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Sabiá

 

SABIÁ - Mimosa caesalpiniaefolia

Sabiá
Sabiá - Árvore

Ocorrência - Maranhão e região Nordeste do país até a Bahia.

Outros nomes - cebiá, sansão do campo.

Características - planta espinhenta com 5 a 8 m de altura, tronco com 20 a 30 cm de diâmetro. Folhas compostas bipinadas, geralmente com 6 pina opostas, cada uma com 4 a 8 folíolos glabros, de 3 a 8 cm de comprimento. Um Kg de sementes puras contém aproximadamente 22.000 unidades.

Habitat - caatinga.

Propagação - sementes.

Madeira - pesada, dura, compacta, superfície brilhante e lisa, de grande durabilidade, mesmo quando exposta à umidade e enterrada.

Utilidade - madeira muito apropriada para usos externos, como moirões, estacas, esteios e para lenha e carvão. A árvore apresenta as características ornamentais, principalmente pela forma entouceirada que geralmente se apresenta, podendo ser empregada em paisagismo.

É também muito utilizada como cerca viva defensiva e quebra ventos. É amplamente cultivada para produção de madeira na Região Nordeste do país. Como planta tolerante à luz direta e de rápido crescimento é ideal para reflorestamentos heterogêneos destinados a recomposição de áreas degradadas.

Florescimento - novembro a março.

Frutificação - setembro a novembro.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Sabiá

Sabiá - Sansão do campo

Família: Leguminosae-Mimosoideae

Nomes populares - sabiá, cebiá, sansão-do-campo

Características morfológicas - Planta espinhenta de 5-8 m de altura, com tronco de 20-30 cm de diâmetro. Folhas compostas bipinadas, geralmente com 6 pinas opostas, cada uma provida de 4-8 folíolos, glabros, de 3-8 cm de comprimento.

Ocorrência - Maranhão e região Nordeste do país até a Bahia, na caatinga.

Madeira

Pesada, dura, compacta, superfície brilhante e lisa, de grande durabilidade mesmo quando exposto à umidade e enterrada; alburno distinto.

Utilidade

A madeira é muito apropriada para usos externos, como moirões, estacas, postes, dormentes, esteios e, para lenha e carvão. A folhagem constitui valiosa forragem para o gado durante a longa estiagem do sertão semi-árido. A árvore apresenta características ornamentais, principalmente pela forma entouceirada que geralmente se apresenta, podendo ser empregada no paisagismo em geral. É também muito empregada como cerca viva defensiva. E amplamente cultivada para produção de madeira na região nordeste do país.

Como planta tolerante à luz direta e de rápido crescimento, é ideal para reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente. As flores são melíferas.  

Informações ecológicas

Planta decídua, heliófita, pioneira, seletiva xerófita, característica da caatinga. Ocorre preferencialmente em solos profundos, tanto em formações primárias como secundárias. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis.

Fenologia - Floresce durante os meses de novembro-março. Os frutos amadurecem nos meses de setembro-novembro.

Obtenção de sementes

Colher os frutos (pequenas vagens) diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida levá-los ao sol para secar e facilitar a abertura manual e retirada das sementes. Não há necessidade da retirada das sementes das pequenas vagens, apenas separando-se seus segmentos. Um quilograma de sementes puras contém aproximadamente 22.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é superior a 1 ano.

Produção de mudas

Colocar as sementes ou as seções das vagens para germinar, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-arenoso. Cobri-las com uma leve camada de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 5-20 dias e, a taxa de germinação geralmente é superior a 50%.

Transplantar as mudas para canteiros individuais quando atingirem 3-5 cm. O desenvolvimento das mudas é bastante rápido, ficando prontas para plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é também rápido, alcançando facilmente 4 m aos 2 anos.

Fonte: www.mercadoflorestal.com.br

Sabiá

Madeira Sabiá

Sabiá
Sabiá - Árvore

Sabiá
Sabiá - Árvore

A árvore de Sabiá, também conhecida como sabiazeiro, é típica do Nordeste brasileiro.

A madeira de sabiá é considerada madeira lei como fonte na produção de estacas e cercas.

Não é atacada por cupins e a sua durabilidade e resistência em relação a outras madeiras faz com que seja amplamente procurada por fazendeiros.

A madeira de sabiá também é utilizada para energia, sendo considerada uma boa opção para produção de lenha e carvão.

Fonte: www.brasilplurinvest.com

Sabiá

Sansão do Campo

Nome Popular: Sabiá, cebiá, sansão-do-campo.

Nome Científico: Mimosa caesalpineaefolia - Família Leguminosae-Mimosoideae

Características morfológicas: Planta espinhenta, de 5 a 8 m, atingindo até 10 metros de altura, com tronco de 20 a 30 cm de diâmetro. Folhas compostas bipinadas.

Madeira

Pesada, dura, compacta, superfície brilhante e lisa, de grande durabilidade, mesmo quando exposta à umidade e enterrada.

Utilidades

A madeira é muito apropriada para usos externos, como moirões, estacas, esteios e para lenha e carvão. A árvore apresenta as características ornamentais, principalmente pela forma entouceirada que geralmente se apresenta, podendo ser empregada em paisagismo.

É também muito utilizada como cerca viva defensiva e quebra ventos. É amplamente cultivada para produção de madeira na Região Nordeste do país. Como planta tolerante à luz direta e de rápido crescimento é ideal para reflorestamentos heterogêneos destinados a recomposição de áreas degradadas.

Um quilograma de sementes puras contém aproximadamente 25.000 (vinte e cinco mil) unidades. Sua viabilidade de armazenamento é superior a um ano.

Quebra de dormência

Aquecer água até 60 ºC, deixar sementes em mergulho por 15 minutos, cobrindo as sementes com água quente até dois centímetros acima. Depois retirar as sementes, colocando em água à temperatura ambiente durante 4 horas, em seguida retirar novamente esparramando as sementes em cima de um plástico estendido no chão em lugar seco. Cobrir com pano bem molhado e após 12 horas fazer a semeadura.

A quebra de dormência só é recomendada, para quem possuí infra-estrutura para tal; e vai trabalhar com produção de mudas em larga escala, para plantio direto ou produção de mudas em pequena escala na propriedade, não é interessante o procedimento, devido a pequena melhora em germinação (5 a 10 % maior) frente ao trabalho que dá.

Produção de Mudas

A produção pode ser realizada em bandejas, tubetes ou sacos plásticos. Utilizar de 2 a 3 sementes em cada tubete, célula ou saco plástico. A germinação ocorre de 4 a 7 dias com taxa superior a 95%.

Plantio de Mudas

As mudas produzidas em bandejas ou tubetes apresentam um melhor rendimento e pegamento quando se apresentam entre 15 e 20 cm de altura.

Deverão ser plantadas no local definitivo, em um sulco de 10 a 15 cm de profundidade por 10 a 15 cm de largura.

De preferência esta terra retirada do sulco deverá ser misturada com alguma matéria orgânica de qualidade (composto ou esterco curtidos) na proporção de 3 a 5 litros por metro linear de sulco, que deverá retornar ao sulco.

Após o retorno da terra ou da mistura terra/matéria orgânica ao sulco o melhor é esticar uma linha de nylon para o alinhamento ficar perfeito e então riscar na linha o sulco do plantio com uma estaca ou cabo de vassoura na profundidade do torrão da muda ~ 7 cm.

As mudas devem ser colocadas no sulco, normalmente é utilizada a distância de 10 cm entre mudas. Em seguida, deve-se achegar a terra e pressionar um pouco para melhorar o contato do torrão com o solo.

Se for utilizar espaçamento maior do que 10 cm. é melhor construir um calibrador com um cabo de vassoura riscado na distância escolhida para uniformizar rapidamente o espaçamento.

Plantio Direto

As sementes poderão ser plantadas diretamente no local da cerca definitiva, utilizando-se para isso um sulco de 8 a 10 cm de profundidade por 10 a 12 cm de largura.

De preferência esta terra retirada do sulco deverá ser misturada com alguma matéria orgânica de qualidade (composto ou esterco curtidos) na proporção de 3 a 5 litros por metro linear de sulco, que deverá retornar ao sulco.

A quantidade de sementes a ser utilizada por metro linear dependerá do adensamento desejado, para a distância mais utilizada de 10 cm. entre plantas a quantidade indicada fica em torno de 30 sementes por metro, distribuídas o mais uniformemente possível.

As sementes podem ser colocadas na superfície do sulco. Em seguida, deve-se cobrir com cerca de 1,0 (um) cm. desta terra fértil e destorroada .

Irrigação

É necessário regar imediatamente após o plantio e depois a cada 3 a 4 dias até que a planta atinja cerca de 20 cm; manter a irrigação no período de estiagem, até que as mudas atinjam porte de 25 a 30 cm.

Chuvas muito esparças ou de pouca quantidade não eliminam a necessidade de irrigação.

Sabiá
Sabiá - Árvore

Sabiá
Sabiá - Árvore

Sabiá
Sabiá - Árvore

Fonte: www.anhumus.com.br

Sabiá

Sansão-do-campo - Mimosa caesalpineafolia

Nome Científico: Mimosa caesalpineafolia
Sinonímia:
Mimosa caesalpiniafolia, Mimosa caesalpiniifolia
Nome Popular:
Sansão-do-campo, sabiá, cebiá, sansão-gigante
Família:
Fabaceae
Divisão:
Angiospermae
Origem:
Brasil
Ciclo de Vida:
Perene

Sabiá
Sabiá - Árvore

Características

Planta espinhenta de 5-8 metros de altura, dotada de copa baixa e densa, e tronco com 20-30 cm de diâmetro.

As folhas são alternas espiraladas, compostas bipinadas, geralmente com 3 pares de pinas opostas, glabros, de 3-8 cm de comprimento.

Flores brancas dispostas em inflorescências e frutos secos de coloração marrom.

Locais de Ocorrência: Ocorre naturalmente na caatinga, do Maranhão até a Bahia.

O sansão-do-campo

O sansão-do-campo é uma árvore de crescente popularização, utilizado principalmente como cerca-viva. Originário do semi-árido nordestino, ele apresenta caule pardacento, com ramificações desde à base e muito acúleos nos ramos (acúleos semelhantes aos de roseira). Suas folhas são bipinadas, com 4 a 8 folíolos glabros e ovais.

As flores são pequenas, com longos estames, de coloração branca-creme, reunidas em espigas cilíndricas. Os frutos são do tipo legume (vagem), com cerca de 9 cm de comprimento e 5 a 6 sementes.

O sansão-do-campo pode ser conduzido como arbusto e é uma excelente cerca-viva. Sua floração abundante e folhagem verde são ornamentais e valorizam propriedades, principalmente de grande extensão, como fazendas, sítio, indústrias, escolas, etc.

Com boas e poucas podas de formação, rapidamente torna-se bastante densa e resistente, protegendo de ruídos, poeira e principalmente contra a invasão de pessoas e fuga de animais, devido aos ramos espinhentos. Seu período de floração é longo, e as flores abundantes em néctar, são muito atrativas para as abelhas.

O crescimento é muito rápido e com cerca de dois anos já forma uma cerca viva imponente. É indicada também como quebra-vento, e está sendo largamente utilizada com esta finalidade em pomares comerciais, como de laranjas. Por ser uma leguminosa, o sansão-do-campo, fornece forragem de elevado valor protéico, e é uma das importantes alternativas para a alimentação de caprinos.

Quando implantada em pastagens, como cerca-viva, deve ser protegida dos animais, pelo menos no primeiro ano. Atinge altura máxima de 8 metros.

A madeira do sansão-do-campo também é bastante explorada. Ela caracteriza-se por ser dura, pesada, compacta, resistente a cupins, e muito durável mesmo quando enterrada.

Dela podem ser feitas estacas, moirões, dormentes, postes, porteiras, carvão, etc. Devido a facilidade de propagação, pode se tornar invasiva em áreas desmatadas.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em qualquer tipo de solo, desde que seja drenável. Tolerante a secas prolongadas, podas drásticas e queimadas, rebrotando com vigor. Não tolera geadas ou encharcamento. Não necessita adubações nitrogenadas, mas é interessante adubar com fontes de fósforo e potássio no primeiro ano de implantação.

Multiplica-se por sementes, que podem ser inoculadas com micorrizas específicas, semeadas em saquinhos ou diretamente no local definitivo. Para a formação de cercas-vivas indica-se o plantio com espaçamento de 10 cm entre as plantas.

Madeira

Pesada, dura, compacta, de superfície lisa e de grande durabilidade mesmo em ambiente exposto à umidade.

Apropriada para usos externos como mourões, estacas, postes, esteios, lenha e carvão.

Além disso, possui características ornamentais, podendo ser utilizada em projetos de paisagismo e como cercas-vivas.

Por ser tolerante à luz direta e de rápido crescimento, é ideal para reflorestamentos heterogêneos.

Sabiá
Sabiá - Sansão-do-campo

Espécie nativa da região nordeste do Brasil, é um arbusto de rápido crescimento, que apresenta vantagens que o tornam ideal para a formação de cerca-viva:

Produz espinhos semelhantes aos da roseira, funcionando como uma barreira contra invasores,
Forma uma proteção contra a poeira das estradas e também age como quebra ventos,
É uma planta perene que necessita de pouquíssima manutenção e, dependendo da situação, dispensa inclusive as podas,
Suas pequenas flores acrescentam valor ornamental à cerca-viva,
A espécie é muito rústica e resistente, adapta-se a quase todos os tipos de solo, não sendo muito exigente.

Plantio

Para obtenção de uma cerca-viva com perfeição e beleza, o plantio da sansão-do-campo deve ser feito com 10 cm de espaçamento entre as plantas.

Desta forma, os troncos se encostarão formando uma espécie de "muralha" capaz de conter com eficiência pessoas, aves e animais de pequeno e grande porte.

Quantidade de sementes: Pode-se calcular a partir da seguinte proporção: 1 kg de sementes corresponde a 350 metros de cerca.

Aspectos Ecológicos

Planta decídua, pioneira, característica da vegetação da caatinga.
Ocorre preferencialmente em solos profundos, tanto em formações primárias como secundárias.
Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis e suas flores são melíferas.

Fonte: www.jardineiro.net/www.jardimdeflores.com.br

Sabiá

Plantio do Sabiazeiro em pequenas e médias propriedades

A utilização de árvores para usos múltiplos, em sistemas puros ou agroflorestais, representa grande passo na utilização de recursos florestais por pequenos e médios proprietários rurais, possibilitando a diversificação da atividade agropecuária e a agregação de valores, além do aproveitamento de áreas consideradas de baixa produtividade ou de difícil acesso nas propriedades.

Pode-se mencionar, também, que o uso de leguminosas como fonte de proteínas e nutrientes durante a estação seca tem resultado em aumentos de produção animal, estimulando sua utilização, principalmente as espécies perenes e nativas, que são ainda excelente opção para recuperação de áreas degradadas devido a sua ampla capacidade de adaptação e introdução de nitrogênio no solo.

Uma das espécies promissoras para a implantação de florestas de uso múltiplo é a sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.), constituindo-se em uma das principais espécies lenhosas que compõem a vegetação nativa da caatinga.

Identificação da Espécie:

Nome científico: Mimosa caesalpiniifolia Benth.
Nomes comuns (vulgares): Sabiá, cebiá, sansão-do-campo, unha de gato.
Reino: Plantae
Phylum: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Mimosaceae (Leguminosae Mimosoideae).

Origem

Ocorre naturalmente nos estados do Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará, na região Nordeste do Brasil, e na caatinga.

Climáticas

É uma espécie que ocorre espontaneamente em áreas de caatinga semi-úmidas, com precipitações variando de 600 a 1.000mm. Ocorre, também, em áreas mais secas, onde as temperaturas médias estão entre 20 e 28º C, e o déficit hídrico entre 200 e 1.000mm. Nesse caso, apresenta forma mais arbustiva, com tronco polifurcado (RIBASKI et al., 2003).

Variáveis Edáficas

Cresce, preferencialmente, em solos profundos. Plantado em solos férteis, ao término do terceiro ao quarto ano, já pode fornecer estacas para cercas. Tem apresentado bom desenvolvimento também em solos mais pobres. Entretanto, nesses casos, é importante suprir as plantas por meio de adubação orgânica ou química para obter melhores resultados de produção e qualidade de madeira (RIBASKI et al., 2003).

As leguminosas arbóreas contribuem para a recuperação do solo pela deposição do folhedo e sementes com baixa relação C/N e pela ação das raízes.

Costa (2004), estudando o aporte de nutrientes pela serapilheira em uma área degradada e revegetada com leguminosas arbóreas, concluiu que a espécie demonstrou ser eficiente em aportar nutrientes por meio do material formador da serapilheira, visto que alcançou valores na magnitude observada para uma capoeira vizinha.

Silva (2005) observou o acúmulo de 667,4 g m-2 em povoamento de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia) com aproximadamente cinco anos de idade. O autor observou 1.058,04 g m-2 em povoamento de acácia (Acacia mangium) com a mesma idade. Esses valores refletem não apenas o volume do material depositado, mas ainda a diferença na decomposição entre as espécies, tendo a serapilheira do sabiá maior degradabilidade.

Características botânicas

O tronco apresenta acúleos (espinhos) que desaparecem com a idade. Já os ramos jovens, apresentam grande número de acúleos. A casca é de cor castanho claro a cinza acastanhado e o ritidoma se desprende por rimas longitudinais, em lâminas estreitas e delgadas. As folhas são alternas, bipinadas, com 4 a 6 pinas opostas. Cada pina é constituída de 4 a 8 folíolos elípticos e ovais.

A madeira é pesada, dura, compacta, bastante densa, superfície brilhante e lisa, de grande durabilidade mesmo quando exposta à umidade e enterrada, possui alburno distinto. Em observações de campo, isto é, baseadas em dados empíricos, pode-se afirmar que essas estacas têm durabilidade média de 15 anos nas condições mencionadas.

Informações fenológicas e outros aspectos biológicos

Em geral, a floração se estende de abril a junho e a frutificação de maio a outubro, com a queda dos frutos começando a partir de setembro. A polinização é essencialmente entomófila, sendo considerada uma espécie apícola (RIBASKI et al., 2003). Entretanto, o comportamento fenológico das espécies varia com as características edafoclimáticas da região e com o material genético multiplicado.

A fim de evitar problemas com os espinhos (acúleos) no manejo dessa espécie para obtenção de estacas, aconselha-se a utilização de sementes de M. caesalpiniifolia forma inerme, variedade melhorada geneticamente para a ausência dessa característica. Por outro lado, quando a finalidade do plantio for a formação de cercas vivas, a presença de espinhos nas plantas torna-se uma característica desejável.

Possui boa capacidade de rebrota, que se inicia sete dias após o corte do tronco. O número de brotos chega a ser superior a 12, sendo aconselhado o raleio, deixando somente 3 a 6 gemas. Também existe a possibilidade de rebrota das raízes. A espécie tem boa capacidade de regeneração natural e se propaga facilmente por sementes, sendo que em condições edafoclimáticas favoráveis pode se comportar como planta invasora (RIBASKI et al., 2003).

Possui, ainda, a capacidade de associação simbiótica com Rhizobium sp., que fixa o nitrogênio atmosférico, sendo muito importante para florestas em regeneração e, principalmente, em áreas de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. O efeito dessa bactéria é observado pelo maior desenvolvi-mento das plantas em decorrência da maior capacidade de absorção de nutrientes do solo.

A revegetação com leguminosas arbóreas associadas a bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico e fungos micorrízicos tem-se mostrado uma técnica viável para reabilitação de solos degradados (FRANCO et al., 1995; FRANCO & FARIA, 1997; citados por COSTA, 2004).

Potencial de uso e mercado

A espécie se destaca como uma das principais fontes de estacas para cercas no Nordeste, em especial no estado do Ceará. A madeira também é utilizada para energia, apresentando peso específico em torno de 0,87 g cm-3 e teor de carbono fixo de aproximadamente 73%. Essas características qualificam a espécie como boa opção para a produção de lenha e carvão (RIBASKI et al., 2003), a madeira é muito apropriada para usos externos, como moirões, estacas, postes, dormentes e esteios (LORENZI, 1992), sendo de durabilidade comprovada em observações de campo.

Gonçalves et al. (1999) avaliaram propriedades químicas e físicas da madeira da Mimosa caesalpiniifolia para indicar o seu potencial de uso. Eles concluíram que a madeira dessa espécie não é indicada para produção de celulose em função do seu baixo teor de alfa-celulose (28,40%), alto teor de lignina (32,40%) e elevada densidade ponderada (0,80 g cm-3). Entretanto, confirmam que o alto teor de lignina e a alta densidade conferem à madeira do sabiá potencial para a produção de carvão.

Considerando que o carvão comercializado a granel é vendido a peso, sendo o sabiá uma madeira de alta densidade, pode ser ótima opção para a fabricação do carvão por pequenos produtores.

Nas áreas irrigadas do Vale do Rio São Francisco, no semi-árido nordestino, as estacas têm sido amplamente comercializadas e utilizadas, principalmente como tutores para apoio e sustentação das plantações de uvas (Vitis vinifera L.). As folhas, verdes ou secas, assim como as vagens, são forrageiras. Sua folhagem é considerada valiosa fonte de alimento para grandes e pequenos ruminantes, principalmente durante a longa estiagem do sertão semi-árido. As folhas possuem alto valor nutricional, contendo aproximadamente 17% de proteína.

As flores são melíferas, e por florescerem no período em que a escassez de flores é grande, o mel gerado é bastante específico e de ótima qualidade.

A espécie também é utilizada como quebra-vento ou cerca viva. Na região Sudeste do Brasil é comum a sua utilização para cercar sítios, fazendas, indústrias, loteamentos e áreas de mineração. Nesta última, tem a função de minimizar alguns impactos gerados pela atividade, como o impacto visual e a poeira. As cercas vivas oferecem proteção como se fossem um “muro”, que impossibilita a visualização do empreendimento e a entrada de pessoas estranhas e animais, sendo empregada como cerca viva defensiva devido aos ramos novos serem dotados de acúleos bastante resistentes e afiados.

A árvore apresenta características ornamentais, principalmente pela forma entouceirada que geralmente se apresenta, podendo ser empregada no paisagismo em geral. Como planta tolerante à luz direta e de rápido crescimento, é ideal para reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente (LORENZI, 1992), em especial no estado do Rio de Janeiro.

É uma das espécies mais promissoras para a implantação de florestas de uso múltiplo, devido ao seu rápido crescimento e bom valor protéico e energético como forrageira, constituindo-se numa das principais espécies nativas da caatinga.

Se o objetivo é recomposição da vegetação nativa, deve-se estar atento à agressividade da espécie, o que pode dificultar a regeneração natural das espécies nativas, principalmente se a mesma for introduzida em alta densidade.

Outro potencial de uso do Sabiá é a produção de tanino, extraído da casca e madeira da planta (GONÇALVES; LELIS, 2001).

Além do retorno econômico, o plantio dessa espécie pode melhorar as condições de solo por vários motivos: é uma leguminosa fixadora de N; produz serrapilheira rica em nutrientes (ANDRADE et al., 2000; COSTA et al., 2004) e elevada velocidade de decomposição (ANDRADE et al., 2000); é eficiente na cobertura do solo (FRANCO et al., 1992) e pode ser manejada sem corte raso, mantendo as áreas constantemente cobertas.

Por se tratar de uma espécie natural de clima seco, tolera a compactação e a acidez do solo (DIAS, 1996) e, segundo estudos preliminares de sementes, tolera a salinidade (SARCINELLI et al., 2002). Pode ser plantada em áreas menos produtivas, garantindo, assim, uma renda adicional e melhoria nas condições do solo no qual for introduzida.

Informações silviculturais

Colheita e processamento de sementes

Para a obtenção de sementes, os frutos (pequenas vagens) devem ser colhidos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida, levá-los ao sol para secar e facilitar a abertura manual e retirada das sementes. Não há necessidade da retirada das sementes das pequenas vagens, bastando separar os seus segmentos (LORENZI, 1992).
Um quilograma de sementes puras contém de 22.400 a 33.000 unidades (RIBASKI et al., 2003) e sua viabilidade em armazenamento é superior a um ano (LORENZI, 1992).
As sementes, por apresentarem problemas de dormência de tegumento, necessitam de tratamento para a sua ruptura, podendo ser por processos físicos ou químicos. Recomenda-se a prática de imersão das sementes em água recém-fervida por um minuto.
Com esse processo de quebra de dormência, a germinação tem início três a cinco dias após a semeadura e pode-se obter cerca de 80% de sementes germinadas (RIBASKI et al., 2003), além de boa uniformidade.
As sementes são atacadas por um coleóptero (Bruchus pisorus L.), perfurando-as antes mesmo da coleta ou logo após o seu beneficiamento (RIBASKI et al., 2003). Esse fato é importante e serve como indicativo para a escolha de sementes de qualidade, garantindo maior percentual de germinação. Em condições ideais de armazenamento, a infestação da broca é irrelevante e seu período de armazenamento atinge o citado.

Produção de mudas

A formação de mudas pode ser realizada em sacos plásticos, sendo utilizada como substrato uma mistura de terra e esterco na proporção de 1:1.

É conveniente colocar duas sementes por recipiente, deixando-se, posteriormente, a de maior vigor ou a central. A plantação definitiva deve ser feita quando as mudas alcançarem cerca de 20cm de altura, o que ocorre três a quatro meses depois da semeadura. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, alcançando facilmente 4m aos dois anos (RIBASKI et al., 2003).

Plantio

O tamanho das covas, para plantios definitivos no terreno, deve ser de 20 x 20 x 20cm, distanciadas em 3 x 2m ou 3 x 3m, devendo receber adubação (orgânica ou química), conforme análise de solo, com o objetivo de favorecer o rápido desenvolvimento das raízes (RIBASKI et al., 2003). A plantação dessa espécie pode ser realizada isolada ou associada a outros cultivos.

Na implantação de cercas ou plantios em áreas de recuperação, é recomendada a semeadura direta, com prévia quebra de dormência tegumentar das sementes, sendo feito raleio posterior e mantido o número de plantas desejado na área.

Os cortes para a obtenção de estacas podem ser efetuados em intervalos de três a quatro anos após o plantio. As estacas obtidas durante o período de repouso vegetativo (outubro - novembro) apresentam menor susceptibilidade a rachaduras e maior resistência à decomposição.

Manejo para diferentes usos

Podas e raleios (desbastes) devem ser operações indispensáveis no manejo dos plantios com a finalidade de obtenção de estacas para cercas.

A condução deve ser feita de modo que a planta não seja prejudicada, dando a esta uma forma o mais ereta possível para que, futuramente, possa se obter um produto de melhor qualidade e competitividade no mercado.

Partindo-se desse principio, deve-se escolher a quantidade de ramos a serem deixados, o que também dependerá do espaçamento. Assim, eles também deverão ser conduzidos por poda, futuramente.

Em plantios experimentais, conduzidos em Conceição de Macabu-RJ, pelo Sr. Edson Santuchi, são mantidas de 1 a 4 hastes retilíneas por planta, retirando-se apenas o excesso de galhos nesses caules (poda de condução). Aos quatro anos, já é possível realizar a primeira exploração por corte seletivo, quando se retira o caule de maior diâmetro por indivíduo, favorecendo o crescimento dos demais, que serão explorados futuramente.

Na utilização como cercas vivas, recomenda-se que a espécie seja plantada adensada, utilizando um metro entre plantas, ou ainda em linhas, com espaçamento de 10cm entre plantas, o que suprime o uso de arame. Ao contrário, quando for usado o arame, será necessário utilizar espaçamentos mais amplos entre plantas (dois a três metros), fazendo-se, nesse caso, a condução das mesmas (RIBASKI et al., 2003).

Pode ser utilizada em sistemas agroflorestais em aléias, com o objetivo de fixar nitrogênio atmosférico e disponibilizá-lo para as culturas associadas pelo aporte de serapilheira. Para esse manejo, é necessária a poda freqüente de seus ramos para controle do sombreamento e competição indesejada com a cultura agrícola de interesse, bem como para a disponibilização de nutrientes pela decomposição do material (QUEIROZ, 2006).

Sua utilização na recuperação de áreas degradadas pode ser realizada em diferentes espaçamentos e consorciada com diferentes espécies. Entretanto, em função de sua agressividade, deve-se tomar cuidado com a densidade quando não houver interesse de monocultivos. Andrade et al. (2000), avaliando a deposição e decomposição da serapilheira em povoamento de Mimosa Caesalpiniifolia, Acacia mangium e Acácia holosericea, com quatro anos de idade, concluíram que a serapilheira produzida pelo sabiá foi a mais rica em nutrientes e a de maior velocidade de decomposição.

Silva (2005) observou o acúmulo de 667,4 g m-2 em povoamento de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia) com aproximadamente cinco anos de idade e 1.058,04 g m-2 em povoamento de acácia (Acacia auriculiformis) com a mesma idade. Esses valores refletem não apenas o volume do material depositado, mas ainda a diferença na decomposição entre as espécies, tendo a serapilheira do sabiá maior degradabilidade e melhor qualidade dos elementos disponibilizados.

Referências bibliográficas

ANDRADE, A. G.; COSTA, G. S.; FARIA, S. M. Decomposição e deposição da serapilheira em povoamentos de Mimosa Caesalpiniifolia, Acacia mangium e Acácia holosericea com quatro anos de idade em Planossolo. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v. 24, n. 4, p. 777-785, out./dez. 2000.
CARVALHO, J. H.; MAIA, C. M. N. de A.; AMORIM G. C. Seleção de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia) sem acúleos no Meio Norte. Teresina, 1998. Disponível em: <http://www.cpatsa.embrapa.br/catalogo/livrorg/ sabiasemaculeo.pdf>. Acesso em: 28 maio 2007.
COSTA, G. S. Aporte de nutrientes pela serapilheira em área degradada e revegetada com leguminosas arbóreas. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v. 28, n.5, p. 919-927, set./out. 2004.
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Fonte: www.pesagro.rj.gov.br

Sabiá

Sabiá (Mimosa caesalpiniaefolia)

Árvore de Múltiplo uso no Brasil

Sabiá
Sabiá - Árvore

Identificação da Espécie

Nome científico: Mimosa caesalpiniaefolia Benth
Nome comum:
Sabiá, cebiá, sansão-do-campo
Família:
Mimosaceae (Leguminosae Mimosoideae)

Origem

Ocorre naturalmente nos Estados do Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará, na região Nordeste do Brasil.

Distribuição Geográfica

Estende-se desde o Estado do Maranhão até o Estado de Pernambuco, na chapada do Araripe, divisa dos Estados de Pernambuco e do Ceará. Foi introduzida com êxito em regiões úmidas dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, sendo que nesses locais a espécie é conhecida como sansão-do-campo.

Condições do Habitat Natural e das Localidades onde a Espécie tem sido Cultivada com Êxito

Variáveis climáticas:É uma espécie que ocorre espontaneamente em áreas de “Caatinga” semi-úmidas, com precipitações variando de 600 a 1.000 mm. Todavia, ocorre também em áreas mais secas, onde as temperaturas médias estão entre 20 e 28º C, e o déficit hídrico entre 200 e 1.000 mm. Neste caso, apresenta uma forma mais arbustiva com tronco polifurcado.
Variáveis edáficas:
Cresce preferencialmente em solos profundos. Plantado em solos férteis, ao término do terceiro ao quarto ano, já pode fornecer madeira para estacas para cercas. Tem apresentado bom desenvolvimento também em solos mais pobres. Entretanto, nesses casos, é importante suprir as plantas, por meio de adubação orgânica ou química, para obter melhores resultados em termos de produção de madeira.

Importância e Usos

A espécie se destaca como uma das principais fontes de estacas para cercas no Nordeste, em especial no Estado do Ceará. A madeira também é utilizada para energia, apresentando peso específico em torno de 0,87 g/cm3 e um teor de carbono fixo de aproximadamente 73%.

Estas características, qualificam a espécie como uma boa opção para a produção de lenha e carvão. Atualmente, nas áreas irrigadas do Vale do Rio São Francisco, no semi-árido nordestino, as estacas têm sido amplamente comercializadas e utilizadas, principalmente, como tutores para apoio e sustentação das plantações de uvas (Vitis vinifera L.).

As folhas, verdes ou secas, assim como as vagens, são forrageiras. Sua folhagem é considerada uma valiosa fonte de alimento para grandes e pequenos ruminantes, principalmente na época seca.

As folhas possuem alto valor nutricional, contendo aproximadamente 17% de proteína. As flores são melíferas e a casca tem sido usada em medicina caseira. A espécie também é utilizada como quebra-vento ou cerca-viva. Na região Sudeste do País é comum a sua utilização para cercar sítios, fazendas, indústrias, loteamentos e áreas de mineração.

Nesta última, tem a função de minimizar alguns impactos gerados pela atividade, tais como o impacto visual e a poeira. As cercas-vivas oferecem proteção como se fossem um muro , que impossibilita a visualização do empreendimento e a entrada de pessoas estranhas e animais, além do aspecto paisagístico.

Produção

Para as condições do semi-árido brasileiro, é considerada uma espécie de rápido crescimento, com incremento médio de 1 m de altura por ano. Em plantios utilizando espaçamento de 3 x 3 m com 7 anos de idade, apresenta, em média, 6 m de altura e 6,5 cm de DAP (diâmetro à altura do peito).

A produção de madeira varia em função da zona ecológica em que a espécie é plantada. No Nordeste, em região sub-úmida, obteve-se um volume médio de 46,5 m3 por hectare em plantações com seis anos de idade, com espaçamento de 2 x 2 m (aproximadamente 7,7 m3/ha.ano).

Em regiões de clima semi-árido quente, em solos areno argilosos (Podzólicos Vermelho- Amarelos) e espaçamentos mais amplos (3 x 2 m), a produção é em torno 5 m3/ha.ano.

A produção de estacas varia entre 4.000 e 9.000 unidades por hectare, em plantios com 8 anos de idade, em solos Podzólicos Vermelho-Amarelos. As cercasvivas, quando plantadas adensadas, atingem quatro metros de altura em dois anos.

Após o terceiro ano a barreira, ou cortina vegetal, está formada com altura de quatro a oito metros, 50 cm de largura e, aproximadamente, 300 espinhos (acúleos) por metro quadrado de cerca.

Descrição Botânica

Árvore de pequeno porte, atingindo altura de 7 a 8 metros, o tronco apresenta acúleos que desaparecem com a idade. Já os ramos jovens apresentam um grande número de acúleos. A casca é de cor castanho claro a cinza acastanhado; e o ritidoma se desprende por rimas longitudinais, em lâminas estreitas e delgadas. As folhas são alternas, bipinadas com 4 a 6 pinas opostas. Cada pina é constituída de 4 a 8 folíolos elípticos e ovais. A inflorescência é do tipo panículas de espigas com 5 a 10 cm de comprimento. As flores são pequenas, de cor branca, com 0,5 a 0,7 mm de comprimento. O fruto é um craspédio sobre estípete de 2 a 8 mm; castanho, medindo de 5 a 10 cm de comprimento por 10-13 mm de largura e aproximadamente 1 mm de espessura, dividindo-se em 5-9 artículos, unisseminados, retangulares ou quadrados, presos a dois filamentos laterais, os quais, permanecem após a queda dos artículos. Cada artículo possui uma semente.

As sementes são pequenas, ovóides, tendendo a orbicular com dimensões de 5,9 mm x 5,5 mm x 1,7 mm, apresentando superfície lisa, lustrosa e de cor marrom.

Seu sistema radicular encontra-se bem adaptado às condições ambientais limitantes.

Fenologia e Outros Aspectos Biológicos

Em geral a floração se estende de abril a junho, e a frutificação de maio a outubro, com a queda dos frutos começando a partir de setembro. A polinização é essencialmente entomófila, sendo considerada uma espécie apícola.

A fim de evitar problemas com os espinhos (acúleos) no manejo desta espécie para obtenção de estacas, se aconselha a utilização de sementes de M.caesalpiniaefolia forma inerme, variedade melhorada geneticamente para a ausência dessa característica. Por outro lado, quando a finalidade do plantio for a formação de cercas-vivas, a presença de espinhos nas plantas torna-se uma característica desejável.

Possui boa capacidade de rebrota, que se inicia sete dias após do corte do tronco. O número de brotos chega a ser superior a 12, sendo aconselhado o raleio, deixando somente 3 a 6 gemas. Também existe a possibilidade de rebrota das raízes.

A espécie tem boa capacidade de regeneração natural e se propaga facilmente por sementes, sendo que em condições edafoclimáticas favoráveis pode se comportar como planta invasora.

Possui, ainda, a capacidade de associação simbiótica com Rhizobium sp que fixa o nitrogênio atmosférico, sendo muito importante para florestas em regeneração e, principalmente, em áreas de reflorestamento. O efeito dessa bactéria é observado pelo maior desenvolvimento das plantas em decorrência da maior capacidade de absorção de nutrientes do solo.

Susceptibilidade a Danos e Enfermidades

As sementes são atacadas por um coleóptero (Bruchus pisorus L.), perfurando-as antes mesmo da coleta ou logo após o seu beneficiamento. Este fato é importante, e serve como um indicativo para escolha de sementes de qualidade, garantindo um maior percentual de germinação.

Silvicultura e Manejo

A multiplicação pode ser feita por sementes ou por estacas. O número de sementes por quilo é de 22.400 a 33.000 unidades. As sementes, por apresentarem problemas de dormência de tegumento, necessitam de tratamento para a sua ruptura, podendo ser por processos físicos ou químicos. Recomenda-se a prática de imersão das sementes em água recém-fervida por um minuto. Com este processo de quebra de dormência a germinação tem início 3 a 5 dias após a semeadura e pode-se obter cerca de 80% de sementes germinadas.

A formação de mudas pode ser realizada em sacos plásticos, sendo utilizado como substrato uma mistura de terra e esterco na proporção de 1:1. É onveniente colocar duas sementes por recipiente, deixando-se posteriormente a de maior vigor ou a central. A plantação definitiva deve ser feita quando as mudas alcançarem cerca de 20 cm de altura, o que ocorre 3 a 4 meses depois da semeadura.

O tamanho das covas, para plantios definitivos no terreno, devem ter 20 x 20 x 20 cm, distanciadas em 3 x 2 m ou 3 x 3 m e devem receber adubação (orgânica ou química), com o objetivo de favorecer o rápido desenvolvimento das raízes. A plantação desta espécie pode ser realizada isolada ou associada a outros cultivos.

Os cortes para obtenção de estacas podem ser efetuados em intervalos de 3 a 4 anos após o plantio. As estacas obtidas durante o período de repouso vegetativo (outubro - novembro) apresentam menor susceptibilidadeà rachaduras e maior resistência à decomposição.

Podas e raleios (desbastes) devem ser operações indispensáveis no manejo dos plantios com a finalidade de obtenção de estacas para cercas.

Na utilização como cercas-vivas recomenda-se que a espécie seja plantada adensada, utilizando um metro entre plantas, ou ainda em linhas, com espaçamento de 10 cm entre plantas, o que suprime o uso de arame. Ao contrário, quando for usado o arame, será necessário utilizar espaçamentos mais amplos entre plantas (2 a 3 metros), fazendo-se, nesse caso, a condução das mesmas.

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Fonte: www.cnpf.embrapa.br

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