Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  História da Áustria - Página 2  Voltar

História da Áustria

A História da Áustria desde o século XIII esteve dominada pela família dos Hapsburgos. A região foi conquistada por Carlos Magno e permaneceu como parte do Santo Império Romano. No século XVI, os Hapsburgos tinham ganho firmeza o título de Imperador, embora o seu poder fosse muitas vezes vazio e sem distinção assentando na quantidade de terras, muitasdas quais podeiam ser encontradas na Áustria. Com Carlos V, a Áustria fazia parte de um vasto império; contudo com a abdicação de Carlos em 1556, as partes espanholas e alemãs das suas terras foram separadas passando para o seu filho e irmão respectivamente.

Os Hapsburgos
Os Hapsburgos

O Santo Império Romano como unidade política estava cada vez mais fragmentado, levando um observador do século XVIII a comentar que "nem santo, nem romano, nem um Império". Foi formalmente abolido em Agosto de 1806, Fracisco II já tinha assumido o título de "Imperador da Áustria". E muitas das partes norte e leste do Império tinham sido absorvidas na Prússia.

Durante os séculos XVII e XVIII, a Áustria - e em particular Viena - tornou-se num dos maiores centros culturais da Renascença associada com os termos Barroco e o Iluminismo; os acontecimentos musicais deste período foram particularmente notáveis. O Império Austríaco (nessa altura o Império Austro-Húngaro) acabou, após a Primeira Guerra Mundial; a Áustria foi declarada uma república. Em 1938 foi incorporada no Terceiro Reich mas foi libertada em 1945 e reposta como uma república sob protecção dos poderes aliados.

A independência total foi restaurada em Julho de 1955. A Áustria tem sido governada de acordo com um modelo ortodoxo europeu ocidental. Os maiores partidos , o Österreichische Volkspartei (ÖVP – PartyPartido do Povo Austríaco) e o Sozialdemokratische Partei Österreichs (SPÖ – Partido Social Democrata da Áustria), detiveram um monopólio efectivo da política austríaca até 1980, e viram o crescimento da ultra-direita e dos ambientalistas.

História da ÁustriaHistória da Áustria

A década também trouxe uma atenção não muito usual sobre a Àustria quando o ex-Secretário Geral das Nações Unidas, Kurt Waldheim, foi apontado para a presidência; embora seja um cargo titular, a presidência carrega um grande significado simbólico. A controvérsia sobre o desempenho de Waldheim durante a Segunda Guerra Mundial, na qual serviu como oficial de inteligência do exército, e assim ter conhecimento de - e a cumplicidade em - deportações em massa e execuções.

Kurt Waldheim
Kurt Waldheim

Estas alegações levaram á queda de Waldheim em Maio de 1992. A sua substituição para a eleição recaiu sob o candidato da ÖVP Thomas Klestil, que foi re-eleito para um segundo mandato em Abril de 1998.

Thomas Klestil
Thomas Klestil

O aparecimento de uma nova realidade política aconteceu, o partido de extrema-direita Die Freiheitlichen, como a maior força eleitoral. Originalmente conhecida como Freiheitliche Partei Österreichs (FPÖ – Partido da Liberdade Austriaco), e que era liderado por Joerg Haider, um da nova geração de políticos da extrema-direita europeus. O SPÖ e ÖVP formaram uma série de governos de coligação a meio e no final dos anos de 1990, numa esperança de que o Die Freiheitlichen não conseguisse alcançar um resultado eleitoral e saísse de cena.

A loucura desta estratégia ficou ilustrada em outubro de 1999, quando o Die Freiheitlichen aumentou a sua votação para 27 %. Agora, o SPÖ e ÖVP não conseguiam segurar a maioria e Haider e o seu partido entrou pra o governo em Janeiro de 2000.

História da ÁustriaHistória da Áustria
Joerg Haider

Após uma reacção inicial furiosa no estrangeiro, a qual incluía sanções diplomáticas, o resto da União Europeia acabou por ter relações com o novo governo. Liderado pelo Chanceler do ÖVP’s Wolfgang Schüssel e Haider como adjunto, e Suzanne Riess-Passer como Vice-Chanceler.

História da Áustria

Contra todas as expectativas, o governo sobreviveu até Outono de 2002. Antes de uma guerra feudal interna no seio do Freiheitlichen entre o líder do partido Haider e Riess-Passer. A eleição que se seguiu viu o colapso da Freiheitlichen que desceu para 10% - 1/3 em relação aos resultados de 1999 - mas o Chanceler Schüssel que tinha permanecido no cargo, não conseguiu de negociar uma uma aliança com os outros dois grandes partidos - o SPÖ e os Verdes - e foi obrigado a uma segunda 'negra-e-azul' aliança com a Freiheitlichen. No inicio de 2003, o Partido do Povo concordou formar um governo com o Partido da Liberdade.

Em Abril de 2004, Heinzfische foi eleito Presidente. Apesar das muitas mudanças, a Áustria ainda tem assuntos ligados á contenção de direita: a Áustria em 2003 era indicada como tendo as leis de asilo mais restrictivas da Europa.

Heinzfische
Heinzfische

Duelo pela Áustria
Duelo pela Áustria

Fonte: www.enciclopedia.com.pt

História da Áustria

A ameaça nazista ronda a Áustria

A formação de um governo composto por representantes do Partido da Liberdade, de extrema direita, esta provocando grande polêmica no mundo e, em especial nos países da União Européia, Estados Unidos e Israel.

É a primeira vez que um grupo nazista chega ao comando de um Estado, em um país europeu, desde a Segunda Guerra Mundial. O líder desse partido, Joerg Haider, declarou suas simpatias por Hitler e chegou a condecorar soldados da SS que participaram da guerra.

O novo governo foi formado sob comando do Partido Popular, de centro direita, sendo que o ministério é composto por 6 representantes de cada um dos partidos políticos.

A Formação do governo da Austria é a seguinte:

No Parlamento: 52 deputados ( 26,91%) do Partido Popular 52 deputados ( 26,91%) do Partido da Liberdade 65 deputados ( 33,15%) do Partido Social Democrata 14 deputados ( 7,1% ) do Partido Verde

A nova Aliança ministerial

Partido Popular: Chanceler, interior, agricultura, economia, educação, exterior; Partido da Liberdade: Vice-chancelaria, justiça, finanças, defesa, infraestrutura e ass. Social

O novo Chanceler (1° ministro) é Wolfgang Schüssel, do Partido Popular

O Totalitarismo

O Totalitarismo é caracterizado pela centralização e pela imposição dos valores do Estado sobre os valores individuais. No totalitarismo, todas as atividades, econômicas, religiosas, sociais ou culturais são controladas pelo Estado, que por sua vez fica sob domínio de um único partido ou um único chefe político. Os grupos que defendem o totalitarismo são anti-liberais Ao final da Primeira Guerra mundial, os impérios haviam sido derrotados e os países liberais lideraram a reorganização mundial, liderados por EUA, Inglaterra e França - os 3 grandes - que mantiveram o colonialismo e determinaram uma política imperialista também na Europa, impondo condições amargas aos países derrotados, marginalizando a Itália e impondo uma nova divisão geopolítica `a região: Formou-se o "leste europeu" e a Iugoslávia. Na Europa pós Primeira Guerra, todos os países passaram a ter regimes políticos liberais, com exceção da Rússia Soviética.

No entanto, a crise econômica de várias nações, a insatisfação de vários países com os acordos de paz e a "ameaça socialista", fez surgir vários partidos nacionalistas e forte oposição aos governos e princípios liberais, propondo em oposição, o estabelecimento de um governo forte, ao qual a população deveria estar subordinada, como única forma de recuperação, estabilidade e prosperidade.

Foi nesse contexto que surgiu primeiro o fascismo na Itália, liderado por Benito Mussolini e posteriromente o Nazismo na Alemanha, liderado por Adolf Hitler.

O NAZISMO

A exaltação do sentimento nacionalista tornou-se muito intensa desde o final da guerra, principalmente nas fileiras do exército, que apesar das conquistas que havia obtido durante o conflito, fora obrigado a render-se. Qual a explicação para essa situação? De uma forma geral, o isolamento da Alemenha. Sem colônias ou aliados o exército não teria outra opção.

Mas por que a Alemanha não tinha colônias ou aliados? Bem, nesse caso a resposta é mais complexa e envolve todo o desenvolvimento da economia mundial a partir da política neocolonialista e imperialista. Os aliados da Alemanha foram derrotados no decorrer do conflito.

Uma das formas de explicar a derrota alemã foi procurando os culpados dentro da própria Alemanha e desta forma, a necessidade de se achar um culpado e o preconceito arraigado contra os judeus, foram utilizados para fortalecer o nacionalismo e consequentemente o anti semitismo, bases da teoria nazista.

Em 1918, terminada a guerra, o Segundo Reich foi extinto e deu lugar a um regime republicano, parlamentarista, de tendência liberal. Os novos governantes acitaram as condições impostas pelo Tratado de Versalhes, aprofundando a crise econômica. No ano seguinte, a Liga Espartaquista, grupo comunista organizou um golpe, que mesmo fracassado, serviu para estimular os movimento mais conservadores, como a fundação do Partido Nacional Socialista (NAZISTA) que, exaltando o nacionalismo, contou com o apoio da burguesia, de setores de classe média, da Igreja Católica, militares e de grande número de desempregados. A primeira tentativa de chegar ao poder por parte dos nazistas ocorreu em 1923 - Putsch de Munique - que ao fracassar, levou seu principal líder, Hitler, à prisão. Durante a década de 20 o Partido Nazista cresceu, apoiado em uma teoria melhor definida, em forte propaganda, na ação terrorista de seus grupos paramilitares e aproveitando-se da crise econômica e do elevado nível de desemprego.

Os elementos que melhor expressam a doutrina nazista são: o nacionalismo exarcebado, o anti liberalismo, anti comunismo, anti semitismo, defendia ainda a "Teoria do espaço Vital", justificando o ideal expansionista. A crise iniciada em 1929 afetou duramente a Alemanha e consequentemente o governo liberal. Os Nazistas aproveitaram-se desta situação e em 1932, obtendo expressiva vitória eleitoral, fato que levou Hitler ao cargo de Chanceler em Janeiro de 1933. Em 27 de fevereiro as organizações paramilitares nazistas incendiaram o Parlamento, atribuindo a culpa aos comunistas, que foram violentamente perseguidos, muitos eliminados, possibilitando então a vitória dos nazistas das eleições do mês seguinte, que daria a Hitler plenos poderes.

PASSADO E PRESENTE

Uma das maiores preocupações em relação ao novo governo da Áustria refere-se à política frente aos imigrantes. O neonazismo que desenvolveu-se em vários países da Europa nas duas últimas décadas teve como principal motivação o preconceito de origem racial, atingindo comunidades de origem africana, do leste europeu, Turquia ou do Oriente Médio, acusadas como responsáveis pelas dificuldades econômicas de diversos países, uma vez que tirariam o trabalho de muitos e ainda determinariam gastos "sociais" por parte dos governos.

Fonte: www.historianet.com.br

voltar 123avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal