândulas. Fruto cápsula linear acuminada com tomento que se desprende com facilidade.

Apresenta características mofológicas próximas às de T. chrysotrich (ver página 08), principalmente nessa região do estado, diferencia-se dessa pela pilosidade mais escassa da folha e fruto mas largo com polosidade caduca.

Originária do Brasil é a espécie de ipê mais utilizada em paisagismo.

Durante o inverno, as folhas do ipê-amarelo caem e a árvore fica completamente despida.

No início da primavera, entretanto, ela cobre-se inteiramente com sua floração amarela, dando origem ao famoso espetáculo do ipê-amarelo florido.

Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada.

Características Morfológicas

Altura de quatro a dez metros, com tronco de trinta a quarenta centímetros de diâmetro.

Ramos novos e pecíolos cobertos por densa pubescência ferrugínea.

Folhas compostas 5-folioladas; folíolos pubescentes em ambas as faces, ásperos, coriáceos, e cinco a dez centímetros de comprimento por três a cinco centímetros de largura.

Ocorrência

Espírito Santo até Santa Catarina, na floresta pluvial atlântica.

Muito frequente na região Amazônica e esparso desde o Ceará até São Paulo na floresta pluvial atlântica; na região sul da Bahia e norte do Espírito Santo é um pouco mais frequente que no resto da costa.

Madeira

Moderadamente pesada, resistente, difícil de serrar, de grande durabilidade mesmo quando em condições adversas.

Pesada (densidade 1,08 g/m3), duríssima, difícil de serrar, rica em cristais de lapachol, infinitamente durável sob quaisquer condições, com alburno distinto.

Fenologia

Floresce durante os meses de agosto-setembro, geralmente com a planta totalmente despida da folhagem. Os frutos amadurecem a partir de setembro a meados de outubro.

Utilidade

A madeira é própria para obra externas, como postes, peças para pontes, tábuas para assoalhos, rodapés, molduras, etc. Aárvore é extremamente ornamental, principalmente quando em flôr; é a espécie de ipê amarelo mais cultivada em praças e ruas estreitas e sob redes elétricas em virtude de seu pequeno porte.

A madeira é própria para construções pesadas e estruturas externas, tanto civis como navais, como quilhas de navios, pontes, dormente, postes, para tacos e tábuas de assoalho, confecção de tacos de bilhas, bengalas, eixos de rodas, etc.

A árvore é extremamente bela quando com flor, o que é facilmente notado na floresta amazônica durante sobrevôo. É excelente para o paisagismo em geral, o que já vem sendo largamente utilizado.

Propriedades da madeira e outros usos

Madeira muito pesada, dura ao corte, de alta resistência mecânica e de longa durabilidade mesmo em condições favoráveis ao apodrecimento.

É própria para usos externos, como assoalhos, batentes; cofecção de peças torneadas; instrumentos musicais: cabos de ferramentas, etc.

Seu florescimento por ser muito belo, estimula o uso no paisagismo em geral.

Flor: Julho a Setembro, com a planta totalmente despida de sua folhagem.
Fruto:
Setembro a Outubro

Informações ecológicas

Ipê Amarelo
Ipê Amarelo

Planta decídua, heliófita, característica da floresta pluvial densa. É também largamente dispersa nas formações secundárias, como capoeiras e capoeirões, porém tanto na mata como na capoeira, prefere solos bem drenados situados nas encostas. Sua dispersão é geralmente uniforme e sempre muito esparsa.

Fenologia

Floresce durante os meses de agosto-novembro, com a planta totalmente despida da folhagem. Os frutos amadurecem em outubro-dezembro.

Obtenção de sementes

Colher os frutos diretamente da árvore quando os primeiros iniciarem a abertura espontânea. Em seguida deixá-los ao sol para completarem a abertura e liberação das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 25.000 sementes.

Produção de mudas

As sementes devem ser postas para germinar logo que colhidas, em canteiros ou embalagens individuais contendo solo argiloso rico em matérias orgânica.

A emergência ocorre em 8-10 dias e, a germinação geralmente é abundante. O desenvolvimento das mudas é rápido, ficando prontas para o plantio no local definitivo em menos de 5 meses.

O desenvolvimento das plantas no campo é apenas moderado, alcançando 3 m aos 2 anos.

Fonte: www.clubedasemente.org.br/www.eupreservo.org

Ipê Amarelo

O ipê amarelo é a árvore brasileira mais conhecida, a mais cultivada e, sem dúvida nenhuma, a mais bela. É na verdade um complexo de nove ou dez espécies com características mais ou menos semelhantes, com flores brancas, amarelas ou roxas. Não há região do país onde não exista pelo menos uma espécie dele, porém a existência do ipê em habitat natural nos dias atuais é rara entre a maioria das espécies (LORENZI,2000).

A espécie Tabebuia alba, nativa do Brasil, é uma das espécies do gênero Tabebuia que possui “Ipê Amarelo” como nome popular. O nome alba provém de albus (branco em latim) e é devido ao tomento branco dos ramos e folhas novas.

As árvores desta espécie proporcionam um belo espetáculo com sua bela floração na arborização de ruas em algumas cidades brasileiras. São lindas árvores que embelezam e promovem um colorido no final do inverno.

Existe uma crença popular de que quando o ipê-amarelo floresce não vão ocorrer mais geadas. Infelizmente, a espécie é considerada vulnerável quanto à ameaça de extinção.

Ipê Amarelo
Ipê Amarelo

A Tabebuia alba, natural do semi-árido alagoano está adaptada a todas as regiões fisiográficas, levando o governo, por meio do Decreto nº 6239, a transformar a espécie como a árvore símbolo do estado, estando, pois sob a sua tutela, não mais podendo ser suprimida de seus habitats naturais.

Taxonomia

Família: Bignoniaceae
Espécie:
Tabebuia Alba (Chamiso) Sandwith
Sinonímia botânica:
Handroanthus albus (Chamiso) Mattos; Tecoma alba Chamisso
Outros nomes vulgares:
ipê-amarelo, ipê, aipê, ipê-branco, ipê-mamono, ipê-mandioca, ipê-ouro, ipê-pardo, ipê-vacariano, ipê-tabaco, ipê-do-cerrado, ipê-dourado, ipê-da-serra, ipezeiro, pau-d’arco-amarelo, taipoca.

Aspectos Ecológicos

O ipê-amarelo é uma espécie heliófita (Planta adaptada ao crescimento em ambiente aberto ou exposto à luz direta) e decídua (que perde as folhas em determinada época do ano). Pertence ao grupo das espécies secundárias iniciais (DURIGAN & NOGUEIRA, 1990).

Abrange a Floresta Pluvial da Mata Atlântica e da Floresta Latifoliada Semidecídua, ocorrendo principalmente no interior da Floresta Primária Densa. É característica de sub-bosques dos pinhais, onde há regeneração regular.

Informações Botânicas

Morfologia

As árvores de Tabebuia alba possuem cerca de 30 metros de altura. O tronco é reto ou levemente tortuoso, com fuste de 5 a 8 m de altura. A casca externa é grisáceo-grossa, possuindo fissuras longitudinais esparas e profundas. A coloração desta é cinza-rosa intenso, com camadas fibrosas, muito resistentes e finas, porém bem distintas.

Com ramos grossos, tortuosos e compridos, o ipê-amarelo possui copa alongada e alargada na base. As raízes de sustentação e absorção são vigorosas e profundas.

As folhas, deciduais, são opostas, digitadas e compostas. A face superior destas folhas é verde-escura, e, a face inferior, acinzentada, sendo ambas as faces tomentosas. Os pecíolos das folhas medem de 2,5 a 10 cm de comprimento. Os folíolos, geralmente, apresentam-se em número de 5 a 7, possuindo de 7 a 18 cm de comprimento por 2 a 6 cm de largura. Quando jovem estes folíolos são densamente pilosos em ambas as faces. O ápice destes é pontiagudo, com base arredondada e margem serreada.

As flores, grandes e lanceoladas, são de coloração amarelo-ouro. Possuem em média 8X15 cm.

Quanto aos frutos, estes possuem forma de cápsula bivalvar e são secos e deiscentes. Do tipo síliqua, lembram uma vagem. Medem de 15 a 30 cm de comprimento por 1,5 a 2,5 cm de largura. As valvas são finamente tomentosas com pêlos ramificados. Possuem grande quantidade de sementes.

As sementes são membranáceas brilhantes e esbranquiçadas, de coloração marrom. Possuem de 2 a 3 cm de comprimento por 7 a 9 mm de largura e são aladas.

Reprodução

A espécie é caducifólia e a queda das folhas coincide com o período de floração. A floração inicia-se no final de agosto, podendo ocorrer alguma variação devido a fenômenos climáticos. Como a espécie floresce no final do inverno é influenciada pela intensidade do mesmo. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê amarelo.

As flores por sua exuberância, atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores. Segundo CARVALHO (2003), a espécie possui como vetor de polinização a abelha mamangava (Bombus morio).

As sementes são dispersas pelo vento.

A planta é hermafrodita, e frutifica nos meses de setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, dependendo da sua localização. Em cultivo, a espécie inicia o processo reprodutivo após o terceiro ano.

Ocorrência Natural

Ocorre naturalmente na Floresta Estaciobal Semidecicual, Floresta de Araucária e no Cerrado.

Segundo o IBGE, a Tabebuia alba (Cham.) Sandw. é uma árvore do Cerrado, Cerradão e Mata Seca. Apresentando-se nos campos secos (savana gramíneo-lenhosa), próximo às escarpas.

Clima

Segundo a classificação de Köppen, o ipê-amarelo abrange locais de clima tropical (Aw), subtropical úmido (Cfa), sutropical de altitude (Cwa e Cwb) e temperado.

A T.alba pode tolerar até 81 geadas em um ano. Ocorre em locais onde a temperatura média anual varia de 14,4ºC como mínimo e 22,4ºC como máximo.

Solo

A espécie prefere solos úmidos, com drenagem lenta e geralmente não muito ondulados (LONGHI, 1995).

Aparece em terras de boa à média fertilidade, em solos profundos ou rasos, nas matas e raramente cerradões (NOGUEIRA, 1977).

Pragas e Doenças

De acordo com CARVALHO (2003), possui como praga a espécie de coleópteros Cydianerus bohemani da família Curculionoideae e um outro coleóptero da família Chrysomellidae. Apesar da constatação de elevados índices populacionais do primeiro, os danos ocasionados até o momento são leves. Nas praças e ruas de Curitiba - PR, 31% das árvores foram atacadas pela Cochonilha Ceroplastes grandis.

ZIDKO (2002), ao estudar no município de Piracicaba a associação de coleópteros em espécies arbóreas, verificou a presença de insetos adultos da espécie Sitophilus linearis da família de coleópteros, Curculionidae, em estruturas reprodutivas. Os insetos adultos da espécie emergiram das vagens do ipê, danificando as sementes desta espécie nativa.

ANDRADE (1928) assinalou diversas espécies de Cerambycidae atacando essências florestais vivas, como ingazeiro, cinamomo, cangerana, cedro, caixeta, jacarandá, araribá, jatobá, entre outras como o ipê amarelo.

A Madeira

A Tabebuia alba produz madeira de grande durabilidade e resistência ao apodrecimento (LONGHI,1995).

MANIERI (1970) caracteriza o cerne desta espécie como de cor pardo-havana-claro, pardo-havan-escuro, ou pardo-acastanhado, com reflexos esverdeados. A superfície da madeira é irregularmente lustrosa, lisa ao tato, possuindo textura media e grã-direita.

Com densidade entre 0,90 e 1,15 grama por centímetro cúbico, a madeira é muito dura (LORENZI, 1992), apresentando grande dificuldade ao serrar.

A madeira possui cheiro e gosto distintos. Segundo LORENZI (1992), o cheiro característico é devido à presença da substância lapachol, ou ipeína.

Usos da Madeira

Sendo pesada, com cerne escuro, adquire grande valor comercial na marcenaria e carpintaria. Também é utilizada para fabricação de dormentes, moirões, pontes, postes, eixos de roda, varais de carroça, moendas de cana, etc.

Produtos Não-Madeireiros

A entrecasca do ipê-amarelo possui propriedades terapêuticas como adstringente, usada no tratamento de garganta e estomatites. É também usada como diurético.

O ipê-amarelo possui flores melíferas e que maduras podem ser utilizadas na alimentação humana.

Outros Usos

É comumente utilizada em paisagismo de parques e jardins pela beleza e porte. Além disso, é muito utilizada na arborização urbana.

Segundo MOREIRA & SOUZA (1987), o ipê-amarelo costuma povoar as beiras dos rios sendo, portanto, indicado para recomposição de matas ciliares. MARTINS (1986), também cita a espécie para recomposição de matas ciliares da Floresta Estacional Semidecidual, abrangendo alguns municípios das regiões Norte, Noroeste e parte do Oeste do Estado do Paraná.

Aspectos Silviculturais

Possui a tendência a crescer reto e sem bifurcações quando plantado em reflorestamento misto, pois é espécie monopodial. A desrrama se faz muito bem e a cicatrização é boa. Sendo assim, dificilmente encopa quando nova, a não ser que seja plantado em parques e jardins.

Ao ser utilizada em arborização urbana, o ipê amarelo requer podas de condução com freqüência mediana.

Espécie heliófila apresenta a pleno sol ramificação cimosa, registrando-se assim dicotomia para gema apical. Deve ser preconizada, para seu melhor aproveitamento madeireiro, podas de formação usuais (INQUE et al., 1983).

Produção de Mudas

A propagação deve realizada através de enxertia.

Os frutos devem ser coletados antes da dispersão, para evitar a perda de sementes. Após a coleta as sementes são postas em ambiente ventilado e a extração é feita manualmente. As sementes do ipê amarelo são ortodoxas, mantendo a viabilidade natural por até 3 meses em sala e por até 9 meses em vidro fechado, em câmara fria.

A condução das mudas deve ser feita a pleno sol. A muda atinge cerca de 30 cm em 9 meses, apresentando tolerância ao sol 3 semanas após a germinação.

Sementes

Os ipês, espécies do gênero Tabebuia, produzem uma grande quantidade de sementes leves, aladas com pequenas reservas, e que perdem a viabilidade em poucos dias após a sua coleta. A sua conservação vem sendo estudada em termos de determinação da condição ideal de armazenamento, e tem demonstrado a importância de se conhecer o comportamento da espécie quando armazenada com diferentes teores de umidade inicial, e a umidade de equilíbrio crítica para a espécie (KANO; MÁRQUEZ & KAGEYAMA, 1978).

As levíssimas sementes aladas da espécie não necessitam de quebra de dormência. Podem apenas ser expostas ao sol por cerca de 6 horas e semeadas diretamente nos saquinhos. A quebra natural leva cerca de 3 meses e a quebra na câmara leva 9 meses. A germinação ocorre após 30 dias e de 80%.

As sementes são ortodoxas e há aproximadamente 87000 sementes em cada quilo.

Bibliografia Consultada e Citada

ANDRADE, E. N. Contribuição para o estudo da Entomologia Florestal Paulista. Boletim Agric:.S. Paulo, 1998.
CARVALHO, P.E.R. Espécies arbóreas brasileiras. Colombo: Embrapa Florestas, 2003. v.1
BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.
DURIGAN,G.; NOGUEIRA,J.C.B. Recomposição de matas ciliares. IF Série Registros, n.4, p.1-14, set.1990.
ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.
INFORMATIVO CEPEA - SETOR FLORESTAL UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO • ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA"LUIZ DE QUEIROZ" Agosto, 2005 Nº 44
INOUE,M.T.; REICHMANN,F.; CARVALHO,P.E.R.; TORRES,M.A.V. A silvicultura de espécies nativas. Curitiba: FUPEF, 1983. 60p.
LAZARINI,R.A.M. Ipê amarelo. Disponível em: http://www.floraefauna.com/plantamesagosto.htm. Acesso em: 12/11/2005
LOBELLO,M. Árvores no Brasil. São Paulo: Prêmio, 1992, v.2
LONGHI,R.A. Livro das árvores: árvores e arvoretas do Sul. 2.ed., Porto Alegre: L&PM, 1995, 176p.
LORENZI,H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992, 382p.
LORENZI,H. A flor nacional. Rev.Época edição especial 500 anos, 2000. Disponível em : http://epoca.globo.com/especiais/rev500anos/planta.htm. Consultado em: 12/11/2005
MARITINS,S.S. Estudo do comportamento silvicultural de especies nativas em plantio de enriquecimento: nota previa. Maringa: Universidade Estadual, 1986. 20p.
MENDONÇA,R.C.; FELFILI,J.M.; WALTERS,B.M.T.; JÚNIOR,M.C.da S.; REZENDE,A.V.; FILGUEIRAS,T.S.; NOGUEIRA,P.E. Flora Vascular do bioma Cerrado. Diponível em: http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/levantamento/floravascular. Acesso em: 12/11/2005
MENEZES,A.F. A Craibeira. Disponível em: http://www.ima.al.gov.br/projeto_ima/leisestaduais/craibeira.htm. Acesso em: 12/11/2005
NOGUEIRA,J.C.B. Reflorestamento heterogêneo com essências indígenas. Boletim Técnico do Instituto Florestal, n.24, p.1-71, mar.1977.
KANO,N.K.; MARQUEZ,F.C.M.; KAGEYAMA,P.Y. 1978 Armazenamento de sementes de ipê dourado. IPEF, n.17, p.13-23, 1978.
PAULA, J.E.; ALVES, J.L.H. Madeiras nativas: anatomia, dendrologia, dendrometria, produção, uso. Brasília: Fundação Mokiti Okada, 1997. 541p.
REYES, A.E.L. Trilhas da Esalq. Disponível em: http://www.esalq.usp.br/trilhas. Acesso em: 12/11/2005
RIO GRANDE ENERGIA. Manual de Arborização. Disponível em: http://www.rge-rs.com.br/gestao_ambiental/arborizacao_e_poda/introducao.asp. Acesso em: 12/11/2005
RIZZINI, C.T. Árvores e Madeiras Úteis do Brasil. Manual de Dendrologia Brasileira. São Paulo: Editora Edgard Gomide Blucher. 1971.
ZIDKO, A. Coleópteros (insecta) associados as estruturas reprodutivas de espécies florestais arbóreas nativas no estado de São Paulo. Piracicaba, 2002, 43p. Tese (Mestrado) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Universidade de São Paulo.

Fonte: www.ipef.br

Ipê Amarelo

O ipê-amarelo é encontrado em todas as regiões do Brasil e sempre chamou a atenção de naturalistas, poetas, escritores e até de políticos.

Em 1961, o então presidente Jânio Quadros declarou o ipê-amarelo, da espécie Tabebuia vellosoi, a Flor Nacional. Desde então o ipê-amarelo é a flor símbolo de nosso país.

Os ipês pertencem à família das Bignoniáceas, da qual também faz parte o jacarandá, e ao gênero Tabebuia (do tupi, pau ou madeira que flutua), embora sejam de madeira muito pesada para flutuar. Tabebuia era, na verdade, o nome usado pelos índios para denominar a caixeta (Tabebuia cassinoides), uma árvore de madeira leve da região litorânea do Brasil, muito usada hoje na fabricação de artesanatos, instrumentos musicais, lápis e vários outros objetos.

Ipê é uma palavra de origem tupi, que significa árvore cascuda, e é o nome popular usado para designar um grupo de nove ou dez espécies de árvores com características semelhantes de flores brancas, amarelas, rosas, roxas ou lilás. No Norte, Leste e Nordeste do Brasil, são mais conhecidos como pau d’arco (os indígenas utilizavam a madeira para fazer arco e flecha); no Pantanal, como peúva (do tupi, árvore da casca); e, em algumas regiões de Minas Gerais e Goiás, como ipeúna (do tupi, una = preto). Na Argentina e Paraguai ele é conhecido como lapacho.

Ipê Amarelo
Ipê Amarelo

De forma geral os ipês ocorrem principalmente em florestas tropicais, mas também podem aparecem de forma exuberante no Cerrado e na Caatinga. A Tabebuia chrysotricha é uma das espécies nativas de ipê-amarelo que ocorre na Mata Atlântica, desde o Espírito Santo até Santa Catarina. Este nome científico (chrysotricha) é devido à presença de densos pêlos cor de ouro nos ramos novos.

Tem como sinonímias Botânicas: Tecoma chrysotricha e Handroantus chrysotrichus.

Conhecidos por sua beleza e pela resistência e durabilidade de sua madeira, os ipês foram muito usados na construção de telhados de igrejas dos séculos XVII e XVIII. Se não fosse pelos ipês, muitas dessas construções teriam se perdido com o tempo. Até hoje a madeira do ipê é muito valorizada, sendo bastante utilizada na construção civil e naval.

Hoje é muito difícil encontrar uma árvore de ipê-amarelo em meio à mata nativa, quando isso acontece, o espetáculo é grandioso e merece ser apreciado com calma e reverência. Podendo atingir até 30 metros de altura, o ipê em flor no meio da mata, contrasta com o verde das outras árvores.

As variedades de pequeno e médio porte (8 a 10 metros) são ideais para o paisagismo e a arborização urbana. A coloração das flores produz um belíssimo efeito tanto na copa da árvore como no chão das ruas, formando um tapete de flores contrastantes com o cinza das cidades.

Não é a toa ter inspirado tantos poetas.

“Ontem floriste como por encanto, sintetizando toda a primavera; mas tuas flores, frágeis entretanto, tiveram o esplendor de uma quimera. Como num sonho, ou num conto de fada, se transformando em nívea cascata, tuas florzinhas, em sutil balada, caíam como se chovesse prata...” (Sílvio Ricciardi)

Sendo uma espécie caducifólia, o período da queda das folhas coincide com a floração que se inicia no final do inverno. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê amarelo. As flores desta espécie atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores.

As mudas de ipê, sejam amarelos, roxos, rosas, brancos ou verdes, estão entre as mais procuradas no viveiro Jardim das Florestas. Essas espécies também são muito utilizadas pela Apremavi nos projetos de restauração florestal.

Ipê-amarelo

Nome cientifico: Tabebuia chrysotricha (Mart. Ex A.DC.)Standl.
Família:
Bignoniaceae.
Utilização:
madeira utilizada na construção civil, cercas, molduras, postes, tábuas, rodapés, etc. espécie muito utilizada pelo paisagismo urbano.
Coleta de sementes:
diretamente da árvore quando começar a abertura espontânea dos frutos.
Época de coleta de sementes:
outubro a novembro.
Fruto:
legume deiscente.
Flor:
amarela.
Crescimento da muda:
médio.
Germinação:
rápida.
Plantio:
mata ciliar, área aberta.

Observação: semear logo após a coleta, pois perde rapidamente poder de germinação. A cobertura das sementes nas sementeiras deve ser uma fina camada com substrato leve.

Fonte: www.apremavi.org.br

Ipê Amarelo

Ipê Amarelo
Ipê Amarelo

O Ipê-amarelo é uma árvore de grande porte, nativo da mata atlântica, considerado árvore-símbolo do Brasil. Chega a mais de oito metros de altura e cinco metros de copa (topo da árvore). Esta espécie não é apropriada para plantio em calçadas. Procure plantá-la prioritariamente em praças, parques ou quintais espa- çosos. Aproveite a oportunidade para criar uma situação de educação ambiental. Você pode reunir os colegas de trabalho, seus filhos e sobrinhos pequenos ou mesmo seus vizinhos de rua ou prédio.

Preparo da muda

1. Deixe as sementes sob sol forte durante cinco a seis horas. Isto fará com que elas germinem mais facilmente. Normalmente as mudas são produzidas em sacos plásticos, no entanto podem ser utilizados outros tipos de embalagens como latas, tubetes ou mesmo em um vaso médio.
2.
Plante a muda em um canteiro ou em embalagem individual contendo solo argiloso (encontrado em lojas especializadas e em supermercados) rico em matéria orgânica (adubo, misturado ao solo).
3.
Cubra apenas levemente as sementes com a mistura de terra com adubo, mantendo-as em ambiente semi-sombreado. A germinação ocorre no decorrer de 10 a 12 dias e o desenvolvimento das mudas é rápido, ficando prontas para o plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é apenas moderado, alcançando aproximadamente 3 metros em 2 anos.

PS: Caso prefira evitar esse processo, adquira mudas prontas em lojas especializadas ou junto à prefeitura de sua cidade. Durante a fase de crescimento, corte os brotos que surgirem na base da muda, pois concorrem muito em nutrientes. Quando a muda atingir cerca de sessenta centímetros, estará apta para ser plantada.

O plantio

4. Abra uma cova ou use o tamanho do torrão que envolve as raízes como referência: a cova deve conter o torrão com folga. No momento do plantio, a embalagem (saco plástico ou outros) que envolve a muda deve ser retirada com cuidado para que o “torrão” que protege as raízes não se quebre. Para facilitar a retirada, segure a muda deitada com uma mão e com a outra, utilizando objeto de corte (faca, tesoura) corte o saco plástico no sentido boca-fundo e com cuidado retire a embalagem plástica.
5.
No fundo da cova, coloque um pouco de areia e cascalho fino para facilitar a drenagem e aproveite para aplicar composto orgânico ou esterco. Misture a terra retirada com o composto orgânico. E lembre-se que o solo deve estar livre de entulho, pedras e lixo.
6.
Umedeça um pouco o torrão e retire a muda da embalagem, cortando o saco plástico e coloque-a na cova, centralizando bem e tomando cuidado para que as raízes não fiquem expostas. Não afunde demais a muda, procurando manter o “colo” da árvore no mesmo nível da superfície.
7.
Aproveite para colocar uma estaca de sustentação, ao lado do torrão da muda. A estaca é muito importante, especialmente no início do desenvolvimento da árvore, para evitar danos com ventos fortes e até para conduzir melhor o seu crescimento.
8.
Junte a terra da cova (após adubá-la) com a muda plantada e, com as mãos, pressione a terra ao
redor do “torrão” até que este esteja firme e bem envolvido pela terra da cova. Terminado o plantio, regue
abundantemente. Providencie uma proteção para a muda, caso esteja sujeita a atos de vandalismo.
9.
Regue bem e espere que a terra ceda. Complete o nível do solo com a terra adubada. Faça irrigações diárias, caso esteja atravessando um período seco.

O local

O local para plantio da muda deve ter espaço suficiente para que a futura árvore possa desenvolver a sua copa. A muda não pode ser plantada muito próxima de casas, muros, rede elétrica etc. A distância mínima entre uma muda e outra, ou mesmo entre a muda e uma casa, deve ser no mínimo de cinco metros.

A cova

A cova (buraco) onde será plantada a muda deve ter as dimensões de 40 x 40cm de boca e 40cm de profundidade. Ao abrir a cova, a terra retirada deve ser aproveitada para o enchimento do buraco.

A adubação

Para garantir um melhor crescimento da muda, é recomendável que se faça uma adubação na cova antes do plantio, utilizando-se 150 gramas de calcário, 200 gramas de superfosfato simples e adubo orgânico (esterco) bem curtido. Primeiro faz-se a mistura de 3 partes de terra com uma parte de adubo orgânico e depois acrescenta-se o calcário e o superfosfato. Essa mistura deve ser utilizada no enchimento da cova. Esses produtos podem ser facilmente encontrados nas lojas que vendem plantas, produtos agrícolas ou mesmo em alguns supermercados.

Cuidados após o plantio

Depois de plantada, a muda deve receber alguns cuidados até que fique adulta (cerca de dois anos) e saudável. Molhe-a com frequência, de preferência a cada dois dias, no período da manhã ou final de tarde.

Após o primeiro mês, regar a planta uma vez por semana.

Nos dois primeiros anos após o plantio, é importante que se faça uma adubação de cobertura a cada seis meses utilizando uma mistura de 50 gramas de uréia, 100 gramas de superfosfato simples e 50 gramas de cloreto de potássio. Essa mistura deve ser aplicada ao redor da muda na forma de uma coroa formada pela projeção da copa da planta no solo.

Fonte: www.bb.com.br

Ipê Amarelo

Nome Técnico: Tabebuia chrysotricha Standl.
Técnica da árvore:
Tabebuia chrysotricha Standl
Nomes Populares:
ipê amarelo
Família:
Família Bignoniaceae
Origem:
Originária do Brasil, nos estados do Espírito Santo até o sul do país.

Descrição

Árvore caducifólia com até 10,0 m de altura, forma irregular e folhas verdes compostas de tres folíolos asperos e coriáceos.

Flores campanuladas amarelo-ouro reunidas em inflorescência terminal.

Floresce no final do inverno até primavera, primeiro as flores na árvore sem folhas.

Modo de cultivo

Local ensolarado, não exigente em fertilidade do solo.

Reproduz-se por sementes que devem ser postas em substrato orgânico assim que colhidas, em local sombreado e com regas regulares.

Ipê Amarelo
Ipê Amarelo

Paisagismo

Uma das árvores mais bonitas em paisagismo urbano pela sua bela e exuberante floração.

Pode ser cultivada nas ruas e parques e também em jardins empresariais, para condomínios e residências, com grande sucesso ornamental.

No planejamento de jardins é preciso não esquecer que sua floração dura pouco tempo, e seu uso como atração principal na primavera deve ter boa combinação com as outras plantas.

Arbustos e herbáceas de florescimento na mesma estação devem combinar com as cores de suas flores para não causar um impacto visual demasiado forte.

Num paisagismo planejado corretamente, plantas com florações de cores que não combinam com o amarelo do ipê podem ser colocadas, mas sua época de aparecimento deverá ser diferente, dando ao jardim nova atração.

Fonte: www.fazfacil.com.br

Ipê Amarelo

Família: Bignoniaceae.
Nomes vulgares:
ipê, ipê-amarelo, ipê-do-cerrado, ipê- ovo-de-macuco, ipê-pardo, ipê-tabaco, ipê-uva, paud’arco, pau-d’arco-amarelo, piúva-amarela, opa e tamurá-tuíra.
Sinonímias:
Bignonia araliacea Cham., B. conspicua Rich. ex DC., B. flavescens Vell., B. serratifolia Vahl, Gelseminum araliaceum (Cham.) Kunt., G. speciosum (DC.) Kunt., Handroanthus araliaceus (Cham.) Mattos, H. atractocarpus (Bur. & Schum.) Mattos, H. flavescens (Vell.) Mattos, Tabebuia araliacea (Cham.) Mor. & Britt., T. monticola Pitt., Tecoma araliacea (Cham.) DC., T. atractocarpa Bur. & Schu., T. conspicua DC., T. flavescens (Vell.) Mart. ex DC., T. nigricans Klotz., T. patrisiana DC., T. serratifolia (Vahl) G. Don, T. speciosa DC. e Vitex moronensis Mold.

Ipê Amarelo
Ipê Amarelo

Espécies relacionadas de maior interesse: outras espécies do gênero Tabebuia também apresentam flores amarelas, porém podem ser distinguidas de T. serratifolia através das seguintes características: T. vellosoi possui corola de 8-10cm de comprimento; as flores coexistem com as folhas adultas; sua distribuição é restrita (Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul). T. alba apresenta folíolos adultos glabros na face superior e denso tomentosos na face inferior; os frutos são revestidos por tomento aveludado; sua distribuição é restrita (Rio de Janeiro e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul). T. chrysotricha é uma árvore de 4-10m de altura, que possui folíolos pubescentes em ambas as faces; os ramos novos e os pecíolos são cobertos por densa pubescência ferruginosa; as flores apresentam riscos avermelhados internamente no gargalo da corola; ocorre do Espírito Santo até Santa Catarina. T. ochraceae é uma árvore de 6-14m de altura com tronco tortuoso; os folíolos são muito rígidos e densamente pilosos, principalmente na face inferior; os frutos são pilosos. T. umbellata apresenta folíolos pubescentes em ambas as faces; os frutos são vagens deiscentes cilíndricas e compridas; ocorre em Minas Gerais, Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. T. aurea apresenta tronco tortuoso e ocorre na Região Amazônica e Nordeste até São Paulo e Mato Grosso do Sul. T. caraiba é uma árvore de 12-20m de altura com tronco tortuoso, que ocorre na Região Amazônica e Nordeste até São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Usos da espécie

A madeira é pesada, muito dura e resistente ao apodrecimento e ao ataque de fungos e cupins. Possui superfície pouco brilhante, lisa, oleosa e de coloração pardo-clara até pardo-acastanhado-escura, com reflexos esverdeados. É moderadamente difícil de ser processada, porém apresenta secagem fácil e rápida.

É empregada em marcenaria, construções pesadas e estruturas externas, tanto civis quanto navais. A árvore é utilizada em paisagismo e arborização urbana devido as suas atrativas flores amarelas; entretanto, não deve ser plantada próximo a residências ou em calçadas públicas, pois seu sistema radicular pode danificar o calçamento e a rede de esgoto e, ainda, causar o entupimento de calhas no período em que perde suas folhas.

Descrição botânica

A árvore atinge 5-25m de altura. O tronco cilíndrico reto pode medir 20-90cm de diâmetro e a copa 3-8m de diâmetro. A casca, de 10-15mm de espessura, é pardoacinzentada, fissurada e desprende-se em pequenas placas. As folhas são opostas, digitadas e 5-folioladas.

Os folíolos são oblongos, ovais a lanceolados, com ápice acuminado e base arredondada a acuneada; apresentam consistência membranácea a subcoriácea; superfície glabra em ambas as faces ou com pêlos nas axilas das nervuras secundárias da face inferior; a margem é serreada, crenado-serreada ou raramente inteira.

As flores hermafroditas são livres ou em tríades curtamente pedunculadas, dispostas em conjuntos umbeliformes nas pontas dos ramos. O cálice e a corola apresentam estrutura tubular com cinco lóbulos. O cálice de coloração esverdeada é ligeiramente pubescente. A corola amarelodourada mede 6-8cm de comprimento. O fruto é uma vagem septicida, coriácea, glabra, linear, de 20-65cm de comprimento e 2,5-3,5cm de espessura. As sementes numerosas são retangulares, laminares, leves, com duas asas hialinas e curtas.

Ecologia

Ocorre no Brasil, Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. No Brasil, estende-se da Amazônia e Nordeste até São Paulo. É uma espécie característica das florestas pluviais densas, desde o nível do mar até altitudes de 1200m, ocorrendo também em florestas secundárias e campinas. Prefere solos bem drenados.

Floração e frutificação

A floração é sincronizada, rápida e anual. No Pará, a floração ocorre entre julho e outubro e a frutificação entre outubro e novembro. No Acre, a floração ocorre entre julho e agosto e a frutificação entre agosto e setembro.

A floração acontece durante ou logo após a queda completa das folhas. Os eventos reprodutivos são observados em árvores com 8 anos de idade e 8-10m de altura, em áreas abertas, e em árvores com 10-15m de altura, na floresta.

Os principais polinizadores são as abelhas. A dispersão das sementes é anemocórica.

Produção de mudas no viveiro

A semeadura pode ser feita em canteiros ou em embalagens individuais, contendo solo argiloso rico em matéria orgânica, sob sombreamento de 70%. As sementes são dispostas sobre o leito de germinação e cobertas levemente com o substrato peneirado. A repicagem deve ser feita quando alcançarem 3-7cm de altura. As mudas podem ser transplantadas aos 5 meses da repicagem.

Fonte: rsa.ufam.edu.br

Ipê Amarelo

Ipê amarelo da serra

O ipê-amarelo-da-serra (Tabebuia alba (Cham.) Sandwith) é uma árvore brasileira, heliófita, secundária inicial, nativa da Mata Atlântica (floresta ombrófila densa e floresta estacional semidecidual), considerada a árvore símbolo do Brasil, descrita inicialmente em 1832 por Chamiso como Tecoma alba. O nome alba se deve à coloração branca das folhas e ramos novos, devida aos pelos que as recobrem.

Ipê Amarelo
Ipê Amarelo

Outros nomes populares: ipê-ouro, ipê-amarelo, ipê-da-serra, ipê, aipê, ipê-branco, ipê-mamono, ipê-mandioca, ipê-pardo, ipê-vacariano, ipê-tabaco, ipê-do-cerrado, ipê-dourado, ipezeiro, pau-d’arco-amarelo, taipoca.

Características

Altura: cerca de 30 metros.

Tronco reto ou levemente tortuoso, casca externa grossa, cinza-rosa, com fissuras longitudinais esparsas e profundas.

Com ramos grossos, tortuosos e compridos, o ipê-amarelo-da-serra possui copa alongada e alargada na base. As raízes de sustentação e absorção são vigorosas e profundas.

As folhas, decíduas, são opostas, compostas digitadas, de face superior verde-escura e face inferior acinzentada, ambas tomentosas na folha jovem, a superior glabra na adulta. Os pecíolos das folhas medem de 2,5 a 10 cm de comprimento. Os folíolos em número de 5 a 7, possuindo de 7 a 18 cm de comprimento por 2 a 6 cm de largura. O ápice destes é pontiagudo, com base arredondada e margem serrada.

Árvore florida

Inflorescência em panícula terminal, com flores grandes e lanceoladas, são de coloração amarelo-ouro. Possuem em média 8 x 15 cm.

Os frutos são cápsulas bivalvares cilíndrica, secos e deiscentes. Do tipo síliqua, lembram uma vagem. Medem de 15 a 30 cm de comprimento por 1,5 a 2,5 cm de largura. As valvas são finamente tomentosas com pêlos ramificados. Possuem grande quantidade de sementes.

As sementes são membranáceas brilhantes e esbranquiçadas, de coloração marrom. Possuem de 2 a 3 cm de comprimento por 7 a 9 mm de largura e são aladas.

Reprodução

A espécie é caducifólia (decídua) e a queda das folhas coincide com o período de floração. A floração inicia-se no final de julho e vai até setembro, podendo ocorrer alguma variação devido a fenômenos climáticos. Como a espécie floresce no final do inverno é influenciada pela intensidade do mesmo. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê-amarelo.

A planta é hermafrodita, e frutifica nos meses de outubro e novembro. Em cultivo, a espécie inicia o processo reprodutivo após o terceiro ano.

As flores por sua exuberância, atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores. Segundo CARVALHO (2003), a espécie possui como vetor de polinização a abelha mamangava (Bombus morio).

As sementes são dispersas pelo vento (anemocoria).

Ocorrência

Ocorre naturalmente na floresta estacional semidecidual, Floresta de Araucária e no cerrado brasileiros, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Serras do Espírito Santo.

Nativa também em parte da Argentina e Paraguai[3].

Tolerante a geadas, ocorre em locais cuja temperatura média anual varia de 14,4°C como mínimo e 22,4°C como máximo.

Prefere solos úmidos, com drenagem lenta e geralmente não muito ondulados (LONGHI, 1995), terras de boa a média fertilidade, em solos profundos ou rasos, nas matas e raramente cerradões (NOGUEIRA, 1977).

Usos

A madeira é usada na construção civil, na forma de tacos e assoalhos, e em marcenaria e carpintaria.

É usada no paisagismo urbano.

Produção de mudas

Os frutos devem ser coletados antes da dispersão, para evitar a perda de sementes. Após a coleta as sementes são postas em ambiente ventilado e a extração é feita manualmente.

Produzem grande quantidade de sementes aladas com pequenas reservas, que perdem a viabilidade em poucos dias após a sua coleta. A sua conservação vem sendo estudada em termos de determinação da condição ideal de armazenamento, e tem demonstrado a importância de se conhecer o comportamento da espécie quando armazenada com diferentes teores de umidade inicial, e a umidade de equilíbrio crítica para a espécie (KANO; MÁRQUEZ & KAGEYAMA, 1978).

As sementes não têm dormência. Podem apenas ser expostas ao sol por cerca de 6 horas, devem ser semeadas diretamente nos saquinhos. A germinação ocorre após 30 dias e é de 80%. As sementes são ortodoxas e há aproximadamente 87000 sementes em cada quilo.

Pragas e Doenças

De acordo com CARVALHO (2003), possui como praga a espécie de coleópteros Cydianerus bohemani da família Curculionoideae e um outro coleóptero da família Chrysomellidae. Apesar da constatação de elevados índices populacionais do primeiro, os danos ocasionados até o momento são leves. Nas praças e ruas de Curitiba - PR, 31% das árvores foram atacadas pela cochonilha Ceroplastes grandis.

ZIDKO (2002), ao estudar no município de Piracicaba a associação de coleópteros em espécies arbóreas, verificou a presença de insetos adultos da espécie Sitophilus linearis da família de coleópteros, Curculionidae, em estruturas reprodutivas. Os insetos adultos da espécie emergiram das vagens do ipê, danificando as sementes desta espécie nativa.

ANDRADE (1928) assinalou diversas espécies de Cerambycidae atacando essências florestais vivas, como ingazeiro, cinamomo, cedro, caixeta, jacarandá, araribá, jatobá, entre outras como o ipê-amarelo.

Árvore símbolo

Embora o Ipê seja considerado árvore símbolo do Brasil, pela Lei nº 6.607 de 7 de Dezembro de 1978 o pau-brasil foi declarado Árvore Nacional[4]. Pelos projetos de lei PL-2293/1974 e PL-882/1975, tentou-se instituir o Ipê como flor nacional do Brasil. Ambos os projetos foram arquivados na Câmara dos Deputados. O projeto de lei PL-3380/1961 visava declarar o pau-brasil e o ipê-amarelo, respectivamente, Árvore e Flor Nacionais, mas este projeto não foi aprovado

A paratudo (Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook. f ex S. Moore) , é uma árvore não-pioneira pertencente ao gênero Tabebuia (dos ipês e pau-d'arcos). Foi descrita originalmente em 1836 como Bignonia aurea, por Silva Manso.

O nome popular "paratudo" deve-se ao fato de que os pantaneiros do Brasil mascam a casca como remédio para problemas no estômago, vermes, diabetes, inflamações e febres.

Outros nomes populares: craibeira, caraiberia, caroba-do-campo, cinco-em-rama, cinco-folhas-do-campo, ipê-amarelo-craibeira, ipê-amarelo-do-cerrado, pau-d'arco.

Está na lista da flora ameaçada do estado de São Paulo

Seu tamanho varia de 10 a 20 metros (menor no cerrado).

Tronco

Tronco tortuoso com casca grossa.

Folhas compostas com 3-7 folíolos, glabras e subcoriáceas.

Fruto: cápsula cilíndrica deiscente.

Fruto

Seus frutos amadurecem entre setembro e outubro e suas flores abrem em agosto-setembro.

Ocorrência

Cerrado, caatinga, Amazônia e Pantanal, embora com características morfológicas diferentes, nos estados de Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Nativa também da Bolívia, Argentina, Paraguai, Peru e Suriname.

Geralmente essas árvores vivem no cerrado e no pantanal; é uma planta que está em extinção mas pode ser encontrada no Brasil para vermos que o solo do Brasil é fértil e apenas o fato da biopirataria e da destruição e degradação ambiental está afetando muito a fauna e flora brasileiras.

Usos

Possui madeira pesada e flexível, mas que apodrece facilmente, sendo usada na fabricação de papel, artigos desportivos, cabos de vassouras, e obras externas.

A casca fornece fibra para cordas.

Usada no paisagismo urbano.

As flores são comestíveis, apresentando um sabor levemente amargo apreciado por vários animais.

Uso medicinal

As folhas tostadas podem ser utilizadas como estimulante e podem substituir a erva-mate no preparo do chimarrão.

Ipê amarelo cascudo

O ipê-amarelo-cascudo (Tabebuia chrysotricha) é uma árvore brasileira, descrita originalmente em 1845 por von Martius como Tecoma chrysotricha.

Outros nomes populares: aipê, ipê, ipê-amarelo, ipê-amarelo-da-mata, ipê-amarelo-paulista, ipê-do-campo, ipê-do-morro, ipê-tabaco, pau-mulato.

Está na lista de espécies de plantas ameaçadas do estado de São Paulo

Árvore pequena, com 2 a 10 m de altura.

Tronco

Folhas palmadas penta-folíoladas, com folíolos elíptico-oblongos ásperos, coriáceos, pubescentes em ambas as faces, sendo o terminal maior, com até 11 cm de comprimento.

Flores

As flores, sésseis, se formam com a planta despida de folhas, entre agosto e setembro. Os frutos, vagens finas e longas, amadurecem entre setembro e outubro.

A planta se desenvolve rapidamente no campo.

Fruto

Ocorrência

Nas florestas ombrófila densa e estacional semidecidual da Mata Atlântica, nos estados brasileiros do sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) e nordeste (Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Piauí)[2].

Nativa também da Argentina.

Usos

A madeira é usada em tacos, rodapés, assoalhos e também externamente, como em postes.

A árvore é a espécie de ipê-amarelo mais usada em paisagismo, inclusive em ruas estreitas e sob fiação elétrica.

Ipê do cerrado

Ipê-do-cerrado é um dos nomes populares da Tabebuia ochracea (Cham.) Standl. 1832, nativa do cerrado brasileiro, no estados de Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Está na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo, onde é encontrda também no domínio da Mata Atlântica[1].

Ocorre também na Argentina, Paraguai, Bolívia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, El Salvador, Guatemala e Panamá[2].

Há uma espécie homônima descrita por A.H. Gentry em 1992.

Outros nomes populares: ipê-amarelo, ipê-cascudo, ipê-do-campo, ipê-pardo, pau-d'arco-do-campo, piúva, tarumã.

Altura de 6 a 14 m. Tronco tortuso com até 50 cm de diâmetro. Folhas pilosas em ambas as faces, mais na inferior, que é mais clara.

Planta decídua, heliófita, xerófita, nativa do cerrado em solos bem drenados.

Floresce de julho a setembro. Os frutos amadurecem de setembro a outubro.

Flores

Produz grande quantidade de sementes leves, aladas com pequenas reservas, e que perdem a viabilidade em menos de 90 dias após coleta. A sua conservação vem sendo estudada em termos de determinação da condição ideal de armazenamento, e tem demonstrado a importância de se conhecer o comportamento da espécie quando armazenada com diferentes teores de umidade inicial, e a umidade de equilíbrio crítica para a espécie (KANO; MÁRQUEZ & KAGEYAMA, 1978).

As levíssimas sementes aladas da espécie não necessitam de quebra de dormência. Podem apenas ser expostas ao sol por cerca de 6 horas e semeadas diretamente nos saquinhos. A germinação ocorre após 30 dias e de 80%. As sementes são ortodoxas e há aproximadamente 72 000 sementes em cada quilo.

O desenvolvimento da planta é rápido.

Usos

Como outros ipês, a madeira é usada em tacos, assoalhos, e em dormentes e postes. Presta-se também para peças torneadas e instrumento musicais.

Fonte: saber.sapo.ao

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