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Aterosclerose

O que é a aterosclerose?

É uma doença que surge no interior das artérias (vasos sanguíneos que conduzem o sangue do coração para todo o corpo), que causa estreitamento dos diâmetros dos vasos e que diminui a circulação aos órgãos, reduzindo a chegada de sangue e oxigénio provocando o seu sofrimento.

A aterosclerose envolve depósitos de matéria gorda (gordura), células musculares, colesterol, cálcio e outras substâncias. Este depósito chama-se placa de ateroma. Esta placa de ateroma cresce lentamente ao longo dos anos e vai estreitando a artéria e reduzindo a sua elasticidade. Como consequência do crescimento da placa de ateroma, o sangue que chega aos órgãos reduz-se, o que pode afetar o seu funcionamento.

A placa de ateroma pode predispor para a formação de coágulos de sangue e bloquear o fluxo de sangue, particularmente em vasos de calibre reduzido. A aterosclerose pode afetar as artérias do coração, cérebro, rins, outros órgãos vitais, braços e pernas.

Aterosclerose

O que é a placa de ateroma?

A placa de ateroma é um depósito de gordura que se forma e desenvolve no interior de artérias (vasos sanguíneos). A placa de ateroma cresce silenciosa ao longo dos anos, tornando-se cada vez maior sem que dê sintomas. Quando as dimensões da placa são suficientemente grandes para restringir a passagem de sangue surgem então os sintomas.

Quais são os sintomas da aterosclerose?

Esta é uma doença que surge e agrava silenciosamente, isto é, sem sintomas enquanto não for suficientemente grave. Por isso deve ser prevenida desde a infância.

Só quando os vasos sanguíneos estão muito estreitos é que a aterosclerose provoca sintomas. Estes também podem surgir quando há uma obstrução súbita dos vasos sanguíneos.

Os sintomas dependem da zona onde as placas estão localizadas e da região do corpo afetada. Podem surgir no coração, cérebro, órgãos vitais (rins) e pernas, ou em qualquer outro local do corpo.

Os sintomas desenvolvem-se lentamente e podem surgir com dor ou caimbras, pela falta de oxigénio no local. Por exemplo, quando a pessoa anda a pé pode surgir dor na perna, ao fazer exercício pode surgir dor no peito (angina). O fornecimento insuficiente de sangue ao cérebro pode provocar tonturas e ataque isquémico transitório (AIT), com sintomas semelhantes a uma trombose que duram até 24 horas.

O AIT ou ataque isquémico transitório é uma situação que dura até 24horas e que é provocada por falta temporária do fornecimento de sangue a uma região do cérebro. Esta falta de sangue faz sofrer as células cerebrais e o doente pode manifestar sintomas parecidos com uma trombose mas que recupera em 24 horas, isto é, normaliza até às 24 horas.

Se houver a formação de um trombo (coágulo de sangue) no cérebro ou no pescoço (na artéria carótida) pode surgir uma trombose, no coração pode ocasionar insuficiência cardíaca ou ataque cardíaco (enfarte do miocárdio); nos rins pode surgir elevação da pressão arterial e insuficiência renal. Nas pernas, em casos graves, pode ocasionar gangrena e obrigar a amputação da perna.

O que provoca a aterosclerose?

O crescimento das placas de ateroma e a perda de elasticidade das artérias afetadas vão reduzindo o seu calibre, ficando mais estreitas. As placas começam a formar-se desde o início da vida e progridem lentamente ao longo dos anos, em silêncio.

As situações que promovem a formação do ateroma (placa) são:

Tabagismo.
Hipertensão (pressão arterial elevada).
Diabetes.
Obesidade.
Colesterol elevado.
História familiar (ter familiares próximos com doença aterosclerótica).
Ser do sexo masculino; Após a menopausa.

Como se diagnostica a aterosclerose?

Através dos sintomas e de vários testes de diagnóstico.

Os testes utilizados são: eletrocardiograma, ecocardiograma e outros. O eletrocardiograma regista ondas eléctricas do coração e o ecocardiograma usa ondas ultrassónicas. São testes não invasivos e fáceis de realizar.

O angiograma permite a visualização do fluxo de sangue através das artérias coronárias e das câmaras do coração. Realiza-se com a injeção de substâncias apropriadas (ex.: tálio) na corrente sanguínea e registo. Esta técnica efetua-se em departamentos especializados e pode durar de 30-60 minutos. A angiografia é um dos melhores métodos de diagnóstico.

Que doenças podem ser causadas pela aterosclerose?

Dependem do local onde está a placa de ateroma:

Doença cardíaca: como a angina de peito ou enfarto do miocárdio. Resulta da formação de um trombo sobre uma placa de ateroma localizada numa artéria coronária (fornece sangue ao coração);
Doença cerebrovascular, trombose cerebral ou AVC
: doença cerebral que pode causar trombose ou AIT (trombose que recupera em 24 horas). Trombose significa que uma parte do cérebro foi lesionada subitamente. É causada pelo bloqueio de uma artéria cerebral por um coágulo que se forma geralmente sobre uma placa de ateroma. No AIT, a circulação cerebral é recuperada em 24 horas. Há casos com sintomas semelhantes a trombose causados por hemorragia cerebral, particularmente se houver hipertensão ou outros riscos. Assim, se houver uma dor de cabeça intensa, esta deve ser tratada com paracetamol e não com ácido acetilsalicílico nem com outros anti-inflamatórios porque podem aumentar a hemorragia.
Doença arterial periférica
: é uma doença resultante do estreitamento de outras artérias (fora do cérebro ou do coração). As artérias mais frequentemente afetadas são as das pernas.

Como se trata a aterosclerose?

Há vários cuidados a seguir:

Evitar o crescimento de placa de ateroma: através de estilos de vida saudáveis, com a redução da ingestão de gordura, do colesterol, perder peso, atividade física, controlo da pressão arterial, da diabetes e abandonar o tabagismo se o doente for fumador.

Tomar medicamentos para baixar o colesterol, pressão arterial e controlar a diabetes: há medicamentos muito efetivos na redução do colesterol, da pressão arterial e da glicemia. Estes medicamentos devem ser tomados continuamente, a menos que o médico mande parar. Estas alterações não curam só se podem controlar.

Se durante o tratamento os valores de colesterol, pressão arterial ou glicemia estiverem baixos, é sinal que o medicamento e a dieta estão a fazer efeito. Não significa que esteja curado. Se parar a dieta ou deixar de tomar os medicamentos, ao fim de algum tempo os valores voltam a elevar-se e o risco de aterosclerose e das suas consequências, também aumentam;

Tomar medicamentos para evitar a formação de trombos sobre a placa: a toma de antiagregantes plaquetários está indicada na maioria destes doentes. O ácido acetilsalicílico é dos medicamentos que demonstraram ter um efeito benéfico e é barato. Não o tome sem indicação médica.

Tomar medicamentos para deixar de fumar: se não conseguir deixar de fumar sem auxílio, pergunte ao seu farmacêutico ou ao seu médico, porque há medicamentos que podem ser usados e que ajudam a abandonar o tabagismo;

Cirurgia de bypass coronário: procedimento usado quando a angioplastia coronária não está indicada ou quando não foi efetiva. Consiste na colocação de próteses de vasos sanguíneos retirados de outra parte do corpo para transportar o sangue a zonas do coração que não estavam a ser devidamente irrigadas por causa da aterosclerose;

Ateroctomia: remoção ou dissolução de uma placa localizada na artéria bloqueada.

Fonte: www.setfarma.com

Aterosclerose

Aterosclerose é uma causa significante de morbidade e mortalidade.

Definição

Ela é uma doença de artérias de grande e médio calibre, caracterizada por numerosas áreas de espessamentos da parede arterial (na íntima). Estes espessamentos são denominados " placas " ou " ateroma " e contém acúmulos de gordura, vários tipos de células e fibras colágenas, em várias proporções.

Placas causam a redução no lúmen da artéria afetado (estenose) e predispõe a trombose, resultando em I.A.M., A.V.C. e doença vascular periférica, dependendo da artéria afetada.

Morfologia

Placas ateroscleróticas (fibrosa) são lesões elevadas e freqüentemente opacas, de aparência "branco perolado". Ela contém uma capa fibrocelular envolvendo uma região nuclear composta de cristais de colesterol e outras formas de lipídios. Observando desde o lúmen do vaso para a placa, primeiramente nós encontramos células endoteliais, por conseguinte uma cápsula fibrosa e finalmente o núcleo, contendo tecido necrótico e lipídios extracelular (incluindo cristais de colesterol). Depósitos de lipídios estão presentes dentro de células que são denominadas de "células espumosas" ou "foam cells". Elas podem ser derivadas das células musculares lisas modificadas ("miogênicas"). Pela microscopia eletrônica estas aparecem alongadas, com numerosos filamentos, retículo endoplasmático rugoso e vasos pinocíticos. Células espumosas podem também ser derivadas dos macrófagos ("macrofagicos") e neste caso a ME mostra uma célula de forma ovóide, com alguns filamentos.

Características

A lesão aterosclerótica tem as seguintes características: são distribuídas em focos são localizadas predominantemente na íntima são heterogêneas na composição são causas de estenose da luz do vaso compromete a integridade anatômica da camada media são caracterizadas pelo lesão tecidual (necrose de células musculares lisa) e acumulo de lipídios intracelular e extracelular apresenta enfraquecimento mural ou trombose oclusiva
Apresenta ainda as seguintes características:
Acúmulo de grande quantidades de lipídios, extracelular e intracelular (por isso - denominada de células " espumosas ") Acúmulo de colágeno e glicosaminoglicanos sulfatados Proliferação anormal de células musculares lisas

Raias gordurosas são manchas amarelada planas, diminuta, redonda ou ovalada que podem tornar-se arranjadas em fileiras de diferentes comprimento. Elas são mais evidentes ao longo da superfície dorsal da aorta torácica descendente. Elas tem uma camada superficial de lipídios - preenchida por células espumosas.

Componentes da Placa

Células endoteliais, macrofagos, células musculares lisas, linfócitos T e B, produtos de todos estes elementos celular.

1. Células Endoteliais

Numerosas funções e mediadores Heterogenicidade das células endoteliais na aterosclerose (células gigantes) In vitro mostram aumento da síntese e liberação da proteína PDGF-like que estimulam as células musculares lisa.

2. Plaquetas

Liberam fatores de crescimento que estimula a migração e proliferação de células musculares lisa arterial. PGDF-A está contida nos grânulos dos megacariocitos e plaquetas e é secretada durante a reação de liberação. Ela se liga com alta afinidade a células musculares lisa e fibroblastos, induzindo a fosforilação de várias membranas-associadas e proteínas citoplasmáticas, que podem ter um papel importante na proliferação celular. Outro efeito é o aumento da formação de diglicerídeo e falência, com liberação de ácido araquidonio livre. PDGF estimula a formação de prostaglandinas, primeiro pela aumento da liberação de ácido araquidonico livre, segundo pela formação de novas cicloxigenases pelas células. Moléculas muito semelhante ao PDGF são secretadas por inúmeras outras células, p.e. células endoteliais, macrófagos, células musculares lisa.

3. Células Musculares Lisas

Células multifuncional com fenótipo de modulação desde contratilidade ao estado de síntese. Apresenta receptores para LDL e fatores de crescimento (incluindo PDGF). Elas podem migrar em resposta a quimiotaxia específica. Elas se proliferam , formando grande quantidade de matriz do tecido conjuntivo e acumulam lipídios, formando as células "espumosas". Elas também secretam uma forma de PDGF.

4. Macrófagos: Macrófagos produzem IL-1, TNF, peróxido de hidrogênio, superóxido.

Fatores de Risco: Hiperlipidemia Fumante de cigarros Pressão sangüínea alta Diabetes mellitus Homem vs. Mulher

Teorias de formação da aterosclerose: Hipótese da Infiltração Lipídica ("Hipótese da embebição, Virchow, 1856) Hipótese da Encrustração Hipótese da Lesão Endotelial (ou resposta à lesão) Hipótese Unificada (ou Hipótese da Lesão Modificada)

Finalmente, a lesão aterosclerótica regride?

Estudos em humanos: Epidemiologia Morfologia Angiografia
Estudos experimentais em animais:
Modelos em ratos, incluindo camundongos transgenéticos

O termo "Arteriosclerose" significa: "endurecimento das artérias" é utilizado para indicar um grupo de processos que tem em comum o espessamento da parede arterial e a perda de elasticidade da mesma.

Arteriolosclerose - espessamento da parede das pequenas artérias e arteríolas, devido a proliferação fibromuscular ou endotelial
Aterosclerose
- caracterizada pela formação de ateromas - depósitos circunscritos de lipídios na camada íntima esclerose calcificante da camada média (Esclerose de Monckeberg) - calcificação da camada média das artérias musculares
Vasculite
- processo inflamatório da parede vascular com infiltração celular, edema e precipitação de fibrina

Fonte: www.famema.br

Aterosclerose

A arteriolosclerose é um tipo menos frequente de arteriosclerose que afeta principalmente as camadas interna e média das paredes das artérias musculares pequenas (arteríolas). A doença verifica-se sobretudo nas pessoas que sofrem de hipertensão arterial.

Aterosclerose é um termo geral que designa várias doenças nas quais se verifica espessamento e perda de elasticidade da parede arterial. A mais importante e a mais frequente destas doenças é a aterosclerose, na qual a substância gorda se acumula por baixo do revestimento interno da parede arterial.

A aterosclerose afeta as artérias do cérebro, do coração, dos rins, de outros órgãos vitais e dos braços e das pernas. Quando a aterosclerose se desenvolve nas artérias que alimentam o cérebro (artérias carótidas), pode produzir-se um icto; quando se desenvolve nas artérias que alimentam o coração (artérias coronárias), pode produzir-se um infarto do miocárdio.

Na maioria dos países ocidentais, a aterosclerose é a doença mais frequente e a causa principal de morte, representando o dobro das mortes por cancro e 10 vezes mais do que por acidentes. Apesar dos avanços médicos significativos, a doença das artérias coronárias (que é causada pela aterosclerose e que provoca os enfartes) e o icto aterosclerótico são responsáveis por mais mortes do que todas as outras causas juntas.

Aterosclerose

Causas

A aterosclerose inicia-se quando alguns glóbulos brancos, chamados monócitos, migram da corrente sanguínea para o interior da parede da artéria e transformam-se em células que acumulam substâncias gordas. Com o tempo, estes monócitos carregados de gordura acumulam-se e produzem espessamentos, distribuídos irregularmente pelo revestimento interno da artéria. Cada zona de espessamento (chamada placa aterosclerótica ou de ateroma) enche-se de uma substância mole parecida com o queijo, formada por diversas substâncias gordas, principalmente colesterol, células musculares lisas e células de tecido conjuntivo. Os ateromas podem localizar-se em qualquer artéria de tamanho grande e médio, mas geralmente formam-se onde as artérias se ramificam (presumivelmente porque a turbulência constante destas zonas, que lesa a parede arterial, favorece a formação do ateroma).

As artérias afetadas pela aterosclerose perdem a sua elasticidade e, à medida que os ateromas crescem, tornam-se mais estreitas. Além disso, com o tempo, as artérias acumulam depósitos de cálcio que podem tornar-se frágeis e rebentar. Então, o sangue pode entrar num ateroma rebentado, aumentando o seu tamanho e diminuindo ainda mais o lume arterial. Um ateroma rebentado também pode derramar o seu conteúdo gordo e desencadear a formação de um coágulo sanguíneo (trombo). O coágulo estreita ainda mais a artéria e inclusive pode provocar a sua oclusão ou então desprende-se e passa ao sangue até chegar a uma artéria mais pequena, onde causará uma oclusão (embolia).

Desenvolvimento da aterosclerose

A aterosclerose começa quando os monócitos (um tipo de glóbulos brancos), que se encontram na circulação sanguínea, entram na parede arterial e se transformam em células que acumulam substâncias gordas. Esta situação provoca um espessamento em algumas zonas (placas) do revestimento interno da parede arterial.

Aterosclerose
Seção transversal de uma artéria

Sintomas

Geralmente, a aterosclerose não produz sintomas até estreitar gravemente a artéria ou causar uma obstrução súbita.

Os sintomas dependem do local onde se desenvolve a aterosclerose: o coração, o cérebro, as pernas ou quase em qualquer parte do organismo.

Uma vez que a aterosclerose diminui de modo considerável o calibre de uma artéria, as zonas do organismo que esta alimenta podem não receber sangue suficiente e, como consequência, o oxigênio necessário. O primeiro sintoma do estreitamento de uma artéria pode ser uma dor ou uma cãibra nos momentos em que o fluxo de sangue é insuficiente para satisfazer as necessidades de oxigênio. Por exemplo, durante um exercício, uma pessoa pode sentir dor no peito (angina), devido à falta de oxigênio no coração; ou, enquanto caminha, podem aparecer cãibras nas pernas (claudicação intermitente) devido à falta de oxigênio nas extremidades. Estes sintomas desenvolvem-se gradualmente à medida que o ateroma aperta a artéria. No entanto, quando se verifica uma obstrução súbita, os sintomas aparecem imediatamente (por exemplo, quando um coágulo sanguíneo se encrava numa artéria).

Fatores de risco

O risco de desenvolver aterosclerose aumenta com a hipertensão arterial, os altos valores de colesterol, o tabagismo, a diabetes, a obesidade, a falta de exercício e a idade avançada. Ter um familiar próximo que tenha desenvolvido aterosclerose numa idade ainda jovem também aumenta o risco. Os homens têm um maior risco de sofrer desta doença do que as mulheres, embora depois da menopausa o risco aumente nas mulheres e finalmente iguala-se ao dos homens.

Prevenção e Tratamento

Para prevenir a aterosclerose, devem eliminar-se os fatores de risco controláveis, como os valores elevados de colesterol no sangue, a pressão arterial alta, o consumo de tabaco, a obesidade e a falta de exercício. Assim, dependendo dos fatores de risco específicos de cada pessoa, a prevenção consistirá em diminuir os valores de colesterol, diminuir a pressão arterial, deixar de fumar, perder peso e fazer exercício. Felizmente, tomar medidas para levar a cabo alguns destes objetivos ajuda a levar a cabo outros. Por exemplo, fazer exercício ajuda a perder peso, o que, por sua vez, ajuda a diminuir os valores do colesterol e da pressão arterial, do mesmo modo que deixar de fumar ajuda a baixar os valores do colesterol e da pressão arterial.

O hábito de fumar é particularmente perigoso para as pessoas que já têm um risco elevado de sofrer doenças cardíacas. Fumar cigarros diminui a concentração do colesterol bom, ou colesterol com lipoproteínas de alta densidade (HDL), e aumenta a concentração do colesterol mau, ou colesterol com lipoproteínas de baixa densidade (LDL). O colesterol também aumenta o valor do monóxido de carbono no sangue, o que pode aumentar o risco de lesões do revestimento da parede arterial e, além disso, contrai as artérias já estreitadas pela aterosclerose e, portanto, diminui a quantidade de sangue que chega aos tecidos. Por outro lado, fumar aumenta a tendência do sangue a coagular, o que aumenta o risco de doença arterial periférica, doença das artérias coronárias, icto e obstrução de um enxerto arterial depois de uma intervenção cirúrgica.

O risco que um fumador corre de desenvolver uma doença das artérias coronárias está diretamente relacionado com a quantidade de cigarros que fuma diariamente. As pessoas que deixam de fumar correm metade dos riscos das que continuam a fumar (independentemente de quanto tenham fumado antes de abandonar o hábito). Deixar de fumar também diminui o risco de morte após uma cirurgia de revascularização coronária (bypass) ou de um enfarte. Também diminui a incidência de doenças em geral e o risco de morte em doentes com aterosclerose em artérias diferentes das que alimentam o coração e o cérebro.

Definitivamente, o melhor tratamento para a aterosclerose é a prevenção. Quando a aterosclerose se torna suficientemente grave para causar complicações, devem tratar-se as próprias complicações (angina de peito, enfarte, arritmias, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, icto ou obstrução das artérias periféricas).

Fonte: www.manualmerck.net

Aterosclerose

Aterosclerose (arteriosclerose)

Descrição

Arteriosclerose é um termo geral que abrange diversas doenças nas quais as paredes arteriais ficam mais grossas e perdem a elasticidade por causa de depósitos de material lipóide. Destas doenças, a mais comum é a aterosclerose.

Causas

Material lipóide, colesterol, restos celulares, fibrina (proteína que participa na coagulação), plaquetas e cálcio são acumulados na membrana interna que recobre as artérias.

Isso pode ocorrer por:

Altos níveis de colesterol e triglicérides Hipertensão arterial Exposição aos componentes da fumaça do cigarro

Quando essas acumulações adquirem certo tamanho, recebem o nome de ateromas ou placas ateromatosas que, eventualmente, podem erodir a parede da artéria, diminuir a sua elasticidade e interferir com o fluxo do sangue. Também pode ocorrer a formação de coágulos ao redor das placas – tornando mais grave a obstrução – ou hemorragias dentro da placa.

Os fatores de risco da aterosclerose são: o cigarro, a diabete, a hipertensão arterial, a obesidade, os altos níveis de colesterol, as dieta rica em gorduras e os antecedentes familiares.

Sintomas

Não se evidenciam até a ocorrência de complicações: por exemplo, a obstrução das artérias coronárias que irrigam o coração pode produzir dor de peito e, eventualmente, infarto do miocárdio. Quando a falta de irrigação afeta o cérebro, pode ocorrer um acidente vascular cerebral (AVC). Quando o fluxo sanguíneo encontra-se dificultado e não leva suficiente quantidade de oxigênio às pernas, podem aparecer câimbras. Esses sintomas aumentam gradativamente, na medida em que a luz da artéria diminui.

Diagnóstico

A aterosclerose somente pode ser diagnosticada com a ocorrência das complicações. Previamente, pode-se perceber um som particular na ausculta da artéria.

Os estudos úteis para avaliar o grau da doença são as ultra-sonografias, as tomografias e as arteriografias.

Tratamento

Em certa medida, o próprio corpo tem um modo de se proteger, através da formação de novas veias que contornam a área afetada (circulação colateral).

Como métodos de prevenção, deve-se procurar reduzir os fatores de risco: a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, uma dieta com baixo teor de gordura e o sal. Geralmente é realizada a prescrição de medicamentos para reduzir o nível de colesterol no sangue, e doses baixas de aspirina servem para reduzir a risco de formação de coágulos.

Existem métodos para eliminar as obstruções dos ateromas que causam problemas de irrigação: quando eles se encontram localizados nas artérias coronárias, realiza-se uma angioplastia. Nos casos de obstruções da artéria carótida, pode ser realizada uma remoção da placa por cirurgia.

Fonte: www.saudesaude.com.br

Aterosclerose

A origem multifatorial da aterosclerose e a perspectiva de derrogação do determinismo através do controle dos fatores de risco ambientais

Em 1950, o estudo de Framingham concluiu que tabagismo, colesterol aumentado e hipertensão arterial associam- se à doença das artérias coronárias.

Introduziu-se, então, o conceito de fator de risco. Hoje, reconhece-se que a doença aterosclerótica é multifatorial, multigênica complexa, concorrendo para sua incidência vários gens, além da interação de cerca de vinte fatores ambientais conhecidos.

Entretanto, encontra-se estabelecido que sua progressão não é inexorável: contra o determinismo vigente por ocasião dos primeiros estudos, contrapuseram-se inúmeras evidências geográficas, culturais, temporais, demonstrando a importância do controle dos fatores de risco ambientais modificáveis.

Quanto à resposta às intervenções preventivas, os fatores de risco são classificáveis em quatro classes.

A classe IV corresponde a fatores de risco refratários às medidas preventivas diretas: o sexo masculino, a idade avançada, a história familiar de doença coronariana precoce e uma forma de dislipidemia familiar. Porém, mesmo esses fatores, a princípio inexoráveis, podem ter seu impacto reduzido mediante o controle dos fatores de risco controláveis, integrantes das classes 1, II e III. o controle dos fatores da classe 1, comprovadamente, reduz o risco de doença aterosclerótica, enquanto as intervenções sobre os fatores da classe II - potencialmente - reduzem o referido risco. Na classe III, encontram-se os fatores de risco que, se associados a outros e modificados, podem reduzir as conseqüências dos demais.

CLASSE I COLESTERQL LDL - DIETAS HIPERLIPÊMICAS HIPERTENSAO ARTERIAL HIPERTROFIA VENTRECULAR TABAGISMO FIBRINOGÊNIOAUMENTADO
CLASSE II SEDENTARESMO UBESlDADE DIABETES COLESTEROL HDL - TRIGLICERIDES PÓS-MENOPAUSA
CLASSE III FATORES PSlCOSSOClAIS I LIPOPROTEINAA HOMOCISTEINA ESTRESSE OXI'DATIVO - ALCOOL
CLASSE IV SEXO MASCULINO IDADE AVANÇADA FATORES GENÉTICOS

Na classe 1, há de se destacar, inicialmente, a fração LDL do colesterol, o tabagismo e o aumento de fibrinogênio, envolvidos na gênese e nas complicações da placa aterosclerótica por mecanismos inter-relacionados.

Assim, a formação da placa aterosclerótica depende, precipuamente, da lesão do revestimento interno da artéria (endotélio) e dos desvios metabólicos relativos aos lípides, em especial a concentração elevada de LDL: setenta e cinco por cento do colesterol do sangue é transportado pelas liporoteinas de baixa densidade (LDL), as quais, na razão direta de sua concentração no sangue, são captadas pela camada interna das artérias (endotélio), onde são oxidadas e iniciam a formação da placa aterosclerótica.

Oportuno mencionar, aqui, o papel antiaterogênico das lipoproteínas de alta densidade (HDL), cuja redução constitui um fator de risco da classe II, uma vez que possuem papel antiaterogênico, sendo responsáveis pela remoção da LDL oxidada da parede do vaso e seu transporte para o figado, onde são metabolizadas e eliminadas. Quanto ao tabagismo constitui um dos principais fatores de risco para aterosclerose e a principal causa evitável de doença coronariana.

Sua ação aterogênica deve-se às elevadas quantidades de dois potentes oxidantes, o oxigênio e o carbono, contidos no tabaco, os quais favorecem a oxidação da LDL. Em adição, o tabagismo altera o mecanismo de coagulação, propiciando a formação de coágulos e a trombose das artérias. O abandono do tabagismo representa a intervenção preventiva mais importante para a redução dos níveis de fibrinogênio no sangue, cujo excesso é considerado um mecanismo comum pelo qual vários fatores de risco conduzem à doença arterial aterosclerótica.

Outra evidência de grande significado para a preventiva é a constatação de que fatores de risco das classes compartilham um mecanismo de ação comum, a Síndrome Metabólica de Resistência à Insulina, o que possibilita que a correção do desvio metabólico desarme o gatilho para a formação da placa aterosclerótica e suas complicações: obesidade e dislipidemia trazem implícitos os riscos inerentes ao Diabetes e à Hipertensão Arterial, porque a obesidade aumenta a resistência à insulina, com resultante hiperglicemia e hiperinsulinemia, do que resulta vasoconstrição periférica e Hipertensão Arterial, conforme pode-se depreender a seguir.

A obesidade constitui importante fator de risco para a doença arterial aterosclerótica. Em especial, o acúmulo de gordura na cavidade abdominal resulta em elevado aporte de ácidos graxos livres e glicerol ao figado, com aumento da produção de glicose pelo órgão, diminuição da eliminação da insulina e aumento da resistência das células do músculos esqueléticos à ação dela. Como setenta e cinco por cento da glicose do sangue é utilizada pelos músculos esqueléticos, na dependência da ação da insulina, se houver resistência à ação desta a glicose não é utilizada, com resultante aumento de sua concentração no sangue. Esse aumento da glicose estímula o pâncreas a produzir insulina, cujo excesso - no sangue - estimula a produção de norepinefrina, do que resulta uma hiperatividade adrenérgica, responsável por constrição das artérias periféricas, importante na gênese da hipertensão arterial.

Os fatores de risco emergente, que integram a classe III, assumem importância em casos selecionados, quando - na ausência dos fatores de risco das classes 1, II e IV- há história familiar de doença coronariana precoce, ocorrência de doença coronariana em adulto jovens ou doença arterial periférica ou trombose.

Ante as evidências de que quanto mais fatores de risco forem eliminados mais se aproxima da prevenção ampla da doença aterosclerótica, é mister que o paciente, como usuário crítico e responsável dos serviços de saúde, inteire-se do mecanismo de atuação dos fatores de risco, para que exerça, de modo dialógico, sua autonomia, tanto na decisão de prevenir-se quanto na aderência ao programa de prevenção proposto.

Eneydc Gontijo Fernandes M. Rocha

Fonte: aplicacao.mp.mg.gov.br

Aterosclerose

A aterosclerose é uma doença crônica-degenerativa que leva à obstrução das artérias (vasos que levam o sangue para os tecidos) pelo acúmulo de lípides (principalmente colesterol) em suas paredes. A aterosclerose pode causar danos a órgãos importantes ou até mesmo levar à morte. Tem início nos primeiros anos de vida, mas sua manifestação clínica geralmente ocorre no adulto.

Quais são as causas da aterosclerose?

A aterosclerose é causada pelo acúmulo de lípides (gorduras) nas artérias, que podem ser fabricados pelo próprio organismo ou adquiridos através dos alimentos. Ela começa quando monócitos (um tipo de leucócito mononuclear) migram da corrente sangüínea e depositam-se nas paredes arteriais e passam a acumular gorduras, principalmente colesterol, formando as placas ateroscleróticas ou ateromas.

As artérias afetadas pela aterosclerose perdem elasticidade e, à medida que essas placas de gordura crescem, as artérias estreitam-se.

Eventualmente essas placas podem se romper, havendo o contato das substâncias do interior da placa com o sangue, o que produz a imediata coagulação do sangue e, como conseqüência, a obstrução total e súbita do vaso, o que leva ao infarto do miocárdio.

Quais são os sintomas da aterosclerose?

Usualmente, a aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que um estreitamento acentuado ou obstrução de uma ou mais artérias ocorra. À medida que a aterosclerose estreita a artéria, o órgão afetado pode deixar de receber sangue suficiente para oxigenar os seus tecidos.

O sintoma depende do órgão afetado pela obstrução da artéria. Assim, se as artérias acometidas são as que levam sangue para o cérebro, a pessoa poderá sofrer um acidente vascular cerebral (derrame); ou se são aquelas que levam sangue para as pernas, ela sentirá dor ao caminhar (claudicação intermitente), podendo chegar até à gangrena; no caso de obstrução nas artérias coronárias (vasos que levam sangue ao coração), o sintoma será dor no peito, o que caracteriza a "angina" ou o "infarto" do coração.

Esses sintomas desenvolvem-se gradualmente, à medida que a artéria é obstruída.

Quais são os fatores de risco para a aterosclerose?

Estudos identificaram que certos indivíduos têm maior propensão ao desenvolvimento dessa doença. São aqueles que apresentam os chamados fatores de risco para aterosclerose, como o tabagismo, a alteração dos lípides ou gorduras sangüíneas (colesterol e/ou triglicérides), o aumento da pressão arterial, o diabete, a obesidade, a vida sedentária e estresse emocional.

Idosos, indivíduos do sexo masculino, mulheres após a menopausa e pessoas com antecedentes familiares de aterosclerose também têm maior tendência a desenvolver a doença.

Como a aterosclerose pode comprometer o organismo?

A aterosclerose pode afetar as artérias de órgãos vitais como o cérebro, coração e rins.

Se a aterosclerose não for evitada, ela pode comprometer o funcionamento desses órgãos e até mesmo levar à morte. A aterosclerose pode causar derrame cerebral, infarto do coração, claudicação intermitente etc.

Nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil, a aterosclerose é a principal causa de doenças e óbitos na população de mais de 50 anos.

Como evitar a aterosclerose?

A aterosclerose pode ser evitada combatendo-se os fatores de risco - nível de colesterol alto no sangue, hipertensão arterial, tabagismo, obesidade e sedentarismo, ou seja, dependendo do fator de risco do indivíduo, a prevenção consiste em diminuir o nível de colesterol no sangue, diminuir a pressão sangüínea, deixar de fumar, perder peso ou começar um programa de exercícios.

Evitar alimentos que produzem aumento de colesterol no sangue (os alimentos de origem animal - carnes e derivados, frutos do mar, leites e derivados, etc.) e ingerir alimentos sem colesterol (frutas, legumes, verduras, tubérculos e cereais) são hábitos que contribuem para controlar o nível de colesterol no sangue.

A prática de exercícios pode levar à redução de peso, que por sua vez ajuda a diminuir o nível de colesterol no sangue.

Parar de fumar ajuda a diminuir o nível de colesterol no sangue e a diminuir a pressão sangüínea. O fumo diminui o nível de "colesterol bom" no sangue - HDL colesterol - e aumenta o nível de "colesterol ruim" no sangue - LDL colesterol, contrai a parede arterial, diminuindo ainda mais o fluxo sangüíneo na artéria já obstruída pelo colesterol.

Fonte: emedix.uol.com.br

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