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Ipê Rosa

 

 

Uma das árvores mais belas quando resolve dar o ar da graça em mostrar suas belas flores. O Ipê sempre ganha destaque entre as demais plantas.

O ipê-rosa é uma árvore brasileira.

Ipê-Rosa

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Ipê-Rosa

Há várias Tabebuias conhecidas como ipê-rosa:

De crescimento bem rápido em regiões livres de geadas (em dois anos ela atinge 3,5 metros), pode atingir até 35 m. A Tabebuia impetiginosa é originária da Bacia do Paraná, conhecida também por piúva. Floresce abundantemente de Junho a Agosto, e prefere climas mais quentes, porém num Inverno seco e ameno, ela oferece também uma linda florada no começo da Primavera. Ideal para áreas isoladas, ou paisagismo de grandes avenidas, o Ipê Rosa prefere solos férteis e bem drenados. É largamente empregada no paisagismo em geral por apresentar belíssimas inflorescências de cor rosa. É uma espécie recomendada para recuperação de ecossistemas degradados, sendo considerada promissora para revegetação de áreas contaminadas com metais pesados.

Alguns autores consideram a Tabebuia avellanedae e a Tabebuia impetiginosa da mesma espécie.

O Ipê Rosa, é o primeiro dos Ipês a florar no Brasil, entre os meses de maio a agosto, dependendo do clima e região.

Seu nome científico é Tabebuia pentaphylla ou Tabebuia rosea. É melhor memorizar Ipê Rosa mesmo.

Alguns governantes e técnicos adotam essa árvore como paisagismo urbano, ou seja, plantam essa espécie para que o ambiente urbano fique mais agradável, devido ao seu rápido desenvolvimento.

Suas flores duram de Maio a Agosto. As suas numerosas flores são recortadas e na forma de sino.

A sua madeira é preciosa. É uma espécie conspícua e famosa com uma história longa do uso humano, usada como medicamento, e é utilizada na medicina alternativa. O ipê contem potássio, cálcio, ferro, bário, estrôncio e iodo. Contem também um potente antibiótico. Possuindo vários nomes populares, ipê-comum, ipê-reto, ipê-rosa, ipê-roxo da mata, pau d'arco-roxo, etc. A madeira às vezes é comercializada como "pau-brasil".

Caule do tipo tronco, chegando a mais de 30 metros de altura e 90 cm de diâmetro. Folhas de coloração verde-escura, compostas, de distribuição oposta, medindo 6x10cm. A margem é serreada, há um pecíolo longo, liso e cilíndrico e a venação é nítida, do tipo peninérvea. As flores estão agrupadas em inflorescências do tipo corimbo, medindo de 5 a 8 cm, com corola 5-mera, de coloração roxa, zigomorfa, gamopétala. O cálice é do tipo cupular, 5-mero, verde e gamossépalo. Existem 4 estames, didínamos, 2 anteras e um disco nectarífero. O ovário é súpero, bicarpelar, bilocular.

A floração ocorre de junho a setembro e a polinização é realizada por abelhas e pássaros. Os frutos medem até 50cm, são pretos, secos e deiscentes, do tipo síliqua. A dispersão é realizada através do vento, as sementes medem de 2,5 a 3cm de comprimento e são aladas.

Fonte: plantearvore.ning.com

Ipê-Rosa

Ipê rosa (Tabebuia pentaphylla ou Tabebuia rosea)

Família Botânica: Bignoniaceae
Floração: em setembro e outubro
Nome científico:
Tabebuia pentaphylla.
Nome popular:
ipê-comum, ipê-reto, ipê-rosa, ipê-roxo da mata, pau d'arco-roxo.

É o primeiro dos Ipês a florir no ano, inicia a floração em Junho, mas ainda pode ser encontrado com flores até Setembro.

Esta espécie se confunde bastante com outras também de flor roxa, como a Tabebuia impetiginosa e a Tabebuia heptaphylla, porém trata-se de uma espécie exótica, proveniente da América central.

São muito utilizadas no paisagismo urbano, por sua beleza e desenvolvimento rápido.

Identificada facilmente por ter folhas maiores que os outros ipês, e por geralmente apresentar floração com presença de folhas.

De crescimento bem rápido em regiões livres de geadas (em 2 anos ela atinge 3,5 metros), pode atingir até 35 metros.É originária da Bacia do Paraná, conhecida também por piúva.

Floresce abundantemente de Junho a Agosto, e prefere climas mais quentes, porém num Inverno seco e ameno, ela oferece também uma linda florada no começo da Primavera.

Ideal para áreas isoladas, ou paisagismo de grandes avenidas, o Ipê Rosa prefere solos férteis e bem drenados.

É largamente empregada no paisagismo em geral por apresentar belíssimas inflorescências de cor rosa.

É uma espécie recomendada para recuperação de ecossistemas degradados, sendo considerada promissora para revegetação de áreas contaminadas com metais pesados.

O ipê-rosa é uma árvore Bignoniaceae nativa da América do Sul, distribuída bem entre o México e o Norte da Argentina, por conseguinte às regiões tropicais e subtropicais.

Suas flores duram de Maio a Agosto. As suas numerosas flores são recortadas e na forma de sino.

A sua madeira é preciosa. É uma espécie conspícua e famosa com uma história longa do uso humano, usada como medicamento, e é utilizada na medicina alternativa. O ipê contem potássio, cálcio, ferro, bário, estrôncio e iodo. Contem também um potente antibiótico.

Ipê-Rosa

Fonte: www.tudoverde.org.br

Ipê-Rosa

Nome Técnico: Tabebuia impetiginosa Stand.
Sinonímia:
Tecoma impetiginosa Mart., Tabebuia plameri R.,entre outras.
Nomes Populares :
Ipê rosa, ipê-bola, ipê-preto.
Família :
Angiospermae – Família Bignoniaceae.
Origem:
Nativa brasileira.

Ipê-Rosa

Descrição

Árvore decídua, de porte até 12,0 m, tronco largo até 90 cm de diâmetro e folhas compostas de 5 folíolos coriáceos e pubescentes.

As flores são campanuladas e reunidas em racemo tipo bola.

Floresce a partir de maio em algumas regiões e as flores surgem com a árvore despida de folhas.

Modo de cultivo:

Necessita de sol e adapta-se a qualquer tipo de solo.
Adquirir muda bem formada em viveiro, que venha com tutor para melhor desenvolvimento.
Plantar a muda em cova com o dobro do tamanho do torrão, adicionando fertilizante orgânico ou composto vegetal adicionando cerca de 200 gramas de adubo granulado NPK, formulação 10-10-10.
As regas no plantio e depois em até 10 dias posteriores poderão garantir sua sobrevivência.

Paisagismo

Adapta-se a cultivo em todas as regiões do país, inclusive litorâneas e ocorre desde os Estados do Piauí até São Paulo.

Para paisagismo urbano é indicada para áreas de parques e canteiros centrais de avenidas.

Jardins residenciais e condominiais que têm piscina deverão evitar seu cultivo, pois as folhas que caem poderão trazer problemas de manutenção.

Fonte: www.fazfacil.com.br

Ipê-Rosa

IPÊ ROXO (Tabebuia heptaphylla)

Ipê-Rosa
Ipê Roxo

Ocorrência: da Bahia até o Rio Grande do Sul.

Outros nomes: ipê roxo de sete folhas, ipê preto, ipê rosa, pau d'arco roxo, cabroé, graraíba, ipê de flor roxa, ipê piranga, ipê uva, peúva, piuva.

Características

Espécie decídua que atinge de 10 a 20 m de altura.

Tronco roliço revestido de casca parda-acinzentada, rugosa, finamente fissurada vertical e transversalmente, gerando placas persistentes, com 40 a 80 cm de diâmetro. Os ramos dicotômicos, tortuosos e grossos formam uma copa moderadamente ampla e globosa. Ramos novos cobertos de pêlos.

Folhas digitadas, opostas, longamente pecioladas, 5 a 7 folíolos oblongos, coriáceos, com margem com pequenos dentes e ápices agudos, de coloração verde-escura. Flores arroxeadas pouco pilosas. São muito abundantes, nascendo nos ramos ainda sem folhas, com lenho adulto. O cálice é pequeno, campanulado e a corola campanulada-afunilada.

Fruto cápsula, seco e deiscente, é linear ou sinuoso, estriado, muito longo de 9 a 47 cm de comprimento, com sementes em grande quantidade, grandes e aladas.

Medem de 2,5 a 3,0 cm de comprimento e cerca de 6 a 7 mm de largura. São acastanhadas e membranáceas mais ou menos brilhantes e delicadas. Para cada quilo obtém-se 29.000 sementes.

Habitat - formações florestais do complexo atlântico e ocasionalmente no cerradão e na caatinga.

Propagação: sementes.

Madeira

Muito pesada, dura e de ótima durabilidade, resistente ao ataque de insetos e ao apodrecimento. Estas características as tornam moderadamente difícial de trabalhar, principalmente com ferramentas manuais, que perdem rapidamente a afiação. Coloração escura e alburno claro. A superfície é pouco brilhante, lisa e de aspecto oleoso. É considerada "madeira de lei".

Utilidade

Madeira usada em obras externas como mourões, pontes e dormentes; na construção civil como vigas, caibros e assoalhos e na confecção de carroçerias e bengalas. Indicada para paisagismo em geral, reflorestamento e regeneração de áreas degradadas em locais sem inundações. É muito usado em medicina popular.

Da entrecasca faz-se um chá que é usado no tratamento de gripes e depurativo do sangue. As folhas são utilizadas contra úlceras sifilíticas e blenorrágicas. A espécie também tem propriedades anticancerígenas, anti-reumáticas e antianêmicas. Também é usado como recurso medicinal para tratamento de diabetes mellitus.

Florescimento: julho a setembro com a árvore totalmente desprovida de folhagem. No período que antecede a floração, as folhas caem e surgem no ápice dos ramos magníficas panículas com numerosas flores tubulosas, de coloração rósea ou roxa, perfumadas e atrativas para abelhas e pássaros.

Frutificação: setembro a novembro

Fonte: www.vivaterra.org.br

Ipê-Rosa

Familia: Bignoniaceae
Nome Científico:
Tabebuia impetiginosa
Nomes Comuns:
ipê rosa, ipê preto, ipê rosa de folha larga, ipê rosado, ipê róseo, ipê roxo, ipê roxo de casca lisa, ipê roxo de bola, ipê roxo do grande, ipeúna, ipê de flor roxa, ipê de minas, pau cachorro, pau darco, pau darco rosa, pau darco roxo, piúna, piúva preta.
Crescimento:
árvore
Grupo Ecológico:
oportunista
Ocorrência:
floresta estacional semidecídual , floresta ombrófila densa, cerrado , caatinga.
Distribuição Geográfica:
AC AL BA CE GO MA MG MS MT PA PB PE PI RJ RN SP
Dispersão:
anemocoria
Polinização:
melitofilia
Floração:
JUL AGO SET OUT
Frutificação:
AGO SET OUT NOV
Utilizada para:
Construção Carvão Arborização Urbana Medicina Paisagismo
Densidade da Madeira:
1
Forma da Flor:
campânula
Cor:
rosada
Tipo:
Inflorescencia
Descrição da Doença:
Seus frutos são atacados por insetos.

Ipê-Rosa

Ipê-Rosa

Dados das Sementes

Forma da Semente: asa
Cor da Semente:
marrom
Tamanho:
3

Observações: A semente é cordiforme tendendo a oblonga, plana, com presença de asa menbranácea nas duas extremidades, de cor marrom claro
transparente, de até 3 cm de comprimento.

Técnicas em Viveiro

Beneficiamento: Os frutos são coletados quando mudam da coloração verde para parda escura e inicia a disseminação das sementes. A extração das sementes é manual e fácil. Armazenadas em câmara seca (T=20C e UR=45%) e câmara fria (T=3,5C e UR=90%) com 7,8% de umidade inicial, mantiveram a germinação integral após 270 dias.

Sementes por Kilo: 23000
Dormência:
não
Quebra Natural:
3 meses
Quebra Câmara:
9 meses
Umidade:
2 %
Germinação:
70 % após 25 dias
Propagação:
enxertia
Condução:
pleno sol
Formação:
a 30 cm em 6 meses
Tolerância:
sim, 5 semanas após a germinação.

Plantio

O plantio do ipê-rosa é lento a moderado. Em plantios comerciais, a máxima produção volumétrica obtida foi de 5,50m3/ha/ano. Em plantios com espaçamento 2 x 2 m, a porcentagem de plantas vivas foi de 85%.

Conservação: Muito ameaçada.

Fonte: www.sementescaicara.com.br

Ipê-Rosa

Doenças em Ipês: Identificação e Controle

As doenças encontradas em ipês, nome genérico para as árvores pertencentes aos gêneros Tabebuia, Tecoma e Zeyheria, podem ser classificadas como importantes à medida que preocupam pelos danos e perdas verificadas. As doenças chegam a ser didáticas, pois os ipês são encontrados em ruas, parques e jardins, facilitando sobremaneira a coleta de material doente para práticas laboratoriais e estudos em Fitopatologia, em cursos de graduação e de pós-graduação.

Das espécies plantadas, somente uma é exótica Tecoma stans, procedente das Ilhas Virgens.

As doenças registradas em condições urbanas são encontradas também em condições naturais, na mata, em capoeiras, ou mesmo em pastagens, onde o ipê se destaca pela sua beleza. O mais exuberante é o ipê amarelo (Tabebuia serratifolia), considerada a flor símbolo do Brasil. Existem poucos estudos que relacionem o ambiente urbano com a ocorrência de doenças em árvores, no Brasil. Sabe-se, porém, que existe uma grande chance de surgirem problemas de origem abiótica, como as injúrias por descargas elétricas, as ações de origem antrópica ou distúrbios fisiológicos decorrentes do estresse, em áreas urbanas.

PATOLOGIA DE SEMENTES

Uma das preocupações com a produção de mudas de espécies florestais nativas é a obtenção de sementes com qualidades genética e sanitária, suficientes para exprimir o seu potencial. Tais atributos garantem a produção de mudas saudáveis e vigorosas. Estudos com patologia de sementes de ipês revelam uma grande quantidade de fungos associados às sementes.

Vários gêneros de fungos patogênicos foram detectados, como por exemplo: Fusarium, Colletotrichum, Phoma, Phomopsis, Cladosporium, Alternaria.

Estes fungos podem reduzir a germinação das mudas e/ou afetar o desenvolvimento das plântulas, bem como causar sintomas na parte aérea de mudas. O ataque inicia-se nas vagens, continuando o processo durante a maturação, a queda e nas sementes sobre o solo.

Controle

A principal medida recomendada para o controle é o tratamento com fungicidas, visando impedir problemas no armazenamento e na germinação. Além disso, o tratamento protegeria as sementes, se porventura as mesmas forem semeadas em substrato não tratado. Outros cuidados seriam preventivos, como a coleta e beneficiamento corretos. Existe a possibilidade do uso do controle biológico com os fungos Trichoderma harzianum e T. viride, para a redução da população de patógenos presentes nas sementes e sem danos para a germinação das mesmas.

TOMBAMENTO DE MUDAS

O tombamento de mudas ou  damping off é um dos problemas mais comuns em viveiros, ocorrendo na fase de pré ou pós-emergência das plântulas. Os principais fungos associados pertencem aos gêneros Botrytis, Rhizoctonia, Fusarium, Pythium e Phytophthora, entre outros.

Controle

As principais medidas recomendadas são a esterilização de substratos ou uso de substratos inertes; incorporação de microrganismos antagônicos no substrato; semeadura em baixa densidade; controle da umidade nos substratos; e eliminação de substratos contaminados. Em casos extremos, pode ser feita a aplicação de fungicidas, cuidando-se para evitar a contaminação ambiental e os riscos de intoxicação.

PODRIDÃO BASAL DE MUDAS

Esta doença foi observada em Minas Gerais, em mudas de ipê amarelo (T. serratifolia). O agente causal é Sclerotium rolfsii (fase assexual) ou Pellicularia rolfsii (fase sexual), constatado em diferentes tipos de plantas, principalmente nas famílias Leguminosae e Compositae.

Sintomas

Os sintomas e sinais da doença são observados na base da muda. Lesões escuras se desenvolvem a partir do coleto, no sentido ascendente da haste, que atingem no máximo cerca de 5 cm de comprimento. Em geral, as lesões incidem somente em tecidos ainda não lignificados e costumam levar as mudas à morte por anelamento. Nos primeiros dias de formação da lesão, pode ser formado um mofo de coloração branca, nas porções inferiores da lesão, que se distende também sobre o solo do recipiente, na base da planta. Junto ao mofo, podem ser observados esclerócios, à semelhança de pequenas esferas inicialmente brancas e depois marrom-claras ou marrom-escuras.

Controle

São indicadas as seguintes práticas: não utilizar solo para produção de mudas originário de culturas agrícolas hospedeiras ou infestados com o patógeno, a exemplo de solos cultivados com feijão; desinfestar o substrato; semear em baixa densidade; controlar as condições de umidade e de temperatura. Em caso de infestação, irrigar o solo ou substrato com uma suspensão com fungicidas.

NEMATÓIDES EM MUDAS

Existem registros da ocorrência de galhas causadas por Meloidogyne em mudas de ipês, nos Estados do Paraná e São Paulo. Foram constatadas as espécies M. arenaria em ipê roxo (T. impetiginosa) e M. javanica em ipê amarelo (T. serratifolia). Os principais sintomas são a ocorrência de galhas no sistema radicular e enfezamento da planta. Não existem informações sobre o efeito dos nematóides em plantas adultas. As medidas mais adequadas de controle são a fumigação do substrato do viveiro e a produção de mudas em viveiro suspenso, para evitar o contato com o solo.

MANCHA DE CORYNESPORA

Os sintomas são manchas foliares escuras, visíveis em ambas as faces da folha. Os sintomas característicos são observados na face superior do limbo sendo que na face inferior a tonalidade da mancha é mais fraca. O fungo ataca em maior intensidade as folhas jovens. Em geral, em um mesmo folíolo, ocorrem várias manchas circulares, marrom-avermelhadas, de no máximo 2 cm de diâmetro.

Os sintomas são manchas foliares escuras, visíveis em ambas as faces da folha. Os sintomas característicos são observados na face superior do limbo sendo que na face inferior a tonalidade da mancha é mais fraca. O fungo ataca em maior intensidade as folhas jovens. Em geral, em um mesmo folíolo, ocorrem várias manchas circulares, marrom-avermelhadas, de no máximo 2 cm de diâmetro.

MANCHA DE ASTEROMIDIUM OU MANCHA ESCURA

Doença registrada nos estados do Pará, São Paulo, Minas Gerais e Espirito Santo, em folhas de ipê-amarelo (T. serratifolia) e em mudas de ipê-ovo-demacuco (Tabebuia sp.). O patógeno é Asteromidium tabebuiae, o qual forma frutificações nas manchas, principalmente na superfície superior dos folíolos.

Sob condição de alta umidade surgem massas de esporos creme-alaranjadas sobre as frutificações.

Sintomas

Os sintomas são manchas foliares escuras, visíveis em ambas as faces da folha. Os sintomas característicos são observados na face superior do limbo sendo que na face inferior a tonalidade da mancha é mais fraca. O fungo ataca em maior intensidade as folhas jovens. Em geral, em um mesmo folíolo, ocorrem várias manchas circulares, marrom-avermelhadas, de no máximo 2 cm de diâmetro.

Controle

Eliminar as partes afetadas e pulverizar as plantas com fungicidas.

CROSTA-MARROM

A crosta-marrom é comum no estado de São Paulo e em Minas Gerais sobre T. serratifolia. O agente causal é o fungo Apiosphaeria guaranitica. A doença é caracterizada por crostas estromáticas irregulares e rugosas de aspecto ceroso, em ambas as faces das folhas, sendo mais freqüente na face superior.

A coloração da crosta é inicialmente amarela, tornado-se marrom, passando ao negro, na fase de senescência da folha. Ocorre queda prematura da folhagem, impedindo a floração normal da planta.

Controle eliminar as partes afetadas e pulverizar as plantas com fungicidas.

MANCHA BORRÃO

Doença registrada em Minas Gerais, freqüentemente em ipê-amarelo (T. serratifolia), mas geralmente com baixa incidência em mudas passadas e em árvores. O fungo Phaeoramularia tabebuiae tem sido considerado como o suposto patógeno dessa doença, pela constante associação com essas manchas foliares.

Pode ser confundido com Cercospora spp., porém diferencia-se por apresentar conídios produzidos em cadeias simples ou ramificadas, com vários tamanhos e número de septos. Os sintomas são manchas irregulares, circulares e em número variável por limbo maduro ou velho. O sintoma marcante manifesta-se na superfície superior do limbo, pouco observadas na face inferior. As manchas têm porções internas com tonalidade branca, parecendo ser salpicadas por algum tipo de sujeira, resultando desse sintoma o nome da doença.

As manchas são contornadas por um halo periférico marrom-escuro. Não existem medidas de controle recomendadas.

MANCHA DE SEPTORIA

Doença observada em folhas maduras de árvores de ipê-amarelo, em Minas Gerais. O fungo Septoria sp. tem sido considerado como o provável patógeno, por causa da associação constante dos seus picnídios nas superfícies adaxiais das manchas. Os sintomas assemelham-se, em parte, com a mancha borrão, porém a tonalidade da porção central da mancha de Septoria é branca e muito mais limpa.

Em algumas manchas velhas podem ser notados poucos e minúsculos salpiques escuros, que são os picnídios emergentes de Septoria sp. As manchas iniciam-se como pontuações ou pequenas áreas marromarroxeadas.

Manchas desenvolvidas apresentam-se contornadas por forte e característico halo periférico marrom-arroxeado. Não existem medidas de controle recomendadas.

OÍDIO

A doença é caracterizada por um crescimento branco bem visível, em manchas esparsas nas folhas. Em condições de temperatura amena e alta umidade, as folhas podem ficar totalmente cobertas.

Com o desenvolvimento, essas manchas escurecem, tornando-se pardas. O oídio pode ser causado por diferentes espécies de fungos, pertencentes aos gêneros Oidium e Ovulariopsis (fase assexual) e Uncinula e Phyllactinia (fase sexual). Como controle, recomenda-se pulverizações com fungicidas, com produtos alternativos (bicarbonato de sódio) e até agentes de controle biológico (Bacillus).

FERRUGEM

A ferrugem ocorre em mudas e árvores de ipês, em viveiros, ruas, avenidas e parques. O patógeno em Tecoma stans é o fungo Prospodium appendiculatum e no caso de Tabebuia serratifolia é Prospodium bicolor.

Sintomas os sintomas são encontrados nas plantas, de acordo com o estádio de desenvolvimento da ferrugem. No estádio de espermogônio ou picnio, predomina a presença de galhas ou tumores verde-claros em terminais de hastes, pecíolos, folíolos e frutos novos.

Ocorre, também nesta fase, a presença de pontuações escuras minúsculas nas galhas. No estádio de écio, ocorrem galhas ou tumores em terminais de hastes, pecíolos, folíolos e frutos, cobertos por uma esporulação marrom-pulverulenta. Neste estádio da doença, pode ocorrer elevado número de hastes e folíolos com grandes galhas concorrendo para a deformação de mudas e seu descarte.

Nos estádios de urédia e télia, salpiques marrons ou negros estão presentes nas faces inferiores dos folíolos adultos ou velhos, especialmente no período de janeiro a julho.

Controle em casos graves, recomenda-se a aplicação de fungicidas e, também, a remoção de partes doentes das mudas e sobre o solo, para evitar a reinfecção das folhas e brotos, quando da reenfolha. Segundo a literatura, os fungos Cladosporium sp. e Darluca sp. ocorrem, sobre as galhas surgidas em folhas e terminais de hastes de plantas atacadas, abrindo a possibilidade de controle biológico.

DECLÍNIO DO IPÊ-ROSA

O problema parece iniciar-se com tumores ou galhas aéreas e superbrotamento, que reduzem o valor desta planta ornamental. Ramos terminais coletados de plantas com esta anomalia apresentam bactérias intracelulares em seu interior, do tipo Bartonella. São bactérias gramnegativas, pleomórficas, dotadas de motilidade própria, formando colônias de crescimento extremamente lento em meios de cultura especiais. Cortes anatômicos de ramos doentes apresentam células com conteúdo amorfo ou filamentoso e muitas células com bactérias, nos tecidos da periderme subepidérmica e na faixa cambial.

Nos tubos crivados, elementos de vaso e nos parênquimas, tanto do floema, como do xilema, algumas células apresentam conteúdo amorfo e filamentoso e bactérias. Podem ser observadas tiloses nos elementos de vaso. Não existem medidas de controle recomendadas.

FUMAGINA

Duas fumaginas foram relatadas em ipê, em Minas Gerais. As doenças aparentemente não causam problemas, a não ser o aspecto enegrecido que deixam sobre a planta. Talvez, por este motivo, não hajam recomendações de controle.

FUMAGINA EM Tabebuia serratifolia

A doença ocorre em árvores e mudas “passadas”, formando colônias circulares, azul-escuras a negras, espaçadas no limbo, nas superfícies abaxiais dos folíolos, a maioria com diâmetro inferior a 8 mm. Aparentemente, as manchas se distribuem em duas fileiras, em cada lado da nervura principal, pois as colônias formam-se sobre as glândulas pateliformes da folha.

As glândulas ocorrem apenas na face inferior dos folíolos e são visíveis a olho nu, na forma de saliências puntiformes ou minúsculas verrugas verde-claras, no entroncamento das nervuras secundárias ou terciárias.

O problema é causado por Polychaeton sp. (Microxyphium sp.). O fungo não penetra nos folíolos, nutrindo-se das substâncias exsudadas pelas glândulas pateliformes.

FUMAGINA EM Tabebuia chrysotricha e Tabebuia sp.

Ocorre em mudas de ipê-mulato (T. chrysotricha), em Minas Gerais, e emárvores de ipê-ovo-de-macuco (Tabebuia sp.), no Espirito Santo. O fungo apresenta micélio negro, relativamente ralo, distendido sobre a superfície dos folíolos e pecíolos.

O fungo não foi identificado, mas existem indícios pertencer à família Capnodiaceae (Ascomycetes).

MANCHA-DE-ALGA

Este problema foi detectado na copa de T. serratifolia, sob ambiente úmido e sombreado. Os sintomas são verificados na parte superior do limbo foliar, na forma de manchas feltrosas, variando de 1 a 15 mm de diâmetro.

As manchas apresentam-se de coloração rósea a rósea-creme, decorrente das estruturas vegetativas e reprodutivas da alga Cephaleuros sp. Aparentemente, a colonização das folhas pela alga não causa prejuízos à planta, uma vez que as mesmas encontram-se velhas e senescentes. Não existe necessidade de controle, embora seja mencionado que fungicidas poderiam controlar o problema.

Celso Garcia Auer

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

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Fonte: www.cnpf.embrapa.br

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