Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Jacarandá  Voltar

Jacarandá

 

O momento em que surgem as primeiras flores de Jacarandá nunca passa despercebido. Os mais atentos às mudanças de estações experimentam neste acontecimento, natural, e que aparentemente nada tem de extraordinário, o cumprimento de um ciclo que, conscientemente ou não, nos modela a forma de sentir esta época do ano.

De uma forma geral esta floração anuncia o fim da Primavera, o início dos dias longos e quentes de Verão. O “extraordinário” reside nisso mesmo. Uma cor quase irreal anuncia uma época do ano, esperada com alguma ansiedade.

Durante o resto do ano passamos por estas magníficas árvores sem lhes prestarmos a devida atenção, embora elas permaneçam nas nossas ruas, praças e jardins todo o tempo.

Jacarandá
Jacarandá - Flor

Talvez seja altura de conhecer melhor a importância desta árvore noutras vertentes, não menos importantes que o espectáculo oferecido nesta época.

Na época que atravessamos de incerteza face às alterações climáticas, apenas sabemos que as mesmas são reais, embora desconheçamos a magnitude das mesmas no futuro. Sabemos no entanto, que as árvores das nossas cidades têm um importante papel de regularização climática e benefícios ecológicos comprovados. Talvez esta seja uma razão para olharmos para as nossas árvores com maior respeito e admiração durante todo o ano, deixando-nos obviamente maravilhar quando o espectáculo não é para menos.

Um estudo recente quantifica benefícios estéticos, ecológicos e sociais associados a esta espécie, nomeadamente, o valor da energia poupada (aquecimento e arrefecimento), valor anual de melhoria da qualidade do ar, valor anual da redução de CO2, valor anual da redução do escoamento de água superficial e ainda o valor associado ao aumento do valor imobiliário, devido à presença de árvores na proximidade de habitações.

O Jacarandá representa, segundo o mesmo estudo, um valor anual de 146,00 euros/indivíduo (árvore). Esta forma de olhar a árvore talvez nos dê argumentos para melhor a usarmos e conservarmos as que existem.

O Jacarandá (J. mimosifolia, syn. J ovalifolium) é uma espécie arbórea de grande porte, encontrando-se vulgarizada em diversas cidades do mundo.

Tem a sua origem na América do Sul (Brasil, Argentina, Peru e Caraíbas). Na sua zona de origem esta espécie é semi-caduca ou perene, no entanto a larga amplitude térmica na nossa latitude faz com que o Jacarandá perca a folha.

Não é raro algumas folhas permanecerem na árvore quando esta se encontra em situações mais abrigadas e protegidas do frio.

O Jacarandá prefere solos ricos, arenosos e bem drenados, mas apresenta grande tolerância à maioria dos tipos de solo, não resistindo ao sal. Resiste bem à secura, facto que lhe permite uma dispersão geográfica tão vasta.

Jacarandá
Jacarandá

Os seus troncos de cor castanho muito escuro e tortuosos são muito interessantes, mas infelizmente as podas exageradas a que são sujeitos têm acabado por deformá-los, pelo que já é raro encontrarmos exemplares bem conformados nos arruamentos. Ainda assim alguns jardins têm sabido conservar-lhes a sua silhueta e porte natural, de grande beleza.

A poda desta árvore apenas deve ser feita para permitir a formação de um tronco central direito que garanta a estabilidade da árvore, sobretudo em zonas urbanas. Quando excessivamente podada a árvore lança ramos ladrões verticais deformando irreversivelmente a estrutura da copa.

A sua floração depende da luminosidade, como aliás acontece com quase todas as espécies, pelo que só a exposição plena ao sol nos permite desfrutar da profusão de flores em cacho que cobre por completo a árvore nesta altura do ano. O forte odor desta floração apenas ocorre nas regiões subtropicais, infelizmente em Portugal tal não acontece.

Maria João Cabral

Fonte: www.portaldojardim.com

Jacarandá

Árvore de Jacarandá

Mais conhecida por suas flores roxas brilhantes, a árvore de Jacarandá é nativa das regiões tropicais e subtropicais da América Latina. Pode transformar grandes corredores de terra em roxo quando suas flores caem.

Há 49 espécies diferentes de Jacarandá que variam em tamanho de um arbusto a uma árvore, atingindo entre 2 m e 30 m de altura. Quando cresce, é uma importante fonte de madeira devido ao seu tronco excepcionalmente longo.

A madeira é usada para fazer caixas, palitos de fósforo e vassouras, e sua polpa é utilizada na produção de papel.

A madeira da árvore de Jacarandá brasileira também é usada para fazer violões acústicos e sua flor roxa estonteante faz com que a árvore seja freqüentemente cultivada para finalidades ornamentais.

As árvores de Jacarandá desempenham um importante papel no ciclo de carbono das florestas da América Latina. Como resultado da mudança climática e da perda de habitat, a função que elas desempenham para regular o carbono e, em última análise, o clima, está sendo ameaçada.

Como parceiros do HSBC Climate Partnership, o Smithsonian e a Earthwatch estão ajudando a medir o impacto da mudança climática nas florestas do mundo, incluindo nessa espécie. Monitorar, pesquisar e conservar as florestas ajudará a entender como elas podem ser afetadas por uma alteração climática no futuro. As árvores de Jacarandá podem ser encontradas na mata Atlântica onde fica o Centro Climático Regional latino-americano, no Brasil.

Usos

De uso generalizado no mobiliário do barroco brasileiro, o jacarandá foi também exportado em larga escala para a Europa, onde fez concorrência ao ébano. Sua exploração comercial, antiga e intensa, contribuiu para a devastação das áreas onde crescia e, como espécie espontânea, tornou-se raridade.

Árvore da família das leguminosas, a mesma do jatobá, do pau-brasil e do pau-ferro, o jacarandá-verdadeiro ou jacarandá-da-baía (Dalbergia nigra) pode chegar a cinqüenta metros de altura, com noventa centímetros a 1,20m de diâmetro no tronco liso. A madeira, de um roxo quase negro e com listras escuras, é das mais rijas e duradouras do Brasil. Sua área original de ocorrência estendia-se do sul da Bahia ao Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Numerosas outras árvores dos gêneros Dalbergia e Machaerium, da família das leguminosas, são também chamadas de jacarandás, pela semelhança que sua madeira apresentam com a do jacarandá-da-baía.

É o caso do jacarandá-do-pará (D. spruceana), de toda a Amazônia; do jacarandá-caviúna ou pau-violeta (D. cearensis), do Nordeste; do jacarandatã (M. scleroxylon), de Minas Gerais; e do jacarandá-paulista ou jacarandá-pardo (M. villosum), dos estados da região Sul.

Fonte: www.portaldovoluntariohsbc.com.br/biomania.com

Jacarandá

Família: Leguminosae-Papilionoideae

Nomes populares: jacarandá, sapuvussu, caviúna-do-cerrado.

Jacarandá
Jacarandá

O gênero Jacaranda tem cerca de 50 espécies, todas neotropicais. A maioria delas é encontrada principalmente nos cerrados e outros ambientes mais secos ao redor da Amazônia. Jacaranda copaia é a única espécie deste gênero amplamente distribuída na Amazônia.

Jacaranda copaiaé a única espécie conhecida pelo nome de parapará na Amazônia. Ela e outras espécies do gênero podem ser chamadas de caroba (ou caraúba), nome usado mais no sul do Brasil. O nome científico vem do nome vulgar copaia, da tribo dos Galibis, da Guiana Francesa.

Nomes mais usados em outros países incluem: cigarillo (Panamá) e puti ou futui (Guiana).

Estudos recentes desenvolvidos na Floresta Nacional do Tapajós (PA) indicam que suas flores vistosas são efetivamente polinizadas por abelhas grandes (mangangavas), mas também recebem visitas ocasionais de abelhas menores, moscas, besouros, borboletas e até pássaros. As sementes são dispersadas pelo vento.

Jacaranda copaia apresenta duas formas reconhecidas como subespécies, diferenciadas pelo formato do folíolo. No mercado madeireiro, é comumente agrupada com Simarouba amara (marupá), devido à semelhança no lenho, mas em inventários as duas espécies podem ser facilmente separadas pelas folhas.

Jacaranda copaia apresenta uma madeira muito leve, inadequada para movelaria e indicada para lenha e construção leve, por exemplo: brinquedos, caixas, cabo de faca, etc.

A árvore cresce muito rapidamente, o que é importante para a regeneração de matas de capoeira. Por isso, esta espécie é bastante indicada para uso em reflorestamento. Quando floresce, é uma linda árvore, ótima para arborização urbana.

O nome jacarandá é usado como nome vulgar de espécies de Dalbergia (Leguminosae: Papilionoideae), causando muita confusão. Jacarandá (Dalbergia spp.), em contraste com Jacaranda, é uma madeira nobre que foi muito usada para móveis (hoje é rara).

Características

Altura de 8-16 m, com tronco de 30-50 cm de diâmetro. Folhas de 15-22 cm de comprimento, compostas de 4-8 folíolos subcoriáceos e glabros, com a superfície inferior de cor verde arroxeado, de 1,5-3,5 cm de comprimento.

Ocorrência: Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, principalmente no cerrado.

Utilidade

Jacarandá
Jacarandá - Madeira

A madeira é própria para mobiliário e acabamentos internos em construção civil.

A árvore apresenta ótimas características ornamentais, principalmente pela folhagem verde azulada clara; apresenta bom potencial de uso para o paisagismo em geral, porém infelizmente a não despertou o interesse dos paisagistas.

Pode ser aproveitada para plantio em áreas degradadas juntamente com outras espécies, visando a recomposição arbórea de áreas de preservação permanente.

Fenologia: Floresce durante os meses de janeiro-fevereiro. A maturação de seus frutos ocorre durante os meses de maio-junho, entretanto permanecem viáveis na árvore por mais alguns meses.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Os frutos assim obtidos podem ser diretamente utilizados para a semeadura como se fossem sementes; isto entretanto, pode muitas vezes gerar mudas tortas ou defeituosas, o que é contornado retirando-se a semente da vagem e utilizando-se semente pura. Cada fruto contém uma única semente. Um quilograma de frutos contém aproximadamente 3.100 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é superior a 4 meses.

Jacarandá
Jacarandá - Sementes

Produção de mudas: Colocar as sementes ou frutos (vagens) para germinar logo que colhidas diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-arenoso (suas mudas não toleram transplante); cobrir as sementes com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia, mantendo-as em ambiente semi-sombreado.

A emergência ocorre em 30-40 dias e, o índice de germinação geralmente é baixo. O desenvolvimento das mudas é lento, ficando prontas para plantio no local definitivo em 7-8 meses. O desenvolvimento das plantas no campo também é considerado lento.

Fonte: www.unisanta.br

Jacarandá

O Jacarandá Mimoso é uma árvore exótica de grande porte, atingindo de 5 a 10 metros de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro, com origem na Argentina, possui floração lilás no período de estiagem.

Árvore de até 15 m de altura, com casca fina e acinzentada. Folhas opostas, compostas bipinada, de 10 a 25 cm de comprimento, com folíolos pequenos, glabros e de bordo serrado.

Flores azulado-lilás, arranjadas em panículas piramidais densas. Fruto cápsula lenhosa, muito dura, oval, achatada, com numerosas sementes aladas.

Jacarandá
Jacarandá

Espécie pioneira, ocorre nos estados de São Paulo e Minas Gerais, nas formações florestais do complexo atlântico.

Madeira clara, muito dura, pesada, compacta, de longa durabilidade, porém frágil. Usada na confecção de brinquedos, caixas, instrumentos musicais, carpintaria e móveis em geral.

Espécie de grande valor ornamental pelo porte e delicadeza de suas folhas, cor e abundância de suas flores, comumente utilizada no paisagismo de avenidas e parques. Floresce entre Agosto e Novembro e ao frutos surgem entre Maio e Setembro, com a planta despida de sua folhada.

Fonte: www.fazendasantagertrudes.com.br

Jacarandá

Nome que se atribui a um grande número de árvores de diferentes famílias originárias da América do Sul e cuja madeira é bastante procurada para marcenaria e marchetaria, por sua beleza e durabilidade.

As espécies menos nobres são também muito resistentes e servem para a confecção de dormentes, cavilhas, compensados e cabos de ferramentas.

A mais valorizada é o jacarandá-da-baía, jacarandá-preto ou jacarandá-rajado, encontrado no sul da Bahia e em São Paulo. Utilizado desde o séc. XVI, era chamado em Portugal de pau-santo, por sua utilização em mobiliário sacro. Antigamente abundante nas florestas brasileiras desde o Nordeste até São Paulo, sua exploração indiscriminada lhe trouxe o risco de extinção.

Jacarandá
Jacarandá

Jacarandá, árvore da família das leguminosas, muito valorizada devido à madeira que fornece.

Outras espécies importantes são o jacarandá-do-pará, ainda comum na Amazônia; o jacarandá-pardo, jacarandá-amarelo, jacarandá-do-cerrado, jacarandá-paulista ou jacarandá-roxo, que é encontrado em Minas Gerais, São Paulo e Goiás; o jacarandá-cabiúna ou simplesmente cabiúna; e o jacarandá rosa, pau-rosa, cega-machado, pau-de-fuso ou sebastião-de-arruda, que cresce nas regiões secas do Nordeste.

Os jacarandás pertencem à mesma família da acácia e do pau-brasil.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Jacarandá

Jacaranda Mimoso (Jacaranda MIMOSAEFOLIA )
Nome Científico:
Jacaranda mimosaefolia
Sinonímia:
Jacaranda acutifolia, Jacaranda ovalifolia, Jacaranda chelonia, Jacaranda heterophylla, Jacaranda filicifolia
Nome Popular:
Jacarandá-mimoso, jacarandá, carobaguaçu
Família:
Bignoniaceae
Divisão:
Angiospermae
Origem:
América do Sul
Ciclo de Vida:
Perene

 

Jacarandá
Jacarandá

O jacarandá-mimoso é uma árvore decídua a semi-decídua, de floração muito exuberante. Seu porte é pequeno, alcançando cerca de 15 metros de altura.

O caule é um pouco retorcido, com casca clara e lisa quando jovem, que gradativamente vai se tornando áspera e escura com a idade. Sua copa é arredondada a irregular, arejada e rala. Suas folhas são opostas e bipinadas, compostas por 25 a 30 pares de pequenos folíolos ovais, de coloração verde-clara acinzentada.

No inverno, o jacarandá-mimoso perde suas folhas, que dão lugar as flores na primavera. Suas flores são duráveis, perfumadas e grandes, de coloração azul ou arroxeada, em forma de trompete e são arranjadas em inflorescências do tipo panícula.

A floração se estende por toda a primavera e início do verão. Os frutos surgem no outono, são lenhosos, deiscentes e contém numerosas e pequenas sementes.

É uma árvore maravilhosa para a arborização urbana, caracterizada pela rusticidade, floração decorativa e crescimento rápido. Pode ser utilizada na ornamentação de ruas, calçadas, praças e parques, pois suas raízes não são agressivas.

É largamente utilizada no paisagismo, adornando pátios e jardins residenciais ou públicos, filtrando moderadamente a luz do sol. Muitos países utilizam o jacarandá-mimoso na arborização de grandes cidades, entre estes podemos citar a Argentina, Brasil, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Itália, Espanha e México, entre outros.

Sua madeira é de excelente qualidade e apresenta cor rosada muito apreciada. Ela é empregada, por exemplo, na indústria moveleira, pisos laminados e em aplicações no interior de automóveis de luxo.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado no primeiro ano após o plantio. Adapta-se a uma ampla variedade de locais, mas aprecia o clima subtropical. Quando jovem, não tolera frio excessivo, mas torna-se mais resistente ao frio com o tempo.

Não necessita podas ou qualquer tipo de manutenção. Não tolera secas prologadas, ventos fortes ou a salinidade no solo. É resistente à poluição urbana moderada e à maioria das enfermidades.

Fonte: www.plantasonya.com.br

Jacarandá

Características do jacarandá da bahia

Dalbergia nigra - árvore da família leguminosae-papilionoideae
Nomes populares: jacarandá-da-bahia, jacarandá-preto, caviúna, cabiúna, cabiúna-rajada, cabiúna-do-mato, graúna, caviúno, jacarandá, jacarandá-cabiúna, jacarandá-caviúna, jacarandá-una, pau-preto, jacarandazinho.

Jacarandá
Jacarandá da bahia

Características morfológicas: Altura de 15-25 metros, com tronco de 40-80 cm de diâmetro. Folhas compostas pinadas de 5-8 cm de comprimento, com 11-17 folíolos glabrescentes de 12-15 mm de comprimento.

Ocorrência: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, na floresta pluvial atlântica.

Madeira: Moderadamente pesada (densidade 0,87 g/cm3), bastante decorativa, muito resistente, de longa durabilidade natural.

Utilidade: A madeira é própria para mobiliário de luxo, sendo mundialmente conhecido seu emprego na construção de piano; empregada também para acabamentos internos em construção civil, como lambris, molduras, portas, rodapés, para folhas faqueadas decorativas, revestimento de móveis, caixas de rádios e televisões, peças torneadas, instrumentos musicais, etc.

A árvore é muito ornamental, principalmente pela folhagem delicada e forma aberta de sua copa; é largamente empregada no paisagismo em geral. Como planta rústica e adaptada a terrenos secos, é ótima para plantios mistos em terrenos degradados de preservação permanente.

Informações ecológicas: Planta decídua, heliófita, seletiva xerófita, característica da floresta pluvial da encosta atlântica. Ocorre principalmente nas encostas bem drenadas, sendo encontrada tanto no interior da mata primária densa como nas formações secundárias; apresenta caráter pioneiro, ocorrendo inclusive em cortes de barrancos. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis e é capaz de regenerar também a partir de raízes.

Fenologia: Floresce durante os meses de setembro-novembro. A maturação dos frutos ocorre nos meses de agosto-setembro.

Como plantar

1. Pegue um saquinho de mais ou menos 20cm (pode ser saco de leite ou garrafa plástica) coloque terra adubada, cave um espaço na terra do tamanho da semente e cubra com 0,5cm de terra.
2.
Ponha o saquinho com a semente onde possa tomar sol e mantenha a terra úmida.
3.
Proteja bem a plantinha e quando ela atingir cerca de 30cm, faça o transplante para a cova definitiva.
4.
A cova definitiva deve ter 40cm x 40cm e, lembre-se de deixar um espaço de 4 metros entre uma muda e outra.
5.
Evite plantar perto da rede elétrica e construções.
6.
Com cuidado, pegue o saquinho com a muda, corte a embalagem e deposite todo o seu conteúdo na cova, mantendo sempre a terra úmida.

Fonte: clubedasemente.org.br

Jacarandá

Jacarandá-da-Bahia (Dalbergia nigra Vellozo)

LeguminoseaePapilionoidae: Produção de Mudas

Jacarandá
Jacarandá

É importante incorporar-se o conhecimento ecológico da regeneração arbórea na etapa de sementes e mudas, como uma ferramenta potencialmente crítica, para manter a produtividade das florestas. O conhecimento sobre a produção de mudas e a implantação de espécies florestais nativas é bastante limitado. Dentre elas, destaca-se o jacarandá-da-bahia ( Dalbergia nigra), que desperta bastante interesse devido ao alto valor econômico de sua madeira.

Os conhecimentos atuais sobre as espécies florestais nativas são, ainda, insuficientes para assegurar a reconstituição das florestas exploradas, principalmente porque não se conhecem as exigências ecofisiológicas para a sua regeneração natural. Esses estudos, devem dar ênfase à identificação das exigências da planta nos diferentes estádios de desenvolvimento, em relação aos fatores ambientais, destacando-se as exigências de luz, temperatura, água e nutrientes (Kageyama & Castro, 1989; Larcher, 2000).

O jacarandá-da-bahia, é uma árvore perenifólia a semicaducifólia, comumente encontrada com 15 a 25 m de altura e 15 a 45 cm de DAP. Possui tronco tortuoso e irregular; fuste com até 10 m de comprimento; folhas compostas, alternadas, paripenadas, com 10 - 20 folíolos glabrescentes. Espécie com características de secundária tardia a clímax e exclusiva da Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica) dos Estados da Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo; semiheliófila, tolerante ao sombreamento leve a moderado na fase juvenil ( Lorenzi, 1992).

Na floresta, a espécie aparece em terrenos ondulados e montanhosos, ocupando o topo e as encostas das elevações onde ocorrem solos argilosos e argiloarenosos, profundos e de boa drenagem. A espécie floresce e frutifica a intervalos de 2 a 3 anos e a quantidade de sementes produzidas é variável ano a ano.

O sul da Bahia, norte do Espirito Santo, em altitudes que variam entre 30m a 1700m, é a maior zona de ocorrência natural do jacarandá-da-bahia, onde é encontrado numa freqüência de 0,8 árvores/ha, correspondendo a um volume de 1,4 m3 /ha.

As condições ambientais ideais para seu desenvolvimento e crescimento são temperaturas médias entre 19 a 25 0 C e precipitação acima de 2000 mm anuais. Na sua maioria, essa espécie ocorre espontaneamente em solos profundos e de baixa fertilidade natural e em topografia acidentada, onde a floresta é menos densa. Apresenta também crescimento rápido em solos de alta fertilidade, da Floresta Atlântica (Lorenzi, 1992; Carvalho, 1994).

O jacarandá-da-bahia, é uma espécie com alto potencial para o manejo florestal sustentável. Entre as principais estão a sua facilidade de comercialização no mercado atual, por sua madeira de alta qualidade; sua alta taxa de regeneração em florestas alteradas e sua fácil adaptação em terrenos de baixa fertilidade. Está incluída na lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, categoria vulnerável, devido à exploração desordenada e sem plantios de reposição (PiñaRodrigues & Piratelli, 1993; Oliveira Filho, 1994).

O trabalho foi conduzido, nas dependências da Embrapa Florestas e Setor de Ciências Agrárias da UFPR, no Paraná, tendo como objetivo estudar as características germinativas da espécie, determinar o efeito de diferentes substratos e temperaturas na germinação e vigor (Índice de velocidade de germinação-IVG), e estudar o efeito de níveis de radiação fotossinteticamente ativa sobre o crescimento das mudas de jacarandá-da-bahia.

As sementes foram colhidas nas Estações Experimentais do Instituto Florestal de São Paulo e armazenadas em câmara fria, durante um período de 30 dias. Observou-se, o percentual de germinação e IVG, sob a influência de cinco temperaturas ( 20, 25, 30, 20/30 e 35 0 C), com fotoperíodo de 8 horas e quatro substratos ( solo de floresta, substrato comercial, vermiculita e rolo de papel). A germinação foi avaliada computando-se a percentagem de plântulas normais e o IVG, pela fórmula de Maguire (1962).

Para o estudo da influência da luz na germinação das sementes, foram testados em germinadores os comprimentos de onda, como: luz branca; vermelho; vermelho escuro e nenhuma luz (escuro).

No viveiro, as mudas foram submetidas a cinco intensidades luminosas, com campânulas de sombrite de 34%, 44%, 64%, 70%, além da plena exposição à luz.

Para o estudo do crescimento das mudas, foram coletados dados de altura, diâmetro do colo, peso da matéria seca da parte aérea, peso seco da raiz e peso seco total.

No viveiro, com luminosidade e temperatura ambiente, o maior percentual de germinação do jacarandá-da-bahia, foi de 75%, aos 30 dias após a semeadura, no período da primavera (setembro/outubro) e semeadas no substrato: solo de floresta. As sementes submetidas aos testes de germinação e vigor, possuíam em torno de 13% de umidade e foram provenientes de frutos em estádio final de maturação. A germinação estendeu-se até aos 50 dias, com o percentual variando entre 10 e 15% e as plântulas formadas nesse período, devem ser descartadas porque produzem mudas menos vigorosas (Figura 1).

Em laboratório, os maiores percentuais de germinação ocorreram sob temperaturas de 25 0 C; 30 0 C; 20/30 0 C e 35 0 C. Essa faixa de temperatura, pode ser indicada como ideal para a formação de mudas de jacarandá-da-bahia pois, além do alto percentual de germinação, o processo de emergência da radícula e formação de plântulas, foi alcançando em menor espaço de tempo. Temperaturas inferiores a 20 0 C e superiores a 35 0 C, reduzem o percentual de germinação desta espécie.

Jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra Vellozo). Germinação das sementes, em razão do número de dias após a semeadura, nas condições de Colombo (PR).

A luz influenciou na germinação e no vigor (IVG), das sementes. A luz vermelha, induziu com mais intensidade a germinação (93,3%) e vigor (1,86). Com esses resultados, pode-se afirmar que essa espécie, poderá germinar em áreas abertas e semi-abertas.

O crescimento em diâmetro do colo e matéria seca total (folhas e raízes), aumentou com o aumento da radiação incidente ( 64%; 70% e 100%), fazendo com que esta espécie tenha revelado um comportamento típico de espécie heliófila, nessa fase inicial de desenvolvimento.

O crescimento em diâmetro, guarda uma relação mais direta com a fotossíntese líquida, o qual depende dos carboidratos acumulados e de um balanço favorável entre fotossíntese líquida e respiração (Rêgo & Possamai, 2003).

REFERÊNCIAS

CARVALHO, P. E. R. Espécies Florestais Brasileiras; recomendações silviculturais, potencialidades e uso da madeira. Colombo: Embrapa Florestas; Brasília: Embrapa - SPI, 1994. 640 p
FONSECA, C. E. L. da; BUENO, D. M; SPERÂNDIO, J. P. Comportamento do jacarandá-da-bahia aos cinco anos de idade, em quatro diferentes espaçamentos em Manaus – AM. Revista Árvore, Viçosa, v. 14, n. 2, p. 78-84, 1990.
KAGEYAMA, P. Y; CASTRO, C. E. F. Sucessão secundária estrutura e plantações de espécies arbóreas nativas. IPEF, Piracicaba, n. 41/42, p. 83-93, 1989.
LARCHER, W. Ecofisiologia vegetal. São Paulo: RiMa Artes e Textos, 2000. 531p.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 352 p.
MAGUIRE, J. D. Speed of germination-aid in selection and evaluation for seedling emergence and vigor. Crop Science, Madison, v. 2, n. 2, p. 176-177, 1962.
OLIVEIRA FILHO, A. T. Estudos ecológicos da vegetação como subsídios para programa de revegetação com espécies nativas: uma proposta metodológica. Cerne, Lavras, v. 1, n. 1, p. 113-117, 1994.
PIÑA-RODRIGUES, F. C. M.; PIRATELLI, A. J. Aspectos ecológicos da produção de sementes. In: AGUIAR, B. de A.; PIÑA-RODRIGUES, F. C. M; FIGLIOLA, M. B.
Sementes florestais tropicais. Brasília: ABRATES, 1993. p. 47-81.
RÊGO, G. M.; POSSAMAI, E. Crescimento de mudas do jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra (Vellozo) Leguminoseae-Papilionoidae), sob níveis de luminosidade.
Informativo ABRATES, Brasília, v. 13, n. 3, p. 66, set. 2003. Edição dos Resumos do XIII Congresso Brasileiro de Sementes, 2003.
REIS, M. das G. F.; REIS, G. G. dos; LELES, P. S. S.; NEVES, J. C. L.; GARCIA, N. C. P. Exigências nutricionais de mudas de Dalbergia nigra ( Vell) Fr. Allem ( Jacarandá-da-bahia) produzidas em dois níveis de sombreamento. Revista Árvore, Viçosa, v. 21, n. 4, p. 463-471, 1997.

Fonte: www.cnpf.embrapa.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal