Quando o fenómeno ocorre no pólo Norte chama-se Aurora Boreal, enquanto que a que ocorre no pólo Sul chama-se Aurora Austral.
As auroras polares formam-se quando o vento solar, que vira a luz, fica aprisionado na ionosfera (a camada atmosférica mais elevada [há quem considere, ainda outra camada acima desta – a exosfera], que deve o seu nome por ser composta, principalmente, por iões) e entra no que é chamado “túnel magnético” (magnetismo terrestre), onde as partículas solares, electricamente carregadas, são aceleradas pelo campo magnético e ao entrar em contacto com os gases da alta atmosfera criam o tão espectacular efeito.
Normalmente, as auroras têm luz esverdeada, pois os átomos de oxigénio existentes na alta atmosfera ao colidirem com as partículas do vento solar, emitem luz verde.

Auroras Polares
No entanto, se o vento for forte, este poderá atingir camadas mais baixas da atmosfera e provocar uma aurora vermelha, devido à fricção com átomos de azoto (nitrogénio), mais abundante nesta secção da atmosfera. Caso isto aconteça, o fenómeno poderá, provavelmente, ser visto em regiões mais afastadas dos pólos.
Apesar disto, quanto mais a Norte ou a Sul estivermos maior é a possibilidade de observarmos uma aurora polar.
As tonalidades de uma aurora estendem-se por mais de 2000 km.
As auroras polares podem surgir em forma de manchas, arcos luminosos, faixas ou véus. Umas têm movimentos suaves, outras pulsam, mas sempre em alturas de cerca de 100 km.

Auroras Polares
Relativamente ao acompanhamento de um ruído não se tem a certeza. Esta pergunta sempre gerou discussão entre os residentes do norte. Não temos provas de que existam, mas existem relatos de sons que acompanham a aurora.
De acordo com estes relatos, parece haver dois tipos de ruído: uma espécie de assobio que muda de acordo com o movimento e um tipo de som de crepitação, igual ao que a electricidade estática produz.
Na Europa, os melhores locais para contemplar este acontecimento são a Islândia, o Norte da Noruega e da Finlândia. A época do ano em que há mais possibilidades de acontecer é nos equinócios (de Primavera e de Outono).
No Sul, as auroras ocorrem em locais desabitados.
Antigamente, considerava-se, que a ocorrência de uma aurora polar era sinal da ira divina, prenúncio de catástrofes e guerras, castigo certo. Pensavam que fosse coisa de Deus ou do diabo.
A partir dos sécs. XVI e XVII a ciência começou a entender o espectáculo. Galileu Galilei começou a explicar o fenómeno, já que concluiu que quase sempre ocorria no Norte da Europa e designou-o de aurora boreal.
No entanto, Aristóteles é considerado o primeiro a observar e sistematizar o fenómeno. No séc. XVIII, o navegante James Cook (o descobridor da Austrália) presenciara a aurora mas na direcção do pólo Sul e chamou-a de aurora austral. Ficou claro que não pertencia apenas ao Norte.
O astrónomo Edmond Halley foi o primeiro a ligar a ocorrência das auroras polares ao campo magnético terrestre, a sua principal área de estudo.
No entanto, foi apenas no fim do século XVIII que outro pesquisador, o americano Elias Loomis, daria um passo decisivo para transformar o mistério da aurora em ciência, ao investigar a actividade solar. 20 a 40 horas mais tarde tinha-se noticiado uma espectacular aurora em regiões próximas à latitude 77º, no Norte do Canadá e dentro do Círculo Polar Árctico.
Fonte: bibliodrruydandrade.no.sapo.pt
As auroras boreais (luzes do norte) e as auroras austrais (luzes do sul), conhecidas como auroras polares, são um verdadeiro show de cores no céu das regiões próximas aos pólos da Terra.
Elas se formam em várias épocas do ano e têm diversos formatos e cores.

1. Arco homogêneo: forma-se um arco no céu.
2. Arco com estrutura de raio: um arco cresce e se espalha no céu.
3. Faixa homogênea: vários arcos se formam.
4. Faixa com estrutura de um raio: uma ou mais faixas se estendem de leste para oeste, como se fossem raios.
5. Cortinas: Esta é a forma mais clara de aurora que pode ser observada. Os raios cobrem a maior parte do céu e ondas vêm e vão. As luzes variam rapidamente.
6. Raios: Raios se alinham ao longo do campo magnético da Terra e mudam bem rápido.
7. Coronas: Vistos da Terra, os raios parecem leques.
Fonte: recreionline.abril.com.br