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Asteróides

Asteróides são objetos rochosos e metálicos que orbitam o Sol mas são pequenos demais para serem considerados planetas.

São conhecidos por planetas menores.

A dimensão dos asteróides varia desde Ceres, que tem um diâmetro de cerca de 1000 km, até à dimensão de pequenas pedras.

Dezesseis asteróides têm um diâmetro de 240 km ou mais.

Foram descobertos desde o interior da órbita da Terra até para lá da órbita de Saturno.

Muitos, porém, estão dentro de uma cintura que existe entre as órbitas de Marte e de Júpiter.

Alguns têm órbitas que atravessam a órbita da Terra e alguns atingiram até a Terra em tempos passados.

Um dos exemplos mais bem conservados é a Cratera de Meteoro Barringer perto de Winslow, Arizona, EUA.

Asteróides
Tradução das legendas da figura:
A Cintura Principal de Asteróides
(Órbitas desenhadas aproximadamente à escala)
--------------------------------
"Sol" . . . "Marte" . . . "Cintura de Asteróides" . . . "Júpiter"
--------------------------------
"Minutos Luz" . . . . "Unidades Astronômicas"
--------------------------------

Os asteróides são feitos de material deixado desde a formação do sistema solar. Uma teoria sugere que são os restos de um planeta que foi destruído numa colisão massiva ocorrido há muito tempo. Mais provavelmente, os asteróides são matéria que nunca se uniu para formar um planeta. De fato, se se juntasse a massa total estimada de todos os asteróides num único objeto, esse objeto teria menos de 1,500 quilómetros (932 milhas) de diâmetro -- menos de metade do diâmetro da nossa Lua.

Muito do nosso conhecimento àcerca dos asteróides vem do exame das rochas e dos fragmentos do espaço que caem na superfície da Terra. Os asteróides que estão numa rota de colisão com a Terra são chamados meteoróides. Quando um meteoróide atinge a nossa atmosfera em alta velocidade, a fricção provoca a incineração desta porção de matéria espacial, provocando um raio de luz conhecido por meteoro. Se um meteoróide não arde completamente, o que resta atinge a superfície da Terra e é chamado um meteorito.

De todos os meteoritos examinados, 92.8% são compostos de silicato (pedra), e 5.7% são compostos por ferro e níquel; o restante é uma mistura dos três materiais. Meteoritos de pedra são os mais difíceis de identificar porque parecem-se muito com rochas terrestres.

Por os meteoritos serem matéria do início do sistema solar, os cientistas estão interessados na sua composição. As sondas espaciais que passaram pela cintura de asteróides descobriram que a cintura está bastante vazia e que os asteróides estão separados de grandes distâncias. Antes de 1991, a única informação obtida dos asteróides era de observações terrestres. Em Outubro de 1991, o asteróide 951 Gaspra foi visitado pela sonda Galileo e tornou-se no primeiro asteróide a ter fotos em alta resolução. Em Agosto de 1993 Galileo aproximou-se do asteróide 243 Ida. Este foi o segundo asteróide a ser visitado por sondas espaciais.

Tanto Gaspra como Ida estão classificados como asteróides do tipo S compostos por silicatos ricos em metais.

Em 27 de Junho de 1997 a sonda NEAR aproximou-se em alta velocidade do asteróide 253 Mathilde. Este encontro deu aos cientistas a primeira vista de perto de um asteróide do tipo C rico em carbono. Esta visita foi única porque NEAR não estava preparada para encontros em voo. NEAR é uma sonda destinada ao asteróide Eros em Janeiro de 1999.

Os astrônomos estudaram vários asteróides por observações de Terra. Alguns asteróides notáveis são Toutatis, Castalia, Geógrafos e Vesta. Os astrónomos estudaram Toutatis, Geógrafos e Castalia usando observações de radar de Terra durante as maiores aproximações ao nosso planeta. Vesta foi observado pelo Telescópio Espacial Hubble.

Fonte: www.solarviews.com

Asteróides

Asteróides

São corpos de pequeno porte, já que apenas 13 têm diâmetro superior a 250 km. Não possuem atmosfera e a maioria possui formas irregulares.

Os asteróides se encontram principalmente entre as órbitas de Marte e Júpter. A maioria se encontra no chamado 'cinturão de asteróides', a distância de 2,2 a 3,3 UA do Sol. O primeiro asteróide foi a ser descoberto foi Ceres, com 1000 km de diâmetro, em 1801. Hoje conhecemos muitos deles, estima-se que cerca de meio milhão de asteróides com mais de 500 metros de diâmetro exitam nesta região. A massa total dos asteróides conecidos atualmente é menor que 1/1000 da massa da Terra. O centro do cinturão se encontra a uma distância de 2.8 UA, como previsto pela lei de Titius-Bode.

Atualmente acredita-se que os asteróides forma formados junto com os planetas, ao contrário da teoria adotada anteriormente, que dizia que os asteróides seriam resultado da explosão de um planeta. No início haveria apenas asteróides maiores, que através de colisões e fragmentação surgiram os asteróides menores, de forma que os asteróides maiores que vemos hoje seriam alguns dos asteróides primordiais.

Asteróides

Os asteróides estão distribuidos não uniformemente na região do cinturão, existem áreas onde não encontramos asteróides, as chamadas 'falhas de Kirkwood'.

As falhas mais evidentes estão nas distâncias onde o período orbital do asteróide em torno do Sol seria 1/2, 1/3, 2/5 ou 3/7 do período orbital de Júpter, ou seja, estavam em ressonância com Júpter, o que fez com que as pequenas perturbações que pudessem haver nos asteróides destas áreas se ampliassem, fazendo com que o corpo se deslocasse para uma outra órbita.

Os efeitos da ressonância não são simples de serem explicados pois alguns asteróides ficam aprisionado em uma órbita quando em ressonância com Júpter, isto ocorre com os Troianos (que possuem a mesma órbita de Júpter) e o grupo Hilda (razão entre os períodos é 2/3). Os troianos pertencem aos asteróides que se movem fora da região do cinturão, se movendo na mesma órbita de Júpter, mas 60° a frente e atrás do planeta. Asteróides não podem ser observados sem auxílio de instrumento, quando se apresentam como pontos de luz (similares a estrelas) e com através de um telescópio grande pode-se notar seu movimento em relação ao fundo de estrelas. As primeiras imagens de asteróides forma obtidas no início da década de 90, pela sonda Galileu.

Fonte: www.geocities.com

Asteróides

Asteróides são pequenos corpos do Sistema Solar que não são cometas.

O termo asteróides historicamente, se refere a objetos dentro da órbita de Júpiter. Eles também têm sido chamados planetóides, especialmente os maiores.

O termo "asteróide" deriva do grego "astér", estrela, e "oide", sufixo que significa semelhança. São semelhantes aos meteoros, porém em dimensões bem maiores, possuindo forma e tamanhos incertos.

O termo asteróide vem cada vez mais para se referir especificamente para os pequenos corpos do Sistema Solar dentro da órbita de Júpiter, que são geralmente rochosos ou metálicos. Eles estão agrupados com os corpos exteriores- centauros , troianos de Netuno , e objetos trans-netunianos -como planetas menores , que é o termo preferido em círculos astronômicos. Este artigo usa o "asteróide", para os planetas menores do interior do Sistema Solar.

A grande maioria dos asteróides orbitam no cinturão de asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter ou co-orbital com Júpiter (os troianos de Júpiter). No entanto, outras famílias orbitais existem com populações significativas, incluindo os asteróides próximos da Terra. Asteróides individuais são classificados pela sua característica espectros, com a maioria em três grupos principais: C-type , tipo S , e M-tipo . Estes foram nomeados depois e geralmente são identificados ricos em carbono, e metálicas composições, respectivamente.

Asteróides
Escala dos asteróides que foram fotografados em alta resolução. A partir de 2011 são, do maior para o menor: 4 Vesta , 21 Lutetia, 253 Mathilde , 243 Ida e sua lua Dactyl,433 Eros , 951 Gaspra , 2867 Steins ,25143 Itokawa .

Símbolos

Os primeiros asteróides a serem descobertos foram atribuídos símbolos emblemáticos, como os tradicionalmente utilizados para designar os planetas.

Em 1851, depois de o asteróide XV ( Eunomia ) tinha sido descoberto, Johann Franz Encke fez uma grande mudança na edição de 1854 próximo da Astronomisches Berliner Jahrbuch (AJB, Berlim Astronômica Yearbook ). Ele apresentou um disco (círculo), um símbolo tradicional de uma estrela, como o símbolo genérico para um asteróide. O círculo foi então numerados em ordem de descoberta para indicar um asteróide específico.

A convenção (numeração-círculos)foi rapidamente adotado por astrônomos. O próximo asteróide a ser descoberto, 16 Psique , em 1852, foi o primeiro a ser designado dessa forma na época de sua descoberta. No entanto, foi dado para Psique, um símbolo, assim como alguns asteróides descobertos ao longo dos próximos anos (ver gráfico acima). Massalia 20 foi o primeiro asteróide que não foi atribuído um símbolo.

Descoberta

Asteróides
243 Ida e sua lua Dactyl. Dáctilo é o primeiro satélite de um asteróide a ser descoberto.

O primeiro asteróide a ser descoberto, Ceres , foi encontrado em 1801 por Giuseppe Piazzi , e foi originalmente considerado como um novo planeta. Seguiu-se a descoberta de outros corpos semelhantes, que, com o equipamento de tempo, parecia ser pontos de luz, como estrelas, mostrando pouco ou nenhum disco planetário, embora facilmente distinguíveis das estrelas devido a seus movimentos aparentes.

Cinturão de asteróides

O cinturão é estimado para conter entre 1,1 e 1,9 milhões de asteróides com mais de 1 km (0,6 milhas) de diâmetro, e milhões de outros menores. Estes asteróides podem ser remanescentes do disco protoplanetário, e nesta região a acreção de planetesimais em planetas durante o período de formação do Sistema Solar foi impedido por grandes perturbações gravitacionais de Júpiter.

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Fonte: en.wikipedia.org

Asteróides

Fatos sobre Asteróides

Nosso inventário dos grandes asteróides é agora bastante completo: provavelmente conhecemos 99% dos asteróides com diâmetros acima de 100 km. Desses, na faixa de 10 a 100 km, catalogamos cerca da metade. Mas conhecemos muito poucos asteróides menores - talvez existam perto de 1 milhão de asteróides com diâmetro de 1 km.

A massa total de todos os asteróides é inferior à da Lua.

Os Asteróides 243 Ida e 951 Gaspra foram fotografados pela nave espacial Galileu em sua viagem para Júpiter. Eles são os únicos sobre os quais temos dados mais precisos. A proposta missão NEAR deverá investigar o 433 Eros.

Sem dúvida, o maior de todos os asteróides conhecidos é o 1 Ceres. Tem 914 km de diâmetro e cerca de 25% da massa de todos os asteróides juntos. Logo abaixo estão 2 Pallas, 4 Vesta e 10 Hygiea cujos diâmetros estão entre 400 e 525 km. Todos os outros asteróides conhecidos têm menos de 340 km.

Há alguma controvérsia quanto à classificação dos asteróides, cometas e luas. Há muitos satélites planetários que, provavelmente, se enquadrariam melhor como asteróides capturados. As pequenas luas de Marte,Deimos e Phobos, as oito luas externas de Jupiter. A lua mais externa de Saturno , Febe , e talvez algumas das luas de Urano e Netuno, recentemente descobertas, assemelham-se mais a asteróides do que às grandes luas.

Os asteróides são classificados em vários tipos, dependendo de seu espectro (e, portanto, de sua composição química) e albedo:

Tipo C, inclui mais de 75% dos asteróides conhecidos: extremamente escuros albedo de 0,03); semelhantes aos meteoros de carbonáceo condrito; quase a mesma composição química do Sol, menos o hidrogênio, o hélio e outros voláteis ;

Tipo S,17%; relativamente brilhantes (albedo de 0,10-0,22); ferro-niquel metálico misturado com silicatos de magnésio e ferro.

Tipo M, a maior parte dos asteróides restantes: brilhantes (albedo de 0,10-0,18); ferro-niquel puro.

Há também uma dúzia ou mais de outros tipos raros.

Pelo fato de as observações serem algo tendenciosas (e.g. os asteróides escuros, tipo C, são difíceis de se ver), o percentual acima pode não representar a verdadeira distribuição dos asteróides. (Há, na verdade, vários esquemas de classificação atualmente em uso).

Os asteróides são também categorizados por sua função no sistema solar:

Cinturão Principal localizado entre Marte e Júpiter, aproximadamente 2 - 4 UA do Sol; dividido em grupos: Hungarias, Floras, Phocaea, Koronis, Eos, Themis, Cybeles e Hildas (seus nomes vêm do principal asteróide do grupo).

Atens: semi-eixos maiores com menos de 1,0 UA distâncias de e afélio superiores a 0.983 UA;

Apollos: semi-eixos maiores superiores a 1,0 UA e distâncias de periélio inferiores a 1.017 UA

Amors: distâncias de periélio entre 1,017 e 1,3 UA;

Troianos: localizados perto dos pontos de Lagrange de Jupiter (60 graus à frente e atrás de Júpiter, em sua órbita). Mais de 1000 desses asteróides são conhecidos; curiosamente, esse número é duas vezes maior no ponto dianteiro do que no ponto traseiro. (Pode também haver alguns pequenos asteróides nos pontos de Lagrange de Vênus e da Terra (veja a Segunda Lua da Terra ) às vezes também conhecidos como Troianos ; 5261 Eureka é um "troiano de Marte.")

Entre as principais concentrações de asteróides no Cinturão Principal estão regiões relativamente vazias, conhecidas como Falhas de Kirkwood . Essas são regiões onde o período orbital de um objeto seria uma simples fração do de Júpiter. Um objeto em tal órbita muito provavelmente seria acelerado por Júpiter para dentro de uma órbita diferente.

Há também alguns "asteróides" conhecidos nas regiões exteriores do sistema solar: 2060 Chiron (também conhecido como 95 P/Chiron) gravita entre Saturno e Urano ; a órbita do asteróide 5335 Damocles estende-se das proximidades de Marte para além de Urano; 5145 Pholus orbita de Saturno para além de Netuno.

É provável que haja muitos mais, mas essas órbitas que cruzam órbitas de planetas são instáveis e, provavelmente, serão perturbados no futuro. Provavelmente, a composição desses objetos assemelha-se mais a dos cometas ou a dos objetos do Cinturão de Kuiper que a dos asteróides comuns. Em particular, Chiron é hoje classificado como cometa.

4 Vesta foi recentemente estudado com o HST. É um asteróide particularmente interessante pelo fato de que parece ter sido diferençado em camadas, como os planetas telúricos Isso implica certa fonte de calor interna, além do calor liberado por radio-isótopos de longa vida, o que, por si só, seria insuficiente para derreter esse pequeno objeto. Há também uma gigantesca bacia de impacto tão profunda que expõe o manto sob a crosta externa de Vesta. Embora nunca sejam visíveis a olho nu, muitos asteróides são visíveis com binóculos ou pequenos telescópios.

Tabela de Asteróides

Alguns asteróides e cometas estão listados abaixo para fins de comparação. (a distância é a distância média em relação ao Sol, em milhares de quilômetros; as massas são dadas em quilogramas)

No. Nome Distância Raio Massa Descobridor Data
2062 Aten 144514 0.5 ? Helin 1976
3554 Amun 145710 ? ? Shoemaker 1986
1566 Icarus 161269 0.7 ? Baade 1949
951 Gaspra 205000 8 ? Neujmin 1916
1862 Apollo 220061 0.7 ? Reinmuth 1932
243 Ida 270000 35 ? ? 1880?
2212 Hephaistos 323884 4.4 ? Chernykh 1978
4 Vesta 353400 263 2.38e20 Olbers 1807
3 Juno 399400 123 ? Harding 1804
15 Eunomia 395500 136 ? De Gasparis 1851
1 Ceres 413900 457 1.17e21 Piazzi 1801
2 Pallas 414500 261 2.18e20 Olbers 1802
52 Europa 463300 156 ? Goldschmidt 1858
10 Hygiea 470300 215 ? De Gasparis 1849
511 Davida 475400 168 ? Dugan 1903
911
Agamemnon 778100 88 ? Reinmuth 1919
2060 Chiron 2051900 85 ? Kowal 1977

Fonte: www.if.ufrj.br

Asteróides

ORIGEM

Asteróides

A Lei de Titus-Bode (1766)

Estabeleceu-se no século XVIII uma relação empírica que nós fornece aproximadamente as distâncias dos planetas ao Sol. Essa relação foi difundida pelo astrônomo alemão Johann Daniel Titus (1725-1796) na tradução da obra Completation de la Nature de C. Bonnet para o alemào. Nela continha a lei de Bode desenvolvida por Johann Elert Bode (1747-1826).

Ambos, Titius e Bode, trabalhando em colaboração aperfeiçoaram a relação hoje conhecida como a Lei de Títus-Bode:

A relação empírica não preve o planeta Netuno, mas levantou suspeitas sobre a existência de objetos entre Marte e Júpiter. Suscitou a existência de mais dois obejtos além de Saturno.

O planeta Urano foi descoberto em 13 de março de 1781 por Willian Herschel e o nome Urano ao planeta deve-se a uma sugestão dada por Bode.

Asteróides

Voltando ao asteróides, com n=3 nós temos a=2,8 e em 1 de Janeiro de 1801 o siciliano Giuzeppe Piazzi descobriu um objeto -CERES- entre Marte e Júpiter a distância de 2,77 unidades astronômicas do Sol e com um tamanho de 1000km de diâmetro. Um objeto muito pequeno para ser classificado como planeta. Após essa descoberta, muitos outros corpos menores foram descobertos e hoje ultrapassa a mais de 5000 asteróides entre Marte e Júpiter.

A maior polêmica com relação a esses asteróides é quanto a sua origem. Duas são as principais teorias a esse respeito. A primeira, defende que foi um planeta, que por anomalias gravitacionais tenham se fragmentado e a segunda defende que esses pequenos objetos são resquícios da nebulosa que deu origem ao sistema solar e que não encontraram condições para se colapsarem e formar um planeta. Alguns dados obtidos até então favorecem a segunda teoria. O período médio de rotação é dez horas, porém com ampla variação de duas horas até vários dias. A densidade estimada é de cerca de 2g/cm3 . A forma dos asteróides é bem variada. Vão desde bem irregulares e disformes, elipsóides, cilindricos, até esféricos. Todos aqueles com tamanhos significativos detem uma grande quantidade de crateras, pois são frequentes os choques entre eles, apesar da baixa densidade de partículas em relação ao espaço.

Sua Importância

Por muito tempo não foi dada a devida importância aos asteróides no que se refere as propriedades físicas e constitiução. Só rescentemente é que se descobriu sua importância para a aquisição de informações que levam a saber sobre a origem e evolução do Sistema Solar. Para esse estudo é necessário a obtenção de suas dimensões. Como são objetos pequenos, as técnicas convencionais não são precisas. Dai desenvolveu-se outras técnicas baseadas na incidência e reflexão da luz sobre o objeto observado. Dessa maneira verificou-se que Ceres é o único com mais de 1.000 km de diâmetro sendo Palas e Vesta os únicos com mais de 500 km e algumas dezenas que superam os 200 km de diâmetro.

É estimado hoje, com segurança, que a massa total de todos os asteróides não chega a meio milésimo da massa terrestre. Até 3,9x108 km do Sol predominam os asteróides a base de sílicatos e a distância maiores os asteróides mais frequentes são os cabonáceos. Existem em quantidades menores os asteróides heterogêneos.

Fonte: www.cdcc.usp.br

Asteróides

O que são asteróides?

Simplesmente, os asteróides são pequenos objetos - muitas vezes rochosos, metálico ou ambos - que orbitam o Sol. A maioria desses planetas menores, como também são conhecidos, circula a nossa estrela central em uma região entre Marte e Júpiter conhecido como o cinturão de asteróides.

Formação

Acredita-se que os asteróides são formados da mesma maneira que o resto dos corpos sólidos do nosso sistema solar - durante o colapso da nebulosa solar - com a maioria resultante na área entre Marte e Júpiter.

Muitos dos asteróides, especificamente os maiores, foram expulsos da órbita. Os modelos de computador indicam que tão pouco como 1% da massa original permaneceu, com dois maiores pedaços - Ceres e Vesta - absorvendo uma parte do material restante e arrefecimento em órbitas quase esféricas.

Classificação

Asteróides são geralmente classificados por um de dois métodos: de acordo com seus aspectros ou a sua composição química.

Por isso, é mais comum para se referir a asteróides por suas características orbitais, especificamente na órbita do nosso sistema solar. Os principais grupos de asteróides incluem aqueles em órbita no cinturão de asteróides , os asteróides troianos e os asteróides Apollo.

O cinturão de asteróides

Talvez a origem de praticamente todos os asteróides no nosso sistema solar, o cinturão de asteróides contém milhões de objetos individuais, embora a grande maioria destes variam em tamanho de pequenas pedras do tamanho de carros. No entanto, não são estimados em até 2 milhões de "grandes" asteróides - aqueles com diâmetro superior a um quilômetro (0,62 milhas).

Asteróides troianos

Asteróides troianos são aqueles caracterizados por orbitar o Sol ao longo do mesmo caminho como um dos planetas.

O agrupamento mais famoso de asteróides troianos são aqueles que levam e siga o planeta Júpiter.

Localizado nas pontos de Lagrange , 60 graus à frente e atrás do corpo em questão, as órbitas dos asteróides permanecem na posição em relação ao planeta, que orbita na mesma velocidade em torno do sol.

Enquanto isso pode ser possível para asteróides troianos a orbitar em torno dos planetas interiores, apenas órbita de Marte foi encontrada para contê-los. Isto talvez não é surpreendente uma vez que a população provavelmente surgiu de asteróides capturados gravitacionalmente emergentes da correia.

Asteróides perto da Terra

Parece que existe uma barragem quase constante de reportagens que tratam de asteróides ou cometas que estão indo em direção à Terra.

A realidade é muito menos emocionante. Na verdade, existem milhares de asteróides que encontram o seu caminho perto da Terra em uma base quase constante. Os que realmente cruzam a órbita da Terra são conhecidos como asteróides Apollo.

O resto simplesmente têm órbitas em torno do Sol, que ocasionalmente lhes trará perto da Terra. Estes asteróides são monitorados, bem de perto, por pesquisadores da NASA.

Descobrimentos de Asteróides

O primeiro asteróide a ser descoberto foi Ceres, um grande exemplo das espécies encontradas em órbita no cinturão de asteróides.

Astrônomo Giuseppe Piazzi encontrou a cerca de 600 milhas de diâmetro o asteróide em 1801.Ceres é o maior asteróide descoberto até hoje e é o único objeto a ser classificado como um planeta anão do sistema solar interno.

Satélites avançados como o WISE infravermelho, permitirá aos cientistas para encontrar asteróides mais facilmente, enquanto eles ainda estão longe da Terra.

Fonte: space.about.com

Asteróides

Asteróides
Imagem do asteróide Gaspra obtida pela sonda Galileo, da NASA.

Os asteróides são numerosos, possuem formas irregulares e designam-se por planetas menores, pois são muito mais pequenos que os planetas propriamente ditos. Estima-se em milhões o número destes objetos a orbitar o Sol. Uma vez que só podem ser detectados como pontos luminosos em telescópios, William Herschel chamou-lhes asteróides, uma palavra de origem grega que significa ‘parecido com estrela’, para designar este novo tipo de corpos celestes.

No início do século XX, alguns astrónomos chamaram-lhe “os parasitas do espaço”, porque apareciam regularmente em fotografias de galáxias ou nebulosas mais distantes, estragando os filmes mais sensíveis.

O maior dos asteróides, Ceres, foi o primeiro a ser descoberto. Foi observado pela primeira vez por Giuseppi Piazzi de Palermo, Sicília, Itália, no primeiro dia de Janeiro de 1801.

Alguns anos depois foram observados outros asteróides, como Pallas (1802), Juno (1804) e Vesta (1807). Passaram-se alguns anos sem qualquer descoberta, mas desde 1847 não existe um único ano em que não tenha sido observado pelo menos um novo asteróide, porque de fato eles são muito numerosos no Sistema Solar.

Ceres possui 940 km de diâmetro, o que representa cerca de um quarto do diâmetro da Lua. Por outro lado, possui cerca de 25% da massa de todos os asteróides detectados. Outros dezasseis têm um diâmetro superior a 240 km. Os asteróides mais pequenos assemelham-se a pequenas rochas com apenas alguns metros. A massa de todos os asteróides juntos, mesmo assim, seria inferior à da Lua...

O Centro de Planetas Menores (Minor Planet Centre) nos Estados Unidos registou até à data a órbita de mais de 150 000 asteróides e 1600 cometas. Em cada ano que passa vários milhares de asteróides e dezenas de cometas são descobertos. Porém, somente 70 000 destes corpos celestes têm órbitas bem determinadas. A título de curiosidade, refira-se que já foram mesmo detectados asteróides que gravitam em torno de outros asteróides.

Fonte: www.portaldoastronomo.org

Asteróides

Asteróides são objetos sem atmosfera, rochosos e metálicos, que giram ao redor do Sol e cujos tamanhos variam de alguns poucos metros até quase 1000 km (o maior deles, Ceres, tem 980 km de diâmetro).

São conhecidos dezesseis asteróides com diâmetro superior a 240 km, mas até hoje só três deles foram fotografados "de perto", permitindo a observação de detalhes.

Até hoje foi possível fotografarmos "de perto", permitindo-nos a visualização de detalhes, apenas três asteróides. A foto acima é do asteróide Ida e foi obtida pela sonda espacial Galileo, em agosto de 1993, a apenas 3.000 km de distância. É nítidamente visível o grande número de crateras na superfície de Ida, devido a impactos sofridos através dos tempos, com corpos menores. Ida tem 56 km de comprimento.

A sonda Galileo encontra-se hoje cumprindo sua função principal que é obter informações sobre Júpiter e suas luas. No caminho para Júpiter a sonda Galileo se aproximou de dois asteróides, Ida e Gaspra, e os fotografou. Essas são as mais ilustrativas fotos até hoje obtidas de asteróides.

Ida é um asteróide do tipo S, formado por silicatos ricos em metais. A maioria dos asteróides conhecidos (75%) são do tipo C, ricos em carbono.

A foto do asteróide Ida (acima), obtida pela sonda espacial Galileu, em agosto de 1993, a 3.000 km de distância, mostra o grande número de crateras na sua superfície, devido a impactos sofridos com corpos menores. Ida tem 56 km de comprimento.

As inúmeras crateras existentes na superfície da Terra, algumas com quilômetros de diâmetro, também são oriundas de colisões com asteróides.

Para reconhecermos a possibilidade da ocorrência de catástrofes provenientes dessas colisões, basta lembrar que há 65 milhões de anos o que se imagina ter sido um asteróide com 15 quilômetros de diâmetro caiu sobre a atual península de Yucatán, no México, a uma velocidade de 20 quilômetros por segundo.

A explosão e o desequilíbrio ecológico que se sucederam destruíram 70% das espécies de seres vivos que havia então, e puseram fim a 150 milhões de anos de domínio dos dinossauros sobre a Terra. No lugar do impacto abriu-se uma cratera de 170 quilômetros de extensão. Em 1908, um asteróide de aproximadamente 50 metros de diâmetro teria "explodido" no ar sobre o rio Tunguska, na Sibéria, devastando mais de 2.000 quilômetros quadrados de densa floresta.

Para um corpo celeste colidir com a Terra é necessário que ele cruze a órbita do nosso planeta. Estima-se que existam cerca de dois mil asteróides e cometas cujas órbitas cruzam a da Terra; mas deles apenas duzentos são conhecidos e constantemente monitorados. Daí se poder assegurar, com segurança, que nenhum dos objetos atualmente conhecidos cairá na Terra nos próximos 100 anos, embora não se possa afastar a possibilidade de que amanhã se descubra algum corpo celeste viajando pelo espaço diretamente em nossa direção. Mas se isso vier a acontecer, um possível impacto só viria a ocorrer daqui a algumas dezenas de anos.

O número desses corpos no sistema solar diminui muito na medida em que seus tamanhos aumentam.

Ou seja: existem muitos corpos pequenos e poucos corpos grandes. Isso faz com que a probabilidade de colisões desses asteróides de maior tamanho com nosso planeta também seja menor, não se podendo deixar de lado, porém, o fato de que devido à grande velocidade desses corpos, a queda de um deles na Terra, mesmo sendo um dos considerados “pequenos”, poderá liberar uma quantidade muito grande de energia.

Esse impacto é avaliado da seguinte maneira:

Ao colidirem com a Terra, objetos de 10 a 30 metros de diâmetro seriam capazes de liberar uma energia de 3 a 1.000 megatons, equivalente a centenas de bombas de Hiroshima (estima-se que corpos desse tamanho se choquem com a Terra em intervalos que variam de 1 a 100 anos).

Já os que têm entre 30 e 200 metros de diâmetro liberariam uma energia de 1.000 a 10.000 megatons (o intervalo das quedas varia entre 100 a 10.000 anos). O asteróie que caiu em Tunguska no início do século 20, se encontra nessa faixa de tamanho).

Objetos de 200 metros a 2 quilômetros de diâmetro liberariam uma energia de 10.000 a 100.000 megatons (freqüência de queda entre 10.000 a 1 milhão de anos. Eles seriam capazes de devastar áreas equivalentes a um continente).

Objetos de 2 a 10 quilômetros de diâmetro liberariam uma energia de 100 mil a 1 milhão de megatons (freqüência de 1 milhão a 100 milhões de anos). O asteróide que provocou a extinção dos dinossauros se encontra dentro dessa faixa de tamanho.

Objetos com mais de 10 quilômetros de diâmetro seriam capazes de extinguir a vida em nosso planeta e devem cair na Terra com uma freqüência de 100 milhões a 1 bilhão de anos.

Os asteróides estão concentrados em uma órbita cuja distância média do Sol varia de 2,17 a 3,3 unidades astronômicas (cada uma delas tem 149.597.870,691km), entre as órbitas de Marte e Júpiter, na região conhecida como Cinturão de Asteróides. Dentro dele existem faixas praticamente vazias (são as chamadas Lacunas de Kirkwood), que correspondem a zonas onde a atração gravitacional de Júpiter impede a permanência de qualquer corpo celeste.

Alguns deles, no entanto, descrevem órbitas muito excêntricas, aproximando-se periodicamente dos planetas Terra, Vênus e, provavelmente, Mercúrio. Os astrônomos também acreditam que se não fosse pela força gravitacional que o planeta gigante Júpiter exerce, os planetas internos seriam constantemente bombardeados por grandes asteróides. Sendo assim, a presença de Júpiter impede, na verdade, que Mercúrio, Vênus, Terra e Marte sofram repetidas colisões com eles.

Existem previsões de que por volta de 2030 um asteróide que está se deslocando pelo sistema solar poderá passar bem perto da Terra (a menos de 50 mil quilômetros, bem mais próximo, portando, que a Lua, cuja distância mínima do nosso planeta é de 364 mil quilômetros), e por essa razão cientistas do mundo inteiro estão monitorando seu avanço, estudando, inclusive, uma maneira de colocá-lo em nova direção.

Descoberto em 2004, e batizado com o nome de Apophis, ele tem cerca de 320 metros de largura (praticamente uma montanha viajando pelo espaço), e representa um risco relativamente pequeno. Mas como sua trajetória pode ser modificada pela gravidade terrestre, aumentando, assim. o risco de colisão, os cientistas já estão estudando a melhor forma de afastar esse perigo.

No dia 03 de julho de 2006 os jornais noticiaram que um asteróide de grandes dimensões passou perto da Terra naquela madrugada, a cerca de 435 mil quilômetros de distância da superfície terrestre. Os cientistas acreditam que o XP14 (essa a sua identificação), com 600 metros de diâmetro, esteja entre os maiores asteróides que se aproximaram do nosso planeta nos últimos anos, e prevêem que ele ainda terá mais dez encontros com a Terra neste século, embora nenhum deles represente uma ameaça.

Cientistas de vários países estão trabalhando na elaboração de um catálogo desses corpos com mais de um quilômetro de diâmetro. Geofísicos russos calcularam que, se um asteróide de dez quilômetros de diâmetro caísse na Terra, os maremotos provocados pelo impacto acabariam com todas as formas de vida no planeta.

Renato Las Casas e Divina Mourã

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br

Asteróides

O que é um asteróide?

UA significa unidade astronômica e baseia-se na distância média da Terra ao Sol, 1,5x108 km.

Em 1772, o matemático Johann Titus e o astrônomo Johann Bode descobriram uma seqüência matemática nas distâncias dos planetas a partir do Sol - essa seqüência previa a possibilidade de um planeta orbitar entre Marte e Júpiter a 2,8 UA (4.2x108 km) do Sol. Então, os astrônomos começaram a procurar esse possível planeta e, em 1801, o astrônomo italiano Giuseppi Piazzi descobriu um corpo indistinto nessa distância, ao qual ele deu o nome de Ceres. Entretanto, Ceres era mais indistinto do que Marte ou Júpiter, então, Piazzi concluiu que ele era muito menor. Outros corpos pequenos foram descobertos mais tarde nessa mesma adjacência. Esses objetos foram chamados de asteróides (o que significa semelhante à estrela) ou planetas menores.

Asteróides
Asteróide Gaspra, visto da espaçonave Galileo

Os asteróides são corpos pequenos e rochosos que orbitam o Sol entre as órbitas de Marte e Júpiter, que em todo lugar é de 2,1 UA (3,15x108 km) a 3,2 UA (4,8x108 km) do Sol. Existem mais de 20 mil asteróides conhecidos. Eles possuem forma irregular e têm diversos tamanhos que podem variar de um raio de 1 quilomêtro a centenas de quilômetros (Ceres é o maior, com um raio de 457 km). Medindo as flutuações em seu brilho, sabemos que muitos asteróides giram em períodos de 3 a 30 dias.

Além do tamanho, forma e rotação, sabemos relativamente muito pouco sobre esses objetos. É difícil calcular sua massa, pois não são grandes o suficiente para atrapalhar a gravidade de Marte ou Júpiter, mas estima-se que Ceres pese aproximadamente 1.2 x 1021 kg. Suas densidades são cerca de 2 a 4 g/cm3, o que é típico de corpos rochosos.

Ao examinar os espectros de luz refletidos desses objetos, podemos classificar os asteróides como:

C - escuro, provavelmente contém carbono (carbonáceo)
S - duas vezes mais brilhante que o C, provavelmente feito de ferro rochoso
M - semelhante aos meteoritos de ferro
P e D - pouco brilho, avermelhado

Os asteróides parecem ter duas origens diferentes:

Destroços resultantes da nebulosa original que deu origem ao universo e que não se compactaram (C)

Resquícios de um planeta fragmentado por problemas gravitacionais

Acreditamos que os asteróides são os restos dos planetesimais, pedaços antigos do sistema solar que se formaram entre Marte e Júpiter. Alguns dos planetesimais começaram a se transformar em planetas, mas foram quebrados em fragmentos pela imensa gravidade de Júpiter. Outros não começaram a formar planetas (por razões desconhecidas).

Muitas perguntas sobre asteróides permanecem sem resposta, pois eles nunca foram estudados intimamente. Até agora.

Projeto NEAR

O Projeto NEAR foi a primeira espaçonave a orbitar um corpo pequeno do sistema solar. Foi lançado há onze anos, em fevereiro de 1996. A NEAR passou pelo asteróide Mathilde em junho de 1997 a uma distância de 1.212 km da superfície. Continuou em sua jornada para orbitar finalmente o asteróide 433 Eros em fevereiro de 2000.

Asteróides
Foto cedida pela NASA/JHUAPL Lançamento da NEAR a bordo de um foguete Delta

Eros é um dos maiores asteróides, descoberto por Gustav Witt e August Charlois em 1898. Eros tem a forma de uma batata e possui 33 km de comprimento, 13 km de largura e 13 km de espessura. Ele gira a cada cinco horas e orbita o Sol a cerca de 1,5 UA (2,25x108 km). Eros é um asteróide tipo S.

A NEAR orbitou Eros por quase um ano, passando a 6 km e a 500 km da superfície. Durante esse tempo, mediu a gravidade do asteróide, fotografou-o, mapeou-o e fez medições químicas de sua superfície.

Asteróides
Foto cedida pela NASA/JHUAPL Instrumentos da NEAR

A espaçonave NEAR é equipada com células solares para fornecer energia elétrica. Um motor de foguete e os manobradores permitem que ela manobre em várias órbitas.

A NEAR possui os seguintes instrumentos:

Magnetômetro - mede o campo magnético para determinar se Eros é feito de ferro

Espectrômetro de raios x e gama - mede os elementos químicos na superfície pelos espectros característicos da radiação emitida

Espectrômetro infravermelho - mede o espectro da luz solar refletida da superfície para determinar os minerais presentes

Altímetro a laser - utiliza os reflexos do feixe de luz do laser para medir a topografia do asteróide

Aparelho de formação de imagens multi-espectrais - utiliza muitos comprimentos de onda da luz para determinar os tipos de rocha e os aspectos do solo do asteróide

Radio science experiment - mede mudanças minúsculas naradiofreqüência da NEAR à medida que Eros a coloca em órbita para determinar a massa e a densidade de Eros

Após um ano em órbita, a NEAR pousou na superfície de Eros.

A NEAR pousa em Eros

Após um ano orbitando Eros, a NEAR estava quase sem combustível. Ela foi projetada apenas para orbitar o asteróide e, no fim, colidir com a superfície. Em virtude de todos os seus objetivos científicos terem sido realizados, os cientistas da NEAR decidiram tentar pousar a espaçonave em vez de deixá-la colidir (o pouso não estava previsto para o plano de vôo inicial da NEAR, pois ela não estava equipada com trem de aterrissagem ou outros dispositivos para pouso em superfície).

O procedimento de pouso permitiria que os cientistas testassem manobras complexas para uma espaçonave e obtivessem imagens próximas da superfície. Essas imagens possibilitariam os cientistas de verem objetos com diâmetros menores de 10 cm.

Asteróides
Foto cedida pela NASA/JHUAPL A rota do pouso da NEAR da órbita

Os cientistas determinaram que a NEAR diminuísse sua órbita circular e executasse uma série de voltas de frenagem à medida que se aproximasse da superfície. O pouso seria feito na parte central, em forma de sela, do asteróide.

Asteróides
Foto cedida pela NASA/JHUAPL Local de pouso da NEAR (amarelo)

A NEAR aproximou-se da superfície e enviou imagens de Eros tiradas de 500 m a 120 m para baixo.

Asteróides
Foto cedida pela NASA/JHUAPL A superfície de Eros - a 1.150 m

Asteróides
Foto cedida pela NASA/JHUAPL Última imagem da NEAR da superfície de Eros - a 120 m

A temperatura no asteróide varia de 100º C durante o dia a -150º C à noite. Existe pouca gravidade, com uma velocidade de escape de apenas 36 km/h (a velocidade de escape da Terra é de 40.250 km/h), mas ela conseguiu segurar a NEAR, que resistiu ao pouso e ainda pôde transmitir informações à Terra, via rádio. Para mais informações sobre os asteróides e a NEAR.

Fonte: ciencia.hsw.uol.com.br

Asteróides

Chamam-se asteróides ou pequenos planetas, a algumas dezenas de milhares de fragmentos rochosos, cujas dimensões variam de pequenos penhascos até 1.000km de diâmetro, caracterizados por uma superfície irregular e pela ausência de atmosfera.

Cerca de 95% destes corpos ocupam, um espaço compreendido entre as órbitas de Marte e de Júpiter; no entanto, alguns grupos orbitam próximos do Sol e de Mercúrio e outros afastam-se até à órbita de Saturno. Calcula-se que sua massa total seja 1/2.500 em relação à Terra, sendo comparável com Japeto, um satélite de Saturno.

As hipóteses sobre as origens dos asteróides são várias; no entanto, as mais aceitas na atualidade reduzem-se a duas:

que os fragmentos asteróides são o resultado da destruição de um único corpo celeste

que uma família de um limitado número de asteróides, não mais que uns 50, se formou desde a origem do sistema solar, mas que se foram multiplicando com as sucessivas e reciprocas colisões

O primeiro asteróide descoberto e também o maior é Ceres, de 1.000km de diâmetro, descoberto em 1801 por Giuseppe Piazzi, diretor do observatório astronômico de Palermo. Alguns anos mais tarde foram ainda descobertos o Palas Atenea, com um diâmetro de 530km (Olbers, 1802); Juno, com um diâmetro de 220km (Harding, 1804), e Vesta, com um diâmetro de 530km (Olbers, 1807). O grande impulso à classificação dos asteróides foi dado por Max Wolf em 1891, com a introdução da investigação sobre placas fotográficas. Hoje os asteróides classificados são mais de dois mil e existem dois grandes centros mundiais, um nos Estados Unidos, em Cincinnati (Ohio), e outro na Rússia, em S. Petersburgo, que se ocupam exclusivamente de seu estudo.

Consoante com sua posição orbital, os asteróides estão subdivididos em três grupos:

o chamado cinturão principal, que ocupa 95% de todos os asteróides conhecidos e que se encontra entre as órbitas de Marte e Júpiter, exatamente entre 2,2 e 3,3 UA do Sol. Aqui, os asteróides mais interiores têm períodos orbitais de aproximadamente dois anos, os mais exteriores de seis anos. No interior deste cinto existem vácuos denominados pelos estudiosos de "lagoas de Kirkwood" (chamadas assim pelo astrónomo que as observou pela primeira vez em 1866) e nas quais não existe nenhum asteróide em órbita. Estas lagoas são causadas pela presença próxima do maior planeta do sistema solar, Júpiter, que tem um período orbital de doze anos. Quando um asteróide ocupa uma órbita que tem um período similar ao de Júpiter, é afastado pela força gravitacional deste último.

As lagoas mais relevantes encontram-se em correspondência de órbitas com períodos de 4; 4,8; 5,9 anos.

os denominados pequenos planetas troianos, que ocupam a mesma órbita que Júpiter, precedendo-o ou seguindo-o nela. Por sua vez, estão subdivididos no chamado "grupo de Aquiles", formado por várias centenas de corpos que precede Júpiter, e no "grupo de Patrocio", um pouco menos numeroso, que segue Júpiter.

o grupo Apolo e Amor, formado por um milhar de corpos e caracterizado por órbitas muito mais elípticas, que se estendem aos planetas interiores e que, portanto, podem potencialmente entrar em colisão com a Terra. A este propósito, alguns astrónomos mantêm que, várias catástrofes do passado, como por exemplo a extinção dos dinossauros do Cretáceo-Terciário, há 65 milhões de anos, foi causada pela queda na Terra de um destes asteróides, com um diâmetro estimado de aproximadamente 10km. Os objetos do grupo Apolo e Amor, no entanto, segundo alguns estudiosos, não seriam uma derivação do grupo originário dos asteróides, mas núcleos de cometas, carecendo da componente volátil e reduzidos a orbitar entre os planetas interiores.

A composição dos asteróides é estabelecida por meio de métodos de análise indireta, graças à luz que eles refletem. Os resultados indicam que, em sua maior parte, estes corpos celestes são compostos por substâncias similares aos meteoritos, isto é, fragmentos de composição pétrea ou ferrosa que se precipitam sobre a Terra, provocando o espetacular fenômeno das estrelas cadentes e que, às vezes, conseguem ser recuperados.

Os Asteróides como o indicam alguns astrónomos, poderiam converter-se no futuro em óptimas reservas de minerais valiosos que são escassos no nosso planeta.

Portanto, poderiam ser amplamente aproveitados numa futura colonização humana do sistema solar.

Fonte: www.rnoa.rcts.pt

Asteróides

Pequenos Mundos

No início do século XIX, em Palermo, na pequena ilha da Sicília ao sul da Itália, o monge Giuseppe Piazzi (1746-1826) anunciou ter descoberto um novo planeta entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Ele o batizou com o nome de Ceres-Ferdinando, em homenagem à deusa protetora da Sicília, Ceres, e ao rei Ferdinando.

Asteróides

Era o ano de 1801 e Piazzi já estava muito velho, de forma que não conseguiu acompanhar o astro em suas novas observações e acabou perdendo-o. Muitos astrônomos da época tentaram reencontrá-lo, mas em vão.

O problema chamou a atenção de um jovem e brilhante matemático da época, chamado Gauss, que elaborou um método para localizar um corpo celeste a partir de uns poucos dados observacionais. Graças a ele Ceres foi reencontrado.

No ano de 1802 o Sistema Solar contava então com oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno (conhecidos desde a Antiguidade), Urano (descoberto em 1781) e Ceres.

Asteróides
Os planetas do Sistema Solar, no ano de 1802.

Contudo, este quadro não duraria muito e neste mesmo ano anunciou-se a descoberta de um novo planeta: Pallas.

Em 1807 foi a vez de Vesta, até que, no ano de 1866 já haviam sido descobertos mais de 60 novos planetas entre Marte e Júpiter. Quantos planetas existiriam afinal?

Asteróides
O Sistema Solar como era conhecido no ano de 1866.

Logo percebeu-se que os novos astros não eram propriamente planetas, mas os corpos hoje conhecidos como asteróides, astros escuros, com formas variadas e percorrendo órbitas excêntricas e bastante inclinadas em relação à eclíptica, como é chamado o plano da órbita da Terra. Além disso eles não eram tão grandes quanto os planetas.

A maior parte dos asteróides subdivide-se em três categorias principais:

Os carbonáceos (ou tipo C),

Os siliciosos, (ou tipo S) e

Os metálicos (ou tipo M).

Cerca de 75% dos asteróides conhecidos são do tipo C e localizam-se nas regiões externas do cinturão, sendo também os menos reflexivos (menor albedo). A maior parte dos restantes é do tipo S.

Asteróides

Porém, nem todos se concentram no cinturão. Alguns formam grupos distintos e gravitam o Sol na mesma órbita de Júpiter, como é o caso dos Troianos, ou seguem órbitas altamente excêntricas, inclusive passando pelo Sistema Solar interior, como Eros.

Curiosidades sobre os asteróides

Por duzentos anos, Ceres foi considerado o maior entre todos os asteróides do Sistema Solar, com seus 457 km de raio. Seu "reinado" na Terra terminou definitivamente em agosto de 2001, quando astrônomos europeus descobriram, através do observatório de Cerro Tololo, no Chile, um corpo com raio de aproximadamente 600 km, nas imediações da órbita de Plutão. O novo pequeno-gigante recebeu a denominação provisória 2001 KX76. E Ceres ainda é seguido de perto por outro asteróide, de nome Varuna, com 450 km de raio.

Apesar de se agruparem na região conhecida como Cinturão, a densidade dos asteróides não é elevada: um cubo com 100 milhões de km de lado contém, em média, apenas um único asteróide com mais de 100 km de extensão. E mesmo objetos menores ficam até alguns milhões de km distantes uns dos outros.

Atravessar essa região não é tão crítico quanto poderíamos imaginar.

Segundo alguns pesquisadores, os asteróides poderiam semear a vida nos planetas (por exemplo, deixando na Terra microorganismos ou substâncias orgânicas elementares a partir das quais a vida evoluiu). Por outro lado, o impacto de um grande asteróide poderia resultar na completa extinção da vida. Eles seriam, portanto, criadores e destruidores.

Vesta, com 500 km de diâmetro, é também um dos asteróides mais espetaculares. Sua estrutura geológica, distinta de seus semelhantes e muito similar a de planetas como Terra ou Marte, levou alguns astrônomos a vê-lo como um quinto planeta rochoso. Vesta pode ter sido formado por aglomeração de rochas menores e o seu interior talvez ainda esteja quente.

Muitos meteoritos que caíram na Terra têm origem nas colisões mútuas entre asteróides, muito comuns no passado e que ainda podem ocorrer hoje.

Dados físicos e orbitais de alguns asteróides

Nome Descoberta Raio Distância do Sol1 Translação Albedo Excentricidade
2001 KX76* 2001 600 km 6.450 - - 0,246
Ceres 1801 457 km 413,9 4,6 anos 0,10 0,097
Varuna* 2000 450 km - - 0,07 0,055
Pallas 1802 261 km 414,5 4,6 anos 0,14 0,180
Vesta 1807 250 km 353,4 6,6 anos 0,38 0,097
Juno 1804 122 km 399,4 4,4 anos 0,22 0,218
Hebe 1847 96 km 362,8 3,9 anos 0,25 0,146
Eros 1893 7 km 218,4 1,8 anos - 0,223
Apolo 1932 0,7 km 219,9 1,8 anos - 0,566

1 Valor médio, em milhões de quilômetros.
* Objetos do Cinturão de Kuiper (Trans-netunianos).

Fonte: www.zenite.nu

Asteróides

Os Asteróides são corpos rochosos e metálicos que possuem órbita definida ao redor do Sol.

São semelhantes aos meteoros, porém em dimensões bem maiores. Possuem forma e tamanhos indefinidos.

Conhecemos hoje cerca de 600 asteróides, e muitos são descobertos a cada ano, dos já conhecidos 26 possuem diâmetro superior a 200 Km, os que estão entre 10 e 100 Km são conhecidos apenas a metade.

São desconhecidos quase todos os de menor tamanho, acredita-se que existam cerca de 1 milhão destes. Se juntássemos a massa de todos os Asteróides conhecidos, ela seria inferior à massa da Lua.

De onde surgiram e como são classificados

O surgimento dos asteróides ainda é um mistério, assim como outros corpos celestes, existem muitas especulaçoes a respeito a mais aceita dizem que eles são remanescentes originais da nebulosa da qual surgiu o Sistema Solar, suas composições têm mostrado traços da evolução mais antiga do Sistema Solar.

Hoje acredita-se que muitos deles se originam principalmente da nuvem de Oort, que é uma imensa nuvem de até um trilhão de corpos, essa nuvem foi descoberta por Jan Oort em 1950, por cálculos acredita-se que essa nuvem tenha mais que a massa de Júpiter, e possui uma óbita em torno do Sol, localizando-se muito além do planeta Plutão (isso é altamente especulativo, já que tais dados não foram realmente comprovados até hoje).

O que se sabe bem é que os asteróides do qual conhecemos hoje originam-se do Cinturão Principal, localizado entre Marte e Júpiter, formando um anel que orbita o Sol, entre as concentrações de asteróides do Cinturão Principal existem regiões vazias que são chamadas de falhas de Kirkwood, nessas regiões um objeto poderia ser acelerado devido ao grande campo graviatacional de Júpiter e mandá-lo a uma órbita diferente, essa modificação na órbita do asteróde provocado pelo campo gravitacional de Júpiter pode tanto fazer o asteróide mergulhar para o planeta gigante como lançá-lo no interior do Sistema Solar onde este pode atravessar a órbita da Terra.

Quanto a classificação dos asteróides só se foi possível fazer um estudo de acordo com os fragmentos destes que caem na Terra todos os anos.

Quanto à constituição podem ser classificados como:

Rochosos

Os condritos são aproximadamente 85,7% dos conhecidos.

a) Carbonados

b) Enstatidos

Os acondritos são aproximadamente 7,1% dos conhecidos.

a) Grupo HED

b) Grupo SNC

c) Aubritos

d) Ureiletos

Rochosos ferrosos 1,5%.

a) Palasitos

b) Mesosideritos

Ferrosos 5,7%

Como vemos acima os asteróides são difíceis de ser classificados, os mais comuns são esses três grupos, existem mais outros, mas devido a pequena porcentagem existente podemos desconsiderá-los de estudos mais detalhados.

Os asteróides mais comuns os do tipo rochosos possuem datação radiométrica de 4,55 bilhões de anos que é a idade aproximada do Sistema Solar, apesar de modificações sofridas pelas alterações glaciais, essa tem sido aceita como a idade de surgimento dos asteróides.

Quanto à composição química os asteróides podem também ser classificados de acordo com o seu albedo.

Albedo: É a medida de quantidade de luz refletida por um asteróide, varia de 0,0 a 1,0.

Tipo C

Inclui mais de 75% dos asteróides conhecidos. São extremamente escuros e o albedo fica em torno de (0,03), são carbonáceos condritos, quase a mesma composição química do Sol menos o hidrogênio, hélio e outros produtos voláteis.

Tipo S

São relativamente brilhantes possuindo albedo entre (0,10 e 0,220), composição de ferro-níquel metálico misturados com silicatos de ferro e de magnésio.

Tipo M

A maior parte dos restantes são muito brilhantes possuindo albedo entre (0,2 a quase 1,0).

Fonte: educar.sc.usp.br

Asteróides

Asteróides são pequenos corpos do sistema solar também chamado de planetóide. Existem milhares deles orbitando no espaço sendo que a maioria deles orbitam no chamado cinturão de asteróides com aproximadamente 150.000 km de fragmentos que fica entre Marte e Júpiter.

Ceres é considerada o maior dos asteróides até hoje estudado com cerca de 1.00 km. Devido ao seu tamanho, Ceres é chamada de planeta anão. Por serem pequenos e escuros, é difícil de estudar as características por telescópios. A concentração de asteróides que flutuam próximos à Terra só foi descoberta em 1990 com instrumentos sofisticados.

As sondas espaciais hoje, são as melhores alternativas para avaliação e observação de asteróides. Em 2001, a sonda Near-Shoemaker foi o primeiro a pousar sobre um asteróide, o Eros com cerca de 315 milhões de quilômetros da Terra.

Em 1986, o asteróide Hermes passou próxima a Terra, isso ocorreu pelo fato de que o asteróide sofre influência gravitacional freqüente da Terra. Hermes brilha como uma estrela de 13ª magnitude, o que o torna alvo fácil para telescópios.

A queda de um asteróide gigante na Terra pode extinguir a vida terrestre e, acredita-se, que esse fato foi o que ocorreu com os dinossauros há 65 milhões de anos. Estima-se que o risco de colisão de um asteróide com a Terra é de um a cada 300 mil anos.

Gabriela Cabral

Fonte: www.alunosonline.com.br

Asteróides

Asteróides
Asteróide Vesta, de 500 km de diâmetro, é o segundo maior do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter

Um asteroide é um corpo rochoso no espaço o qual pode medir de poucas dezenas de metros a muitas centenas de metros de diâmetro.

Eles são considerados restos deixados para trás quando da formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos.

Muitos asteróides orbitam a região entre Marte e Júpiter. Este "cinturão" de asteróides segue uma órbita ligeiramente elíptica ao redor do Sol, e move-se na mesma direção dos planetas. Demora de três a seis anos terrestres para que ele complete uma revolução ao redor do Sol. Um asteróide pode ser puxado para fora de sua órbita pela atração gravitacional de um objeto maior como um planeta.

Uma vez que o asteróide é capturado pela atração gravitacional do planeta, ele torna-se um satélite daquele planeta. Astrônomos teorizam que foi deste modo que os dois satélites de Marte, Phobos e Deimos passaram a orbitar aquele planeta. Um asteróide é também capaz de colidir com um planeta resultando na formação de uma cratera de impacto.

Alguns cientistas acreditam que tal impacto na área da Península de Yucatán, no México, tenha desencadeado os eventos que levaram a extinção dos dinossauros aqui na Terra.

Astrônomos acreditam que se não fosse pela força gravitacional que o planeta gigante Júpiter exerce sobre os asteróides do cinturão, os planetas internos seriam constantemente bombardeados por grande asteróides.

A presença de Júpiter na verdade protege Mercúrio, Vênus, Terra e Marte de repetidas colisões com asteróides!

Descoberta e exploração

21 Lutetia (Lutécia, em português) é um grande asteroide do cinturão de asteróides. Ele tem um tipo espectral incomum, e com cerca de 96 km de diâmetro, é o maior asteroide a ser visitado por uma sonda espacial, como a que foi realizada pela sonda Rosetta no dia 12 de julho de 2010. O nome lutetia é derivado do nome latino Lutetia.

21 Lutetia foi descoberto em 15 de novembro de 1852 por Hermann Goldschmidt, durante observações da varanda de seu apartamento, em Paris.

Em 12 de julho de 2010, a sonda espacial europeia Rosetta passou a 3160 km de 21 Lutetia, a uma velocidade de 15 km/s, durante sua ida ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. 21 Lutetia foi o primeiro asteroide tipo M a ser visitado por uma sonda espacial.

Impacto profundo há milhões de anos

Asteróides

Há 65 milhões de anos, o que se imagina ter sido um asteróide com diâmetro de cerca de 15 quilômetros (quase duas vezes o tamanho do Monte Everest) esborrachou-se sobre o que é hoje a península de Yucatán, no México, a uma velocidade de 20 quilômetros por segundo.

O choque liberou energia equivalente a 100 milhões de megatons, valor equivalente à explosão de bilhões de bombas de Hiroshima.

A explosão e o desequilíbrio ecológico que se sucederam destruíram 70% das espécies de seres vivos que havia então e puseram fim a 150 milhões de anos de domínio dos dinossauros sobre a Terra.

No lugar do impacto abriu-se uma cratera de 170 quilômetros de extensão. Aquilo sim, foi quase um apocalipse.

Asteróides Apolo

Asteróides Apolo são um grupo que orbitam próximos a trajetória da Terra e que receberam este nome após a descoberta do asteróide 1862 Apolo, que foi o primeiro asteróide descoberto deste grupo.

Eles são asteróides que têm uma órbita cujo o semi-eixo maior é mais comprido que o da Terra. Em alguns casos eles podem orbitar muito próximo do nosso planeta, tornando-os candidatos potenciais a uma colisão com a Terra.

O maior asteróide da classe Apolo conhecido é o 1866 Sisyphus, tem um diâmetro em torno de 10 km.

Os asteróides Apolos conhecidos são:

 

Nome

Descoberto no ano de

Descoberto por

2004 AS1

2004

LINEAR
1998 KY26 1998 Spacewatch
1997 XR2 1997 LINEAR
69230 Hermes 1937 Karl Reinmuth
(53319) 1999 JM8 1999 LINEAR
(52760) 1998 ML14 1998 LINEAR
(35396) 1997 XF11 1997 Spacewatch
(29075) 1950 DA 1950 Carl A. Wirtanen
25143 Itokawa 1998 LINEAR
6489 Golevka 1991 Eleanor F. Helin
4769 Castalia 1989 Eleanor F. Helin
4660 Nereus 1982 Eleanor F. Helin
4581 Asclepius 1989 Henry E. Holt, Norman G. Thomas
4486 Mithra 1987 Eric Elst, Vladimir Shkodrov
(4197) 1982 TA 1982 Eleanor F. Helin, Eugene Shoemaker
4183 Cuno 1959 Cuno Hoffmeister
4179 Toutatis 1989 Christian Pollas
4015 Wilson-Harrington 1979 Eleanor F. Helin
3200 Phaethon 1983 Simon Green, John K. Davies/IRAS
2101 Adonis 1936 Eugène Joseph Delporte
2063 Bacchus 1977 Charles T. Kowal
1866 Sisyphus 1972 Paul Wild
1862 Apollo 1932 Karl Reinmuth
1685 Toro 1948 Carl A. Wirtanen
1620 Geographos 1951 Albert George Wilson, Rudolph Minkowski
1566 Icarus 1949 Walter Baade

Placa de 700 a.C. traz relato de destruição de Sodoma

Cientistas britânicos conseguiram decifrar as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C. e descobriram que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteróide — que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.

Asteróides
O objeto teria o relato de uma testemunha sobre a explosão

Conhecido como "Planisfério", o bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os pesquisadores.

O objeto traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos.

Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstroem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (Calendário Juliano).

Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro.

Impacto

De acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteróide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande.

O asteróide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico.

Segundo os pesquisadores, o rastro do asteróide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.

Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Antigo Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos.

O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteróide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do que pelo impacto da explosão nos Alpes.

Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto.

Fonte: www.starnews2001.com.br

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