
Sob o ponto de vista da Botânica, o aspargo (Asparagus officinalis), da família das Liliáceas, é um talo de cerca de um metro de altura e tem tinia raiz lenhosa.
Os que se compram não são mais do que os rebentos recentes de um talo de numerosos rebentos, cujo desenvolvimento inicial exige uns três anos.
Tão antiga como o cultivo do aspargo é a observação
dos efeitos diuréticos dos renovos das raízes e daí o
seu significado terapêutico.
Este conhecimento tem-se mantido em todos os tempos, embora presentemente
desempenhe um papel na dieta que não está limitado às
doenças renais.
Como matérias ativas componentes, os aspargos apresentam a seguinte composição:
100 g de aspargos contêm:
| Água | 95,3 % |
| Proteínas | 1,6 % |
| Gorduras | 0,1 % |
| Hidrocarbonetos | 1,7 % |
| Calorias | 14,0 |
| Celulose | 0,63 % |
| Excesso de bases | 1,1 g |
| Vitamina C | 25,0 mg |
| Vitamina B1 | 0 ,025 mg |
De tudo isto se deduz uma grande insuficiência em calorias e sobretudo em proteínas, assim como em geral um escasso valor em todas as matérias plásticas.
Muito cozidos e sem lhes acrescentar molho de manteiga, os aspargos podem servir para o regime dos obesos.
Mas se forem preparados com adições de calorias, manteiga, ovos, nata ou farinha, farão parte da alimentação de anêmicos, convalescentes ou pessoas que necessitem de unia superalimentaçao.
0 escasso conteúdo em hidrocarbonatos torna-os apropriados para o regime dos diabéticos, porque enriquecendo os aspargos com manteiga, nata ou ovo ficam um alimento de grande valor para os ditos enfermos.
A celulose, impossível de digerir, atua como excitante do intestino e como matéria de recheio. Acelera, por conseguinte, o trabalho do intestino grosso, o que vai beneficiar os obesos e os doentes dos intestinos.
A virtude curativa dos aspargos é conhecida já de há muito tempo, especialmente o seu efeito sobre os rins. Através do incremento da atividade celular dos rins, chega-se a maior expulsão de água, descrita já pelos antigos médicos e conseguida sem provocar nenhuma irritação.
Como, porém, não conseguimos esclarecer o mecanismo do efeito dos aspargos sobre os rins por meio dos elementos componentes que até agora conhecemos, temos de nos conformar com o fato real de que os espargos exercem um efeito excitante nas funções renais e que podem ser consumidos até mesmo durante enfermidades inflamatórias dos rins.
Consegue-se um efeito indireto também com os aspargos como remédio de uso interno nos eczemas crônicos, já que todos os remédios vegetais de uso interno para o tratamento de eczemas atuam mediante o incremento da atividade renal e uma excitação das funções glandulares.

O aspargo é um alimento muito nutritivo e contém vitaminas do complexo B (ácido fólico), betacaroteno (provitamina A), além dos minerais cálcio, ferro e fósforo. Também é excelente fonte de glutationa, um antioxidante com forte atividade anticancerígena.
100 gramas de aspargo cozido fornecem 18 calorias.
Em conserva: 16 calorias
Auxilia na digestão, tem ação diurética e sedativa.
Fonte: www.geocities.com

Os caules tenros (aspargos) e a raíz.
Liliáceas
Herbácea que pode atingir um metro e meio de altura. Do caule nascem umas agulhas suaves. Suas folhas são muito pequenas, assim como as flores. O fruto é uma baga vermelha.
Época de semeadura
Setembro-outubro.
Transplante das mudas
1 ano após a semeadura. Preferir altitude superior a 700m.
Espaçamento
2 x 0,4m.
Espargo, melindre.
Português
Espargo, espargo-hortense
Espanhol
Esparraguera
Francês
Asperge
Inglês
Asparagus.
Combate a obesidade e a prisão de ventre. Seu consumo é útil sempre que se queira estimular a função renal e em casos de edemas (retenção de líquidos).
A raiz do aspargo (em infusão) tem efeito diurético.
Em grandes doses, os aspargos irritam o tecido renal, razão por que são contra-indicados em caso de nefrite, glomerulonefrite e outros estados inflamatórios do rim.
Fonte: www.cantoverde.org