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Asma

 

O que é ?

A asma (ou bronquite alérgica ou ainda, bronquite asmática) é uma doença das vias respiratórias, muito comum, que pode atingir crianças e adultos.

Os sintomas surgem por causa da inflamação e do estreitamento dos brônquios - canais que levam o ar até os pulmões.

Os sintomas mais freqüentes são: tosse, falta de ar, cansaço, sensação de ‘aperto’ e ‘chiados’ no peito mas, podem variar de pessoa para pessoa.

Causas mais comuns

A asma pode ser causada por vários fatores. A alergia é uma causa freqüente, como por exemplo à poeira e ácaros, pêlos de animais, restos de insetos, mofos e pólens. A poeira é o alérgeno mais nocivo ao aparelho respiratório. Os ácaros são seres microscópicos que habitam o pó doméstico e se alimentam da descamação da pele humana e dos animais. A pessoa pode ser alérgica ao ácaro vivo, morto ou às suas fezes.

Os ácaros são responsáveis por 90% de todas as manifestações de alergia respiratória no Brasil. A alergia respiratória acontece devido a um fator genético, ou seja, é hereditária, não sendo obrigatório que se manifeste sempre, podendo aparecer em gerações diferentes e em qualquer idade.

Outras causas

Infecções das fias aéreas (gripes e resfriados), fatores ligados ao trabalho da pessoa, etc... A fumaça de cigarro, irritantes das vias aéreas (cheiros fortes, fumaças, poluição atmosférica), mudanças de clima e temperatura, exercícios físicos, fatores emocionais, entre outros, podem funcionar como fatores capazes de desencadear uma crise no paciente que não está bem controlado. Esses fatores irritantes atuam como instrumentos de pressão, que estimulam a crise, da mesma forma que podem provocar reações inflamatórias.

As causas variam para cada pessoa e para cada crise. É importante procurar conhecê-las e, se possível, afastá-las para controlar a asma.

Como reconhecer

A asma pode ser leve, com sintomas discretos como tosse seca e persistente que surge de vez em quando. Em algumas pessoas estes sintomas podem ser mais intensos, com surgimento de chiados e cansaço (sidpnéia), atrapalhando as atividades normais diárias. Em alguns casos, os sintomas são mais graves, sendo necessário o tratamento em hospital.

O diagnóstico correto da asma pode ser feito apenas por um médico. Só ele é capaz de realizar um exame cuidadoso e, se for o caso, solicitar exames complementares como a prova funcional respiratória - que mede o ar que entra e sai dos pulmões - , entre outros procedimentos. Em alguns casos, os testes alérgicos irão auxiliar no diagnóstico.

Crise de asma

É muito importante saber que os sintomas da asma podem variar de uma pessoa para outra e em diferentes situações. Portanto, é necessário ficar alerta para identificar, o mais rápido possível, os primeiros sinais de uma crise e tratá-la prontamente com medicamentos adequados e sempre sob orientação médica.

Há algumas situações comuns que ocorrem em uma crise de asma:

Impressão de peso no peito
Tosse seca, persistente, podendo levar até ao vômito
Coceira na garganta e espirros antes de começar uma crise.

Na crise, os músculos que envolvem os brônquios ficam contraídos, as paredes internas incham, há uma maior produção de ‘catarro’ e ocorre uma inflamação das vias pulmonares.

A inflamação é a maior responsável pela manutenção da crise e perpetuação da doença. Uma crise pode ocorrer de modo súbito, mas, em geral, começa fraca e aumenta gradativamente. Se a crise é forte, a respiração se torna difícil, surgindo o cansaço, a tosse e os chiados no peito.

É muito importante conhecer quais são os sinais mais precoces e tratar logo para evitar que a crise piore.

Crise leve

É possível sentir quando uma crise está bem no início. Os sintomas iniciais, geralmente, começam com a sensação de aperto no peito, leve cansaço, tosse ou pigarro insistentes, coceira na garganta, corrimento no nariz e irritação dos olhos. Em algumas pessoas apenas a tosse se manifesta.

Crise moderada

Na crise moderada, os sintomas da crise leve persistem e tendem a serem agravados. O desconforto respiratório torna-se perceptível, sugerindo fadiga e cansaço fácil, e ainda, dispnéia (falta de ar) e chiado. A respiração tende a ficar mais rápida que o usual e já existe prejuízo sensível de sono e das atividades diárias.

Crise grave

É o agravamento dos sintomas manifestados nos dois casos anteriores. O desconforto respiratório torna-se intenso, a respiração é difícil, entrecortada e ofegante.

Surgem suores, temperatura baixa, cansaço intenso, falta de ar, dificuldade para falar, caminhar ou alimentar-se. A tosse passa a ser muito incômoda e é possível verificar respiração ofegante com movimento das narinas, uso da musculatura do pescoço e do peito para respirar, lábios e unhas roxas ou azuladas. Estes são sinais de alarme que indicam a hora de procurar um pronto socorro.

Como evitar as crises

A chave do controle da asma é a educação do paciente e seus familiares para que possam reconhecer a doença, tornando-se, assim, parceiros efetivos do médico durante o tratamento. É muito importante procurar conhecer as causas e afastá-las sempre que possível, conhecer os medicamentos e saber como utilizá-los, reconhecer os sinais precoces de uma crise e, o mais importante, seguir à risca o tratamento prescrito pelo médico.

O tratamento da asma

Antes de mais nada é preciso entender o que o tratamento da asma deve ser feito em longo prazo e não apenas durante as crises. Além do controle do ambiente, os medicamentos são importantes para o controle da asma. Existem medicamentos de alívio, isto é, usados na crise para melhorar os sintomas e antiinflamatórios ou preventivos, usados para prevenir as crises.

Os medicamentos de alívio, ou bronquiodilatadores, agem relaxando a musculatura dos brônquios, provocando a bronquiodilatação. Já os medicamentos preventivos combatem a inflamação das vias respiratórias e previnem o aparecimento dos sintomas.

Procure sempre esclarecer com o médico as dúvidas sobre o tratamento e, sempre que houver dúvidas pergunte sobre os medicamentos, como tomar, efeitos colaterais. O sucesso do tratamento depende muito de seguir corretamente as orientações médicas.

Em alguns casos o uso de vacinas pode estar indicado nos casos de alergia, como no caso da poeira domiciliar e dos ácaros. Além disso, a fisioterapia e os exercícios respiratórios estão indicados como tratamentos auxiliares.

Fonte: www.novartis.com.br

Asma

Quando respirar torna-se um suplício.

Os canais ficam muito estreitos e não deixam o ar sair dos pulmões.

O que é?

Doença que costuma atingir os alérgicos e tem forte influência genética. Recentemente, descobriu-se que a asma é uma doença inflamatória das veias aéreas.

Algum microorganismo - vírus ou bactéria, na maioria das vezes - ou produtos alergênicos (poeira, fumaça, etc) desencadeiam um processo de inflamação no organismo e provocam o estreitamento dos brônquios e bronquíolos pulmonares, canais por onde passa o ar.

Fatores que desencadeiam a crise asmática

Mudanças climáticas
Inverno seco
Fumaça de cigarro
Poeira
Mofo
Pêlos de animais
Emoção forte.

O começo da crise asmática

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Normalmente, o microorganismo que provoca a crise é uma bactéria ou um vírus. A crise também pode começar por causa dos alergênicos.

Asma

Quando chega ao pulmão, o microorganismo desperta a ação das plaquetas (células naturais de defesa do organismo), que tentam destruí-lo. Inicia-se o processo inflamatório.

As células de defesa liberam substâncias que tentam resolver o problema inflamatório mas, como resultado, levam a um estreitamento dos brônquios e bronquíolos (broncoconstricção), em especial os da extremidade, mais próximos aos alvéolos - reservatórios de ar.

Estrutura do brônquio

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1). Brônquio
2).
Bronquíolo
3).
Alvéolo

Sintomas

Com a constricção (estreitamento) dos canais de passagem do ar, vêm os primeiros sintomas:

Falta de ar - Os canais de passagem de ar estão muito estreitos. Com isso, o ar não consegue sair dos alvéolos, fica preso. A sensação que o asmático tem é a de que está impossibilitado de inspirar (colocar o ar para dentro), mas na verdade ele não está conseguindo expirar (expulsar o ar).
Chiado -
Acontece porque o ar tenta passar com força por um canal muito estreito.

Os casos mais graves

Se a crise asmática perdurar por um ou dois dias, os sintomas se agravam. O indivíduo pode entrar em falência respiratória (o alvéolo está saturado de gás carbônico e o oxigênio não chega aos pulmões). Sem oxigênio nos pulmões, todos os órgãos também ficam comprometidos.

Como o organismo elimina o gás carbônico e obtém oxigênio

Asma

1). Artéria pulmonar - sangue saturado de gás carbônico
2). Veia pulmonar -
sangue rico em oxigênio

O pulmão é o órgão do corpo responsável pela troca do gás carbônico (ar sujo) pelo oxigênio (limpo). A artéria pulmonar, que leva no sangue o ar sujo para ser substituído, envolve os alvéolos, que devem estar cheios de oxigênio para que a troca se efetive. Depois da troca, a veia pulmonar devolve o sangue com ar limpo para o coração espalhar oxigênio para os outros órgãos. Durante uma crise asmática, os alvéolos ficam muito tempo apenas com o gás carbônico. A troca gasosa não acontece.

Tratamento

Para aliviar a asma durante a crise, o medicamento mais usado é o broncodilatador, que vem em forma de bombinhas, injeções (esses dois lados têm efeitos mais rápidos), xaropes, cápsulas ou comprimidos. O remédio dilata os brônquios e facilita a passagem do ar. Apesar de muito usados, os broncodilatadores também são vasoconstrictores - ao mesmo tempo que dilatam os canais por onde passa o ar, eles estreitam a passagem de sangue. Isso pode acelerar os batimentos cardíacos e aumentar a pressão. Antiinflamatórios e antibióticos também são usados no tratamento e na prevenção.

Dicas para a hora da crise asmática

Durante a crise, procure manter a calma e permaneça em ambientes arejados. Falar pouco e usar roupas largas (desde que não sejam de lã) também aliviam o incômodo da crise.

Exercícios que ajudam

Asma

Depois de uma crise asmática, deite a criança de lado com as pernas dobradas.

Asma

Um cinto pressionando o abdome na hora de expirar contribui para que o ar saia dos pulmões.

Asma

Nesta posição, a caixa torácica comprime os pulmões e facilita a saída do ar.

Fonte: www.santalucia.com.br

Asma

Asma ou Bronquite Asmática

É uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por episódios recorrentes de dispnéia, chiado e tosse, que se manifesta principalmente durante a noite ou início da manhã.

Estes sintomas estão associados à obstrução dos brônquios, reversível espontaneamente ou com tratamento. O processo inflamatório está relacionado com uma maior sensibilidade dos brônquios a vários estímulos.

O número de casos de asma está em torno de 5 a 8 % da população mundial. Por causas ainda pouco compreendidas, a mortalidade desta doença está aumentando no mundo inteiro, mesmo com o avanço dos estudos e novos medicamentos disponíveis para seu tratamento.

Sintomas

Crise asmática: A manifestação dominante é a dispnéia, associada a chiado no peito, de início geralmente gradual, que aumenta em minutos ou horas, e é acompanhada de ansiedade e tosse com pouca expectoração viscosa. Uma infecção pode ser fator desencadeante ou complicador da crise. Geralmente estes sintomas melhoram com o tratamento. Entretanto, às vezes a crise se prolonga e não cede à medicação usual, ocorrendo o chamado "estado de mal-asmático".
Período intercrítico:
Entre as crises, o paciente pode estar completamente sem sintomas nas formas leves da doença. Porém, é muito comum a persistência de dispnéia ao esforços com chiado e tosse esporádicos.

Tratamento

A finalidade do tratamento deve ser ajudar o asmático a viver como se sua asma não existisse, realizando o tratamento de suas crises e dos períodos intercríticos.

No tratamento são usados medicamentos como broncodilatadores, mucolíticos, antibióticos, corticóides e sedativos. São importantes também a psicoterapia de apoio, a hidratação e o controle dos fatores ambientais. Todas estas opções serão apropriadamente orientadas pelo seu médico.

Como os asmáticos diferem imensamente entre si quanto aos agentes desencadeantes, forma clínica, severidade e, principalmente na forma de se relacionar com a sua doença, não é possível estabelecer um esquema único para o tratamento da asma.

Prevenção

A melhor conduta é evitar os fatores desencadeantes por meio do controle ambiental, principalmente evitando a poeira do ambiente domiciliar pela presença dos ácaros.

A imunoterapia, ou hipo-sensibilização, é realizada com vacinas compostas por antígenos inaláveis (substâncias que provocam a alergia), quimicamente modificados, purificados e padronizados após identificação do alérgeno relevante. Esta imunoterapia específica deve ser indicada e supervisionada por um alergista experiente com estrutura para atender as eventuais reações colaterais.

Fonte: www.pulmonar.org.br

Asma

A asma é uma doença dos pulmões que se caracteriza por inflamação dos brônquios, os quais ficam estreitados e, por isso mesmo, o ar não consegue passar adequadamente. Esta inflamação leva à marca registrada da asma que é a hiperreatividade brônquica, ou seja, o brônquio irá responder (estreitar-se) muito mais intensamente a quaisquer estímulos (como ar frio, inalação de substâncias de odores fortes, etc.) se comparado a um brônquio normal.

Calcula-se que, aproximadamente, 100 a 150 milhões de pessoas sofram de asma, em todo o mundo, com cerca de 180.000 óbitos anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Em 1998, nos EUA, dados do CDC (Center for Disease Control and Prevention) estimavam em 10,6 milhões o número de asmáticos, tendo havido aproximadamente dois milhões de atendimentos de emergência, resultando em 423.000 internações.

Nos EUA, a prevalência da asma vem aumentando, desde o início da década de 1980, em todas as idades, sexos e grupos raciais. No período de 1980 a 1993, a taxa anual de prevalência entre zero e 24 anos aumentou 118% e a taxa de hospitalização 28%.

Segundo o DATASUS (Ministério da Saúde do Brasil), ocorrem aproximadamente 350.000 internações por asma a cada ano, sendo esta a 3a causa de hospitalizações pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, ocorrem, ainda, cerca de 2.000 óbitos/ano, por asma.

SINTOMAS DA ASMA

1- Falta de ar, pela dificuldade do ar passar pelos brônquios;
2-
Chiado: é o som que o ar faz ao passar por essa via estreitada: é como soprar num canudinho;
3-
Muco: o muco ou catarro é decorrente da inflamação. Se existe infecção associada, o catarro torna-se amarelado, e a pessoa pode até ter febre (a pneumonia é uma das complicações de uma crise de asma);
4-
Tosse: é um mecanismo de defesa do pulmão que tenta expelir todo esse muco sem muitas vezes conseguir, pois, como já dissemos, o brônquio está meio fechado e o muco também fica lá retido.

Esses sintomas podem aparecer juntos ou não e em vários graus, podem vir em crise mais ou menos forte ou podem ser mais brandos, porém contínuos. Dessa forma, cada paciente tem a sua asma e o que é válido para um não é para outro.

A asma é herdada e só tem a doença quem tem predisposição genética para isso. A pessoa pode desenvolver asma em qualquer época da vida, desde o bebê até o indivíduo idoso. Nem toda asma é alérgica, mas quando o é pode vir acompanhada por rinite (alergia nasal) e/ou dermatite atópica (eczema de pele).

Outra importante característica da asma é que é uma doença crônica. Isso significa que ela pode ficar controlada por muito tempo, até mesmo anos, e de uma hora para outra reaparecer.

Muitos fatores fazem com que a asma saia de controle:

1. Interrupção das medicações e da imunoterapia sem supervisão médica
2.
Descuido com o ambiente físico
3.
Instabilidade emocional
4
. Instabilidade meteorológica (frio excessivo, períodos de seca, etc.)
5.
Gripes e resfriados
6.
Uso de certas medicações que podem provocar asma (AAS e outros antiinflamatórios e determinados anti-hipertensivos, como propranolol, etc.)
7.
Poluição ambiental
8.
Tabagismo ativo ou passivo

É claro que se o asmático estiver bem controlado, usando regularmente suas medicações, ele conseguirá enfrentar com muito mais sucesso os fatores listados acima.

TRATAMENTO

O tratamento visa o controle da asma e permitir que o asmático leve uma vida normal. Além disso, a asma não controlada pode complicar-se com doenças como pneumonia, insuficiência respiratória a curto, médio ou longo prazo, e até levar à morte.

Medicamentos - Podem ser de dois tipos:

BRONCODILATADORES

São medicamentos que aumentam o diâmetro do brônquio, aliviando a falta de ar. Entretanto, não desinflamam os brônquios e, portanto, são apenas sintomáticos (tratam dos sintomas, porém, não da causa).

São importantes na hora da crise, mas não devem ser utilizados rotineiramente, pois pioram a asma em longo prazo, a menos que sejam dados conjuntamente com um antiinflamatório.

Os mais conhecidos são: fenoterol, salbutamol, terbutalina, aminofilina, etc. Esses remédios têm como efeito colateral a aceleração do coração (taquicardia) e tremores. Isso, porém, não é de forma alguma prejudicial ao organismo, desde que se respeitem as doses prescritas. Normalmente o corpo vai se adaptando a esses efeitos indesejáveis e eles desaparecem.

ANTIINFLAMATÓRIOS

Corticóides sistêmicos: Atingem o corpo todo e não só o pulmão e, por isso mesmo, podem causar efeitos colaterais se usados por muito tempo ou muito freqüentemente. São muito úteis no tratamento da crise, quando são geralmente utilizados por períodos curtos de 5 a 7 dias. Em casos de asma grave podem ser utilizados por mais tempo até que se obtenha o controle da doença. Os mais conhecidos são: prednisolona, prednisona, deflazacorte, dexametasona, betametasona, etc.
Os corticóides de depósito (isto é, que duram no organismo várias semanas, ao contrário dos demais que duram apenas algumas horas) não devem ser usados a não ser em casos muito especiais pelo grande risco de efeitos colaterais a médio e longo prazo.
Corticóides inalados:
Representam um dos maiores avanços no tratamento da asma nos últimos tempos. Por atingir diretamente o pulmão (são utilizados através de sprays ou inalação) são praticamente isentos de efeitos colaterais, desde que usados corretamente. Devem ser utilizados por longos períodos de tempo, geralmente de 6 a 12 meses ou mais e devem ser usados mesmo sem sintomas. Os mais conhecidos são: beclometasona, budesonida, fluticasona, ciclesonida, etc.

Outros medicamentos não corticóides

Existem também outros antiinflamatórios que não são corticóides como o cromoglicato dissódico e o montelucaste que são indicados para asma leve a moderada.

PERGUNTAS FREQÜENTES SOBRE ASMA

Qual a diferença entre asma e bronquite?

A asma é uma doença de origem genética enquanto que a bronquite é adquirida e pode ser causada por resfriados (bronquite catarral) ou por cigarro. Nessa última, a bronquite costuma ser progressiva e irreversível, ao contrário da asma que se bem cuidada é controlável.

Os remédios para asma dão problema de coração?

Não. Se usadas da forma correta, as medicações para asma são importantes armas terapêuticas. O que é prejudicial é o abuso e a auto-medicação.

Quando corro entro em crise, ou começo a tossir. Devo deixar de praticar esporte?

Não. O esporte é parte importante do controle da asma. No caso de tosse ou crise após exercícios procure um médico para tratar de sua asma. Ela pode estar saindo de controle ou pode ser leve de tal forma a aparecer apenas ao se "forçar" o organismo. Mesmo sendo leve, ela merece ser tratada para melhorar sua qualidade de vida e evitar complicações.

A asma tem cura?

Como já dito, a asma tem controle que pode ser bastante eficaz e o asmático pode ficar anos sem sua doença. Além disso, com o tratamento adequado ele pode ter uma vida normal. Porém, não se pode afirmar que ela jamais voltará e que, portanto, o indivíduo esteja curado, ou seja, a asma é uma doença crônica.

Quais as complicações da asma?

Mesmo sendo leve, a asma altera a qualidade de vida. Como já citado, às vezes as atividades físicas ficam prejudicadas, as faltas à escola ou trabalho podem ocorrer com freqüência, o sono fica alterado e no dia seguinte todas as atividades ficam prejudicadas. Além disso, asma pode predispor a pneumonias e asma mal controlada pode evoluir para crises fortes, até mesmo fatais.

Outro risco a ser considerado é o da "remodelação brônquica". Isso é uma alteração estrutural do brônquio que vai fazendo com que ele perca sua função. Por isso, asmáticos de longa duração, principalmente com asmas mal controladas, com o tempo passam a não responder mais a medicação. É uma situação muito difícil, pois o brônquio fica todo fibrosado (cheio de cicatrizes) e não funciona bem.

O que devo fazer para controlar melhor minha asma?

1- Use corretamente as medicações prescritas e no tempo recomendado.
2-
Se seu caso for de imunoterapia, não abandone o tratamento. Ele é longo, mas, somado às outras medidas de controle, é muito eficaz.
3-
Use anualmente a vacina contra gripe e a cada 5 anos a vacina contra pneumonia.
4-
Observe todos os cuidados ambientais

Várias pessoas de minha família têm asma. O que devo fazer para meu (minha) filho(a) ter menos chance de nascer com asma?

1- Os cuidados ambientais devem ser observados desde o nascimento;
2-
O leite materno protege contra alergia e deve ser oferecido até no mínimo seis meses;
3-
Não permita que ninguém fume dentro de sua casa. Se você, mãe ou pai forem fumantes, repensem e optem pela saúde de seu bebê e por sua própria: parem de fumar, pois mesmo que não se fume na presença da criança, a nicotina e outras drogas do cigarro impregnadas nas roupas, cabelos, etc., certamente irão parar, em algum grau, nos brônquios de seu(sua) filho(a)!

Fonte: www.doutoraelaine.med.br

Asma

O tratamento cura a asma?

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a asma e outras alergias tem tratamento. Embora com o tratamento a pessoa possa inicialmente ter algumas crises, e depois nunca mais ter sintomas (o que é relativamente freqüente em crianças), não se pode dizer que é o tratamento que cura o paciente.

O objetivo do tratamento da asma é o controle dos sintomas e a melhora na qualidade de vida. Existem fatores que frequentemente é difícil de identificar e que podem influir no desaparecimento dos sintomas, definitivamente ou por longos períodos.

Por exemplo: o crescimento do indivíduo, afastamento de fatores desencadeantes pessoais (parar de fumar, p. ex.), ou no ambiente doméstico (evitar mofos e umidade) ou profissional (evitar contato com substâncias irritantes como tintas, vernizes, etc.). Existem fatores genéticos que ainda não são bem conhecidos e que também podem influenciar na evolução da asma

Como é o tratamento da asma?

O tratamento da asma baseia-se em dois tipos de ações: as preventivas, que visam evitar que as crises ocorram - e por isso são as mais importantes - e ações para tratar as crises, que visam controlar os sintomas quando eles ocorrem. As ações preventivas envolvem o uso de medicamentos (mas nem sempre), medidas pessoais e ambientais (evitar mofos, poeira doméstica, poluição, substâncias irritantes, umidade, fumo), combater fatores agravantes (como refluxo gastroesofágico e rinossinusites) e, às vezes, vacinas dessensibilizantes.

No tratamento de crises, quanto mais precoce o uso de medicamentos, melhor será a resposta. Algumas vezes é necessário que o paciente procure um atendimento de urgência. Pergunte a seu médico qual o plano de ação para a crise de asma mais adequado para você e quais são os sinais de gravidade da asma que devem fazer você procurar este tipo de atendimento.

Quais os tipos de medicamentos que dispomos para tratar a asma?

De acordo com o exposto acima, os medicamentos também podem ser divididos em dois grandes grupos. Aqueles usados para prevenir as crises e aqueles usados para combatê-las. Alguns medicamentos podem ser usados em ambas as situações.

Entre os preventivos estão os corticosteróides (principalmente os inalados), os broncodilatadores de longa ação, a aminofilina, os antileucotrienos e, mais raramente, cromoglicato e o cetotifeno. Um medicamento da nova classe dos anticorpos monoclonais, produzidos por engenharia genética foi aprovada pela ANVISA (órgão brasileiro que regulamenta os medicamentos) que é o anticorpo anti-IgE.

Para o tratamento das crises os corticóides sistêmicos (tomados por vi oral ou por injeção), os broncodilatadores (principalmente por aerossol) e a aminofilina são os mais usados. Não podemos esquecer que no tratamento hospitalar, o oxigênio é sempre importante.

O tratamento da asma tem efeitos colaterais?

Todo tratamento pode ter efeitos colaterais, e com os medicamentos para asma não é diferente. Uma boa notícia é que hoje, graças aos avanços dos últimos 10 ou 20 anos, dispomos de medicamentos muito seguros e, que quando usados corretamente e sob supervisão médica, têm pouquíssimos efeitos colaterais.

O tratamento dessensibilizante (vacinas para alergia ou imunoterapia) também é bastante seguro quando administrado sob supervisão médica direta.

Nunca é demais ressaltar que todo medicamento tem efeitos colaterais, especialmente quando usado indevidamente ou em excesso.

Lembre-se: quando um medicamento que antes controlava bem os sintomas deixa de fazê-lo, é hora de procurar o seu médico, e não de aumentar a dose.

Quais os efeitos colaterais dos corticóides usados por via oral?

É importante saber que existem basicamente dois tipos de corticóides para o tratamento da asma. De um lado, estão aqueles que agem por via sistêmica e são usados por via oral ou injetável, e, por isso, tem atuação em todo o organismo. Do outro, estão os corticosteróides usados por via inalatória. Estes têm ação predominante nos brônquios e muito pouca ação no restante do organismo.

As drogas do primeiro grupo são usados apenas em crises agudas de asma e em casos de asma grave. Quando usados por muito tempo podem provocar efeitos colaterais importantes.

Em crianças a obesidade e o retardo do crescimento são os mais comuns. Em adultos podem ocorrer obesidade, estrias e manchas vermelhas (equimoses) na pele, aumento da pressão e da glicose, sangramento digestivo, catarata, piora de glaucoma, osteoporose e insuficiência da glândula adrenal. Pacientes que fazem uso prolongado destes medicamentos (por via oral ou injetável) devem ser acompanhados de perto pelo médico.

Quais os efeitos corticosteróides inalados?

Os corticosteróides inalados são bastante seguros. A candidíase oral (sapinho) e a rouquidão são os mais comuns. Há alguns relatos isolados e relativamente raros de alguns dos efeitos colaterais sistêmicos, especialmente quando são usadas doses elevadas.

O que é "bombinha"?

Bombinha é uma forma prática e eficaz de tomar remédios por via inalatória. O medicamento está dentro da latinha da bombinha junto com um gás propelente inerte (que não tem ação no organismo) e, quando a válvula é pressionada, libera uma dose precisa do remédio.

Vários medicamentos são usados desta forma: corticosteróides inalatórios, broncodilatadores e o cromoglicato dissódico. Um dos problemas com as bombinhas é que necessitam da sincronização do movimento de acionar a válvula com o de inalar o aerossol. Algumas pessoas têm dificuldades e por isso foram desenvolvidos os espaçadores.

O que são espaçadores?

São dispositivos, geralmente em forma de câmara cilíndrica ou como uma pêra, que eliminam a necessidade de sincronização do movimento de acionar a válvula da bombinha com o de inalar o aerossol. Em geral são de plástico transparente e têm uma válvula. A bombinha é acoplada ao espaçador, em seguida acionada e o aerossol que se acumulou na câmara pode ser inalado calmamente pelo paciente. É ótimo para crianças pequenas, quando são usadas com máscaras faciais.

Um outro benefício dos espaçadores é que permitem que apenas as partículas menores sejam inaladas para os pulmões e impedem que grande parte das maiores, que ficariam na boca, cheguem ao paciente, diminuindo a dose de medicamento que não faria efeito benéfico e contribuiria para os efeitos indesejados.

Por que a via inalatória é uma boa via de administração de remédios para a asma?

Porque a asma é uma doença dos brônquios, por onde passa o ar que respiramos, a caminho dos alvéolos pulmonares. Quando usamos remédios por esta via, eles chegam diretamente no órgão afetado, junto com a respiração, aliando, assim, um efeito mais rápido e menor quantidade de medicação.

Qual a diferença entre nebulizadores e bombinhas?

Os dois dispositivos têm o objetivo de transformar os medicamentos em aerossol (névoa) para poderem ser inalados. Nos nebulizadores a pressão de ar para esta transformação é dada pelo compressor (motor). Nas bombinhas o gás propelente está na própria latinha, como um spray de cabelo, só que com dosador.

Para uso doméstico, os nebulizadores apresentam maior perigo de contaminação por bactérias e fungos, são mais pesados e necessitam de energia elétrica. Para uso hospitalar geralmente encarecem o tratamento pela necessidade de esterilização e manuseio especializado. Mas são tão eficientes quanto as bombinhas e ainda não é o momento de aposentá-los.

Fonte: www.sbai.org.br

Asma

Definição de asma

A asma é uma doença grave que afeta pessoas de todas as idades, culturas e localizações geográficas. Embora cada pessoa possa apresentar sintomas, diferentes, a definição de asma é muito específica.

A asma é um distúrbio inflamatório crônico dos pulmões, caracterizada por chiado, falta de ar, opressão torácica e tosse, a qual estima-se afetar mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. É por vezes uma doença grave e potencialmente fatal. Apesar dos esforços para reduzir a morbidade e a mortalidade associadas à asma, a doença parece estar em ascensão, especialmente entre crianças. A asma é uma afecção grave que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida de uma pessoa, e pode resultar em falta às aulas ou ao trabalho, bem como visitas não programadas ao médico ou ao hospital. Embora não haja cura para a asma, ela é uma doença que pode ser controlada, permitindo que a maioria das pessoas leve uma vida produtiva e ativa.

Inflamação crônica das vias aéreas é um componente básico da asma. Está associada com hipersensibilidade das vias aéreas a uma variedade de estímulos, que podem causar recorrência das crises. Venha e informe-se sobre o que pode acontecer...

Normal

Asma

As vias aéreas maiores e menores, também conhecidas como "brônquios" e "bronquíolos", respectivamente, formam uma ligação essencial entre o meio-ambiente gasoso e as células, tecidos e órgãos de nosso corpo. Vias aéreas sadias ajudam o transporte de oxigênio para as células do organismo e de gás carbônico das células do organismo.

Inflamação Crônica

Asma

Na asma, as vias aéreas estão cronicamente inflamadas. Isso significa que o revestimento no interior das vias aéreas está freqüentemente avermelhado, edemaciado e excessivamente sensível a certas substâncias inaladas, tais como fumaça de cigarro, pólen e ácaros de pó doméstico.

Broncoconstrição

Asma

Durante uma crise de asma, os músculos que envolvem as vias aéreas se enrijecem ou contraem, limitando o fluxo de ar para dentro e fora dos pulmões. As vias aéreas podem também se tornar ainda mais inflamadas e obstruídas com muco. Quando a pessoa com asma tenta respirar, podem ocorrer sintomas de opressão torácica, falta de ar e chiado.

Explicação da Asma

Asma é uma doença crônica dos pulmões, associada com inflamação das vias aéreas.

"Crônica" significa que a doença está sempre presente, mesmo quando você se sente bem. Quando algo irrita suas vias aéreas, podem ocorrer sinais e sintomas, tais como chiado, tosse, falta de ar e pressão no peito, tornando difícil a respiração normal.

Isso parece confuso? Bem, colocamos a explicação também em figuras.

Asma

Quando você inspira pelo nariz ou boca, o ar passa pela sua laringe, desce pela sua traquéia, e penetra as vias aéreas maiores (brônquios). A seguir, o ar penetra nas vias aéreas menores, chamadas bronquíolos. As vias aéreas ajudam a transportar o oxigênio para dentro das células do organismo e o gás carbônico para fora delas.

 

Asma

Se você tem asma, o interior de suas vias aéreas está freqüentemente avermelhado, inchado e sensível a certos fatores que você inspira do ar, tais como fumaça de cigarro, pólen e pó.

 

Asma

Durante uma crise de asma, os músculos que circundam as vias aéreas se contraem, tornando as vias aéreas menores. Essa é razão pela qual é tão difícil respirar quando você tem uma crise de asma. As vias aéreas podem se tornar ainda mais inchadas e também bloqueadas com muco viscoso. Quando você tenta respirar, seu peito fica "apertado" e emite chiados.

O QUE É?

A asma é uma doença grave que afeta pessoas de todas as idades, culturas e localizações geográficas. Embora cada pessoa possa apresentar sintomas, diferentes, a definição de asma é muito específica.

A asma é um distúrbio inflamatório crônico dos pulmões, caracterizada por chiado, falta de ar, opressão torácica e tosse, a qual estima-se afetar mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. É por vezes uma doença grave e potencialmente fatal. Apesar dos esforços para reduzir a morbidade e a mortalidade associadas à asma, a doença parece estar em ascensão, especialmente entre crianças. A asma é uma afecção grave que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida de uma pessoa, e pode resultar em falta às aulas ou ao trabalho, bem como visitas não programadas ao médico ou ao hospital. Embora não haja cura para a asma, ela é uma doença que pode ser controlada, permitindo que a maioria das pessoas leve uma vida produtiva e ativa.

Inflamação crônica das vias aéreas é um componente básico da asma. Está associada com hipersensibilidade das vias aéreas a uma variedade de estímulos, que podem causar recorrência das crises. Venha e informe-se sobre o que pode acontecer...

Normal

As vias aéreas maiores e menores, também conhecidas como "brônquios" e "bronquíolos", respectivamente, formam uma ligação essencial entre o meio-ambiente gasoso e as células, tecidos e órgãos de nosso corpo. Vias aéreas sadias ajudam o transporte de oxigênio para as células do organismo e de gás carbônico das células do organismo.

Inflamação Crônica

Na asma, as vias aéreas estão cronicamente inflamadas. Isso significa que o revestimento no interior das vias aéreas está freqüentemente avermelhado, edemaciado e excessivamente sensível a certas substâncias inaladas, tais como fumaça de cigarro, pólen e ácaros de pó doméstico.

Broncoconstrição

Durante uma crise de asma, os músculos que envolvem as vias aéreas se enrijecem ou contraem, limitando o fluxo de ar para dentro e fora dos pulmões. As vias aéreas podem também se tornar ainda mais inflamadas e obstruídas com muco. Quando a pessoa com asma tenta respirar, podem ocorrer sintomas de opressão torácica, falta de ar e chiado.

O QUE CAUSA?

Você reconhece os sintomas. Mas o que os causa? E o que você pode fazer para ajudar? O fato realmente encorajador é que mais informações vêm sendo obtidas a respeito da asma, e como controlá-la todos os dias. Portanto, vale a pena aprender tudo o que puder e se manter atualizado com os avanços que estão sendo feitos. Entender os importantes pontos básicos resumidos aqui é um grande começo.

O que é Inflamação Crônica?

Você ouve falar muito sobre inflamação crônica quando as pessoas falam sobre asma. Isto porque ela é um componente fundamental da asma.

A inflamação crônica está relacionada a um aumento da sensibilidade das vias aéreas a uma variedade de estímulos, o que causa ataques periódicos de chiado, falta de ar, opressão torácica e tosse. Está também associada com a obstrução das vias aéreas tipicamente observada em pessoas com asma.

Pesquisas clínicas mostram que crises repetidas de asma podem levar a inflamação e constrição persistente das vias aéreas, o que pode resultar em uma deterioração gradual da função pulmonar com o passar do tempo.

Há uma variedade de fatores que colocam uma pessoa em risco de desenvolver asma:

Fatores Predisponentes

Por razões não totalmente compreendidas, algumas pessoas podem ser geneticamente sensíveis ao desenvolvimento da asma. E, embora a asma possa afetar qualquer pessoa, parece ser mais prevalente entre meninos do que entre meninas.

Fatores Causais

Os fatores causais sensibilizam as vias aéreas e causam o início da asma. Alérgenos, tais como ácaros de pó doméstico, pêlos de animais, penas, pólen e fungos; certos alimentos e medicamentos; e exposições a determinados locais de trabalho são conhecidos por tornar as vias aéreas excessivamente sensíveis, podendo resultar em crises de asma em algumas pessoas.

Nos últimos anos, evidência substancial tem revelado, cada vez mais, uma forte associação entre alergias e asma. De fato, mais de 80% das pessoas com asma são alérgicas a um ou mais alérgenos.

O ácaro de pó doméstico é o alérgeno mais comumente associado com a asma. Até 80% das crianças e adultos jovens asmáticos apresentam teste positivo para alergia a ácaros de pó doméstico. O ácaro de pó doméstico parece ser igualmente predominante em áreas rurais e urbanas. Em casa, as maiores concentrações de ácaros são encontradas na roupa de cama e colchões.

Estima-se que entre 2 e 5% das pessoas com asma experimentam sintomas causados por exposição a substâncias no local de trabalho ou no ambiente em que vivem. Algumas substâncias conhecidas por causar a asma são tinta, pó de madeira, pó de cereais, pólens e corantes sintéticos. Inalar uma dessas substâncias não significa que você desenvolverá asma; entretanto, parece que algumas pessoas podem ser geneticamente predispostas a alergias que podem ser provocadas por exposição a uma dessas substâncias.

Fatores contribuintes

Acredita-se que os fatores contribuintes aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver asma quando exposta a um fator causal e incluem infecções respiratórias, fumaça de cigarro, poluição do ar e outros.

Embora não haja evidência direta que implique a infecção respiratória viral como uma causa da asma, sabe-se que ela pode exarcebar a asma atuando como um fator desencadeante.

Crianças pequenas são particularmente propensas a apresentar infecções respiratórias virais que podem predispô-las a uma recorrência de bronquite (inflamação dos brônquios). Pesquisas mostraram que até 50% dessas crianças apresentam diagnóstico de asma em período mais tardio da vida.

Deve ser observado que o tabagismo passivo tem sido relacionado a aumento no número e na gravidade dos distúrbios respiratórios, incluindo rinite alérgica, bronquite, pneumonia e infecções do ouvido e do trato respiratório superior (o que inclui o nariz, a garganta, os seios paranasais e a laringe).

O que é Broncoconstrição?

Broncoconstrição é outro termo com o qual as pessoas com asma tornam-se familiarizadas. É parte do que acontece durante uma crise de asma. A parte "bronco" da palavra refere-se aos tubos (brônquios) que se ramificam a partir da traquéia, descendo para os pulmões. "Constrição" refere-se à contração dos músculos que envolvem as vias aéreas.

Quando uma pessoa com asma é exposta a certos "fatores desencadeantes", o músculo liso que envolve a via respiratória pode se contrair ou sofrer "constrição", estreitando a passagem interna de ar, dificultando a passagem de ar pelos pulmões. Isso pode levar à sinais e sintomas tais como chiado, tosse, opressão torácica e falta de ar, à medida que a pessoa tenta respirar.

O que são fatores desencadeantes?

Os fatores de risco que causam as crises de asma são denominados "fatores desencadeantes". Como você poderia esperar, um fator desencadeante é uma substância ou uma ação que desencadeia uma reação.

Os tipos de fatores desencadeantes, bem como a gravidade de uma resposta a um fator desencadeante, irá variar entre os indivíduos com asma. Por isso é importante que cada indivíduo com asma reconheça os fatores que desencadeiam sua dificuldade respiratória e encontre meios de evitar ou limitar sua exposição a eles.

Embora os fatores desencadeantes sejam inerentes ao indivíduo, aqui estão alguns dos mais comuns:

Alérgenos

Pêlos de animais
Ácaros de pó doméstico
Pólens e fungos Poluentes do ar
Fumaça de cigarro
Tintas exaladas odores fortes
Poluição do ar Infecções respiratórias

Exercício

Clima

Aar frio
Alta umidade
Alimentos, aditivos, preservativos, e certas drogas

Estresse emocional

Dióxido de enxofre

DIAGNÓSTICO

É só um resfriado. Será? Freqüentemente, pessoas que tossem muito durante um longo período de tempo pensam erroneamente que se trata simplesmente de um resfriado que não passa. Mas pode muito bem ser asma, e esta pode estar se agravando.

A única maneira de se certificar de que a asma é a causa desses sintomas é obter o diagnóstico apropriado de um médico. Esse diagnóstico provavelmente envolverá um exame físico e testes respiratórios. Se a asma for a causa desses sintomas, você terá que aprender como mantê-la sob controle.

Mas vamos analisar uma etapa de cada vez...

Histórico clínico

Uma vez que o seu médico descartou outras causas de obstrução das vias aéreas e chiado, tais como fibrose cística, tumores brônquicos, bronquite viral aguda, doença pulmonar obstrutiva e insuficiência cardíaca congestiva, ele irá tentar determinar a causa e a gravidade dos seus problemas respiratórios.

Testes

Dependendo de sua condição, seu médico pode recomendar certos testes a fim de determinar o diagnóstico de asma e/ou o grau de obstrução das vias aéreas.

Testes de função pulmonar

Esses testes são usados para revelar os sinais ou o grau de obstrução das vias aéreas; medir a resposta das vias aéreas a alérgenos inalados e substâncias químicas; e avaliar a resposta do paciente à medicação. Os testes de função pulmonar devem ser realizados antes e após o uso de um broncodilatador inalatório para determinar o grau de obstrução reversível das vias aéreas.

Medir a função pulmonar pode ser difícil em crianças e deve ser realizada em um laboratório ou clínica especializada em avaliação de crianças. Isso pode resultar em melhores valores da função pulmonar e em dados mais consistentes.

Testes pulmonares revelam o grau de redução do fluxo de ar avaliando o volume expiratório forçado em um segundo (VEF1) e o pico de fluxo expiratório (PFE).

Raio-X do tórax

Um raio-X do tórax é usado para demonstrar qualquer evidência de expansão excessiva do pulmão ou hiperinsuflação. Um raio-X do tórax também pode ser usado para determinar a presença de tumores, infecções ou outros diagnósticos.

Testes cutâneos

Devido à forte ligação entre alergia e asma, pessoas com suspeita de asma devem ser encorajadas a se submeterem a um teste alérgico. Uma avaliação da alergia pode incluir testes cutâneos para detectar reações alérgicas à substâncias comumente associadas com asma, tais como pólen, fungos, pêlos de animais e ácaros de pó doméstico, etc.

SINTOMAS

Os sintomas da asma variam de pessoa para pessoa - leves para algumas pessoas, graves para outras. Mesmo dentro da mesma família, duas pessoas com asma podem apresentar diferentes sintomas ou ter um sintoma com mais freqüência do que a outra.

Aqui estão alguns dos sinais:

A gravidade da asma pode variar de pessoa para pessoa. Uma crise pode começar dramaticamente, com muitos sintomas graves ocorrendo simultaneamente, ou pode começar mais lentamente, com angústia respiratória aumentando gradualmente. Os sintomas típicos de uma crise de asma são agravamento progressivo de falta de ar, tosse, chiado e pressão no peito, ou uma combinação desses sintomas. Algumas pessoas podem também acordar durante a noite com esses sintomas.
Durante uma crise curta e relativamente grave, a tosse é intensa e seca. Crises agudas podem ser acompanhadas por batimentos cardíacos rápidos (taquicardia) e freqüência anormalmente rápida de respiração (taquipnéia) que se torna cada vez mais difícil, causando sudorese, muita ansiedade e angústia. O paciente pode apresentar chiado intenso e pode não conseguir articular mais que algumas palavras sem parar para tomar fôlego.
As crianças, em particular, podem mostrar sinais de retração, ou seja, quando uma pessoa luta tanto por ar que o tórax e o pescoço se retraem ou encolhem com cada respiração. À medida que a crise diminui, o muco, que é uma expectoração viscosa, pode ser expelido dos pulmões, exceto em crianças pequenas que geralmente não o expele.

SINTOMAS E SINAIS TÍPICOS

Chiado
Tosse
Dificuldade de respiração
Opressão torácica
Despertar noturno

Fonte: www.msd-brazil.com

Asma

"A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Em indivíduos susceptíveis esta inflamação causa episódios recorrentes de tosse, chiado, aperto no peito, e dificuldade para respirar. A inflamação torna as vias aéreas sensíveis a estímulos tais como alérgenos, irritantes químicos, fumaça de cigarro, ar frio ou exercícios".

"Quando expostos a estes estímulos, as vias aéreas ficam edemaciadas (inchadas), estreitas, cheias de muco e excessivamente sensíveis aos estímulos". (GINA - Iniciativa Global para a Asma)

Asma

Asma
Brônquio Normal

Asma
Brônquio Asmático

Asma
Exacerbação da Asma

Na definição acima, temos algumas pistas importantes sobre esta doença:

Doença inflamatória: significa que seu tratamento deve ser feito com um antiinflamatório.
Doença crônica:
a asma não tem cura, mas pode ser controlada.
Indivíduos susceptíveis:
nem todas as pessoas têm asma; é preciso ter uma predisposição genética que, somada a fatores ambientais, determinam a presença da doença.
Episódios recorrentes de sintomas:
os sintomas não estão presentes o tempo todo, são as manifestações de uma piora da inflamação, esta sim presente cronicamente.
A inflamação torna as vias aéreas sensíveis a estímulos:
é a inflamação que deixa as vias aéreas mais sensíveis, o que confirma o importante papel da inflamação nesta doença.

Quando expostos a estímulos, as vias aéreas se tornam edemaciadas, estreitas, cheias de muco:

Existem estímulos que desencadeiam as crises de asma. A presença destes estímulos, que também chamamos de desencadeadores, causa o inchaço, a presença de muco e o estreitamento das vias aéreas dificultando a passagem de ar, daí os sintomas da asma nos momentos de crise.

Os mecanismos que causam a asma são complexos e variam entre a população. Nem toda a pessoa com alergia tem asma e nem todos os casos de asma podem ser explicados somente pela resposta alérgica do organismo a determinados estímulos.

Se não for tratada, a asma pode ter um impacto significativo na qualidade de vida de uma pessoa. No entanto, se controlada, é possível levar uma vida produtiva e ativa.

Antigamente, a asma era chamada de bronquite, bronquite alérgica ou bronquite asmática. O nome asma estava vinculado aos casos mais graves. O nome correto é simplesmente ASMA.

A bronquite é, na verdade, a inflamação dos brônquios e diferente da asma pode ter sua causa bem definida, por exemplo, uma infecção por bactérias ou vírus. Também difere da asma por apresentar um tempo de início definido e poder ser totalmente tratada.

Classificação da intensidade da asma

A asma pode ser classificada como intermitente ou persistente.

Dentro dos quadros persistentes são definidos diferentes níveis de intensidade da doença: leve, moderada ou grave.

Esta classificação se faz de acordo com a presença dos sintomas (freqüência e intensidade), o quanto interfere no dia-a-dia do asmático e, o comprometimento de sua função pulmonar.

Asma Intermitente

Sintomas menos de uma vez por semana
Crises de curta duração (leves)
Sintomas noturnos esporádicos (não mais do que duas vezes ao mês)
Provas de função pulmonar normal no período entre as crises.

Asma Persistente Leve

Presença de sintomas pelo menos uma vez por semana, porém, menos de uma vez ao dia
Presença de sintomas noturnos mais de duas vezes ao mês,porém, menos de uma vez por semana
Provas de função pulmonar normal no período entre as crises.

Asma Persistente Moderada

Sintomas diários
As crises podem afetar as atividades diárias e o sono
Presença de sintomas noturnos pelo menos uma vez por semana
Provas de função pulmonar:
pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF¹) >60% e < 80% do esperado.

Asma Persistente Grave

Sintomas diários
Crises freqüentes
Sintomas noturnos freqüentes
Provas de função pulmonar:
pico do fluxo expiratório (PFE) ou volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF¹) > 60% do esperado.

CURIOSIDADE

A palavra asma vem do grego "asthma", que significa "sufocante", "arquejante".

O que desencadeia

As principais causas da asma estão associadas à poluição do ar, poeira doméstica, ácaros, mofo, pêlos de animais e alimentos. O problema é agravado pelo uso de carpetes, cortinas e cobertores que servem como fontes de ácaros. A fumaça do cigarro, as mudanças de temperatura, além da gripe, resfriado, uso de certos medicamentos e até mesmo o estresse, podem desencadear uma crise de asma, que se denomina, mais corretamente, de exacerbação da asma.

Existe um risco maior de exacerbações da asma nos dias de inverno sem vento, quando surge uma mistura de nevoeiro e fumaça composta de monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e as partículas em suspensão na atmosfera. Os períodos de queimadas são também bastante penosos para os asmáticos.

Asma e alergia

Estima-se que a alergia seja responsável por cerca de 50% do total de casos de asma.

Os pulmões dos asmáticos são mais sensíveis e, por isso, produzem uma reação a qualquer substância irritante (ou alérgeno) presente no ambiente. Cerca de 80% a 90% das pessoas com asma também sofrem de rinite alérgica.

Alguns fatores ambientais também podem causar crises de alergia respiratória. Durante a primavera, quando ocorre polinização das flores, milhões de grãos de pólen se espalham no ar. Nesta época, segundo a Associação Brasileira de Pacientes Asmáticos há um aumento de cerca de 20% dos casos de asma, com aumento também das hospitalizações por asma.

Os sintomas da alergia são uma reação de defesa do organismo, que age através de um tipo especial de elemento de defesa, os anticorpos chamados imunoglobulina E ou IgE. Esta imunoglobulina é fabricada em grande quantidade pelo organismo da pessoa alérgica e, na mucosa das vias respiratórias, liga-se a células denominadas mastócitos.

A reação do alérgeno (substância que causa alergia) com a imunoglobulina IgE, estimula a liberação de substâncias químicas (mediadores da inflamação) pelos mastócitos, aumentando a inflamação local. Ocorre então inchaço da mucosa que reveste as vias respiratórias, maior secreção de muco e estreitamento das vias aéreas e, com isso, o aparecimento dos sintomas.

Asma e exercício

Os exercícios estão entre os estímulos mais comuns que desencadeiam a asma em crianças e adultos jovens. Algumas pessoas manifestam os sintomas apenas na prática esportiva, enquanto para outras, os exercícios são mais um dos desencadeadores dos sintomas da asma.

Sintomas como tosse, falta de ar e aperto no peito, levam os professores de educação física e técnicos esportivos a confundir a doença com baixa resistência física.

O porquê dos exercícios desencadearem ou piorarem a asma não está bem determinado, mas parece ser uma combinação das mudanças de temperatura das vias aéreas durante o exercício com o aumento da freqüência respiratória.

Algumas modalidades de prática esportiva e a intensidade com que são praticadas podem mais facilmente desencadear crises de asma. A corrida está entre as modalidades que mais freqüentemente desencadeiam crises, enquanto a natação está entre as que menos induzem à asma.

O que sempre deve ser considerado é que, se as crises estão acontecendo, sejam elas desencadeadas por exercício ou por outros estímulos, está havendo falha no controle da asma.

O tratamento da asma induzida por exercícios pode requerer o uso de medicação broncodilatadora antes da prática esportiva, como medida preventiva. Também pode ser necessário o uso contínuo de medicação antiinflamatória. O diagnóstico e tratamento adequado devem ser determinados pelo médico.

A asma, se adequadamente tratada e com monitoração regular de seus sintomas, não impede que o indivíduo pratique atividades físicas e que tenha desempenho excelente em sua prática.

Sintomas

A criança pequena pode apresentar chiado como manifestação da asma, porém nesta idade, é difícil estabelecer o diagnóstico correto, pois a asma se confunde com outras doenças respiratórias, como por exemplo, as infecções causadas por vírus. Um bebê que chia não necessariamente desenvolverá asma, mas, a persistência do chiado pode indicar que tem asma relacionada à alergia.

A asma que se manifesta na infância pode persistir por toda a vida, variando em suas manifestações que podem então, na vida adulta, ser mais leves do que na infância ou podem, com o passar do tempo tornar-se mais intensas. A asma ainda pode manifestar-se apenas na vida adulta, porém, não se conhecem quais fatores determinam sua evolução.

Os sintomas da asma na criança, assim como no adulto, são recorrentes, ou seja, não estão presentes o tempo todo. Há períodos em que o paciente apresenta falta de ar, chiado no peito, secreção e um pouco de tosse. Estes sintomas aparecem em diferentes circunstâncias e intensidades e em geral, estão relacionados com mudanças de temperatura, contatos com substâncias irritantes, alérgenos, poeira, ou são desencadeados por exercícios físicos ou estresse.

É importante lembrar que nem todas as pessoas que apresentam alguns dos sintomas têm asma e que eles podem variar de pessoa para pessoa, por isso, é indispensável procurar um médico quando houver suspeita, para um diagnóstico exato.

Os principais sinais de alerta são:

Tosse seca persistente - principalmente à noite.
Sibilância (chiado no peito).
Respiração mais rápida do que o normal.
Faltade ar.
Cansaço físico.
Sensação de aperto ou dor no peito.

A crise de asma pode ser leve e passar espontaneamente ou pode piorar progressivamente. No primeiro momento, os sintomas podem até passar despercebidos, pois muitas vezes a pessoa apresenta apenas a tosse seca e chiado no peito, muito comuns em gripes e resfriados.

Conforme a crise se torna mais forte é inevitável perceber que a pessoa está com problemas, pois a tosse se torna cada vez mais intensa, a sibilância mais constante e a pessoa sente muito cansaço o que acaba interferindo até em suas atividades diárias.

Durante uma crise grave, o desconforto respiratório é intenso, a respiração é difícil e ofegante com movimento das narinas, uso da musculatura do pescoço e do peito para respirar.

Surgem suores, temperatura baixa, cansaço intenso, falta de ar, dificuldade para falar, caminhar ou alimentar-se. Especialmente em crianças, os lábios e unhas ficam roxos ou azulados.

A medida do Pico de Fluxo Expiratório (PFE) fica abaixo de 50% do valor normal da pessoa. Quando a crise chega a esse ponto está mais do que na hora de procurar um pronto-socorro.

Apesar de ser uma doença crônica que deve receber cuidados sérios, é importante lembrar que quem tem asma não deve deixar de fazer suas atividades preferidas, pois com o controle rigoroso, por meio de um tratamento adequado, as crises tornam-se cada vez menos freqüentes e a qualidade de vida completamente normal.

Tenho Asma

O conhecimento da doença é o caminho para o sucesso no controle e na terapia.

Assim, é importante reconhecer seus sintomas, como se apresentam e como evoluem, quais situações desencadeiam as crises de asma e como evitá-las, quais são as repercussões da asma sobre a função pulmonar e como monitorar esta função e finalmente, os medicamentos mais adequados para manter a asma sob controle.

Quando se suspeita de asma, uma das primeiras investigações que se deve fazer é referente ao histórico familiar, pois cerca de um terço de todos os asmáticos possui um parente (pais, avós, irmãos ou filhos) com asma ou com outra doença alérgica.

Os sintomas da asma variam de pessoa para pessoa e também durante a vida. Deve-se prestar atenção nas dificuldades para respirar que podem se manifestar como cansaço excessivo no dia-a-dia, sensação de aperto no peito e falta de ar, seguidos de chiado e tosse, falta de fôlego para atividades simples como subir uma escada ou uma corrida rápida ao atravessar a rua. Em idosos, esses sintomas podem ser confundidos com problemas cardíacos.

O reconhecimento das situações que desencadeiam a asma são muito importantes, pois se evitadas, pode-se ficar livres das exacerbações da doença.

O importante é que o paciente passe ao médico todas as informações sobre a sua rotina e sintomas. No caso das crianças, uma dica para os pais é observar se os filhos sentem-se inibidos para as atividades físicas e o real motivo para tal inibição. Muitas crianças asmáticas preferem ficar de fora das brincadeiras que exijam muito esforço por sentirem cansaço e falta de ar, o que pode ser um indício de sintomas da doença.

Diagnóstico clínico

Depois de avaliar todas as características do paciente como histórico familiar, sintomas e rotina, o médico deverá realizar alguns exames que ajudam a confirmar o diagnóstico de asma.

Espirometria

Também conhecida como prova de função pulmonar - ou exame do "assopro" -, esse exame identifica e quantifica a obstrução ao fluxo de ar assim como a resposta ao tratamento. Pode ser realizado no próprio consultório ou em laboratórios, e é muito simples de ser feito.

Outros exames também podem ser solicitados como o raio-X do tórax e exames de sangue e de pele (para constatar se o paciente é alérgico).

Como tratar

O fator fundamental para diminuir a freqüência das crises e manter a asma sob controle é a conscientização do paciente, da família e pessoas próximas ao asmático, ou seja, todos precisam estar capacitados a lidar com a doença

As crises graves de asma podem levar à morte e pesquisas recentes demonstraram que a maioria dos casos fatais ocorreu no caminho para a emergência. Isto poderia ser evitado se houvesse maior conhecimento do paciente, familiares sobre a gravidade dos sintomas e a busca precoce do atendimento emergencial.

Todo paciente com asma deve ter em mãos um "plano de ação", elaborado pelo médico com um passo a passo sobre o que fazer durante uma crise, além do controle dos sintomas.

Os objetivos do tratamento da asma são:

Controlar sintomas
Permitir atividades normais - trabalho, escola e lazer
Evitar crises, idas à emergência e hospitalizações
Reduzir a necessidade do uso de broncodilatador para alívio
Manter a função pulmonar normal ou a melhor possível
Minimizar efeitos adversos da medicação
Prevenir a morte.

O maior impedimento para que se atinjam objetivos é a falta de adesão ao tratamento recomendado pelo médico, o que muitas vezes é gerado pelo medo de uso de medicações. Mitos como os de que a medicação vicia, a "bombinha" mata e os corticóides engordam, acabam por reduzir o uso das medicações recomendas e afastar os pacientes do controle da asma. (Sociedade Brasileira de Asmáticos)

USO DE MEDICAMENTOS

Todo paciente bem orientado e corretamente medicado deve dispor de dois tipos de medicamento: um para ser usado nos momento da crise (medicamento de alívio), e outro para evitá-la (medicamento de manutenção). O tratamento ideal deve ser estabelecido pelo médico.

Uma vez que a asma é uma inflamação, os medicamentos recomendados para o tratamento de manutenção são os antiinflamatórios. Dentre estes, os corticóides inalatórios são o tratamento de escolha para o tratamento da asma. O uso regular dos corticóides inalatórios diminui em longo prazo, a inflamação dos brônquios, o que leva a uma melhora geral da doença, com crises menos freqüentes e de menor intensidade e que podem ser resolvidas mais facilmente com o broncodilatador.

Medicamentos de alívio

Atualmente estão disponíveis nas farmácias vários medicamentos de alívio dos sintomas da asma, medicamentos chamados broncodilatadores.

Os broncodilatadores dilatam as vias aéreas que estão contraídas na crise asmática, permitindo assim, a melhor passagem do ar.

Os broncodilatadores mais utilizados estão disponíveis em sprays, popularmente conhecidos como bombinhas. Outros medicamentos, como, por exemplo, os corticóides inalatórios, também são dispensados em sprays; portanto, dizer que usamos uma bombinha para o controle da asma é a mesma coisa que dizer que tomamos um comprimido para controlar a pressão; ou seja, com esta simples explicação não é possível identificar qual tratamento está sendo realizado.

Ao contrário do que se pensa, as medicações liberadas em spray são bastante seguras. Ao inalar uma dose, o medicamento é liberado diretamente nos pulmões e seu efeito muito mais rápido. Por estarem rapidamente disponíveis nos locais de ação (os pulmões), são necessárias doses menores de medicamentos inalatórios em relação às doses que seriam necessárias caso o medicamento fosse administrado em comprimidos ou xaropes.

O uso de medicação broncodilatadora é destinado somente para o alívio dos sintomas da asma. Assim, toda vez em que houver necessidade de sua utilização em intervalos menores do que 4 horas é sinal de que a crise de asma é intensa, sendo então recomendado procurar assistência médica.

A medicação de alívio não pode ser o único medicamento para a asma. O paciente deve sim usar todos os dias a medicação de controle, determinada pelo médico, evitando assim a necessidade de uso de medicamento de alívio.

Medicamentos de prevenção

Os corticóides inalatórios são antiinflamatórios recomendados para a prevenção e controle da asma.

Seu uso diário traz os seguintes benefícios:

Redução dos sintomas diurnos e noturnos
Redução das exacerbações
Redução do uso de medicação de resgate
Melhora da função pulmonar
Redução da inflamação
Redução das faltas à escola e ao trabalho por causa da asma
Redução das hospitalizações
Melhor qualidade de vida.

Dois fatores são muito importantes para que estes benefícios sejam alcançados: uso correto do dispositivo e uso diário regular dos corticóides inalatórios.

Os corticóides inalatórios podem estar disponíveis em aerossol - spray ou em dispositivos de inalação em pó. Ambos liberam a medicação rapidamente aos locais onde precisam agir, as vias aéreas. Existem ainda outros medicamentos antiinflamatórios para o uso contínuo, dispensados por comprimidos para uso oral.

Estes, porém não são tão eficazes quanto os corticóides inalatórios.

Os corticóides inalatórios não trazem alívio imediato dos sintomas, mas devem ser usados regularmente para que os sintomas não apareçam.

Tipo de inaladores

Existem vários tipos de inaladores no mercado que diferem na forma de liberação da medicação e em como são disparados.

São eles:

Nebulizadores
Aerossol dosimetrado spray ou "bombinha"
Inaladores de pó-seco.

Asma
Como usar o Inalador

A determinação do melhor dispositivo a ser utilizado deverá ser discutida com o médico; devem ser considerados o tipo de medicação, a facilidade de uso, a praticidade e o custo da medicação.

Ajudando seu médico a controlar a Asma

Use rotineiramente ou sempre que julgar necessário o medidor de pico do fluxo.
Faça registros de suas medidas de pico do fluxo, seus sintomas e a necessidade de medicação de alívio.
Se estiver apresentando sintomas, agende uma consulta para rever seu tratamento.
Durante a consulta, passe a seu médico todas as informações que considerar necessárias para que ele possa fazer uma avaliação segura do atual estado de sua asma.
Jamais omita a informação de que deixou de tomar a medicação ou exagerou no uso da "bombinha".

MANEJO DA ASMA

Medindo o Pico do Fluxo Expiratório

Todo paciente asmático deve ter em mãos um aparelho medidor do pico do fluxo expiratório (PFE). Esse aparelho é tão importante quanto um termômetro ou o aparelho de medir a pressão arterial, pois assim como a temperatura e a pressão, a asma pode ser mais bem controlada quando é medida.

O medidor do pico do fluxo avalia o fluxo de ar no momento da expiração. Seu médico pode informar qual o valor do PFE esperado para você, tendo por base sua idade, sexo e altura.

Quando a asma está sob controle, o fluxo de ar é normal ou muito próximo do valor esperado. Porém, mesmo antes da percepção dos sintomas de uma crise de asma, o pico do fluxo expiratório pode estar diminuído, evidenciando a obstrução das vias aéreas.

O sistema de semáforo foi estabelecido para ser um guia de ajuda para os pacientes no manejo da asma.

Assim que seu PFE for estabelecido, todos os esforços devem ser feitos para manter os valores no mínimo em torno de 80% deste valor.

Veja o que cada cor do "semáforo" indica:

Zona verde: PFE entre 80% e 100% do melhor PFE esperado: SIGA - Você deve estar relativamente livre de sintomas e pode manter os medicamentos em uso.
Zona amarela: PFE entre 50% e 80% do PFE esperado:
ATENÇÃO - A asma está piorando. Um aumento temporário na medicação para a asma é indicado. Se você usa medicação crônica, a terapia de manutenção irá provavelmente precisar ser aumentada. Entre em contato com seu médico para ajustar seu tratamento.
Zona vermelha: PFE abaixo de 50% do PFE esperado:
PERIGO - O controle da asma está falhando. Use seu broncodilatador inalatório. Se o PFE não retornar à zona amarela, entre em contato com seu médico imediatamente, ou inicie o tratamento orientado para os momentos de exacerbação da asma.

Este sistema de semáforo é apenas uma recomendação para simplificar o manejo da asma. O sucesso do controle da asma depende de uma parceria entre o paciente e o médico.

Evitando os Desencadeadores

As exacerbações da asma podem ser causadas por uma variedade de desencadeadores estando entre os mais comuns a poluição, os alérgenos presentes no ambiente, alimentos e medicamentos. As mudanças bruscas de temperatura, os exercícios e mesmo as emoções intensas podem desencadear os sintomas da asma.

Alguns destes desencadeadores podem ser evitados, como por exemplo, os alérgenos presentes na poeira doméstica. Manter o ambiente sempre limpo e ventilado, evitando o acúmulo de poeira e umidade em móveis, cortinas, carpetes, e ainda promover a lavagem regular de cobertores, roupas de cama e almofadas são boas dicas para deixar as crises de asma bem longe.

A Asma e seus mitos

Desfaça-se de preconceitos e deixe de lado as crenças populares, como as de que simpatias, chás e rezas podem curar a asma.

Obtenha o máximo possível de informações sobre a doença e lembre-se: a asma por enquanto é uma doença que não tem cura, mas pode ser tranqüilamente controlada.

O uso de corticóides inalatórios não engorda e é bastante seguro. Existem muito mais benefícios do que riscos com o uso diário dos corticóides inalatórios que promovem o controle da asma, a redução das crises e a melhor qualidade de vida.

Bombinhas não matam e não viciam. As bombinhas são apenas a forma como os medicamentos estão disponíveis. Dentro de uma bombinha podemos encontrar os corticóides, broncodilatadores ou a combinação deles. O que mata é a asma fora de controle.

Broncodilatadores não fazem mal à saúde. O que faz mal é a asma sem controle quando então se usa broncodilatador em excesso, podendo não acontecer a melhora esperada dos sintomas. Por isso, caso não ocorra o alívio esperado dos sintomas com os broncodilatadores, procure o atendimento de emergência.

Esforços físicos pioram a asma. A asma sem controle não permite os esforços, mas se bem controlada, não existe atividade física que não possa ser realizada.

Criança e Asma

A asma é uma doença freqüente na infância, sendo comum que a primeira crise surja antes dos 4 anos de idade. O diagnóstico é mais difícil por que as crianças não sabem expressar o que estão sentindo e os chiados nessa idade podem sinalizar várias doenças.

Em crianças pequenas, as vias respiratórias são estreitas e delicadas, estando mais sensíveis aos agressores do ambiente como alérgenos, vírus e bactérias. As doenças respiratórias, principalmente as causadas por vírus, são muito comuns na criança pequena sendo freqüentemente observada a presença de chiado no peito.

Quando se suspeita de asma, uma das primeiras investigações que se deve fazer é referente ao histórico familiar, pois cerca de um terço de todos os asmáticos possui um parente (pais, avós e irmãos) com asma ou com outra doença alérgica.

Nas crianças geneticamente predispostas o chiado pode persistir até mais tarde e então ficar mais evidente a presença de asma.

É importante informar ao pediatra a presença de:

Asma na família - pais, tios ou irmãos com asma
Chiadeira quando bebê ou quadros mais intensos de bronquite
Alergias na pele
Coriza (catarro esbranquiçado) mesmo não estando resfriado.

Crianças asmáticas comumente apresentam outras doenças alérgicas como rinite e eczemas. Nas crianças pequenas, a rinite prolongada pode fazer com que a criança respire com a boca aberta, causando redução do apetite, agitação e roncos durante o sono.

Dicas aos pais

Estejam atentos, pois "nem tudo que chia é asma".
Coloquem em prática o plano de tratamento da criança e informem aos professores, ou seja, pais e professores devem saber quais atitudes tomar no momento de uma crise. O mesmo vale para viagens ou quando a criança for passar um período fora de casa.
Confiem na medicação prescrita e sigam sempre a orientação médica.

Aprendam a reconhecer o grau de intensidade das crises

Asma leve: criança tosse, chia, mas brinca, se alimenta e dorme bem.
Asma moderada:
a tosse e o chiado atrapalham as brincadeiras e a criança acorda à noite.
Asma grave:
criança não brinca, não consegue dormir e sente muita falta de ar.

E lembrem-se: A criança asmática pode ter uma vida completamente normal.

Gravidez e Asma

O controle da asma durante a gestação, especialmente durante os três primeiros meses, é importante para uma gravidez tranqüila. O médico deve ser avisado da doença, e a manutenção não deve ser interrompida, pois apenas assim se podem evitar as crises.

O médico também sabe quais são os medicamentos e doses mais seguros para a prevenção e controle das crises da gestante asmática. A maioria dos medicamentos usados para o tratamento da asma pode ser utilizada durante a gravidez sem problemas, mesmo o corticóide, pois não prejudicam a formação do bebê.O risco da doença sem controle é muito maior do que os efeitos indesejáveis dos medicamentos.

Alguns mitos com relação à doença durante a gravidez devem ser esclarecidos:

Asma não ameaça a gravidez. Muitas mulheres asmáticas atravessaram a gestação tranquilamente.
O desenvolvimento das crises pode variar de uma mulher para outra. Por isso, a gravidez não precisa ser evitada, é preciso sim ter um bom acompanhamento médico e obedecer ao tratamento preventivo, que vai proporcionar o bom desenvolvimento da gestação e do bebê.

A sensação de falta de ar na gestante asmática pode ocorrer em função de fatores como:

Alterações hormonais, obstrução (entupimento) do nariz, aumento do volume abdominal pelo útero grávido, empurrando o diafragma para cima e comprimindo o tórax, diminuindo a expansão dos pulmões
Refluxo gastro-esofágico (o conteúdo do estômago passa para o esôfago, dando a sensação de azia)
Compressão do estômago pelo útero, que pode provocar broncoespasmo (asma)
Estresse da gravidez (medo, insegurança, ansiedade) que podem piorar a asma e dar a sensação de falta de ar.

Fonte: www.asmasobcontrole.com.br

Asma

O QUE É ?

A asma (também conhecida como "bronquite", "bronquite asmática" ou "bronquite alérgica") é uma doença crônica que atinge as vias respiratórias tornando-as hipersensíveis e hiperirritáveis.

É muito freqüente (ocorre em cerca de 10% da população brasileira) e pode afetar tanto crianças, quanto adultos, mas é mais freqüente nas crianças.

A palavra asma vem do grego "asthma", que significa "sufocante", "arquejante". Esse termo é utilizado desde os primeiros escritos da medicina.

Mais do que uma simples doença, a asma é uma reação das vias aéreas à lesão causada por diversos agentes. A mucosa respiratória, uma vez agredida por um agente (poluição,cigarro,alérgenos,etc.) envia um sinal para a medula óssea para que esta produza células especiais de defesa. A medula interpreta este sinal como se o aparelho respiratório estivesse sendo invadido por parasitas e manda células especiais que provocarão um processo inflamatório nas vias aéreas (brônquios).

Esse processo inflamatório é o responsável pelos sintomas de asma (tosse, falta de ar, cansaço, sensação de "aperto" e "chiados" no peito). Ele ocasiona edema (inchaço) da parede interna dos brônquios e diminuição da luz (orifício) dificultando a passagem do ar. Os músculos que circundam os brônquios ficam hipersensíveis contraindo-se a qualquer estímulo. A contração destes músculos (broncoespasmo) pode acentuar ainda mais a obstrução dos brônquios.

O conhecimento da doença e sobre a doença é caminho para o sucesso no controle e na terapia.

Cada pessoa apresenta a "sua" asma, ou seja, os sintomas e as crises variam de pessoa para pessoa, podendo inclusive variar num mesmo indivíduo em diferentes momentos e fases de sua vida.

ASMA EM SITUAÇÕES ESPECIAIS

Bebês e crianças

"Bebês chiadores" é a classificação dada freqüentemente a bebês e crianças com manifestações de asma.

A pequena dimensão das vias aéreas predispõe à obstrução principalmente após uma infecção respiratória.

As crianças são mais susceptíveis também a desenvolver episódios de chiado não associados a resfriados. Os dois fatores de risco mais comuns nesses casos são as mães que sofrem de asma e as mães fumantes.

As complicações agudas podem ser problemáticas em bebês e crianças, pois é sempre difícil determinar a gravidade da obstrução das vias aéreas.

Bebês e crianças com obstruções importantes das vias aéreas podem apresentar chiados curto e fraco, alimentar-se dificilmente e ser menos ativas. Em casos mais graves apresentam pouco chiado, sonolência e batimentos lentos do coração. Nesses casos necessitam de socorro imediato.

É importante lembrar que sintomas respiratórios crônicos na infância podem ser causadas por outras doenças.

O controle da asma na infância é a forma mais correta de prevenir o desenvolvimento de um quadro asmático mais sério e prevenir também alterações irreversíveis nas vias aéreas.

Bebês com problemas pulmonares e dificuldades no crescimento devem ser monitorados cuidadosamente.

A ADEQUAÇÃO E INADEQUAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E ESPORTIVA PARA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

São inúmeras as preocupações que envolvem a participação da criança e do adolescente nas atividades físicas e esportivas, mas a competição no esporte é a que mais tem chamado a atenção de pais, professores, médicos e pesquisadores.

Alguns apontam que a disciplina e cooperação exigidas na competição contribuem para a formação de uma personalidade sólida de crianças em desenvolvimento.

Outros acreditam que a competitividade adquirida no esporte é transferida para a competitividade na vida e que assim "prepara" melhor para enfrentar a vida.

Há ainda aqueles que consideram o treinamento para a competição um fator importante para o desenvolvimento por proporcionar melhor condição física e assim contribuir para uma vida saudável.

Por outro lado inúmeros pais, professores, médicos e pesquisadores da área acreditam que o envolvimento precoce e sem restrições da criança em competições no esporte pode trazer riscos a saúde além de provocar efeitos psicológicos negativos ao desenvolvimento harmônico da personalidade.

É sem dúvida um assunto muito controverso. Os conhecimentos científicos acumulados ainda não permitem tomadas claras de posição. Assim as discussões à respeito devem ter uma base de argumentos com evidências em estudos já realizados.

É importante ressaltar que as crianças necessitam de oportunidades, motivação e orientação em uma grande variedade de atividades físicas diárias e assim desenvolver suas capacidades de movimento.

Não se deve ver o esporte somente pela perspectiva da competição. Eventuais restrições à participação em competições no esporte não devem ser interpretadas como restrições à prática de atividades físicas, isso é inadequado.

Também devemos lembrar que as atividades físicas são essenciais para o desenvolvimento da criança e que os movimentos são de grande importância biológica ao organismo, mas que a importância das atividades físicas não se restringe ao as aspectos biológico. Mover-se é também expressão e sentimentos que podem ser manifestados através de movimentos.

Para analisar se a criança está ou não "pronta" dois conceitos devem ser considerados "prontidão" e período ótimo de aprendizagem.

Prontidão está relacionada com a noção de maturação e desenvolvimento. Sendo a maturação definida como mudanças físicas e comportamentais que ocorrem como resultado de um processo inato de crescimento. É portanto uma função dos mecanismos intrínsecos do organismo que guiam o curso de desenvolvimento.

Esses mecanismos são sensíveis a inúmeras forças ambientais (dieta, doenças e uso) que influenciam a velocidade do processo.

Embora a maturação seja uma força dominante nas fases iniciais do desenvolvimento, a aprendizagem se torna cada vez mais importante à medida que a criança interage com o meio ambiente. Assim não se trata de determinar o que é mais importante, maturação ou aprendizagem, mas sim a interação entre estes dois processos e suas mudanças no decorrer do desenvolvimento.

As demandas do esporte são complexas e envolvem componentes físicos, motores, cognitivas psicológicas e sociais. Portanto, a "prontidão" para participar está relacionada com a associação entre o estágio de desenvolvimento e estas demandas. Quando o estágio de desenvolvimento é incompatível com as demandas temos as conseqüências indesejáveis.

Período ótimo de aprendizagem está baseado na noção de períodos do desenvolvimento ótimos para influenciar o comportamento e promover a aprendizagem.

Pressupõe que as capacidades necessárias para aprender a habilidade estão presentes na criança, ou seja, a prontidão. Antes desse período esforços resultam em pouca aprendizagem.

Importante lembrar que não existe um único período ótimo para todas as aprendizagens. Para cada padrão de comportamento existe um período adequado.

Várias "prontidões" devem ser consideradas, como a psicológica e social, a cognitiva e moral, a motora e a prontidão física e fisiológica, que abordaremos a seguir e mais extensamente.

DA TEÓRIA A PRÁTICA

A asma é uma das doenças crônicas mais incidentes na infância. É causa importante de absenteísmo escolar e de limitações para esportes e outras atividades.

Entre os adultos representam importante problema, pois freqüentemente seu controle é difícil e pode estar associada a outras condições de saúde, o que torna mais grave a situação clínica global do paciente. Nos últimos anos, houve enorme progresso não só pelo melhor entendimento dos mecanismos da asma como também pelo surgimento de novos recursos terapêuticos, principalmente nos grupos dos broncodilatadores e dos antiinflamatórios. No entanto, apesar desses progressos, não se observou impacto proporcional na mortalidade e na morbidez da doença.

No segmento escolar, o professor de educação física encontra crianças e adolescentes que apresentam insuficiência respiratória aguda e que é agravada por uma série de fatores.

Conceito

Do ponto de vista clínico representa uma obstrução difusa de vias aéreas que é reversível espontaneamente ou com tratamento. Fisiologicamente é uma obstrução de vias aéreas associada à hiperinsuflação e farmacologicamente é uma reatividade exagerada das vias aéreas a estímulos específicos e inespecíficos (HOLGATE,1990).

Pela definição da AMERICAN THORACIC SOCIETY (1962), a asma é uma doença caracterizada pelo aumento da responsividade da traquéia e brônquios a vários estímulos, que se manifesta por estreitamento difuso das vias aéreas variando de severidade espontaneamente ou como resultado de terapia. E pela organização mundial de saúde asma é o estreitamento generalizado das vias brônquicas, cuja intensidade pode variar em curto espaço de tempo, seja espontaneamente, seja por efeito de tratamento e que não é causada por enfermidade cardiovascular.

Etiopatologia

Trata-se de doença de natureza complexa. Sua etiologia é multifatorial e caracterizada pela diversidade de seus sintomas, sendo as manifestações mais comuns em crianças, os problemas respiratórios recorrentes. Pode determinar um comprometimento funcional de repetição irregular que manifesta através de uma hiperreatividade das vias aéreas a diferentes estímulos, levando a crises de broncoespasmo (TEIXEIRA,1990). Na patogenia da asma aceita-se que o brônquio do asmático apresenta uma sensibilidade diferente da população em geral que o leva a reagir diante de determinados estímulos.

As alterações funcionais características da asma são, de um modo geral, devidas a espasmo da musculatura lisa dos brônquios, edema da mucosa e hipersecreção brônquica, provocando aumento da resistência das vias aéreas, distribuição irregular do ar inspirado, distúrbios na relação ventilação-perfusão e maior consumo energético durante o trabalho respiratório (TEIXEIRA,1990).

As crises asmáticas podem ter a duração de horas/dias e períodos sem sintomas de dias/meses. A dispnéia é predominantemente expiratória e decorrente dos fatores acima apontados. Desses fatores, o broncoespasmo e a inflamação das vias aéreas parecem ser os mais importantes, embora não esteja ainda claramente definida a relação entre esta e a reatividade inespecífica das vias aéreas.

Fisiopatologia

Asma é o exemplo de doença das vias aéreas onde o parênquima pulmonar se apresenta normal. Sua marca fisiológica é a obstrução das vias aéreas com os sintomas característicos do impedimento à movimentação de ar para dentro e para fora dos pulmões. Outra característica é a rápida flutuação no grau de obstrução das vias aéreas (RATTO et all., 1981). Na asma são diversos os locais e mecanismos envolvidos na obstrução e é caracterizada por uma grande variabilidade entre diferentes pessoas, como na mesma pessoa em diferentes ocasiões.

O desenvolvimento da asma na infância geralmente apresenta uma considerável variação (REES, 1987). Se por um lado há indivíduos em que os fatores que a provocam são identificáveis, em outros está associada a características de atopia como rinite e eczema.

Atopia e asma são geralmente manifestações familiares onde nem todos os indivíduos atópicos desenvolvem asma, assim como nem todos os asmáticos são atópicos, indicando que a herança dessas características é transmitida independentemente (TEIXEIRA,1990). A probabilidade de desenvolver asma aumenta se ocorrerem as duas predisposições genéticas simultaneamente.

Incidência

A incidência da asma difere de país para país devido às variações geográficas e demográficas. Geralmente é mais freqüente na criança que no adulto. O início da doença se dá, na maioria dos casos, antes dos cinco anos de idade, sendo que um terço dos casos antes dos dois anos de idade.

Essa incidência permanece mais ou menos constante após a idade de dez anos. Um segundo aumento na freqüência, com início na adolescência, ainda não confirmado (RATTO et all., 1981).

Com relação ao sexo, a incidência maior é entre os meninos, sendo os mais afetados na relação 2:1 a 3:2. Os meninos além de apresentarem uma maior freqüência, são os que apresentam maior gravidade da doença. Na adolescência, as meninas são mais acometidas.

Mecanismo da reação alérgica

É uma reação imunológica mediada pelo anticorpo IgE que está ligado ao mastócito. É um mediador primário, existem mediadores secundários na patogênese da asma.

Alguns aspectos são muito importantes nesse mecanismo:

a) nos asmáticos a IgE está aumentada.
b)
80% dos mastócitos do tecido pulmonar estão concentrados nas vias aéreas.
c)
os mastócitos têm alta afinidade pela IgE; e
d)
pequenas quantidades de antígeno são suficientes para causar a reação.

Portanto, são inúmeras as ligações anticorpos x mastócitos, que estão concentrados nas vias aéreas. Em conseqüência, quando ocorre o contato com os alérgenos, a reação antígeno x anticorpo é exagerada e libera substâncias ativas. São essas as substâncias provocadoras de broncoespasmo.

Principais alterações e conseqüências

Nas crises de asma o estreitamento das vias aéreas, de pequeno e grande calibre provoca alterações na relação ventilação/perfusão, devido à ventilação não uniforme. A hipoxemia que ocorre devido a esse fato aumenta o estímulo respiratório, que é uma tentativa de aumentar a ventilação, e isso envolve maior gasto energético.

O consumo de oxigênio necessário para ventilação pulmonar é menor que 5% do consumo total de oxigênio do organismo, mas nas crises o aumento do trabalho respiratório aumenta a porcentagem despendida (25% ou mais). Quando isso ocorre, o aumento da ventilação se torna insustentável, sobrevindo a acidose respiratória. Em crises prolongadas causa fadiga da musculatura envolvida na respiração e pode levar à falência respiratória.

A principal ocorrência da crise de asma é a obstrução generalizada das vias aéreas, sendo que quatro eventos contribuem para essa obstrução:

a) broncoespasmo (aumento do tônus da musculatura lisa do brônquio);
b)
hipersecreção (receptores estimulados aumentam a secreção de muco para a luz dos brônquios);
c)
edema da mucosa respiratória (mediadores inflamatórios aumentam a permeabilidade vascular);

d) inflamação (mastócitos liberam fatores quimiotáticos que atraem o infiltrado inflamatório celular com eosinófilos e neutrófilos).

Como conseqüência, ocorrem também a descamação epitelial (ruptura e subsequente eliminação do epitéllio respiratório) e o espessamento da membrana basal (multiplicação das células epiteliais para repor a membrana que resulta em espessamento).
Esses eventos provocam uma seqüência de alterações.

Asma: fatores genéticos e desencadeantes

Fatores genéticos

A predisposição para a asma é herdada mas a evolução dessa herança não é clara como em outras doenças.

A importância dos fatores genéticos pode ser demonstrada usando-se como exemplo a ilha de Tristão da Cunha, que poderia ser chamada de ilha da asma, devido à freqüência de ocorrência da doença. A explicação está nos 15 colonizadores originais, entre os quais haviam três mulheres asmáticas.
Embora o fator familiar seja reconhecido na asma, o desenvolvimento da mesma depende da interação de fatores ambientais e predisposição genética (REES,1987).

Fatores desencadeantes da crise de asma

a) alergia a:

Inalantes
Alimentos
Remédios

b) irritantes como:

Poluição do ar
Variações bruscas de temperatura e umidade

c) infecções respiratórias

d) fatores emocionais

e) exercícios físicos

Classificação da asma: (Global Initiative for Asthma, 1995)

Asma Intermitente:

Sintomas intermitentes (menos de uma vez por semana)
Crises de curta duração
Sintomas noturnos esporádicos
Ausência de sintomas nos períodos críticos
Provas de função pulmonar normal no período intercrítico:
pico de fluxo expiratório (PFE) e VEF1 > que 80% do esperado

Asma Persistente Leve:

Presença de sintomas pelo menos uma vez por semana
As crises afetam o sono e as atividades diárias
Presença de sintomas noturnos pelo menos duas vezes por mês
Provas de função pulmonar normal:
pico de fluxo expiratório (PFE) e VEF1 > que 80% do esperado
Variabilidade do PF= 20 a 30%

Asma Persistente Moderada:

Sintomas diários
As crises afetam o sono e as atividades diárias
Presença de sintomas noturnos pelo menos uma vez por semana
Uso diário de broncodilatador
Provas de função pulmonar:
pico de fluxo expiratório(PFE) ou VEF¹ >60% e < 80% do esperado
Variabilidade do PF > 30%

Asma Persistente Grave:

Sintomas contínuos
Crises freqüentes
Limitação das atividades físicas
Provas de função pulmonar:
pico de fluxo expiratório(PFE) ou VEF¹ <60% do esperado
Variabilidade do PF > 30%

Alterações Torácicas

A mecânica de funcionamento do tórax (mecânica respiratória) é importante e as alterações respiratórias, podem modificá-la. Por sua vez, as alterações respiratórias, segundo sua origem, podem ser causadas pelas alterações nessa mecânica e, dependendo da gravidade, podem significar uma diminuição nas possibilidades respiratórias.

A maioria das deformidades torácicas, quando não são congênitas, está relacionada às alterações respiratórias e/ou posturais.

Os estados orgânicos deficientes geralmente estão acompanhados de uma insuficiência respiratória (LAPIERRE,1978). Essa insuficiência por sua vez predispõe o organismo a doenças e deformidades.

Assim, as alterações respiratórias podem refletir diretamente na forma do tórax. Podem provocar deformidades em decorrência, por exemplo, da ausência de ar em determinadas áreas pulmonares causada por obstrução das vias aéreas o que leva à retração das costelas.

Devido à sua forma e elasticidade, necessária para a sua função, o tórax é facilmente deformável. Isso explica porque as deformidades torácicas são menos freqüentes nos adultos que nas crianças , o que parece indicar uma regressão natural no transcurso do desenvolvimento (LAPIERRE, 1978).

As doenças pulmonares obstrutivas provocam a hiperinsuflação pulmonar, aguda nas crises, mas que pode tornar-se crônica. A repetitividade das crises com retenção de volume residual vai dando ao tórax a característica do padrão respiratório assumido.

A atividade respiratória, além de vital, exerce uma ação modeladora sobre o tórax. Sua forma pode mudar devido a essa ação; uma ventilação eficaz e uma caixa torácica bem desenvolvida são básicas para a saúde. Assim, deve haver uma preocupação com a respiração, desenvolvimento e funcionamento da caixa torácica.

O resultado de um plano de exercícios para as deformidades torácicas será tanto melhor quanto mais elástico for o tórax, ou seja, quanto mais jovem for, e as modificações obtidas são mais funcionais que morfológicas.

Alterações Posturais

As alterações da coluna vertebral são freqüentes e, no caso das insuficiências respiratórias, geralmente vêm associadas as alterações torácicas.

Na asma a combinação de alterações tóraco-vertebrais é comum e muitas vezes difícil de precisar se foi a torácica que causou a postural ou vice-versa.

As deficiências do tronco também são causas de alterações na mecânica respiratória. Essas alterações, segundo sua origem, podem modificar a mecânica respiratória e/ou funcionamento fisiológico do pulmão.

A ventilação pulmonar depende da elasticidade pulmonar e amplitude dos movimentos torácicos. O aumento do volume da caixa torácica deve-se em grande parte ao movimento do diafragma que promove expansão do tórax em todos os sentidos.

Essa expansibilidade é proporcional à amplitude do movimento de elevação das costelas e essa amplitude por sua vez depende da posição da coluna vertebral. A melhor expansão se obtém quando a costela atinge o mesmo plano da vértebra na qual está articulada, o que não acontece nas alterações posturais como escoliose e cifose (TEIXEIRA, 1991). Assim, a mecânica de funcionamento do tórax é importante por depender em grande parte desse ato mecânico.

Nesse sentido devem der orientadas as atividades físicas visando prevenir ou evitar o agravamento dos desvios posturais objetivando uma adequada mecânica respiratória.

Atividades motoras na asma

A melhora da condição física do asmático permite-lhe suportar com mais tranqüilidade os agravos da saúde, pois aumenta sua resistência fornecendo-lhe reservas para enfrentar as crises obstrutivas. A participação regular em programas de atividades físicas, pode aumentar a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho, com menor desconforto e redução de broncoespasmo.

A orientação adequada trás ainda uma série de benefícios, entre eles melhora da mecânica respiratória, prevenção e correção alterações posturais, melhora da condição física geral e prevenção de outras complicações pulmonares. Para isso são necessárias orientações quanto ao tipo e intensidade das atividades físicas para se evitar o broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE).

O BIE é um fenômeno que atinge a maioria dos asmáticos e é um fator limitante nas atividades físicas e sociais. O BIE tende a aparecer após um esforço em torno de 70 à 80% do VO² máx com duração em média maior que seis minutos. As atividades aeróbias devem ser intervaladas e trabalhadas em limites inferiores a 80% do VO² máx. A administração de broncodilatador aerossol, 15 minutos antes do início da atividade é aconselhada.

Se durante a aula um aluno asmático entrar em BIE, algumas atitudes podem ajudar a tranqüilizar o quadro:

a) diminuir o ritmo da atividade do aluno.
b)
estimular a respiração diafragmática com freno labial (inspiração nasal com expiração oral, e lábios semicerrados).
c)
manter a criança sentada e reclinada para frente ou recostada para trás.
d) utilizar a medicação broncodilatadora.
e)
se necessário, utilizar a respiração auxiliada (técnica de auxílio na expiração com o objetivo de mantê-la ventilada). Não substitui a administração do broncodilatador ou socorro médico.

A escala de desconforto respiratório, também auxilia o professor durante a aula, facilitando na percepção de "falta de ar" do aluno durante e após uma atividade.

Através da escala, é possível identificar o nível de desconforto respiratório:

As atividades físicas adaptadas por si só, não constituem no tratamento da asma. Não dispensa a medicação, os cuidados com o ambiente e a orientação psicoterápica, pelo contrário, uma criança cuja a doença está mal controlada não é capaz de acompanhar e se beneficiar de um programa de exercícios físicos.
A melhora na condição física do asmático é conseqüência do aumento da sua resistência cárdio-respiratória, o que lhe permite suportar melhor os agravos da saúde, ou seja, fornece-lhe reservas para enfrentar as crises obstrutivas.
A participação regular em programas de atividades físicas, pode aumentar a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho com menor desconforto e broncoespasmo. Aumento de apetite, melhora do sono, diminuição do uso de drogas e sensação de bem estar também são fatores associados à melhora da condição física.
Os estudos concordam que a atividade física pode melhorar a qualidade de vida do asmático. Se por uma lado as atividades físicas são benéficas e tem sido recomendadas, por outro lado podem ser provocadoras de broncoespasmo induzido pelo exercício(BIE). As pesquisas indicam que os exercícios físicos são provocadores de BIE em 80 a 90% dos asmáticos. Há de se compreender que nem todas as atividades físicas provocam esse tipo de reação.
O exato mecanismo responsável pelo BIE é incerto, sendo que o resfriamento e ressecamento das vias aéreas na atividade física parecem ser os maiores responsáveis. Determinadas atividades motoras podem ser mais ou menos provocadoras de crises. Para tanto, deve-se observar adaptações nas atividades. As variáveis tipo, intensidade e duração do esforço determinam o aparecimento e a gravidade da resposta obstrutiva.

Outros cuidados devem ser observados

a) inspiração nasal
b)
medida do "peak flow" no início da aula (valores inferiores a 20% do previsto para a criança sugerem cuidado ou ainda a necessidade de administrar o broncodilatador)
c)
explicar a importância e o objetivo de cada exercício desenvolvido em aula, e incentivar a realizar em casa para que se torne um hábito de vida.

Conclusões

1) Um programa regular de atividades físicas pode melhorar a mecânica respiratória, tornar mais eficaz a ventilação pulmonar e, portanto, aumentar sua tolerância ao exercício físico e capacidade de trabalho.
2)
A reeducação funcional respiratória, associada a um plano de exercícios, tem ação preventiva corretiva sobre as alterações torácicas e posturais.
3)
São necessárias orientações quanto ao tipo e intensidade das atividades físicas para se evitar o broncoespasmo induzido pelo exercício.

Broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE)

As atividades físicas são benéficas e têm sido recomendadas, mas podem ser provocadoras de broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE). As pesquisas indicam que os exercícios físicos são provocadores de BIE em 80 a 90% dos asmáticos e em 40% dos atópicos (não asmáticos). Outros estudos apontam a ocorrência de BIE em atletas sendo a prevalência de 10% a 14%.

Os sintomas como tosse, dispnéia, aperto torácico e chiado após exercícios, são característicos. Geralmente professores de educação física e técnicos esportivos confundem esses sintomas com baixa condição física. A resposta do asmático diante o exercício é diferente do não asmático. Há de se compreender que nem todas as atividades físicas provocam esse tipo de reação. Diferentes exercícios em diferentes intensidades provocam diferentes magnitudes de crises.

Os exercícios podem ser classificados em mais asmagênicos (mais provocadores de crises) como a corrida e menos asmagênicos como a natação por exemplo. O exato mecanismo responsável pelo BIE é incerto, sendo que o resfriamento e ressecamento das vias aéreas na atividade física parecem ser os maiores responsáveis.

Chama-se aqui a atenção para a importância da respiração nasal durante as atividades físicas. O BIE é caracterizado por uma queda de 10% a 15% no fluxo expiratório máximo. Ocorre com a duração do exercício entre 6 e 8 minutos e intensidade de trabalho de aproximadamente dois terços do consumo máximo de oxigênio (freqüência cardíaca de 170 a 180/min para crianças).

A resposta ao exercício aparece alguns minutos após cessado o esforço e se reverte após aproximadamente 60 minutos. Na maioria dos indivíduos o BIE consiste em uma única crise de rápido início e recuperação. Alguns podem desenvolver uma reação tardia (4 a 10 horas após o exercício). Há medicamentos muito eficientes na prevenção do BIE, como os beta 2 agonistas (broncodilatadores), cromoglicato dissódico ou nedocromil, usados em aerossóis (sprays) 10 minutos antes das atividades físicas. Estes últimos com menos efeitos colaterais.

Inúmeros fatores podem agravar o BIE como gravidade da asma, presença de obstrução nasal, tipo e intensidade do exercício físico, poluição atmosférica, temperatura e umidade ambiente, assim como, associação a determinados produtos químicos (medicamentos, conservantes, corantes, etc.).

A obstrução nasal agrava e intensifica o BIE pela diminuição da capacidade de filtragem, pré-aquecimento e pré-umidificação do ar inalado. Embora existam inúmeras causas de obstrução de vias aéreas superiores, a mais comum e tratável é a rinite alérgica.

No tratamento do BIE medidas farmacológicas e não farmacológicas são recomendadas.

Na alternativa farmacológica o tratamento de escolha tem sido os beta 2 agonistas, o cromoglicato e o nedocromil, que embora estes últimos não sejam broncodilatadores mas inibem a liberação de mediadores químicos dos mastócitos, protegendo também da reação tardia ao exercício. A utilização de ambos é uma combinação eficaz.

As estratégias não farmacológicas, que poderíamos chamar de preventivas, incluem atividades físicas de aquecimento de 10 a 15 minutos (a 50% do VO2 máx previsto para a idade), não realizar atividades em ambientes agressivos (poluição, presença de alérgenos, umidade, temperatura), evitar atividades mais asmagênicas (corrida por exemplo) e restrição alimentar (tipo do alimento e tempo de ingestão antes do exercício).

BIE: Orientações e cuidados

Se durante a aula um aluno asmático entrar em BIE, algumas medidas podem ajudar :

a) diminuir o ritmo da atividade do aluno.
b)
estimular a respiração diafragmática com freno labial (inspiração nasal com expiração oral, e lábios semicerrados).
c)
manter a criança sentada e reclinada para frente ou recostada para trás.
d)
utilizar a medicação broncodilatadora.
e)
se necessário, utilizar a respiração auxiliada (técnica de auxílio na expiração com o objetivo de mantê-la ventilada).

Observação: Essas medidas não substituem a administração do broncodilatador ou socorro médico.

Conclusões e recomendações

1) As atividades físicas adaptadas por si só, não constituem no tratamento da asma. Não dispensa a medicação, os cuidados com o ambiente e a orientação psicoterápica, pelo contrário, uma criança cuja a doença está mal controlada não é capaz de acompanhar e se beneficiar de um programa de exercícios físicos.
2)
A melhora na condição física do asmático é conseqüência do aumento da sua resistência cárdio-respiratória, o que lhe permite suportar melhor os agravos da saúde, ou seja, fornece-lhe reservas para enfrentar as crises obstrutivas.
3)
A participação regular em programas de atividades físicas, pode aumentar a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho com menor desconforto e broncoespasmo.
4)
O aumento de apetite, melhora do sono, diminuição do uso de drogas e sensação de bem estar também são fatores associados à melhora da condição física.
5)
Para iniciar um programa de atividades físicas recomenda-se procurar compreender as funções orgânicas, principalmente aquelas diretamente envolvidas no esforço físico, de forma que o organismo trabalhe para e não contra o indivíduo.
6)
Lembrar que os asmáticos não podem ser considerados um grupo homogêneo na sua aptidão física inicial e nas suas reações fisiológicas ao exercício e que há uma variação importante em função das severidades da doença.

Prevenção e auxílio no tratamento da asma

A asma é uma doença cercada de mitos e preconceitos, a começar pelo nome que quase sempre é evitado, por estar popularmente associado a formas mais graves de doença. Estes mitos e preconceitos a respeito da asma e seu tratamento geralmente levam pais e pacientes à procura de tratamentos alternativos e milagrosos que prometem "cura".

Estudos recentes sugerem que a asma está se tornando cada vez mais freqüente, grave, problemática e que o número de crianças asmáticas dobrou nos últimos 20 anos. Hoje é considerada a principal causa de falta à escola e ao trabalho. Várias possibilidades têm sido aventadas para explicar esse aumento, entre elas a poluição do ar e o aumento de elementos alergênicos na atmosfera, em particular o ácaro, que encontrou um ambiente propício para sua proliferação(6).

Embora a taxa de mortalidade por asma ainda seja pequena, o risco de morte por uma crise asmática é inquestionável. Em alguns países parece ter havido um aumento no número de casos fatais e os estudos realizados em busca das causas apontaram falta de tratamento adequado e preventivo, chamando-se aqui a atenção para o fato de que os asmáticos muitas vezes são subavaliados quanto a gravidade de sua doença.

A subavaliação aliada ao tratamento inadequado tem conseqüências sérias. Outro aspecto importante é a morbidade, ou seja, os prejuízos que a doença acarreta ao asmáticos. Acometidos de crises freqüentes e com baixa resistência a atividades físicas, por exemplo, os asmáticos são submetidos a inúmeras restrições que o privam do pleno desenvolvimento de suas aptidões. Com isto levam o rótulo de "criança doente", sofrendo como conseqüência a rejeição dos colegas. Mas os avanços na área do conhecimento e controle da doença, alcançados nos últimos quinze anos, tornam possível dar a 95% dos asmáticos uma boa qualidade de vida(6).

Infelizmente, no nosso meio a asma é geralmente tratada apenas durante as exacerbações, com broncodilatadores, principalmente orais, devido ao temor aos aerosóis. Assim, os recursos relativos a terapêutica preventiva são pouco prescritos e a orientação aos programas educativos/preventivos de atividades físicas pouco indicados. Reconhecemos que os programas são poucos, baixa divulgação e que não estão ao alcance da maioria .

Estes fatos podem explicar, pelo menos em parte, porque a asma está se tornando cada vez mais grave.

Asma e atividades físicas

A associação da asma com alergia e atopia forneceu um modelo a partir do qual vários mecanismos fisiopatológicos têm sido demonstrados. Os processos fisiopatológicos subjacentes a essas reações têm permitido compreender melhor as complexas interações celulares dessa doença. Nesse sentido, a relação entre atividade física e asma também tem sido objeto de investigação em várias pesquisas (2,3,5).

A asma é uma doença de evolução crônica, que muitas vezes melhora na adolescência, mas isto nem sempre ocorre, e a pessoa pode continuar a ter sintomas até a idade adulta ou durante a vida toda. De qualquer forma, a asma se adequadamente tratada não impede que o indivíduo pratique atividades físicas. A pessoa asmática deve estar sob tratamento médico, pois a atividade física não é tratamento de asma. Para poder participar das aulas de educação física, treinos ou jogos deve-se estar com a doença bem controlada. Às vezes, mesmo que esteja bem (sem sintomas), uma atividade física intensa pode desencadear uma crise de broncoespasmo (broncoespasmo induzido pelo exercício ou BIE) 5 a 15 minutos após a realização da mesma.

O aparecimento de sintomas (tosse chiado e/ou falta de ar, sensação aperto no peito) levam o asmático a evitar as atividades físicas com receio de que possa ter uma crise de asma ou então interromper suas atividades quando do aparecimento dos sintomas. Estas situações acabam por criar um círculo vicioso de hipoatividade física e deteriorização do condicionamento físico geral. No caso de crianças as atividades físicas são essenciais, pois proporcionam experiências básicas de movimento, importantes no seu desenvolvimento. Além disso, é através das atividades físicas que as crianças relacionam-se entre si, seja no brincar ou no engajamento em atividades esportivas, prevenindo o isolamento psico-social e melhorando a auto-imagem e auto-confiança. Na adolescência, as atividades esportivas são mais intensas e competitivas e o adolescente asmático muitas vezes sente-se preterido, considerando-se erroneamente menos capaz ou inferior.

Este comportamento, acaba por levá-lo a evitar as atividades físicas e os treinamentos, tornando-o finalmente menos apto.

Portanto, as atividades físicas devem ser incentivadas, como fator de saúde para crianças e adolescentes asmáticos. É imprescindível que os profissionais da área (professores, técnicos ou médicos esportivos) saibam orientar e incentivar seus alunos/pacientes.

Broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE)

Se por um lado as atividades físicas são benéficas e têm sido recomendadas, por outro lado podem ser provocadoras de broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE). As pesquisas indicam que os exercícios físicos são provocadores de BIE em 80 a 90% dos asmáticos e em 40% dos atópicos (não asmáticos). Outros estudos apontam a ocorrência de BIE em atletas sendo a prevalência de 10% a 14%.

Os sintomas como tosse, dispnéia, aperto torácico e chiado após exercícios, são característicos. Geralmente professores de educação física e técnicos esportivos confundem esses sintomas com baixa condição física.

Nesse sentido, para uma adequada orientação, é fundamental um diagnóstico não só levantando a história quanto aos sintomas citados, mas também quanto a outros problemas clínicos associados, especialmente a rinite alérgica. Existem questionários, validados e de fácil aplicação, que são excelentes ferramentas para avaliação e detecção precoce do BIE (8).

A resposta do asmático diante o exercício é diferente do não asmático. Há de se compreender que nem todas as atividades físicas provocam esse tipo de reação.

Diferentes exercícios em diferentes intensidades provocam diferentes magnitudes de crises. Os exercícios podem ser classificados em mais asmagênicos (mais provocadores de crises) como a corrida e menos asmagênicos como a natação por exemplo. O exato mecanismo responsável pelo BIE é incerto, sendo que o resfriamento e ressecamento das vias aéreas na atividade física parecem ser os maiores responsáveis.

Chama-se aqui a atenção para a importância da respiração nasal durante as atividades físicas. O BIE é caracterizado por uma queda de 10% a 15% no fluxo expiratório máximo. Ocorre com a duração do exercício entre 6 e 8 minutos e intensidade de trabalho de aproximadamente dois terços do consumo máximo de oxigênio (freqüência cardíaca de 170 a 180/min para crianças) (7,8).

A resposta ao exercício aparece alguns minutos após cessado o esforço e se reverte após aproximadamente 60 minutos. Na maioria dos indivíduos o BIE consiste em uma única crise de rápido início e recuperação. Alguns podem desenvolver uma reação tardia (4 a 10 horas após o exercício). Há medicamentos muito eficientes na prevenção do BIE, como os beta 2 agonistas (broncodilatadores), cromoglicato dissódico ou nedocromil, usados em aerossóis (sprays) 10 minutos antes das atividades físicas. Estes últimos com menos efeitos colaterais (8,9).

Inúmeros fatores podem agravar o BIE como gravidade da asma, presença de obstrução nasal, tipo e intensidade do exercício físico, poluição atmosférica, temperatura e umidade ambiente, assim como, associação a determinados produtos químicos (medicamentos, conservantes, corantes, etc.).

A obstrução nasal agrava e intensifica o BIE pela diminuição da capacidade de filtragem, pré-aquecimento e pré-umidificação do ar inalado. Embora existam inúmeras causas de obstrução de vias aéreas superiores, a mais comum e tratável é a rinite alérgica.

No tratamento do BIE medidas farmacológicas e não farmacológicas são recomendadas.

Na alternativa farmacológica o tratamento de escolha tem sido os beta 2 agonistas, o cromoglicato e o nedocromil, que embora estes últimos não sejam broncodilatadores mas inibem a liberação de mediadores químicos dos mastócitos, protegendo também da reação tardia ao exercício. A utilização de ambos é uma combinação eficaz.

As estratégias não farmacológicas, que poderíamos chamar de preventivas, incluem atividades físicas de aquecimento de 10 a 15 minutos (a 50% do VO2 máx previsto para a idade), não realizar atividades em ambientes agressivos (poluição, presença de alérgenos, umidade, temperatura), evitar atividades mais asmagênicas (corrida por exemplo) e restrição alimentar (tipo do alimento e tempo de ingestão antes do exercício) (7,8,9).

Os estudos indicam que uma boa condição física, onde ocorrem melhoras cardio-respiratórias e maior eficácia na mecânica respiratória, traduzido por melhores fluxos expiratórios, melhor ventilação pulmonar e conseqüentemente diminuição do volume residual, minimiza os impactos do BIE dando maior tolerância ao exercício físico, aumentando a capacidade de trabalho com menor desconforto e broncoespasmo (6).

Canoagem e Asma

Para iniciar um programa de atividades físicas recomenda-se procurar compreender as funções orgânicas, principalmente aquelas diretamente envolvidas no esforço físico, de forma que o organismo trabalhe para e não contra o indivíduo. Lembrando que os asmáticos não podem ser considerados um grupo homogêneo na sua aptidão física inicial e nas suas reações fisiológicas ao exercício e que há uma variação importante em função das severidades da doença.

As atividades físicas podem ser mais ou menos provocadoras de broncoespasmo, sendo as variáveis tipo, intensidade e duração do esforço determinantes do aparecimento e da gravidade das manifestações.

Determinadas atividades são mais fortes provocadoras como a corrida e o ciclismo, porem não devem ser totalmente evitadas, e outras tem o menor potencial de desencadear crises como a canoagem e a natação, que devem ser enfatizadas. O equilíbrio e as combinações entre as atividades com suas intensidades e durações são fundamentais, pois o asmático " sub-treinado" não obtêm benefícios e o " super-treinamento" provoca efeitos danosos.

A Canoagem é uma excelente atividade física para os alunos/pacientes que sofrem de asma, seja como recreação e lazer ou como esporte competitivo. A principal razão para a excelência dessa atividade está na baixa asmagenicidade, ou seja, tem menor potencial de induzir o broncoespasmo através do exercício.

Os estudos nessa área apontam que os mecanismos deste efeito não estão totalmente esclarecidos, mas os trabalhos experimentais realizados indicam os efeitos benéficos da alta umidade do ar inspirado evitando assim um dos fortes provocadores do BIE, que é o ressecamento das vias aéreas durante atividades intensas.

Há uma película de evaporação constante garantindo essa umidade. Não se tem no caso da canoagem, o efeito prejudicial do reflexo do mergulho (estímulo parassimpático), encontrado na natação, que é um provocador de broncoespasmo. Outra vantagem é não haver a irritação das vias aéreas causada pelo cloro, seus derivados e outros elementos químicos usados no tratamento da água.

Portanto tem-se apenas o efeito benéfico da unidade do ar inspirado, sem os efeitos indesejáveis. Aponta-se ainda mais uma vantagem que é o fato de nas superfícies de evaporação dos espelhos d´água ser menor a concentração de partículas inalantes em suspensão, que são alérgenos potenciais e irritantes das vias aéreas.

Atividades físicas onde a maior concentração de trabalho é em membros superiores e executadas com ritmo, de movimentos e respiratório, são consideradas menos asmagênicas. Nesse sentido nos movimentos simétricos e ritimados das remadas reside talvez a principal vantagem da canoagem, pois são excelentes para promover eficiente movimentação dos arcos costais e articulações costo-vertebrais, proporcionando assim expansibilidade torácica e eficiência na mecânica respiratória.

A simetria e o ritmo dos movimentos colocam o trabalho respiratório também em ritmo regular.

A associação desses benefícios e vantagens fazem da canoagem uma prática de excelência para asmáticos e também para outros distúrbios da saúde que podem ser futuramente abordados.

Fonte: www.cdof.com.br

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