
LOCALIZAÇÃO: o Rio de Janeiro, estado brasileiro, fica no leste da região Sudeste
FRONTEIRAS: Norte e Noroeste = Minas Gerais; Nordeste = Espírito Santo; Leste e Sul = Oceano Atlântico; Sudoeste = São Paulo
ÁREA (km²): 43.909,7
RELEVO: planície litorânea com morros, lagos, várzeas e dunas, planalto a Oeste
Suas costas leste e sul são banhadas pelo oceano Atlântico. Com relevo diversificado, a paisagem do estado do Rio de Janeiro apresenta fortes contrastes: escarpas elevadas, tanto à beira-mar como no interior; mares de morros; colinas e vales; rochas variadas em baías recortadas pelo litoral, com diferentes formas de encontro entre o mar e a costa; dunas, restingas e praias planas; lagos, florestas tropicais naturais; e ainda uma área de planalto, que se estende a oeste. O ponto mais elevado do estado é o pico das Agulhas Negras, de 2.787 m de altura, localizado na serra da Mantiqueira, região sudoeste do estado. A serra da Mantiqueira é uma imponente escarpa voltada para o vale do rio Paraíba do Sul, que atravessa os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A serra do Mar é outro maciço relevante que corta o estado do Rio de Janeiro, ao longo do litoral. Inicia-se ao norte do estado de Santa Catarina, região Sul, estendendo-se por mais de 1.000 km até o norte do estado do Rio de Janeiro. Ao longo desse percurso recebe diferentes denominações como serra da Bocaina, ao sul do estado, serra da Estrela e serra dos Órgãos, ao fundo da baía de Guanabara.
RIOS PRINCIPAIS: Paraíba do Sul, Macaé, Muriaé, Piraí, Guandu
O rio Paraíba do Sul corta todo o estado no sentido sudoeste-nordeste, formando extenso vale entre as serras do Mar e da Mantiqueira. É o mais importante do estado e corta as cidades de Resende, Barra do Piraí e São Fidélis, entre outras menores, desembocando na região de Campos a nordeste. A erosão fluvial e as correntes marítimas deram origem à principal planície aluvial do estado, a baixada dos Goytacases, no município de Campos, na região nordeste. Esse processo resultou na formação de um solo fértil, favorável ao cultivo da cana-de-açúcar e do arroz.
VEGETAÇÃO: mangue no litoral e Mata Atlântica, floresta tropical
As matas e florestas (naturais e plantadas) no estado representam 15% do total da área ocupada por estabelecimentos rurais, ou seja, 500.000 hectares. Encontram-se nas encostas montanhosas da cidade do Rio de Janeiro as duas maiores florestas urbanas do mundo: o maciço da Pedra Branca e a floresta da Tijuca. Esta última cobre uma extensão de 3.300 hectares e foi tombada pela ONU como reserva da biosfera.
CLIMA: tropical atlântico
MUNICÍPIOS (número): 91 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, Duque de Caxias, São Gonçalo, São João do Meriti, Volta Redonda, Campos, Petrópolis
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: fluminense
POPULAÇÃO: 14.391.282 (2000)
DENSIDADE: 327,74 habitantes p/km2
ANALFABETISMO: 6,30% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 27,1
CAPITAL: Rio de Janeiro, fundada em 1/3/1565
HABITANTE DA CAPITAL: carioca
O estado do Rio de Janeiro é a segunda maior economia entre os estados brasileiros. Possui grande potencial turístico, além de relevante parque industrial. É ainda onde se concentram as maiores jazidas de petróleo do país, localizadas na plataforma continental a nordeste, no município de Campos. Destacam-se no estado, as indústrias metalúrgicas, siderúrgicas, químicas, alimentícias, mecânicas, editorial e gráfica, de papel e celulose, de extração mineral, de derivados de petróleo e naval. O Produto Interno Bruto (PIB) do estado representa 10,91 % do PIB nacional.
Localizado no coração do sudeste brasileiro, a região mais rica e dinâmica do Mercosul, ao redor do Rio de Janeiro encontra-se o maior mercado consumidor da América Latina. Esse mercado deverá crescer aceleradamente nos próximos anos e, em face do crescimento do produto e da renda do país, aumento expressivo da demanda ocorrerá também no Rio de Janeiro, envolvendo praticamente todos os tipos de produtos e serviços.
Origina-se da plataforma continental do estado do Rio de Janeiro a maior parte da produção de petróleo do País. Descoberta em 1974 e utilizando tecnologia nacional de exploração em águas profundas, a produção da bacia de Campos, localizada na costa nordeste do estado, alcança 52.600 m3 (330.000 barris) por dia, o que corresponde a 70% da produção nacional de petróleo.
A agricultura é uma atividade de pouca expressão no estado, tanto em termos de área quanto em valor da produção. O fenômeno da modernização agrícola, que determinou as transformações desse setor no Brasil a partir da década de 70, não atingiu o interior do estado do Rio de Janeiro, da mesma forma como ocorreu em outras áreas da região Sudeste, como no estado de São Paulo, por exemplo. O Rio de Janeiro apresenta baixas taxas de produtividade e de capitalização do setor agropecuário, demonstrando vocação para o desenvolvimento nas áreas de turismo e indústria. Apresenta perfil fundiário no qual predominam pequenos estabelecimentos agrícolas, com área inferior a 10 hectares. Sua superfície agrícola é de 3.264.150 hectares, dos quais 44% estão cobertos por pastagens naturais. A área média dos estabelecimentos agrícolas é de 35,76 hectares e o total de produtores soma 91.280, em sua maioria proprietários (68,8%). No entanto, verifica-se tendência à fragmentação dos estabelecimentos rurais e à concentração do uso do solo agrícola. A região serrana do entorno da cidade do Rio de Janeiro vem-se revelando como novo pólo de produção agrícola do estado, com destaque para o cultivo de produtos hortigranjeiros.
O principal produto agrícola cultivado no estado é a cana-de-açúcar. No ano de 1992, foram produzidos 7 milhões de toneladas desse produto, especialmente no município de Campos dos Goytacases. Outros produtos de relevância para a economia agrícola do estado do Rio de Janeiro incluem a mandioca, o tomate, o arroz, o feijão, o milho, a batata, a laranja e a banana. Foram colhidos no estado 1,4 bilhão de laranjas em 1992, e 31,6 milhões de cachos de bananas. Em 1995, o rebanho bovino do estado correspondia a 2,03 milhões de cabeças e o suíno a 281,2 mil cabeças. Entre os galináceos a criação atingia 17,7 milhões; os eqüinos eram em número de 149,4 mil; e o rebanho caprino correspondia a 47,6 mil.
Conhecido mundialmente pela diversidade de suas belezas naturais e pelas magníficas praias que se estendem por toda a sua orla marítima, o estado do Rio de Janeiro apresenta inegável vocação para o turismo. Nas cidades do interior "fluminense" (denominação das pessoas e locais do estado do Rio de Janeiro) podem ser encontradas atrações diversas, desde museus e parques, até a prática do alpinismo ou da caça submarina. Existem opções para divertimento e lazer, assim como para o enriquecimento cultural e histórico. Extensa rede de hotéis oferece ao turista conforto, lazer e cultura em viagem pelo interior do estado. A imigração européia fez de algumas cidades como Penedo, de colonização finlandesa, atrações especiais, onde o visitante convive com os costumes e a culinária de países distantes.
O Rio de Janeiro originou-se de partes da capitania de São Tomé e de São Vicente.
Entre 1555 e 1567, o território foi ocupado pelos franceses.
Em 1565, foi fundada a cidade do Rio de Janeiro
No século 17, a pecuária e a cana-de-açúcar impulsionaram o progresso, definitivamente assegurado quando o porto começou a exportar as riquezas de Minas Gerais, no século 18.
Foi na região do vale do Paraíba onde se iniciaram as primeiras plantações de café no país, as quais, mais tarde, se estenderiam para o estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Tendo em vista a crescente demanda pelo produto na Europa, por volta de 1820 o café começou a figurar na pauta de exportações do País e, em curto espaço de tempo (1830-1840), passou a ser o primeiro produto de exportação, tornando-se o sustentáculo da economia brasileira no século XIX. A expansão do cultivo do café teve como ponto de partida a cidade do Rio de Janeiro, onde chegaram as primeiras mudas, oriundas do estado do Maranhão, região Nordeste, na segunda metade do século XVIII. Cultivado a princípio nos arredores da cidade, o café atingiu os municípios de São Gonçalo, no recôncavo da Guanabara, e Resende, no vale do Paraíba. Desses pontos, as plantações irradiaram-se por toda a orla marítima, chegando ao município de Campos e ao vale do Paraíba. Mesmo tendo se expandido por outras províncias ao longo do século XIX, a liderança da produção nacional de café pertenceu à província do Rio de Janeiro até a década de 80 daquele século, graças à produção do vale do Paraíba, que oferecia condições muito favoráveis ao desenvolvimento da cafeicultura. Ainda hoje encontram-se nessa região antigos casarões e fazendas que pertenceram aos chamados barões do café.
Em 1763, passou a sediar a capital do reino. Com a mudança da família real para o Brasil, em 1808, a região foi muito beneficiada como sede do reino.
Em 1834, a cidade do Rio de Janeiro foi transformada em município, permanecendo como capital do país, enquanto a capitania passou a província, com sede em Niterói.
Em 1889, a cidade transformou-se em capital da República e a província em Estado.
Com a mudança da capital para Brasília, em 1960, o município do Rio de Janeiro tornou-se o Estado da Guanabara.
Em 1975, fundiram-se os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, com o nome de Estado do Rio de Janeiro, tendo a cidade do Rio de Janeiro como capital.
O estado do Rio de Janeiro apresenta três trechos distintos de formação litorânea. O primeiro, caracterizado pela presença de tabuleiros, baixadas e restingas, vai do delta do rio Paraíba do Sul, na região nordeste do estado, até a cidade de Arraial do Cabo, 180 km ao norte da cidade do Rio de Janeiro, local escolhido pelo piloto Américo Vespúcio, como ancoradouro, quando ali chegou e fundou a primeira feitoria do Brasil, em 1503. Esta região é denominada Costa do Sol e inclui praias famosas como Cabo Frio e Búzios.
O segundo trecho caracteriza-se pela presença de restingas, lagunas e baixadas, estendendo-se desde Arraial do Cabo até a ilha de Itacuruçá, 82 km ao sul da cidade do Rio de Janeiro. As restingas são extensas no litoral, isolando antigos braços do mar, que hoje formam lagunas. A beleza desse aspecto da geografia do estado é representada pela cidade do Rio de Janeiro cuja paisagem reúne montanhas e rochedos à beira-mar, restingas, lagoas e zonas planas, outrora ocupadas por pântanos ou pelo mar. O Pão de Açúcar e o Corcovado, duas montanhas que se tornaram típicos cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro, são bem representativas dessa região. Na cidade do Rio de Janeiro encontram-se ainda outras amostras típicas desse trecho de costa como as lagoas Rodrigo de Freitas e Jacarepaguá; e as restingas de Ipanema, do Leblon e da Marambaia.
O terceiro tipo de litoral encontrado no estado do Rio de Janeiro estende-se da ilha de Itacuruçá até a região de Parati, ao sul, e caracteriza-se pelo mergulho da serra do Mar no oceano. Também conhecido como Costa Verde, esse trecho apresenta praias e cordões arenosos estreitos, situados na base de escarpas ou acompanhando as pequenas planícies. É uma região de beleza deslumbrante, que reflete o contraste entre o mar e a montanha, com cachoeiras por entre as matas, praias delicadas e recantos incrustados nos paredões de rochas, além de rica fauna marítima que convida à pesca submarina.
Costa do Sol - Esta região costeira se estende na direção norte do estado e se caracteriza pela convivência harmoniosa de contrastes entre o luxo e a simplicidade, o colonial e o moderno, diferentes tipos de culinária, de embarcações e de modos de vida. A atividade mais tradicional da região é a extração de sal, que se estende por toda a costa fluminense, tendo no moinho de vento o seu símbolo característico. As colônias de pescadores também marcam o perfil dessa região, dando uma tonalidade rústica à paisagem. Tem como principais atrações turísticas os balneários de Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Rio das Ostras, Maricá e Saquarema. Originariamente uma vila de pescadores, o atual município de Búzios, com área de 95 km2, foi até recentemente parte do distrito de Cabo Frio e é famoso pelo aspecto bucólico de suas praias. Fica a 191 km da cidade do Rio de Janeiro e é muito procurado por turistas no final do ano, para as festas de réveillon. A cidade de Cabo Frio, distante 168 km do Rio de Janeiro, tem área de 431 km2 e 84 mil habitantes. Seu passado histórico reflete-se na arquitetura colonial e em monumentos como o Forte São Mateus, construído em 1650. É conhecida por suas imensas dunas de areia muito branca e fina, que se estendem até Arraial do Cabo, ao sul, bem como pelo colorido de suas águas, onde é freqüente a presença de corais. Arraial do Cabo tem 19 mil habitantes e concentra ainda hoje grande número de pescadores, além de pesquisadores oceanográficos e amantes do mar. Sua principal atração é o Pontal do Atalaia, imensa pedra que avança para o mar e é freqüentemente visitada por cardumes de golfinhos. Rio das Ostras tem 210 km2 de área e 20 mil habitantes. Trata-se de uma cidade mais modesta, procurada por turistas que buscam locais tranqüilos para a pesca. Situa-se a 170 km do Rio de Janeiro, próxima à cidade de Araruama, de 58 mil habitantes, onde se localiza a lagoa do mesmo nome. Maricá é o balneário que se encontra mais próximo à cidade do Rio de Janeiro, entre os mais importantes da Costa do Sol. Não obstante a proximidade com a grande cidade, Maricá não perdeu o aspecto de pequena aldeia. Tem área de 339 km2 e 46 mil habitantes. Saquarema, com 382 km2 tem 37 mil habitantes e fica a 102 km da cidade do Rio de Janeiro. É conhecida pelo festival de surf promovido todos os anos na praia de Itaúna, no mês de maio, que atrai jovens de várias partes do país.
Esta parte do estado inclui cidades localizadas entre as montanhas da serra dos Órgãos, sendo Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo suas melhores representantes. Petrópolis e Nova Friburgo foram colonizadas por imigrantes suíços e alemães, possuindo, portanto, características físicas e culturais dessas regiões. Petrópolis nasceu e se desenvolveu como a cidade imperial, visto ter sido a favorita do monarca D. Pedro II, que ali passava a temporada de verão, para fugir do calor da cidade do Rio de Janeiro. A colônia germânica estabeleceu-se inicialmente na cidade para servir à família real, deixando também influências marcantes nos hábitos, na alimentação, no estilo das moradias e do mobiliário local. Com área de 826 km2 e 255 mil habitantes, a cidade de Petrópolis fica a 68 km do Rio de Janeiro e possui várias atrações como o Museu Imperial, antiga residência da família real, com grande acervo de objetos pertencentes à realeza, inclusive a coroa de D. Pedro II; a festa do Colono Alemão, que acontece no mês de junho, reunindo atividades diversas; o famoso hotel Quitandinha, antigo cassino construído na década de 40, já na era republicana; o Palácio de Cristal; a Catedral de São Pedro de Alcântara, além de parques e jardins. É ainda um significativo pólo de produção da indústria têxtil, especialmente malharia, de mobiliário e de produtos alimentícios industrializados. Saindo de Petrópolis pela estrada serrana que a liga a Teresópolis, o viajante passa pela rota das hortências, ziguezagueando pelas montanhas esculturais e íngremes. O símbolo da cidade de Teresópolis é a montanha chamada Dedo de Deus, uma formação de pedra no alto da serra dos Órgãos, que se assemelha a um dedo indicador, apontando, em direção ao céu. No mesmo local encontra-se o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com paisagem exuberante, piscina natural e trilhas para caminhadas na mata. O clima de Teresópolis, assim como o de Petrópolis e de Nova Friburgo, é frio no inverno, com temperatura amena no verão. São famosos ainda os restaurantes e os confortáveis hotéis-fazenda de Teresópolis, onde o visitante encontra conforto e opções de lazer em paisagens aprazíveis e bucólicas. Embora não possua indústrias, Teresópolis tem um comércio variado, que inclui confecções, móveis, plantas e artesanato. Fazem parte dos atrativos da cidade, as belas casas de veraneio construídas em suas encostas. Em Nova Friburgo as principais atrações são os rios e suas corredeiras, onde é comum a prática da canoagem. O povoado de Lumiar é também uma das principais atrações do município de Nova Friburgo, além dos restaurantes típicos, do passeio de teleférico ao morro da Cruz, de onde se tem uma vista panorâmica da região, e da visita às Furnas do Catete, com suas estranhas formações rochosas, como a pedra que se assemelha a um cachorro sentado. Nova Friburgo, como Petrópolis, abriga várias indústrias, destacando-se a produção de couro e rendas, e ainda a fabricação de produtos alimentícios artesanais como biscoitos amanteigados, licores e doces.
Exibindo um dos cenários mais bonitos da costa brasileira, em que as montanhas entram em contato com o mar, a região denominada Costa Verde inclui mais de 2.000 praias e 300 ilhas protegidas das intempéries do mar aberto pela restinga de Marambaia. As cores da água nessa parte do litoral fluminense, em várias tonalidades de verde, constituem atrativo especial. Ideal para a prática de qualquer modalidade de esporte aquático, esse trecho da costa brasileira reúne excelentes condições para a navegação desportiva e concentra 90% da frota de embarcações de lazer do país. É grande o número de praias desertas, às quais só é possível o acesso por mar; areias brancas à beira de águas calmas e transparentes; e correntes marítimas generosas que trazem grande quantidade de lagostas e várias espécies de peixes às redes dos pescadores. Estes se encarregam de narrar aos visitantes as lendas da região, que remontam aos tempos em que a cidade de Angra dos Reis era esconderijo de corsários.
Parati - Sua ocupação remonta ao século XVI, em decorrência da abertura de caminhos que ligassem as províncias de São Paulo e Minas Gerais às do Rio de Janeiro. Fazendeiros e comerciantes foram aos poucos se estabelecendo na região, gerando significativo dinamismo econômico na época do Império. Em 1844, a vila de Parati foi elevada à categoria de cidade. Nesse período, Parati, juntamente com Angra dos Reis e Mangaratiba, eram importantes núcleos para o escoamento da produção de café do vale do Paraíba. Em fins do século XIX, inicia-se o declínio da região de Parati, resultado de inúmeros fatores, entre eles a abolição da escratura, em 1888, que provocou o êxodo rural dos libertos; a mudança da rota da produção cafeeira, que passava a ser transportada por via férrea, não mais utilizando as estradas que tinham em Parati um dos pontos de desembarque; e a obstrução dos rios, resultando em surtos epidêmicos, como o da malária. No início do século XX, a população local não passava de 10.000 habitantes.
Considerado o maior e mais completo monumento do período colonial no estado do Rio de Janeiro, a cidade de Parati encontra-se às margens da baía de mesmo nome, que é um prolongamento da baía de Angra dos Reis. Tombada como Patrimônio Histórico da humanidade, seus casarios antigos e o calçamento das ruas estreitas formam cenário de grande valor histórico e beleza singular. A cidade é preservada em sua arquitetura de estilo colonial e muito visitada por artistas, especialmente pintores, que vêm registrando suas belezas e seus traços históricos em várias obras. Dentre os principais monumentos históricos da cidade encontra-se a Igreja de Santa Rita, importante referencial do perfil arquitetônico avistado a partir do mar para a terra.
A preocupação em preservar a natureza é mais antiga nessa região do que em outras partes do estado. É onde se encontra localizado o primeiro Parque Nacional criado no Brasil, em 1937. O Parque Nacional de Itatiaia apresenta paisagem alpina, com temperaturas baixas e nevascas ocasionais no alto das montanhas durante o inverno. Em seus 12 mil hectares de extensão pode ser encontrada uma reserva ecológica de fauna e flora exuberante. Os turistas que visitam essa área estão geralmente em busca de integração com o meio ambiente repleto de belezas naturais, que exibem cataratas e pequenas cascatas propícias ao banho e locais para alpinismo ou caminhadas na mata. A mais conhecida entre as quedas d'água do parque é a cachoeira chamada Véu de Noiva, localizada no córrego da Maromba. É uma queda d'água de 30 metros de comprimento, que desliza sobre alto penhasco de pedra, formando uma nuvem branca de gotículas que se espalha pelo ambiente em torno e dá a impressão de ser um manto branco, como os que cobrem as noivas ao subirem ao altar. O local é repleto de corredeiras e propício à prática da canoagem. Após deslizar por entre pedras e caminhos tortuosos, as águas do rio Preto, que cortam o parque, formam agradável piscina natural de 100 metros quadrados, que convida ao descanso e ao relaxamento. A temperatura média anual do parque é de 11 graus e nele se situa o pico das Agulhas Negras, com 2.787 metros de altura, o ponto mais alto do estado do Rio de Janeiro.
Em todas as cidades dessa região podem ser observados traços bucólicos e característicos da cultura européia trazida pelos imigrantes. O artesanato de tapeçarias e objetos de decoração é muito popular. Itatiaia, a maior cidade da região está a uma altitude de 390 m e tem 248 km2 de área. Encontra-se a 174 km da cidade do Rio de Janeiro e tem população de 16 mil habitantes. Visconde de Mauá, fundada em 1908 por imigrantes suíços e alemães, foi descoberta por grupos hippies na década de 70, tornando-se desde então um local identificado com a vida integrada à natureza. Encontra-se a 1.200 m de altitude e tem área de 400 km2. Engenheiro Passos, com 7 mil habitantes e 176 km2 de extensão, possui hotéis-fazenda confortáveis, onde são oferecidas opções de lazer, além de culinária variada e de boa qualidade. O pequeno povoado de Penedo, de 8 mil habitantes, 25 km2 de área, a 600 m de altitude, mantém até hoje os traços e hábitos dos imigrantes finlandeses que o fundaram em 1929. A arquitetura, a culinária, os costumes, as festas (baile finlandês) e as saunas finlandesas chamam a atenção dos visitantes, tornando-se atrações especiais do lugar. É a região que apresenta as temperaturas mais baixas do estado, tendo também o frio como um de seus atrativos.
Fonte: www.brasilrepublica.com