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Mangueira

 

Nome Popular: Mangueira
Nome Científico:
Mangifera indica
Origem:
Índia.
Família:
Anacardiacea
Altura:
até 12 metros.

Mangueira
Mangueira

Mangueira
Mangueira

Finalidade

Frutos comestíveis, árvore ornamental e produtora de sombra. Os frutos podem ser consumidos "in natura" ou em sorvetes e doces.

Finalidade terapêutica

O cozimento das cascas da árvore combate cólicas estomacais, a resina do tronco é depurativa, o suco feito de galhos novos é usado para combater diarréias crônicas, as folhas novas são antiasmáticas.

As mangueiras

As mangueiras se adaptaram muito bem aos locais para onde foram levadas, por razões climáticas: elas necessitam de muito calor para se desenvolverem de forma adequada e, de maneira, produzirem seus frutos.

Também é a maior árvore frutífera do mundo, chegando a medir de 1 a 100 metros de altura, e ter uma circunferência de até 20 pés, em casos mais abundantes.

O raio da copa também é algo que chama muito a atenção: alcança até 10 metros.

Quando jovens, as mangueiras são identificadas por suas folhas verdes perenes e largas, com uma largura de 16 centímetros cada. Numa mesma árvore também é possível encontrar as flores que servem para a inflorescência. Estas são perfumadas e diminutas.

Curiosidades

A mangueira foi amplamente disseminada na cidade de Belém no final do Século XIX e princípio do Século XX, razão pela qual esta se tornou conhecida como "cidade das mangueiras" e a cultura local apelidou o seu estádio de futebol de "Mangueirão".

Hoje se discute muito sobre a conveniência do seu plantio, uma vez a cidade hoje está na maioria das ruas ornadas com mangueiras asfaltada e com o calçamento d cimento causando problemas recíprocos entre o sistema radicular das árvores e o referido calçamento, além de que a mudança da cidade, com o progresso industrial brasileiro e conseqüente número de carros, pode causar estragos ou acidentes a quando da queda dos frutos.

A população entretanto não aceita que nas áreas onde um exemplar tem que ser substituído não seja muda de mangueira o vegetal substituto, e também na cidade do Rio de Janeiro pode-se observar a presença histórica desta árvore, pois ela deu o nome a uma das suas maiores favelas/bairros, e depois a uma das grandes escolas de samba do Brasil, a "Estação Primeira da Mangueira".

Fonte: www.maniadeamazonia.com.br

Mangueira

A mangueira - Mangifera indica, L. Dicotyledonae, Anacardiaceae - é originária da Ásia, (Índia); foi trazida ao Brasil pelos portugueses, tornando-se uma das principais frutíferas cultivadas no Nordeste brasileiro.

A produção mundial em 1994 foi de 18.450.000 toneladas (FAO) destacando-se Índia, China e México, como principais países produtores que ofertaram 66,5% da produção naquele ano (FAO).

A produção brasileira em 1993, foi de 563.511 toneladas destacando-se as regiões Nordeste (47%) e Sudeste (43%) como maiores produtoras de manga (IBGE). Na Bahia destacam-se as regiões econômicas do Baixo Médio São Francisco, Serra Geral e Oeste (IBGE, 1994) como principais produtoras de manga ofertando 80% da produção baiana; a Bahia produziu 58.268 t. de manga, em área colhida de 7.342 ha., em 1994, quando se destacaram Livramento de Brumado (15%), Juazeiro (13%), Vera Cruz e Maragogipe como municípios maiores produtores (IBGE, 1994).

As exportações baianas de manga, em 1996 (IBGE), foram dirigidas a Países Baixos (81%), E.U.A (13%), ao Reino Unido, França, Espanha e Uruguai. Em 1995 a Bahia recebeu 8,8 milhões de dolares com exportações de mangas frescas ou secas. (IBGE).

Usos da Mangueira

Fruto: a polpa é consumida ao natural - chupada em pedaços, em refrescos - ou processada em sorvetes, sucos concentrados, geléias, gelatina, compotas, doces, sorvetes, polpas congeladas, purês. O fruto verde presta-se a confecção de molhos, temperos - chutney - para ingleses.
Árvore:
caule produz resina de uso medicinal contra desinteria e a madeira é aproveitada em marcenaria. A árvore pode ser usada como ornamental. Casca da árvore, folhas, polpa do fruto, são usadas na medicina caseira.

Necessidades da Planta:

Clima: deve ser tropical quente embora a planta tolere grande variação climática.
Temperatura:
baixa na floração impede a abertura das flores; alta temperatura pode antecipar a época de colheita. Temperatura elevada só prejudica se acompanhada de vento e baixa umidade relativa na frutificação. A planta desenvolve-se bem e frutifica em temperaturas entre 21 e 27ºC (ótimo 24ºC).
Chuvas:
a planta vegeta e frutifica em área com chuvas anuais entre 450 mm. e 2.500 mm. com ideal em torno de 1.000 mm. , regiões com período chuvoso e seco bem definido são ideais para o cultivo da mangueira desde que o período seco inicie-se antes da floração e o chuvoso reinicie-se pós frutificação, imprescindivelmente.
Umidade relativa:
não deve estar acima de 60%; umidade alta interfere na polinização e induz proliferação de doenças como oídio e antracnose que reduzem a produção dos frutos.
Luz:
a mangueira requer radiação solar abundante para entrar em floração e frutificar com pelo menos, 2.000 horas/luz/ano. As exposições soalheiras são as mais favoráveis e o plantio deve ser orientado no sentido norte e nordeste.
Vento:
ventos constantes com temperatura elevada e baixa umidade relativa causam queda de frutos (excesso de transpiração); ventos fortes causam queda de flores e de frutos. Recomenda-se uso de quebra ventos.
Solos:
devem ser profundos, permeáveis e ligeiramente ácidos (pH entre 5,0 e 6,0) e leves; evitar solos alcalinos (induzem cloroses), os excessivamente argilosos e os sujeitos à encharcamento. Os solos mais favoráveis à mangueira são os areno-argilosos ricos em matéria ôrganica e nutrientes, profundos, planos a ligeiramente ondulados.

Propagação da mangueira:

A mangueira pode ser propagada por sementes (plantios domésticos) e por enxertia (borbulha, garfagem) em viveiro para plantios comerciais visando-se obter pomares mais uniformes, precoces e produtivos. De ordinário a muda obtida via enxertia de garfagem estará apta ao plantio em campo 10 meses após semeio da semente para formação do porta-enxerto. Sugere-se a obtenção de enxertos, quer para plantios caseiros quer para plantios comerciais, em viveiristas credenciados por organizações oficiais interessadas em agricultura.

Formação do Pomar:

Preparo da área: as operações consistem de roçagem, queima de mato, encoivaramento e destoca, limpeza da área.
Preparo do solo:
procede-se a uma aração a pelo menos 20 cm. de profundidade seguindo-se uma gradagem 20-30 dias após. Coleta-se amostras de solo para análise em laboratório.
Espaçamento/alinhamento:
com bons resultados tem-se usado espaçamento de 10 m. x 10 m . ( 100 plantas/hectare ) e até 10 m. x 8 m. (125 plantas por hectare) para plantios comerciais; o plantio de culturas intercalares, até a mangueira entrar em franca produção, é recomendável como cereais anuais, mamão, abacaxi, tangerinas.
Os formatos de plantios podem ser do tipo retângulo, quadrado ou quinconcio e o alinhamento pode ser quadrangular, retangular, triangular e em nível (curvas em terreno declivoso).
Coveamento / adubação:
as covas poderão ter as dimensões de 50 cm. x 50 cm. x 50 cm. ou 60 cm. x 60 cm. x 60 cm. (solo leve ou pesado); devem ser abertas 30 dias antes do plantio separando-se a terra dos primeiros 15-20 cm. Em seguida mistura-se 15-20 l. de esterco de curral curtido + 300 gramas de superfosfato simples + 200 gramas de cloreto ao solo separado. Caso necessario aplica-se 1.000g. de calcario dolomítico ao fundo da cova e cobre-se ligeiramente com terra; em seguida joga-se a metade da mistura adubos + terra separada à cova.
Plantio:
remove-se envoltório plástico da muda, coloca-se torrão com muda na cova de modo que a sua superficie fique ligeiramente acima do solo; com resto da mistura terra + adubos enche-se a cova, faz-se bacia em torno da muda, irriga-se com 15-20 l. de água e cobre-se a bacia com palha ou capim seco sem sementes. A melhor época de plantio é no início do período chuvoso e em dia nublado.

Tratos Culturais:

Eliminação de ervas daninhas: manter pomar livre de ervas daninhas através do roçagem no período chuvoso (roçadeiras) e de capinas no período seco (grades, capina manual ou herbicidas). Cultivos em coroa ( em torno da planta) podem ser feitos a enxada. Em pomares novos (notadamente em terrenos frescos), pode-se cultivar leguminosas. A capina em coroamento é imprescindível.
Poda:
plantas jovens (Keitt e Palmer) requerem podas leves de formação. Poda de formação consiste em deixar a muda com 3 ramos laterais que se originem na planta, a 1m. do solo (de pontos diferentes).
A poda de planta adulta é feita após a colheita dos frutos com corte de ramos apicais, rebentos do porta-enxerto e tronco, eliminação de ramos doentes, mortos ou baixos para reduzir o porte da planta, permitir maior penetração de luz na copa, facilitar tratos sanitários e a colheita.
Indução artificial de floração:
pode-se antecipar a floração com uso de ethephon ou nitratos (de potássio ou de amonio) pulveriza-se plantas a partir de 4 anos de idade (entre o final da estação chuvosa a início da estação seca, em ramos com 7 meses e em horas menos quentes do dia) com 200 ppm de ethephon repetindo-se a aplicação por 2 vezes com intervalos de uma a duas semanas. Um mês após término do tratamento ocorre a floração.
Irrigação:
irrigação é importante, desde pouco depois do plantio até o início da produção, nos períodos de estiagem; a partir do quarto/quinto ano de vida irrigar durante o período de escassez de chuvas e interromper 2-3 meses antes da floração. Voltar a irrigar na formação/desenvolvimento do fruto com regas semanais ou quinzenais, irrigar também nas épocas de adubação.
A escolha do sistema de irrigação está condicionada aos recursos hídricos do local, topografia do terreno, caracteristica do solo, fatores climáticos, aspectos econômicos e fatores humanos. Sob sistemas de irrigação por gotejamento, microaspersão, aspersão, sulcos e microbacias a cultura da mangueira pode ser explorada.
Quebra-ventos:
em regiões onde há ventos fortes e constantes quebra-ventos devem ser instalados antes da implantação do pomar usando-se espécies arbustivas/arbóreas e de crescimento rápido plantadas a 10-12 m. da primeira fileira de mangueiras. Evita-se queda de flores e frutos, quebra de galhos, ressecamento (folhas, galhos novos) diminuição da polinização (por insetos).

Calagem/adubação de manutenção: recomenda-se adubação, via foliar com micronutrientes como cobre, zinco e manganês. Para plantios não irrigados sugere a seguinte adubação de manutenção:

Adubação da mangueira ( g/planta)

Ano Pós pegamento I nício das chuvas Fim das chuvas

  

U

Kcl

Est.

U

S.S

Kcl

U

S.S

Kcl

55

35

-

-

-

-

55

-

35

-

-

15 l

65

220

65

65

220

65

-

-

15 l

85

290

85

85

290

85

-

-

15 l

110

350

90

110

350

90

5º*

     

20 l

170

450

100

170

450

100

Obs.:

U - Uréia
Est. - Esterco
* Em diante

Em plantas adultas aplicar adubos em valas a 2,0 m. de distância do pé e a 20 cm. de profundidade.

Consorciação de Culturas:

Consorciar o mangueiral com culturas temporarias, de porte médio a baixo (feijões, amendoim, milho, abóbora, melancia, melão) ou com outras fruteiras (mamão, goiaba, maracujá, abacaxi); essas consorciadas devem ser plantadas a 1,5 m. de distância da linha de plantio da mangueira.

Pragas:

Mosca-das-frutas: Anastrepha sp., Ceratitis capitata. Diptera, Tephritidae.

Causa grandes prejuízos economicos a cultura da mangueira com perdas de até 50%, na produção. A fêmea põe ovos embaixo da casca do fruto ainda imaturo, as larvas (lagartas afiladas, brancas, sem patas) alimentam-se da polpa do fruto. Desenvolvida a lagarta abandona o fruto, enterra-se no solo de onde emerge o adulto para acasalar-se.

Controle:

Isca tóxica atrativa: melaço de cana ou proteína hidrolisada associadas (7 l. melaço ou 1 l. de proteína) a um inseticida (malathion - 200 ml) em 100 litros de água. Pulverizar a intervalos de 10 dias (100 ml. de calda/planta) a cada 5 fileiras de plantas, procurando-se atingir a face inferior da folhagem no fim da tarde.

Evitar permanência de frutos maduros na planta ou caídos no chão (devem ser enterrados a 70 cm de profundidade).

Tratamento pós colheita: imersão do fruto em água quente (46,1ºC) por 75 minutos (frutos até 425 g. de peso) e por 90 minutos (frutos entre 426 e 650 g.)

Cochonilha: Aulacaspis tubercularis, (New, 1906), Homoptera, Diaspididae.

Fêmea possui carapaça circular convexa e branco acinzentada; suga a seiva da planta em todas as partes verdes provocando queda das folhas e secamento de ramos e aparecimento de fumagina (cobertura preta das folhas).

Controle: Pulverizações de óleo mineral para agricultura associado a inseticidas fosforados (diazinom, malathion, paratiom).

Ácaro: Eriophyes mangiferae, Sayed, 1946 - Acari, Eriophyidae.

Adulto tem aspecto vermiforme, cor branca. Infesta gemas terminais e inflorescencias causando atrofiamento e morte de brotos terminais de mudas e plantas adultas.

Controle: Deve ser rigoroso em viveiros e pomares em formação. Podar e queimar inflorescencias mal formadas. Pulverizar com produtos, a base de dicofol, quinomethionato.

Doenças:

Antracnose - agente: fungo Colletotrichum gloeosporioides (Penz)

De grande importância econômica por danos que causa ramos novos, folhas, flores e frutos. Folhas com manchas escuras, flores enegrecidas que caem, frutos com lesões irregulares, deprimidas são alguns sintomas.

Controle:

Plantio com maior espaçamento, podas leves de limpeza e abertura da copa, plantio em regiões com baixa umidade do ar.
Pulverizações preventivas (iniciadas antes da floração até alguns dias antes da colheita) quinzenais com benomyl (0,03%), ou semanais com mancozeb (0,16%); a partir da formação dos frutinhos usar fungicidas cúpricos.
Plantio de variedades medianamnente resistentes como Tommy Atkins, Keitt.

Seca-da-mangueira

Provocada pelo fungo Ceratocistis fimbriata é das doenças mais graves que afetam a mangueira e pode provocar sua morte em pouco tempo. Amarelecimento seguido de murcha e seca das folhas do ramo atacado, formação de bolsas de seiva com exsudação são sintomas. Dizem que a broca-da-mangueira abre caminho para a infecção.

Controle:

Inspecionar pomar com frequência e podar ramos atacados a 40 cm do ponto de infecção e queimá-lo. Desinfetar ferramenta com hipoclorito. Pincelar parte cortada com pasta cuprica.
Pulverizar planta afetada e adjacentes com calda contendo oxicloreto de cobre (50%) acrescida de 0,4% de carbaryl (para controle da broca-da-mangueira).
Usar cultivares (copas e porta-enxertos) resistentes (Tommy Athins, Keitt).

Colapso Interno

Distúrbio fisiológico que produz amolecimento da polpa e pode atingir todo o fruto. Indicios apontam para desequilibrio nutricional como causador do problema.

Oidio

Doença proveniente do fungo Oidium mangiferae que causa danos graves a ramos novos, folhas, inflorescência, flores e frutos. Pó branco-acinzentado que se deposita sobre o órgão da planta é o sintoma clássico. Há perda de folhas e flores e até frutos.

Controle: Pulverizações preventivas com fungicidas a base de enxofre (antes da abertura das flores, na queda das pétalas e após formação do fruto).

Colheita / Rendimento:

Mangueira enxertada e bem conduzida inicia produção no 3º ano pós plantio; a produção econômica começa no 4º ano, e 5 a 6 meses pós floração inicia-se a colheita. No Nordeste a colheita ocorre, normalmente, entre outubro e fevereiro e entre agosto e outubro (plantas induzidas).
Frutos são colhidos desenvolvidos (de-vez) para comercialização e colhidos maduros para consumo imediato; em planta de pequeno porte, colhe-se à mão torcendo o fruto; em plantas de alto porte utiliza-se da vara de colheita (bambu ou madeira flexível com aro de ferro cilíndrico de ¼" ao qual prende-se um saco).
Nas grandes plantações usa-se colhedeira motorizada (triciclo hidráulico).
Na colheita deve-se evitar cortes, abrasões e choques que afetem o fruto. Os frutos colhidos são colocados em caixas coletoras que permanecem à sombra (evitar transpiração, respiração e queimaduras).
Obtem-se 500 a 700 frutos/ano/mangueira adulta; no Nordeste brasileiro tem sido relatados rendimentos de 20-30 t/ha/ano.

BILIOGRAFIA CONSULTADA

EMBRAPA - SPI Informações Técnicas sobre a Cultura da Manga no Semi-Árido Brasileiro. Brasília, DF - 1995
EPABA Instruções Práticas para o Cultivo de Frutas Tropicais Circular Técnica nº 9Salvador-Ba - Maio - 1984EDITORA ABRIL Guia Rural Plantar São Paulo - SP - 1991
SECRETARIA DA AGRICULTURA, IRRIGAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - CER Frutas: A caminho de um Grande Mercado Salvador - Ba - 1996
IBRAF - Janeiro/1995 Manga - Fruta a Fruta
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO ABASTECIMENTO E DA REFORMA AGRÁRIA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO RURAL - SDR
FRUPEX Manga para Exportação: Aspectos Técnicos da Produção Brasília - DF - 1994

Fonte: www.seagri.ba.gov.br

Mangueira

Mangifera indica L.Sinon.:  Mangifera amba Forsk, Mangifera domestica Goertn.
Família:
ANACARDIACEAE
Nomes comuns:
manga.

Mangueira
Mangueira

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Árvore de simples, oblongo-lanceoladas, ápice agudo a 5 a 30 m de altura, com caule resinoso.

Ramos novos pilosos, passando a glabros com a idade. Folhas cuneado, glabras, coriáceas, nervuras proeminentes em ambas as faces.

Inflorescências dispostas em panículas terminais, de forma piramidal, com as flores apresentando cerca de 11 mm de diâmetro e variando de coloração, do creme ao vermelho.

Fruto drupa, com tamanho e forma variados, glabro, sendo a casca lisa, alaranjada a vermelha quando maduro, semente grande, polpa fibrosa, alaranjada, adocicada e comestível. 

OBSERVAÇÕES ECOLÓGICAS E OCORRÊNCIA 

Espécie exótica, originária da Índia e sudoeste da Ásia, amplamente dispersa em todas as regiões tropicais através de seu cultivo. 

USOS MAIS FREQUENTES 

Dos frutos pode-se produzir geléias, sorvetes, sucos, passas e licores, ou consumidos ao natural. O caule produz uma resina empregada medicinalmente contra a desinteria e sífilis. Na África usam o cozimento das cascas no tratamento de cólicas. Toda a planta é utilizada na forma de xarope, infusão, gargarejo, tintura e outros. A casca do tronco também é empregada no curtimento de couros por possuir tanino.

Flor:  Agosto a novembro. 

Fruto: Novembro a fevereiro.

Fonte: www.esalq.usp.br

Mangueira

A mangueira é uma árvore frondosa de porte médio a alto, podendo atingir até 30 metros.

Apresenta copa arredondada e simétrica, variando de baixa e densa a ereta e aberta e adquirindo eventualmente forma piramidal.

Nos plantios modernos, o porte e formato da planta fica determinado pela densidade de plantio e tratos culturais, principalmente pelo sistema de poda utilizado.

A folhagem é sempre verde.

Mangueira
Fig. 1. Mangueira adulta em fase de floração. Foto: Francisco Pinheiro Lima Neto.

O sistema radicular da mangueira é caracterizado pela presença de uma raiz pivotante, que pode se aprofundar bastante no solo, proporcionando uma boa sustentação à planta e possibilitando a sobrevivência em períodos prolongados de estiagem. Tanto a raiz pivotante como as outras raízes verticais da mangueira apresentam inúmeras ramificações, chamadas de radicelas, que são as principais responsáveis pela absorção da solução do solo e, conseqüentemente, pela nutrição da planta. Nos plantios nas regiões áridas e semi-áridos com irrigação localizada, o tamanho e forma do sistema radicular segue a distribuição de água no solo.

As folhas são predominantemente lanceoladas, apresentam textura coriácea e medem normalmente de 15 a 40 centímetros de comprimento e de 1,5 a 4,0 centímetros de largura. A cor da folha da mangueira, quando jovem, varia da tonalidade verde clara a levemente amarronzada ou arroxeada, mas, quando madura, adquire coloração verde escura. A face superior é plana e o pecíolo é curto, medindo normalmente de 2,5 a 10,0 centímetros.

A inflorescência da mangueira possui tanto flores masculinas como flores hermafroditas. Geralmente, a inflorescência da mangueira é terminal, mas, às vezes, pode ser lateral. Além disso, é ramificada e piramidal, apresentando um número extremamente variável de flores, desde centenas até milhares. As flores são muito pequenas, medindo normalmente cerca de 6 milímetros, e pentâmeras. O ovário é súpero e unilocular e o estigma é rudimentar.

Mangueira
Fig. 2. Inflorescência da mangueira. Foto: Francisco Pinheiro Lima Neto.

O fruto da mangueira é uma drupa, cujo formato varia de arredondado a alongado, e pode pesar de poucas gramas até 2 quilogramas, a depender da variedade.

A casca pode apresentar coloração verde, amarela ou vermelha. A polpa é geralmente amarelada, apresentando uma ampla gama de sabores e uma quantidade também muito variável de fibras. No interior da polpa, encontra-se o caroço - a semente -, cuja forma e cujo tamanho variam de acordo com a variedade.

O crescimento vegetativo da mangueira é essencial para propiciar uma produtividade elevada. O período juvenil é de aproximadamente 3,5 anos. O florescimento da mangueira é dependente de uma combinação de fatores climáticos, normalmente favorecido por uma associação entre uma diminuição na temperatura e um estresse hídrico. Algumas práticas culturais, como a aplicação de determinados fitorreguladores, também induzem a mangueira ao florescimento e são comumente empregadas nos pomares da cultura.

A polinização é feita geralmente por insetos, tais como moscas e abelhas. No entanto, embora a inflorescência da mangueira abrigue de centenas a milhares de flores, o processo da fecundação não é tão eficiente, sendo diretamente afetado pelas condições climáticas, principalmente pela pluviosidade, temperatura e umidade relativa do ar. A quantidade de frutos que vingam e amadurecem é muita pequena em relação à quantidade de flores produzidas. O período de queda dos frutos começa na primeira semana após a fecundação.

Mangueira
Fig. 3. Mangueira em fase de produção. Foto: Francisco Pinheiro Lima Neto.

O período entre o florescimento e o amadurecimento do fruto é de aproximadamente 100 a 150 dias, variando, portanto, de acordo com as condições climáticas e, sobretudo, com a variedade.

Fonte: www.agencia.cnptia.embrapa.br

Mangueira

MELHORAMENTO DA MANGUEIRA

Mangueira
Mangueira

A mangueira é uma planta tropical, que se desenvolve bem em condições de clima subtropical. Originária do Sul da Ásia, a manga dispersou-se por todos os continentes, sendo cultivada, atualmente, em todos os países de clima tropical e subtropical.

Desde seu cultivo milenar na Ásia, a manga tem sido melhorada ao longo de sua história como principal fruta tropical, embora neste último século tenha progredido, pela obtenção de novas variedades em vários países, fora de seus centros principais de origem. Isso levou à expansão de sua cultura comercial, sendo considerada uma das frutas de maior crescimento em produção, fazendo jus ao seu cognome de “rainha das frutas”.

Atualmente pode ser encontrada nos principais mercados mundiais, ao longo de todo o ano. Essa expansão levou, também, a maiores exigências de adaptação a climas e solos muito diversos, exigências dos consumidores e produtos dela derivados, o que leva à necessidade de obtenção de novos materiais genéticos, adaptáveis às citadas condições, associadas a novas práticas culturais, irrigação, controle fitossanitário e do florescimento.

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

A maioria das espécies de Mangifera são encontradas nativas na Península Malaia, arquipélago Indonésio, Tailândia, Indo-China e Filipinas. O gênero Mangifera é apenas um entre outros 73 gêneros, com 850 espécies da família Anacardiaceae. A citada família é constituída, em sua maioria, de espécies tropicais, nativas na Ásia. Além da manga, outras espécies de frutíferas cultivadas pertencem à mesma família, como algumas dos gêneros Spondias, Anacardium, Pistacea e outros. As 69 espécies de Mangifera são nativas até uma faixa de latitude de 27o N e ao Leste das Ilhas Carolinas, sendo nativas em diversos países, mas com maior diversidade de espécies na Malásia, Bornéo e Sumatra, que é considerado o principal centro de origem.

A distribuição da maioria das espécies dá-se em áreas de diversas altitudes, desde áreas alagadas até altitudes de 1.000 m, ocasionalmente, em altitudes maiores, como o caso de algumas espécies ao norte do Trópico de Câncer.

A origem de Mangifera indica, é o Nordeste da Índia (Assam), da região fronteira Indo-Myanmar e Bangladesh, embora possa ocorrer em outras regiões.

DISTRIBUIÇÃO

É possível que o cultivo da mangueira tenha sido originado na Índia, pela sua domesticação há 4 mil anos, oriundo de frutos menores e com pouca polpa. Pela importância da manga na cultura e religião hindu, conforme relatos antes da era cristã, até a colonização portuguesa do século XV, sua difusão foi da Índia à África e daí para outros continentes como o americano. A introdução da manga na América, México e Panamá foi proveniente das Filipinas, o que justifica a predominância até pouco tempo da manga Manila, no México.

Na Flórida, a manga só foi introduzida em 1861, de Cuba, sendo que, pouco antes, teria sido introduzida nas Índias Ocidentais, do Brasil, onde os portugueses já a haviam introduzido anteriormente de suas colônias africanas, no século XVI. A Flórida é considerada, atualmente, um centro secundário de diversidade, pela distribuição de diversas variedades lá obtidas, inicialmente provenientes da variedade indiana ‘Mulgoba’, que originou a ‘Haden’, em 1910, e após, outras atuais variedades comerciais.

A cultura da mangueira, apesar de ainda concentrada na Ásia, expandiu-se para vários países, em todos os continentes, sendo importante na África e Américas e com menor presença na Europa, onde é cultivada em pequena escala na Espanha, em latitudes de até 37oN. Dos 18 milhões de toneladas anuais de manga produzidas no mundo, a Ásia responde por 75%, as Américas 14%, a África 10% e o 1% restante em outras áreas, como Austrália e Europa.

ORIGEM DAS ATUAIS VARIEDADES

A origem das principais variedades foi das antigas variedades em seus centros de origem e baseado na seleção natural de possíveis híbridos e mutantes, chegando até o início do século atual, com sua máxima expressão na mangicultura da Flórida.

A hibridação natural é a responsável pelas atuais variedades utilizadas comercialmente. Na Índia, há mais de 1.000 variedades e, em outros países, bancos de germoplasma com, pelo menos, uma centena de variedades, a maioria de origem local, são freqüentes. No Brasil, já foram descritas, pelo menos, duas centenas de variedades aqui originadas.

O melhoramento, apoiado em hibridações controladas teve até o momento maior sucesso na Índia, decorrente do maior número de híbridos produzidos.

No Havaí, já em 1920, foi relatada a obtenção de híbridos artificiais. Na Flórida foram realizadas hibridações, mas sem sucesso.

No Brasil, pela Embrapa de Brasília, já foram feitas milhares de hibridações, com lançamento recente de duas variedades híbridas e atual avaliação de novos híbridos promissores.

O melhoramento quanto à produção, qualidade, resistência às doenças e pragas, e porte das plantas, é oriundo tanto da seleção quanto da hibridação controlada.

Exemplos são casos da ‘Neelum’, produtiva e regular, e útil na hibridação por estas características, o nanismo de ‘Amrapali’, a cor de ‘Tommy Atkins’, a resistência à malformação da ‘Badhauran’, à antracnose da ‘Tommy Atkins’, ao oídio da ‘Bangalora’, à seca da mangueira, da ‘Bourbon IAC-100’.

BIOLOGIA

A ocorrência de produções alternadas na mangueira deve-se, principalmente, à sua biologia, relativamente ao florescimento, polinização e pegamento dos seus frutinhos. Fatores biológicos ligados à estrutura das flores, além de fatores fisiológicos e climáticos, também são importantes na frutificação da mangueira.

A vegetação da mangueira dá-se em diversos fluxos dentro de cada ano, dependendo de sua intensidade, das condições climáticas e da variedade. No Estado de São Paulo, a mangueira vegeta de agosto a março, com fluxos mais freqüentes e abundantes em agosto e outubro, sendo menores as vegetações de dezembro a fevereiro. As vegetações mais intensas são as responsáveis pela frutificação do ano seguinte.

A mangueira pode ser mono ou poliembriônica quanto ao seu sistema de reprodução pela semente, o que pode levar à produção de diferentes tipos de embriões quanto à sua constituição genética, ou seja, das variedades monoembriônicas, quase sempre são obtidos híbridos, devido à predominância da polinização cruzada, enquanto, das variedades poliembriônicas, pode-se obter tanto híbridos como nucelares estes idênticos à planta mãe e predominantes, pois a sua produção é em maior porcentagem em relação aos zigóticos, estes nem sempre presente, o que pode ser um entrave ao melhoramento por hibridação.

O florescimento da mangueira se dá usualmente de junho a outubro, em São Paulo, sendo o florescimento de agosto o mais importante. Como conseqüência deste comportamento, tem-se, em cada período de produção, frutos de vários estágios de desenvolvimento. Estudos feitos na Índia mostraram que as inflorescências saem geralmente das vegetações novas, de quatro a mais meses, sendo importante, portanto, a produção regular de ramos novos, do ponto de vista de produção de frutos. A mangueira produz uma grande quantidade de flores, mas uma pequena percentagem chega a dar frutos.

Variedades com altas percentagens de flores perfeitas são usualmente as mais prolíficas.

A flor da mangueira é adaptada para a polinização por insetos, mas as abelhas não são muito atraídas por ela, sendo a polinização feita por trips e moscas, não muito eficiente. Na Índia, foi encontrado que apenas 3 a 35% das flores hermafroditas são polinizadas. Além dos fatores biológicos citados, a chuva e o vento concorrem para a baixa polinização.

CARACTERÍSTICAS VARIETAIS DESEJÁVEIS

O ideal para variedades copa, embora possam variar com as condições ecológicas nas quais se dará o cultivo tem como objetivos:

a) produção regular;
b)
hábito de crescimento anão, com precocidade;
c)
fruto atrativo, com tamanho médio de 300 a 500 g e de boa qualidade, esta medida por bom sabor, aroma, polpa firme, sem fibras;
d)
tolerância à maioria das principais pragas e doenças;
e)
isenta de desordem fisiológica;
f)
boa qualidade quanto à conservação e vida de prateleira.

Para variedades usadas como porta-enxertos, as seguintes são as principais características:

a) variedades poliembriônicas;
b)
ananizantes;
c)
tolerantes a várias condições adversas do solo;
d)
boa compatibilidade com a copa;
e)
tolerantes a doenças e pragas;
f)
indutores de boa produção e qualidade do fruto.

Quanto à produção regular, este requisito é importante em mangueira, pois muitos cultivares se mostram alternantes, embora esta característica também esteja associada à região de cultivo e às características biológicas de cada cultivar.

O tamanho da copa da mangueira, usualmente muito grande, é considerado um dos principais entraves ao seu cultivo, em larga escala, e que impede o uso de espaçamentos adensados. Porta-enxertos indutores de menor porte também existem, embora em menor número e com resultados poucos consistentes ainda.

A característica de atração da cor do fruto é, atualmente, um dos objetivos mais importantes do melhoramento, a partir da seleção das variedades da Flórida.

Entretanto, a cor vermelha, ou sua mistura com roxa e tons parecidos, que torna a manga atrativa, deve estar associada a outras características desejáveis do fruto.

Quanto à resistência a doenças e pragas há ocorrência de tolerância ou resistência às principais doenças e pragas da mangueira, como malformação, antracnose, íodio, cancro e outras, como à broca da semente. Entretanto, poucos cultivares conseguem agregar as citadas resistências, ou elas com outras importantes características, como de qualidade do fruto, o que dá vantagem à ‘Tommy Atkins’ que, no conjunto, ainda supera as demais.

Para o Brasil, a doença mais importante é a seca da mangueira, causada pelo fungo Ceratocistis fimbriata, associado à praga Hypochyphalus mangiferae, o que tem levado à realização de vários trabalhos, com resultados importantes, tanto na obtenção de copas como para porta-enxertos tolerantes ou resistentes.

Sobre a ocorrência do colapso interno do fruto em variedades copa de manga, há poucas variedades com alguma tolerância ao problema.

Fonte: www.todafruta.com.br

Mangueira

Mangueira
Mangueira

A mangueira, pertencente à família Anacardiceae e nativa da Ásia Tropical, teve sua introdução no Brasil no século XVI, pelos navegantes portugueses. Planta perene, de grande porte e sistema radicular vigoroso, muito sensível a geadas e, invariavelmente, de produção alternadas. Seus frutos são consumidos ao natural ou na forma industrializada de purê, néctar ou compota, e, verdes, são utilizados na confecção de picles, saladas, molhos e geléias.

Possuem grande quantidade de açúcar e são excelente fonte de vitamina A e C, com pouca vitamina B, contendo doses razoáveis de cálcio e ferro.

Cultivares: Zill, Palmer, Kent, Parvin, Keitt, IAC-100 Bourbon e Tommy Atkins.

Clima e Solo: é muito sensível às baixas temperaturas, principalmente se estacas ocorrerem nas floradas de maio a junho. Requer boa luminosidade para frutificar e induzir coloração aos frutos e um período seco no florescimento. Quanto ao solo, deve ser profundo e bem drenado, de preferência de textura média.

Práticas de conservação de solo: Plantio em nível, capinas em ruas alternadas com a utilização de cobertura vegetal nas entrelinhas, mantendo-se rasteira no período chuvoso através de roçadeira ou uso de herbicidas. Em terrenos com declividade acima de 6% associar terraceamento de acordo com o manejo e o tipo de solo, ou utilizar patamar, banquetas ou embaciamento.

Propagação: As mudas são formadas por enxertia de garfagem ou borbulhia em porta-enxertos resistentes à “Seca da Mangueira”. Os frutos maduros são despolpados e as sementes lavadas e secas à sombra. Das sementes são retiradas as amêndoas que são distribuídas em canteiros de germinação. Após 6 semanas da germinação os cavalinhos são transplantados para sacos plásticos ou viveiro, no campo. A enxertia, tanto de garfagem como de borbulhia, é feita quando o porta-enxerto tiver 25 a 30cm de altura e o diâmetro de um lápis. A muda é transplantada para o campo quando o enxerto alcançar dois fluxos de crescimento.

Plantio: No período das chuvas, ou fora dele com irrigação, evitando-se a quebra do torrão da muda. O plantio deve ser alto, deixando-se 5cm do torrão acima da superfície do solo. Após o fechamento da cova fazer o embaciamento e irrigar a muda com 20 litros de água.

Espaçamento: 10 x 10m ou 10 x 8m.

Mudas necessárias: 100 a 125/ha.

Covas: 40 x 40 x 40cm

Calagem e adubação: de acordo com a análise de solo, elevar a saturação por bases a 80%.

Adubação de plantio e de formação: Adubar a cova de plantio com 10 litros de esterco de curral ou 3 litros de esterco de galinha, mais 200g de P2O5 e 5g de zinco.

Na formação do pomar, aplicar por planta e por idade, em função da análise de solo: no primeiro ano, 30g de N e 40g de K2O; no segundo ano, 60g de N, 40 a 160g de P2O5 e 0 a 80g de K2O; no terceiro ano, 120g de N, 100 a 240g de P2O5, 40 a 160g de K2O; no quarto ano, 160g de N, 120 a 320g de P2O5 e 80 a 240g de K2O.

Adubação de produção: para a produtividade esperada entre 10 e 20t/ha, aplicar de 10 a 40 kg/ha de N, quando o teor de N nas folhas for inferior a 12 g/kg.

Quando o teor de N foliar for superior a 12 g/kg, não aplicar nitrogênio. De acordo com a análise de solo e produtividade esperada, aplicar 10 a 60 kg/ha de P2O5/ha e 10 a 80 kg/ha de k2O. Fracionar a dose anual de fertilizantes, especialmente N e K, em três vezes, durante a estação das chuvas. Realizar duas pulverizações foliares, em agosto e fevereiro, com 50g de ácido bórico e 250g de sulfato de zinco em 100 litros de água. Em pomares com alta incidência de colapso interno do fruto, em solos com baixos teores de cálcio na superfície, sugere-se a aplicação, em março-abril, de 2 t/ha de gesso agrícola.

Pragas e doenças: formigas cortadeiras – iscas formicidas (clorpirifos e dodecacloro) e proteção do caule da muda com cones ou “saias” de plásticos; mosca-da-fruta – eliminação dos hospedeiros alternativos (carambola, serigüela, cajá, etc) das proximidades do pomar, retirar os frutos infestados do pomar, pulverização em ruas alternadas, em 1m2 da copa, com parathion methyl ou com a mistura de água, melaço de cana ou suco da fruta mais os inseticidas fenthion ou trichlorfon; cochonilhas – no caso de grandes infestações, fora do período de florescimento, pulverizar com produtos à base de parathion methyl mais óleo mineral, nas horas de menor insolação; broca-da-mangueira – corte e destruição dos ramos brocados ou secos, proteção das mudas transplantadas para jacazinhos com inseticida fosforado (parathion methyl, em pulverização) até que recuperem sua turgidez; seca da mangueira – uso de porta-enxertos resistentes (Carabao, IAC 102 Touro, IAC 101 Coquinho), poda e queima dos galhos afetados da copa, a 40cm abaixo do ponto infectado, com desinfecção do material utilizado na poda, com hipoclorito de sódio a 2% e pincelamento da secção do corte com pasta cúprica; malformação vegetativa e floral (embonecamento) – eliminar os ramos com os tipos de malformação.

Na malformação floral os ramos devem ser eliminados a partir do nó que apresentou o embonecamento.

Não utilizar porta-enxerto, borbulhas ou garfos de plantas com sintomas de malformação para produção de mudas; mancha-angular (bacteriose) – proteção dos órgãos novo da planta, preventivamente com a mistura de oxicloreto de cobre mais mancozeb em intervalos de 15 a 20 dias na época das chuvas, e de 30 a 40 dias, no período seco; antracnose – pulverizações semanais desde o entumescimento dos botões florais até o vingamento dos frutos (5cm) com o fungicida mancozeb; a partir daí alternar oxicloreto de cobre e mancozeb até a colheita, em pulverizações quinzenais; oídio – pulverizações preventivas, antes da abertura das flores até o início da frutificação, com fungicidas à base de enxofre pó molhável ou quinomethionate.

Outros tratos culturais: escoramento dos ramos produtivos; proteção dos frutos contra a queimadura do sol, nas bordaduras do pomar do lado do poente; colheita dos frutos no estádio de vez para prevenção do colapso interno.

Colheita: outubro a março, dependendo da região. A fruta deve ser colhida o mais madura possível, evitando-se o uso de métodos artificiais de amadurecimento. Para mercados distantes, colher a fruta no estádio de vez, isto é, 1/3 madura. Os frutos que se encontram na parte mais baixa da copa, são colhidos manualmente, com uma leve torção do pedúnculo, deixando-se uma pequena porção deste, a qual vai ser aparada no momento que a fruta for lavada, classificada e embalada.

Os frutos localizados nas partes mais altas da copa são colhidos com o auxílio de escadas e varas de bambu, providas, na extremidade, de um aro de ferro redondo com uma reentrância ou lâmina para o corte do pedúnculo do fruto, ao qual se acopla um saco para recebimento dos frutos. Para exportação a colheita deve ser feita com auxílio de tesoura, com a secção do pedúnculo na parte mais estreita.

No campo as frutas devem ser acondicionadas em caixas plásticas e mantidas à sombra.

Produtividade esperada: 10 a 20 t/ha.

Culturas intercalares: culturas anuais de porte baixo, de preferência as leguminosas.

Fonte: www.iac.sp.gov.br

Mangueira

Nome científico: Mangifera indica L.
Família:
Anarcadiaceae
Nomes populares:
Manga
Nome em inglês:
Mango
Origem:
Sul da Ásia

Um dia, Buda manifestou o desejo de acolher-se a um bosque onde meditar em paz e em harmonia com a natureza. Deram-lhe um pomar com dez mil mangueiras. Tantas eram, na Índia, naquele tempo. E tanto o povo hindu considerava a árvore e a fruta. Porque é sombra farta e ventilada pela copa de mais de dez metros de altura; é delícia de fruto sumarento, oloroso, revigorante; é remédio contra as cólicas, as tosses, a bronquite.

Daí, em face de tantas mercês, o português trouxe a manga para o Brasil. Ela se fez dona da casa, pompeando a copa larga, os cinco e mais metros de circunferência do tronco, a fartura dos frutos amarelo-tentação.

Contam-se cerca de quinhentas variedades, espalhadas por quintais, praças, pomares, ruas, desde o Paraná ao extremo norte, que é a região onde a manga atinge o máximo em brilho na coloração, em aroma e sabor. Aqui e ali, por toda parte industrializada ou consumida ao natural - nas lambuzadas de cara inteira que são marca nacional da apreciação do fruto -, a manga vai confirmando o nome que lhe deram em sânscrito - amra, aquele que serve as criaturas.

Quem não recitou ou ouviu recitar, fazendo coro com o mavioso Gonçalves Dias: "Já viste coisa mais bela/Do que uma bela mangueira,/E a doce fruta amarela,/Sorrindo entre as folhas dela,/E a leve copa altaneira?".

A CULTURA DA MANGA

A manga é uma das frutas mais procuradas no mundo. A procura tem aumentado bastante nos mercados interno e externo, alcançando preços compensadores.

Mas para que se tenha êxito na sua cultura é preciso adotar práticas de cultivo adequadas, de modo que o produto atenda às exigências do mercado consumidor.

É essencial que a fruta tenha boa qualidade e custo de sua produção seja competitivo.

CLIMA

A mangueira de adapta bem em áreas onde as estações seca e chuvosa se apresentem bem definidas. O período seco deve ocorrer bem antes do florescimento, de modo a permitir à planta um período de repouso vegetativo, e prolongar-se até a frutificação para evitar os danos causados pela antracnose e o oídio. Após a frutificação, é benéfica a ocorrência de chuva, pois estimula o desenvolvimento dos frutos e impede sua queda.

Quando se pode contar com um sistema de irrigação (regiões semi-áridas) o plantio da mangueira pode ser feito em qualquer época do ano. Quando não se dispõe dele, realiza-se o plantio no período das águas.

SOLO

A mangueira vegeta tanto em solos arenosos quanto nos argilosos. Solos de baixadas, sujeitos a encharcamento, e os pedregosos, devem ser evitados. As áreas que permitem a mecanização são especialmente indicados. O espaçamento é o de 10m entre ruas por 10m entre plantas.

Outros espaçamentos podem ser usados, conforme as condições do solo e do manejo da cultura: 9 x 9m, 9 x 6m, 10 x 8m, 8 x 8m, 8 x 5m, 6 x 6m, 5 x 5m.

CULTIVARES

As cultivares mais indicadas são as que aliam a alta produtividade a qualidades como a coloração atraente do fruto, bom sabor, pouca fibra, etc.

Tommy Atkins - Frutos médios a grandes, de 400 a 700g, cor amarela a vermelha, superfície lisa, casca grossa e resistente. De excelente sabor, doce e pouca fibra. Relativamente resistente a antracnose.
Haden
- Frutos médios a grandes, 400 a 600g, cor amarelo-rosada; polpa sucosa, sem fibras, doce e de cor laranja-amarelada. Semente pequena. Além de vegetar muito, é considerada alternante e suscetível à antracnose e a seca da mangueira.
Keitt
- Frutos grandes, 600 a 900g, cor amarelo-esverdeada com laivos fracos avermelhados; polpa amarelo intenso, sem fibras, sucosa; semente pequena; planta muito produtiva, com hábito de crescimento típico, com ramos longos e abertos.
Kent
- Frutos grandes, 600 a 750g, ovalados, de casca verde-claro-amarelada, tornando-se avermelhada, quando madura, e de maturação tardia; polpa amarelo-alaranjada, doce, sem fibra. Árvore vigorosa e produtiva.
Van Dyke
- Frutos médios, 300 a 400g, cor amarela com laivos vermelhos; polpa firme e resistente ao transporte; sabor agradável, muito doce. Semente pequena, planta muito produtiva.
Surpresa
- Frutos médios a grandes, 400 a 600g, cor amarelo intenso; polpa amarela, firme, sucosa, muito doce, sabor agradável e sem fibra. Semente pequena, planta muito produtiva, relativamente resistente à antracnose.

PRODUÇÃO DE MUDAS DE MANGA

Custos de Produção e Análise de Rentabilidade

Espaçamento 10,00m x 10,00m (100 plantas/ha). Produção Nacional e Internacional
Produção Nacional: FONTE:
IBGE - Produção Agrícola Municipal, 2002. Consultado em 15/12/2003.
Produção Internacional: SOURCE:
FAO (2003). Atualizado em 03/02/2004 e consultado em 16/04/2004.

ESCOLHA DO PORTA-ENXERTO

A escolha dos porta-enxertos varia de uma região para outra e depende da disponibilidade de sementes. As cultivares poliembriônicas, que geram duas ou mais plantas de uma única semente, são as mais indicadas por induzirem maior vigor à muda.

SELEÇÃO DE PLANTAS MATRIZES

As plantas matrizes, fornecedoras de garfos e borbulhas para enxertia, devem ser selecionadas previamente.

Características essenciais para uma boa aceitação comercial: alta produtividade; pouca ou nenhuma alternância de produção, isto é, um ano produz muito, outro produz pouco; resistência ou baixa suscetibilidade ao ataque de pragas e doenças; coloração externa do fruto atraente; aroma e sabor agradáveis; polpa de boa consistência e não fibrosa; semente pequena, em torno de 10% do peso total do fruto.

PREPARO DA SEMENTE

A semeadura deve ser feita o mais cedo possível, a fim de se obter maior percentagem de germinação e porta-enxertos mais vigorosos. Os frutos devem ser colhidos "de vez" ou maduros. Efetua-se o descascamento, a retirada da polpa, a lavagem das sementes e a secagem à sombra. Com o auxílio de uma tesoura de poda, extrai-se a casca que envolve a amêndoa.

ÉPOCA DE SEMEADURA

No Brasil a semeadura é feita entre os meses de outubro e março.

A sementeira deve ser localizada, de preferência, em terreno plano, fértil, solto e profundo. O local deve ser arejado, protegido contra ventos, e estra próximo a um manancial de água.

PREPARO DO TERRENO

Com uma enxada ou arado, revolve-se o solo até a profundidade de 20cm. Dez a quinze dias depois, quebram-se os torrões, retiram-se os restos de raízes, tocos e pedras existentes. A terra da superfície da cova é misturada com 10 a 20 litros de esterco de curral bem curtido, 1000g de calcário, 500g de superfosfato simples e 100g de cloreto de potássio. Lança-se dentro da cova metade da terra misturada, e sobre esta acomoda-se a muda, uma vez removido o envoltório de plástico. Coloca-se a muda de tal modo que fique com seu colo ligeiramente acima do nível do terreno. A outra metade da mistura é utilizada para completar o enchimento da cova.

PREPARO DA SEMENTEIRA

Em geral, os canteiros são feitos com as dimensões de 10 a 20m de comprimento por 1,20m de largura e 15cm de altura. Entre eles deve ficar um espaço livre de 50cm de largura.

FORMAÇÃO DA MUDA

Enxertia - O êxito desta operação depende de: a afinidade entre o porta-enxerto e o enxerto; a época do ano, relacionada com as condições fisiológicas do garfo ou borbulha (gema, "olho") e do porta-enxerto; condições climáticas, etc.

Época de Enxertia - A mangueira pode ser enxertada durante o ano todo. Deve-se evitar os períodos chuvosos, uma vez que esta condição reduz sensivelmente a percentagem de pegamento, dando-se preferência aos dias e horários pouco ensolarados.

Métodos de Enxertia - Os principais são: Garfagem, Garfagem no topo em fenda cheia, Garfagem à inglesa simples ou bisel, Garfagem lateral, Borbulhia, Borbulhia em "T" invertido, Borbulhia em escudo, Borbulhia em placa retangular.

Garfagem - Os garfos ou ponteiros devem ser colhidos maduros, provenientes de ramos da estação anterior, sem apresentarem danos causados por pragas ou doenças. Devem ser redondos, não angulares, e estar mudando da cor verde para o verde cinza, com a gema apical ou da ponta bem entumescida. Os garfos são preparados quando ainda presos à árvore. O tratamento consiste em eliminar suas folhas duas semanas antes de retirá-los da árvore, com a finalidade de forçar o entumescimento das gemas e acelerar o pegamento após a enxertia.

Garfagem no topo em fenda cheia - Este método é um dos mais empregados e com amplas possibilidades de êxito na enxertia da mangueira. É importante que o porta-enxerto esteja em boas condições vegetativas e que seu diâmetro, em torno de 1cm, seja igual ou bem próximo ao do garfo. Com uma tesoura de poda corta-se o porta-enxerto na região onde será feita a enxertia, que geralmente fica a 20 cm acima do solo. A seguir, com um canivete afiado, efetua-se um corte vertical até a profundidade de 3 a 4cm, abrindo o porta-enxerto ao meio. Após a colheita do garfo com 15cm de comprimento, fazem-se, de cada lado de sua extremidade inferior, duas incisões em forma de cunha, com aproximadamente 3 a 4cm de comprimento. Em seguida com o auxílio de lâmina do canivete, abre-se um pouco a fenda do porta-enxerto e introduz-se a cunha do garfo. Feito isto, ata-se a zona de união com fita de plástico de 2cm de largura e 20 cm de comprimento. Finalmente, cobre-se o enxerto com um saquinho de plástico transparente, amarrando levemente sua extremidade inferior.

Garfagem à inglesa simples ou bisel - Efetua-se, no porta-enxerto, um corte em bisel, de baixo para cima, com 3 a 6cm de comprimento, a uma altura de 20cm do nível do solo. O garfo colhido maduro, com o mesmo diâmetro do porta-enxerto, é cortado também em bisel, devendo ter de 15 a 20cm de comprimento, com as gemas apicais bem entumescidas, em aparente estado de repouso e próximas a brotar. Procede-se à justaposição das superfícies cortadas do porta-enxerto e do garfo. A zona de união deve ser amarrada firmemente com fita de plástico. Após isto, procede-se como no método da garfagem anterior.

Garfagem lateral - Neste caso, são utilizados porta-enxertos com seis a doze meses de idade, e que tenham, pelo menos, 1cm de diâmetro, e garfos maduros com diâmetro igual ou bem próximo ao do porta-enxerto. Na extremidade inferior do garfo com 10cm de comprimento, faz-se um corte inclinado de 3 a 5cm de comprimento. No outro lado dessa mesma ponta, faz-se outro corte inclinado, bem menor, decepando casca e lenho, de modo a formar uma pequena cunha destinada a fixar o garfo no talho feito no porta-enxerto. À altura de 20cm do caule do porta-enxerto efetua-se um corte vertical de cima para baixo, ligeiramente inclinado, com aproximadamente 5 a 7cm de comprimento. Próximo à base do corte aprofunda-se um pouco mais este último, de modo a permitir destacar uma porção de casca aderida ao lenho. Um entalhe transversal, de forma de lingüeta, é feito na base do corte vertical, onde a parte inferior da cunha do garfo é apoiada. As superfícies cortadas do porta-enxerto e do garfo são postas em contato, de tal forma que haja coincidência na justaposição das partes, pelo menos em um dos lados.

Borbulhia - A principal vantagem deste método é a economia de material. Com uma porção terminal do ramo podem-se obter cinco ou mais enxertos. Os ramos mais jovens, com cerca de três meses de idade, apresentam condições mais satisfatórias para obtenção de borbulhas. Verificar, por ocasião da enxertia, se a borbulha está colocada na posição correta, ou seja, com a gema situada acima da inserção do pecíolo (cabinho) foliar.

Borbulhia em "T" invertido - Faz-se um corte vertical de 3 a 5cm no porta-enxerto, a uma altura de 20cm do nível do solo, utilizando um canivete bem afiado. Um segundo corte, de forma horizontal é feito na base do vertical, formando um "T" invertido. Faz-se uma incisão com um golpe firme do canivete e retira-se a gema. O próximo passo é a inserção do escudo com a gema no porta-enxerto. Com a extremidade cega do canivete de enxertia levanta-se, cuidadosamente, a casca de cada lado da incisão vertical e se introduz o escudo embaixo dela, empurrando-o para cima. A borbulha é protegida totalmente, e amarrada com firmeza ao porta-enxerto com uma fita de plástico.

Borbulha em escudo - A única diferença entre este método e o anterior é que, neste, retira-se um escudo do caule do porta-enxerto com as mesmas dimensões do escudo retirado do enxerto, com 3 a 5cm de comprimento. No porta-enxerto, o corte é realizado de baixo para cima, cortando a casca com um pouco de lenho. Deve-se ajustar bem o escudo do enxerto ao porta-enxerto, de tal modo que seus tecidos cambiais (casca) estejam em contato. Amarra-se firmemente a borbulha enxertada, com uma fita de plástico e em seguida, procede-se como no método anterior.

Borbulha em placa retangular - Consiste, basicamente, em retirar do porta-enxerto uma placa retangular da casca, com aproximadamente 3cm de comprimento por 1,5cm de largura. Com um canivete, fazem-se dois cortes horizontais no caule do porta-enxerto até atingir o cerne, ou parte dura, distanciados 3cm com 1,5-2cm de comprimento. Realizam-se dois cortes verticais ligando as extremidades dos cortes horizontais. Da retirada da casca resulta uma abertura retangular com o cerne de cor branca à vista. Escolhe-se uma gema sadia no enxerto fazendo-se um corte retangular com as mesmas dimensões do corte feito no porta-enxerto. Para retirar a borbulha, deve-se enfiar a lâmina do canivete em um dos cortes verticais fazendo-se com cuidado uma leve pressão lateral para que o retângulo cortado com a gema de destaque do cerne. Após a operação, a placa é coberta com uma fita plástica.

ADUBAÇÃO

Incorporam-se 5 a 10kg de esterco de curral, 100g de superfosfato simples e 50g de cloreto de potássio, a cada 10m lineares. Em substituição ao esterco de curral podem ser usados 5 a 10kg de esterco de aves ou 1 a 2kg d e torta de mamona.

TRATOS CULTURAIS

Para obter mudas bem formadas e sadias faz-se, periodicamente, a eliminação manual da vegetação nativa, a escarificação (afofamento) do solo e a irrigação (durante o verão, pelo menos uma vez ao dia). O florescimento e a época de produção da mangueira podem ser antecipados artificialmente, mediante o uso de algumas substâncias químicas.

O produto mais usado com essa finalidade é o nitrato de potássio nas dosagens, de 1% a 8%. Embora apresente boa eficiência em todas essas dosagens, as de 2% a 4% são as mais utilizadas. Dissolve-se o produto em água e adiciona-se á solução um espalhante adesivo. Tem-se usado também o nitrato de amônio na dosagem de 1,5%, obtendo-se bons resultados sobre a indução floral, além de se evitar o problema de queimaduras das folhas. O etefon tem sido empregado em concentrações de 200 a 2.000ppm, podendo as dosagens mais altas causar desfolha. Mais comumente utiliza-se a dose de 200ppm e pode-se repetir a aplicação uma ou duas vezes, a intervalos de uma a duas semanas.

Nos plantios irrigados pode-se usar o estresse hídrico para forçar a floração, ou seja, a suspensão da irrigação um a dois meses antes da época desejada para o florescimento.

TRATOS FITOSSANITÁRIOS

Pode ocorrer, na sementeira, o ataque de doenças (como a antracnose e o oídio), de ácaros e insetos. Neste caso, efetuam-se pulverizações com fungicidas, acaricidas e inseticidas.

DOENÇAS DA MANGUEIRA

Antracnose

Sintomas - nas folhas novas a doença causa pequenas manchas arredondadas, de coloração marrom, causando deformação da folha que fica retorcida, necrosada e com rupturas na área lesionada. No raque da inflorescência e suas ramificações aparecem manchas de coloração marrom escura, profundas e secas. Os frutos menores tornam-se manchados e caem antes de completar a maturação fisiológica. Nos frutos maiores as manchas são negras, deprimidas, às vezes, com pequenas rachaduras.
Controle
- Maior espaçamento; podas leves; podas de limpeza; instalação de pomares em regiões com baixa umidade e indução de floração para produção em épocas desfavoráveis ao patógeno, pulverizações quinzenais de Benomil a 0,03% e semanais com Mancozeb a 0,16% ou Captafol a 0,25%. As pulverizações devem ser feitas desde o início do florescimento até que os frutinhos estejam formados.

Seca da Mangueira

Sintomas - Secamento parcial ou total da copa da árvores; provoca a morte das plantas em qualquer idade. Normalmente observa-se um ramo seco, como se tivesse queimado pelo fogo.
Controle
- Eliminação das plantas doentes, eliminação do galho afetado 40 cm abaixo da região de contraste dos tecidos sadio/doente, desinfestação da ferramenta utilizada para as podas com uma solução de Hipoclorito de sódio a 25, proteção das partes cortadas com o pincelamento de uma pasta feita com fungicida à base de cobre.

Oidio

Sintomas - As folhas, inflorescências e frutinhos novos ficam recobertos por um pó branco acinzentado; nas folhas novas causa deformações, crestamento e queda e nas folhas velhas e nos frutos desenvolvidos ocasionam manchas irregulares.
Controle
- O controle químico é o mais recomendado - Tiofanato metílico, Dinocap, Oxitroquinox e os fungicidas à base de enxofre. A recomendação mais econômica e que tem surtido bons efeitos é a de três aplicações de enxofre em polvilhamento: antes da abertura das flores, após a queda das pétalas e no pegamento dos frutinhos.

Colapso interno do fruto

Sintomas - Ocorre o amolecimento da polpa, às vezes, com separação da casca. Como medida de controle, colhe-se o fruto "de vez". Efetuar calagem e, se necessário, aplicar cálcio complementar.
Controle
- eliminação dos ramos e panículas infectadas. Fazer pulverizações com produtos à base de enxofre.

Podridão de frutos

Sintomas - Inicia-se no ápice do fruto que se torna marrom passando a preto oliváceo. Tratamento de pré-colheita - quinze dias antes da colheita os frutos devem receber pulverizações preventivas de Benomil a 0,03% ou Oxicloreto de cobre (2,8 g i.a./1) mais um espalhante adesivo.

Mancha angular

Sintomas - A doença é causada por uma bactéria. Nas folhas, causa manchas angulares delimitadas pelas nervuras de coloração parda-escura e envoltas por um halo amarelo. Com o tempo, as áreas lesionadas caem deixando a folha com vários orifícios. Nos ramos causa murchas e seca. Nas inflorescências causa grandes lesões negras e alongadas nos eixos primários e secundários com rachaduras dos tecidos. As lesões nos frutos racham e observa-se uma acentuada queda de frutos.
Controle
- Em regiões em que a bactéria atua severamente, as pulverizações devem ser preventivas durante o fluxo de vegetação e no florescimento e intervalos quinzenais. Os melhores produtos tem sido oxicloretos de cobre mais óleo mineral, aplicados nas horas menos quentes.

Malformação vegetativa e floral

Sintomas - É uma anomalia de causa desconhecida, que afeta as inflorescências e as brotações vegetativas da mangueira. O sintoma característico da malformação floral é a aparência que a inflorescência adquire de um cacho compacto, com o eixo primário e as ramificações secundárias da panícula mais curtas. A gema floral se transforma em vegetativa e sobrevém um grande número de pequenas folhas e ramos. As mudas e plantas afetadas por esta anomalia tem o seu crescimento retardado, pode levar a perda total da produção.
Controle
- Pulverizações preventivas com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, nos períodos favoráveis ao aumento das populações (épocas secas e de escassa precipitação).

Murcha de esclerócio

Sintomas - Esta doença, causada por um patógeno de solo, o corre esporadicamente em sementeiras, causando murcha inicial, secamento e morte das plantinhas. Quando existe excesso de umidade, a doença pode causar a perda total dos porta-enxertos de uma sementeira. O primeiro sinal da doença é um micélio cotonoso aéreo, bastante branco, que recobre a área do caule mais próximo ao solo. Posteriormente, o micélio vai se tornando marrom e nota-se os pontos escuros redondos como sementes de couve que permanecem aderidos ao caule ou na superfície do solo. As plantas começam a murchar, os tecidos do caule tornam-se túrgidos e morrem uma semana após o início do ataque.
Controle
- suspender a água de rega e fazê-la de maneira mais racional, até deixando a sementeira sofrer stresses da seca, prover a sementeira de sistemas de drenagem; evitar o uso de irrigação por inundação, pois a água carrega os escleródios de uma área para a outra. O Controle químico pode ser feito utilizando-se produtos à base de Penta-cloro-nitrobenzeno ou Bicloreto de mercúrio (1:2.000), em rega sobre o solo da sementeira.

PRINCIPAIS PRAGAS

A seguir estão relacionadas às pragas mais comuns da cultura da manga. (Moscas-das-frutas, broca da mangueira, ácaros, lagartas, cochonilhas, tripes, formigas cortadeiras, bicudo da semente da manga, cigarrinha e besouro amarelo).

Moscas-das-frutas

Os adultos da mosca-das-frutas do gênero Anastrepha medem em torno de 7mm. Seu tórax é marrom, podendo apresentar três faixas longitudinais mais claras. Os ovos, de cor branca leitosa, são introduzidas pelas fêmeas abaixo da casca dos frutos, de preferência ainda imaturos. No ponto onde a mosca deposita seus ovos pode ocorrer contaminação por fungos ou bactérias, o que resulta no apodrecimento local do fruto.
Controle
- Medidas culturais, monitoramento, controle biológico, controle químico, resistência varietal, técnica do inseto estéril, tratamento pós-colheita e tratamento hidrotérmico.
Tratamento Hidrotérmico
- O tratamento hidrotérmico em manga visa o controle de moscas-das-frutas após a colheita e vem sendo efetuado pelos exportadores brasileiros desde 1991. O método consiste na imersão dos frutos em água a 46 °C por um tempo de 75 e 90 minutos para frutos com pesos máximos de 425 e 650g, respectivamente. Essa tecnologia foi aprovado pelo United States Departament of Agriculture - USDA em 1989, com base em dados de pesquisa com as espécies de moscas-das-frutas de importância quarentenária.
Medidas culturais
- Eliminação dos hospederios alternativos (carambola, ciriguela, cajá, etc), retirada dos frutos infectados caídos no chão, para evitar que as larvas os deixem para empupar no solo.

Cochonilhas

A Essa praga suga a seiva de todas as partes verdes da planta, causando queda de folhas, secamento de ramos e o aparecimento de fumagina, em geral, provocando maiores danos em pomares com um a três anos de idade.
Controle -
pulverização de óleo mineral misturado a um inseticida fosforado, evitando-se a aplicação nas horas mais quentes do dia e no período de floração.

Broca da mangueira

A larva do inseto penetra na região entre o lenho e a casca, abrindo numerosas galerias. É um besouro muito pequeno, de coloração castanha, medindo na fase adulta 1mm. Suas larvas são brancas; seu ciclo de vida tem a duração máxima de 30 e mínima de 17 dias. A progressão do ataque se faz dos ramos mais finos em direção ao tronco.
Controle
- medidas culturais e controle químico.
Medidas culturais
- Proceder ao corte e destruição (queima) de todos os ramos brocados ou secos. Evitar que as plantas sejam submetidas a estresse hídrico e nutricional prolongados.
Controle químico
- Pulverizar os ramos e troncos afetados com parathion methyl; fazer a pulverização preventiva (com parathion methyl) das mudas a serem transplantadas, por ocasião do transplante do viveiro, até que recuperem a turgidez.

Ácaros

Há registro de várias espécies de ácaros das famílias Tetranychidae e Eriophydae responsáveis por danos causados em folhas e gemas de mangueiras em pomares comerciais. O ácaro da malformação (Eriophydae) provoca a morte das gemas terminais e laterais, formando superbrotamento. A planta apresenta-se raquítica e com a copa mal estruturada.
Controle
- monitoramento, medidas culturais e controle químico.
Monitoramento
- Os ácaros não são visíveis a olho nu. Manchas marrons ou pretas nas brácteas, na base dos botões florais, são os sinais de sua presença.
Medidas culturais
- Podar e queimar os ramos com sintomas de malformação; nos viveiros, descartar e destruir as mudas com superbrotação.
Controle químico
- Proceder à pulverização preventivas com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, nos períodos favoráveis ao aumento das populações (épocas secas e de escassa precipitação).

Lagartas

A mais freqüente é a conhecida como bicho-de-fogo, sussuarana ou taturana.
Controle
- monitoramento, medidas culturais e controle químico.
Monitoramento
- Os ramos e as folhas devem ser periodicamente observados.
Medidas culturais
- Os casulos aderentes aos ramos e troncos das árvores devem ser destruídos no caso de grande infestação.
Controle químico
-Em condições normais não é necessário; nas grandes infestações, pulveriza-se com os produtos indicados para a cultura.

COLHEITA

A mangueira, quando enxertada e conduzida de acordo com os requisitos técnicos exigidos pela cultura, inicia a frutificação no segundo ano após o plantio.

Mas a produção econômica ocorre só a partir do quarto ano. É importante evitar ferimentos na casca e pancadas nos frutos, acondicionando-os cuidadosamente em caixas. Estas devem ser mantidas à sombra.

Fonte: www.todafruta.com.br

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