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Auroras Polares

O Fenômeno e seu Apelido

A Aurora Polar é comumente conhecida pela expressão criada por Galileu: Aurora Boreal (em inglês, “Northern Lights”).

Pode também ser apelidada de Aurora Austral (em inglês, “Southern Lights”), expressão utilizada por James Cook.

Curiosidades

Galileu Galilei, por sempre vislumbrar a aurora polar no norte, criou a expressão Aurora Boreal em homenagem à Aurora e Bóreas, elementos históricos de Roma e Grécia.

A escolha se deve a história dos dois

S - Aurora (ou Eos) era a deusa romana do amanhecer, além disso, na mitologia grega, titã de segunda geração (os Titãs foram liderados por Cronos no enfrentamento contra Zeus e os Deuses Olímpicos pelo domínio do universo na Titanomaquia).

€ - Bóreas, segundo a Mitologia Grega, representa os ventos do norte e possui três irmãos: Zéfiro(ventos do Oeste), Nótus (ventos do sul) e Euro(ventos do leste). Um detalhe interessante: Euro (ou Noto) era o vento, em regra, tranqüilo e benévolo (apenas Horácio o apresentou como furioso).

Portanto, o nome euro, de origem grega, foi uma bela escolha para a moeda européia! Ademais, o símbolo da moeda européia (€) tem sua origem na letra grega épsilon (e), mas com duas barras paralelas no centro que representam a estabilidade atual do continente europeu, diferente do instável período grego.

Perceba que a escolha do símbolo e do nome da nova moeda única européia (o euro) foi envolta em inúmeros simbolismos, sobretudo que buscam consolidar uma idéia de união para os europeus, por exemplo, fortalecendo a noção de berço em comum: a cultura greco-romana!

Auroras Polares

Fotos de satélites da NASA em momentos da aurora

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História e Explicação do Fenômeno

De forma simples e fria, a Aurora Polar tem sua causa em elétrons de alta velocidade que colidem com átomos de oxigênio e nitrogênio na atmosfera superior. Entretanto, para ficar mais agradável, vejamos a história do conceito e do fenômeno em si.

Por milênios, nossos ancestrais acreditavam que o fenômeno da aurora boreal fosse uma manifestação dos deuses para fatos vividos por suas civilizações. Presságios bons ou ruins, por exemplo, predizendo safras, guerras, pragas ou morte de líderes, entre outras previsões.

Os Vikings nórdicos possuíam grande proximidade com o fenômeno. Acreditavam que os arcos produzidos pela aurora boreal correspondiam ao “tremendo e impetuoso caminho percorrido por guerreiros mortos em batalha que levava até Valhalla”.

Curiosidades

Na mitologia nórdica, Valhalla (ou Valhol) era um palácio mágico (o castelo de Valhol) situado na terra dos deuses nórdicos, Asgard, para onde deveriam seguir (através dos “caminhos” da aurora boreal) os guerreiros destemidos e honrados mortos em combate. No castelo, os guerreiros treinariam durante o dia e teriam seus ferimentos curados de forma mágica. À noite, os guerreiros viveriam grandes banquetes e orgias.

Em troca, participariam de um exército para defender o castelo (o “Exército das Almas Vivas”) até o Ragnarok, ou seja, até a batalha do fim do mundo para os nórdicos (o “Armageddon”, no conceito bíblico).

O vínculo com a divindade foi reduzindo com os séculos. A partir de meados do século XVIII, os pensadores iniciaram o estudo científico do fenômeno. Os estudos realizados durante o início da “Era Espacial” possibilitaram muitas desmistificações. Os cientistas puderam vincular o fenômeno à ocorrência de tempestades magnéticas e aos fluxos de partículas carregadas que entravam na atmosfera conforme os ciclos de ventos solares.

Além disso, descobriram que suas cores eram produzidas pela “agitação” de centenas de átomos de oxigênio e nitrogênio situados algumas milhas acima da superfície da Terra.

No século XX, cientistas puderam criar uma aurora artificial em laboratório. A questão que ainda não havia sido solucionada era o que provocava o acionamento do fenômeno, alguns acreditavam que fossem partículas provenientes diretamente do Sol. Inclusive, ainda hoje, essa explicação é encontrada em alguns livros!

A explicação atual (retirada de um especial da NASA, leia mais no final do “post”) é a seguinte: “quando uma grande tempestade solar atinge o campo magnético da Terra, ele sofre rearranjos.

Nesse ponto, são liberadas significativas cargas de energia com poderosas correntes de partículas que fluem de diferentes e distantes partes do campo magnético terrestre na atmosfera. Essas partículas não são provenientes do Sol, mas do próprio campo magnético, uma vez que atinjam uma camada carregada, chamada Ionosfera, elas adquirem ainda mais energia.

A corrente de partículas carregadas e com grande velocidade continuam fluindo ao longo do campo magnético da Terra nas regiões polares e colidindo com o oxigênio e o nitrogênio presentes. As colisões produzem um forte brilho (vermelho escuro) a mais de cem quilômetros de altitude com lindas cortinas de luzes verdes e vermelhas com altitudes de noventa quilômetros”. (Dr. Sten Odenwald. IMAGE Satellite Program, NASA, com tradução minha).

A Aurora Polar é influenciada pelo impacto entre o vento solar e a alta atmosfera terrestre, pois nesse momento ocorrem alterações no campo magnético da Terra. Não é um conjunto de “raios” provenientes diretamente do sol que provocam o fenômeno.

Explicação Técnica

A aurora polar é produzida por elétrons (partícula subatômica que circunda o núcleo atômico), prótons (partícula subatômica do núcleo dos elementos e que junto com o nêutron formam o núcleo atômico) e partículas alfa (núcleos do átomo de Hélio) que ao colidirem com átomos da atmosfera, principalmente nitrogênio e oxigênio, produzem luz. As colisões descritas emitem parte da energia da partícula para o átomo que foi atingido, gerando processos de ionização, dissociação e excitação de partículas.

Na ionização (produção de íons, espécies químicas eletricamente carregadas), os elétrons são despejados nos átomos, que carregam energia e criam um efeito em cascata de ionização de outros átomos. A excitação resulta em emissão de luz, pois os átomos instáveis emitem luz para atingir a estabilização.

O oxigênio e o nitrogênio são importantes na atmosfera, porque o oxigênio demora até um segundo para estabilizar, enquanto o nitrogênio estabiliza-se e emite luz de forma instantânea.

As cores predominantes do fenômeno são: verde e vermelho, mas aparecem inúmeros outros tons, como o ultravioleta, o violeta e o azul.

Agora, o fenômeno visto por observadores na Terra em fotos de Michael T. Dolan e Jon Curtis:

Auroras Polares

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Fonte: Portal Info Mundo

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Nas noites polares, a escuridão do céu é, às vezes, interrompido por brilhantes luzes multicoloridas que apresentam um movimento, como se fossem cortinas luminosas agitadas por estranhos ventos.

O estudo desses fenômenos permitiu identifica-los como uma radiação luminosa visível, emitida por átomos e moléculas existentes na ionosfera.

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Tais átomos ou moléculas são bombardeados por elétrons provindos do sol, e essa excitação provoca a sua ionização, ou mesmo o rompimento de moléculas, dando origem a outros tantos átomos ou moléculas ionizadas.

Os íons formados emitem radiação eletromagnética numa ampla faixa espectral, que vai do ultravioleta ao infravermelho.

Essa radiação resulta da relaxação dos elétrons de átomos/moléculas excitados, que retornam a níveis de menor energia, ou da captura de elétrons livres pelos íons já formados.

O efeito luminoso mais comum nas auroras polares é o de cor verde-clara, que decorre de emissão por átomos de oxigênio. Por vezes ocorrem belas emissões cor-de-rosa, feitas por átomos de nitrogênio.

O aspecto de cortina movediça dessa auroras se deve a variações no campo magnético da Terra, que é o responsável pela orientação do fluxo de elétrons provindo do sol.

Fonte: www.rossetti.eti.br

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