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Mogno

 

 

MOGNO (Swietenia macrophylla)

Ocorrência – Região Amazônica incluindo Mato Grosso, Goiás, Maranhão e Tocantins.

Outros nomes - aguano, araputanga, cedro-i, mogno brasileiro

Características

Espécie clímax, semidecídua, com 20 a 30 m de altura, tronco reto, com casca parda-avermelhada-escura, grossa, escamante em placas e 80 cm de diâmetro.

Árvores mais velhas, porém, podem ter troncos com até 2 m de diâmetro.

Folhas compostas, paripinadas, com 8 a 10 folíolos oblongos, peciolados, levemente reticulados e pilosos, com 7 a 15 cm de comprimento. Flores brancas.

Fruto cápsula, lenhoso, ovóide, de coloração castanha-clara, grande, com cerca de 20 cm de comprimento, que se abre em 5 partes, liberando as sementes aladas muito leves, com aproximadamente 12 cm , de coloração marron claro.

Um kg de semente com as asas contém cerca de 2.300 unidades.

Mogno
Mogno

Habitat – floresta de terra firme

Propagação – sementes

Madeira – com coloração castanha-clara, levemente amarelada, superfície lisa, lustrosa e brilhante, medianamente pesada, dura e de alta durabilidade e resistência ao ataque de cupins.

Utilidade – madeira muito usada na confecção de móveis de luxo, instrumentos musicais, artigos de decoração e acabamentos internos na construção civil, como esquadrias e assoalhos. Se adaptou muito bem no sudeste do país, onde é muito utilizada na arborização urbana.

Florescimento – novembro a janeiro

Frutificação – setembro a novembro

Ameaças - devido à exploração intensa para o mercado interno e exportação, se não controlada com urgência, levará a extinção da espécie.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Mogno

NOME CIENTÍFICO: Swietenia macrophylla King.
FAMÍLIA:
Meliaceae
NOMES COMERCIAIS: BRASIL :
Mogno-Aroeira, Mogno-Branco, Mogno-Brasileiro, Mogno-Cinza, Mogno-Claro, Mogno-Vermelho e etc..

ORIGEM

O material lenhoso para os estudos tecnológicos foi obtido na região centro-oeste, município de Cáceres, Estado de Mato Grosso.

MADEIRA

Moderadamente pesada( densidade 0.63 g/cm3), dura, de resistência moderada ao apodrecimento e alta ao ataque de cupins de madeira seca.

CARACTERÍSTICA GERAIS

Cerne castanho-claro, levemente amarelado, quando recém-cortado, escurecendo do castanho uniforme para o castanho mais intenso; alburno estreito e bem contrastado, branco-amarelado; brilho alto; textura média, uniforme; grã usualmente direita ou ligeiramente irregular; cheiro e gosto imperceptíveis.

CARACTERÍSTICA MORFOLÓGICAS: Altura de 25-30 m, com tronco de 50-80 cm de diâmetro.Folhas compostas de 8-10 folíolos de 7-15 cm de comprimento.

SECAGEM: Fácil secar, deformações mínimas podem ocorrer.

TRABALHABILIDADE: Fácil de serrar, lixar, pregar, aparafusar, colar, tornear.Recebe bom acabamento de primeira qualidade.

DURABILIDADE: A espécie é considerada altamente resistente ao ataque de fungos apodrecedores e boa resistência a insetos de madeiras secas, modaradamente resistente a cupins e baixa durabilidade em contato com o solo e umidade.

PRESERVAÇÃO: A madeira é moderadamente fácil de ser tratadas, é considerada de média facilidade de impregnação.

USOS

A madeira de MOGNO OU AGUANO, de aparência agradável, com mínima diferenças nas contrações lineares, é indicada para móveis de luxo, lambris, painéis, folhas decorativas, contraplacados especiais; em construção civil, como acabamentos internos, molduras, cordões, guarnições, venezianas, persianas, rodapés e, ainda, tábua para assoalhos de residências; decorações interiores de navios e embarcações; fabricação de instrumentos musicais, caixa de ressonância, modelos de fundição, esculturas, artigos de escritório, réguas de cálculo, esquadrias, entalhe, coronha de armas, laterais de escada, utensílios de cozinha etc.

Devido ter sua durabilidade natural moderada e ser impermeável ao tratamento preservante, não deve ser empregada em contato com o solo ou outras condições favoráveis à deterioração biológica.

USOS INTERESSANTES

A Aávore é muito ornamental, podendo ser usada com sucesso na arborização de parquese grandes jardins.Apresenta bom desenvolvimento na região centro-sul do país.

Fonte: www.madguimaraes.com.br

Mogno

Mogno o novo Pau-Brasil

Considerado o país de maior biodiversidade do mundo, o Brasil tem sua riqueza natural constantemente ameaçada. Muitas espécies vegetais brasileiras - inclusive a que deu nome ao próprio país, o Pau-Brasil - já estão comercialmente extintas em decorrência da exploração extremamente intensa e descontrolada verificada nas últimas décadas.

O mogno brasileiro (Swietenia macrophylla, King) é o próximo da lista. Por seu alto valor comercial e grande aceitação no mercado internacional, o mogno brasileiro já desapareceu de grandes áreas da Amazônia brasileira e resiste apenas em regiões de difícil acesso e em áreas protegidas - que são sistematicamente invadidas por madeireiros.

Embora seja muito difícil mensurar a real intensidade da exploração do mogno devido à grande ilegalidade no setor madeireiro, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) estima que 4 milhões de metros cúbicos de mogno serrado foram exportados pelo Brasil entre 1971 e 2001 - a imensa maioria (75%) para os Estados Unidos e Inglaterra.

Outros 1,7 milhão teriam sido vendidos no mercado interno. Num cálculo rápido, isso significa cerca de 10 milhões de metros cúbicos de madeira em tora, ou mais de 2 milhões de árvores de mogno abatidas pela sanha das moto-serras.

As conseqüências diretas da super exploração ultrapassam a ameaça ao próprio mogno para afetar grandes áreas da mais bela e antiga floresta do planeta.

Como o mogno nasce de forma muito esparsa na Amazônia, madeireiros, em busca do chamado "ouro verde", abrem estradas de centenas de quilômetros na mata, sem qualquer planejamento ou estudo de topografia ou hidrologia. No início da década de 90, mais de 3 mil quilômetros de estradas ilegais já haviam sido abertas no sul do Pará, hoje uma das áreas mais devastadas e violentas da Amazônia.

Além do impacto que causam à floresta, essas estradas funcionam como veias abertas à destruição: abandonadas pelo madeireiro, após a extração do mogno e de outras espécies de valor, elas são utilizadas por fazendeiros e colonos para a ocupação de novas áreas para gado ou plantio.

À medida que o mogno desaparece nas áreas exploradas pelos madeireiros, eles passam a invadir áreas protegidas. Conflitos, roubo, mortes, corrupção e sonegação são comuns na história da exploração do mogno.

Há uma clara explicação para isso: o metro cúbico de mogno serrado vale hoje, em média, entre US$ 1.200 e US$ 1.400 no mercado internacional, mas custa apenas R$25,00 na floresta. Uma árvore de mogno, com cerca de 5 metros cúbicos e mais de 200 anos de idade, é comprada ilegalmente por madeireiros em terras indígenas do sul do Pará a R$125,00 - quando não é roubada.

Após a industrialização, a árvore, reduzida a 3 metros cúbicos de madeira serrada, é vendida por valores que chegam a mais de R$10 mil. Esse volume de madeira permite a produção de 12 a 15 mesas e cadeiras de mogno. Uma única dessas sofisticadas mesas é vendida na rede de lojas Harrods, de Londres, por US$ 8.500. A mesma árvore de R$125,00 na Amazônia virou US$ 128.250 em mesas britânicas.

Mogno
Mogno

EXTINÇÃO É PARA SEMPRE

Se a exploração descontrolada e predatória verificada atualmente continuar por mais alguns anos, pode-se antecipar a extinção do mogno.

O mogno já desapareceu de extensas áreas do Pará, Mato Grosso, Rondônia e existem indícios de que a diversidade e o número de indivíduos existentes podem não garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo. A diversidade é um elemento fundamental na sobrevivência de qualquer ser vivo. Sem ela, perde-se a capacidade de adaptação ao ambiente, que muda tanto por interferência humana como por causas naturais.

Além disso, a exploração e comércio ilegais de mogno demonstram que a atual legislação florestal, a estrutura inadequada de monitoramento e os mecanismos de controle do mercado são insuficientes para garantir o respeito à lei, a preservação comercial da espécie e o manejo ecologicamente correto do mogno. Mudar esse quadro de desrespeito à lei e destruição ambiental é questão de urgência.

QUEM PRODUZ E QUEM CONSOME

A exploração, beneficiamento e venda do mogno no Brasil são dominados por um pequeno grupo de serrarias e exportadores, ligados a dois homens poderosos: Moisés Carvalho Pereira e Osmar Alves Ferreira, conhecidos como os "Reis do Mogno". Os dois têm histórico de envolvimento com crimes ambientais. Eles estão ligados a pelo menos cinco empresas exportadoras (Exportadora Peracchi/Serraria Cotia, Tapajós Timber, Semasa, Madeireira MCP e Juary/Jatobá), que controlam mais de 80% do total das exportações de mogno do Pará.

Exportadores, comerciantes, fabricantes, revendedores e consumidores finais participam do processo de devastação da Amazônia, conduzidos pelo lucro e pelo 'prestígio'. Os produtos glamourosos vendidos em lojas e showrooms ao redor do mundo emprestam uma face respeitável a uma indústria que é destrutiva e corrupta e que usa matéria-prima roubada de terras indígenas e áreas da União.

Cinco países - EUA, República Dominicana, Inglaterra, Holanda e Alemanha - importaram em 2001, praticamente, todo o mogno brasileiro exportado do Pará - a maior região produtora de mogno no Brasil. Os EUA continuam a ser o principal mercado para o mogno brasileiro, importando mais de R$ 160 milhões em 2001 - 76% das exportações nacionais. Cerca da metade deste total é exportado através de empresas ligadas aos dois reis do mogno. (acima citados)

A SITUAÇÃO HOJE

A exploração, o transporte e a comercialização do mogno brasileiro estão suspensos em todo o País desde outubro de 2001, em decorrência da Instrução Normativa 17, editada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Face às irregularidades encontradas nos projetos de mogno e às enormes apreensões de madeira ilegal realizadas entre outubro e novembro de 2001, durante a Operação Mogno, que teve a participação do Greenpeace, o Ibama editou a Instrução Normativa 22, em 05 de dezembro de 2001, mantendo as suspensões determinadas pela IN 17 e criando condicionantes para a retomada da exploração da espécie.

Como reação à IN 17, empresas exportadoras recorreram à Justiça, obtendo liminares para garantir o cumprimento de contratos de venda. O Ibama recorreu das decisões de juízes de primeira instância e, dos dez pedidos encaminhados por empresas madeireiras à Justiça, apenas duas liminares não foram derrubadas.

Por sugestão de Ongs e pesquisadores do chamado "Grupo do Mogno", o governo brasileiro decidiu, acertadamente, em agosto de 2002, estender a moratória a novos planos e a suspensão na exploração, transporte e comércio do mogno até fevereiro de 2003.

Um Grupo Técnico de Trabalho, que inclui representantes do poder público, indústria, organizações não-governamentais e pesquisadores, foi formado para definir uma legislação específica que garanta o manejo legal e sustentável da espécie. Mas legislação, apenas, pouco significa se medidas concretas para monitorar a exploração e regular o mercado não forem adotadas.

Fonte: www.pime.org.br

Mogno

Nome popular: Mogno
Nome cientifico:
Swietenia macrophylla
Família:
Meliaceae
Nomes populares:
Mogno, aguano, araputanga, cedro-i, mogno-brasileiro.
Nomes internacionais:
acaju, american mahogany (BSI,1991), caoba, mahagoni, mahogany (ATIBT,1982).
Ocorrência –
Toda região amazônica, sendo, entretanto particularmente freqüente na região sul do Pará.

O mogno está na lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção.

Mogno
Mogno

Características gerais

As árvore de mogno atingem dimensões próximas de 70m de altura e 3,50m de DAP(diâmetro a altura do peito , medido a 1,30m do solo), na idade adulta. Uma árvore derrubada, no sul do Pará, forneceu 25m 3 de madeira.

Características Morfológicas

Altura de vinte e cinco a trinta metros, com tronco de cinquenta a oitenta centímetros de diâmetro.

Folhas compostas de oito a dez folíolos de sete a quinze centímetros de comprimento.

Mogno
Mogno

Ocorrência

Toda a região amazônica, sendo entretanto particularmente frequente na região sul do Pará.

Características Silviculturais

É uma espécie que se desenvolve muito bem a pleno sol. Não tolera baixas temperaturas. Tem crescimento monopodial com boa desrama natural. Possui um grave problema em plantio puro que é o ataque da broca do mogno. Portanto o plantio do mogno deve ser feito misturado com outras espécies.

Madeira

Mogno
Mogno - Madeira

Moderadamente densa (densidade 0,48 A 0,85g.cm3),com 12 a 15% de umidade, de resistência moderada ao apodrecimento e alta ao ataque de cupins de madeira seca e, pouco durável quando em contato como solo e umidade. A madeira tem cor castanha intenso. A madeira do mogno é fácil de ser trabalhada, recebendo acabamento um tanto esmerado.

Fenologia

Floresce durante os meses de novembro-janeiro. Os frutos iniciam a maturação no mês de setembro, prolongando-se até meados de novembro.

Utilidade

A madeira é indicada para mobiliário de luxo, objetos de adorno, painéis, lambris, réguas de cálculo, esquadrias, folhas faqueadas decorativas e laminados, contraplacados especiais, acabamentos internos em construção civil como guarnições, venezianas rodapés, molduras assoalhos, etc. A árvore é muito ornamental, podendo ser usada com sucesso na arborização de parques e grades jardins. Apresenta bom desenvolvimento na região centro-sul do país.

Fonte: www.tropicalflora.com.br/www.clubedasemente.org.br

Mogno

Nome: Mogno
N. Científico:
Swietenia macrophylla
Família:
Meliaceae
Nomes populares:
Aguano, Uraputanga.
Altura média:
25-30 metros
Folhas:
Compostas paripinadas, lisas, 8 a 10 folíolos de 13 cm.
Flores:
Insignificantes, claras.
Fruto:
Grande, (18 cm) com casca dura, voltado para cima. Se abre em 4 partes, liberando as sementes.
Sementes:
Aladas, muito leves, 12 cm, marron claro.

Outras características

O mogno é uma árvore da região amazônica bastante explorada e conhecida pela qualidade da madeira. Trazida para o Sudeste, se adaptou muito bem, sendo muito utilizada para arborização urbana. É uma espécie de crescimento rápido e tronco reto. Só frutificam os exemplares mais velhos, porém nestes casos, produzem muitas sementes de germinação fácil.

Informações ecológicas

Planta semidecídua ou decídua, heliófita, característica da floresta clímax de terra firme, sobretudo argilosa. Apresenta ampla produção de sementes viáveis e alguma regeneração natural com rápido crescimento no seu habitat.

Mogno
Mogno

Mogno
Mogno

Madeira: Moderadamente pesada (densidade 0,63 g/cm3), dura, de resistência moderada ao apodrecimento e alta ao ataque de cupins de madeira seca e, pouco durável quando em contato com solo e umidade.

Fenologia

Floresce em novembro-janeiro. Os frutos iniciam a maturação em setembro, prolongando-se até meados de novembro.

Ecologia:

Árvore decídua ou semidecídua, heliófita, habita a floresta clímax de terra firme, argilosa.
Produz grande número de sementes viáveis. Um kg de sementes contém cerca de 2300 unidades, de viabilidade curta.
O crescimento da planta é rápido, atinge a 4 m aos 2 anos de idade.

Ocorrência: O mogno é nativo de: Belize, Bolívia, Brasil (Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Tocantins), Colômbia, Costa Rica, Dominica, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru e Venezuela.

Cultivada com sucesso no centro-sul do Brasil e no Caribe.

Obtenção de sementes

Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida levá-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes; é conveniente remover a asa para facilitar a cobertura. Um kg de semente com as asas contém cerca de 2.300 unidades. A viabilidade é muito curta à temperatura e umidades ambientes, entretanto pode ultrapassar um ano em câmara seca (30% de U.R.) à 12º centígrados.

Produção de mudas

Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma fina camada de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 15-20 dias e, a taxa de germinação é alta para sementes novas. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, podendo atingir 4 m aos 2 anos.

Estado de conservação

Atualmente, todas as espécies do género Swietenia estão listadas pela CITES como espécies protegidas.

A espécie, assim como o cedro brasileiro (Cedrela fissilis) e a andiroba (Carapa guianensis), ainda não podem ser plantadas em larga escala em monocultura, por serem atacadas pela lagarta Hypsipyla grandella Zeller, 1848 (Lepidoptera: Pyralidae), também conhecida como "broca das meliáceas".

Lagarta da mariposa Hypsipyla grandela destruindo gema apical de mogno.A Embrapa-Florestas, no entanto, em sua Circular Técnica 16, descreve o módulo agroflorestal instalado na vitrine de técnicas em Brasília, em pleno cerrado, onde uma das espécies plantadas é o mogno, junto com andiroba e outras espécies repelentes de insetos.

A centenária Fazenda Santo Antônio d´Água Limpa, em Mocóca, SP, produtora comercial de café, incluiu o mogno entre as muitas espécies de seu sistema agroflorestal multiestrato.

Também em Mocóca se planta o guanandi, madeira de lei da Mata Atlântica que se parece muito com o mogno, e o substitui com vantagens, por exemplo, é imune ao ataque de Hypsipyla.

A extração clandestina do mogno é um importante fator de devastação da floresta amazônica, dado o valor e a demanda pela sua madeira. Atualmente tem corte proibido no Brasil, e a tendência de longo prazo é que seja substituído o comércio por outras essências, notadamente as que podem ser plantadas, se considerarmos que o corte ilegal e predatório perderá atratividade junto aos consumidores de altíssima renda que consomem madeira de lei. Como o mogno ocorre isolado no interior da floresta, sua derrubada e arraste leva à destruição de até mais 30 árvores próximas.

Usos

Mogno (Swietenia macrophylla).A madeira é muito usada e apreciada na produção de móveis pela facilidade com que é trabalhada, pela sua estabilidade e duração, além do seu aspecto, castanho-avermelhado brilhante, depois de polida; e também na produção de instrumentos musicais pelo seu timbre característico e ressonância sonora, que tendem ao médio-grave, notadamente guitarras e violões mas, ainda, em alguns tambores percussivos.

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br/www.sementescaicara.com

Mogno

Mogno plantado gera milhões em MG

Minas Gerais, depois de tomar do Acre o lugar de um dos maiores produtores de borracha natural do país, este bem próximo de ultrapassar o estado em outro produto nobre da pauta de exportações acreanas: o mogno.

Em pouco menos de oito anos, Minas Gerais estará cortando o mogno plantado em pequenas e médias propriedades rurais na área do cerrado, no pobre e esquecido nordeste do estado, local onde já tinha sido aclimatada a parreira para produção de uvas para fabricação de vinho de boa qualidade.

Segundo o Jornal estado de Minas e portal Uai, dos Diários Associados, a aclimatação do mogno foi tão bem feita que permite um crescimento muito mais rápido do que as árvores plantadas na Amazônia.

Contra uma média de 10 a 12 anos para a o corte, na Amazônia, o mogno plantado em Minas pode estar no ponto de aproveitamento a partir de oito anos.

Mogno
Mogno

Em um hectare, podem ser plantadas até 625 árvores que, ao preço atual de madeira certificada no mercado internacional, de R$ 5 mil o metro cúbico, pode representar um faturamento de até R$ 5 milhões por hectare. Em oito anos, cada uma dessas árvores alcançará a altura de 16 metros.

Em média, os produtores locais estão destinando áreas de 5 a 20 hectares para a madeira, com mudas inicialmente cedidas pelo Ibama e que já estão sendo multiplicadas pelos próprios produtores.

O custo de produção é relativamente baixo, por aproveitar sobra de insumos das parreiras e o maior cuidado vai até os dois anos de idade, com a prevenção do ataque de uma lagarta que pode destruir a copa e matar a planta. Curiosamente, depois deste período esta lagarta se torna benéfica e ajuda a diminuir as ramificações e direcionar a copa.

Muitos produtores consideram o mogno como uma verdadeira “aposentadoria verde”, pelo investimento seguro a longo prazo. Todo o plantio recebe orientação de técnicos do governo mineiro, da Embrapa, do Ibama e a dedicação dos produtores locais.

Eles acreditam que o plantio do mogno, que pode ser consorciado com outras culturas, além de gerar um alto retorno, pode diminuir o desmatamento na Amazônia, com o oferecimento de madeiras ecologicamente corretas e certificadas. Além disso, com o plantio, os produtores se credenciam a receber créditos de carbono, que podem ser trocados ou vendidos no mercado internacional.

Fonte: www.sementescaicara.com.br

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